Autor: REDAÇÃO

  • Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg: Lula lidera todos cenários de 1º e 2º turnos das eleições 2026

    Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg: Lula lidera todos cenários de 1º e 2º turnos das eleições 2026

    O instituto traçou vários cenários, incluindo a entrada no páreo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso e inelegível, para representá-lo nas urnas

    Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg divulgada nesta quinta-feira, 18, mostra que, se as eleições gerais de 2026 fossem realizadas hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que concorrerá à reeleição ao Palácio do Planalto, venceria todos os adversários, tanto no primeiro quanto no segundo turnos. O instituto traçou vários cenários, incluindo a entrada no páreo do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), indicado por seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que está preso e inelegível, para representá-lo nas urnas. Nesse cenário, no primeiro turno, Lula teria 48,1%, Flávio 29,3% e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), 7,2%.

    Em um cenário ampliado, incluindo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), a pesquisa mostra Lula com 47,9%, Flávio com 21,3%, Tarcísio com 15% e Caiado com 4,4%. Na disputa com Tarcísio, sem o senador Flávio Bolsonaro, Lula teria 48,8%, o governador de São Paulo 28,3% e Caiado 5,5%. Na disputa contra a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Lula teria 48,8%, Michelle 30% e Caiado 7,5%. Em um cenário sem nenhum Bolsonaro ou Tarcísio, Lula pontua 48,8%, Caiado 16,3%, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), 11,7%, e o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), 9%.

    Sobre a escolha de Flávio Bolsonaro por seu pai para ser o candidato da ala bolsonarista à Presidência da República no ano que vem, o instituto perguntou aos eleitores desse campo político se a decisão foi ou não correta. Do total, 75,2% responderam que concordam, 17,1% discordam e 7,6% disseram não saber. Sobre quem deveria ser o vice na chapa do senador, caso ele concorra ao Palácio do Planalto em 2026, as respostas foram: Tarcísio de Freitas, 25,8%; Michelle Bolsonaro, 23%; Romeu Zema, 9,6%; Ronaldo Caiado, 9,6%; Ratinho Júnior, 8,6%; e Cláudio Castro (PL), 8,1%.

    Também foi testado um cenário em que o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, seria o candidato do PT à Presidência da República em 2026. Nesse caso, sem Lula, o ministro aparece com 43,9%, Tarcísio com 28,5%, Caiado com 6,1% e Ratinho Júnior com 4,1%.

    Segundo turno

    Nos cenários de eventual segundo turno, em que Lula ganharia de todos os concorrentes, a pesquisa aponta: Lula com 49% contra 45% de Tarcísio; Lula com 50% contra 45% de Michelle Bolsonaro; Lula com 53% contra 41% de Flávio Bolsonaro; Lula com 49% contra 39% de Caiado; Lula com 49% contra 39% de Zema; e Lula com 49% contra 39% de Ratinho Júnior.

    Rejeição

    Em uma lista que inclui o nome do ex-presidente Jair Bolsonaro, a AtlasIntel/Bloomberg perguntou em qual político os entrevistados não votariam de jeito nenhum. Bolsonaro lidera com 48,9%, seguido de Lula, com 47,8%; Flávio Bolsonaro, com 45,6%; Michelle Bolsonaro, com 43,3%; Nikolas Ferreira (PL), com 42,9%; Romeu Zema, com 39,8%; e Tarcísio, com 39,3%.

    A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 15 de dezembro, com 18.154 pessoas em todo o território nacional. A margem de erro é de 1 ponto porcentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento utilizou a metodologia Atlas Random Digital Recruitment (RDR), na qual os entrevistados são recrutados organicamente durante a navegação de rotina na web, em territórios geolocalizados, em qualquer dispositivo, como smartphones, tablets, laptops ou PCs. Segundo o instituto, são usados procedimentos estatísticos complexos para calibrar amostras robustas e representativas da população-alvo, com respostas dadas em anonimato.

    Pesquisa AtlasIntel/Bloomberg: Lula lidera todos cenários de 1º e 2º turnos das eleições 2026

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  • Macron diz que acordo UE-Mercosul não pode ser assinado e exige 'freio de emergência' no pacto

    Macron diz que acordo UE-Mercosul não pode ser assinado e exige 'freio de emergência' no pacto

    A declaração foi feita a jornalistas ao chegar ao Conselho Europeu, nesta quinta-feira. O líder francês, que já havia manifestado oposição ao acordo, disse querer adiar a eventual assinatura do documento entre as partes

    O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que o acordo entre a União Europeia e o Mercosul não pode ser assinado e defendeu a adoção de um “freio de emergência” para o pacto. A declaração foi feita a jornalistas ao chegar ao Conselho Europeu, nesta quinta-feira. O líder francês, que já havia manifestado oposição ao acordo, disse querer adiar a eventual assinatura do documento entre as partes.

    “A Comissão Europeia fez uma proposta, o Parlamento a melhorou e aprimorou as medidas de salvaguarda do Mercosul, mas buscamos cláusulas de reciprocidade e de espelhamento no acordo comercial com o Mercosul e não estamos prontos para seguir com o acordo”, afirmou Macron.

    Na ocasião, o presidente francês declarou que a discussão sobre o avanço do pacto é uma questão de “coerência” da Europa, que, segundo ele, deve proteger sua agricultura e seus agricultores. “Não podemos aceitar sacrificar a nossa coerência, a nossa agricultura, a nossa alimentação e a segurança alimentar dos nossos compatriotas por um acordo que ainda não foi finalizado. Desde o início, fomos claros”, ressaltou, ao acrescentar que diversos setores que já enfrentam dificuldades seriam “sacrificados” com o acordo com o Mercosul.

    Macron defendeu ainda que é “extremamente importante” que o Conselho Europeu demonstre que o bloco é capaz de proteger seu território, seus cidadãos, sua segurança, sua economia e sua agricultura.

    O presidente francês também comentou a guerra entre Rússia e Ucrânia e afirmou que “a principal questão” é conter a ação de Moscou. Em segundo plano, segundo ele, os europeus buscam garantir apoio financeiro e reforçar a capacidade de resistência da Ucrânia. “Na cúpula, chegaremos a uma posição conjunta sobre como financiar o esforço de guerra na Ucrânia”, declarou.
     
     

     

    Macron diz que acordo UE-Mercosul não pode ser assinado e exige 'freio de emergência' no pacto

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  • Gleisi diz que Lula vai vetar projeto de redução de penas pelo 8/1 e critica líder do governo

    Gleisi diz que Lula vai vetar projeto de redução de penas pelo 8/1 e critica líder do governo

    Ministra afirmou que condenados por atentar contra a democracia devem cumprir as penas e classificou como erro a condução do tema pelo líder do governo no Senado, após acordo que permitiu a votação do projeto ainda neste ano

    A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, afirmou na noite desta quarta-feira, 17, que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai vetar o projeto de lei que reduz as penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro. A proposta foi aprovada pelo Senado e segue agora para sanção presidencial.

    “O presidente Lula vetará esse projeto. Condenados por atentar contra a democracia têm de pagar por seus crimes”, escreveu Gleisi na rede social X, antigo Twitter.

    A ministra também criticou a atuação do líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), na Comissão de Constituição e Justiça. A aprovação do texto no colegiado, horas antes da votação em plenário, ocorreu após um acordo entre governo e oposição, que permitiu a análise da proposta ainda neste ano.

    “A condução desse tema pela liderança do governo no Senado na CCJ foi um erro lamentável, contrariando a orientação do governo, que desde o início foi contrária à proposta”, escreveu Gleisi.

    Mais cedo, Jaques Wagner assumiu a responsabilidade e afirmou que fez o acordo sem consultar Gleisi nem o presidente. Segundo ele, o entendimento tratava apenas de uma questão de procedimento, para viabilizar a votação do projeto ainda neste ano, e não do conteúdo da proposta.

    Gleisi diz que Lula vai vetar projeto de redução de penas pelo 8/1 e critica líder do governo

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  • Brasileira que vivia em Lisboa morre atropelada na Romênia

    Brasileira que vivia em Lisboa morre atropelada na Romênia

    Bianca Ferreira, de 30 anos, vivia em Lisboa havia cinco anos e decidiu deixar Portugal após relatar perseguição. Ela viajou para Bucareste, onde desapareceu dias depois e morreu atropelada ao atravessar uma rua, segundo as autoridades romenas.

    Uma brasileira de 30 anos que morava em Lisboa morreu atropelada em Bucareste, na Romênia, no último dia 2 de dezembro. Bianca Ferreira vivia na capital portuguesa havia cerca de cinco anos quando decidiu deixar o país após relatar à família que estava sendo perseguida por um homem, segundo informações dadas por parentes ao g1.

    Após tomar a decisão, Bianca entrou em contato com uma amiga que vivia na Romênia. A conhecida teria dito que o país era seguro e tinha custo de vida mais baixo. Convencida, Bianca aceitou se mudar, e a amiga comprou a passagem aérea para Bucareste, com embarque marcado para o dia 23 de novembro, além de reservar dois dias de hospedagem em um hotel.

    De acordo com a tia da jovem, Ana Paula, Bianca permaneceu isolada no hotel durante esses dois dias, pois não se sentia bem. Nesse período, ela decidiu retornar a Portugal.

    Ana Paula contou que chegou a falar com a sobrinha por videochamada pouco antes de Bianca solicitar um carro por aplicativo para ir ao aeroporto, onde embarcaria de volta para Lisboa.

    “Ela estava com pouca bateria, e eu pedi para ela carregar o celular. Estava esperando o carro do aplicativo para ir ao aeroporto. Depois disso, ela desligou o telefone e não conseguimos mais falar com ela. Tentamos mandar mensagem e ligar, mas nada chegava”, relatou.

    Essa foi a última vez que a família teve contato com Bianca. As circunstâncias do que aconteceu após esse momento ainda não estão totalmente esclarecidas. Segundo os familiares, Bianca desapareceu no dia 29 de novembro. Já as autoridades romenas informaram que ela morreu três dias depois, em 2 de dezembro, ao ser atropelada enquanto atravessava uma via.

    “No dia 28, percebi que ela já estava muito vulnerável e procurei a embaixada do Brasil na Romênia. Eles só me responderam quatro dias depois, dizendo que tentavam contato com a Bianca por telefone, mas não conseguiram”, acrescentou Ana Paula.

    A tia afirmou que temia pela segurança da sobrinha, que era uma mulher trans. “Soube que é um país que não aceita bem a população LGBT+”, disse.

    De acordo com a Rainbow Map, levantamento que avalia o respeito aos direitos humanos da comunidade LGBT+, a Romênia está entre os países europeus com piores índices para essa população.
     

     

    Brasileira que vivia em Lisboa morre atropelada na Romênia

  • Georgina diz que anel de noivado oferecido por CR7 "era o mínimo"

    Georgina diz que anel de noivado oferecido por CR7 "era o mínimo"

    Em entrevista, a companheira de Cristiano Ronaldo falou sobre o pedido de casamento, o anel milionário recebido após dez anos de relacionamento, os planos para uma cerimônia discreta e a vida em família com cinco filhos

    Georgina Rodríguez falou sobre o noivado com Cristiano Ronaldo, a vida familiar e os planos para o casamento em uma entrevista concedida à edição espanhola da revista Elle. A influenciadora comentou o anel milionário que recebeu do jogador português e afirmou que a joia “era o mínimo depois de dez anos de espera”.

    O noivado do casal foi anunciado no último verão europeu e ganhou destaque pelo valor e pelo tamanho do anel oferecido por Cristiano Ronaldo. A peça rapidamente repercutiu nas redes sociais e na imprensa internacional.

    Sobre o pedido de casamento, Georgina contou que não esperava a surpresa. “É deslumbrante. Era o mínimo que ele me podia oferecer depois de dez anos de espera (risos). A verdade é que, quando ele me pediu em casamento, era a última coisa em que eu estava a pensar. Levei algum tempo para assimilar a pedra enorme que ele me deu. Fiquei tão chocada que a deixei no meu quarto e só a abri à luz do sol no dia seguinte (risos)”, disse.

    A companheira de Cristiano Ronaldo revelou ainda que pretende uma cerimônia “pequena”. Em novembro, o Jornal da Madeira informou que o casamento deve acontecer após a Copa do Mundo de 2026, na Ilha da Madeira, terra natal do jogador. Segundo a publicação, a cerimônia está prevista para a Sé do Funchal, com a festa em um hotel de luxo da região.

    Durante a entrevista, Georgina relembrou o início do relacionamento com Cristiano Ronaldo e afirmou que sentiu “uma conexão que ia muito além do físico”. “Não posso dizer que previ o meu destino, ou que sabia que dez anos depois teríamos cinco filhos, mas senti algo inexplicável. Era como se as nossas almas tivessem conversado antes mesmo dos nossos olhares se terem cruzado. Algo dentro de mim reconheceu algo nele, e a partir daquele instante eu soube que essa conexão era completamente diferente e única.”

    Questionada sobre como manter o relacionamento ao longo dos anos, ela respondeu: “Para mim, ele constrói-se dia após dia. Temos cinco filhos, trouxemos vidas ao mundo juntos, e isso uniu-nos de uma forma difícil de explicar. O nosso amor nunca para de crescer, é algo que muda, adapta-se e se fortalece a cada etapa. O que sentimos agora é verdadeiro e sólido. É escolhido, nutrido e honrado.”

    O casal tem duas filhas em comum, Alana e Bella. Cristiano Ronaldo também é pai de Cristianinho e dos gêmeos Eva e Mateo, que nasceram por meio de barriga de aluguel. Bella tinha um irmão gêmeo, Angel, que morreu durante o parto.

    Ao falar sobre si mesma, Georgina se definiu da seguinte forma: “Uma pessoa muito intuitiva que ama intensamente, se entrega completamente e se guia pela sua energia. Com os outros, gosto de ser generosa, justa e leal. Procuro cuidar e proteger as pessoas, e sou muito exigente comigo mesma. Trabalho duro, mas também sonho alto. Acredito firmemente naquilo que vem do coração.”

    Ela afirmou que as pessoas próximas a conhecem bem. “Sou direta e a transparência é a minha característica principal.”

    Georgina também comentou sobre amadurecimento e mudanças ao longo da vida. “A minha essência mantém-se igual, mas tenho outras possibilidades e experiências que vêm não só do meu estilo de vida, mas também da idade. Não me considero a mesma pessoa agora, aos 31 anos, que era aos 20. Seria estranho (risos).”

    A influenciadora disse ter “um ótimo senso de humor” e afirmou que costuma rir de si mesma, mas fez uma ressalva. “Detesto piadas sobre aparência física ou intelecto que visam ridicularizar as pessoas.”

    Sobre a carreira, Georgina afirmou que gosta de desafios. “Tenho energia para me concentrar em várias coisas ao mesmo tempo. Quando vejo um projeto como viável e me comprometo com ele, levo-o até o fim, mas primeiro avalio cuidadosamente cada proposta e a abordo de acordo com o meu nível de preparo naquele momento. Ser mãe de cinco filhos nem sempre me permite equilibrar a vida familiar com tudo o que gostaria.”

    Ela também destacou a dedicação à família e disse que fora de casa se considera um “turbilhão que nunca para”. “Só porque tenho ajuda não significa que não tenha muito o que fazer. Entre a minha família grande, os meus projetos profissionais e a minha nova empresa, a Bellhatria, minha recém-fundada imobiliária de luxo, nunca paro. Mas adoro ser assim tão ativa. Sinto-me muito sortuda.”

    Apesar da rotina intensa, Georgina reforçou que a família é sua prioridade. “É tudo para mim. É a realização de um sonho que tenho desde criança. Venho de uma família muito pequena, sou eu, a minha mãe e a minha irmã, por isso sempre soube que queria uma família grande. Graças a Deus, hoje tenho uma.”

    Georgina diz que anel de noivado oferecido por CR7 "era o mínimo"

  • China manifesta apoio à Venezuela após endurecimento de sanções dos EUA

    China manifesta apoio à Venezuela após endurecimento de sanções dos EUA

    Em conversa telefônica, chanceler Wang Yi criticou medidas unilaterais de Washington, defendeu a soberania venezuelana e reforçou a parceria estratégica entre Pequim e Caracas diante do bloqueio a navios petroleiros

    O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, manifestou apoio ao governo do presidente Nicolás Maduro diante do endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos. A posição foi expressa durante uma conversa telefônica com o chanceler venezuelano, Yván Gil, informou o governo chinês.

    Segundo Wang Yi, Pequim “se opõe a todas as formas de intimidação unilateral” e apoia países que defendem sua soberania e dignidade. A declaração ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um “bloqueio total” a navios petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela.

    A medida norte-americana intensifica a presença militar iniciada em agosto no mar do Caribe, oficialmente com o objetivo de combater o narcotráfico. O governo venezuelano, no entanto, interpreta a ação como uma tentativa de promover uma mudança de regime no país.

    “A Venezuela tem o direito de desenvolver uma cooperação mutuamente benéfica com outros países, e a comunidade internacional compreende e apoia sua posição na defesa de direitos e interesses legítimos”, afirmou Wang Yi, em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da China.

    O chanceler chinês destacou ainda que China e Venezuela são parceiros estratégicos e ressaltou que o apoio e a confiança mútua sempre foram marcas das relações bilaterais.

    Durante a conversa, Yván Gil apresentou a Wang Yi um panorama da situação interna venezuelana e afirmou que o governo irá defender com firmeza a soberania e a independência do país, sem aceitar ameaças de potências que classificou como abusivas.

    Horas antes, Gil já havia informado, por meio da plataforma Telegram, que discutiu com o ministro chinês as “ameaças e agressões” contra a Venezuela, além dos “riscos que pairam sobre a América Latina e o Caribe”.

    China manifesta apoio à Venezuela após endurecimento de sanções dos EUA

  • Warner Bros recomenda que acionistas rejeitem oferta da Paramount

    Warner Bros recomenda que acionistas rejeitem oferta da Paramount

    Segundo a Bloomberg, empresa considera proposta da Paramount Skydance inferior e inadequada, recomenda rejeição aos acionistas e avança em negociações com a Netflix, que pretende adquirir os estúdios, a HBO e o HBO Max.

    A Warner Bros. Discovery demonstrou preferência pela proposta apresentada pela Netflix e avalia como “inferior” e “inadequada” a oferta feita pela Paramount Skydance. A empresa teria recomendado a acionistas e investidores que rejeitem a proposta concorrente, segundo informações da Bloomberg, que apontam fragilidades tanto no financiamento quanto nas condições apresentadas.

    A diferença central entre as propostas está no escopo da aquisição. Enquanto a Paramount Skydance manifestou interesse em comprar a Warner Bros. Discovery como um todo, incluindo a Discovery e canais de televisão como a CNN, a Netflix pretende adquirir apenas os estúdios de cinema e televisão da Warner, além da HBO e da plataforma HBO Max.

    Após a divulgação de que a Warner Bros. Discovery teria escolhido negociar com a Netflix a venda de seus estúdios e da HBO, a Paramount Skydance decidiu levar sua proposta diretamente aos acionistas, oferecendo a compra integral do grupo.

    A Netflix apresentou uma oferta de US$ 82,7 bilhões, cerca de € 71 bilhões, pela Warner Bros. Já a proposta mais recente da Paramount Skydance foi de US$ 108,4 bilhões, o equivalente a aproximadamente € 92,7 bilhões, embora tenha sido considerada menos atrativa pela atual administração da empresa.

    Com a preferência clara da Warner Bros. Discovery pela Netflix, o principal entrave para a concretização do negócio tende a ser a análise dos órgãos reguladores. Há ainda fatores políticos em jogo, já que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, mantém proximidade com Larry Ellison, fundador da Oracle e pai do presidente e CEO da Paramount Skydance.

    Antes da conclusão de qualquer acordo com a Netflix, a estratégia da Warner Bros. Discovery prevê a separação da Discovery, que passaria a operar como uma empresa independente listada em bolsa.
     
     

     

    Warner Bros recomenda que acionistas rejeitem oferta da Paramount

  • Milhares de agricultores bloqueiam Bruxelas contra acordo com Mercosul

    Milhares de agricultores bloqueiam Bruxelas contra acordo com Mercosul

    Protesto reúne tratores e produtores rurais de vários países no dia de abertura do Conselho Europeu, com críticas ao acordo comercial entre União Europeia e Mercosul e temor de cortes nos subsídios da Política Agrícola Comum.

    Centenas de tratores e milhares de agricultores de diversos países bloqueiam desde a madrugada desta quinta-feira as principais vias de Bruxelas, em protesto contra o acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul, formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

    A manifestação ocorre no mesmo dia em que tem início o Conselho Europeu, presidido pelo ex-primeiro-ministro português António Costa. Os agricultores protestam contra possíveis cortes nos subsídios da Política Agrícola Comum e rejeitam a assinatura do acordo negociado pela Comissão Europeia com os países sul-americanos, prevista para sábado, em Iguaçu.

    A concentração oficial estava marcada para o meio-dia, no horário local, com previsão de encerramento às 15h30. A expectativa é de que cerca de oito mil agricultores participem do protesto, com aproximadamente 500 tratores mobilizados.

    Embora o acordo com o Mercosul não esteja formalmente na pauta da cúpula da União Europeia, que tem como foco principal o apoio financeiro à Ucrânia, fontes do bloco admitem que o tema pode ser discutido entre os líderes dos 27 países membros.

    A ratificação do acordo intercontinental exige maioria qualificada no Conselho Europeu. França e Itália, embora em menor grau, ainda mantêm reservas em relação à decisão e seguem em negociações com representantes do setor agrícola.

    Na quarta-feira, a União Europeia definiu as diretrizes finais das cláusulas de salvaguarda do acordo comercial, com o objetivo de proteger os agricultores europeus de possíveis impactos negativos decorrentes do aumento das importações da América Latina. As medidas permitem que a Comissão Europeia avalie e adote ações sobre produtos específicos que possam causar prejuízos ao mercado europeu.

    Milhares de agricultores bloqueiam Bruxelas contra acordo com Mercosul

  • Instagram testa aplicativo para assistir a Reels diretamente na televisão

    Instagram testa aplicativo para assistir a Reels diretamente na televisão

    Plataforma começou a testar, nos Estados Unidos, uma versão do app para Fire TV da Amazon que permite ver vídeos Reels na TV, com planos de expandir para outros dispositivos, países e incluir novas funções de interação

    O Instagram começou a testar um novo aplicativo que permite assistir aos vídeos Reels diretamente na televisão. Por enquanto, a novidade está disponível apenas nos Estados Unidos e exclusivamente para dispositivos Fire TV, da Amazon. A plataforma pretende ampliar o lançamento para outros aparelhos e regiões, além de adicionar novas funcionalidades.

    Segundo informações do Business Insider, a ideia surgiu a partir do comportamento dos próprios usuários, que buscavam maneiras de exibir os Reels em telas maiores, como as de TV, para assistir ao conteúdo de forma mais confortável e compartilhada.

    “Ao que tudo indica, as pessoas querem estar juntas e assistir aos vídeos do Instagram na televisão”, afirmou a vice-presidente de Produto do Instagram, Tessa Lyons. De acordo com ela, a equipe percebeu que muitos usuários já tentavam espelhar ou adaptar os vídeos para a TV, o que motivou o desenvolvimento da nova aplicação.

    Lyons destacou ainda que o objetivo vai além do consumo individual. “As pessoas não querem apenas enviar vídeos por mensagens privadas, mas também aproveitá-los em grupo”, explicou.

    A executiva afirmou que o aplicativo ainda está em fase de testes, mas a expectativa é que, no futuro, ele seja disponibilizado para outros dispositivos e sistemas operacionais, permitindo que mais usuários assistam aos Reels diretamente na televisão.

    Entre as próximas funcionalidades previstas estão a possibilidade de usar o celular como controle remoto, melhorias na navegação e a criação de canais personalizados que combinem os interesses do dono da conta com os de amigos.

    Instagram testa aplicativo para assistir a Reels diretamente na televisão

  • EUA: Bilionário chinês usa barriga de aluguel para ter mais de 100 filhos

    EUA: Bilionário chinês usa barriga de aluguel para ter mais de 100 filhos

    Investigação do Wall Street Journal revela que empresário recorreu a clínicas norte-americanas para gerar dezenas de crianças, prática crescente entre elites chinesas, que já motivou decisões judiciais raras e debate sobre cidadania, ética e possível tráfico humano.

    Um bilionário chinês recorreu à barriga de aluguel nos Estados Unidos para ter mais de 100 filhos, em um fenômeno que vem crescendo entre membros da elite chinesa, segundo investigação do jornal Wall Street Journal. Um juiz do Tribunal de Família de Los Angeles negou a concessão de direitos parentais ao empresário Xu Bo sobre quatro crianças que ainda nasceriam por meio desse método, após identificar um padrão incomum de múltiplos pedidos apresentados em seu nome.

    A decisão foi tomada pela juíza Amy Pellman em uma audiência confidencial realizada em 2023. Trata-se de uma rejeição rara em um sistema que, em geral, aprova automaticamente a paternidade legal dos chamados pais intencionais em casos de barriga de aluguel.

    Durante a audiência, Xu Bo, criador de jogos eletrônicos de fantasia e residente na China, afirmou por videoconferência, com auxílio de um intérprete, que pretendia ter cerca de 20 filhos nos Estados Unidos, todos do sexo masculino, por considerá-los superiores, para herdar seu império empresarial. Segundo ele, parte dessas crianças estaria sendo criada por babás em Irvine, na Califórnia, à espera de autorização para viajar à China. O bilionário admitiu que ainda não havia conhecido os filhos, alegando excesso de trabalho.

    De acordo com relatos de pessoas presentes à audiência, citados pelo jornal, a juíza entendeu que o uso da barriga de aluguel por Xu Bo não parecia motivado pela intenção de formar uma família, mas por outros objetivos.

    O caso expõe a expansão de uma prática pouco regulamentada nos Estados Unidos. Cidadãos chineses, incluindo bilionários e altos executivos, recorrem a clínicas e agências norte americanas para ter filhos por meio de barriga de aluguel, aproveitando o fato de que crianças nascidas em solo americano recebem automaticamente a cidadania, conforme a 14ª Emenda da Constituição.

    Fontes do setor ouvidas pelo Wall Street Journal afirmam que alguns clientes chineses chegam a encomendar dezenas ou até centenas de filhos, pagando valores que podem chegar a 200 mil dólares por criança. Há empresários que se autodenominam “o primeiro pai da China” e compartilham imagens de dezenas de filhos em redes sociais como o Weibo, sugerindo a construção de verdadeiras dinastias privadas.

    Outro caso citado na reportagem é o de Wang Huiwu, executivo do setor educacional, que teria recorrido a modelos norte americanas e mulheres com doutorado em Finanças como doadoras de óvulos. O objetivo, segundo fontes próximas, seria gerar dez filhas e, futuramente, casá-las com líderes mundiais. A repercussão do caso levou à queda das ações da empresa ligada a Wang.

    Na China, a barriga de aluguel é proibida. Embora não exista uma proibição legal explícita para a contratação desse tipo de serviço no exterior, o tema tem sido alvo de crescente escrutínio social e político. Um porta voz da embaixada chinesa nos Estados Unidos afirmou ao jornal que a prática pode gerar “graves crises éticas, familiares e sociais”.

    Dados citados por pesquisadores da Universidade de Emory indicam que o número de ciclos de fertilização in vitro realizados por gestantes para pais estrangeiros quadruplicou entre 2014 e 2019. Desse total, 41% estavam ligados a clientes chineses.

    O mercado norte americano de fertilidade, que envolve clínicas, advogados, agências de babás e empresas especializadas no transporte de recém nascidos, tem se expandido para atender à demanda asiática.

    Xu Bo é uma figura controversa na China, conhecido por publicações críticas ao feminismo e por afirmar que “ter mais filhos resolve todos os problemas”. Em 2024, uma conta no Weibo associada ao empresário afirmou que ele teria vencido processos judiciais nos Estados Unidos e recuperado a guarda de algumas crianças. A empresa que ele dirige, a Duoyi Network, confirmou em novembro do ano passado que Xu teria pouco mais de 100 filhos, mas negou que o número chegasse a 300.

    O fenômeno também passou a ser investigado em âmbito federal nos Estados Unidos. Em dezembro, o senador republicano Rick Scott apresentou um projeto de lei para proibir cidadãos de países como a China de recorrerem à barriga de aluguel em território americano. A proposta cita uma investigação por suposto tráfico humano envolvendo um casal sino americano com mais de duas dezenas de filhos nascidos por esse método.

    EUA: Bilionário chinês usa barriga de aluguel para ter mais de 100 filhos