Autor: REDAÇÃO

  • Tabela de Imposto de Renda tem defasagem de 157%, mesmo com isenção até R$ 5.000

    Tabela de Imposto de Renda tem defasagem de 157%, mesmo com isenção até R$ 5.000

    Estudo do Sindifisco aponta que valor corrigido pela inflação alcançaria R$ 6.694,37; veja a diferença entre a tabela de 2026 e os valores corrigidos pelo IPCA

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A defasagem da tabela do IRPF (Imposto de Renda da Pessoa Física) chegou a 157,22% em 2025, segundo cálculo do Sindifisco (Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais da Receita Federal) com base no IPCA, índice oficial da inflação no país.

    Isso significa que milhões de brasileiros estão recolhendo mais imposto, ano após ano, mesmo sem elevação das alíquotas ou aumento real de renda -apenas pela não atualização da tabela.

    Apesar da sanção da lei que estabeleceu a isenção para quem ganha até R$ 5.000 mensais e a redução gradual do imposto até R$ 7.350 por mês, em novembro de 2025, essas medidas não recompõem a perda inflacionária acumulada ao longo dos anos.

    “O desconto que garantiu a isenção de IR para pessoas com ganhos até R$ 5.000 foi um grande avanço na direção da justiça tributária, especialmente ao ser alinhado com a cobrança de alíquota efetiva mínima de 10% para os contribuintes com rendas superiores a R$ 1,2 milhão anuais. Porém, ainda existe uma diferença de R$ 1.694,37 comparando-se a tabela corrigida pela inflação e a isenção concedida”, afirma Dão Real, presidente do Sindifisco Nacional.

    De acordo com o estudo do sindicato, se a tabela estivesse integralmente corrigida pela inflação acumulada desde 1996, ano em que os reajustes automáticos foram suspensos, estariam isentos os brasileiros com renda mensal bruta de até R$ 6.694,37. Nesse cenário, apenas a parcela dos salários acima de R$ 12.374,74 por mês estaria sujeita à alíquota máxima de 27,5%, atualmente aplicada a partir de R$ 7.350.

    Para o Sindifisco, a nova lei, ao não corrigir as demais faixas da tabela, manteve a estrutura regressiva do IRPF, em que os que ganham menos acabam, proporcionalmente, pagando mais.

    Segundo ele, a manutenção das demais faixas defasadas sustenta o chamado “efeito arrasto”, quando reajustes salariais apenas para repor a inflação fazem o contribuinte subir de faixa e pagar mais imposto, mesmo sem ganho real. Isso amplia a carga tributária de forma implícita e recai de forma desproporcional sobre os contribuintes de rendas mais baixas e especialmente a classe média assalariada.

    Simulações presentes no estudo evidenciam o peso da defasagem: um contribuinte com rendimento mensal bruto de R$ 6.500 paga atualmente R$ 535,04 a mais por mês do que pagaria com a tabela corrigida integralmente. Quem ganha R$ 10 mil por mês paga R$ 1.186,87 a mais, o que corresponde a um aumento de 371,80% em relação ao valor que deveria ser devido. Já entre os que ganham acima de R$ 100 mil mensais, o impacto relativo da defasagem é de apenas 7,86%.
    Diferença entre a tabela de 2026 e valores corrigidos pela inflação
    Em R$

    Rendimento Mensal Bruto – Imposto a mais
    1.518 – 0
    2.000 – 0
    2.500 – 0
    3.000 – 0
    3.036 – 0
    3.434 – 0
    4.000 – 0
    4.358 – 0
    5.000 – 0
    5.010 – 3,58
    5.158 – 56,58
    5.272 – 97,36
    5.500 – 190,47
    5.600 – 231,28
    5.698 – 271,25
    6.000 – 382,88
    6.500 – 535,84
    6.800 – 627,38
    7.000 – 688,41
    7.100 – 718,92
    7.200 – 749,44
    7.350 – 795,21
    7.360 – 796,93
    7.400 – 803,81
    7.500 – 821,01
    7.800 – 872,61
    8.000 – 907,01
    8.500 – 992,67
    9.000 – 1.078,17
    10.000 – 1.186,87
    20.000 – 1.553,42
    45.000 – 1.553,42
    100.000 – 1.553,42
    Fonte: Sindifisco
    Para o Sindifisco Nacional, a correção integral da tabela pela inflação oficial não representa renúncia fiscal, mas sim uma obrigação do Estado de preservar o valor real da renda do trabalho, respeitando os princípios constitucionais da capacidade contributiva e da progressividade.

    O sindicato defende ainda medidas estruturais, como a ampliação do número de faixas, o aumento da alíquota efetiva nos estratos superiores de renda e a tributação adequada de lucros e dividendos, como forma de corrigir distorções históricas do sistema tributário brasileiro.

    VEJA A TABELA DE ISENÇÃO E REDUÇÃO DO IR 2026

    Rendimentos tributáveis – Redução do imposto

    • até R$ 5.000 – até R$ 312,89, de modo que o imposto devido seja zero
    • de R$ 5.000,01 até R$ 7.350 – R$ 978,62 – (0,133145 x rendimentos tributáveis sujeitos à incidência mensal)
    • de modo que a redução do imposto seja decrescente linearmente até zerar o benefício para rendimentos a partir de R$ 7.350

    VEJA A TABELA DO IR A PARTIR DE 1º DE JANEIRO DE 2026

    Base de cálculo – Alíquota – Dedução

    Até R$ 2.428,80 – – – –
    De R$ 2.428,81 até R$ 2.826,65 – 7,5% – R$ 182,16
    De R$ 2.826,66 até R$ 3.751,05 – 15,0% – R$ 394,16
    De R$ 3.751,06 até R$ 4.664,68 – 22,5% – R$ 675,49
    Acima de R$ 4.664,68 – 27,5% – R$ 908,73

    Tabela de Imposto de Renda tem defasagem de 157%, mesmo com isenção até R$ 5.000

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  • Alcaraz supera dores, bate Zverev em 5h27 e vai à final no Australian Open

    Alcaraz supera dores, bate Zverev em 5h27 e vai à final no Australian Open

    (UOL/FOLHAPRESS) – Alexander Zverev teve suas chances nesta sexta-feira, na primeira semifinal do Australian Open. O alemão fez um bom começo de jogo e sacou para fechar o segundo set, mas cometeu erros que Carlos Alcaraz não perdoou.

    O número 1 do mundo era superior em todos pontos importantes, mas teve problemas físicos a partir do terceiro set, e o jogo ganhou contornos dramáticos. Zverev reagiu, levou o jogo ao quinto set e esteve a um game de saque da vitória. Alcaraz, contudo, recuperou-se a tempo, conseguiu uma quebra de saque providencial e, no fim, despachou o alemão. Após 5h27min de jogo, o placar final registrou 6/4, 7/6, 6/7, 6/7 e 7/5 a favor do espanhol de 22 anos, que alcançou a final em Melbourne pela primeira vez na carreira.

    A partida foi a terceira mais longa da história do torneio. O recorde ainda pertence à final de 2012, quando Novak Djokovic derrotou Rafael Nadal em 5h53min. Alcaraz agora aguarda para conhecer seu adversário na final. A outra semi terá Jannik Sinner, atual número 2 do mundo, e Novak Djokovic, quarto colocado no ranking. Caso o italiano leve a melhor, será a quarta final de slam consecutiva entre ele e o espanhol. Alcaraz levou a melhor nas decisões de Roland Garros e do US Open, enquanto Sinner foi campeão em cima do rival em Wimbledon.

    MAIS JOVEM EM QUATRO FINAIS

    Será a oitava final de slam na carreira de Alcaraz. Nas sete que disputou até agora, venceu seis: US Open em 2020 e 2025, Roland Garros em 2024 e 2025 e Wimbledon em 2023 e 2024. Se triunfar na Austrália, completará o career slam, feito em que um tenista conquista os quatro slams, mesmo que em temporadas diferentes.

    De qualquer modo, ao alcançar a decisão em Melbourne, Alcaraz já quebrou um recorde: tornou-se o tenista mais jovem da Era Aberta (a partir de 1968) a estar nas finais dos quatro torneios do Grand Slam. Com 22 anos e 272 dias de vida, ele deixa para trás Jim Courier, que tinha 22 anos e 321 dias de vida quando estabeleceu a marca em Wimbledon/1993.

    Carlitos também igualou uma importante marca compartilhada por Rafael Nadal e Bjorn Borg, os únicos que disputaram oito finais de slam com até 22 anos.

    VANTAGEM SOBRE ZVEREV

    Alcaraz agora tem vantagem no histórico de confrontos com Zverev. O espanhol soma sete vitórias contra seis do alemão. Em slams, Carlitos também lidera: três triunfos em cinco duelos.

    COMO ACONTECEU

    Zverev fez um bom começo de jogo, sacando bem e sendo agressivo do fundo de quadra. A coisa começou a mudar a partir do sétimo game, quando Alcaraz conquistou o primeiro break point do jogo a fazer uma bela passada de esquerda. O alemão se salvou, mas sucumbiu no nono game. Primeiro, errou uma esquerda simples e cedeu outro break point. Em seguida, cometeu uma dupla falta. Com a quebra, Alcaraz confirmou o saque pouco depois e fez 6/4.

    Zverev começou o segundo set de forma errática, mas salvou um break point no primeiro game e manteve o placar equilibrado até conquistar três chances de quebra no sexto game, quando ganhou dois belos ralis. Alcaraz salvou os dois primeiros com ótimas direitas, mas errou um forehand no terceiro e perdeu o saque. Sascha teve a chance de sacar para o set, mas cometeu três erros não forçados e acabou quebrado quando Alcaraz atacou bem com uma esquerda. O jogo mudou, o alemão sentiu o momento, e o número 1 do mundo foi ao ataque. No 11º game, Alcaraz conquistou mais dois break points. Zverev salvou o primeiro indo à rede e o segundo com um ace. A decisão veio em um equilibrado tie-break, que não teve mini-breaks até o 11º ponto. Zverev perdeu a chance de abrir 6/5 quando errou um voleio nada complicado. Alcaraz, novamente, não perdoou um erro do oponente. Com um set point, disparou uma direita indefensável para fechar o set: 7/6.

    PROBLEMA FÍSICO ASSUSTA

    Tudo parecia apontar para uma vitória tranquila de Alcaraz, mas o espanhol começou a dar indícios de que sentia problemas físicos. Com o placar em 4/4, o espanhol deu duas curtinhas e escapou ao disparar mais uma direita vencedora. Na virada de lado, recebeu atendimento médico para tratar um desconforto na coxa direita. Enquanto isso, Zverev reclamava com o supervisor do torneio por acreditar que o espanhol tinha cãibras – e as regras não permitem atendimento para tratar cãibras.

    Alcaraz voltou para o jogo sem se movimentar bem, mas conseguiu confirmar o saque duas vezes arriscando e executando mais bolas vencedoras, mas também contando com erros de Zverev. Sascha, então, confirmou seu serviço e forçou outro tie-break. Desta vez, o alemão saiu na frente e aproveitou a movimentação ruim do espanhol para abrir 5/2 com uma curtinha vencedora. Alcaraz errou uma esquerda e, pouco depois, Zverev fez 7/6, levando o jogo para o quarto set.

    Alcaraz bebeu suco de picles (frequentemente usado contra cãibras) e recebeu massagem na outra coxa antes do quarto set. O espanhol seguiu lutando do jeito que dava e, no sexto game, salvou dois break points para manter a parcial sem quebras (3/3). O número 1, que aos poucos passava a se mexer melhor em quadra, também escapou da quebra no oitavo e no décimo games após sacar em 0/30 em ambos. Foi necessário outro tie-break e, mais uma vez, Zverev levou a melhor. Quando Alcaraz errou uma esquerda sacando em 4/5, deu dois set points para o alemão. Logo no primeiro, uma linda direita na cruzada definiu a parcial: 7/6.

    Zverev abriu o quinto set com uma quebra, que veio após uma dupla falta de Alcaraz. Perto da derrota, o espanhol elevou o nível. No quarto game, conquistou dois break points, mas Sascha se salvou. No sexto, Alcaraz fez uma curtinha espetacular e uma devolução vencedora para obter nova chance de quebra, mas Zverev escapou mais uma vez. No oitavo, após três erros não forçados do alemão, o espanhol teve outros dois break point. Zverev escapou do primeiro vencendo um belo rali. No segundo, Alcaraz errou uma direita.

    Assim, a duras penas, o número 3 do mundo teve a chance de sacar para o jogo no décimo game, com o placar em 5/4. O game começou com uma passada de Alcaraz, e uma direita vencedora deu mais dois break points ao número 1. Desta vez, não houve saída para Zverev, que cometeu um erro forçado e viu o placar ficar em 5/5. A torcida festejou, Alcaraz ganhou moral, e Sascha sucumbiu. No 12º game, foi quebrado outra vez e viu o rival celebrar

    Alcaraz supera dores, bate Zverev em 5h27 e vai à final no Australian Open

  • Operações de Trump levam buscas pelo ICE a níveis históricos no Google

    Operações de Trump levam buscas pelo ICE a níveis históricos no Google

    Volume de pesquisas sobre a agência federal supera o do primeiro mandato do republicano; no Brasil, pesquisas sobre o órgão também cresceram

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O uso ostensivo do ICE, o serviço de imigração dos Estados Unidos, durante o governo de Donald Trump também aumentou o interesse pela agência federal. Segundo dados do Google Trends, as buscas pelo termo no país atingiram na última semana o nível mais alto registrado pela ferramenta.

    Criado em 2003, o ICE já havia despertado interesse no primeiro mandato de Trump (2017 – 2021). Ainda assim, o volume de buscas daquele período fica bem abaixo do registrado nos últimos dias em diferentes regiões dos EUA.

    O movimento não se restringiu apenas entre os americanos. No Brasil, por exemplo, as pesquisas sobre o órgão também cresceram e atingiram níveis inéditos recentemente. Entre as dúvidas mais frequentes estão “O que é o ICE?” e “O que a sigla significa nos EUA?”.

    O QUE É O ICE?

    O Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês) é a agência federal responsável por fiscalizar a imigração e combater a permanência irregular de estrangeiros. O órgão foi criado em 2003 no Departamento de Segurança Interna, durante o governo de George W. Bush, em meio às mudanças adotadas após os atentados do 11 de Setembro.

    Segundo a própria instituição, sua missão é “promover a segurança interna e a segurança pública com a aplicação das leis federais que regem o controle de fronteiras, alfândega, comércio e imigração, tanto na esfera criminal quanto na civil”.

    Ainda de acordo com a agência, eles contam atualmente com mais de 20 mil agentes da lei e funcionários de apoio em mais de 400 escritórios nos EUA e em todo o mundo.

    HISTÓRICO DO ICE DURANTE OS GOVERNOS OBAMA, BIDEN E TRUMP

    Ao longo de duas décadas, o ICE foi acionado por diferentes presidentes, mas sua presença ganhou maior visibilidade em momentos de endurecimento da política migratória, como durante as gestões de Trump.

    Desde o início do atual mandato, o tema voltou ao centro do debate após a morte de dois cidadãos americanos em Minneapolis durante ações de agentes federais, em meio a uma política de deportação em larga escala, repressão a protestos e detenções que chegaram a atingir crianças.

    O governo também tem usado as redes sociais para divulgar operações, com vídeos em tom de meme e publicações com fotos de procurados.

    Análise de dados do governo dos EUA feita pela Folha aponta que, de janeiro a setembro de 2025, o ICE deportou ao menos 113 mil imigrantes, alta de 126% em relação ao mesmo período do ano anterior, quando o democrata Joe Biden estava no poder.

    No passado, a agência realizava grande parte das prisões em parceria com cadeias e prisões locais, detendo de forma mais discreta imigrantes já presos por outras forças policiais.

    Esse padrão mudou nos últimos anos, em parte porque o governo Trump avançou para encerrar programas da gestão anterior que protegiam parte dessas pessoas da deportação, como o Status de Proteção Temporária, que permite a permanência de estrangeiros nos EUA por períodos limitados, geralmente de cerca de 18 meses, quando crises como terremotos ou conflitos armados tornam inseguro o retorno ao país de origem.

    Sob Biden, a orientação oficial buscou concentrar recursos em casos considerados prioritários. Em 2021, o presidente publicou diretrizes sobre quais imigrantes em situação irregular deveriam ter prioridade para detenção e deportação, como a gravidade de uma infração anterior, o tipo de dano causado e se uma arma de fogo estava envolvida.

    Essas diretrizes também davam aos agentes maior margem para avaliar quem representava ameaças à segurança pública e nacional do país.

    Na última terça-feira (27), Biden criticou a atuação do ICE, em Minneapolis, e disse que os episódios representam uma traição aos “valores mais básicos” da sociedade americana.

    Já sob Trump, o endurecimento das operações não é novidade. No primeiro mandato, as ações do ICE foram ampliadas e o foco se expandiu para além de pessoas com condenações por crimes graves. Naquele período, os EUA também adotaram medidas mais rígidas na agenda migratória, incluindo iniciativas para restringir programas de proteção a jovens imigrantes criados na era Barack Obama.

    Obama, por sua vez, priorizava a prisão e a deportação de imigrantes que tivessem cometido crimes graves. Em seu governo, foi implementado no ICE o Programa de Aplicação Prioritária (vigente de 2015 a 2017), voltado a identificar imigrantes que pudessem representar risco à segurança pública.

    Ainda assim, as expulsões no período atingiram níveis elevados. Ao deixar o cargo, dados oficiais indicavam que nenhum outro presidente na história dos EUA havia deportado tantas pessoas quanto Obama, o que lhe rendeu, entre líderes da comunidade latina, o apelido de “deportador-chefe”.

    Operações de Trump levam buscas pelo ICE a níveis históricos no Google

  • Rússia confirma pedido dos EUA para suspender ataques à Ucrânia

    Rússia confirma pedido dos EUA para suspender ataques à Ucrânia

    Volodymyr Zelensky garantiu que Kyiv não vai atacar instalações de fornecimento de energia na Rússia se Moscou fizer o mesmo na Ucrânia

    O presidente norte-americano, Donald Trump, pediu ao líder russo, Vladimir Putin, para suspender os ataques aéreos contra Kyiv durante uma semana, confirmou a Presidência da Rússianesta sexta-feira (30). O pedido dos Estados Unidos pediu suspensão até ao dia 01 de fevereiro, data prevista para a segunda rodada de negociações trilaterais em Abu Dhabi.

    “De fato, o presidente (Donald) Trump contactou pessoalmente o presidente (Vladimir) Putin para lhe pedir que se abstivesse, durante uma semana, até 01 de fevereiro, de realizar ataques contra Kyiv, a fim de criar condições favoráveis à realização de negociações”, disse Dmitri Peskov, porta-voz presidencial.

    Apesar do pedido, a Rússia disparou um míssil e lançou 111 objetos aéreos não tripulados (drones) contra 15 regiões da Ucrânia.

    Por outro lado, o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, garantiu hoje que Kyiv não vai atacar instalações de fornecimento de energia na Rússia se Moscou fizer o mesmo na Ucrânia.

    As declarações do chefe de Estado ucraniano foram divulgadas um dia depois de o presidente norte-americano Donald Trump ter anunciado um suposto acordo com a Rússia para suspender os ataques contra o território ucraniano durante uma semana. 

    Em declarações aos jornalistas em Kyiv, Zelensky frisou que se a Rússia não atacar as infraestruturas de produção e de fornecimento de energia, a Ucrânia suspende o mesmo tipo de ataques contra o território russo.

    Rússia confirma pedido dos EUA para suspender ataques à Ucrânia

  • Web critica direção da prova do líder

    Web critica direção da prova do líder

    Internautas criticaram validação de grupo após Maxiane sair do trajeto estipulado; decisão deu o reinado para a sister, que se tornou a primeira mulher na liderança

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Nas redes sociais, internautas criticaram a validação do grupo formado por Maxiane Rodrigues, Marcelo Alves, Marciele Albuquerque e Breno Corã para a segunda fase da prova do líder do BBB 26 (Globo) após sister sair do local estipulado do trajeto.

    Os jogadores precisaram concluir um desafio de revezamento, percorrendo um circuito com portas. Cada pessoa da equipe foi posicionada em um ponto do trajeto, de acordo com os números nos seus coletes.

    O percurso foi determinado com um cercado e, durante a prova, Maxiane saiu da área da prova. Mesmo assim, a direção do programa decidiu validar a rodada. O grupo da sister foi classificado para a fase final e ela ganhou a liderança.

    Além do erro da pernambucana, web também apontou que, durante a segunda fase da dinâmica, Breno falou que eliminaria Maxiane, mas mudou de opinião e optou por eliminar Marciele. Para o público, a produção deveria ter sido mais ríspida e seguido a primeira coisa falada pelo brother.

    Web critica direção da prova do líder

  • Vídeo da NASA mostra como será o 'ensaio geral' do regresso à Lua

    Vídeo da NASA mostra como será o 'ensaio geral' do regresso à Lua

    Em fevereiro acontecerá o lançamento da missão lunar Artemis II, onde serão testados todos os sistemas que serão usados para voltar a colocar seres humanos na Lua. A missão terá a duração de dez dias e levará humanos à órbita do satélite natural da Terra!

    Se tudo correr como esperado, a NASA poderá lançar a missão lunar Artemis II daqui a precisamente uma semana – no dia 6 de fevereiro.

    Ao contrário da missão anterior, a Artemis II contará com tripulação e, ainda que não tenha como meta chegar à superfície da Lua, terá uma importância crítica no caminho até esse objetivo – podendo ser vista até como um ‘ensaio geral’ para o regresso de seres humanos à Lua

    Foi para mostrar o que se pretende da Artemis II que a NASA compartilhou um vídeo onde, por via de uma animação, explica como será conduzida esta missão lunar. Pode encontrar acima o vídeo em questão.

    A missão recorrerá ao foguete Space Launch System (SLS) para levar para o espaço a cápsula Orion, que terá a bordo um total de quatro astronautas – Victor Glover, Reid Wiseman e Christina Koch da NASA e Jeremy Hansen da Agência Espacial Canadiana.

    Uma vez lançado o foguete SLS, a tripulação começará por dar uma volta ao nosso planeta para, em seguida, seguir viajar até à Lua. Sublinhamos que, apesar de não estar nos planos pousar na Lua, a cápsula Orion completará uma volta ao satélite natural da Terra e ficará a uma distância entre os 6.500 e os 9.500 km da superfície lunar. A tripulação passará um total de dez dias no Espaço.

    O objetivo da Artemis II passa por testar os sistemas da cápsula Orion, o que ajudará com o planejamento da missão seguinte – a Artemis III, essa sim com o objetivo de voltar a colocar seres humanos na Lua.

    “O voo de teste de dez dias demonstrará uma série de capacidades de exploração do Espaço profundo com tripulação”, pode ouvir-se no vídeo partilhado pela NASA. “A missão provará que a cápsula Orion está pronta para manter os astronautas vivos no Espaço profundo e permitirá que a tripulação e as equipas na Terra pratiquem as operações essenciais para o sucesso de futuras missões”.

    Segundo o site Digital Trends, a NASA encontra-se neste momento nas últimas fases de teste do SLS e, com a tripulação já em quarentena, deverão ser realizados mais testes ao propulsor do foguee este fim de semana.

    Vídeo da NASA mostra como será o 'ensaio geral' do regresso à Lua

  • Técnico Mano Menezes aceita convite e assume seleção do Peru

    Técnico Mano Menezes aceita convite e assume seleção do Peru

    SÃO PAULO, sO técnico Mano Menezes topou assumir o comando da seleção do Peru. O gaúcho de 63 anos, que deixou o Grêmio ao fim da temporada 2025, acertou um compromisso de quatro temporadas com a federação de futebol do país.

    O intuito é construir um trabalho que leve a equipe à Copa do Mundo de 2030, que terá suas sedes divididas entre Espanha, Portugal e Marrocos. Ela ficou em nono lugar na América do Sul nas Eliminatórias para o Mundial de 2026 e não se classificou.

    Mano substitui o argentino-peruano Óscar Ibáñez, um dos três treinadores do Peru em uma péssima campanha nas Eliminatórias. Antes deles, haviam dirigido o time o peruano Juan Reynoso e o uruguaio Jorge Fossati.

    Será o segundo trabalho de Menezes à frente de uma seleção nacional. Após bons resultados no Corinthians, ele foi convidado para comandar o Brasil em 2010, mas acabou demitido em 2012 e não chegou à Copa do Mundo de 2014.

    Venda de jogadores no clube está barrada até apresentação de dados financeiros por John Textor

    Folhapress | 05:45 – 30/01/2026

    Técnico Mano Menezes aceita convite e assume seleção do Peru

  • Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro

    Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro

    Cerca de 183 mil contribuintes receberão R$ 403,65 milhões

    Cerca de 183 mil contribuintes que caíram na malha fina e regularizaram as pendências com o Fisco vão acertar as contas com o Leão. A Receita Federal paga nesta sexta-feira (30), o lote da malha fina de janeiro. O lote também contempla restituições residuais de anos anteriores.

    Ao todo, 182.959 contribuintes receberão R$ 403,65 milhões, entre contribuintes prioritários e não-prioritários.

    As restituições estão distribuídas da seguinte forma:

    • 124.065 contribuintes que usaram a declaração pré-preenchida e/ou optaram simultaneamente por receber a restituição via Pix;
    • 27.295 contribuintes de 60 a 79 anos;
    • 15.951 contribuintes sem prioridade;
    • 7.868 contribuintes cuja maior fonte de renda seja o magistério;
    • 4.692 contribuintes acima de 80 anos;
    • 3.088 contribuintes com deficiência física ou mental ou doença grave.Aberta desde o último dia 23, a consulta pode ser feita na página da Receita Federal na internet. Basta o contribuinte clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no botão “Consultar a Restituição”. Também é possível fazer a consulta no aplicativo da Receita Federal para tablets e smartphones.

    Pagamento

    O pagamento será feito na conta ou na chave Pix do tipo CPF informada na declaração do Imposto de Renda. Caso o contribuinte não esteja na lista, deverá entrar no Centro Virtual de Atendimento ao Contribuinte (e-CAC) e tirar o extrato da declaração. Se verificar uma pendência, pode enviar uma declaração retificadora e esperar os próximos lotes da malha fina.

    Se, por algum motivo, a restituição não for depositada na conta informada na declaração, como no caso de conta desativada, os valores ficarão disponíveis para resgate por até um ano no Banco do Brasil. Nesse caso, o cidadão poderá agendar o crédito em qualquer conta bancária em seu nome, por meio do Portal BB ou ligando para a Central de Relacionamento do banco, nos telefones 4004-0001 (capitais), 0800-729-0001 (demais localidades) e 0800-729-0088 (telefone especial exclusivo para deficientes auditivos).

    Caso o contribuinte não resgate o valor de sua restituição depois de um ano, deverá requerer o valor no Portal e-CAC. Ao entrar na página, o cidadão deve acessando o menu “Declarações e Demonstrativos”, clicar em “Meu Imposto de Renda” e, em seguida, no campo “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária.”

    Receita Federal paga lote da malha fina de janeiro

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Homem finge ser do FBI para soltar Mangione e faz ameaça com garfo

    Homem finge ser do FBI para soltar Mangione e faz ameaça com garfo

    Um homem fingiu ser um agente do FBI para tentar libertar Luigi Mangione da prisão federal de Brooklyn, em Nova York. O suspeito alegou ter uma ordem judicial para a libertação de Mangione, acusado de matar a tiro o CEO de uma seguradora norte-americana

    Um homem se passou por um agente federal norte-americano para libertar Luigi Mangione da prisão, alegando ter uma ordem judicial para o efeito. Na mala, levava um cortador de pizza e um garfo de churrasco.

    O incidente teria acontecido na tarde de quarta-feira (28) na prisão federal de Brooklyn, em Nova York, onde Mangione está encarcerado, segundo relata o The New York Times, que cita a queixa feita, posteriormente, por procuradores federais.

    Ao chegar, Mark Anderson, de Mankato, no Minnesota, apresentou-se aos guardas prisionais como um agente do Departamento Federal de Investigação dos Estados Unidos (mais conhecido pela sigla em inglês, FBI). Na sua posse, alegou, tinha uma ordem “assinada por um juiz” que autorizava a libertação de um prisioneiro.

    A queixa oficial não especifica a quem Anderson se referia, mas fontes próximas do caso, revelaram que o recluso em causa seria Luigi Mangione, o homem que está sendo julgado por assassinar o CEO de uma das maiores seguradoras norte-americanas.

    Os guardas a que Anderson se dirigiu teriam achado o documento suspeito e pediram que o homem de 36 anos se identificasse. O homem teria então entregado a sua carteira de motorista e, depois, começou a atirar uma série de documentos contra os guardas prisionais, ameaçando que estava armado.

    Os documentos seriam relativos a um possível processo contra o Departamento da Justiça dos Estados Unidos.

    Os guardas conseguiram imobilizar o homem, que, na sua mala, levava um cortador de pizza e um garfo de churrasco. Anderson seria funcionário de uma pizzaria em Nova York.

    Mangione teria matado a tiro CEO de seguradora em 2024

    Luigi Mangione, de 27 anos, é acusado de matar a tiro Brian Thompson, o CEO da UnitedHealthCare, em Manhattan, Nova York, em dezembro de 2024.

    O caso chocou os Estados Unidos – e o mundo – mas, surpreendentemente, levou também a uma onda de solidariedade para com o suposto criminoso, causada pela revolta de muitos norte-americanos que veem o acesso à Saúde cada vez mais complicado devido aos elevados preços.

    A UnitedHealthCare era um dos casos mais paradigmáticos deste sistema, tendo, em 2023, a taxa de recusa de indenização mais alta entre todas as companhias de seguro nos EUA: 32%. A média no setor era de 16%.

    Luigi Mangione é acusado de 11 crimes, incluindo três de homicídio e um de homicídio como ato de terrorismo. O homem de 27 anos declarou-se inocente de todos os crimes.

    O julgamento ainda decorre. Nesta sexta-feira (30), Mangione será mais uma vez apresentado a tribunal, em uma audiência que pode decidir se a pena de morte pode ou não ser aplicada, caso o arguido seja condenado.

    Homem finge ser do FBI para soltar Mangione e faz ameaça com garfo

  • PT busca plano B para Governo de Minas enquanto Lula insiste em Rodrigo Pacheco

    PT busca plano B para Governo de Minas enquanto Lula insiste em Rodrigo Pacheco

    O presidente Lula tem dito a aliados que ainda buscará ter mais conversas com Pacheco sobre a possibilidade de uma candidatura

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) avisou a auxiliares que vai procurar o ex-presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) para tentar convencê-lo a disputar o Governo de Minas Gerais, o que garantiria um palanque forte para o petista no segundo maior colégio eleitoral do país.

    Diante dos sinais contrários dados por Pacheco nos últimos meses, lulistas tentam buscar um plano B em Minas, com um leque de alternativas que inclui o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), o presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Tadeu Leite (MDB), e o ex-procurador-geral de Justiça Jarbas Soares.

    Também são citadas as prefeitas de Contagem, Marília Campos, e de Juiz de Fora, Margarida Salomão, ambas petistas. As menções a Marília, porém, são mais frequentes para uma das duas vagas ao Senado.

    Ao menos até aqui, o movimento não tem o aval de Lula. O presidente está convencido de que Pacheco é o nome ideal para a disputa no estado e pretende convidá-lo para uma conversa sobre seu destino político. O petista tem enaltecido o senador em conversas com aliados. Além disso, para a costura de um acordo, busca ajuda do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

    O diretório mineiro do PT também dificultaria uma possível aliança entre Lula e Cleitinho. Petistas do estado dizem que o senador dá sinais trocados e o veem como bolsonarista -no último fim de semana, por exemplo, Cleitinho apoiou a caminhada do deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) pela liberdade de Jair Bolsonaro (PL).

    Além de Cleitinho, aliados do presidente também identificam no deputado estadual Tadeuzinho, presidente da Assembleia, um possível candidato ao governo estadual.

    Recentemente, no entanto, Lula recomendou que o presidente do PT, Edinho Silva, adiasse a negociação com Tadeuzinho à espera de um aceno de Pacheco. A medida foi interpretada no entorno de Lula como um sinal de que as conversas com Pacheco poderiam evoluir.

    Procurado, Tadeuzinho afirmou que hoje é pré-candidato a deputado estadual. O emedebista disse que passou os últimos meses focado na dívida do estado e que qualquer caminho diferente ao da reeleição será discutido a partir de agora com seu grupo político.

    Minas Gerais tem o segundo maior eleitorado do Brasil, superado em tamanho apenas pelo de São Paulo. Tradicionalmente, o candidato a presidente que vence em solo minero é eleito. Desde 1945, só quem ganhou a Presidência apesar da derrota em Minas foi Getúlio Vargas, em 1950.

    Lula e seus aliados avaliam que a eleição presidencial de 2026 será acirrada. Ter candidatos fortes a governador fazendo campanha pelo petista seria importante para ele não perder votos que teve nos estados em 2022. Naquele ano, Lula obteve 50,2% dos votos mineiros.

    O presidente da República tem dito a aliados que ainda buscará ter mais conversas com Pacheco sobre a possibilidade de uma candidatura. Lula fala, nos bastidores, que quer contar com o senador para um projeto político amplo. Ele propõe a montagem de um palanque que dê segurança para que Pacheco assuma o desafio.

    Aliados do petista avaliam que o senador do PSD poderia disputar o governo com uma chapa forte, tendo o ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) e Marília Campos como candidatos ao Senado. O ex-prefeito de BH Marcio Lacerda também tem sido assediado como possível vice de Pacheco -mesmo com o recado já dado a pessoas próximas de que não pretende voltar à vida pública.

    Pacheco, por sua vez, vem afirmando a aliados que pretende encerrar sua trajetória política ao fim de seu atual mandato como senador, que acaba em fevereiro do ano que vem. Ele esteve entre os cotados para ser indicado a vaga de ministro do Supremo Tribunal Federal, no ano passado, mas o presidente acabou escolhendo Jorge Messias. Procurado pela reportagem, o parlamentar não quis se manifestar.

    Caso decida concorrer a governador, Pacheco provavelmente teria que mudar de partido. O PSD, ao qual é filiado atualmente, agora abriga também o vice-governador Mateus Simões, que é pré-candidato ao governo com o apoio do governador atual, Romeu Zema (Novo).

    Lula teria indicado a Pacheco que o melhor partido para ele concorrer, se assim decidir, seria o MDB. Uma eventual migração seria negociada por meio dos senadores Eduardo Braga (MDB-AM) e Renan Calheiros (MDB-AL).

    Também haveria a possibilidade de Alcolumbre encontrar espaço para Pacheco no União Brasil. Nesse caso, seria necessário oferecer mais garantias ao senador. Uma das possibilidades seria, sempre por meio do presidente do Senado, tentar emplacar um aliado de Pacheco como presidente do diretório mineiro do partido.

    Com o cenário indefinido, setores petistas de Minas Gerais discutem a possibilidade de lançar a reitora da UFMG, Sandra Goulart, como candidata ao governo. É pouco provável, porém, que Lula e a direção nacional do PT deixem a definição de uma candidatura majoritária no estado para a seção local do partido.

    Petistas mineiros acham possível que Cleitinho não seja candidato e indique seu irmão, Gleidson Azevedo, prefeito de Divinópolis, como vice de Simões. O senador tem descartado essa hipótese.

    PT busca plano B para Governo de Minas enquanto Lula insiste em Rodrigo Pacheco

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