Autor: REDAÇÃO

  • Como nome real do grafiteiro Banksy pode enfim ter sido descoberto pela Reuters

    Como nome real do grafiteiro Banksy pode enfim ter sido descoberto pela Reuters

    Agência Reuters diz que artista britânico se chama Robin Gunningham; Banksy, pintor e artista de rua que fez seu nome e uma fortuna de milhões de libras, seria próximo de Robert Del Naja, da banda Massive Attack

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Qual é a identidade do grafiteiro Banksy? Um dos grandes mistérios da arte neste século parece ter sido finalmente solucionado -a agência de notícias britânica Reuters publicou, na semana passada, uma investigação com o suposto nome verdadeiro e a história do artista que ficou conhecido no mundo todo ao pintar paredes de grandes cidades com imagens pop carregadas de comentário social e político.

    O advogado do artista, Mark Stephens, afirmou que Banksy não vai se manifestar sobre os detalhes da investigação. Sem confirmar nem negar a identidade de Banksy, o advogado também pediu à agência que a reportagem não fosse publicada, alegando que a divulgação violaria a privacidade do artista, interferiria em sua arte e o colocaria em perigo.

    Embora o nome de Gunningham já tivesse sido associado a Banksy numa reportagem do jornal The Mail on Sunday há quase 20 anos, o periódico não conseguiu, à época, ter certeza absoluta da identidade do grafiteiro, o que a Reuters alega ter obtido agora.

    Isto foi possível com a descoberta de uma confissão para a polícia de Nova York, escrita à mão por Gunningham e assinada por ele, na qual o artista afirma ter vandalizado um outdoor no topo de um prédio em Manhattan, em setembro de 2000.

    Este documento e um outro arquivo da Justiça americana nunca haviam sido publicados. Eles mostram que Banksy foi detido temporariamente em Nova York por perturbação da ordem pública e solto horas depois, mediante a retenção de seu passaporte, que ele recuperou ao pagar uma fiança de cerca de U$ 1.800 e completar cinco dias de trabalho comunitário.

    A identidade de Banksy sempre foi um segredo muito bem guardado. Algumas pessoas de seu círculo próximo assinaram acordos que os impediam de revelar quem ele era, e outros se mantiveram em silêncio por lealdade ou por medo de contrariar o artista, seus fãs e sua influente empresa, a Pest Control Office, que autentica suas obras e decide quem terá a oportunidade de comprar os trabalhos mais recentes.

    Durante muitos anos, houve o rumor de que o grafiteiro seria o músico Robert del Naja, da banda de trip-hop Massive Attack, originária de Bristol, no Reino Unido, também terra de Banksy.

    Segundo a reportagem, os Gunningham e Del Naja teriam uma relação próxima e seriam parceiros de grafite. Por exemplo, eles teriam viajado juntos à Ucrânia, em 2022, e há indícios de que podem ter trabalhado juntos em murais num prédio de apartamentos destruídos nos arredores de Kiev.

    Na ocasião da viagem ao país em guerra, Gunningham já havia trocado o seu nome legalmente para David Jones, um dos nomes mais populares entre os britânicos, o que, segundo a reportagem, seria uma forma de ficar invisível em público. Em 2017, havia cerca de 6.000 homens chamados assim no Reino Unido, de acordo com dados analisados pela GBG, uma empresa de inteligência de informações de identidade.

    Steve Lazarides, empresário do artista entre o fim dos anos 1990 e 2008, afirmou à agência de notícias que a identidade secreta de Banksy era uma forma de protegê-lo da polícia, dado que, em Bristol, havia uma repressão violenta às pichações e aos grafites. Mais tarde, Lazarides ajudou o artista a mudar o seu nome legalmente para David Jones, também para evitar ser rastreado.

    Stephens, o advogado, disse ainda à Reuters que Banksy “foi alvo de comportamentos obsessivos, ameaçadores e extremistas” durante anos, e que trabalhar “anonimamente ou sob um pseudônimo atende a interesses sociais vitais”.

    “Protege a liberdade de expressão, permitindo que os criadores digam a verdade ao poder sem medo de retaliação, censura ou perseguição -particularmente ao abordar questões sensíveis como política, religião ou justiça social”, afirmou.

    Como nome real do grafiteiro Banksy pode enfim ter sido descoberto pela Reuters

  • Paolla Oliveira rebate rumores de traição após fim com Diogo Nogueira

    Paolla Oliveira rebate rumores de traição após fim com Diogo Nogueira

    A atriz disse que a tentativa de transformar o término em polêmica ignora o caráter respeitoso da separação; “É triste a gente ficar tentando encontrar uma coisa ruim num fim de relacionamento”, afirmou

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Convidada do Golden Globes Tribute Gala Brazil, realizado nesta quarta-feira (18), no Rio, Paolla Oliveira criticou a repercussão em torno do fim de seu relacionamento com o cantor Diogo Nogueira e rebateu especulações sobre uma possível traição do sambista.

    Segundo a atriz, a tentativa de transformar o término em polêmica ignora o caráter respeitoso da separação. “É triste a gente ficar tentando encontrar uma coisa ruim num fim de relacionamento”, afirmou. “Muitas mulheres morrem por não poderem terminar seus relacionamentos. A gente devia focar no que é bom.”

    Ela evita alimentar boatos sobre sua vida pessoal e defendeu que o seu caso seja visto como exemplo de relação madura. “Em vez de buscar um problema, olhar e dizer: que bom que terminou bem e houve respeito.”

    Durante o evento, Paolla também comentou o momento do cinema brasileiro, que classificou como positivo. “É um momento muito especial para o Brasil ganhando prêmios e reconhecimentos. Isso nos deixa em ebulição, querendo fazer mais cinema”, afirmou. Ela concordou ter uma trajetória maior na televisão. Sim. Meu grande palco foi na televisão, mas o cinema é uma paixão. Não tem como não ser de quem trabalha com audiovisual”, afirmou.

    Ela reforçou que vive uma fase mais madura na carreira, em que consegue equilibrar escolhas e experimentar novos caminhos, e citou o filme “Herança de Narcisa”, ainda inédito, como parte desse processo. O longa, dirigido por Clarissa Appelt e Daniel Dias, marca sua estreia no terror psicológico e acompanha uma mulher que retorna à casa da infância e enfrenta traumas familiares. “É um trabalho mais denso, do jeito que eu gostaria de estar no cinema, podendo me experimentar em outros lugares”.

    Paolla descartou investir em uma carreira internacional. “Não tenho esse desejo. Acho que é um desafio bastante grande interpretar em outra língua. Sou muito feliz aqui no Brasil, com esse mercado gigante, lindo, criativo”, disse. “Acho louvável quem queira sair, mas eu não quero.”

    Paolla Oliveira rebate rumores de traição após fim com Diogo Nogueira

  • Vorcaro será transferido para a superintendência da PF para discutir delação

    Vorcaro será transferido para a superintendência da PF para discutir delação

    Dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, estava no Presídio Federal de Brasília; decisão foi tomada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, será transferido do Presídio Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, em meio às negociações de uma delação premiada.

    A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que relata o inquéritos sobre irregularidades relacionadas à instituição financeira.

    Em nota, a Polícia Federal informou que “em cumprimento à decisão judicial proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, no âmbito da PET 15.711, realizou, nesta quinta-feira (19/3), a transferência do custodiado Daniel Bueno Vorcaro do Sistema Penitenciário Federal para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal”.

    Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior, no Aeroporto de Guarulhos. A PF desconfia que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Banco Master.

    Ele foi solto dez dias depois e voltou a ser preso em 4 de março deste ano, em fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu servidores do Banco Central.

    Na última semana, ele anunciou que uma troca na sua defesa, e substabeleceu procuração para o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.

    Juca já conduziu delações premiadas delicadas, como a do ex-presidente da OAS Leo Pinheiro na Operação Lava Jato.

    O advogado também o ex-ministro José Dirceu na época do escândalo do mensalão, em 2012, e representou o general Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro, no processo da tentativa de golpe de Estado no Brasil.

    Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha, Vorcaro não pretende envolver ministros do Supremo em um eventual acordo relacionado ao Master e tem dito que fará isso apenas se for inevitável.

    Liquidado pela autoridade monetária em novembro, o Banco Master já causou perdas de mais de R$ 50 bilhões a diferentes entidades, incluindo o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e fundos de pensão.

    Vorcaro será transferido para a superintendência da PF para discutir delação

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  • João Fonseca vence duelo de quase 2h e encara Alcaraz na segunda rodada do Miami Open

    João Fonseca vence duelo de quase 2h e encara Alcaraz na segunda rodada do Miami Open

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Atual número 39º do ranking mundial da ATP (Associação de Tenistas Profissionais), João Fonseca venceu o húngaro Fabian Marozsan (46º) na primeira rodada do Masters 1000 de Miami, disputado nas quadras duras instaladas no Hard Rock Stadium. A vitória foi por dois sets a um, com parciais de 6/4, 3/6 e 6/2, em 1h50 de partida.

    Na segunda rodada, Fonseca terá pela frente o espanhol Carlos Alcaraz, atual líder do ranking e campeão do Miami Open em 2022.

    Será o segundo encontro entre o tenista carioca de 19 anos e Alcaraz. Eles se enfrentaram pela primeira vez em dezembro de 2025, em partida amistosa realizada também em Miami, vencida pelo espanhol.

    Foi o segundo confronto entre Fonseca e Marozsan no circuito. No primeiro, em maio de 2025, o húngaro venceu por dois sets a zero, na primeira rodada do Masters 1000 de Roma.

    O brasileiro, que sofreu com problemas físicos no início da temporada, vem de uma boa participação no Masters 1000 de Indian Wells -avançou até as oitavas de final, parando apenas no italiano Jannik Sinner, vice-líder do ranking e que acabou sagrando-se o campeão do torneio.

    Na edição de 2025 do Miami Open, Fonseca avançou até a terceira rodada, quando foi eliminado pelo australiano Alex de Minaur.

    Atacante admite tristeza, mas diz que foco agora é seguir trabalhando no Santos; treinador italiano justifica ausência do craque em sua lista por questão física

    Folhapress | 17:36 – 19/03/2026

    João Fonseca vence duelo de quase 2h e encara Alcaraz na segunda rodada do Miami Open

  • Alberto Cowboy, Jordana e Milena vão à final da prova do líder

    Alberto Cowboy, Jordana e Milena vão à final da prova do líder

    Dinâmica teve etapas de memória e reconhecimento de alimentos pelo tato; Alberto Cowboy, Jordana e Milena disputam liderança ao vivo após eliminarem cinco adversários

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Após a etapa inicial da prova do líder do BBB 26, três participantes avançaram para a final que será disputada ao vivo nesta quinta-feira (19): Alberto Cowboy, Jordana e Milena.

    A segunda fase ocorreu no fim da tarde e exigiu memória. Em cabines individuais, os oito classificados observaram uma tela com o aplicativo do patrocinador e, depois, precisaram identificar o que havia sido retirado da imagem.

    Para pontuar, tinham que escolher a placa correta e indicar o item faltante. Os seis melhores avançaram – Gabriela, Alberto Cowboy, Milena, Jordana, Marciele e Ana Paula – enquanto Jonas e Solange foram eliminados.

    Na terceira etapa, já no Provódromo, os seis competidores enfrentaram uma prova sensorial. Diante de caixas com alimentos, precisavam identificar os itens apenas pelo tato e, em seguida, selecionar as placas correspondentes. Após completar a rodada, acionavam um cronômetro que registrava o tempo.

    Os três melhores desempenhos, considerando acertos e rapidez, garantiram vaga na final: Alberto Cowboy, Jordana e Milena.

    Mais cedo, Juliano Floss, Samira, Leandro Boneco e Chaiany foram os quatro primeiros eliminados da disputa. Eles vão se enfrentar uma nova dinâmica nestasexta-feira (20), e um deles estará direto no paredão da semana.

    No sábado (21), o participante emparedado volta a jogar em uma nova prova. Nela, poderá se salvar e indicar outro jogador à berlinda ou permanecer no risco de eliminação.

     

    Alberto Cowboy, Jordana e Milena vão à final da prova do líder

  • Governo dos Estados Unidos registra 'alien.gov' após Trump liberar documentos sobre ETs

    Governo dos Estados Unidos registra 'alien.gov' após Trump liberar documentos sobre ETs

    Apesar do registro do domínio, o site ainda não está no ar. ‘Fiquem ligados’, disse Anna Kelly, vice-secretária de imprensa da Casa Branca

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo dos Estados Unidos registrou os domínios “alien.gov” e “aliens.gov” por meio da Agência de Segurança Cibernética e de Infraestrutura, parte do Departamento de Segurança Interna do país. As informações são do USA Today.

    Até esta quinta (19), porém, ainda não havia nenhum dos sites online, e ao acessá-los, aparecia uma mensagem de erro. Também não havia informações sobre o motivo da criação dos domínios.

    Em comunicado enviado ao USA Today, a vice-secretária de imprensa da Casa Branca, Anna Kelly, disse: “Fiquem ligados!”, com um emoji de alienígena após a mensagem.

    Há um mês, Donald Trump disse que, diante do “grande interesse do público”, pediria que o Departamento de Defesa divulgasse documentos relacionados à existência de vida extraterrestre.

    Ele prometeu que divulgaria qualquer informação “conectada a esse assunto de alta complexidade, mas extremamente interessante e importante”.

    A declaração ocorreu justamente em uma semana em que o tema voltou a ganhar espaço em Washington. O ex-presidente Barack Obama afirmou numa entrevista que acreditava na existência de vida fora da Terra. Trump criticou a fala na ocasião, pouco antes de anunciar a divulgação dos documentos.

    Governo dos Estados Unidos registra 'alien.gov' após Trump liberar documentos sobre ETs

  • Dólar fecha em queda e Bolsa sobe com petróleo e decisões de juros no radar

    Dólar fecha em queda e Bolsa sobe com petróleo e decisões de juros no radar

    A escalada impactou o petróleo, fazendo com que ele ultrapassasse seu maior nível em mais de uma semana, chegando a US$ 119 por barril. A Bolsa encerrou o dia em alta de 0,35%, aos 180.270 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,49%, cotado a R$ 5,217, nesta quinta-feira (19), em pregão marcado pela volatilidade, com o impacto das decisões de juros do Copom e do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), além do preço do petróleo, no radar.

    O comportamento da moeda norte-americana acompanhou o do exterior, onde o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, recuou 1,08%. O movimento da tarde contrastou com o da manhã, quando o dólar chegou a R$ 5,313, em alta de 1,34%, em meio à aversão global ao risco.

    A Bolsa, por outro lado, encerrou o dia em alta de 0,35%, aos 180.270 pontos.

    O pregão foi marcado por novos capítulos do conflito no Oriente Médio. Na madrugada, o Irã respondeu a ataques de Israel e dos EUA com bombardeios a instalações de energia em países da região.

    A escalada impactou o petróleo, fazendo com que ele ultrapassasse seu maior nível em mais de uma semana, chegando a US$ 119 por barril. Ao longo do dia, porém, a cotação do Brent, referência global, perdeu força e encerrou o pregão a US$ 108,65, em avanço tímido de 1,18%, o que reduziu a busca por ativos de segurança e favoreceu os mercados acionários.

    Declarações de um funcionário da Casa Branca, que disse que os EUA não estão considerando uma proibição de exportação de petróleo, influenciaram a mudança de direção do Brent. A informação de que Israel está ajudando os EUA a retomar navegações pelo estreito de Hormuz também ajudou a acalmar o mercado.

    Para Bruno Botelho, chefe da mesa de câmbio e sócio da ONE Investimentos, o dia foi marcado por um movimento típico de ajuste após um choque externo. “A disparada inicial veio com a piora do cenário internacional, principalmente pela escalada das tensões no Oriente Médio, e as decisões do Fed e do Copom reduziram o diferencial de juros.”

    Segundo ele, o movimento perdeu intensidade ao longo do pregão. “O quadro reforça um ambiente de elevada volatilidade, com o câmbio reagindo rapidamente a eventos externos, mas ainda encontrando suporte nos juros elevados e no fluxo doméstico.”

    A instabilidade global se refletiu nos juros futuros, que chegaram a disparar, mas recuaram ao longo do pregão. As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), que medem a expectativa do mercado em relação ao futuro das taxas Selic e CDI (usado como referência para remunerar investimentos), subiam em bloco.

    Às 17h, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13.63%, com queda de 10 pontos-base ante o ajuste de 13,73% da sessão anterior (na máxima, o avanço chegou a 25 pontos). Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,84%, com queda de 6 pontos-base em relação aos 13,90% anteriores -abaixo do pico de 14,19%, quando chegou a subir 29 pontos-base.

    O mercado de juros futuros segue pressionado porque a alta recente do petróleo pode reacender a inflação no Brasil, o que tende a levar o Copom (Comitê de Política Monetária) a manter os juros elevados por mais tempo, com uma postura mais cautelosa.

    Na decisão da última quarta, o colegiado do Banco Central reduziu a Selic para 14,75% ao ano e confirmou o plano traçado no encontro anterior, em janeiro, quando sinalizou a intenção de iniciar a redução de juros em março. Foi a primeira queda sob a gestão de Gabriel Galípolo.

    Mas o comitê não antecipou quais serão os seus passos futuros e deixou a próxima decisão em aberto, citando “forte aumento da incerteza”. Evitou até mesmo palavras como “redução” ou “cortes” e optou por mencionar ciclo de “calibração” da política de juros. A ideia do Copom é ter mais clareza da profundidade e da extensão do conflito no Oriente Médio antes de definir os movimentos seguintes.

    Às vésperas do encontro, cresceu no mercado financeiro a aposta de uma redução menor de juros no primeiro movimento, de 0,25 ponto percentual, diante da disparada dos preços do petróleo. Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o consenso era de corte de 0,5 ponto percentual.

    No exterior, o conflito também foi mencionado pelo Fed (Federal Reserve). O banco central dos EUA citou que os desdobramentos do conflito no Oriente Médio na economia dos Estados Unidos são “incertos”.

    O Fed optou por manter a taxa de juros inalterada na faixa de 3,5% e 3,75%, como amplamente esperado pelos mercados. No comunicado que acompanhou a definição, o banco central afirmou que não haverá cortes na taxa de juros se não houver progresso na inflação, indicando que, embora tenha havido avanço no processo desinflacionário, ele não se encontra no “ritmo desejado”.

    A declaração foi vista como “hawkish” pelos operadores -agressiva na política de juros, no jargão-, o que minou a atratividade de ativos de risco.

    “Esse é um dos fatores que também pressionam o real hoje. Além disso, apesar de o Copom ter adotado um tom mais cauteloso, especialmente em relação ao conflito no Oriente Médio, a trajetória de redução de juros no Brasil diminui o diferencial de taxas, o que contribui para uma piora no cenário doméstico”, diz Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    Diante da volatilidade, o Banco Central realizou dois leilões simultâneos -um de dólar à vista e outro de swap cambial reverso, equivalente à compra de dólares no mercado futuro-, com oferta de US$ 1 bilhão em cada operação. A medida busca aumentar a liquidez em momentos de estresse.

    Dólar fecha em queda e Bolsa sobe com petróleo e decisões de juros no radar

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  • Ex-assessora de Flávio Bolsonaro é denunciada sob acusação de lavar dinheiro de filho miliciano

    Ex-assessora de Flávio Bolsonaro é denunciada sob acusação de lavar dinheiro de filho miliciano

    Raimunda Magalhães havia sido uma das acusadas no esquema de ‘rachadinha’ na Alerj; por outro lado, defesa afirma que ainda não teve acesso aos autos; senador não comenta

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Uma ex-assessora do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) foi denunciada sob acusação de participar da lavagem de dinheiro do filho, o miliciano Adriano da Nóbrega, morto em 2020 em uma operação policial na Bahia.

    De acordo com a denúncia divulgada nesta quinta-feira (19) pelo Ministério Público estadual, Raimunda Veras Magalhães integrou uma rede de pessoas e empresas usada para “receber, movimentar e ocultar valores oriundos do jogo do bicho”.

    A advogada Manoela Santos, que representa Raimunda, disse que ainda não teve acesso aos autos. Flávio, que é pré-candidato à Presidência, não quis comentar por não ter tomado conhecimento da acusação.

    Raimunda foi uma das denunciadas no esquema de “rachadinha” atribuído a Flávio pelo MP-RJ no período em que esteve na Alerj. O caso foi arquivado em 2021 após a anulação de provas pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça) e STF (Supremo Tribunal Federal).

    Segundo o MP-RJ, Adriano controlava pontos de jogo do bicho em Copacabana em associação com o bicheiro Bernardo Bello. A investigação apontou que quatro empresas movimentaram R$ 8,5 milhões.

    “Entre os empreendimentos de fachada constam um depósito de bebida, um bar e um restaurante. Os investigadores se depararam com um quiosque de serviços de sobrancelha localizado em um shopping na zona norte, cuja conta registrou, em seis meses, aproximadamente R$ 2 milhões em créditos”, afirma o MP-RJ.

    Raimunda trabalhou como assessora de Flávio entre abril de 2016 e novembro de 2018. A denúncia aponta uma movimentação financeira atípica numa pizzaria entre 2014 e 2019.

    De acordo com a denúncia, o estabelecimento recebeu depósitos de pessoas que faziam a lavagem de dinheiro do miliciano. Entre as transferências está uma empresa de estética, um dos focos da investigação.

    O MP-RJ apresentou também denúncia contra o deputado federal Juninho do Pneu (União Brasil-RJ). A Promotoria afirma que ele adquiriu bens de Adriano após sua morte avaliados em R$ 3,5 milhões. A acusação afirma que ele e a viúva do miliciano, Julia Lotuffo, também denunciada, tinham ciência da origem ilegal do imóvel e da irregularidade da transação.

    Juninho afirmou, em nota, que foi seu pai quem comprou o sítio apontado na denúncia. O deputado declarou que nunca teve relação com as pessoas citadas na denúncia. Disse ainda que a investigação sobre ele deveria ser conduzida pela PGR (Procuradoria-Geral da República), em razão do foro especial de deputados federais.

    A reportagem não localizou a defesa de Julia.

    Ao todo, três denúncias foram oferecidas para tratar da atuação de Adriano no jogo do bicho, numa rede de matadores de aluguel e na ocultação de seu patrimônio após a morte.

    “A terceira ação penal trata dos integrantes que atuavam sob o comando do miliciano e que continuaram em atividade após sua morte. As apurações indicam que o grupo criminoso persistiu e sofisticou sua estrutura mesmo após a morte de Adriano da Nóbrega. Segundo o Gaeco/MP-RJ, Julia Lotufo atuava como líder e controlava toda a contabilidade e os ativos da organização criminosa, cujos negócios ilícitos envolviam agiotagem, contravenção e mercado imobiliário irregular”, afirma o MP-RJ.

    Ex-assessora de Flávio Bolsonaro é denunciada sob acusação de lavar dinheiro de filho miliciano

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  • Ex de Alanis Guillen reativa perfil e pede desculpas

    Ex de Alanis Guillen reativa perfil e pede desculpas

    Publicações antigas atribuídas à Giovanna Reis repercutiram nas redes sociais e acenderam debate sobre discurso de ódio na web;

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Giovanna Reis, ex-namorada de Alanis Guillen, reativou o Instagram nesta quinta-feira (19). Ela confirmou que a conta com publicações controversas era sua. “Nos últimos dias, veio à tona uma conta antiga minha no X (antigo Twitter), de 16 anos atrás. Ao me deparar com os conteúdos publicados ali, senti um misto de choque e imensa decepção comigo mesma. Palavras das quais tenho profundo arrependimento”, escreveu.

    “Independentemente de idade ou contexto, eu errei. E a todas as pessoas que foram feridas, direta ou indiretamente, eu peço desculpas de forma sincera”, disse Giovanna Reis.

    Giovanna afirma que as declarações vinham de conflitos internos. “Hoje, após anos de terapia, compreendo que muitas falas carregadas de ódio surgiam de conflitos profundos e de um período de descoberta da minha sexualidade, em um contexto que não era acolhedor. Atualmente, me reconheço como uma mulher lésbica e levanto essa bandeira diariamente, mas não tinha essa clareza e ferramentas necessárias naquela época”.

    Ela ressaltou que acredita na capacidade de mudar. “Todos temos a possibilidade de evoluir e nos encontrar. Reitero, por fim, a luta e comprometimento diário contra toda e qualquer forma de discriminação”, escreveu. Confira a íntegra do pronunciamento no fim deste texto.

    Circulam nas redes sociais prints de publicações feitas por Giovanna no X entre 2010 e 2014 com teor racista, homofóbico, transfóbico e gordofóbico. O resgate do material provocou reação de internautas e ampliou a cobrança por posicionamento.

    Entre os trechos que ganharam mais repercussão, há frases com ataques a grupos específicos. Em uma das mensagens, ela teria escrito: “Porque negro é legal só às vezes, aprendam”.

    Outro post atribuído a ela cita a ex-BBB Ariadna com um termo ofensivo. “Pelo menos a Ariadna vai sair da casa com alguma coisa (…), travesti mongoloide”, diz na publicação.

    Alanis Guillen anunciou o fim do relacionamento ontem. Elas estavam juntas desde 2022 e mantinham um relacionamento discreto.

    CONFIRA A ÍNTEGRA DO TEXTO PUBLICADO POR GIOVANNA

    “Eu sinto que preciso começar dizendo, com toda a sinceridade, que repudio completamente qualquer forma de discurso de ódio ou manifestação discriminatória e violenta.

    Nos últimos dias, veio à tona uma conta antiga minha no X (antigo Twitter), de 16 anos atrás. Ao me deparar com os conteúdos publicados ali, senti um misto de choque e imensa decepção comigo mesma. Palavras das quais tenho profundo arrependimento.

    Independentemente de idade ou contexto, eu errei. E a todas as pessoas que foram feridas, direta ou indiretamente, eu peço desculpas de forma sincera.

    Aquelas falas definitivamente não representam quem eu sou hoje. Elas vieram de uma versão minha muito mais nova, ainda menor de idade, atravessada por questões psicológicas difíceis e por uma revolta interna que eu não sabia como lidar.

    Hoje, após anos de terapia, compreendo que muitas falas carregadas de ódio surgiam de conflitos profundos e de um período de descoberta da minha sexualidade, em um contexto que não era acolhedor. Atualmente, me reconheço como uma mulher lésbica e levanto essa bandeira diariamente, mas não tinha essa clareza e ferramentas necessárias naquela época.

    Eu não posso aceitar que tentem me reduzir a uma versão minha de mais de uma década, nem que isso defina quem eu sou hoje.

    Acredito, de fato, na capacidade de mudança, transformação e crescimento do ser humano, inclusive na minha. Todos temos a possibilidade de evoluir e nos encontrar. Reitero, por fim, a luta e comprometimento diário contra toda e qualquer forma de discriminação.

    Giovanna Reis”

    Ex de Alanis Guillen reativa perfil e pede desculpas

  • Juízes punidos com aposentadoria compulsória recebem em média R$ 54 mil

    Juízes punidos com aposentadoria compulsória recebem em média R$ 54 mil

    Levantamento com base em dados do CNJ mostra valor médio pago a magistrados punidos; entendimento de Flavio Dino, do STF, pode mudar regra e levar à demissão em vez de aposentadoria

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Magistrados punidos com aposentadoria compulsória pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) recebem, em média, R$ 54.441, segundo dados do próprio órgão.

    O valor foi calculado com base em uma amostra de 32 pessoas obrigadas a se aposentar após punições administrativas. Segundo o CNJ, foram aplicadas 126 sanções desse tipo, mas há casos de um mesmo juiz punido mais de uma vez com a mesma pena.

    A estimativa, com 95% de confiança, indica que a média de vencimentos de todos os punidos está entre R$ 44.844 e R$ 64.037.

    O ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal), decidiu nesta segunda-feira (16) que a aposentadoria compulsória, com afastamento remunerado, não deve ser aplicada como punição a juízes e que infrações graves devem ser sancionadas com a perda do cargo.

    Dino afirmou que, desde a aprovação da reforma da Previdência, em 2019, não existe mais fundamento constitucional para punir juízes com aposentadoria.
    Se a decisão passar a ser adotada em outros casos, esse tipo de pagamento a condenados no futuro deixará de existir.

    Os valores variam bastante porque os magistrados ingressaram na carreira sob regras diferentes de aposentadoria. Os proventos também são proporcionais ao tempo de contribuição.

    Atualmente, tramitam no CNJ 52 processos administrativos disciplinares e 39 revisões de decisões tomadas pelos tribunais. Como estão em andamento, não é possível prever quantos resultarão em penalidade.

    PERDA DE APOSENTADORIA

    Nesta semana, Flávio Dino analisou o caso de um juiz do Rio de Janeiro que recorreu ao STF contra decisão administrativa que o obrigava a se aposentar.
    O ministro entendeu que o magistrado deveria ser punido e afirmou que a pena de aposentadoria compulsória é inconstitucional.

    “Observa-se, com as premissas lançadas, que, de partida, já é estranho um direito (aposentadoria) ser aplicado como punição”, escreveu.

    Dino determinou o envio do caso à AGU (Advocacia-Geral da União), que decidirá se ingressa com ação judicial contra o magistrado.

    Se houver condenação na Justiça, o juiz perde o direito à aposentadoria especial vinculada ao cargo, afirma a jurista Vera Monteiro, professora da FGV Direito e sócia do Sundfeld Advogados.

    Segundo ela, dificilmente as 126 punições aplicadas pelo CNJ serão revistas. Já casos posteriores à reforma da Previdência de 2019 podem, a depender do entendimento do plenário do STF, resultar em demissão. A tendência é que processos em andamento e casos futuros passem a ter esse desfecho.

    A dificuldade em demitir magistrados por via administrativa está na interpretação da Lei Orgânica da Magistratura, disse Monteiro. Hoje, a pena máxima aplicada pelo CNJ é a aposentadoria compulsória, enquanto a demissão costuma depender de condenação judicial definitiva por crime comum -ponto que a decisão de Dino pode alterar.

    O entendimento, porém, não se aplica automaticamente a outros casos. “Foi uma decisão tomada em um caso concreto, por isso não tem validade para todos”, afirma.

    Para o professor Carlos Horbach, do Departamento de Direito do Estado da USP, a decisão tem duas consequências. No caso analisado, houve violação ao devido processo legal, o que levou à anulação da punição do CNJ.

    A segunda é que, de acordo com ele, não existe mais pena de aposentadoria compulsória.

    “Se [for] mantida a compreensão de imposição de pena máxima, não mais se pode aplicar a sanção de aposentadoria compulsória, devendo ser ajuizada uma ação para que, nesses autos, ocorra a perda do cargo. Essa perda de cargo implica também a perda da aposentadoria”, afirma.

    Juízes punidos com aposentadoria compulsória recebem em média R$ 54 mil

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