Autor: REDAÇÃO

  • Ser mãe é um desejo meu, não uma obrigação, diz Barbara Reis, a Lena de 'Três Graças'

    Ser mãe é um desejo meu, não uma obrigação, diz Barbara Reis, a Lena de 'Três Graças'

    “Tem sido um desafio muito rico para mim. Desde que recebi os primeiros textos, entendi que estava lidando com uma personagem atravessada por um desejo muito profundo de maternidade, mas também por muitas camadas de solidão e frustração”, comenta a artista.

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Aos 36 anos, a atriz Barbara Reis diz não ter pressa para ser mãe. Situação contrária à que encarna em “Três Graças”. Na trama da Globo, Lena, sua personagem, compra o bebê esperado por Joélly (Alana Cabral). Mesmo sem gestação real, ela sente enjoos, tonturas e a chamada gravidez psicológica.

    “Tem sido um desafio muito rico para mim. Desde que recebi os primeiros textos, entendi que estava lidando com uma personagem atravessada por um desejo muito profundo de maternidade, mas também por muitas camadas de solidão e frustração”, comenta a artista.

    “A preparação foi mais interna: procurei entender casos reais de mulheres que passam por dificuldades para engravidar ou por gravidez psicológica. Li relatos, reportagens e ouvi histórias próximas. Não tenho na família casos de infertilidade, mas conheço amigas que viveram isso”, diz.

    Na visão da atriz, Lena é uma mulher muito intensa e com personalidade forte.É amorosa, mas carrega feridas emocionais grandes. “As frustrações dela vêm de uma idealização de que a ter um filho preencheria todos os vazios da vida. Eu a vejo como alguém que muitas vezes age por impulso e pela emoção do momento. O público pode esperar uma personagem cheia de reviravoltas, que pode tomar atitudes extremas”, revela.

    Fora da ficção, Barbara não tem filhos. Ainda. Ela congelou óvulos para tentar realizar seu desejo de ser mãe no momento em que achar conveniente. A atriz é casada com o ator Raphael Najan desde 2023.

    “Ser mãe é um desejo, uma vontade minha, mas não é algo que encaro como obrigação ou meta imediata. Penso mais em médio e longo prazos, quando a vida apontar esse caminho. As cenas que envolvem maternidade mexem comigo de forma humana, claro, mas tento usar isso como combustível artístico e não como algo pessoal que me paralise”, reforça.

    Barbara diz que as recorrentes perguntas a respeito desse tema, quando respeitosas, não a incomodam. “O que me incomoda é a ideia de que exista um tempo ‘correto’ para engravidar. Eu não acredito nisso”, afirma. “Cada mulher tem sua história, seu corpo, seus planos e seu próprio relógio. Para mim, o tempo certo é o tempo possível e desejado por cada uma, sem pressão externa.”

    ESTREIA EM COMÉDIA E NOVOS PLANOS

    Desde o último dia 8 de janeiro, Barbara pode ser vista nas telonas do cinema na comédia “Agentes Muito Especiais”. O longa vem à tona de forma paralela ao drama apresentado por ela em “Três Graças”. A atriz conta como consegue “virar a chavinha” para atuar em núcleos tão distintos.

    “É um exercício delicioso como atriz. A comédia tem outro ritmo, outra música, e me permitiu mostrar uma faceta mais leve que o público ainda não conhecia. Ao mesmo tempo, o drama me mantém num lugar de profundidade. Poder transitar entre essas energias só reforça o quanto nossa profissão é múltipla”, conta.

    Apesar de ser um filme de humor, protagonizado pelos comediantes Marcus Majella e Pedroca Monteiro, a policial Nanda, interpretada por Barbara, não faz necessariamente piadas, mas funciona, segundo a atriz, como um contraponto, quase como um eixo de realidade no meio das confusões dos agentes.

    Ela tem mais planos para 2026. É o ano em que celebra uma década desde sua estreia na atuação, em “Velho Chico” (2016). E conta que quer diversificar com séries, cinema e possivelmente teatro. Além disso, diz querer experimentar processos diferentes e personagens mais curtos também.

    “Tenho muito orgulho do caminho que percorri. E ainda tenho sonhos: viver uma protagonista de comédia romântica, fazer uma vilã de época ou personagens que me tirem totalmente da zona de conforto”.

    Ser mãe é um desejo meu, não uma obrigação, diz Barbara Reis, a Lena de 'Três Graças'

  • Bruno Fernandes pode ‘bater a porta’ após saída de Ruben Amorim

    Bruno Fernandes pode ‘bater a porta’ após saída de Ruben Amorim

    O ciclo de Bruno Fernandes no Manchester United pode estar chegando ao fim. Jogadores dos Red Devils temem que o meia português decida deixar o clube ao término da temporada em razão da demissão de Ruben Amorim, segundo informa o jornal The Sun neste domingo.

    Bruno Fernandes é reconhecidamente o jogador mais importante do atual elenco do Manchester United, mas no último verão europeu esteve muito perto de se transferir para o Al Hilal, da Arábia Saudita.

    A saída, no entanto, não se concretizou porque Ruben Amorim o convenceu a permanecer em Old Trafford. Ao mesmo tempo, a diretoria do United não colocou grandes obstáculos para uma possível transferência, atitude que deixou Bruno Fernandes triste e magoado, como o próprio revelou em entrevista ao Canal 11, exibida em dezembro passado.

    “Pensei que a empatia e o carinho que eu tinha pelo clube fossem recíprocos. Essa empatia até pode existir, mas chega a um ponto em que o dinheiro é mais importante do que você. O clube queria que eu saísse. Disse isso aos dirigentes. Acho que não tiveram coragem de tomar essa decisão porque o treinador me queria. Se eu tivesse dito que queria sair, o clube teria me deixado ir”, afirmou Bruno Fernandes, em declarações que repercutiram fortemente na Inglaterra.

    Sem Ruben Amorim, a saída volta a ser uma possibilidade

    Com a saída de Ruben Amorim do comando do Manchester United, a possibilidade de Bruno Fernandes deixar o clube volta a ganhar força. O experiente jogador português quer disputar a Copa do Mundo de 2026 e só depois tomará uma decisão sobre o seu futuro.

    Ainda assim, na entrevista ao Canal 11, o meia formado no Boavista admitiu que pode vir a atuar na Arábia Saudita, destacando a tranquilidade familiar que poderia encontrar no Oriente Médio.

    “Não vejo isso pela questão do dinheiro. Sinceramente, não posso reclamar. Sou muito bem remunerado. Obviamente, a diferença é enorme, mas isso nunca me guiou. Se um dia tiver que jogar na Arábia, vou jogar, mas não apenas pelo aspecto financeiro”, confessou Bruno Fernandes, admitindo também que já conversou sobre o tema com Cristiano Ronaldo, compatriota que atua no Al Nassr.

    “Ele me aconselhou. Falamos sobre a questão da Arábia, ele que foi o grande responsável por tudo isso lá. Inclusive, foi ele quem iniciou a conversa, porque sabia do interesse. Conversamos um pouco, mas a decisão sempre passaria por mim”, explicou o internacional português.

    De volta após lesão

    Bruno Fernandes ficou fora dos últimos jogos de Ruben Amorim à frente do Manchester United, mas já se recuperou de lesão e, na última quarta-feira, contribuiu para o empate contra o Burnley (2 a 2), já sob o comando interino de Darren Fletcher.

    Neste domingo, Bruno Fernandes deve voltar a ser titular na recepção ao Brighton, em partida válida pela terceira fase da Copa da Inglaterra.

    Vale lembrar que o meio-campista de 31 anos disputa sua sétima temporada pelo clube de Manchester, que pagou 65 milhões de euros ao Sporting por sua contratação, em janeiro de 2020.

     

    Bruno Fernandes pode ‘bater a porta’ após saída de Ruben Amorim

  • Afastamentos por burnout disparam e gastos com auxílios pressionam Previdência

    Afastamentos por burnout disparam e gastos com auxílios pressionam Previdência

    O diagnóstico de burnout veio depois de um longo período de esgotamento tratado como normal. Afastada por 15 dias, tentou voltar ao trabalho, mas teve uma crise de pânico e se demitiu.

    CRISTIANE GERCINA E JÚICA GALVÃO
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A empresária e hoje criadora de conteúdo Carla Ramalho, 34, passou meses ignorando sinais de que algo não ia bem. Olho tremendo, insônia, lapsos e perda de memória, irritabilidade e queda de desempenho viraram parte da rotina enquanto trabalhava como gerente de marketing em uma multinacional. “Eu acordava mais cansada do que quando ia dormir.”

    O diagnóstico de burnout veio depois de um longo período de esgotamento tratado como normal. Afastada por 15 dias, tentou voltar ao trabalho, mas teve uma crise de pânico e se demitiu.

    Os afastamentos por burnout -síndrome do esgotamento profissional- se multiplicaram por 6 em quatro anos e passaram a pressionar os gastos da Previdência Social.

    Dados do MPS (Ministério da Previdência Social) apontam alta de 493% nos auxílios-doença por esgotamento no trabalho e falta de lazer, saltando de 823 casos em 2021 para 4.880 em 2024. Nos seis primeiros meses de 2025, os registros chegaram a 3.494, representando 71,6% dos afastamentos do ano anterior.

    Os números podem estar subnotificados. O esgotamento no trabalho não é fácil de ser identificado e pode levar o profissional a ser afastado por outras doenças. Além disso, trabalhadores informais não contribuem com o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e ficam fora das estatísticas.

    “A irritabilidade foi o sintoma mais latente para mim. Entreguei por meses [o trabalho] na força do ódio, ignorando totalmente os sintomas”, diz Carla.

    Em 2024, o INSS concedeu 472,3 mil auxílios-doença relacionados à saúde mental -o que inclui depressão, ansiedade e outras síndromes- de um total de 3,6 milhões de afastamentos. No ano anterior, foram 283,5 mil.

    Em 2025, os transtornos por saúde mental geraram 271.076 afastamentos de janeiro a junho, de um total de mais de 2 milhões de auxílios e já representam 1 em cada 7 afastamentos, aproximando-se das concessões por problemas ósseos e musculares, que lideram as doenças no INSS.

    Carla não recebeu auxílio-doença, pago depois de 15 dias de afastamento -nesse período, para quem tem carteira assinada, o valor é pago pela empresa-, e reconhece que só melhorou por ter rede de apoio e vida financeira estável.

    Ela destaca o preconceito e o medo de ser visto como fraco como fatores que fazem o trabalhador não buscar ajuda e fugir do afastamento. Em vídeo na internet, explica as diferenças entre ter síndrome de burnout -adoecimento crônico- e um burnout pontual. A trabalhadora viveu os dois casos.

    As despesas com auxílio têm crescido mais do que as com outros benefícios e passaram de R$ 18,9 bilhões em 2022 para R$ 31,8 bilhões em 2024, alta de 68%. Já os gastos totais da Previdência subiram de R$ 734,3 bilhões, em 2022, para R$ 802,2 bilhões em 2023 -alta de 9,2%- e chegaram a R$ 876,9 bilhões em 2024, crescimento de 19,4% ante 2022.

    “Não é questão de não aguentar o tranco. É questão de adoecer. Se fosse um relacionamento amoroso que te levasse a esse estado, todo mundo diria para terminar. Burnout não é frescura, não é desculpa. É um problema de saúde reconhecido pela OMS [Organização Mundial da Saúde]”, diz Carla.

    O avanço acelerado dos afastamentos por transtornos mentais acendeu um alerta no governo. Estudos de impacto começaram ainda na gestão de transição, em 2022, quando já se observavam efeitos prolongados do pós-pandemia.

    A ampliação do home office, o aumento do tempo conectado e o crescimento da informalidade e da chamada uberização passaram a ser considerados pontos-chave do novo cenário de adoecimento.

    MULTA POR FALTA DE MAPEAMENTO DE RISCO COMEÇA EM MAIO

    Em 2023, normativa do Ministério da Saúde reforçou o burnout como doença ocupacional, consolidando o direito ao auxílio-doença que dá estabilidade na volta ao trabalho. No ano seguinte, o MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) passou a exigir o mapeamento de riscos psicossociais nas empresas. Mas a pressão de empregadores fez o governo adiar para maio de 2026 o início das multas a quem descumprir a norma.

    A historiadora e jornalista Ana Carolina Rangel, 44, viveu por anos em estado de exaustão permanente, sem perceber que estava doente. Dormia com dois celulares e ficava disponível para a empresa quase 24 horas por dia. Teve uma hérnia de disco, infecções de ouvido e garganta, e sofreu dois abortos.

    Foi na pandemia de Covid-19 que a exaustão chegou ao limite e veio o diagnóstico: síndrome de burnout. “Em nenhum momento consegui identificar o que realmente era. Não cheguei a verbalizar na empresa, porque esse tipo de vulnerabilidade era ainda menos aceita do que hoje. Era como se eu estivesse em um deserto interno”, diz.

    Ana Carolina, hoje especialista em felicidade corporativa, atribui o aumento do cansaço entre os trabalhadores à intensificação de fatores já existentes, como longas jornadas e dificuldades de transporte, somados ao crescimento da ansiedade, impulsionado pela internet e pela sensação de disponibilidade permanente.

    Outro fator, segundo ela, é a precarização do trabalho. “Eu vejo muitas pessoas da base da pirâmide [social] tendo que complementar a renda com trabalhos informais, como trabalho com aplicativos.”

    A especialista diz que é difícil para o trabalhador identificar sozinho o burnout ou sair dele. Em meio a isso, outras doenças relacionadas ao esgotamento começam a surgir, confundindo ainda mais os sintomas. “Com cansaço e falta de sono, a imunidade cai.”

    Segundo o MTE, estudos mostram que o impacto do adoecimento mental no trabalho não se limita ao período de afastamento. Benefícios por doenças ocupacionais não exigem carência no INSS -não é preciso ter um mínimo de contribuições para ter direito, como nos auxílios comuns-, o que amplia a base de trabalhadores. Além disso, as contribuições deixam de ser pagas.

    O profissional continua com depósitos do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) pela empresa e tem estabilidade de 12 meses após voltar ao trabalho. Caso seja considerado auxílio previdenciário -por doença comum-, esses direitos não estão previstos.

    Para Leonardo Rolim, ex-ministro da Previdência e ex-presidente do INSS, o crescimento dos afastamentos por transtornos mentais é um fenômeno estrutural e de longa duração, que se intensificou no início dos anos 2000 e ganhou força após a pandemia com mudanças no mercado de trabalho.

    Rolim diz que setores como o bancário já apresentavam altos índices de adoecimento psíquico há mais de uma década, com pressão por metas e outros fatores.

    Outro ponto que ele destaca é o fato de que auxílios comuns duram três ou quatro meses, mas os relacionados à saúde mental podem se estender por seis meses ou mais. “O impacto maior não é apenas na despesa previdenciária, mas na produtividade do país e na vida das pessoas”, diz.

    IMPACTO NA JUSTIÇA DO TRABALHO

    A advogada Priscila Arraes Reino, especializada em Previdência, afirma ser perceptível o crescimento de processos na Justiça envolvendo síndrome de burnout, tanto em volume quanto em gravidade. Segundo ela, o que chega ao Judiciário é resultado de exposições prolongadas a ambientes de trabalho que estão adoecendo as pessoas.

    Levantamento do escritório Trench Rossi Watanabe mostra que o número de ações trabalhistas pela síndrome segue em trajetória de alta. O termo aparece em 17,2 mil processos distribuídos em 2024 em petições iniciais, sentenças, acórdãos e decisões do TST (Tribunal Superior do Trabalho).

    Em 2025, foram 20,1 mil menções, segundo a advogada Priscila Kirchhoff, sócia do escritório. O total representa alta de 16,9%. “Em 2025, as ações trabalhistas que mencionam burnout somaram um passivo de R$ 3,63 bilhões para as empresas. O valor médio das causas por processo foi de R$ 286 mil.”

    Para Arraes, o burnout, reconhecido como doença do trabalho no Brasil desde 1999, deve ser compreendido como problema estrutural do trabalho contemporâneo, e não como fragilidade individual.

    A advogada diz que os gastos para a Previdência são altos, mas o impacto para o trabalhador pode ser irreparável. “O benefício por incapacidade, em regra, é inferior à remuneração habitual, gerando perda de renda, instabilidade financeira e dificuldades para custear tratamento e medicação, muitas vezes de uso contínuo e alto custo”, diz.

    Para conseguir o auxílio no INSS, o trabalhador deve apresentar atestado médico com a CID (Classificação Internacional de Doenças) e ter laudos que comprovem que o adoecimento está ligado ao trabalho. O pedido é feito pela Central 135 ou pelo aplicativo ou site Meu INSS.

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  • Chocolate, queijo, azeite e molho de tomate podem ficar mais baratos com acordo entre UE e Mercosul

    Chocolate, queijo, azeite e molho de tomate podem ficar mais baratos com acordo entre UE e Mercosul

    Os azeites produzidos nos países europeus, taxados em 10%, terão a alíquota zerada a partir do 15º ano, mas também já ficarão mais baratos a partir do primeiro ano de vigência, devido aos cortes graduais.

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O acordo entre União Europeia e Mercosul aprovado na sexta-feira (9) pelos países europeus pode baratear produtos bastante consumidos pelo brasileiro e conhecidos pela qualidade na Europa, como chocolates, queijos, azeites e molho de tomate. O tratado comercial prevê redução de alíquotas para vários alimentos a partir de um cronograma pré-definido.

    Os chocolates europeus, por exemplo, hoje são taxados em 20% pelo Brasil, mas ficarão imunes aos tributos a partir do décimo ano de vigência do acordo, que ainda precisa ser aprovado pelo Parlamento Europeu. O cronograma de cortes, no entanto, já começa logo no primeiro ano de tratado.

    Os queijos da UE, que hoje têm alíquota de 16%, também terão isenção de tributos de importação a partir do décimo ano. Nesse caso, haverá uma cota anual de 30 mil toneladas em todo o Mercosul -quando essa quantidade for atingida, os importadores precisarão voltar a pagar impostos de importação. A mozarela, porém, seguirá sendo taxada em 28%.

    Já os azeites produzidos nos países europeus, taxados em 10%, terão a alíquota zerada a partir do 15º ano, mas também já ficarão mais baratos a partir do primeiro ano de vigência, devido aos cortes graduais.

    A redução nos impostos de importação de azeite, aliás, pode gerar um impacto significativo nas compras dos brasileiros. Hoje, quase todo o azeite consumido no Brasil vem de fora do país, sendo que Portugal é de longe o maior exportador do alimento para o Brasil (em 2025, foram 10 mil toneladas, contra 662 vindo da Argentina, o segundo colocado).

    Estão na lista também de produtos que deverão chegar mais baratos ao Brasil os molhos de tomate, sobretudo os italianos -principal origem dos molhos importados pelo Brasil. Nesse caso, em dez anos, os molhos verão as taxas de 18% de importação serem zeradas.

    Os consumidores de kiwi no Brasil também devem se beneficiar com o acordo. A maior parte da fruta vendida em supermercados brasileiros vem de fora, sendo Grécia e Itália o segundo e o terceiro maiores vendedores, atrás apenas do Chile. Nesse caso, a redução será integral logo no primeiro ano de vigência.

    Os vinhos europeus, por sua vez, terão alíquotas de 20% a 27% reduzidas a zero entre o oitavo e décimo ano, a depender do tipo de vinho. Já os vinhos brancos produzidos em algumas regiões específicas da Europa serão isentos logo no primeiro ano do acordo.
    A manteiga também terá sua alíquota reduzida, ainda que o Brasil importe muito pouco desse produto. Nesse caso, assim que o acordo entrar em vigência, a manteiga europeia terá uma alíquota reduzida em 30% -hoje, a alíquota aplicada pelo governo brasileiro é de 16%.

    ASSOCIAÇÕES EMPRESARIAIS CELEBRAM ACORDO

    Se na União Europeia agricultores manifestam contrários ao acordo com medo de que a carne brasileira tome parte do mercado europeu, no Brasil há euforia com o tratado.

    O agronegócio brasileiro será o maior beneficiado com o acordo. As tarifas de importação de 77% dos produtos agropecuários enviados pelo Mercosul para o bloco europeu serão eliminadas, com destaque para carnes suína e de frango, açúcar, pecuária bovina e óleos e gorduras vegetais.

    Simulações feitas pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), por exemplo, mostram que, até 2040, as exportações de carnes de suínos e aves aos países europeus cresceriam 19,7%.
    Após a aprovação do acordo, a ABPA (Associação Brasileira de Proteína Animal) publicou uma nota, afirmando que o tratado comercial representa um avanço no comércio entre os dois blocos. A entidade celebra a possibilidade de o Brasil exportar mais frango, carne suína e ovo para a União Europeia.

     

    Já a CNI (Confederação Nacional da Indústria) disse que o acordo representa um passo significativo para a inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento da indústria nacional.

    “O acordo também prevê o reconhecimento recíproco de indicações geográficas, protegendo produtos regionais brasileiros com selo de origem e ampliando oportunidades para marcas nacionais no mercado europeu, como café e queijos”, diz em nota.

    Chocolate, queijo, azeite e molho de tomate podem ficar mais baratos com acordo entre UE e Mercosul

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  • Lula posta foto com Janja na praia e detalhe chama à atenção; veja

    Lula posta foto com Janja na praia e detalhe chama à atenção; veja

    A imagem gerou diversos comentários destacando a boa forma física do petista aos 80 anos. O episódio reacendeu discussões sobre os desafios e cuidados necessários para manter corpo e mente saudáveis na terceira idade.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chamou atenção nas redes sociais neste sábado (10/1) ao aparecer em uma foto na praia ao lado da primeira-dama, Janja da Silva. A imagem gerou diversos comentários destacando a boa forma física do petista aos 80 anos. O episódio reacendeu discussões sobre os desafios e cuidados necessários para manter corpo e mente saudáveis na terceira idade.

    O avanço da idade costuma trazer impactos naturais ao organismo, incluindo maior risco de limitações físicas e alterações cognitivas. No entanto, segundo a personal trainer Soraia Barcat, essas mudanças fazem parte do processo de envelhecimento e podem ser melhor administradas a partir das escolhas feitas ao longo da vida. Para ela, o estilo de vida adotado é um dos principais fatores que influenciam a saúde na maturidade.

    De acordo com a profissional, hábitos como alimentação equilibrada, prática regular de atividades físicas, sono de qualidade e manutenção de relações sociais contribuem diretamente para um envelhecimento mais saudável. Barcat destaca ainda que nunca é tarde para iniciar cuidados com o corpo. O ponto central, segundo ela, é começar e manter a regularidade. Com acompanhamento adequado, é possível obter ganhos importantes, como aumento de força, melhora do equilíbrio, maior autonomia e mais qualidade de vida.

    Em entrevista, a personal trainer compartilhou orientações voltadas a quem busca envelhecer com mais saúde. Entre elas, está a importância de manter o corpo em movimento no dia a dia, o que ajuda a preservar disposição e independência. A hidratação também é apontada como fundamental, já que contribui para o bom funcionamento dos músculos, das articulações e dos níveis de energia.

    Outro ponto destacado é a necessidade de orientação profissional, que permite adaptar os exercícios às limitações individuais e garantir segurança durante a prática. Barcat reforça que resultados consistentes surgem com paciência, respeitando o ritmo de cada corpo. Para ela, o verdadeiro segredo está no equilíbrio entre alimentação, descanso, atividade física e prazer em viver.

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  • Bolsonaro pede smart TV para acessar YouTube na prisão

    Bolsonaro pede smart TV para acessar YouTube na prisão

    O pedido tem como objetivo permitir que Bolsonaro acompanhe conteúdos jornalísticos disponíveis em plataformas de streaming, como o YouTube, com acesso à internet restrito apenas a esse fim. Segundo os advogados, não há intenção de uso de redes sociais ou de outras funcionalidades do aparelho.

    A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) autorização para a instalação de uma televisão do tipo smart na cela onde ele está preso, na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. O pedido tem como objetivo permitir que Bolsonaro acompanhe conteúdos jornalísticos disponíveis em plataformas de streaming, como o YouTube, com acesso à internet restrito apenas a esse fim. Segundo os advogados, não há intenção de uso de redes sociais ou de outras funcionalidades do aparelho.

    No requerimento encaminhado ao STF, a defesa afirma que o acesso a conteúdos informativos é um direito básico do detento e contribui para manter o vínculo com a realidade social e política do país. Bolsonaro já possui uma televisão convencional na cela, mas os advogados argumentam que a smart TV ampliaria o acesso a canais de notícias. O pedido foi encaminhado pelo ministro Alexandre de Moraes para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

    Preso há cerca de 50 dias após condenação por tentativa de golpe de Estado, Bolsonaro tem apresentado uma série de solicitações ao STF. Algumas foram aceitas, enquanto outras acabaram negadas. Entre os pedidos autorizados estão o recebimento de alimentação com comida caseira, visitas de familiares próximos e a liberação de visitas permanentes dos filhos que residem no Brasil, além da enteada. Michelle Bolsonaro já tinha autorização prévia para visitas em dias e horários determinados.

    A alimentação diferenciada foi justificada por questões de saúde e por receio de envenenamento, com a condição de que todas as refeições sejam vistoriadas. Outro pedido envolveu reclamações sobre o barulho do sistema de ar-condicionado da Sala de Estado Maior, onde o ex-presidente está detido. A Polícia Federal confirmou a existência de ruídos, mas informou que não é possível eliminá-los sem obras estruturais.

    A defesa também solicitou que Bolsonaro possa participar do programa de remição de pena por meio da leitura de livros, previsto em resolução do Conselho Nacional de Justiça. A cada obra lida e avaliada, quatro dias da pena podem ser reduzidos, mediante apresentação de resenha analisada por comissão e homologada judicialmente. Esse pedido também aguarda manifestação da PGR.

    A cela onde Bolsonaro está preso possui cerca de 12 metros quadrados, com cama de solteiro, frigobar, banheiro privativo, ar-condicionado e uma televisão comum. A smart TV, se autorizada, seria fornecida por familiares.

    Bolsonaro pede smart TV para acessar YouTube na prisão

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  • Abel Ferreira brinca com ‘pré-temporada de 4 dias’ e elogia contratação de Marlon Freitas

    Abel Ferreira brinca com ‘pré-temporada de 4 dias’ e elogia contratação de Marlon Freitas

    Após a vitória sobre a Portuguesa neste sábado (10) pela estreia do Paulistão 2026, Abel Ferreira concedeu uma entrevista mais leve do que a habitual. O treinador do Palmeiras, que foi muito pressionado pela falta de títulos na temporada passada, definiu sua nova jornada no comando da equipe como \’desafiadora\’, especialmente levando em consideração o elenco que tem à sua disposição.

    \”O que vocês viram foi a equipe do Palmeiras. Nós, no ano passado, fomos rodando a equipe em muitos momentos, no início do ano, tentando dar tempo a todo mundo\”, explicou Abel Ferreira sobre a formação utilizada contra a Portuguesa no Canindé.

    \”Neste ano, bati mais um recorde. Uma pré-temporada de quatro dias\”, brincou o português. \”Os jogadores se apresentaram domingo à noite, na segunda-feira foram só exames. Então não precisaram do treinador nem no domingo, nem na segunda. Terça, quarta, quinta e sexta: quatro dias, jogo no sábado.\”

    Abel admitiu que, por causa do calendário apertado, tiveram de ocorrer várias reuniões e conversas internas dentro do Palmeiras. Segundo ele, os jogadores tiveram pouco tempo de descanso e férias entre o fim da temporada 2025 e o início de 2026.

    \”Quando tens um período de férias e descanso merecido para a intensidade que é o futebol brasileiro, tu tens de descansar mentalmente. E a única forma é dar folgas. Vejam o que faz o (Pep) Guardiola, vejam o que faz o treinador do Paris Saint-Germain\”, mencionou, referindo-se ao fato dos comandantes europeus dar dias de descanso com frequência a alguns de seus atletas. \”Mais do que o desgaste físico, hoje em dia, é o mental\”, enfatizou.

    \”Acho que estivemos bem. Em quatro dias, apresentar essa dinâmica de jogo. É verdade que no último terço nem sempre tivemos as melhores decisões. Mas gostei muito. Sinceramente estou muito feliz por aquilo que eu vi\”, admitiu.

    Depois, Abel falou individualmente sobre seus jogadores, com foco em Marlon Freitas, que nesta janela trocou o Botafogo pelo Palmeiras. Uma das principais contratações feitas no mercado brasileiro.

    \”Dos jogadores novos, só temos um praticamente, que é o Marlon, que vai nos trazer maturidade, vai nos trazer experiência, vai nos trazer pausa nos jogos. Vocês têm de entender uma coisa: nós vendemos R$ 2 bilhões em jogadores, compramos R$ 700 milhões em jogadores, mas ficamos mais fracos em R$ 1,3 bi\”, analisou.

    \”Este ano vamos ter de fazer os ajustes que tiverem de ser feitos para continuar com uma equipe competitiva como tem sido. Foi uma grande contratação do Barros e da Leila. Estou muito contente por trazerem um jogador com esta qualidade, que nos vai acrescentar não só liderança no grupo\”, destacou Abel, citando outros ex-jogadores que passaram pelo Palmeiras.

    \”Uma equipe não é feita apenas de bons jogadores. Uma equipe é feita de experiência, de malandragem, de cobrança\”, completou.

    O Palmeiras volta a entrar em campo no Paulistão na quarta-feira (14), no primeiro clássico do ano, quando enfrenta o Santos na Arena Barueri. A bola está prevista para rolar às 19h30 (horário de Brasília).

    Abel Ferreira brinca com ‘pré-temporada de 4 dias’ e elogia contratação de Marlon Freitas

  • Incêndio na Suíça. Porta de serviço do bar estava trancada por dentro

    Incêndio na Suíça. Porta de serviço do bar estava trancada por dentro

    O proprietário do bar Le Constellation, na Suíça, confessou que uma porta de serviço estava trancada por dentro na noite do incidente. O incêndio resultou na morte de 40 pessoas – a maioria menor de idade.

    O proprietário do bar Le Constellation, na Suíça, onde 40 pessoas morreram em um incêndio, confessou às autoridades que uma porta de serviço do estabelecimento estava trancada por dentro naquela noite.

    Jacques Moretti, que está em prisão preventiva, revelou que só descobriu que a porta estava trancada ao chegar ao local após o incêndio, mas não conseguiu explicar o motivo.

    Ao chegar ao bar na madrugada de 1º de janeiro, Moretti disse ter arrombado a porta em questão e encontrado vários corpos do outro lado, segundo a agência France-Presse (AFP).

    As autoridades acreditam que o incêndio tenha sido provocado por velas de foguete colocadas em garrafas de bebidas alcoólicas. As faíscas teriam entrado em contato com a espuma de isolamento acústico no teto do bar, dando início ao fogo.

    Durante o interrogatório, Moretti admitiu ter sido o responsável pela instalação da espuma durante as reformas do estabelecimento em 2015, quando comprou o espaço com a esposa. À época, garante ter feito testes para se certificar de que as faíscas das velas não eram fortes o suficiente para incendiar o material.

    “Nós sempre usávamos uma vela de foguete quando servíamos uma garrafa de vinho no salão”, afirmou a esposa e coproprietária do Le Constellation. Jessica Moretti foi libertada na sexta-feira.

    Jacques também foi questionado sobre a presença de menores no bar, já que a maioria das vítimas fatais eram adolescentes.

    Moretti garantiu que a entrada de menores de 16 anos era totalmente proibida e que jovens entre 16 e 18 anos só poderiam frequentar o local se estivessem acompanhados por um adulto responsável.

    Diante dos fatos, no entanto, ele admitiu que “é possível que tenha havido uma falha no protocolo”, apesar de afirmar que essas orientações haviam sido repassadas aos seguranças do Le Constellation.

    O incêndio, vale lembrar, começou por volta da 1h30 (horário local; 0h30 em Lisboa) de quinta-feira, 1º de janeiro, seguido de uma explosão, no bar-discoteca Le Constellation, na estação de esqui de Crans-Montana. Segundo a promotora do cantão de Valais, “o fogo se espalhou e, à medida que se intensificava, provocou uma explosão generalizada”.

    No dia anterior à tragédia, o município de Crans-Montana havia proibido o uso de qualquer tipo de fogos de artifício, incluindo velas de foguete, alertando para um risco de incêndio “extremamente elevado” devido às condições de seca na região.

    Além disso, o bar não passava por inspeções desde 2020, apesar de elas serem obrigatórias anualmente. Segundo Moretti, o Le Constellation teria sido inspecionado apenas “três vezes em dez anos”.

    Jacques e Jessica Moretti são suspeitos de homicídio culposo, lesões corporais culposas e incêndio criminoso também culposo.

    Incêndio na Suíça. Porta de serviço do bar estava trancada por dentro

  • Elon Musk compartilha foto do 1º ministro da Inglaterra usando biquíni

    Elon Musk compartilha foto do 1º ministro da Inglaterra usando biquíni

    Elon Musk, dono da Tesla e do X, compartilhou imagens geradas por Inteligência Artificial do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, de biquíni. A publicação vem depois do Reino Unido ter ameaçado banir a ferramenta de IA do X, o Grok.

    Elon Musk compartilhou imagens do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer de biquíni.

    O magnata, dono do X e da Tesla, respondeu a uma publicação onde duas dessas imagens foram compartilhadas, numa clara crítica à posição do governo de Downing Street sobre o Grok (a ferramenta de Inteligência Artificial do X).

    A publicação original pretendia argumentar que o Grok fazia exatamente o mesmo que outras ferramentas de IA, como o Gemini ou o ChatGPT.

    “O Gemini da Google e o ChatGPT da OpenAI também geram imagens de pessoas de biquíni, quando lhes é pedido. Portanto, porque é que o Keir Starmer está tão focado no Grok e no X?”, questionava o internauta, que, como prova, mostrava capturas de tela de ambas as plataformas de IA mencionadas.

    Em resposta, Elon Musk respondeu: “Eles só querem suprimir a liberdade de expressão”.

    Grok permite criar imagens de caráter sexual de outros utilizadores

    A polêmica vem desde dezembro e envolve outros países, especialmente europeus. O tema diz respeito a uma atualização da IA do X, que permite aos usuários editarem qualquer fotografia na rede social por meio de uma simples descrição em texto. Basta pedir ao Grok, e a imagem é alterada conforme o desejo do usuário.

    A atualização permite, inclusive, a sexualização de imagens de mulheres e até de menores de idade.

    Na tentativa de impedir que esse tipo de situação continue ocorrendo, o X alterou as permissões de uso da ferramenta de edição. Atualmente, a “geração e edição de imagens estão limitadas aos assinantes pagos” e ficam sob responsabilidade de cada usuário.

    Isso significa que o nome e as informações de pagamento do usuário ficam associados à imagem alterada, independentemente do conteúdo, o que permite a responsabilização legal — e de forma mais fácil — dos envolvidos.

    “Qualquer pessoa que utilizar o Grok para criar conteúdo ilegal sofrerá as consequências”, alertou Elon Musk na plataforma X.

    A mudança, no entanto, é considerada “insuficiente” pelo governo britânico, que avalia a possibilidade de banir o Grok no país.

    Um porta-voz do primeiro-ministro Keir Starmer afirmou ontem que a nova medida “simplesmente transforma uma funcionalidade que permite a criação de imagens ilegais em um serviço premium”.

    “Isso não é uma solução”, acrescentou. “Na verdade, é um insulto às vítimas de misoginia e violência sexual. A única coisa que isso prova é que o X consegue agir rapidamente quando quer.”

    Em entrevista à rádio Greatest Hits Radio, Starmer classificou a situação como “nojenta”. “O X precisa criar juízo e remover esse material. Vamos agir porque isso simplesmente não é tolerável”, afirmou, acrescentando que já solicitou ao órgão regulador britânico de mídia, a Ofcom, que avalie o caso e que “todas as opções estão sobre a mesa”.

    Elon Musk compartilha foto do 1º ministro da Inglaterra usando biquíni

  • "Irã aspira à liberdade" e Trump diz que EUA estão "prontos para ajudar"

    "Irã aspira à liberdade" e Trump diz que EUA estão "prontos para ajudar"

    O Presidente norte-americano afirmou que o Irã quer liberdade e que os Estados Unidos “estão prontos para ajudar”.

    O Irã aspira à liberdade, talvez como nunca antes. Os Estados Unidos estão prontos para ajudar!!!”, escreveu Donald Trump nas redes sociais.

    A mensagem de Trump foi publicada em um momento em que o movimento de protesto contra o regime ganha força no país, aumentando o temor de uma resposta mais dura por parte das autoridades.

    O procurador-geral do Irã, Mohammad Movahedi Azad, alertou que qualquer pessoa que participe de protestos — como os que há vários dias contestam o regime iraniano — será considerada “inimiga de Deus”, acusação que pode resultar em pena de morte.

    A declaração do procurador-geral, transmitida pela televisão estatal, ocorreu após o líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmar na sexta-feira que o país “iniciaria” uma repressão.

    De acordo com a organização não governamental Agência de Notícias dos Ativistas pelos Direitos Humanos (HDRANA), o número de mortos nos protestos subiu para pelo menos 65 pessoas, além de cerca de 2.300 detidos.

    Os protestos, que se espalharam por quase todo o Irã, começaram em 28 de dezembro, inicialmente motivados pelo alto custo de vida e pela inflação acelerada em um país submetido a sanções econômicas dos Estados Unidos e da ONU. No entanto, as manifestações se intensificaram e se transformaram em um movimento de contestação política contra o regime.

    "Irã aspira à liberdade" e Trump diz que EUA estão "prontos para ajudar"