Autor: REDAÇÃO

  • Região do Peru pede socorro e quer se anexar ao Brasil

    Região do Peru pede socorro e quer se anexar ao Brasil

    O pedido de anexação é uma arma diplomática que as lideranças de Bellavista Callarú utilizam para atrair os olhos de Lima

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Incrustada no extremo norte do Peru, a comunidade indígena Bellavista Callarú deu um ultimato ao governo do país e levantou o desejo de se incorporar ao Brasil após denunciar a falta de atenção do Estado. À reportagem, especialistas explicam que o pedido é um “grito de socorro” com pouca viabilidade jurídica.

    O QUE HÁ POR TRÁS DO PROCESSO DE ANEXAÇÃO

    Um documento deu prazo de 30 dias para autoridades responderem denúncias sobre falta de segurança e de serviços básicos. O ultimato foi elaborado por lideranças locais e encabeçado pelo prefeito Desiderio Flores Ayambo. “Se não houver resposta concreta, analisaremos alternativas drásticas, incluindo nos tornarmos parte do Brasil”, disse Ayambo. A comunidade de Bellavista Callarú, na tríplice fronteira com o Brasil e a Colômbia, denunciou assassinatos de lideranças, extorsões e recrutamento forçado pelo tráfico.

    “A ameaça de pedir anexação ao território brasileiro é vista mais como um grito de socorro político do que como um procedimento jurídico viável a curto prazo.” A avaliação é de Regiane Bressan, professora de relações internacionais da Unifesp e especialista em América Latina. “Há relatos de assembleias locais que indicam que a população prefere continuar sendo peruana, mas se sente esquecida pelo país.”

    “O pedido de anexação é uma arma diplomática que as lideranças utilizam para atrair os olhos de Lima. A ameaça estratégica é importante porque, ao dizer que querem ser brasileiros, eles não estão pedindo somente asfalto, mas ferindo o orgulho e a soberania no Peru”, diz.

    Povoado luta para se tornar um município, diz Shyrley Tatiana Peña Aymara. A professora da Pontifícia Universidade Católica do Peru (PUCP) e da Universidade Peruana de Ciências Aplicadas (UPC) em Lima afirma que a comunidade indígena tikúna reivindica mais autonomia. A comunidade está localizada em uma das regiões mais afetadas pela extrema pobreza no país.

    Na prática, a comunidade Bellavista Callarú já integra o contexto brasileiro, diz Shyrley. “O povo tikúna é transnacional, os que vivem do lado do Peru enfrentam maior abandono e ausência do Estado”, explica ela. “Geograficamente eles estão mais próximos do Brasil do que da Colômbia, e do ponto de vista de comércio e serviço acabam trocando mais com o Brasil.”

    ENTRAVES PARA JUNÇÃO AO BRASIL

    Viabilidade jurídica é muito baixa, avalia a professora da Unifesp. “Temos a questão de soberania nacional. As fronteiras estão definidas há mais de um século. Um acordo bilateral de alto nível, um processo de cessão, necessitaria ser feito entre o governo peruano, que dificilmente aceitaria, porque abre um precedente muito perigoso para a integridade territorial”, afirma.

    A consulta popular ao povo tikúna seria o primeiro passo para um eventual processo de anexação ao Brasil, dizem especialistas. “Uma comunidade não poderia pedir sua anexação em outro território. Geralmente isso ocorre de forma bélica, com violência, ou por meio de tratados e consultas populares”, afirma Shyrley. A comunidade precisa fazer um pedido ao estado peruano.

    Há um desejo de querer se manter no mesmo território, mas com a “administração brasileira”, explica a especialista peruana. “Eles sentem a falta de segurança, de presença do Estado, de saúde, educação e principalmente de oportunidades para a juventude indígena”, afirma ela. “Pouco ou nada tem se falado de ‘migrar’ para o Brasil. No fundo, eles querem atenção das autoridades peruanas.”

    Processo de integração ao Brasil precisaria passar pelo congresso brasileiro e pelo peruano. A professora peruana, que é doutora em direitos humanos e cidadania pela Universidade de Brasília e mestra em integração contemporânea na América Latina pela Universidade Federal da Integração Latino-americana, diz que pode haver uma pressão sobre o órgão do Executivo do país, como o Ministério da Defesa e das Relações Exteriores. “Mas nenhum país quer perder parte do seu território”, diz. “Seria uma situação estranha pensar que congressistas peruanos aprovariam a perda de uma região própria.”

    Mudança só avançaria caso o Brasil demonstrasse interesse em ficar com o território peruano. “As experiências na América Latina de anexação de territórios sempre vieram acompanhadas de conflitos e violência”, diz a professora peruana. Para ela, o processo avançaria caso o Brasil manifestasse interesse pela administração do território. “Mas o Brasil sempre teve uma postura respeitosa e de negociação com os vizinhos.”

    Comunidade pode levar denúncias de falta de segurança e serviços para a Corte Interamericana de Direitos Humanos. O Peru reconheceu a competência da Corte, o que significa que está sujeito às suas sentenças e decisões. Shyrley explica que, se o Estado peruano não responder às denúncias e questionamentos das lideranças locais, as violações poderão ser levadas a instâncias internacionais.

    Solução interna seria o caminho mais viável, afirma a professora. A especialista afirma que o caminho mais exitoso seria resolver a questão com as autoridades municipais da cidade vizinha Santa Rosa, com o governo de Loreto e os ministérios da presidência peruana. “Atender às necessidades da comunidade poderia melhorar a imagem do governo e dos senadores pensando que este será um ano eleitoral no Peru.”

    Processo vivido por Bellavista Callarú deve influenciar outras comunidades e povoados na região da tríplice fronteira com realidade semelhante. “Esse documento é um chamado de atenção forte por parte da comunidade como forma de protesto sobre a situação estrutural das comunidades indígenas peruanas que vivem em regiões de extrema pobreza e abandono do estado”, diz a professora.

    VIOLÊNCIA, POBREZA E FALTA DE POLÍTICAS PÚBLICAS INDÍGENAS

    A iniciativa reflete a ausência de políticas públicas para populações indígenas no país. Na região da tríplice fronteira, há gabinetes bilaterais que poderiam se ocupar de discussões referentes a esses povos, mas até o momento não tomaram a frente nas discussões, segundo a especialista peruana.

    Crise de segurança e soberania na região da fronteira de Brasil, Peru e Colômbia é profunda. “É uma região marcada por disputas”, afirma Regiane, que esteve no local em 2002. “Não é apenas uma das mais violentas de Loreto, mas uma das zonas mais críticas do país devido ao avanço das plantações de coca, que triplicaram em 2018 a 2022.”

    Comunidade é marcada por disputa entre grupos criminais brasileiros, peruanos e colombianos. “Há facções brasileiras, dissidentes das Farc colombianas, e grupos locais, que são os matadores de aluguel”, explica Regiane. Segundo ela, esses grupos utilizam o território indígena para rotas de escoamento de cocaína e como laboratórios de processamento de drogas.

    “O caso de Bellavista Callarú serve como um modelo de pressão. Quando o estado de sua nacionalidade falha em proteger essas comunidades, elas naturalmente buscam proteção de país vizinho, onde têm familiares e laços comerciais”, diz Regiane.

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  • Dívida Bruta do Governo Geral cai a 78,7% do PIB em dezembro, mostra BC

    Dívida Bruta do Governo Geral cai a 78,7% do PIB em dezembro, mostra BC

    O pico da série da dívida bruta foi em dezembro de 2020 (87,6%), durante a gestão de Jair Bolsonaro

    A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) como proporção do Produto Interno Bruto (PIB) caiu de 79,0% em novembro para 78,7% em dezembro, informou o Banco Central nesta sexta-feira, 30. Em valores nominais, passou de R$ 9,991 trilhões para R$ 10,018 trilhões.

    O pico da série da dívida bruta foi em dezembro de 2020 (87,6%), devido às medidas fiscais do início da pandemia de covid-19. No nível mais baixo, em dezembro de 2013, a dívida bruta chegou a 51,5% do PIB.

    Pelo conceito do Fundo Monetário Internacional (FMI), a DBGG passou de 92,3% do PIB em novembro para 93,4% no mês passado. O BC começou a divulgar a estatística em 2025.

    A DBGG que abrange o governo federal, os governos estaduais e municipais, excluindo o BC e as empresas estatais é uma das referências para avaliação, por parte das agências globais de classificação de risco, da capacidade de solvência do País. Na prática, quanto maior a dívida, maior o risco de calote por parte do Brasil.

    Dívida Líquida

    A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) que leva em conta as reservas internacionais do Brasil aumentou de 65,2% do PIB em novembro para 65,3% em dezembro, o maior valor da série histórica da autoridade monetária.

    Em reais, atingiu R$ 8,311 trilhões.

    Dívida Bruta do Governo Geral cai a 78,7% do PIB em dezembro, mostra BC

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  • Lula chega a hospital para cirurgia de catarata em Brasília

    Lula chega a hospital para cirurgia de catarata em Brasília

    Presidente fez exames pré-operatórios na quinta-feira (29); petista já teve outras passagens pelo hospital no atual governo

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) chegou por volta das 7h40 desta sexta-feira (30) ao hospital em Brasília onde será submetido a uma cirurgia de catarata.

    O comboio presidencial entrou por uma portaria específica para carros e se dirigiu a uma entrada privada nos fundos do prédio do Hospital de Olhos CBV, na Asa Sul de Brasília. Seguranças do presidente se agruparam em frente a essa porta.

    A hora e o local da cirurgia não foram divulgados oficialmente pela área de comunicação do governo federal.

    Lula passou por exames pré-operatórios na manhã de quinta-feira (29), dia seguinte ao retorno de uma viagem ao Panamá. O petista passou o resto do dia na Granja do Torto, uma das residências oficiais da Presidência da República.

    O procedimento é descrito como simples pelo oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor-executivo do Instituto Penido Burnier e membro da Associação Brasileira de Catarata e Cirurgia Refrativa. Ele diz que a catarata afeta principalmente idosos em razão do desgaste do cristalino ocular.

    Lula tem 80 anos e teve duas passagens relevantes pelo hospital no atual governo: operou uma artrose no final de 2023 e, no fim de 2024, foi internado às pressas por causa de um sangramento intracraniano.

    A cirurgia de artrose foi em 29 de setembro de 2023, em Brasília. O petista teve uma prótese implantada no lado direito do quadril para eliminar dores que sentia no local havia meses. Ele havia passado a campanha presidencial de 2022 e os primeiros meses de 2023 reclamando das dores a aliados.

    Depois, em 10 de dezembro de 2024, o presidente passou por um procedimento mais delicado. Ele foi submetido às pressas a uma cirurgia para tratar uma hemorragia intracrainana. O sangramento foi consequência de uma queda que Lula havia sofrido em casa dois meses antes.

    Os riscos corridos pelo petista nesse episódio foram maiores. Ele passou mal no Palácio do Planalto e foi removido emergencialmente para São Paulo.

    Ao deixar o hospital depois de tratar o sangramento, Lula disse que só se deu conta da gravidade do episódio depois da operação. Eu só fui ter noção da gravidade já depois da cirurgia pronta, depois da cabeça estar nova“, declarou. “Nunca penso que vou morrer, mas tenho medo”, disse o petista na ocasião.

    Lula fumou por cerca de 50 anos até parar em 2010, depois de uma crise de hipertensão. No ano seguinte, já como ex-presidente, o petista teve um câncer diagnosticado na laringe. Ele tratou a doença, que foi curada em 2012.

    Diz que, agora, cuida melhor da própria saúde. O presidente, que concorrerá à reeleição em outubro, procura mostrar vitalidade ao público sempre que pode.

    Lula costuma mencionar sua rotina de exercícios. Também tem por hábito divulgar imagens de caminhadas e outras atividades ao ar livre realizadas nos terrenos do Palácio da Alvorada ou da Granja do Torto, residências oficiais da Presidência da República.

    Em setembro passado, por exemplo, ele participou de uma caminhada promovida pelo Ministério da Educação e correu em alguns trechos do trajeto -incluindo a parte mais íngreme, a subida entre o Palácio do Planalto e a sede do Ministério da Justiça.

    Lula chega a hospital para cirurgia de catarata em Brasília

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  • Matheus passa por 'gestão de crise' com Karol Conká e diz que preferia ter sido planta

    Matheus passa por 'gestão de crise' com Karol Conká e diz que preferia ter sido planta

    Quadro do reality mostra bate-papo entre ‘vilões’ do reality; cantora afirma que foi soberba e aconselha brother a aprender com erros

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – m quadro exibido pelo BBB 26 mostrou uma “gestão de crise” intermediada por Karol Conká com Matheus Moreira. Ambos foram vilões de suas respectivas edições.

    No bate-papo, Karol deu dicas ao ex-participante. “Agora é aprender com os erros e estar disposto a melhorar. Na minha edição [BBB 21], eu fui soberba”, lembrou a rapper.

    Eliminado do programa, Matheus diz que fez “tudo errado” e que estava “apavorado” com a repercussão negativa de seus atos logo nas primeiras horas fora do reality.

    E confessou que preferia ter tido uma personalidade diferente. “Eu sinto vergonha. Pelo menos fico tranquilo que planta nós não fomos. Mas eu preferia ter sido planta, sendo bem sincero.”

    Matheus passa por 'gestão de crise' com Karol Conká e diz que preferia ter sido planta

  • Paquetá escolhe camisa 20 e homenageia Vini Jr. em retorno ao Flamengo

    Paquetá escolhe camisa 20 e homenageia Vini Jr. em retorno ao Flamengo

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O meia Lucas Paquetá vai vestir a camisa 20 no retorno ao Flamengo. O número é uma homenagem a Vinicius Júnior, de quem foi companheiro no Rubro-Negro.

    O clube da Gávea divulgou o número que Paquetá vai usar através das redes sociais. O jogador desembarcou no Rio de Janeiro nesta manhã (29).

    O número 20 foi utilizado por Vini Jr quando chegou ao elenco profissional. A relação deles é quase que de irmãos. A informação sobre a homenagem foi publicada, inicialmente, pelo “ge” e confirmada pelo UOL.

    Paquetá e Vini Jr. deixaram o Flamengo no mesmo ano e por cifras milionárias. Vini Jr. se despediu do clube da Gávea rumo ao Real Madrid, da Espanha, enquanto Paquetá foi para o Milan, meses depois.

    Paquetá vestiu as camisas 39, 29 e 11 na primeira passagem pelo Rubro-Negro. Ele foi promovido em 2016 e deixou o Rubro-Negro em 2018.



    Paquetá escolhe camisa 20 e homenageia Vini Jr. em retorno ao Flamengo

  • Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

    Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

    Ano de 2025 termina com recorde de carteira assinada e renda

    O Brasil registrou, no trimestre encerrado em dezembro, taxa de desocupação de 5,1%, a menor já registrada pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

    Observando os dados consolidados de 2025, a taxa anual de desocupação ficou em 5,6%, também a menor já registrada. O número de ocupados chegou a 103 milhões.

    O ano passado também registrou recorde na renda média mensal do trabalhador, que atingiu R$ 3.560, um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. 

    O número de carteira assinada no ano também foi o mais alto já registrado: 38,9 milhões de pessoas, expansão de 1 milhão na comparação com o ano anterior.

    Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    Desemprego cai para 5,1% em dezembro, o menor já registrado

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  • PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

    PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

    Em provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, há referências a lideranças partidárias e altas autoridades

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – As investigações da Polícia Federal envolvendo o Banco Master chegaram a elementos que apontam para o envolvimento de políticos com foro especial. Apurações sobre essas autoridades terão de correr no STF (Supremo Tribunal Federal).

    Provas coletadas pela PF na primeira fase da operação Compliance Zero, que teve como alvo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, contêm referências a lideranças partidárias e altas autoridades, segundo relatos feitos à reportagem, sob anonimato, por investigadores do caso. Eles afirmam que foram feitos “vários achados” com menções a essas figuras.

    Quando Vorcaro foi preso, a PF quebrou sigilos, apreendeu documentos e acessou o telefone celular do banqueiro.

    As referências aos políticos, na avaliação de investigadores, não têm relação direta com o inquérito sobre a fabricação de carteiras fraudulentas de crédito consignado pelo Master e a negociação de venda para o BRB (Banco de Brasília).

    Essas fraudes sustentaram a decisão da Justiça Federal em Brasília que autorizou a primeira fase da operação da PF, em 18 de novembro do ano passado, mesmo dia em que o Master foi liquidado.

    Vorcaro ganhou notoriedade em Brasília por ter construído uma rede de aliados políticos e por organizar encontros em uma mansão na capital.

    As conhecidas relações do banqueiro provocam tensão entre autoridades desde que o dono do Master foi alvo da PF. Alguns políticos temem que sejam desvendadas suas relações pessoais e financeiras com Vorcaro.

    As conexões do banqueiro são consideradas tão amplas que provocaram a leitura de que uma investigação profunda seria comparável à operação Lava Jato, que provocou abalos em diversos partidos e levou a uma série de tentativas de abafar as apurações.

    A verificação desses indícios será agora aprofundada pelos investigadores para determinar se houve participação de autoridades no esquema de fraudes de Vorcaro. Eles se somarão aos dados já coletados na segunda fase da operação, que teve como alvo o uso de fundos de investimentos administrados pela gestora Reag para desvio de recursos captados pelo Master com a venda de CDBs (Certificados de Depósitos Bancários).

    A segunda fase da Compliance Zero, realizada em janeiro, ocorreu já por ordem do ministro do STF, Dias Toffoli, que assumiu o caso após provocação da defesa de Vorcaro, que alegou ter sido encontrada uma referência ao deputado João Bacelar (PL-BA), que tem foro especial.

    A referência a Bacelar, no entanto, não é o alvo das apurações da PF neste novo momento. O material encontrado na operação cita outros políticos, incluindo nomes do Congresso.

    Em depoimento à PF no fim de dezembro, Vorcaro minimizou suas conexões com autoridades. “Se eu tenho tantas relações políticas, como estão dizendo, e se eu tivesse pedido a ajuda desses políticos, eu não estaria com a operação do BRB negada, eu não estaria aqui de tornozeleira, eu não teria sido preso e estava com a minha família sofrendo o que a gente está sofrendo”, disse.

    Segundo investigadores, as apurações envolvendo políticos poderão ser desmembradas do caso original. Mesmo que o inquérito sobre o negócio BRB-Master seja remetido à Justiça de primeiro grau, a investigação envolvendo políticos continuaria sob supervisão do STF.

    Nas últimas semanas, uma articulação foi iniciada por ministros do Supremo para que o caso seja remetido à Justiça de primeiro grau. O objetivo era reduzir a pressão sobre o tribunal, principalmente depois de revelações sobre conexões de integrantes do tribunal com negócios do Master.

    O movimento passou a ser descrito como uma saída honrosa para o ministro Dias Toffoli, relator do inquérito no Supremo, que tem sua conduta questionada por manter um alto grau de sigilo sobre o caso e pela sociedade que dois de seus irmãos mantiveram com um fundo controlado pelo cunhado de Vorcaro no resort Tayayá, no Paraná.

    Com o desgaste do STF e a pressão da opinião pública, o ministro Edson Fachin, presidente do Supremo, chegou a afirmar ao G1 que havia “uma tendência, pelo que se verifica até agora” de que o caso saísse do tribunal.

    A menção aos políticos encontrada na investigação, no entanto, deve levar a um ajuste de rota, com parte das investigações enviadas à instância inferior e uma nova frente aberta no STF.

    A investigação que pode ser enviada ao primeiro grau, que envolve a fabricação de carteiras pelo Master, está avançada e deve ser concluída rapidamente, segundo agentes envolvidos no caso. A PF deve produzir um relatório final e apontar os indícios de crime que teriam sido praticados pelos principais suspeitos.

    A preocupação de pessoas envolvidas no caso, ouvidas pela Folha, é com o risco de as investigações contra políticos não avançarem no STF por pressões sobre a corte.

    PF encontrou indícios sobre políticos em investigação do Master

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  • Babu Santana atende Big Fone e terá de indicar em consenso alguém ao Paredão

    Babu Santana atende Big Fone e terá de indicar em consenso alguém ao Paredão

    Telefone tocará mais duas vezes para movimentar o jogo; entenda; Breno já havia vetado Brigido de provas da semana

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Na manhã desta sexta-feira (30), o Big Fone voltou a tocar no BBB 26 (Globo). E dessa vez foi Babu Santana quem atendeu. Na mensagem, foi pedido que ele colocasse uma pulseira prateada no pulso.

    “Atenção, preste muita atenção. Pegue, agora, a pulseira prateada na despensa e coloque no seu braço. Caso você seja o Líder, dê a pulseira para outro jogador. Faça isso imediatamente”, disse a voz.

    O que ninguém ainda sabe é que o Big Fone tocará mais duas vezes na casa, uma nesta noite de sexta, durante o programa, e outra no sábado também durante a atração.

    Em consenso, as três pessoas que atenderem terão de indicar alguém ao Paredão. Vale lembrar que o telefone já havia tocado na noite de quinta (29).

    Breno Corã foi o primeiro a chegar até ele e ouviu que teria de vetar alguém de todas as disputas da semana. O escolhido para ficar de fora foi Brigido Neto.

    Babu Santana atende Big Fone e terá de indicar em consenso alguém ao Paredão

  • Irmã de Medina se beneficia de erro, avança em Pipe e mantém sonho da elite

    Irmã de Medina se beneficia de erro, avança em Pipe e mantém sonho da elite

    (UOL/FOLHAPRESS) – Sophia Medina conseguiu uma classificação importante no fim da bateria e avançou ao Round de 32 da etapa de Pipeline do Challenger Series, nesta quinta-feira, mantendo vivas as chances de classificação ao Circuito Mundial de Surfe (CT).

    O QUE ACONTECEU

    A brasileira competiu na sétima bateria do Round de 48, em um mar ainda difícil no início do dia no Havaí, com poucas ondas oferecendo tubos – principal critério valorizado pelos juízes nesta etapa.

    Durante boa parte da disputa, Sophia ocupou as últimas posições. Faltando pouco menos de dez minutos para o fim, decidiu se arriscar em duas ondas de manobra, uma para a direita e outra para a esquerda, ambas sem tubo, mas executadas com precisão.

    As notas 4,80 e 2,47 a colocaram provisoriamente em terceiro lugar.

    JAPONESA ERRA

    A classificação se confirmou após um erro de prioridade da japonesa Mirai Ikeda. Na vice-liderança da bateria e com menos de cinco minutos restantes, Ikeda remou na onda de Anon Matsuoka e acabou perdendo uma de suas notas, permitindo que Sophia a ultrapassasse.

    Sophia avançou com 7,27 pontos, atrás apenas de Matsuoka, que liderou com 8,07.

    Com o resultado, a brasileira segue viva na disputa por uma vaga entre as sete primeiras do ranking que garantem classificação ao Mundial desta temporada.

    Treinador brasileiro firma compromisso de quatro anos com a federação peruana

    Folhapress | 07:40 – 30/01/2026

     

    Irmã de Medina se beneficia de erro, avança em Pipe e mantém sonho da elite

  • Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano

    Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano

    Em fevereiro acontecerá o lançamento da missão lunar Artemis II, onde, durante dez dias, serão testados todos os sistemas que serão usados para voltar a colocar seres humanos na Lua

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Cerca de um dia após sua decolagem, prevista no momento para 6 de fevereiro, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen se tornarão os primeiros seres humanos a deixar a órbita da Terra desde a missão Apollo 17, em dezembro de 1972.

    Na prática, é como se eles fossem os primeiros para mais da metade dos terráqueos (cerca de 4,3 bilhões dos 8,2 bilhões de humanos hoje no planeta não estavam vivos naquele ano). Isso dá uma dimensão do aspecto histórico da missão Artemis 2, a primeira do novo programa tripulado da Nasa a levar astronautas até as imediações da Lua.

    A escolha do quarteto foi anunciada pela agência espacial americana em 3 de abril de 2023, quase três anos atrás, após reiterados atrasos no cronograma do programa que empurraram a missão para 2024, depois 2025, e finalmente 2026 -agora realmente pronta para voar.

    É a primeira vez na história que mais de três pessoas fazem essa jornada ao mesmo tempo. As missões Apollo, realizadas entre 1968 e 1972, só comportavam um trio de astronautas. E o processo de escolha da tripulação envolve uma nova realidade: a da preocupação com a diversidade e com parcerias internacionais.

    Parece até estranho falar isso num momento em que a gestão Donald Trump parece abominar ambas as ideias. Mas não era o caso no primeiro mandato dele, em que o governo, ao instituir o programa Artemis, enfatizava a todo momento que enviaria à Lua a primeira mulher e a primeira pessoa não branca.

    Se a escalação da tripulação fosse hoje, e não durante a gestão Joe Biden, provavelmente não seria essa a formação do quarteto, já que agora a gestão Trump 2 repudia qualquer afirmação de diversidade (apagando inclusive páginas do site da Nasa que destacavam isso).

    Com isso, Christina Koch está prestes a virar a primeira mulher a dar uma volta ao redor da Lua e Victor Glover será o primeiro negro. A terceira novidade é Jeremy Hansen, canadense, que será o primeiro não americano a fazer essa viagem. A Agência Espacial Canadense faz parte do programa Artemis colaborando com elementos para a estação orbital lunar Gateway, que reuniria parceiros tradicionais da Estação Espacial Internacional (ISS) e que o governo Trump também está tentando cancelar.

    Com efeito, a participação mais efetiva no programa vinda de fora dos EUA é da Agência Espacial Europeia (ESA), que desenvolveu o módulo de serviço da cápsula Orion, veículo que levará os astronautas às imediações lunares. Com o embarque de um canadense nesse primeiro voo à Lua, os europeus esperam ter um assento para a primeira missão de pouso na superfície lunar, por ora marcada para 2028 (mas com enorme chance de atrasar).

    Conheça a seguir os quatro astronautas que farão a primeira jornada circunlunar do século 21.

    REID WISEMAN | COMANDANTE

    Nascido em 11 de novembro de 1975, em Baltimore, Maryland, Gregory Reid Wiseman tem formação como engenheiro da computação pelo Instituto Politécnico Rensselaer e mestrado em engenharia de sistemas pela Universidade Johns Hopkins, concluído em 2006. Após se formar no Rensselaer, Wiseman se juntou à Marinha americana, onde se tornou aviador em 1999 e participou de diversas operações militares na carreira.

    Ele servia como tenente-comandante no porta-aviões USS Dwight D. Eisenhower quando foi escolhido para integrar a turma 20 de astronautas da Nasa, em 2009, em uma disputa que envolveu cerca de 3.500 participantes. Wiseman tinha o forte desejo de se tornar astronautas desde que vira pessoalmente um lançamento do ônibus espacial, em 2001.

    Como é comum, levou um tempo até que ele tivesse a oportunidade de ir ao espaço. Aconteceu em maio de 2014, quando foi selecionado para participar das expedições 40 e 41 da ISS, onde passou pouco menos de seis meses trabalhando no complexo orbital, depois de ir até lá em uma cápsula Soyuz.

    Em 2020, Wiseman foi selecionado para chefiar o Escritório dos Astronautas, no Centro Espacial Johnson, em Houston, cargo que ocupou até 2022, quando então retornou à escala de voos. A volta foi premiada com a escolha, em 2023, de ser o comandante da histórica Artemis 2 -seu segundo voo espacial.

    Hoje com 50 anos, e já aposentado da Marinha, Wiseman é viúvo. Sua esposa, Carroll Wiseman, morreu em 2020, e ele tem duas filhas.

    VICTOR GLOVER | PILOTO

    Nascido em 30 de abril de 1976, em Pomona, Califórnia, Victor Jerome Glover Jr. se destacou cedo por seu desempenho atlético, tendo jogado futebol americano no ensino médio, o que lhe valeu o prêmio de Atleta do Ano de 1994. Mas desde cedo, encorajado pelo pai, Glover nutria interesse por ciência e engenharia, o que o fez estudar engenharia na Cal Poly (Universidade Estadual Politécnica da Califórnia), formando-se em 1999. Seus interesses esportivos continuaram, envolvendo futebol americano e luta livre.

    O avô de Glover havia servido à Força Aérea dos EUA durante a Guerra da Coreia, nos anos 1950, o que certamente também despertou o interesse do neto por aviação. Entre 2007 e 2010, ele obteve mestrados por três instituições diferentes, em engenharia de teste de voo pela Universidade do Ar (da Força Aérea), na Base Edwards, na Califórnia, em engenharia de sistemas na Escola Naval de Pós-Graduação, em Monterrey, Califórnia (mesma instituição e mesmo curso que está no currículo de Marcos Pontes, único astronauta brasileiro e hoje senador), e em arte e ciência militar operacional na Universidade do Ar em Montgomery, Alabama.

    Comissionado como alferes na Marinha americana em 1999, ele se formou aviador em 2001 e acumulou ao longo de sua carreira militar mais de 3.000 horas de voo em mais de 40 aeronaves, participando de 24 missões de combate. O nome de guerra de Glover na Marinha é “Ike”, dado por um de seus oficiais comandantes, sigla de “eu sei tudo” (“I know everything”).

    Na Nasa, Glover entrou em 2013, como parte da turma 21 de astronautas, concluindo seu treinamento em 2015. Dali a três anos, em 2018, ele seria escolhido como um dos astronautas que fariam parte do programa comercial tripulado, em que membros da Nasa viajariam ao espaço em espaçonaves desenvolvidas pela iniciativa privada. Ele fez parte da segunda tripulação a voar na cápsula Crew Dragon, da SpaceX, em novembro de 2020, em sua primeira missão operacional à ISS. Ele fez parte das expedições 64/65, ficando pouco menos de seis meses no espaço antes de retornar à Terra na mesma cápsula que o levou, a Crew Dragon Resilience, em maio de 2021.

    Glover, agora com 49 anos, espera para realizar seu segundo voo ao espaço, contornar a Lua e se tornar o primeiro afro-americano a realizar a façanha. Na Terra, estarão à espera de seu retorno a mulher, Dionna Odom Glover, e quatro filhas.

    CHRISTINA KOCH | ESPECIALISTA DE MISSÃO

    Ela acaba de comemorar seu 47º aniversário. Christina Hammock Koch, nascida em 29 de janeiro de 1979 em Grand Rapids, Michigan, e criada em Jacksonville, Carolina do Norte, sonhava desde criança em ser astronauta. Ela se formou em física e engenharia elétrica pela Universidade Estadual da Carolina do Norte em Raleigh, onde também concluiu um mestrado em engenharia elétrica em 2002.

    Interessada na intersecção entre engenharia e espaço, ela entrou no programa Academia Nasa, do Centro Goddard de Voo Espacial, onde colaborou no desenvolvimento de instrumentação científica que acabou embarcada em diversas missões robóticas da agência espacial americana em astronomia e cosmologia.

    Koch também desenvolveu seu lado explorador entre 2004 e 2007, quando fez parte do Programa Antártico dos EUA e passou mais de três anos viajando pelas regiões árticas e antárticas, incluindo uma temporada na Estação Amundsen-Scott, no polo Sul, encarando temperaturas de até -79,4°C.

    Entre 2007 e 2009, ela voltou a trabalhar no desenvolvimento de instrumentos científicos, desta vez no APL (Laboratório de Física Aplicada da Universidade Johns Hopkins), onde contribuiu com equipamentos voltados para a detecção de radiação que foram embarcados nas missões Juno, a Júpiter, e Van Allen Probes, que estudaram a magnetosfera terrestre.

    Em 2010, ela voltou a se dedicar a expedições polares e em 2012 trabalhou na Noaa (agência americana ligada a oceanos e atmosfera), até ser escolhida, em 2013, como parte da turma 21 de astronautas da Nasa -colega de Glover. Depois de embarcar vários instrumentos que iriam ao espaço, estava na hora de ela ir por si mesma e realizar o sonho de infância.

    Em março de 2019, ela voou até a ISS numa cápsula russa Soyuz e participou das expedições 59/60/61. Seu retorno foi adiado em razão do gerenciamento das escalas do programa de tripulação comercial e ela só voltou ao espaço em 6 de fevereiro, após nada menos que 328 dias em órbita. Com isso, ela bateu o recorde de maior estadia contínua para uma mulher no espaço, superando Peggy Whitson, que havia permanecido por 289 dias.

    O ótimo desempenho a credenciou para fazer parte da missão Artemis 2, onde ela baterá um novo recorde -será a primeira mulher a contornar a Lua. Torcendo, de longe, estará o marido, Robert Koch, que mora com ela no Texas.

    JEREMY HANSEN | ESPECIALISTA DE MISSÃO

    Outro que acaba de fazer aniversário. Nascido em 27 de janeiro de 1976, em London, Ontário (Canadá), Jery Roger Hansen é o único tripulante da Artemis 2 que não teve experiência pregressa no espaço.

    Criado numa fazenda, Hansen cresceu olhando para as estrelas. Hansen entrou para a Força Aérea Real Canadense em 1994 e frequentou o Colégio Real Militar em Kingston, Ontário, onde se formou bacharel em ciência espacial em 1999. Na mesma instituição, em 2000, ele obteve um mestrado em física, com um foco de pesquisa em rastreamento de satélites. Além de ser astronauta da CSA (Agência Espacial Canadense), ele segue com vínculo à Aeronáutica de seu país, com a patente de coronel.

    A exemplo de outros astronautas canadenses, Hansen foi formado pela Nasa, ao fazer parte da turma 20, de 2009, como colega de Wiseman. E, além de astronauta, ele também é um cavenauta e um aquanauta. Em 2013, fez parte do treinamento CAVES, da Agência Espacial Europeia, ao lado de outros astronautas de várias nacionalidades. Em 2014, ele fez parte da tripulação do laboratório Aquarius, durante a missão de exploração submarina NEEMO 19, que durou sete dias.

    Em 2023, ele finalmente foi escalado para sua primeira missão espacial, e valeu a pena esperar: na Artemis 2, Hansen se tornará, aos 50 anos, o primeiro canadense e o primeiro não americano a viajar às imediações da Lua. Em casa, ele terá a torcida de Catherine Hansen, sua esposa e reconhecida especialista em saúde da mulher, e três filhos.

    Pela 1ª vez, missão à Lua terá uma mulher, um negro e um não americano