Autor: REDAÇÃO

  • Avião com mais de R$ 15 milhões cai no Paraguai e é saqueado por moradores

    Avião com mais de R$ 15 milhões cai no Paraguai e é saqueado por moradores

    Aeronave fazia parte de uma operação que transportava US$ 5 milhões e R$ 15 milhões de Ciudad del Este para Assunção; estimativa é de que US$ 2 milhões tenham sido perdidos

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um avião que transportava aproximadamente US$ 5 milhões e R$ 15 milhões da empresa de segurança Prosegur caiu em Minga Guazú, no Paraguai, resultando na morte do piloto e no saque de cerca de US$ 2 milhões por moradores, segundo a jornais locais.

    A aeronave levava parte de um carregamento milionário. O total transportado em dois voos era de cerca de US$ 5 milhões e R$ 15 milhões, no trajeto entre Ciudad del Este e Assunção.

    Moradores saquearam o dinheiro que ficou espalhado pelo chão. Após a queda no assentamento de San Isidro no sábado, uma multidão se reuniu e recolheu as notas, inclusive em sacolas.

    A Prosegur relatou o desaparecimento de US$ 2 milhões. Segundo o jornal ABC Color, a informação foi confirmada pelo comissário Carlos Duré, do Departamento de Cooperação Policial Internacional do Paraguai.

    O piloto Fernando Noldin morreu no local do acidente, segundo a DINAC (Direção Nacional de Aeronáutica Civil) do Paraguai. General reformado e ex-comandante da 1ª Brigada Aérea, ele declarou emergência e tentou retornar à pista, mas não resistiu ao impacto.

    Três pessoas sobreviveram à queda do avião. A copiloto Yeruti Núñez e os seguranças da Prosegur Hiron Bogado e Fredy Recalde receberam atendimento médico de bombeiros e policiais.

    A principal hipótese para o acidente é falha mecânica. A DINAC informou que o avião perdeu potência logo após decolar do aeroporto de Guaraní. “O piloto percebeu um problema no motor e quis retornar, mas não conseguiu”, relatou um dos ocupantes que sobreviveu à tragédia em Minga Guazú.

    Autoridades alertam para a presença de falsos policiais na região. De acordo com a mídia local, grupos criminosos tentam se passar por agentes de segurança para recuperar o dinheiro levado pelos moradores do assentamento.

    Técnicos de aviação e militares coletam evidências nos destroços. O presidente da DINAC, Nelson Mendoza, afirmou que a documentação da aeronave estava regular, mas a investigação segue em curso.

    Avião com mais de R$ 15 milhões cai no Paraguai e é saqueado por moradores

  • Zema reforça críticas ao STF após reação de Gilmar e diz que tribunal é incendiário

    Zema reforça críticas ao STF após reação de Gilmar e diz que tribunal é incendiário

    Presidenciável propõe diluir papel do presidente nas indicações à corte, com participação de STJ, PGR e OAB; ex-governador mineiro diz não ter recebido convite formal para ser vice de Flávio Bolsonaro e prega união da direita

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidenciável do partido Novo e ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, afirmou nesta quarta-feira (22) que o STF (Supremo Tribunal Federal) é o “pior Supremo da história”.

    “O Supremo, no passado, era a instituição em que o Brasil se apoiava para resolver suas crises. O Supremo era o bombeiro do Brasil. Agora é o contrário: o Supremo é o incendiário do Brasil. É o bombeiro que chega jogando gasolina, só agravando a situação”, disse.

    A manifestação de Zema, feita em uma entrevista à imprensa ao lado de deputados de oposição na Câmara, em Brasília, vem em resposta ao pedido do ministro Gilmar Mendes para que Alexandre de Moraes inclua o ex-governador mineiro no inquérito das fake news.

    Zema entrou na mira dos ministros do STF por causa de um vídeo em que um boneco que imita Gilmar Mendes conversa sobre o caso Master com outro que representa o ministro Dias Toffoli. O vídeo foi divulgado por Zema no mês passado e republicado na segunda-feira (20), depois que a coluna Mônica Bergamo noticiou o pedido de Gilmar.

    “Nós estamos vendo um atentado à democracia. Não se pode mais fazer caricatura, ser irônico. […] Estou sendo tolhido da minha liberdade de expressão. Será que não podemos mais fazer esse tipo de coisa? Isso não pode ser feito, pelo que eu sei, na Coreia do Norte, em Cuba, em alguns regimes totalmente autoritários. Parece que estamos correndo risco neste momento de caminharmos nesse sentido”, disse Zema.

    O presidenciável afirmou ainda que os ministros do STF, a quem chama de “intocáveis”, vão ser “substituídos por brasileiros de bem”. O ex-governador elencou suas propostas em relação à corte para estancar o que chamou de podridão, em referência à relação de Toffoli e Moraes com o dono do Master, Daniel Vorcaro.

    Entre as medidas, estão exigir que o indicado tenha mais de 60 anos, eliminar as decisões monocráticas e determinar que a abertura de um processo de impeachment contra ministros dependa apenas da maioria do Senado. “Não ficar dependendo de presidente omisso que tem o rabo preso”, disse Zema, falando a respeito do senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    Zema afirmou ainda que pretende mudar o processo de indicação de ministros do STF, que hoje fica totalmente a cargo do presidente da República.

    “Queremos também aprimorar que não seja só o presidente participando dessa indicação, que haja também participação do Supremo Tribunal de Justiça, da Procuradoria-Geral da República, da OAB. É um cargo muito importante para uma pessoa só decidir. […] Eu, como governador do estado, nomeei magistrados para o cargo de desembargador. Eu recebi uma lista tríplice, que já vinha filtrada”, afirmou.

    O ex-governador criticou Lula (PT), seu adversário na eleição, por suas indicações ao STF. Ao ser lembrado que Gilmar e Moraes foram indicados, respectivamente, por FHC e Michel Temer, Zema disse que “não foi só Lula que errou, talvez outros erraram”.

    Na entrevista com deputados do PL e do Novo, houve brincadeiras a respeito de Zema ser candidato a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) ou vice-versa. O mineiro disse que levará sua candidatura até o fim, mas aliados veem a coligação com o senador como provável.

    “Até hoje não teve pedido formal de ninguém pra ninguém, mas eu tenho certeza de que a direita tem bons candidatos e nós estaremos todos juntos no segundo turno”, disse.

    Como mostrou o Painel, deputados de oposição resolveram apresentar um novo pedido de impeachment de Gilmar Mendes em reação à medida contra Zema. Eles também vão levar uma notícia-crime contra o ministro à PGR e uma manifestação ao ministro Edson Fachin, presidente do STF.

    Questionado a respeito da falta de êxito em pedidos de impeachment anteriores contra ministros do STF, o líder da oposição na Câmara, Cabo Gilberto Silva (PL-PB), admitiu que não há maioria no Senado para a instauração de um processo.

    “A gente não tem maioria do Senado Federal, como é de conhecimento de todos, mas a cada dia que passa, a situação dos ministros da Suprema Corte piora. […] O desgaste bate recorde. Então, água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Quantos pedidos de impeachment forem necessários apresentar, nós iremos apresentar”, disse.

    O deputado disse ainda que não se trata de “nenhum tipo de ataque à instituição STF”, mas de denúncias graves em relação a alguns ministros.

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  • Final do BBB 26 'bomba' em audiência e repercute internacionalmente

    Final do BBB 26 'bomba' em audiência e repercute internacionalmente

    Com vitória de Ana Paula Renault, reality show superou audiência da edição anterior e foi o assunto mais comentado do mundo na redes sociais e imprensa

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/CBS NEWS) – A vitória de Ana Paula Renault na final do BBB 26 rendeu à Globo a maior audiência do ano na faixa de horário em São Paulo e no Rio de Janeiro. Os dados foram divulgados pela emissora.

    A final do reality alcançou 20 pontos de audiência em São Paulo, segundo a Globo. O número representa a melhor marca da emissora no horário desde a transmissão de Palmeiras e Corinthians pela Copa do Brasil, em agosto de 2025.

    O Rio de Janeiro registrou 23 pontos na medição. O índice superou a final do ano passado e atingiu o maior patamar desde uma partida entre Flamengo e Atlético-MG, em dezembro de 2025.

    O programa teve a melhor final em dois anos em Belo Horizonte. A cidade natal da campeã marcou 19 pontos, o melhor resultado desde o fim do BBB 24.

    O BBB 26 dominou as redes sociais. O X, antigo Twitter, registrou mais de 2 milhões de comentários sobre o programa, a final mais comentada desde 2020 e a maior em engajamento em tempo real das últimas quatro edições.

    Exibido na sequência, o especial “Falas da Terra” também registrou aumento de público na emissora, com 10 pontos de audiência em São Paulo e no Rio. Feito em celebração ao Dia dos Povos Indígenas, o documentário “Eu Nativo” superou os números da edição do ano passado.

     

    Final do BBB 26 'bomba' em audiência e repercute internacionalmente

  • Irã ataca navios no estreito de Hormuz após Trump estender trégua

    Irã ataca navios no estreito de Hormuz após Trump estender trégua

    Negociação com os EUA é incerta em primeiro dia de extensão do cessar-fogo feita pelo presidente americano; Paquistão se mantém pronto para mediar novas conversas, mas Teerã diz que ainda não tomou decisão

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Irã atacou navios de carga no estreito de Hormuz nesta quarta-feira (22), o primeiro dia da segunda prorrogação do cessar-fogo feito pelo presidente Donald Trump na guerra que promoveu com Israel contra a teocracia islâmica.

    Desta vez, a suspensão da guerra é por tempo indefinido, marcando mais um recuo do republicano na condução do conflito que jogou o Oriente Médio em desarranjo e a economia global em crise devido ao aumento do preço do petróleo -20% da commodity passava por Hormuz antes das hostilidades.

    A Guarda Revolucionária iraniana confirmou ter atacado e tomado dois navios de contêineres junto a sua costa em Hormuz: o MSC Francesca, de bandeira panamenha, e o Epaminondas, que navega sob as cores da Libéria. Ambas as embarcações foram atingidas por tiros, mas ninguém se feriu.

    Segundo a UKMTO, agência de monitoramento naval da Marinha britânica, um terceiro navio também foi abordado na região e sofreu danos por tiros, mas ela não confirmou a origem dos projéteis.

    A agência alertou que o tráfego de navios na região segue extremamente perigoso devido às ações do Irã e também ao bloqueio naval imposto aos portos da teocracia pelos Estados Unidos. Trump, ao cancelar a retomada da guerra, manteve o embargo que começou a valer no último dia 13.

    Nesta quarta, ao menos um superpetroleiro de bandeira filipina rumo ao golfo Pérsico foi parado por forças americanas e forçado a voltar.

    Segundo o mais recente levantamento, divulgado na segunda-feira (20), outros 27 navios fizeram o mesmo, e 34 escaparam do bloqueio. Já o iraniano Touska foi alvejado e apreendido pelos EUA no domingo (19).

    A volatilidade segue afetando o mercado de energia, principal arma de pressão de Teerã no conflito. Após uma ligeira queda com o anúncio de Trump na terça (21), o preço do barril do tipo Brent para contratos futuros voltou a ficar em torno de US$ 100 com os ataques desta quarta.

    Enquanto o balé naval se desenrola, cresce a incerteza em relação às negociações para um acordo de paz mais duradouro, que inclua temas como a liberdade de navegação em Hormuz e o destino do programa nuclear dos aiatolás -o motivo presumido para o começo da guerra, em 28 de fevereiro.

    A capital do Paquistão, Islamabad, segue mobilizada para receber delegações dos rivais, que já se reuniram na cidade sem sucesso no fim de semana retrasado. Desta vez, Trump havia anunciado a retomada das conversas no fim de semana, mas elas não aconteceram, apesar de a equipe liderada pelo seu vice, J. D. Vance, estar pronta para viajar.

    O Irã rejeitou negociar com o bloqueio naval, que considera uma violação de cessar-fogo. Antes, havia exigido um cessar-fogo nos ataques de Israel ao Hezbollah no Líbano, e conseguiu, por pressão dos EUA. Depois, anunciou a reabertura de Hormuz, só para fechá-lo novamente.

    Não houve uma resposta formal à nova extensão da trégua. “Nenhuma decisão foi tomada”, disse nesta quarta Esmail Baghaei, porta-voz da chancelaria.

    Ele repetiu que não é possível negociar com o bloqueio em vigor, o que foi dito depois também por um dos líderes negociadores, o chefe do Parlamento, Mohammad Ghalibaf, e pelo presidente Masoud Pezeshkian.

    Os ataques em Hormuz sugerem que o Irã buscará se mostrar o mais inflexível possível, ao menos até que algo mude no cenário diplomático.

    Mas há sinais confusos também na teocracia. O novo líder supremo, Mojtaba Khamenei, até hoje não apareceu em público ou na TV, levantando dúvidas sobre sua capacidade de comando. Outro negociador importante, o chanceler Abbas Araghchi, foi desautorizado pela Guarda, cujos generais são o principal poder no país, após ter anunciado no X a reabertura de Hormuz.

    Além do risco de retomada da campanha aérea que dizimou a cúpula do regime, degradou severamente as capacidades militares do país e deixou mais de 3.000 mortos, há também a pressão econômica -o fechamento de Hormuz e o bloqueio afetam sua economia, dependente da venda de petróleo para a China.

    Trump jogou com essa carta em uma postagem nesta quarta. “O Irã está colapsando financeiramente! Eles querem o estreito de Hormuz aberto imediatamente -faminto por dinheiro! Perdendo US$ 500 milhões por dia. Militares e policiais reclamam que não estão sendo pagos. SOS!!!”, escreveu na rede Truth Social.

    Irã ataca navios no estreito de Hormuz após Trump estender trégua

  • Com inscrições reabertas, o que se sabe sobre o BBB 27?

    Com inscrições reabertas, o que se sabe sobre o BBB 27?

    Tadeu Schmidt já revelou que as incrições para a próxima edição foram reabertas e os candidatos precisam seguir um passo a passo para concorrer a uma vaga

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O BBB 26 (Globo) chegou ao fim com a coroação de Ana Paula como a campeã. Veja o que se sabe sobre a próxima edição do reality.

    A temporada acabou nesta madrugada e o BBB 27 já foi citado. Tadeu Schmidt revelou que as incrições para a próxima edição foram reabertas.

    Para concorrer a uma vaga, o interessado precisa seguir um passo a passo. Primeiro deve preencher um formulário no site da Globo, responder um questionário e enviar um vídeo de apresentação.

    A nova edição ainda não tem data de estreia definida. Normalmente, o programa começa em janeiro e se estende até abril.

    Também não se sabe se o BBB 27 repetirá a fórmula de três grupos na casa. Neste ano, competiram Pipocas (anônimos), Camarotes (celebridades) e Veteranos (ex-BBBs).

    Com inscrições reabertas, o que se sabe sobre o BBB 27?

  • Arboleda define data de retorno ao Brasil para discutir rescisão com o São Paulo

    Arboleda define data de retorno ao Brasil para discutir rescisão com o São Paulo

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O zagueiro Robert Arboleda informou ao São Paulo que retornará ao Brasil no próximo dia 30 de abril, uma quinta-feira, para avançar nas tratativas de rescisão contratual. O jogador está no Equador, seu país natal, desde o dia 4 de abril, data em que deixou de se apresentar ao clube. Desde então, os contatos com o clube foram breves e sem resolução de saída.

    Na ocasião do “sumiço”, Arboleda estava relacionado para o confronto diante do Cruzeiro, mas não compareceu ao CT da Barra Funda. Ele acabou cortado da lista para a partida e, desde então, manteve contatos apenas à distância com a diretoria são-paulina.

    A ideia inicial do departamento de futebol do São Paulo foi buscar a rescisão por justa causa após o “desaparecimento” do jogador. Internamente, porém, há uma avaliação de insegurança jurídica sobre o caso.

    Após consultas a advogados, o clube entende que precisaria de um período maior de ausência (cerca de 30 dias) para sustentar uma eventual disputa na FIFA.

    Diante desse cenário, o São Paulo passou a adotar medidas formais para documentar a situação. Até o momento, foram enviadas três notificações ao jogador solicitando seu retorno imediato ao Brasil.

    RESCISÃO AMIGÁVEL TRAVOU

    A reportagem apurou que o clube abriu negociações para uma rescisão amigável e chegou a avançar nas conversas com o estafe do atleta. No entanto, mudanças nas condições propostas pelos representantes de Arboleda fizeram com que as tratativas esfriassem nos últimos dias.

    Em meio ao impasse, o São Paulo optou por manter o pagamento do salário do defensor referente ao mês de abril. A decisão é vista internamente como uma forma de proteção jurídica, visando evitar questionamentos futuros em caso de disputa judicial.

    Desde que deixou de se apresentar no CT da Barra Funda, Arboleda não manteve contato com o técnico Roger Machado nem com lideranças do elenco são-paulino.

    Arboleda define data de retorno ao Brasil para discutir rescisão com o São Paulo

  • Política de imigração de Trump vira fardo político antes de eleição, aponta pesquisa

    Política de imigração de Trump vira fardo político antes de eleição, aponta pesquisa

    Levantamento mostra que 52% dos americanos rejeitam candidatos que apoiam deportações do presidente; entre independentes, 57% preferem políticos contrários às expulsões promovidas pelo líder republicano

    WASHINGTON, EUA (CBS NEWS) – A política imigratória que foi peça central da campanha de Donald Trump em 2024 -e o ajudou a reconquistar a Casa Branca- pode se tornar seu principal fardo político às vésperas das eleições legislativas de meio de mandato, as chamadas midterms.

    Ao longo do último ano, imagens de agentes de imigração prendendo e perseguindo supostos imigrantes em situação irregular se espalharam pela internet. Cenas de violência, prisões e pessoas sendo retiradas de suas casas intensificaram as tensões entre a população e os agentes -especialmente os do ICE.

    O ponto de ruptura veio neste ano, quando dois cidadãos americanos que protestavam contra as operações e a violência institucional foram mortos por agentes em Minnesota em datas diferentes.

    A reação do governo Trump foi imediata: em questão de minutos, as vítimas foram classificadas de terroristas e descritas como ameaças aos policiais. As imagens, porém, contaram uma história diferente -e o episódio gerou uma onda de protestos, críticas do próprio partido Republicano e um visível desgaste na imagem do presidente e de sua equipe.

    Uma pesquisa divulgada pela Reuters-Ipsos nesta quarta-feira (22) mostra o tamanho desse desgaste. Nas semanas seguintes à posse, em janeiro de 2025, 50% dos americanos aprovavam a política imigratória do presidente. Hoje, esse índice caiu para 40%.

    Com as midterms se aproximando, o levantamento aponta que o acúmulo do último ano pode pesar nas urnas: 52% dos americanos afirmaram ter menos probabilidade de votar em candidatos que endossem a abordagem de Trump para deportações, contra 42% que disseram ser mais propensos a apoiar esse perfil.

    Entre os eleitores independentes, a rejeição é ainda maior. 57% preferem candidatos contrários às deportações promovidas por Trump, enquanto apenas 32% apoiam candidatos alinhados ao presidente nessa questão.

    O quadro revela uma tensão que o próprio eleitorado parece sentir. Apenas um em cada quatro entrevistados avaliou os esforços atuais de repressão como menos agressivos do que um mês atrás -e 70% considerariam uma abordagem mais moderada uma mudança positiva.

    Ao mesmo tempo, 84% dos americanos dizem que fronteiras seguras são ao menos algo importante, e 87% defendem o cumprimento das leis de imigração. Apoiam o controle, mas rejeitam a forma como ele vem sendo conduzido.

    Essa tensão também chegou ao Partido Republicano. Uma das vozes a se manifestar contra a conduta foi a deputada Maria Elvira Salazar. Após a morte do segundo americano, em janeiro, ela publicou nas redes sociais crítica à crise e afirmou que “ninguém quer ver americanos mortos” nas ruas, classificando o episódio de uma tragédia e pedindo um relatório completo e transparente sobre os casos.

    Salazar argumenta que o atual sistema imigratório não funciona e atribui o problema a décadas de inação do Congresso e a leis consideradas ultrapassadas. Para ela, o momento exige um debate mais amplo e honesto, com liderança imediata do Legislativo para promover reformas estruturais.

    Em texto publicado sobre o tema, a deputada defende que os esforços de fiscalização devem se concentrar em criminosos perigosos -não em trabalhadores sem documentação. “Coiotes, chefes de cartel e traficantes de drogas” deveriam ser a prioridade, não cozinheiros, pedreiros e cuidadores. No mês passado, em entrevista à imprensa americana, ela disse estar “muito preocupada” com os rumos que a questão imigratória estava tomando dentro do partido.

    As consequências já são visíveis: operações foram paralisadas, houve troca no comando da Secretaria de Segurança Interna e na chefia das operações, e o ritmo de detenções desacelerou de forma perceptível. O que foi bandeira virou problema -e as urnas de novembro podem cobrar o preço.

    Política de imigração de Trump vira fardo político antes de eleição, aponta pesquisa

  • 'Quero tirar CNH, pois ganhei um carro e preciso dirigir', diz Juliano Floss

    'Quero tirar CNH, pois ganhei um carro e preciso dirigir', diz Juliano Floss

    Dançarino falou sobre os planos para o pós reality e disse que quer foco total em carreira artística e em curso de teatro; Juliano Floss ficou em terceiro lugar no ‘Big Brother Brasil’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Terceiro colocado no BBB 26 (Globo), Juliano Floss já tem vários compromissos fora do reality. Um dos primeiros, segundo ele, é aprender a dirigir. “Eu quero agora tirar uma CNH, porque eu ganhei um carro no Big Brother, e agora preciso dirigir (risos)”, diz ele.

    Além disso, também há vários caminhos profissionais que ele deseja seguir. De acordo com o namorado de Marina Sena, agora é foco total na carreira artística.

    “Tem muita coisa que eu estava segurando. Tem um projeto de dança incrível que eu estava fazendo há alguns meses. Então, eu já estou pensando nisso. Nos meus projetos de dança, nas minhas músicas, no meu curso de teatro”, conta.

    Fora do confinamento, Floss afirma que chegar ao dia de número 100 foi o maior orgulho dele no jogo. “Todos os paredões são intensos, cada um tem um sentimento diferente. Mas, no primeiro, você realmente está mais perdido. Quando você volta, sente que tem alguém com você.”

    O dançarino elege Jonas Sulzbach como seu maior algoz na casa, e afirma que quer manter a amizade com Milena Moreira e Ana Paula Renault para sempre.

    “Fizemos um juramento de dedinho de que nós iríamos continuar a nossa amizade”, diz. “Eu preferia jogar com elas mesmo, por isso que eu estava naquele quarto desde o primeiro dia. No jogo, você pode ter uma relação de carinho pelas pessoas e não jogar junto com elas, sabe? Entrar na casa é mágico, voltar para casa é mais mágico ainda.”

    'Quero tirar CNH, pois ganhei um carro e preciso dirigir', diz Juliano Floss

  • Comissão aprova relatório, e PEC da escala 6×1 avança na Câmara

    Comissão aprova relatório, e PEC da escala 6×1 avança na Câmara

    Texto agora seguirá para uma comissão especial que discutirá o mérito da proposta, como o desenho final da mudança do limite de horas semanais que as empresas podem exigir de seus empregados

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (22) o relatório favorável à tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) da jornada 6×1.

    O texto agora seguirá para uma comissão especial que discutirá o mérito da proposta, como o desenho final da mudança do limite de horas semanais que as empresas podem exigir de seus empregados.

    O relatório do deputado federal Paulo Azi (União Brasil-BA) foi aprovado em votação simbólica, quando não há declaração de voto. O parlamentar apresentou seu parecer favorável ao andamento da proposta na semana passada, mas a votação foi adiada por um pedido de vista da oposição.

    O adiamento valeria por duas sessões do plenário. Para garantir a votação nesta quarta, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), convocou duas sessões de votação virtuais na quinta (16) e sexta (17) da semana passada.

    A oposição chegou a montar um “kit obstrução” com pedidos de retirada de pauta, de adiamento da votação e da discussão, mas os deputados Capitão Alberto Neto (PL-AM) e Julia Zanatta (PL-SC), autores dos pedidos, não estavam na reunião. Por fim, a oposição fechou acordo para votar a favor do relatório na CCJ e guardar munição para a comissão de mérito.

    O texto aprovado nesta quarta não trata do conteúdo da emenda, apenas da constitucionalidade da proposta. São duas PECs tramitando juntas, dos deputados Reginaldo Lopes (PT-MG) e Erica Hilton (PSOL-SP), que propõem a redução da jornada semanal das atuais 44 horas para 36 horas. A proposta de Hilton também altera a escala, fixando-a em 4 dias de trabalho por três de folga.

    Esse desenho de jornada é considerado superado pelo governo, que vem defendendo a adoção de um limite de 40 horas semanais, sem a fixação de um regime de escala, que deve ficar para as negociações entre categorias e empresariado.

    O relatório de Paulo Azi traz recomendações do que ele considera importante ser discutido na comissão de mérito. Uma delas é a necessidade de uma regra de progressividade ou transição, por meio da qual a redução da jornada aconteceria ao longo de alguns anos.

    O parlamentar afirma no texto que apesar de a negociação coletiva ser um mecanismo mais adequado e previsto na reforma trabalhista de 2017, os acordos e convenções coletivas ainda não tratam de reduções na escala de trabalho.

    “Isso ocorre porque, na realidade sindical brasileira, verifica-se uma assimetria de poder na relação entre capital e trabalho, o que se agrava com a fragilidade financeira de muitos sindicatos”, escreveu o relator. Por isso, na avaliação do deputado, a autonomia para negociar é insuficiente para que os trabalhadores consigam redução de jornada ou de escala.

    Na semana passada, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou um projeto de lei com alterações na CLT (Consolidação das Leis de Trabalho) e outras legislações que regulamentam profissões específicas como comerciários e aeronautas. A proposta chegou ao Congresso com urgência constitucional, o que exige tramitação expressa -em até 45 dias em cada Casa legislativa.

    Lula avisou Motta que enviaria a proposta e que seria um gesto simbólico do governo. O presidente da Câmara disse depois que manteria a tramitação da PEC e que não pretende indicar relator para o projeto do governo.

    “O projeto [do Planalto] chegou ontem, mas vamos seguir o cronograma da PEC. Vamos aguardar sair da CCJ, escolheremos presidente e relator [da comissão especial] com data para chegar a plenário”, afirmou Motta, na semana passada.

    A expectativa dos deputados da base do governo é a de que Motta instale a comissão especial ainda nesta quarta (22) e que os integrantes sejam indicados pelas bancadas até o fim de abril.

    No relatório encaminhado à CCJ, o deputado do União Brasil aponta que a comissão de mérito deve considerar de maneira cautelosa “a adoção de instrumentos mitigatórios” e que isso deve ser feito com base em estudos de impacto financeiro e considerando os diversos setores e suas particularidades.

    Esse cuidado, segundo ele, pretende evitar possíveis efeitos indiretos sobre o mercado de trabalho, como alterações nos custos com impactos sobre as contas da Previdência Social. O relator incluiu no parecer experiências de outros países em relação à compensação, com exemplos de redução na margem de lucro ou o corte de impostos sobre rendimentos, para que o poder de compra fosse mantido.

    O deputado Lucas Redecker (PSD-RS), que havia encabeçado o pedido de vista na semana anterior, disse que pretende encabeçar, na comissão especial, uma discussão de uma “compensação para quem está garantindo os empregos”.

    Desde que Motta enviou a PEC à CCJ, entidades ligadas a diversos setores inicaram uma ofensiva contra o fim da 6×1. O argumento central é o de que a mudança tornará mais caras as contratações, aumentando o custo da folha salarial.

    Comissão aprova relatório, e PEC da escala 6×1 avança na Câmara

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  • Governo autoriza nomeação de 3.147 aprovados no CNU

    Governo autoriza nomeação de 3.147 aprovados no CNU

    Maior quantidade de vagas está no ministério da Gestão, seguido pelo INSS; concurso teve duas fases e registrou mais de 760 mil inscrições em 2025

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos) autorizou a nomeação de 3.147 candidatos aprovados na segunda edição do CNU (Concurso Nacional Unificado) nesta quarta-feira (22).

    Cada órgão federal beneficiado é responsável por gerir suas próprias convocações e posses. Entre as 34 instituições contempladas, o próprio MGI concentra o maior volume de vagas, com 1.250 oportunidades, destinadas principalmente a cargos que podem atuar em mais de um órgão ou entidade da administração pública federal. Em segundo lugar aparece o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com 300 vagas.

    A lista completa de todos os cargos pode ser consultada no seguinte link (Clique Aqui!)

    VEJA LISTA DE VAGAS POR ÓRGÃO

    – Ancine (Agência Nacional do Cinema): 10 vagas;
    – ANP (Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis): 16 vagas;
    – Anac (Agência Nacional de Aviação Civil): 70 vagas;
    – Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações): 50 vagas;
    – ANM (Agência Nacional de Mineração): 80 vagas;
    – ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar): 20 vagas;
    – Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários): 30 vagas;
    – ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres): 50 vagas;
    – Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária): 14 vagas;
    – IN (Imprensa Nacional): 14 vagas;
    – MCID (Ministério das Cidades): 15 vagas;
    – C.Aer (Comando da Aeronáutica): 90 vagas;
    – C.Ex (Comando do Exército): 131 vagas;
    – CM (Comando da Marinha): 140 vagas;
    – HFA (Hospital das Forças Armadas): 127 vagas;
    – MDA (Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar): 64 vagas;
    – Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional): 60 vagas;
    – MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura): 32 vagas;
    – Fundacentro (Fundação Jorge Duprat Figueiredo de Segurança e Medicina do Trabalho): 65 vagas;
    – MTur (Ministério do Turismo): 8 vagas;
    – MGI (Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos): 1.250 vagas;
    – ITI (Instituto Nacional de Tecnologia da Informação): 50 vagas;
    – FCP (Fundação Cultural Palmares): 10 vagas;
    – Funarte (Fundação Nacional das Artes): 28 vagas;
    – Fundaj (Fundação Joaquim Nabuco): 20 vagas;
    – FBN (Fundação Biblioteca Nacional): 14 vagas;
    – Enap (Fundação Escola Nacional de Administração Pública): 21 vagas;
    – Ibram (Instituto Brasileiro de Museus): 28 vagas;
    – MF (Ministério da Fazenda): 30 vagas;
    – MIDR (Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional): 10 vagas;
    – INCA (Instituto Nacional do Câncer): 78 vagas;
    – INC (Instituto Nacional de Cardiologia): 75 vagas;
    – Into (Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia): 94 vagas;
    – IEC (Instituto Evandro Chagas): 28 vagas;
    – Cenp (Centro Nacional de Primatas): 25 vagas;
    – INSS (Instituto Nacional do Seguro Social): 300 vagas.

    O governo criou o CNU com o objetivo de recompor o quadro de servidores, em um contexto de redução de quadros nos últimos anos e de expectativa de mais de 70 mil aposentadorias no serviço público federal até 2030.

    O CNU registrou em sua primeira edição 48,4% das pessoas aprovadas eram mulheres e 40,5% das pessoas negras, indígenas, quilombolas ou com deficiência. Além disso, os aprovados vêm de 578 cidades diferentes, em todos os estados mais o Distrito Federal.

    O concurso foi realizado em duas fases, nos dias 5 de outubro e 7 de dezembro de 2025, e registrou mais de 760 mil inscrições. O processo mobilizou candidatos de 4.951 cidades e as provas foram aplicadas fisicamente em 228 municípios.

    Governo autoriza nomeação de 3.147 aprovados no CNU

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