Bolsas da Europa fecham em queda com incertezas sobre negociações entre EUA e Irã

Mercados recuam diante da escalada de tensões no Oriente Médio e incertezas sobre negociações entre Irã e EUA. Alta do petróleo pressiona ativos de risco e impacta setores como aviação, enquanto energia lidera ganhos

As bolsas europeias fecharam em queda nesta segunda-feira (20), com investidores adotando cautela diante de informações conflitantes sobre a possível participação do Irã em uma nova rodada de negociações com os Estados Unidos, mediada pelo Paquistão, sobre o conflito no Oriente Médio. O cenário elevou os preços do petróleo e reduziu o apetite por risco.

Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,55%, aos 10.609,08 pontos. Em Frankfurt, o DAX recuou 1,04%, aos 24.444,33 pontos. Em Paris, o CAC 40 perdeu 1,12%, aos 8.331,05 pontos. Em Milão, o FTSE MIB caiu 1,36%, aos 48.207,02 pontos. Em Madri, o Ibex 35 recuou 1,31%, aos 18.242,60 pontos. Em Lisboa, o PSI 20 teve leve queda de 0,08%, aos 9.177,59 pontos. As cotações são preliminares.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a ameaçar o Irã ao afirmar que, caso o cessar-fogo expire na terça-feira, “muitas bombas começarão a explodir”. Ao mesmo tempo, disse que o vice-presidente, JD Vance, viajará ao Paquistão com uma delegação para tentar avançar nas negociações.

O tom de tensão voltou a subir após Teerã anunciar, no fim de semana, o fechamento do Estreito de Ormuz, em resposta à manutenção de um bloqueio naval dos EUA aos portos iranianos. Washington também apreendeu uma embarcação iraniana que tentava furar o bloqueio.

Para o Danske Bank, o cenário geopolítico deve manter a volatilidade nos mercados e pode levar o petróleo novamente à faixa dos US$ 100. Na tentativa de amenizar o impacto dos preços da energia, a Comissão Europeia deve apresentar, ainda nesta semana, recomendações para reduzir a demanda por combustíveis fósseis na União Europeia.

Com a alta do petróleo, ações de empresas do setor, como TotalEnergies, BP, Shell e Repsol, chegaram a subir quase 3%. Em sentido oposto, companhias aéreas voltaram a registrar perdas superiores a 3%.

Entre os destaques corporativos, o banco UniCredit caiu 2,71% após o CEO Andrea Orcel mencionar planos de fusão com o Commerzbank.

Bolsas da Europa fecham em queda com incertezas sobre negociações entre EUA e Irã

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