Autor: REDAÇÃO

  • Alcolumbre recebeu Monjauro de empresário investigado pela PF, diz portal

    Alcolumbre recebeu Monjauro de empresário investigado pela PF, diz portal

    O empresário Roberto Leme teria presenteado o senador Davi Alcolumbre com canetas do produto, indicado para tratamento de diabetes e que é comumente utilizado para perda de peso

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), recebeu Monjauro do empresário Roberto Leme, conhecido como Beto Louco, investigado pela Polícia Federal na Operação Carbono Oculto, segundo reportagem do portal UOL.

    Mensagens trocadas entre Leme e um motorista particular de Brasília mostram, de acordo com a publicação, que o empresário presenteou o senador com canetas do produto, indicado para tratamento de diabetes e que é comumente utilizado para perda de peso.

    A Folha de S.Paulo procurou Alcolumbre, via assessoria, e ainda aguarda retorno. A reportagem do UOL também procurou o presidente do Senado desde a tarde de quarta (3), mas não houve resposta.

    Leme está foragido e é apontado pela PF como líder de um esquema de fraude em combustíveis e lavagem de dinheiro. Ele também é alvo de mais duas operações: Tank e Quasar. Uma das suspeitas envolve a ligação de postos de gasolina investigados com a facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital).

    O caso das canetas Monjauro teria acontecido por volta de agosto de 2024, quando Alcolumbre já era o favorito à sucessão na presidência da Casa, no lugar de Rodrigo Pacheco (PSD-MG).

    Ao saber do interesse do senador no medicamento, sob o relato de dificuldades para acessar o produto no Brasil, Beto Louco teria prometido a Alcolumbre arrumar algumas canetas com um contato em São Paulo e entregá-las rapidamente em Brasília, de acordo com o UOL.

    O motorista de Alcolumbre, Janduí Nunes Bezerra Filho, confirmou ao portal que se lembrava da entrega feita e confirmou conhecer o motorista de Beto Louco que entregou o medicamento.

    A defesa de Beto Louco disse à reportagem do Uol desconhecer os fatos. Também negou que o empresário tenha relação com o PCC.

     

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  • Bolsonaro escolhe Flávio como candidato à Presidência para 2026

    Bolsonaro escolhe Flávio como candidato à Presidência para 2026

    Flávio viajou para São Paulo nesta quinta-feira (4) para informar a decisão de Bolsonaro ao governador de São Paulo

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta sexta-feira (5) ter sido escolhido pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) como candidato do grupo para disputar a Presidência da República nas eleições do ano que vem.

    Ele avisou aliados e o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), antes do anúncio, consolidado após visita ao pai na prisão na terça-feira (2), na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília. Os dois conversaram por cerca de meia hora.

    O senador viajou para São Paulo nesta quinta-feira (4) para informar a decisão de Bolsonaro ao governador de São Paulo.

    A escolha de Flávio foi revelada inicialmente pelo portal Metrópoles e, nesta tarde, o senador publicou um texto em suas redes sociais dizendo que não vai ficar de braços cruzados.

    “É com grande responsabilidade que confirmo a decisão da maior liderança política e moral do Brasil, Jair Messias Bolsonaro, de me conferir a missão de dar continuidade ao nosso projeto de nação”, escreveu.

    “Eu me coloco diante de Deus e diante do Brasil para cumprir essa missão. E sei que Ele irá à frente, abrindo portas, derrubando muralhas e guiando cada passo dessa jornada.”

    A escolha de Flávio mantém o sobrenome Bolsonaro em evidência -atenuando o receio do ex-presidente de ser esquecido pelo centrão enquanto cumpre pena em regime fechado por tentativa de golpe de Estado.

    O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, divulgou nota nesta tarde informando que Flávio é o nome indicado por Bolsonaro para representar o partido na disputa presidencial.

    “Flávio me disse que o nosso capitão confirmou sua pré-candidatura. Então, se Bolsonaro falou, está falado”, publicou.

    Em entrevista à Folha de S.Paulo em junho, o senador afirmou que, para receber o apoio de Bolsonaro nas eleições de 2026, o candidato à Presidência deveria não só conceder indulto ao pai dele, mas brigar com o Supremo por isso, se for preciso.

    “Estou fazendo uma análise de cenário. Bolsonaro apoia alguém, esse candidato se elege, dá um indulto ou faz a composição com o Congresso para aprovar a anistia, em três meses isso está concretizado, aí vem o Supremo e fala: é inconstitucional, volta todo mundo para a cadeia. Isso não dá”, declarou, na ocasião.

    O anúncio desta sexta também mantém a extrema direita e a direita sob o comando da família Bolsonaro, em um momento em que parte dos governadores busca protagonismo junto a esse eleitorado.

    Na saída da PF, na terça, o senador disse que pediu desculpas para a madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), pela briga envolvendo o palanque do PL no Ceará e explicou ao pai a situação. O senador também atribuiu o episódio a um “ruído de comunicação” e disse que Michelle estava no núcleo duro do PL.

    Flavio Bolsonaro, 44, é filho do ex-presidente Jair Bolsonaro com Rogéria Nantes Nunes Braga. Nascido em Resende, no interior do estado do Rio de Janeiro, formou-se em direito na Universidade Cândido Mendes e tem especialização em políticas públicas pelo Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro) e em empreendedorismo pela FGV.

    Sua carreira na vida pública começou em 2003, quando se elegeu, no Rio de Janeiro, ao cargo de deputado estadual pela primeira vez. Foi reeleito em 2006, 2010 e 2014. Disputou as eleições para a prefeitura da capital fluminense, em 2016, mas acabou em quarto lugar – Marcelo Crivella sagrou-se vitorioso, na ocasião. Dois anos depois, conseguiu se eleger ao cargo de senador.

    Ao longo de sua carreira política, Flavio passou por diferentes partidos: PP, PFL, PSC, PSL, Republicanos, Patriota e, finalmente, PL.

    Como mostrou a Folha, as apostas de aliados de que Flávio seria o nome de Bolsonaro se intensificaram nos últimos meses, quando ele assumiu a linha de frente do ex-presidente nos bastidores políticos e passou a adotar uma defesa pública mais enfática e dura do pai contra o STF (Supremo Tribunal Federal).

    Parte dos políticos do centrão, por sua vez, preferia que a escolha fosse por Tarcísio, apostando que o governador teria mais viabilidade eleitoral e poderia unir a direita e a extrema direita. O governador, no entanto, segue dizendo publicamente que será candidato à reeleição.

    A avaliação -que, para alguns, era mais um temor- era que o ex-presidente confia mais em seus filhos e acharia justo manter o espólio eleitoral no clã. Dentro dessa lógica, Flávio seria o nome mais viável, já que Eduardo está nos Estados Unidos.

    Por outro lado, o ex-presidente dava sinais contraditórios. Em determinado momento, segundo relatos, ele já chegou a dizer que não quer sua família em cargos do Executivo, por acreditar que seus ocupantes são mais suscetíveis que os parlamentares a supostas perseguições do Judiciário.

    Dos filhos, Flávio sempre foi o mais moderado e defendia uma anistia “a todos, inclusive a [Alexandre de] Moraes”. Mais recentemente, adotou tom mais crítico e passou a defender o impeachment do ministro do STF.

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  • Brasil cai no grupo C da Copa com Marrocos, Haiti e Escócia

    Brasil cai no grupo C da Copa com Marrocos, Haiti e Escócia

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A seleção brasileira será a cabeça de chave do Grupo C na Copa do Mundo de 2026. Em sorteio realizado no Kennedy Center, em Washington, nos Estados Unidos, na tarde de sexta-feira (5), ficou que definido que os adversários do time verde-amarelo na primeira fase serão Marrocos, Haiti e Escócia.

    O jogo de estreia será em 13 de junho, um sábado, contra Marrocos. No dia 19, uma sexta, o rival será o Haiti. Os comandados de Carlo Ancelotti encerrarão a primeira fase no dia 24, uma quarta, diante da Escócia.

    O campeonato ocorrerá de 11 de junho a 19 de julho, com partidas nos Estados Unidos, no México e no Canadá. Os detalhes da tabela, com os horários e os locais de cada jogo serão divulgados pela Fifa (Federação Internacional de Futebol) no sábado (6).

    Será o Mundial com mais equipes na história. A competição, que nasceu em 1930 com 13 países e vinha sendo realizada desde 1998 com 32, passará a ter 48 concorrentes, divididos em 12 chaves.

    Avançarão ao mata-mata os dois primeiros colocados de cada grupo e os oito melhores terceiros. Ou seja, a primeira fase servirá apenas para despachar 16 times (o último de cada chave e os quatro piores terceiros colocados) e estabelecer o desenho da etapa de duelos eliminatórios.

    O Brasil, se confirmar o favoritismo, vai enfrentar na primeira rodada do mata-mata o segundo colocado do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Tunísia e um dos vencedores da repescagem europeia (Albânia, Polônia, Suécia ou Ucrânia). No caso de cada cabeça de chave avançar em primeiro, a seleção poderia enfrentar a Argentina nas semifinais e a Espanha apenas na final.

    Campeã em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002, a equipe brasileira vive estendido jejum. Desde o último título, parou quatro vezes nas quartas de final e uma nas semifinais -a histórica derrota por 7 a 1 para a Alemanha, no próprio Brasil.

    GRUPO A

    México
    África do Sul
    Coreia do Sul
    Dinamarca, Macedônia do Norte, República Tcheca ou Irlanda

    GRUPO B

    Bélgica
    Egito
    Irã
    Nova Zelândia

    GRUPO C

    Brasil
    Marrocos
    Haiti
    Escócia

    GRUPO D

    Estados Unidos
    Paraguai
    Austrália
    Turquia, Romênia. Eslováquia ou Kosovo

    GRUPO E

    Alemanha
    Curaçao
    Costa do Marfim
    Equador

    GRUPO F

    Holanda
    Japão
    Ucrãnia, Suécia, Polônia ou Albânia
    Tunísia

    GRUPO G

    Bélgica
    Egito
    Irã
    Nova Zelândia

    GRUPO H

    Espanha
    Cabo Verde
    Arábia Saudita
    Uruguai

    GRUPO I

    França
    Senegal
    Iraque, Bolívia ou Suriname

    GRUPO J

    Argentina
    Argélia
    Áustria
    Jordânia

    GRUPO K

    Portugal
    República do Congo, Jamaica ou Nova Caledônia
    Uzbesquistão
    Colômbia

    GRUPO L

    Inglaterra
    Cróacia
    Gana
    Panamá

    Na nova tentativa de buscar o hexa, o time terá pela primeira vez na Copa do Mundo um treinador estrangeiro. É o italiano Carlo Ancelotti o responsável por conduzir o grupo na América do Norte.

    Ele foi contratado em maio deste ano, após uma passagem vitoriosíssima pelo Real Madrid. Chegou à seleção no fim de um ciclo acidentado, com resultados decepcionantes com Ramon Menezes, Fernando Diniz e Dorival Júnior.

    Aclamado pela crítica e respeitado pelos jogadores -embora enfrente resistência por parte de treinadores e ex-treinadores brasileiros, por não ser brasileiro-, procurou estabelecer uma nova cultura. Seu impressionante currículo lhe permitiu, por exemplo, deixar de lado Neymar, grande nome do futebol do Brasil desde 2010.

    A equipe, sob direção do italiano, por enquanto contabiliza quatro vitórias, dois empates e duas derrotas. Haverá ainda dois amistosos em março (contra a França, em Foxborough, e contra a Croácia, em Orlando) antes da convocação final.

    Ancelotti já confirmou 2 dos 26 nomes, os atacantes Vinicius Junior, do Real Madrid, e Estêvão, do Chelsea. E esperam que eles sejam decisivos para mais um título do Brasil nos Estados Unidos.

    Na final da Copa de 1994, no Rose Bowl, em Pasadena, o italiano era auxiliar de Arrigo Sacchi na comissão técnica da seleção de seu país. Agora comanda o Brasil e sonha em levantar a taça no MetLife Stadium, em East Rutherford.

    Brasil cai no grupo C da Copa com Marrocos, Haiti e Escócia

  • Timothée Chalamet faz de 'Marty Supreme' um case para sua grande ambição

    Timothée Chalamet faz de 'Marty Supreme' um case para sua grande ambição

    Ator está em São Paulo para divulgar filme cotado ao Oscar; jovem astro e cineasta Josh Safdie participam da CCXP25

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Timothée Chalamet quer ser o maioral. Em fevereiro, ao vencer o SAG Awards por seu papel em “Um Completo Desconhecido”, o artista abriu mão da falsa modéstia e disse com todas as letras que pretende estar no panteão dos melhores atores de todos os tempos. “Marty Supreme”, com estreia marcada para o final de janeiro, é talvez o maior reflexo de sua ambição.

    “O Brasil me parece um lugar perfeito para apresentar um filme tão enérgico como esse. As pessoas aqui têm uma paixão por cinema que é equivalente à paixão que move Marty no filme”, disse o jovem astro em um evento para imprensa e convidados que aconteceu no teatro BTG Pactual Hall, em São Paulo.

    Na ocasião, um trecho do filme foi exibido e a apresentadora Aline Diniz conduziu uma conversa com ele e o diretor Josh Safdie. A dupla veio ao Brasil para participar de um painel sobre a produção na CCXP25, que acontece nesta sexta-feira (5).

    No filme, Chalamet troca a indiferença de Bob Dylan -cantor que lhe rendeu a sua mais recente indicação ao Oscar- pela energia de Marty Mauser, jogador de tênis de mesa dos anos 1950 que esfrega o seu talento na cara de todos.

    Ao honrar a tradição dos longas que Josh dirigiu com o seu irmão, Benny -que este ano preferiu o boxe, em “Coração de Lutador”, para estrear como diretor solo- “Marty Supreme” torna Nova York uma cidade cheia de caos, onde disputas do pós-Segunda Guerra invadem arenas de ping-pong e a tensão toma as ruas.

    Conflitos surgem aos montes e a arrogância do atleta traz a ele uma série de inimigos. É o cenário ideal para explorar a ambição que fez de Chalamet um dos nomes mais comentados das últimas temporadas de premiações.

    “Marty é alguém que não vai aceitar não como resposta. Eu me senti atraído pela ideia de fazer um filme, hoje raro na indústria americana, que é justamente sobre a ideia de sonhar grande”, disse o ator.

    Ele fala com a rapidez de uma bola de ping-pong e pede desculpas antes de continuar. “Sem querer desrespeitar os meus filmes anteriores, ‘Marty Supreme’ não é um projeto sobre pessoas comuns”, afirma, com mais calma, de forma enfática.

    O ator ainda comparou a dimensão de Nova York com a de São Paulo e descreveu as disputas do tênis de mesa como metáfora para os desafios impostos pelo capitalismo.

    Em 2018, Chalamet foi indicado ao Oscar pela primeira vez com o primeiro grande papel de sua carreira -Elio, o jovem apaixonado de “Me Chame Pelo Seu Nome”. A segunda nomeação veio só em 2024, quando o ator deu vida ao cantor Bob Dylan. No intervalo entre as duas disputas -ele foi derrotado em ambas-virou o rosto de franquias e trabalhou com queridinhos da Hollywood.

    Quando o diretor Denis Villeneuve deu um novo olhar ao universo fictício de “Duna”, o artista se tornou o messias Paul Atreides e espalhou as suas doutrinas pelas salas de cinema, bilheterias e redes sociais.

    Em mundos mais descontraídos, ele viveu o chocolateiro Willy Wonka, num musical que explicou as origens do criador de “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, e interpretou um estudante anarquista nos ambientes geometricamente calculados de “A Crônica Francesa”, do premiado Wes Anderson.

    “Minha filha pediu para que eu tivesse Wonka em mente ao trabalhar com Chalamet. Consigo ver a magia de Wonka em Marty, pela forma como os dois sabem vender os seus sonhos”, brincou Safdie.

    O ator também renovou a parceria com Greta Gerwig, com quem trabalhou em “Lady Bird”, na adaptação da diretora do clássico literário “Adoráveis Mulheres”. As duas produções concorreram ao Oscar de melhor filme.

    Sucesso após sucesso, Chalamet se tornou uma febre. Hoje, às vésperas dos anúncios que revelarão os indicados aos próximos Critic’s Choice Awards e Globo de Ouro -os selecionados para o Oscar só serão divulgados em 22 de janeiro, mesma data em que “Marty Supreme” chega oficialmente ao Brasil-, ele torna jaquetas e outros produtos especiais do filme em virais de divulgação.

    Nesta quinta (4), pouco depois de desembarcar em São Paulo, ele visitou uma loja pop-up que foi montada no bairro da Bela Vista e fez filas de fãs esperarem por várias horas. Entre bolas gigantes de ping pong e outras roupas personalizadas, o ator mergulhou na multidão com um sorriso no rosto e tirou fotos com vários felizardos. Mais tarde, eletrizou a plateia do BTG Pactual Hall quando surgiu no palco vestindo as cores da bandeira do Brasil.

    Embora “Marty Supreme” já esteja nas principais listas de apostas, ainda é cedo para saber se as palmas que o receberam em São Paulo celebrarão a vitória de Chalamet no próximo Oscar, que acontecerá em março de 2026.

    Enquanto isso, uma das declarações de Safdie parece uma boa máxima. “Quando penso na trajetória de grandes atletas, como os que vocês têm no Brasil, nunca me importa o final. O importante é o sonho.”

    Timothée Chalamet faz de 'Marty Supreme' um case para sua grande ambição

  • CEO da Netflix diz que filmes da Warner continuarão a estrear no cinema após fusão

    CEO da Netflix diz que filmes da Warner continuarão a estrear no cinema após fusão

    Gigante do streaming tem acordo de compra do conglomerado; executivo afirma ser contra longos períodos de exclusividade

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Netflix vai manter o cronograma de lançamentos cinematográficos da Warner Bros Discovery caso a aquisição da empresa seja concluída. Foi o que disse Ted Sarandos, CEO da gigante do streaming, de acordo com a Variety, à imprensa e investidores.

    Trata-se de uma tentativa de tranquilizar o mercado de exibições e dissipar os temores de que a operação signifique o fim da presença da Warner nas salas de cinema.

    Segundo o acordo fechado nesta sexta-feira (5), a Netflix vai comprar os estúdios de cinema e TV e a divisão de streaming da empresa por cerca de US$ 82,7 bilhões, ou R$ 437,86 bilhões. Depois de uma série de fusões nos últimos anos, o conglomerado da Warner inclui, além da Discovery, os negócios da HBO, como o streaming HBO Max.

    “Não é como se tivéssemos alguma oposição a lançar filmes nos cinemas”, disse Sarandos. “A minha resistência tem sido principalmente em relação às longas janelas de exclusividade, que não consideramos muito favoráveis ao consumidor. Mas, quando falamos em manter a HBO operando basicamente como ela é, isso também inclui o acordo de distribuição de filmes com a Warner Bros., que prevê um ciclo de vida que começa no cinema -algo que vamos continuar a apoiar.”

    O CEO da Netflix afirmou que não haverá uma mudança na abordagem dos filmes da Warner, mas sim o que chamou de evolução no tempo em que as obras ficam sendo exibidas exclusivamente nos cinemas. “Acho que, com o tempo, as janelas vão evoluir para serem muito mais amigáveis ao consumidor, permitindo que o público tenha acesso aos filmes mais rapidamente.”

    Tudo o que está planejado para ir aos cinemas pela Warner Bros. continuará indo aos cinemas, ele afirmou, e os filmes da Netflix seguirão o mesmo padrão que já seguem -alguns deles têm uma curta passagem pelas salas antes de chegar ao streaming. “Mas nosso objetivo principal é levar filmes inéditos aos nossos assinantes, porque é isso que eles querem”, afirmou.

    A Netflix lança a maioria de seus filmes direto na plataforma de streaming, mas alguns títulos -em especial os que são cotados para as premiações- chegam antes exclusivamente nos cinemas. Em comunicado divulgado concomitantemente ao anúncio do acordo para comprar a Warner Bros., a empresa afirmou que “espera manter as operações atuais da Warner Bros. e ampliar seus pontos fortes, incluindo os lançamentos cinematográficos de filmes”.

    Segundo a Variety, há um temor entre os exibidores de cinema em relação ao acordo. Isso porque a Netflix tem um história de tratar com desdém o setor. Sarandos chegou a afirmar, no ano passado, que as salas de cinema estariam ultrapassadas.

    Se você tem a sorte de morar em Manhattan e pode caminhar até um multiplex para ver um filme, isso é fantástico”, ele disse em evento da revista Time. “A maior parte do país não pode.”

    CEO da Netflix diz que filmes da Warner continuarão a estrear no cinema após fusão

  • Entidade de Defesa do consumidor critica recuo do BC na regulação do Pix Parcelado

    Entidade de Defesa do consumidor critica recuo do BC na regulação do Pix Parcelado

    Para o Instituto de Defesa de Consumidores (Idec), Banco Central optou por deixar o tema sob responsabilidade de cada instituição financeira

    O Instituto de Defesa de Consumidores (Idec) criticou a decisão do Banco Central de retardar a regulamentação do Pix Parcelado. Conforme mostrou o Broadcast (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado) na quinta-feira, 4, a autoridade monetária informou a participantes do mercado que a regulação, antes prevista para novembro, agora não tem prazo determinado.

    Em comunicado, o Idec afirmou que o BC desistiu de criar regras comuns e optou por deixar o tema sob responsabilidade de cada instituição financeira.

    Para a entidade, essa postura gera um ambiente de “desordem regulatória”, que pode favorecer abusos, confundir consumidores e agravar o endividamento no País.

    Segundo o Idec, o BC proibiu o uso da marca “Pix Parcelado”, mas permitiu variações como “parcelas no Pix” ou “crédito no Pix”.

    O instituto, porém, avalia que a mudança mantém consumidores expostos a produtos de crédito sem padrões mínimos de transparência ou previsibilidade sobre juros.

    Entidade de Defesa do consumidor critica recuo do BC na regulação do Pix Parcelado

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  • Tarcísio atrai liderança evangélica mais que Michelle para substituir Bolsonaro

    Tarcísio atrai liderança evangélica mais que Michelle para substituir Bolsonaro

    Pastores que apoiaram ex-presidente têm convergido para endossar governador para disputa ao Planalto; político tratado como palatável acenou a religiosos, acumulou ambiguidades e foi criticado por Malafaia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Para alguns deles, Tarcísio de Freitas (Republicanos) saiu melhor que a encomenda e se provou um nome mais apropriado do que o próprio Jair Bolsonaro (PL) para honrar o legado bolsonarista. Para outros, o ex-presidente não tem ninguém à altura como substituto, mas é preciso agir agora que ele, além de inelegível, está preso. O governador de São Paulo, então, seria a opção mais palatável entre os quadros de direita.

    Seja como for, os principais líderes evangélicos têm convergido para endossar Tarcísio como opção do campo conservador para a Presidência em 2026, mais do que a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, expoente desse segmento religioso e que ganhou projeção nesta semana em embate com filhos do ex-presidente.

    Não há sinais de predileção nesse grupo por uma candidatura com o nome Bolsonaro na cabeça de chapa, hipótese que empolga uma ala bolsonarista desconfiada dos governadores de direita cotados para a eleição do ano que vem -fora Tarcísio, há Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Romeu Zema (Novo-MG), Ratinho Júnior (PSD-PR) e Eduardo Leite (PSD-RS). Fala-se na ex-primeira-dama Michelle no máximo como uma vice possível para Tarcísio.

    Com o discurso oficial de que é candidato à reeleição em São Paulo, Tarcísio acumula acenos ao público religioso -que também era alvo de Bolsonaro, seu padrinho político condenado por tentativa de golpe de Estado, na disputa contra Lula (PT), que ainda patina no segmento, embora tenta conquistado apoiadores neste ano.

    Líderes evangélicos ouvidos pela Folha de S.Paulo citam o Evangelho de Mateus para pregar união em torno do governador, bastante criticado pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL) em meio à série de rachas na direita: “Todo reino dividido contra si mesmo será arruinado, e toda cidade ou casa dividida contra si mesma não subsistirá”.

    Entre aqueles publicamente simpáticos a uma chapa liderada por Tarcísio está o apóstolo Estevam Hernandes, líder da Renascer em Cristo e idealizador da Marcha para Jesus, com quem o político tem uma relação de amizade. “Acho que ele seria o candidato ideal para este momento do Brasil.”

    Outros que têm apreço pela ideia: Juanribe Pagliarin, fundador da Comunidade Cristã Paz e Vida e da rádio evangélica Feliz FM, e Edson Rebustini, presidente do Conselho de Pastores de São Paulo. O apóstolo César Augusto, da goiana Fonte da Vida, fala em “candidato que melhor representa pautas alinhadas ao cristianismo.

    O bispo Robson Rodovalho (Sara Nossa Terra) o chama de “quase unanimidade”. Tarcísio, vale lembrar, é da costela partidária da Universal do Reino de Deus, o Republicanos. Assim como o governador acumula ambiguidades entre a moderação (como quando negociou com Lula) e o radicalismo bolsonarista (como quando atacou o Judiciário e chamou Alexandre de Moraes de tirano), a legenda também: tem o ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, na gestão petista.

    Entre os evangélicos, mais um que tem Tarcísio em alta conta é o apóstolo Valdemiro Santiago, que o recebeu em sua Mundial do Poder de Deus. O governador profetizou para os fiéis “promessas de cura, de prosperidade, de salvação”.

    Tarcísio também é acolhido nas duas Assembleias de Deus de maior capital político, os ministérios Belém e Madureira. Em outubro, ele foi celebrar os 91 anos do pastor José Wellington Bezerra da Costa, do Belém, e ali questionou “quantas pessoas aqui foram batizadas nas águas” e “ganharam uma vida nova.

    Mesmo Silas Malafaia, que já o criticou pelo que vê como falta de pulso para defender Bolsonaro e atacar o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, é conciliador ao falar do governador. Eu posso ter divergências com o Tarcísio, mas ele é o melhor nome. Depois de Bolsonaro, é ele.” Para o pastor, Tarcísio “encarna a mesma proporção de Bolsonaro” na liderança evangélica. “Não tem ninguém que seja assim, ‘não, não gosto dele’.”

    Líder do PL e ex-presidente da bancada evangélica, Sóstenes Cavalcante é um dos entusiastas da composição Tarcísio-Michelle. Mas já mencionou outras combinações, como Tarcísio pareado com a senadora Tereza Cristina (PP-MS) ou Ciro Gomes (PSDB-CE).

    Tarcísio é um católico fluente na oratória evangélica. Herdou-a da mãe. “Dona Maria Alice foi quem me ensinou a dobrar o joelho, a entender a palavra de Deus e o sentido da graça divina”, já disse sobre ela, uma evangélica que envia orações ao filho.

    Seu conhecimento da Bíblia, segundo pastores, o diferencia de outros católicos próximos do segmento, mas que claramente não conhecem as Escrituras a fundo. Bolsonaro seria um exemplo.

    Na campanha municipal de 2024, Pablo Marçal chegou a zombar de Ricardo Nunes (MDB) por uma suposta falta de lastro bíblico: disse que o prefeito paulistano só citava versículo decorado a mando do marqueteiro, ainda assim dando uma “embananadinha”, e o inquiriu a apontar “pelo menos dois filhos de José” para mostrar que “é assíduo na palavra, homem de oração”.

    No caso de Tarcísio, a fala e a impostação de voz, quando em ambientes religiosos, são comparadas à pregação de um pastor.

    Nesta quinta (4), um evento no Palácio dos Bandeirantes contou com fiéis cantando “1000 Graus”. Popular nas igrejas, o louvor que fala em “mil graus de unção” foi entoado por Tarcísio na Marcha para Jesus, ao lado de Estevam Hernandes e da bispa Sonia Hernandes. Na mesma tarde, usou óculos escuros onde se lia numa lente “Jesus” e na outra “salva”.

    Pastores ouvidos pela Folha também dizem ver com bons olhos o estilo mais diplomático do governador em contraste com o pavio curto de Bolsonaro.

    Entendem que há certa fadiga com a postura de confronto aberto com opositores, uma marca do bolsonarismo. De novo a Bíblia, agora o livro de Eclesiastes: existe “tempo de matar e tempo de curar, tempo de derrubar e tempo de construir”.

    Tarcísio atrai liderança evangélica mais que Michelle para substituir Bolsonaro

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  • Jogadores de time argentino protestam e não treinam a 4 dias de semifinal

    Jogadores de time argentino protestam e não treinam a 4 dias de semifinal

    (UOL/FOLHAPRESS) – O Gimnasia y Esgrima é um dos semifinalistas do Campeonato Argentino e entra em campo na próxima segunda (8). No entanto, os jogadores não treinaram nesta quinta-feira (04).

    O boicote às atividades foi um protesto por conta de salários atrasados. Em nota, os atletas comunicaram que alguns pagamentos estão atrasados há quatro meses.

    “Nesta sexta-feira (05), vários jogadores completam quatro meses sem receber, isto é, não recebem desde julho. Isto impacta diretamente nossas famílias, nossas obrigações e o desenvolvimento de nossa atividade profissional. […] O plantel permanece unido, em diálogo interno e aberto a qualquer instância que possa resolver o conflito”.

    A atitude veio no dia em que a nova diretoria assumiu o clube. De acordo com os atletas, os novos diretores não cumpriram a promessa feita em novembro de que quitariam as dívidas assim que tomassem posse no clube; na ocasião, os jogadores também se recusaram a treinar.

    Apesar do momento conturbado nos bastidores, o Gimnasia y Esgrima vive em campo um dos grandes momentos da história do clube, campeão argentino uma vez, em 1929.

    A semifinal é justamente contra o arquirrival de La Plata, o Estudiantes. Do outro lado da chave, Racing e Boca Juniors duelam por um lugar na decisão.

    O próximo passo sobre o VAR é a utilização da tecnologia para revisar segundos amarelos, que resultem em expulsão; veja outras mudanças!

    Folhapress | 13:15 – 05/12/2025

    Jogadores de time argentino protestam e não treinam a 4 dias de semifinal

  • Mário Gomes tem casa assaltada e família feita de refém no RJ

    Mário Gomes tem casa assaltada e família feita de refém no RJ

    Ator se mudou para sua antiga residência na Barra da Tijuca em setembro do ano passado, após ser despejado de mansão em área nobre no Rio

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O ator Mário Gomes teve a casa assaltada na madrugada de hoje, no Rio de Janeiro. Mário e o filho, João Pallma, publicaram na madrugada de hoje que a casa havia sido invadida.

    “Invadiram a casa dos meus pais e levaram tudo”, escreveu João, por volta de 2h. “Acabaram de assaltar a minha casa e fizeram toda a minha família de refém. Divulguem”, publicou Mário, por volta de 4h.

    A Polícia Militar foi acionada. “Na sexta-feira (05/12), segundo o comando do 31º BPM (Recreio dos Bandeirantes), policiais militares foram acionados para uma ocorrência de roubo a residência, na Estrada Sorimã, na Barra da Tijuca”, diz nota enviada a Splash. A Polícia Civil informou que ainda não houve registro da ocorrência na delegacia da área.

    O UOL procurou Mário Gomes e seu filho, João Pallma, para obter mais informações sobre o ocorrido. Assim que houver retorno, a nota será atualizada.

    Mário Gomes tem casa assaltada e família feita de refém no RJ

  • Dino marca para fevereiro julgamento do caso Marielle no STF

    Dino marca para fevereiro julgamento do caso Marielle no STF

    O deputado Chiquinho Brazão, o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do Rio Domingos Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa, o major Ronald Paulo Pereira e o policial militar Robson Calixto Fonseca serão julgados

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Flávio Dino marcou para os das 24 e 25 de fevereiro de 2026 o julgamento, na Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federeal), dos cinco réus do caso Marielle Franco, vereadora do PSOL morta em março de 2018 no Rio de Janeiro.

    Serão julgados o deputado Chiquinho Brazão (sem partido-RJ), o conselheiro do TCE (Tribunal de Contas do Estado) do Rio Domingos Brazão, o delegado Rivaldo Barbosa, o major Ronald Paulo Pereira e o policial militar reformado Robson Calixto Fonseca, o Peixe.

    Eles são acusados de mandar matar a vereadora e o motorista Anderson Gomes. O relator do caso é o ministro Alexandre de Moraes. Chiquinho, Domingos e Rivaldo foram presos em março de 2024 e negam envolvimento no crime.

    Chiquinho está em prisão domiciliar desde 11 de abril por questões de saúde. O parecer pela cassação do seu mandato foi aprovado em agosto passado.

    Os prontuários médicos dele indicam que ele é portador de doença arterial coronariana crônica, com obstrução de duas artérias e implante de “stents”, inclusive com o implante de novo “stent” feito em fevereiro deste ano, e que em outras artérias coronárias há lesões que podem evoluir para oclusões, além do diagnóstico de diabetes tipo 2; sinais de nefropatia parenquimatosa bilateral; e hipertensão arterial sistêmica.

    Em 13 de maio, a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresentou ao STF as alegações finais em que pede a condenação dos envolvidos no caso. No documento, o vice-procurador-geral da República, Hindenburgo Chateaubriand, acrescentou trechos de depoimentos ouvidos durante a instrução do processo para reforçar as teses da acusação.

    Dentre elas, Chateaubriand afirma que algumas declarações comprovam as atuações de grilagem dos irmãos Brazão no Rio e a prática criminosa para alcançar os objetivos. Um dos depoimentos citados é o de Orlando Oliveira de Araújo, o Orlando Curicica.

    “O crime foi praticado mediante promessa de recompensa e por motivo torpe, pois os agentes visavam manter a lucratividade de seus negócios ilícitos”, diz o pedido.

    Os irmãos Brazão são acusados de encomendar a morte da vereadora após um acúmulo de divergências políticas entre eles e o PSOL. Marielle, segundo as investigações, atuou para dificultar a exploração de terrenos ilegais da família.

    O delegado Rivaldo, à época chefe da Polícia Civil, é acusado de ter auxiliado no planejamento do crime, assim como outros dois policiais militares.

    Peixe é acusado de ter participado da entrega e da devolução da arma usada no crime, de acordo com a delação premiada do ex-PM Ronnie Lessa, réu confesso pela morte da vereadora. Ele trabalhava como assessor de Domingos Brazão.

    Chiquinho, Domingos e Rivaldo negam que tenham qualquer envolvimento com o crime.

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