Autor: REDAÇÃO

  • Selic no fim de 2026 segue em 12,50%, aponta Focus

    Selic no fim de 2026 segue em 12,50%, aponta Focus

    Considerando só as 55 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 12,50% para 12,75%; projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 61ª semana seguida

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 continuou em 12,50% pela terceira semana seguida. Há um mês, era de 12,25%. Considerando só as 55 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a medida subiu de 12,50% para 12,75%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 61ª semana seguida. Considerando só as 54 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a estimativa caiu de 10,75% para 10,53%.

    O Comitê de Política Monetária (Copom) cortou a Selic em 0,25 ponto porcentual, de 15% para 14,75% ao ano, no mês passado. Foi a primeira redução da taxa de juros em quase dois anos. Apesar do corte, o colegiado alertou para o aumento das incertezas no cenário.

    O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a baixa visibilidade durante entrevista coletiva sobre o Relatório de Política Monetária (RPM), recentemente. Ele disse que o “conservadorismo” da autoridade monetária em 2025 compra tempo para analisar o cenário e entender os efeitos que a alta do petróleo terá sobre os preços domésticos.

    “Estamos entendendo e vamos aprender mais daqui até a próxima reunião do Copom. O BC tem esse benefício de que só precisa tomar uma decisão a cada 45 dias”, afirmou Galípolo, reforçando que haverá uma condução cautelosa da política monetária.

    No Focus desta segunda-feira, 13, a mediana para a Selic no fim de 2028 permaneceu em 10,00% pela 12ª leitura seguida. Já a estimativa para 2029, permaneceu em 9,75% pela segunda semana consecutiva. Há um mês, era de 9,50%.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Selic no fim de 2026 segue em 12,50%, aponta Focus

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  • Xamã abre o jogo sobre relação atual com Sophie Charlotte após término

    Xamã abre o jogo sobre relação atual com Sophie Charlotte após término

    Artista comentou o o término do relacionamento dele com a atriz após dois anos de namoro marcado por idas e vindas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Xamã, 36, e Sophie Charlotte, 36, continuam mantendo uma convivência amigável mesmo depois do fim do relacionamento.

    Em entrevista à Quem, o ator e rapper comentou o término discreto e respeitoso após dois anos de namoro marcado por idas e vindas e destacou que nesta segunda-feira (13) vê a atriz como uma grande amiga. “A gente é superbem resolvido com isso. As pessoas sempre esperam que a gente vá falar uma ou outra coisa em entrevistas. Já atuamos várias vezes compondo cenas juntos e não existe esse bafafá”, garante.

    O casal se aproximou durante as gravações do remake da novela Renascer (2004), quando interpretaram os personagens Damião e Eliana. Na época, Sophie havia encerrado recentemente um relacionamento de dez anos com Daniel de Oliveira.

    A atriz também reforça a boa relação que mantém com o artista. “Está tudo bem. Tive uma relação muito maneira com o Xamã. Ele é meu amigo e torço muito por ele. A gente se encontra no trabalho e está tudo certo. A gente troca ideia e não tem briga, não tem um climão, está tudo bem. Os parceiros que eu tive na minha vida são pessoas muito legais. O Daniel é um cara muito legal, segue meu amigo e parceiro. É com ele que eu crio o Otto [seu filho, de 9 anos]”, disse em entrevista recente à Quem.

    Xamã abre o jogo sobre relação atual com Sophie Charlotte após término

  • Torcedor do Cruzeiro morre atropelado por ônibus ao sair do Mineirão

    Torcedor do Cruzeiro morre atropelado por ônibus ao sair do Mineirão

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Um torcedor do Cruzeiro de 21 anos morreu atropelado por um ônibus na noite deste domingo (12) após sair do jogo do Cruzeiro e Red Bull Bragantino, no estádio Mineirão.

    O cruzeirense foi identificado pela polícia como Maicon Douglas Garcia Miranda, de 21 anos. Ele foi atingido pelo coletivo na esquina da avenida Coronel Oscar Paschoal com a avenida Presidente Carlos Luz, e seu corpo foi levado ao IML.

    O Cruzeiro venceu o Red Bull Bragantino de virada neste domingo, por 2 a 1, em duelo pela 11ª rodada do Campeonato Brasileiro. O sargento da Polícia Militar Douglas Alves Pereira presenciou o acidente. Ele afirma que o jovem corria ao lado direito do veículo quando o ônibus fez uma conversão à direita e o atropelou.

    O motorista seguiu viagem sem perceber o atropelamento. “Eu estava do outro lado da via quando eu percebi que o ônibus foi fazer uma conversão à direita e que o torcedor estava correndo ao lado direito desse ônibus”, relata o militar. Ele acrescenta que “quando vi o ônibus passando, percebi que esse torcedor tinha sido atropelado”.

    De acordo com testemunhas que estavam no local e presenciaram o acidente, o torcedor teria batido na porta do ônibus. Na sequência, o jovem teria tropeçado e caído por baixo do ônibus. Ele estava enrolado na bandeira do Cruzeiro.

    O policial usou uma motocicleta para alcançar o coletivo e alertar o condutor. “Questionei por que ele não parou, e ele me informou que não percebeu que tinha atropelado esse torcedor”, disse o militar. “A princípio, ninguém dentro do ônibus percebeu esse acidente”, completou o sargento Pereira.

    O condutor é habilitado e a documentação do veículo está regular. O motorista foi encaminhado a uma delegacia para prestar depoimento. O ônibus fazia o trajeto normal da linha 64 – Estação Venda Nova / Assembleia, via Carlos Luz.

    A vitória ainda não tira o Cruzeiro da zona de rebaixamento. A Raposa soma 10 pontos e sobe para a 17ª posição, a 1 ponto do Corinthians, primeiro time fora do Z4.

    Na próxima rodada do Brasileiro, o Cruzeiro recebe o Grêmio no Mineirão no sábado. O Estádio Governador Magalhães Pinto, mais conhecido como Mineirão, está localizado em Belo Horizonte.

    Torcedor do Cruzeiro morre atropelado por ônibus ao sair do Mineirão

  • Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA"

    Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA"

    Trump criticou duramente o Papa Leão XIV por posições sobre conflitos internacionais, questionando sua atuação política; presidente afirma que o pontífice deveria focar no papel religioso, em meio a divergências sobre Irã, Venezuela e negociações globais

    Durante o voo de ida para Argel, primeira etapa da viagem à África, o papa Leão XIV disse que não tem medo do presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump. “Continuarei falando com voz forte sobre a mensagem do Evangelho, pela qual a Igreja trabalha. Não somos políticos, não olhamos para a política externa com a mesma perspectiva. Mas acreditamos na mensagem do Evangelho como construtores de paz”. 

    Leão XIV respondeu às críticas de Trump, feitas na rede Truth Social, de que o papa é fraco em política externa e deve deixar de agradar a esquerda radical.

    “Não quero um papa que ache que está bem o Irã ter arma nuclear. Não quero um papa que considere terrível que os Estados Unidos tenham atacado a Venezuela. E não quero um papa que critique o presidente dos Estados Unidos quando estou fazendo exatamente aquilo para que fui eleito”, declarou.”

    Trump sugeriu que Leão XIV foi eleito porque era estadunidense, pensaram que seria a melhor forma de lidar com o republicano, e pediu que ele seja grato. Leão XIV diz que não vê seu papel como o de um político e que não quer entrar em debate com o presidente dos EUA. “A minha mensagem é o Evangelho e continuo a falar com força contra a guerra” 

    Durante a viagem, o papa cumprimentou os cerca de 70 jornalistas que o acompanham: “É uma viagem especial, a primeira que eu queria fazer. Uma oportunidade muito importante para promover a reconciliação e o respeito pelos povos”. Ele visitará até a próxima quinta-feira (23) a Argélia, Camarões, Angola e Guiné Equatorial. 

    Falar com força contra a guerra

    Segundo Leão XIV, a mensagem do Evangelho não deve ser deturpada como alguns estão fazendo. “Eu continuo a falar com força contra a guerra, buscando promover a paz, promovendo o diálogo e o multilateralismo com os Estados para encontrar soluções aos problemas. Muitas pessoas estão sofrendo hoje, muitos inocentes foram mortos e acredito que alguém deve se levantar e dizer que há um caminho melhor”. 

    Ele diz que sua mensagem é para todos os líderes do mundo, não apenas para Trump: “Tentemos acabar com as guerras e promover a paz e a reconciliação”. 

    Papa responde a Trump: “Não tenho medo do presidente dos EUA"

  • Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

    Estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 15ª semana consecutiva

    A mediana do relatório Focus para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2026 permaneceu em 1,85% pela segunda semana seguida. Um mês antes, era de 1,83%. Considerando apenas as 37 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa subiu de 1,81% para 1,85%.

    O crescimento esperado pelo mercado é maior do que o previsto pelo Banco Central. No Relatório de Política Monetária (RPM) do primeiro trimestre, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta de 1,6% para o PIB em 2026.

    Já a estimativa intermediária do Focus para o crescimento da economia brasileira em 2027 seguiu em 1,80%, pela 15ª semana consecutiva. Considerando só as 34 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, aumentou de 1,67% para 1,80%.

    As medianas para o crescimento do PIB de 2028 e 2029 permaneceram em 2,00%, pela 109ª e 56ª semana seguida, respectivamente.

    *Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado.

    Focus: projeção de crescimento do PIB de 2026 segue em 1,85%

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  • Heidi Klum se disfarça para ver Coachella sem ser incomodada

    Heidi Klum se disfarça para ver Coachella sem ser incomodada

    Modelo de 52 anos fica irreconhecível com peruca preta e óculos;

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A modelo Heidi Klum, 52, resolveu se disfarçar para assistir aos shows do Coachella sem ser incomodada. A transformação foi publicada por ela no Instagram.

    Heidi usou uma peruca preta, óculos escuros e batom preto para passar despercebida em meio à multidão.

    Aparentemente, deu certo, e ela conseguiu ficar anônima a maior parte do tempo. Ela estava acompanhada do marido, o músico Tom Kaulitz.

    Aliás, fantasias fazem parte da vida da modelo. Toda festa de Halloween, ela causa um alvoroço com suas transformações de visual. Na última celebração, em outubro de 2025, Heidi entrou no tapete azul como o monstro mitológico grego Medusa, conhecida por seu poder de petrificar observadores.

    Heidi Klum se disfarça para ver Coachella sem ser incomodada

  • Famosos que são donos de times e até ligas esportivas

    Famosos que são donos de times e até ligas esportivas

    Quando se pertence à categoria rica e famosa da sociedade, você não precisa ser um mero torcedor… Por que não se tornar o dono do seu time de coração? Então, muitas celebridades transformaram a paixão pelo esporte em negócio! 

    Na galeria, descubra quem são os famosos que foram além do amor ao esporte e se tornaram proprietários de times! Veja na galeria!

    Famosos que são donos de times e até ligas esportivas

  • Tom Dumont, guitarrista do No Doubt, recebe diagnóstico de doença de Parkinson

    Tom Dumont, guitarrista do No Doubt, recebe diagnóstico de doença de Parkinson

    Artista diz que ainda vai se apresentar com banda em maio; Grupo que une punk e pop tem Gwen Stefani como vocalista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O guitarrista Tom Dumont, da banda americana No Doubt, recebeu o diagnóstico de Parkinson de início precoce. A informação foi divulgada num vídeo que o artista publicou em seu Instagram.

    “Há alguns anos, comecei a apresentar vários sintomas”, disse. “Fui ao meu médico, fui a um neurologista, fiz uma série de exames e recebi o diagnóstico de Parkinson de início precoce. Tem sido uma luta, uma luta diária.”

    Segundo Dumont, o diagnóstico não o impedirá de se apresentar junto ao grupo em maio, quando o No Doubt sobe ao palco da Sphere, a maior esfera do mundo, em Las Vegas. O músico ainda descreveu as preparações para o show como um tipo de alívio nesse período de vida.

    “[Estou] revendo gravações antigas, olhando fotos antigas, reaprendendo músicas antigas, ensaiando e criando todo o material de vídeo para o Sphere. Isso me fez pensar em como sou grato pela vida que tenho levado como músico todos esses anos.”

    Ele também afirmou que pretende lançar, futuramente, um vídeo com mais detalhes sobre sua atual condição, e que tem se inspirado muito em outras celebridades que vieram a público, nos últimos anos, para falar sobre Parkinson.

    “Acho que isso ajuda a diminuir o estigma e, obviamente, aumenta a conscientização, que é muito importante para a prevenção e para a pesquisa.”
    Fundado em 1986, o No Doubt é conhecido por misturar gêneros musicais como o punk, o pop e o reggae. A banda veio ao Brasil em 1997, durante a turnê de seu álbum “Tragic Kingdom”, e tem a cantora Gwen Stefani como sua vocalista.

    Tom Dumont, guitarrista do No Doubt, recebe diagnóstico de doença de Parkinson

  • Sinner bate Alcaraz em decisão e assume a primeira colocação no ranking

    Sinner bate Alcaraz em decisão e assume a primeira colocação no ranking

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Jannik Sinner venceu o duelo com Carlos Alcaraz pelo título do Masters 1000 de Monte Carlo e pela liderança do ranking mundial do tênis. O italiano deu sequência à sua ótima fase e derrotou o espanhol por 2 sets a 0, parciais de 7/6 (7/5) e 6/3, em uma final de duas horas e 15 minutos neste domingo (12).

    O resultado deixou o campeão com 13.400 pontos na classificação da ATP (Associação dos Tenistas Profissionais). Ele ultrapassou o vice-campeão (13.240) e retomou a primeira colocação, algo possível graças a seu desempenho 100% nos torneios da série Masters 1000 -a segunda mais importante do circuito, atrás apenas dos quatro Grand Slams.

    O novo líder já havia levado o “Sunshine Double”, a dobradinha nas disputas em Indian Wells e Miami, nos Estados Unidos. Com a trinca em Monte Carlo, ele repetiu o que só o sérvio Novak Djokovic havia alcançado, em 2015. Incluído na conta o troféu em Paris no fim do ano passado, os últimos quatro Masters 1000 ficaram com Sinner.

    “O resultado é incrível, voltar ao número um significa muito para mim. Ao mesmo tempo, como sempre digo, o ranking é secundário. Estou muito feliz por conquistar pelo menos um grande troféu nesta superfície”, disse o italiano, com sua maior taça em campeonatos de saibro nas mãos. “Hoje, o nível foi muito alto de ambos os lados.”

    Foi o 17º encontro dos tenistas que vêm dominando o circuito. O retrospecto geral ainda é favorável a Alcaraz, que tem dez vitórias, contra sete de Sinner. Eles não se enfrentavam desde novembro, quado o italiano venceu a decisão do ATP Finals -o torneio que reúne os oito melhores da temporada.

    “É impressionante o que você está conquistando agora”, disse o espanhol ao adversário na cerimônia de premiação em Monte Carlo, no principado de Mônaco. “Apenas um homem na era aberta tinha vencido o Sunshine Double e depois Monte Carlo. É algo incrível. Parabéns por tudo, pelo trabalho que você está fazendo com sua equipe.”

    Sinner bate Alcaraz em decisão e assume a primeira colocação no ranking

  • Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado desde eleição de 2002

    Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado desde eleição de 2002

    A seis meses do pleito, petista tinha vantagem maior sobre o principal opositor em todas as eleições que venceu; analistas apontam falta de marca de governo, polarização consolidada e a necessidade de ampliar a base eleitoral para além do petismo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Lula (PT) enfrenta, neste momento, o cenário de 1º turno mais apertado de todas as eleições em que saiu vencedor. Dados de pesquisas Datafolha, feitas a cerca de seis meses do pleito, nos anos de 2002, 2006 e 2022, mostram que a diferença do petista em relação ao seu principal opositor nunca foi tão estreita.

    Em 2002, primeira vez em que Lula foi eleito presidente da República, o político tinha, em 9 de abril, uma diferença de dez pontos percentuais do segundo colocado, o tucano José Serra.

    No pleito seguinte, quando se reelegeu, o petista estava, segundo pesquisa de junho, 17 pontos à frente de Geraldo Alckmin, então seu principal opositor pelo PSDB.

    Quando voltou para concorrer em 2022, em cenário já marcado pela polarização com o bolsonarismo, o petista tinha 48% das intenções de voto em maio daquele ano, frente a 27% de Jair Bolsonaro.

    Pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (11) mostra o político com 39% das intenções de voto no primeiro turno, seguido pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), com 35%. A margem de erro é de dois pontos para mais ou menos.

    “Esses dados são muito simbólicos porque mostram uma redução consistente da margem de liderança em comparação com os ciclos anteriores”, analisa o cientista político Elias Tavares.

    Segundo ele, o cenário é reflexo de um eleitorado mais dividido e um ambiente mais competitivo para o petista, que não conseguiu emplacar grandes marcas ou programas que o reconectassem com a população, como foi o “Fome Zero”, de combate à insegurança alimentar, no início dos anos 2000.

    “Em 2002, Lula vinha numa onda de mudança, com discurso novo e expectativa alta. Em 2006, mesmo com o desgaste do mensalão, ainda tinha uma liderança relativamente confortável. Em 2022, apesar da polarização, conseguiu sustentar uma vantagem consistente, muito também porque havia uma rejeição elevada ao Jair Bolsonaro, e o Lula soube ocupar esse espaço como principal contraponto a um governo que enfrentava insatisfação relevante naquele momento”, analisa Tavares.

    Segundo o especialista, a perda de folga obriga o pré-candidato, desgastado pelos longos anos na política, a “disputar o voto o tempo inteiro, sem margem para erro”.

    Pesa no cálculo também o fato de a oposição começar mais consolidada do que os adversários de anos anteriores, reflexo de uma “polarização mais imediata e com menos espaço para crescimento” para Lula, avalia Tavares.

    Bruno Bolognesi, cientista político e professor da UFPR (Universidade Federal do Paraná), também coloca na polarização parte da justificativa que gera cenário mais apertado para o petista, o que para o especialista torna o pleito imprevisível.

    Nesse contexto, afirma, ganha peso a exploração do voto útil, usado no segundo turno pelo eleitor mais para evitar que o opositor vença o pleito do que para apoiar um candidato. “É uma eleição em que o voto útil deve imperar de novo, o que é comum em países polarizados como Brasil e Estados Unidos.”

    Lula e Flávio têm índices de rejeição similares. Segundo o último Datafolha, o petista tem 48% de rejeição, contra 46% de Flávio. Os ex-governadores Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais, e Ronaldo Caiado (PSD), de Goiás, têm 17% e 16% respectivamente, mas são menos conhecidos.

    Em 2022, marcado também pela polarização entre Lula e o bolsonarismo, o petista tinha rejeição menor, de 33% a 40%, frente a uma variação de 51% a 55% de Jair Bolsonaro (PL), segundo pesquisas Datafolha de maio a outubro daquele ano.

    Para Luis Gustavo Teixeira, doutor em ciência política e professor da Unipampa (Universidade Federal do Pampa), o cenário mais apertado para Lula reflete um governo marcado pelo desgaste e desidratação, além da “dificuldade de articular com uma base social e eleitoral mais ampla, para além das fronteiras do petismo”.

    Ainda assim, há espaço para movimentação a seu favor ao longo da corrida eleitoral, avalia Teixeira, sobretudo pela falta de experiência de Flávio Bolsonaro em um cargo no Executivo. “Enfrentar um processo eleitoral não é fácil, basta lembrar, por exemplo, o desmaio de Flávio no debate eleitoral para a prefeitura do Rio de Janeiro”, diz Teixeira, para quem pode pesar também contra o pré-candidato o escrutínio relacionado a acusações de corrupção.

    Flávio desmaiou durante um debate transmitido ao vivo na TV, em 2016, quando concorreu à Prefeitura do Rio. O vídeo foi recuperado nas redes sociais desde que o político anunciou ser pré-candidato à Presidência.

    Também é preciso considerar, na comparação entre os pleitos analisados, o alto número de votos em branco e de indecisos, parcela que pode ser decisiva para definir o rumo das eleições, avalia Teixeira.

    Para Antonio Lavareda, cientista político e sociólogo do Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas), o resultado da mais recente pesquisa aponta cenário em que Lula pode ser ultrapassado “caso a economia piore e a maré de escândalos ganhe maiores proporções”.

    Lavareda avalia que o maior problema do petista é no segundo turno, quando empata tecnicamente com os adversários em todos os cenários testados pelo Datafolha. Ele diz que Lula precisa de “uma gordura estatística de três ou quatro pontos de margem, por conta da abstenção diferenciada no seu caso, devido à concentração de seus votos na base da pirâmide social, onde está a maioria dos ausentes das urnas”.

    Para Luciana Chong, diretora-geral do Datafolha, a comparação entre as pesquisas aponta um cenário em que Lula tem menor vantagem mesmo sem dividir votos com outros nomes da esquerda. Ela compara com o quadro de 2002, que tinha mais candidatos considerados à época como alinhados ao campo, exemplo de Garotinho e Ciro Gomes.

    No pleito atual, a dispersão está na direita, com Flávio, Caiado, Zema e outros políticos de menor expressão. “Vamos ter que observar o comportamento dos eleitores que hoje estão votando nos pré-candidatos de direita [fora Flávio Bolsonaro], que somados têm 13% das intenções de voto”, afirma.

    Já a favor de Lula pesaria o fato de ele estar na Presidência, uma vez que as pesquisas mostram que o candidato à reeleição tende a melhorar sua avaliação à medida que o pleito avança, diz Chong.

    O resultado de abril de 2026 vem de pesquisa Datafolha feita com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em 137 cidades, de terça (7) a quinta (9). Ela está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) com o código BR-03770/2026.

    Lula enfrenta cenário de 1º turno mais apertado desde eleição de 2002

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