Autor: REDAÇÃO

  • Brasil e Alemanha firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras

    Brasil e Alemanha firmam acordo sobre minerais críticos e terras raras

    Acordo prevê cooperação em pesquisa, inovação e exploração de minerais estratégicos, além de novos investimentos e parcerias em áreas como clima, tecnologia e indústria, fortalecendo relações bilaterais em meio à transição energética global.

    Brasil e Alemanha assinaram, nesta segunda-feira (20), em Hannover, uma declaração conjunta de intenções para ampliar a cooperação científica e tecnológica na área de minerais críticos e estratégicos, considerados essenciais para a transição energética e o desenvolvimento de tecnologias emergentes.

    O ato foi firmado durante visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reuniu com o chanceler alemão Friedrich Merz.

    O acordo, celebrado entre o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) e o Ministério Federal da Pesquisa, Tecnologia e Espaço da Alemanha, estabelece bases para intensificar ações conjuntas em pesquisa, desenvolvimento e inovação ao longo de toda a cadeia produtiva desses insumos.

    Os minerais críticos são fundamentais para tecnologias modernas, defesa e transição energética, como baterias, painéis solares e turbinas, e sua oferta enfrenta riscos de escassez ou concentração em poucos fornecedores.

    O Brasil concentra algumas das maiores reservas dessas matérias-primas no mundo. Após o encontro bilateral, Lula destacou a necessidade de agregar valor à produção nacional. “Nossas reservas também nos tornam atores incontornáveis no debate sobre minerais críticos. Queremos atrair cadeias de processamento para o território brasileiro, sem fazer exportações excludentes. A colaboração em setores intensivos em tecnologia é uma prioridade para um país que não quer se limitar a ser um mero exportador de commodities”, afirmou.

    Segundo o acordo, os países devem ampliar a cooperação em exploração, extração e processamento de minerais como terras raras, além de incentivar pesquisa, desenvolvimento e inovação para fortalecer cadeias produtivas, soberania tecnológica e capacidades industriais.

    Entre os compromissos estão o apoio à inovação, especialmente por pequenas e médias empresas, o desenvolvimento de projetos conjuntos, o intercâmbio de cientistas e técnicos e a criação de um programa bilateral de financiamento, previsto para 2026.

    Outros acordos

    Além da cooperação em minerais críticos, Brasil e Alemanha firmaram outros 14 atos durante a visita oficial.

    Entre eles, há um acordo para reforçar o combate a crimes ambientais, como desmatamento, tráfico de fauna e flora, pesca e mineração ilegais, e outro voltado à cooperação em inteligência artificial, com foco em governo digital e aplicações industriais.

    Também foi assinada uma carta de intenções para ampliar os recursos destinados ao Fundo de Combate às Mudanças Climáticas, coordenado pelo governo brasileiro e operacionalizado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O banco de desenvolvimento alemão KfW deve aportar cerca de 500 milhões de euros.

    Os dois países ainda formalizaram parcerias nas áreas de defesa, pesquisa oceânica, apoio a micro e pequenas empresas, pesquisa aeroespacial, tecnologias quânticas e economia circular.

    Em sua segunda visita oficial à Alemanha neste mandato, Lula foi recebido com honras militares em Hannover. O Brasil está entre os poucos países com os quais a Alemanha mantém uma parceria estratégica, o mais alto nível de relação diplomática.

    “Essa proximidade é mais importante do que nunca nesses tempos de tantas mudanças na ordem mundial. Queremos fortalecer o benefício comum e expandir nossa rede. Queremos ser parceiros fortes e com ideias afins”, afirmou Merz.

    Além da reunião bilateral, Lula discursou na abertura da Hannover Messe, considerada a maior feira industrial do mundo, que neste ano tem o Brasil como destaque, e participou de encontro com empresários, destacando oportunidades no setor de biocombustíveis. 

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  • Dino propõe reforma do Judiciário e abre novo embate com Fachin por agenda ética

    Dino propõe reforma do Judiciário e abre novo embate com Fachin por agenda ética

    Proposta de reforma do Judiciário amplia debate no STF e expõe divergências internas. Dino defende mudanças estruturais, com foco em transparência, punição e eficiência, enquanto tema reacende discussões sobre atuação da corte e confiança pública.

    (CBS NEWS) – Em meio à crise de imagem do STF (Supremo Tribunal Federal) e às disputas internas entre integrantes da corte, o ministro Flávio Dino propôs, nesta segunda-feira (20), uma nova reforma do Poder Judiciário.

    A iniciativa, exposta pelo ministro em artigo publicado no portal ICL Notícias, abre uma nova frente de embate com o grupo do presidente da corte, Edson Fachin, em torno de uma agenda ética e moral para a magistratura.

    “O Brasil precisa de mais Justiça, não menos, como parecem pretender certos discursos superficiais sobre uma suposta ‘autocontenção’, vista como uma ‘pedra filosofal’”, critica Dino no artigo.

    A autocontenção do Judiciário é uma das bandeiras mais defendidas por Fachin na sua gestão -ele usou a expressão, por exemplo, em discurso em março.

    O presidente do STF, no entanto, tem dito a interlocutores que não vê clima de tensão na corte, mas discordâncias naturais sobre assuntos institucionais. Procurado pela reportagem, Fachin afirmou, por meio da secretaria de comunicação do tribunal, que a iniciativa de Dino “merece aplauso e apoio”.

    Dino propõe a criação de tipos penais mais rigorosos para crimes cometidos por juízes e procuradores e cita a necessidade de regular “direitos, deveres, remuneração, impedimentos, ética e disciplina das carreiras jurídicas”.

    As duas sugestões se somam a outras 13 que, segundo ele, “demonstram a necessidade de uma verdadeira reforma do Judiciário, que resolva problemas concretos atualmente vivenciados por empresas e cidadãos, além do próprio Poder Público”.

    Desde fevereiro, decisões proferidas por Dino têm sido interpretadas como recados a Fachin e como uma forma de forçar o presidente do STF a enfrentar certos temas, como as verbas pagas acima do teto e a aposentadoria compulsória como punição a magistrados infratores. O artigo desta segunda-feira cita esses dois pontos.

    Interlocutores de Dino afirmam que, enquanto Fachin insiste na aprovação de um código de conduta para regulamentar, por exemplo, a realização de palestras e manifestações públicas de ministros, os reais problemas do Judiciário são de outra natureza.

    “Mudanças superficiais, assentadas em slogans fáceis, ou de caráter puramente retaliatório não fortalecem o Brasil. O que o robustece é uma Justiça rápida, acessível e confiável“, escreveu Dino no artigo.

    Um dos primeiros pontos da reforma de Dino faz referência indireta ao caso Banco Master, ao propor criar “critérios para expedição de precatórios e para cessão de tais créditos a empresas e fundos, visando eliminar precatórios temerários e fraudulentos”.

    O ministro também propõe “tramitação adequada de processos na Justiça Eleitoral, evitando o indevido prolongamento atualmente verificado, causando insegurança jurídica e tumultos na esfera política, como se verifica atualmente em dois Estados”.

    Dino se refere aos casos do Rio de Janeiro e de Roraima -os respectivos governadores respondiam a processos de cassação que demoraram meses até serem efetivamente pautados no TSE (Tribunal Superior Eleitoral).

    O assunto motivou troca de farpas entre o decano da corte, Gilmar Mendes, e a presidente do TSE, Cármen Lúcia, na sessão da semana passada. A ministra disse que seguiu todos os ritos e que não procede a alegação de que os casos tenham “ficado na gaveta”.

    A lista de Dino também fixa “limites para o uso de inteligência artificial na tramitação de processos judiciais” e mais transparência na arrecadação e no uso dos recursos que integram o Fundo de Modernização do Judiciário.

    Outra sugestão de Dino é a criação de instâncias especializadas, em todos os tribunais, para dar mais agilidade a processos sobre crimes contra a pessoa, crimes contra a dignidade sexual e improbidade administrativa.

    Ele mencionou ainda a “revisão das competências constitucionais do STF e dos tribunais superiores” e a discussão sobre “requisitos processuais para acesso recursal” às cortes superiores, como o STJ (Superior Tribunal de Justiça), com o objetivo de agilizar ações judiciais.

    O ministro diz ainda que decisões do STF sobre temas que envolvem grandes interesses, como a pandemia, negacionismo climático, big techs e emendas parlamentares, fizeram crescer os debates na sociedade sobre o papel da corte.

    “O STF foi alvo de retaliações estrangeiras, sem, contudo, se curvar a imposições, o que provavelmente ampliou sentimentos vis. De outra face, é inequívoco que em um mundo marcado por tantas desigualdades, conflitos e precariedades institucionais, reformas são bem-vindas, quando inspiradas pelo interesse público e revestidas de consistência técnica”, afirmou.

    Dino afirma que a última reforma foi há 22 anos e que é chegada a hora de os órgãos que integram o sistema de Justiça e as entidades representativas de seus membros debaterem “um novo ciclo de mudanças constitucionais e legais”.

    O PT, partido do presidente Lula, também passou a defender reforma no Judiciário nas últimas semanas. O presidente do partido, Edinho Silva, disse que mudanças são necessárias “para que as falhas deixem de acontecer”.

    Fachin tem defendido a elaboração de um código de ética desde o ano passado e designou Cármen Lúcia para relatar uma proposta. As discussões ocorrem em meio ao desgaste da corte com as investigações sobre o Master, que levantaram suspeitas sobre os ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli.

    O presidente do STF afirmou que Dino traz, com as propostas, “uma reflexão oportuna e bem estruturada sobre a necessidade de aperfeiçoamento do Poder Judiciário, tratando o tema com seriedade institucional e senso de responsabilidade republicana”.

    “Ao evitar soluções simplistas, o texto valoriza um diagnóstico consistente e propõe caminhos que dialogam com demandas reais da sociedade, especialmente no que diz respeito à eficiência, transparência e fortalecimento da confiança pública nas instituições.”

    Fachin destacou a ênfase que Dino deu “à ética e à responsabilidade funcional, sem perder de vista as garantias essenciais da magistratura”. Para o presidente do STF, a proposta equilibra de forma sóbria a independência judicial com mecanismos de controle, “reforçando a ideia de que credibilidade institucional depende, também, da capacidade de reconhecer falhas e corrigi-las com firmeza e justiça”.

    “Por fim, o texto contribui para qualificar o debate público ao tratar a reforma do Judiciário como um processo contínuo, aberto e plural. Ao estimular a reflexão e o diálogo, oferece uma base sólida para a construção de consensos, sempre orientados pelo interesse público e pela preservação dos valores que sustentam o Estado de Direito”, conclui o presidente do STF.

    Dino propõe reforma do Judiciário e abre novo embate com Fachin por agenda ética

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  • Quem é John Ternus, o próximo CEO da Apple

    Quem é John Ternus, o próximo CEO da Apple

    Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook -que lidera a Apple desde 2011 e se tornará presidente executivo do conselho. Aos 50 anos, Ternus se tornará CEO com a mesma idade que Cook tinha quando assumiu o posto do cofundador Steve Jobs, em 2011

    PELOTAS, RS (CBS NEWS) – A Apple anunciou nesta segunda-feira (20) que o executivo John Ternus será o próximo CEO da companhia. O veterano chefe de hardware irá conduzir a empresa enquanto a fabricante do iPhone se prepara para mudanças em todo o setor impulsionadas pela IA (inteligência artificial).

    Ternus assumirá o cargo de CEO da Apple em 1º de setembro, sucedendo Tim Cook -que lidera a Apple desde 2011 e se tornará presidente executivo do conselho. Aos 50 anos, Ternus se tornará CEO com a mesma idade que Cook tinha quando assumiu o posto do cofundador Steve Jobs, em 2011.

    Ele também passará a fazer parte do conselho de administração da empresa.
    Ternus é natural do estado da Califórnia e entrou na equipe de design de produtos da Apple em 2001 e se tornou vice-presidente de engenharia de hardware em 2013. Ele passou a integrar a equipe executiva da empresa em 2021, quando assumiu seu cargo atual de vice-presidente sênior de engenharia de hardware, reportando-se a Cook.

    Antes da Apple, Ternus trabalhou como engenheiro mecânico na Virtual Research Systems. Ele se formou em engenharia mecânica pela Universidade da Pensilvânia, onde fez parte da equipe de natação. Para seu projeto de conclusão de curso, ele projetou um dispositivo que permitia a tetraplégicos usar movimentos da cabeça para controlar um braço mecânico de alimentação.

    CUIDADOSO E DISCRETO

    Ternus supervisionou algumas das apostas mais importantes da Apple em hardware nos últimos anos, incluindo as equipes responsáveis por iPhone, iPad, Mac, Apple Watch e AirPods.

    Ele teve um papel fundamental na retomada das vendas de produtos como os computadores Mac da Apple, que ganharam participação de mercado nos últimos anos. Também apresentou mais recentemente o iPhone Air no ano passado, a maior reformulação do iPhone desde 2017.

    Por volta de 2018, a Apple considerou adicionar um pequeno laser aos seus iPhones. O componente permitiria aos consumidores tirar fotos melhores, mapear seus arredores com mais precisão e usar novos recursos de realidade aumentada. Mas também custaria à Apple cerca de US$ 40 por aparelho, reduzindo os lucros da empresa.

    Foi Ternus que sugeriu adicionar o componente apenas aos modelos mais caros do iPhone, disseram duas pessoas familiarizadas com as discussões ao New York Times. Esses dispositivos, argumentou Ternus à época, tendiam a ser comprados pelos clientes mais fiéis da Apple, que ficariam empolgados com a nova tecnologia. Os consumidores comuns, por outro lado, provavelmente não se importariam.

    Encontrar o equilíbrio entre adicionar novos recursos aos produtos da Apple enquanto cuida do resultado financeiro tem definido o estilo cuidadoso e discreto de Ternus, conhecido por sua atenção aos detalhes e seu conhecimento da vasta rede de fornecedores da Apple –características que também definiram o estilo de gestão de Cook.

    Ambos também são considerados colaboradores equilibrados, capazes de navegar pela burocracia de uma das empresas mais ricas do mundo sem criar atritos. “Se você quer fazer um iPhone todo ano, Ternus é o cara certo”, disse Cameron Rogers, que trabalhou em gestão de engenharia de produtos e software na Apple de 2005 a 2022.

    TRAJETÓRIA NA APPLE

    Ternus é o primeiro CEO da Apple em três décadas a ter passado sua carreira trabalhando com hardware. Diferentemente de alguns dos outros candidatos a substituir Cook, ele trabalhou em muitos dos dispositivos da Apple, bem como nas operações globais que fabricam esses produtos.

    No entanto, ele assume como um relativo desconhecido fora da empresa. Internamente, ele é mais conhecido por manter produtos do que por desenvolver novos, de acordo com seis ex-funcionários. E Ternus, que foi engenheiro no Vale do Silício durante toda a sua vida adulta, tem exposição limitada às questões políticas e responsabilidades associadas ao cargo máximo da Apple.

    Nos quatro anos após se formar em 1997, ele projetou headsets e outros produtos em uma startup de realidade virtual. Ele então entrou na Apple, trabalhando primeiro em telas para Macs enquanto a empresa fazia a transição dos coloridos iMacs do final dos anos 90.

    Em cerca de três anos, se tornou gerente, disse Steve Siefert, o primeiro chefe de Ternus na Apple. Durante esse período, a equipe mudou de andar, passando de um escritório fechado para um layout majoritariamente aberto com alguns escritórios. Quando foi promovido, Ternus teve a opção de se mudar para um desses escritórios, mas recusou.

    Ternus era “um homem do povo”, disse Siefert, acrescentando que a decisão de sentar com sua equipe provavelmente ajudou Ternus a gerenciar e motivar sua equipe. Quando Siefert se aposentou em 2011, liberando seu escritório, Ternus mais uma vez disse que queria permanecer no espaço aberto.

    Em 2005, Ternus havia sido promovido para liderar a equipe de engenharia de hardware da Apple para iMacs enquanto ela desenvolvia a série G5, disse Michael D. Hillman, que ajudou a contratar Ternus e trabalhou com ele na Apple por mais de uma década.

    Ternus passou longos períodos trabalhando com fabricantes na Ásia, disse Hillman. O executivo viajava entre o continente e o Vale do Silício e aprendeu como podia ser difícil fazer um fornecedor de manufatura entregar conforme as expectativas de design da Apple. A Apple também colocou Ternus com um consultor externo para aconselhá-lo sobre liderança.

    Ternus se tornou um tenente-chave de Dan Riccio, seu antecessor como chefe de hardware da Apple. Em 2013, o papel de Ternus havia se expandido para incluir a supervisão das equipes de Mac e iPad.

    Nos últimos anos, ele assumiu mais responsabilidade por atualizações nos produtos da Apple. Ele liderou o iPhone Air, lançado no ano passado com um novo design fino, e foi um líder-chave na transição da Apple do uso de chips da Intel em Macs para o uso dos próprios chips da empresa em 2020. Ternus também esteve envolvido nas experimentações da Apple com telefones dobráveis, de acordo com uma das pessoas próximas à empresa.

    “A promoção de Ternus indica que a empresa vai focar em novos dispositivos de hardware, como celulares dobráveis, óculos, dispositivos de realidade virtual e AI pins”, disse Gil Luria, diretor-geral da D.A. Davidson & Co.

    Quem é John Ternus, o próximo CEO da Apple

  • Governo Trump manda delegado da PF que atuou no caso Ramagem deixar o país

    Governo Trump manda delegado da PF que atuou no caso Ramagem deixar o país

    Governo dos EUA acusa delegado brasileiro de interferir em caso migratório e pede sua saída do país. Episódio envolve prisão de Alexandre Ramagem e gera tensão entre autoridades, com PF afirmando não ter sido notificada formalmente

    (CBS NEWS) – O governo Donald Trump afirmou nesta segunda-feira (20) que um funcionário brasileiro teria atuado para manipular o sistema de imigração “para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território” americano.

    O funcionário citado seria o delegado da PF (Polícia Federal) Marcelo Ivo de Carvalho, que atua em Miami, conforme a Folha apurou. Ele atua como adido da PF em Miami e teve participação no caso que levou à prisão do ex-delegado federal e ex-deputado Alexandre Ramagem, na semana passada pelo ICE, a agência de imigração dos EUA. Ramagem foi solto dois dias depois.

    Marcelo retorna ao Brasil nesta terça-feira (21), segundo fontes da PF ouvidas pela reportagem.

    Após a prisão do ex-deputado, a Polícia Federal afirmou que teria havido uma ação conjunta entre EUA e Brasil.

    Porém, como a Folha mostrou, um documento do Departamento de Segurança Interna apontava que o ex-deputado estava com o visto vencido e, por isso, poderia ser passível de deportação ao Brasil. Após a saída de Ramagem da prisão, o ex-deputado gravou um vídeo nas redes sociais em que agradeceu a alta cúpula do governo Donald Trump pela sua soltura.

    Ele também disse que entrou “regularmente nos EUA, com passaporte válido, visto válido” e que, na sequência, entrou com pedido de asilo.

    “Rebeca e eu estamos dentro de todos os procedimentos e todas as fases, o que nos confere estado de permanência regular nos EUA. E aqui eu venho agradecer o governo americano, da mais alta cúpula do governo Trump”, afirma Ramagem no vídeo.

    Após a informação publicada pelo governo Trump, agora a PF diz que não foi notificada pelo pedido sobre a saída de Ivo do território americano.

    “Nenhum estrangeiro pode manipular nosso sistema de imigração para contornar tanto pedidos formais de extradição quanto prolongar caças às bruxas políticas em território dos EUA. Hoje, solicitamos que o funcionário brasileiro relevante deixe nossa nação por tentar fazer isso”, diz um post da Embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que foi publicado pelas redes sociais.

    Outro post idêntico foi publicado pelo escritório de relações ocidentais do Departamento do Estado dos EUA.

    Marcelo Ivo foi designado, em março de 2023, para exercer a função de oficial de ligação junto ao ICE (sigla em ingês para Serviço de Imigração e Alfândega), em Miami. Esse tipo de missão para os policiais federais brasileiros tem um período específico. No caso da função junto ao ICE, era de dois anos.

    A permanência do delegado -que antes foi superintendente da PF na Paraíba- foi prorrogada, até agosto de 2026, conforme portaria publicada no Diário Oficial da União.

    Mas, em 17 de março deste ano, o delegado-geral da PF, Andrei Rodrigues, determinou a substituição de Marcelo por outra delegada, Tatiana Torres. A troca formal, portanto, se deu antes do episódio da prisão de Ramagem.

    A partir do episódio envolvendo o aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) por envolvimento na trama golpista, o delegado Marcelo foi “convidado” a deixar os EUA, segundo policiais ouvidos pela reportagem.

    Fontes da PF dizem que a diplomacia americana tem a prerrogativa para pedir uma substituição do tipo e que Marcelo Ivo voltaria ao Brasil de toda forma, como já estava previsto. A saída foi acelerada, segundo essas fontes, em razão dos acontecimentos relacionados a Ramagem e da pressão feita pelo governo de Donald Trump.

    O caso de Ramagem passou pelo então oficial de ligação junto ao ICE, segundo esses policiais.

    Ramagem foi condenado à prisão no ano passado na mesma ação que levou à cadeia o ex-presidente Jair Bolsonaro.

    Governo Trump manda delegado da PF que atuou no caso Ramagem deixar o país

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  • Leandro Boneco assiste críticas de Edilson pelas costas e dispara ser 'lamentável'

    Leandro Boneco assiste críticas de Edilson pelas costas e dispara ser 'lamentável'

    Durante a entrevista, ele assistiu a falas de Edilson feitas pelas costas durante o reality. Surpreso, o ex-brother não escondeu a decepção. “Lamentável. Não esperava ouvir isso de alguém que eu admirava”, afirmou

    ADRIELLY SOUZA
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A poucos dias da final do BBB 26, Leandro Boneco deixou o jogo e já começou a rever momentos marcantes da sua trajetória.
    Eliminado com 52,19% dos votos, o baiano participou do tradicional café com o eliminado, no Mais Você, onde falou abertamente sobre conflitos, emoções e reencontros após o confinamento.
    Logo nas primeiras horas fora da casa, Leandro contou que priorizou o contato com a família e tentou retomar a rotina. “Passei a madrugada conversando com minha esposa, estava com muita saudade”, disse, ainda assimilando a saída do programa.

    Durante a entrevista, ele assistiu a falas de Edilson feitas pelas costas durante o reality. Surpreso, o ex-brother não escondeu a decepção. “Lamentável. Não esperava ouvir isso de alguém que eu admirava”, afirmou.

    Leandro destacou que se sentiu especialmente atingido por comentários relacionados à sua formação. Segundo ele, a educação sempre foi uma conquista importante em sua vida. “Eu lutei muito para estudar, me formar, então ouvir esse tipo de coisa pesa”, completou.

    Ao rever também a discussão que culminou na desclassificação de Edilson, o ex-participante classificou o episódio como desnecessário. Para ele, o conflito ultrapassou limites que não precisariam ser atingidos dentro do jogo.

    Apesar das tensões, o baiano também viveu momentos de emoção durante a entrevista. Ao assistir às imagens envolvendo Ana Paula Renault, que perdeu o pai recentemente, ele se comoveu. “A gente conversava muito sobre isso lá dentro. Era uma troca muito forte”, relembrou.

    Outro momento marcante foi o reencontro com a família, ainda que virtual. Pela primeira vez após sair da casa, Leandro falou com a filha, que celebrou a participação do pai no reality.

    Leandro Boneco assiste críticas de Edilson pelas costas e dispara ser 'lamentável'

  • Ana Paula Renault dispara e lidera ranking de crescimento nas redes após o BBB 26

    Ana Paula Renault dispara e lidera ranking de crescimento nas redes após o BBB 26

    Levantamento mostra disparada de seguidores após o reality, com participantes transformando exposição em milhões de novos fãs. Enquanto alguns viram fenômenos digitais, outros têm crescimento tímido, reforçando que engajamento depende da conexão com o público

    (CBS NEWS) – O desempenho dos participantes do BBB 26 nas redes sociais revela como o reality vai muito além da casa: ele redefine o tamanho – e a força – de cada nome no universo digital. Um levantamento que compara o número de seguidores antes e depois do programa mostra disparadas expressivas, com alguns brothers e sisters multiplicando suas bases e se consolidando como novos fenômenos de audiência.

    No topo do ranking, Ana Paula Renault lidera com folga, ao saltar de 2,3 milhões para 7,5 milhões de seguidores, um ganho de 5,2 milhões. Logo atrás, a até então desconhecida Chaiany Andrade protagoniza uma das maiores viradas, saindo de apenas 3,3 mil para 3,7 milhões. Nomes como Juliano Floss e Jonas Sulzbach também aparecem entre os maiores crescimentos, impulsionados pelo protagonismo no jogo e pela repercussão fora dele.

    Na outra ponta, o ranking evidencia que nem todos conseguiram transformar a exposição em engajamento. Participantes já consolidados, como Aline Campos e Sarah Andrade, tiveram crescimento tímido ou praticamente nulo, enquanto nomes com menor destaque na edição registraram avanços discretos. O contraste reforça que, no BBB, visibilidade não é garantia de crescimento – e que a conexão com o público segue sendo o principal ativo para bombar fora da casa.

    Veja a seguir o ranking :

    Ana Paula Renault
    Antes: 2,3 milhões
    Depois: 7,5 milhões
    Ganho: 5,2 milhões

    Chaiany Andrade
    Antes: 3,3 mil
    Depois: 3,7 milhões
    Ganho: 3,7 milhões

    Juliano Floss
    Antes: 4 milhões
    Depois: 6,5 milhões
    Ganho: 2,5 milhões

    Jonas Sulzbach
    Antes: 3 milhões
    Depois: 5,2 milhões
    Ganho: 2,2 milhões

    Milena Moreira
    Antes: 3,5 mil
    Depois: 1,9 milhão
    Ganho: 1,8 milhão

    Gabriela Saporito
    Antes: 2,3 mil
    Depois: 1,7 milhão
    Ganho: 1,7 milhão

    Jordana Morais
    Antes: 32,9 mil
    Depois: 1,7 milhão
    Ganho: 1,7 milhão

    Samira Sagr
    Antes: 5,2 mil
    Depois: 1,3 milhão
    Ganho: 1,3 milhão

    Alberto Cowboy
    Antes: 178 mil
    Depois: 1,2 milhão
    Ganho: 1 milhão

    Marciele Albuquerque
    Antes: 745 mil
    Depois: 1,6 milhão
    Ganho: 855 mil

    Breno Corã
    Antes: 3,2 mil
    Depois: 759 mil
    Ganho: 756 mil

    Maxiane Rodrigues
    Antes: 35,8 mil
    Depois: 710 mil
    Ganho: 675 mil

    Henri Castelli( Saiu do reality por motivo de saúde)
    Antes: 2,7 milhões
    Depois: 3,3 milhões
    Ganho: 600 mil

    Leandro Rocha
    Antes: 13,5 mil
    Depois: 671 mil
    Ganho: 657 mil

    Marcelo Alves
    Antes: 12,9 mil
    Depois: 504 mil
    Ganho: 491 mil

    Solange Vega (Expulsa)
    Antes: 345 mil
    Depois: 783 mil
    Ganho: 438 mil

    Paulo Augusto Carvalhaes (Expulso)
    Antes: 321 mil
    Depois: 758 mil
    Ganho: 437 mil

    Babu Santana
    Antes: 4,5 milhões
    Depois: 4,9 milhões
    Ganho: 400 mil

    Edilson Capetinha(Expulso)
    Antes: 1,1 milhão
    Depois: 1,5 milhão
    Ganho: 400 mil

    Aline Campos
    Antes: 11 milhões
    Depois: 11,3 milhões
    Ganho: 300 mil

    Solange Couto
    Antes: 1,1 milhão
    Depois: 1,4 milhão
    Ganho: 300 mil

    Pedro Henrique Espindola (Expulso)
    Antes: 1,4 mil
    Depois: 186 mil
    Ganho: 185 mil

    Matheus Moreira
    Antes: 3,3 mil
    Depois: 164 mil
    Ganho: 161 mil

    Brigido Neto
    Antes: 8,8 mil
    Depois: 109 mil
    Ganho: 101 mil

    Sarah Andrade
    Antes: 7,5 milhões
    Depois: 7,5 milhões
    Ganho: nenhum

    Ana Paula Renault dispara e lidera ranking de crescimento nas redes após o BBB 26

  • Alckmin recorre a ganho de produtividade com mais tecnologias para justificar fim da 6×1

    Alckmin recorre a ganho de produtividade com mais tecnologias para justificar fim da 6×1

    Vice-presidente defende debate sobre redução da jornada com base no avanço tecnológico. Segundo ele, maior produtividade e qualificação profissional impulsionam mudança, mas proposta ainda precisa considerar diferenças entre setores antes de eventual aprovação no Congresso

    O presidente em exercício da República, Geraldo Alckmin, afirmou nesta segunda-feira (20) que o avanço tecnológico nas empresas pode justificar a redução da jornada de trabalho no país. Atualmente, a escala predominante é de seis dias trabalhados para um de descanso. O tema está em discussão no Congresso após proposta enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

    Segundo Alckmin, a diminuição da carga horária é uma tendência global, já que a tecnologia permite aumentar a produtividade com menos trabalhadores, ao mesmo tempo em que exige mão de obra mais qualificada.

    A declaração foi feita após visita à empresa química Unipar, em Cubatão (SP), que passou por um processo de modernização concluído em dezembro de 2025.

    “Há uma tendência no mundo todo de redução de jornada de trabalho porque a tecnologia permite você fazer mais com menos gente. Muda o perfil, você passa a ter recursos humanos mais qualificados, é uma tendência. Com mais tecnologia, passa a haver uma produção maior com menos pessoas. Isso vale para agricultura, onde você mecaniza muito, vale para a indústria, com automação, robôs, e até para serviços, como a medicina”, disse.

    Para o presidente em exercício, a redução da jornada é um movimento natural, mas que precisa ser amplamente debatido. “O governo apoia e há necessidade de se analisar as especificidades, porque nem todos os setores funcionam da mesma forma. Cabe ao Congresso analisar e aprofundar esse debate. Mas nós somos favoráveis. Essa é uma tendência mundial”, completou.

     
     
     

    Alckmin recorre a ganho de produtividade com mais tecnologias para justificar fim da 6×1

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  • Desinteresse pela Copa bate recorde e alcança 54% dos brasileiros, aponta Datafolha

    Desinteresse pela Copa bate recorde e alcança 54% dos brasileiros, aponta Datafolha

    (FOLHAPRESS) – A pouco menos de dois meses para o início da Copa do Mundo, com uma seleção que não inspira grande confiança nos torcedores, a maioria dos brasileiros não demonstra vontade de acompanhar as partidas do torneio sediado por Estados Unidos, Canadá e México.

    Segundo pesquisa Datafolha, 54% da população diz não ter interesse em assistir aos jogos do Mundial. O instituto ouviu 2.004 pessoas, entre os dias 7 e 9 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos.

    Esse é o maior percentual da série histórica, iniciada em 1994, ultrapassando em um ponto percentual o recorde anterior, registrado antes da Copa de 2018, na Rússia. Às vésperas da edição no Qatar, em 2022, 51% demonstravam pouco interesse no torneio.

    O desinteresse é consideravelmente maior entre as mulheres (62%) em comparação com os homens (46%).

    Também ao Datafolha, 31% dos entrevistados disseram que não pretendem assistir aos jogos do Mundial.

    Segundo torcedores ouvidos pela Folha de S. Paulo, o desempenho da seleção contribui para a empolgação em baixa.

    O time de Carlo Ancelotti encerrou as Eliminatórias com uma derrota para a Bolívia e em quinto na tabela de classificação, sua pior colocação na história. Em amistosos, também acumulou tropeços contra Japão, Tunísia e França.

    “Confesso que nunca fui muito do futebol. Mesmo assim, Copa sempre teve um clima diferente, com gente reunida, todos com a mesma camisa, e aquele assunto que acabava conectando todo mundo de forma espontânea”, afirmou o empresário Denis Seiji Alvarenga, 43.

    “Mas hoje sinto que isso deu uma esfriada. Não sei se é só pela seleção, que já não passa a mesma confiança de antes, ou se é algo mais geral”, acrescentou.
    Ele disse que mudanças de rotina também influenciam para que o “clima de Copa” não seja o mesmo de outros tempos.

    “Trabalho, compromissos e o jeito que a gente consome conteúdo acaba tirando um pouco daquele ‘parar o país’ que a Copa tinha. Antes era quase automático, agora parece que depende mais do contexto de cada um”, afirmou Alvarenga.

    “Acabou ficando algo mais pontual, de assistir a um jogo ou outro, sem aquela expectativa toda de antes.”

    O empresário Valdir Canoso Portasio, 67, disse que sua falta de interesse tem relação com o clima de oba-oba que costuma tomar conta durante o torneio, algo que considera excessivamente artificial.

    “Meu desinteresse é consciente porque não me agrada fazer parte desse ufanismo nacionalista, desse pachequismo”, disse ele. “Acabo sendo impactado de alguma maneira porque o país se transforma, mas não paro na frente da TV para assistir aos jogos e torcer.”

    O fato de os Estados Unidos serem uma das sedes -em meio a uma política anti-imigratória constestada do governo americano– também foi citado por Portasio. “Se visse um comunicado da CBF dizendo que boicotaria a Copa por conta das atitudes do Donald Trump, era capaz de virar o torcedor número 1”, afirmou. “A Copa nos Estados Unidos é um fator de repulsa.”

    O empresário disse que a associação que se estabeleceu entre a camisa da seleção e os eleitores do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) amplifica sua rejeição. “Nem amarrado vestiria a camisa verde-amarelo por causa do que ela passou a representar.”

    De acordo com o Datafolha, no entanto, quando o recorte diz respeito à preferência política, eleitores do presidente Lula e do ex-presidente Bolsonaro apresentam padrões semelhantes.

    Entre aqueles que votaram no candidato do PT no segundo turno das eleições de 2022, 17% responderam ter grande interesse na Copa, enquanto 51% não pretendem acompanhar.

    Dos que optaram pelo candidato do PL, 15% se disseram empolgados e 56% não pretendem ver os jogos.

    Nesse caso, a margem de erro varia de três pontos percentuais para Lula e quatro pontos para Bolsonaro, configurando um empate técnico.
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    Ainda conforme o instituto, 17% dos entrevistados responderam ter “grande interesse” em acompanhar a Copa. É o menor percentual da série histórica, um ponto percentual abaixo do recorde anterior da Copa na Rússia.

    O maior percentual foi registrado na de 1994, quando 56% dos entrevistados disseram estar muito interessados.

    No recorte por faixa etária, o público mais jovem é o mais empolgado. Nos grupos de 16 a 24 anos e de 25 a 34 anos, 24% e 20% responderam ter grande interesse, respectivamente. Os percentuais caem para 13% entre pessoas de 35 a 44 anos, 14% entre os de 45 a 59 anos e 15% entre os de 60 anos ou mais.

    “O que mais me atrai na Copa é a mistura de países e também por ser o principal evento de esporte do mundo, que reúne várias culturas e pessoas”, afirmou Guilherme Roberto Rocha Lima, 20, estudante de educação física.

    Nascido em 2005 e sem nunca ter visto o Brasil campeão, Lima disse que, apesar do gosto que tomou pela competição, suas expectativas para o desempenho da seleção não são das melhores. Para ele, Argentina, França e Portugal são as favoritas.

    Com a experiência de ter acompanhado partidas do Mundial de 2014 nos estádios, o corretor de seguros André Berardo Fiacadori, 36, já tem passagens compradas para ir aos Estados Unidos com um grupo de amigos.

    Todos se inscreveram para comprar ingressos, mas nenhum deles foi contemplado. No site de revenda, os preços praticados são proibitivos, queixou-se o corretor.

    De toda forma, a viagem está confirmada e os amigos de Jardinópolis, no interior paulista, seguem em busca de bilhetes para assistir aos jogos do Brasil nas arquibancadas.

    “Meu interesse pela Copa vem muito de poder torcer e comemorar junto de todos os amigos, não se restringindo somente àqueles que torcem para o mesmo time”, afirmou o palmeirense.

    “Na minha cidade, nos reunimos para ver os jogos do Palmeiras, mas acabam sendo sempre as mesmas pessoas. Em época de Copa, são todos juntos pela seleção”, acrescentou.

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    Estadao Conteudo | 11:37 – 20/04/2026

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  • Bolsas da Europa fecham em queda com incertezas sobre negociações entre EUA e Irã

    Bolsas da Europa fecham em queda com incertezas sobre negociações entre EUA e Irã

    Mercados recuam diante da escalada de tensões no Oriente Médio e incertezas sobre negociações entre Irã e EUA. Alta do petróleo pressiona ativos de risco e impacta setores como aviação, enquanto energia lidera ganhos

    As bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira (20), com investidores adotando cautela diante de informações conflitantes sobre a possível participação do Irã em uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos, mediada pelo Paquistão, sobre o conflito no Oriente Médio. O cenário elevou os preços do petróleo e reduziu o apetite por risco.

    Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,55%, aos 10.609,08 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,04%, aos 24.444,33 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,12%, aos 8.331,05 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 1,36%, aos 48.207,02 pontos. Em Madri, o Ibex 35 recuou 1,31%, aos 18.242,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve leve queda de 0,08%, aos 9.177,59 pontos. As cotações são preliminares.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã ao afirmar que, caso o cessar-fogo expire na terça-feira, “muitas bombas começarão a explodir”. Ao mesmo tempo, disse que o vice-presidente, JD Vance, viajará ao Paquistão com uma delegação para tentar avançar nas negociações.

    O tom de tensão voltou a subir após Teerã anunciar, no fim de semana, o fechamento do Estreito de Ormuz, em resposta à manutenção de um bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos. Washington também apreendeu uma embarcação iraniana que tentava furar o bloqueio.

    Para o Danske Bank, o cenário geopolítico deve manter a volatilidade nos mercados e pode levar o petróleo novamente à faixa dos US$ 100. Na tentativa de amenizar o impacto dos preços da energia, a Comissão Europeia deve apresentar, ainda nesta semana, recomendações para reduzir a demanda por combustíveis fósseis na União Europeia.

    Com a alta do petróleo, ações de empresas do setor, como TotalEnergies, BP, Shell e Repsol, chegaram a subir quase 3%. Em sentido oposto, companhias aéreas voltaram a registrar perdas superiores a 3%.

    Entre os destaques corporativos, o banco UniCredit caiu 2,71% após o CEO Andrea Orcel mencionar planos de fusão com o Commerzbank.

    Bolsas da Europa fecham em queda com incertezas sobre negociações entre EUA e Irã

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Com quebra de recorde, queniano John Korir é bicampeão da maratona de Boston

    Com quebra de recorde, queniano John Korir é bicampeão da maratona de Boston

    (FOLHAPRESS) – O queniano John Korir sagrou-se bicampeão da maratona de Boston, considerada a mais tradicional do mundo, nesta segunda-feira (19). O atleta concluiu o percurso de 42 km em 2h1min52s.

    Alphonce Felix Simbu, corredor da Tanzânia, repetiu sua colocação do ano passado e foi o segundo colocado, com 2h2min47s. Benson Kipruto, também do Quênia, fez o tempo de 2h2min50s e completou o pódio.

    Os três superaram o recorde anterior da prova, que era de 2h3min2s, alcançado por mais um queniano, Geoffrey Mutai, em 2011.

    Korir deve receber um prêmio total de US$ 200 mil (cerca de R$ 996 mil), sendo US$ 150 mil pelo primeiro lugar e US$ 50 mil por deter o novo recorde da prova.

    O atleta de 29 anos completou a 130ª edição da corrida de rua de Boston quase três minutos abaixo de sua marca no ano passado, quando foi o primeiro a cruzar a linha de chegada após 2h4min45s. Na ocasião, ele teve uma queda na largada, mas se recuperou.

    Essa é a terceira vitória do queniano em Majors, como são chamadas as sete mais prestigiadas maratonas de rua do mundo -além da capital de Massachusetts, integram a lista as corridas de Tóquio, Londres, Sydney, Berlim, Chicago e Nova York. Em 2024, ele foi campeão em Chicago, com o tempo de 2h2min44s.

    Nesta segunda-feira, ele assumiu a ponta depois dos 30 km e foi se distanciando cada vez mais dos demais corredores.

    A maratona de Boston é considerada a mais antiga maratona realizada anualmente no mundo, com a primeira edição datada de 1897. Ao todo, a corrida deste ano teve mais de 32 mil inscritos de 137 países.

    Entre os corredores profissionais e amadores estão os americanos Amby Burfoot, jornalista de 79 anos que venceu a maratona de Boston em 1968, e Suni Williams, astronauta aposentada que passou mais de 600 dias no espaço.

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    Estadao Conteudo | 11:37 – 20/04/2026

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