Autor: REDAÇÃO

  • Equador convoca embaixador na Colômbia após Petro chamar ex-vice-presidente de preso político

    Equador convoca embaixador na Colômbia após Petro chamar ex-vice-presidente de preso político

    Ministra das Relações Exteriores acusa presidente colombiano de interferir em assuntos internos do país; ex-vice-presidente do Equador, Jorge Glas foi condenado por caso de corrupção em 2025

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A ministra das Relações Exteriores do Equador, Gabriela Sommerfeld, convocou o embaixador equatoriano na Colômbia na quarta-feira (8) para consultas após comentários feitos no início desta semana pelo presidente colombiano Gustavo Petro.

    A convocação de Arturo Félix é a mais recente retaliação na disputa entre Bogotá e Quito, que acusa Petro de se imiscuir em assuntos internos equatorianos. Na diplomacia, o gesto significa descontentamento com o país do qual o embaixador é convocado.

    Petro disse nas redes sociais na segunda-feira (6) que o ex-vice-presidente equatoriano Jorge Glas, que está cumprindo pena por corrupção, é um preso político e pediu ao presidente do Equador, Daniel Noboa, que o libertasse ou o entregasse à Colômbia, citando a nacionalidade colombiana de Glas.

    Em resposta a Petro, Noboa escreveu nas redes sociais que chamar Glas de preso político constitui um ataque à soberania e uma violação do princípio de não intervenção em assuntos internos.

    “Há um funcionário corrupto na prisão que deve prestar contas ao Equador”, disse ele.

    Glas, vice-presidente durante o governo de Rafael Correa, de 2013 a 2017, foi condenado em junho do ano passado por associação ilícita em caso de corrupção envolvendo a empreiteira brasileira Odebrecht. Também foi condenado por suborno relacionado ao financiamento de campanhas entre 2012 e 2016 e uso indevido de fundos públicos após o terremoto de 2016 no país.

    “Estamos tomando medidas para expressar, para reiterar, o forte protesto do Equador à Colômbia em relação aos termos usados pelo presidente Petro e à interferência em decisões tomadas por diferentes poderes do Estado equatoriano”, disse Sommerfeld a uma rádio local.

    “Tentamos manter uma relação cordial com nossos vizinhos”, acrescentou. Mas “isso não exime o Equador da responsabilidade de exigir que a Colômbia resolva as questões de segurança e controle de fronteiras”.

    O Equador, cujo líder de direita Noboa se alinhou estreitamente com os Estados Unidos, tem entrado em conflito frequentemente nos últimos meses com a Colômbia, liderada por Petro, esquerdista e adversário de Donald Trump.

    Diferenças relacionadas à segurança de fronteira e abordagens quanto ao combate ao tráfico de drogas provocaram, uma disputa comercial em fevereiro, com ambos os governos impondo tarifas sobre importações de seu vizinho.

    As tensões também aumentaram com as recentes queixas colombianas sobre uma bomba encontrada em seu território após um bombardeio militar apoiado pelos Estados Unidos no lado equatoriano da fronteira.

    Equador convoca embaixador na Colômbia após Petro chamar ex-vice-presidente de preso político

  • Samira diz que temeu ser presa por fake news no BBB 26

    Samira diz que temeu ser presa por fake news no BBB 26

    No jogo, eliminada enganou outros confinados sobre informação privilegiada que causou alvoroço no reality show; competidora afirma que talvez não tenha usado melhor estratégia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Eliminada do BBB 26, Samira Sagr afirma que teve medo de ir para a cadeia após o reality. Em entrevista a Ana Maria Braga no Mais Você (Globo), contou que jurava que a polícia estaria na porta para algemá-la.

    Tudo por conta da fake news que ela soltou no programa sobre a informação privilegiada. Ela espalhou a todos que o Anjo iria direto ao Paredão, e foi alertada por Milena Moreira que fake news é crime.

    “Achei que iria sair presa, pois disseram que isso era crime. Fiquei com medo real. Achei que a polícia estaria na porta quando eu saísse. Presa e algeada”, disse. “Agora estou mais aliviada”.

    Segundo a ex-participante, a estratégia usada por ela talvez não tenha sido a melhor, mas não se arrepende de ter contado a mentira.

    “É normal jogar errado, se perder um pouco. Talvez tenha errado nas opiniões, eu baixei a guarda.”

    Samira diz que temeu ser presa por fake news no BBB 26

  • Em duelo equilibrado de três sets, João Fonseca supera francês top 30 e avança em Monte Carlo

    Em duelo equilibrado de três sets, João Fonseca supera francês top 30 e avança em Monte Carlo

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – João Fonseca precisou de 2h32 de partida para vencer o acirrado duelo contra o francês Arthur Rinderknech nesta quarta-feira (8) na quadra Court des Princes e avançar às oitavas de final do Masters 1000 de Monte Carlo.

    O brasileiro de 19 anos e 40º do ranking da ATP (Associação de Tenistas Profissionais) passou pelo adversário 11 anos mais velho e 27º do mundo com uma vitória por 2 sets a 1, com parciais de 7/5, 4/6 e 6/3.

    O próximo adversário do tenista carioca será o italiano Matteo Berrettini, 90º do ranking, que surpreendeu ao despachar o russo Daniil Medvedev, 10º do mundo e ex-número 1, com um duplo 6/0, em pouco menos de 50 minutos de partida.

    Sessenta agentes foram deslocados ao local, na Barra da Tijuca, zona oeste da cidade; não houve registro de vítimas; causa do incidente ainda não foi divulgada

    Folhapress | 15:36 – 08/04/2026

    Em duelo equilibrado de três sets, João Fonseca supera francês top 30 e avança em Monte Carlo

  • Master declarou pagamentos a Temer, Rueda, Mantega, Lewandowski e ACM Neto

    Master declarou pagamentos a Temer, Rueda, Mantega, Lewandowski e ACM Neto

    O banco informou pagamento de R$ 10 milhões ao escritório de advocacia de Temer em 2025 e R$ 6,4 milhões, desde 2023, a dois escritórios de Rueda, presidente nacional do União Brasil

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Documentos enviados pela Receita Federal à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Crime Organizado apontam repasses milionários do Banco Master, de Daniel Vorcaro, a escritórios de advocacia e empresas ligadas a Michel Temer (MDB), Antônio Rueda (União Brasil), Ratinho Junior (PSD), ACM Neto (União Brasil) e os ex-ministros Guido Mantega, Fabio Wajngarten, Henrique Meirelles e Ricardo Lewandowski.

    Os dados obtidos pela reportagem indicam que, de 2024 a 2025, o Master pagou R$ 18,5 milhões a Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central nos primeiros mandatos de Lula (PT) e ex-titular da Fazenda de Temer, e R$ 14 milhões à Pollaris Consultoria, empresa de Guido Mantega, ex-ministro na pasta econômica em gestões petistas.

    O banco também informou pagamento de R$ 10 milhões ao escritório de advocacia de Temer em 2025 e R$ 6,4 milhões, desde 2023, a dois escritórios de Rueda, presidente nacional do União Brasil.

    Duas empresas da família Massa, do apresentador Ratinho e do governador do Paraná, Ratinho Junior, também aparecem nos dados do Master produzidos pela Receita. A Gralha Azul Empreendimentos e Participações, ligada ao governador, recebeu R$ 3 milhões em 2022, segundo o Master. Já a Massa Intermediação, de Ratinho, recebeu R$ 21 milhões de 2022 até 2025. O apresentador era um dos garotos propaganda do cartão de consignado do banco, o CredCesta.

    Em nota, a assessoria de imprensa do Grupo Massa afirmou que “construiu uma trajetória pautada por práticas amplamente reconhecidas pelo mercado com rendimentos declarados à Receita Federal, incluindo campanhas publicitárias e parcerias com diversas marcas e empresas”. “Sua atuação não
    se confunde com a conduta de terceiros com os quais manteve relações contratuais”, acrescentou. Ratinho Junior não respondeu aos contatos feitos pela reportagem.

    Já Meirelles afirmou que prestou consultoria ao Master e encerrou seu contrato em julho de 2025. Temer afirmou ter recebido uma quantia menor por serviços prestados, e Rueda não respondeu. A reportagem enviou mensagens ao telefone de Mantega no final da manhã desta quarta-feira (8) e também tentou contato por ligação, mas não obteve resposta até a publicação deste texto.

    Constam ainda nos documentos da Receita pagamentos de 2022 a 2025 no valor de R$ 12 milhões à BN Financeira, empresa de Bonnie Bonilha, nora do líder do governo Lula no Senado, Jaques Wagner (PT-BA).

    O senador também aparece na lista com o pagamento de uma quantia menor, de R$ 289 mil, como pessoa física. Wagner afirma que o valor é referente a rendimento de aplicação em conta de pessoa física, que não possui CNPJ e que nunca recebeu qualquer pagamento do Master. A BN Financeira diz que prestou serviços ao Banco Master mediante emissão de nota fiscal, entre 2022 e 2025.

    Os dados da Receita mostram valores pagos pelo Master desde 2022, sem correção pela inflação, incluindo cerca de R$ 80 milhões em 2024 e 2025 para o escritório da mulher do ministro do STF Alexandre de Moraes, o Barci de Moraes Sociedade de Advogados, como revelou a Folha de S. Paulo. Parte dos valores repassados pelo Master às empresas e políticos ficou retido por cobrança de impostos retidos na fonte.

    A defesa de Vorcaro foi procurada, mas não se manifestou até a publicação deste texto.

    A Lewandowski Advocacia recebeu ao menos R$ 6,1 milhões em pagamentos, que começaram em novembro de 2023. O escritório tem como sócios um filho e a mulher de Ricardo Lewandowski, ex-ministro do Supremo Tribunal Federal e da Justiça do governo Lula. Ele deixou a sociedade em janeiro de 2024, dias antes de entrar no governo. O ex-ministro diz que o escritório prestou serviços de consultoria jurídica ao Master.

    O banco de Vorcaro pagou ainda R$ 5,45 milhões para a A&M Consultoria Ltda, empresa do ex-prefeito de Salvador e pré-candidato ao Governo da Bahia ACM Neto, de 2023 até o último ano. A consultoria afirma que os serviços foram devidamente prestados e que não pode validar os valores mencionados.

    A WF Comunicação, que pertence ao ex-secretário de Comunicação Social do governo de Jair Bolsonaro (PL), Fabio Wajngarten, recebeu ao menos R$ 3,8 milhões do banco de Vorcaro em 2025. Ele também é considerado por Aldo Rebelo (DC) como possível vice em uma chapa à Presidência. Wajngarten diz que integra a equipe de defesa de Vorcaro e que presta serviços para o ex-banqueiro.

    A reportagem procurou todos os nomes aqui citados como beneficiários de pagamentos declarados pelo Master. Temer afirmou que prestou serviços de mediação ao ser contratado pelo banco e que recebeu dois pagamentos, de R$ 5 milhões e de R$ 2,5 milhões.

    A assessoria de Rueda foi contatada por meio de mensagens às 7h30 e às 9h39. O presidente do União Brasil também foi procurado por ligações entre 9h30 e 10h, mas não respondeu.

    Meirelles afirmou que seu contrato tinha o objetivo de prestar consultoria em assuntos de macroeconomia e de mercado financeiro. “Eu não tinha o menor conhecimento das operações do banco, fiquei sabendo pelos jornais. No começo, eles demandavam mais meus serviços, depois passaram a demandar pouco e eu rescindi o contrato em julho de 2025”, disse.

    Em nota, a assessoria do ex-ministro Lewandowski diz que ele retornou à advocacia após deixar o STF, em abril de 2023, e se retirou do escritório ao assumir o Ministério da Justiça no ano seguinte. O escritório passou a ser controlado por sua família e manteve contrato com o Master.

    “Além de vários outros clientes, prestava serviços de consultoria jurídica ao Banco Master. Ao ser convidado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para assumir o Ministério da Justiça de Segurança Pública, em janeiro de 2024, Lewandowski retirou-se de seu escritório de advocacia e suspendeu o seu registro na Ordem dos Advogados do Brasil, como determina a legislação vigente”, afirma.

    A assessoria da empresa de ACM Neto, a A&M Consultoria, afirma que “os serviços mencionados pelo jornal foram contratados de maneira lícita, transparente, e devidamente prestados” e que não pode confirmar os valores “supostamente declarados à Receita Federal por não ter tido acesso a esses dados”.

    A nota afirma ainda que o contrato foi firmado quando os sócios da A&M não ocupavam cargos públicos. “Foi apresentada petição à PGR (Procuradoria-Geral da República) e ao STF na qual a A&M se coloca à disposição para prestar eventuais esclarecimentos e detalhes dos serviços prestados, assim como requereu que se apurasse o vazamento de dados fiscais sigilosos”, diz.

    Wajngarten afirmou à reportagem que foi apresentado a Vorcaro no primeiro semestre de 2025 por meio dos advogados do ex-banqueiro dele e passou a integrar a equipe de defesa, da qual faz parte até o momento. O contrato tem cláusula de confidencialidade e, por isso, não foi tornado público.

    A empresa de Bonnie Bonilha, BN Financeira, afirma que os serviços ao Master “tiveram por objetivo a prospecção e indicação de operações e convênios de crédito público e privado”, mediante prestação de nota, e que os dois únicos sócios são Moisés Dantas e Bonnie Bonilha.

    “Não existe qualquer investigação ou apuração policial quanto ao tema, pois não existe qualquer irregularidade. Todos os recursos recebidos pela BN Financeira se deram de forma oficial, contabilizada e mediante emissão de nota fiscal, distribuídos formalmente aos sócios e declarados à Receita Federal”, afirma em nota.

    Vorcaro foi preso pela segunda vez no começo de março pela Polícia Federal sob suspeita de comandar um esquema de fraude e ameaças. Ele negocia um acordo de delação premiada.

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  • Dólar recua mais de 1% e Bolsa renova recorde após trégua entre Irã e EUA

    Dólar recua mais de 1% e Bolsa renova recorde após trégua entre Irã e EUA

    Comportamento de moeda e Ibovespa acompanham maior apetite global por risco; Trump anuncia cessar-fogo de duas semanas no conflito no Oriente Médio; estreito de Hormuz é reaberto

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar recua mais de 1% nesta quarta-feira (8), após Estados Unidos e Irã firmarem um cessar-fogo de duas semanas no conflito no Oriente Médio. A trégua também prevê a reabertura do estreito de Hormuz, por onde passam cerca de 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo.

    Às 14h28, a moeda norte-americana caía 1,06%, cotada a R$ 5,099, a caminho de fechar na menor cotação desde maio de 2024. Na mínima do pregão, o dólar atingiu R$ 5,065, em queda de 1,73%.

    No exterior, o índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuava 0,94%, a 98,91 pontos -a caminho da maior queda do índice desde 22 de abril de 2025, em meio à guerra comercial.

    No mesmo horário, a Bolsa subia 2,14%, a 192.292 pontos. Na máxima do dia, atingiu 193.759 pontos, novo recorde histórico durante o período de negociações.

    A valorização da Bolsa ocorre apesar da queda do petróleo, que pressiona as ações da Petrobras e de outras petrolíferas brasileiras.

    Os contratos do Brent, referência global, e do barril WTI (West Texas Intermediate), referência dos EUA, eram negociados abaixo do patamar de US$ 100, despencando até 15%.

    Por volta das 14h30, as ações da Petrobras caíam entre 5,84% (preferencial) e 5,48% (ordinária), enquanto Prio, PetroRecôncavo e Brava Energia recuavam 4,80%, 3,75% e 3,52%, respectivamente.

    O principal fator do pregão é a trégua da guerra no Oriente Médio. Após dizer que “uma civilização inteira morrerá nesta noite” e ameaçar obliterar a infraestrutura civil do Irã, Donald Trump recuou novamente e aceitou na terça-feira (7) uma proposta feita pelo Paquistão para um cessar-fogo de duas semanas na guerra iniciada em 28 de fevereiro pelos Estados Unidos e Israel.

    Em postagem na rede Truth Social, o americano disse que sua decisão se baseou no compromisso de que o Irã reabra Hormuz durante a trégua -Teerã disse que o fará por duas semanas “em coordenação com as Forças Armadas” iranianas.

    “Esse será um cessar-fogo duplo”, escreveu Trump, visando acalmar os ânimos dos países árabes sob ataque de Teerã no golfo Pérsico.

    “O motivo pelo qual eu estou fazendo isso é que nós já atingimos e excedemos nossos objetivos militares”, afirmou Trump, dizendo procurar um “acordo definitivo de paz de longo prazo com o Irã e paz no Oriente Médio” nesses 15 dias.

    Desde o início do conflito no Oriente Médio, o dólar e os prêmios de ativos de renda fixa tem se valorizado por conta de uma maior busca por proteção dos investidores.

    O cessar-fogo reverte o comportamento, aumentando o apetite por ativos de risco. Entre os países emergentes, 12 moedas se valorizam frente ao dólar -caso do real, rubia indiana e peso mexicano.

    As Bolsas também tinham pregão positivo. Na Europa, o Euro STOXX 600, referência do continente, fechou em alta de 4,97%, similar aos índices de Frankfurt (5,06%), Londres (2,51%) e Paris (4,49%). Em Wall Street, as Bolsas Nasdaq, S&P 500 e Dow Jones avançavam 2,89%, 2,54% e 2,52%, respectivamente, por volta das 14h30.

    No Brasil, o comportamento se repete. “A expectativa é de uma sessão positiva para a Bolsa brasileira, para os ativos domésticos, e para o real, que tendem a se beneficiar desse ambiente de maior apetite por risco”, diz Lucca Bezzon, especialista de inteligência de mercado da StoneX.

    Para Paula Zogbi, estrategista-chefe da Nomad, o cessar-fogo motiva a busca por risco após semanas de volatilidade intensa. “Alivia a taxa de câmbio com a desmontagem de parte das posições de proteção do mercado. A queda do petróleo afasta parte do temor de inflação persistente, aliviando os juros futuros”.

    Há ainda incertezas. O Irã concordou em permitir a passagem de navios pelo estreito de Hormuz, mas o tráfego permanece baixo.

    Dados do monitor marítimo Marine Traffic revelam que apenas duas embarcações passaram pelo local nesta quarta-feira (8), horas após ser anunciado o cessar-fogo de duas semanas envolvendo EUA, Israel e Irã.

    Diretores de segurança de empresas que navegam na via afirmam ainda aguardar detalhes técnicos antes de liberar os envios de navegações.

    Segundo o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, uma das condições impostas pelo regime para a trégua foi Teerã ser responsável pela coordenação da passagem dos navios no estreito.

    O Irã também condicionou a reabertura do estreito à interrupção dos ataques por parte de Israel e dos Estados Unidos. Nesta quarta-feira, Israel realizou o maior ataque a instalações do Hezbollah no Líbano, o que levou Teerã a ameaçar abandonar o cessar-fogo.

    O bloqueio do estreito de Hormuz, por onde passam 20% de todo o petróleo e gás natural liquefeito consumidos no mundo, lançou a economia global em turbulência. O choque de oferta, considerado sem precedentes, está se transformando em uma crise energética que fez os preços do petróleo e produtos derivados dispararem.

    A interrupção também pressiona a inflação global. O crescimento econômico antes previsto tem sido colocado em dúvida, bem como os próximos passos de alguns dos principais bancos centrais do mundo.

    Tanto o Federal Reserve, dos Estados Unidos, quanto o BC (Banco Central) brasileiro citaram a guerra nas decisões do mês passado, diante do risco de pressão inflacionária global.

    Na última segunda (6), o presidente do BC, Gabriel Galípolo, defendeu o que chamou de cautela da instituição na condução da política de juros no Brasil. Ele também afirmou que a sociedade não aceita mais inflação.

    Na visão da XP, um prolongamento da guerra e preços de petróleo altos por mais tempo são os principais pontos de atenção do conflito, à medida que as expectativas de inflação local sobem acima da meta de 3% do BC.

    Ainda assim, a XP vê o Brasil bem posicionado para enfrentar as turbulências da guerra, “dada a alta exposição ao petróleo e o potencial de seguir atraindo fortes fluxos estrangeiros, especialmente quando as tensões arrefecerem”.

    Dólar recua mais de 1% e Bolsa renova recorde após trégua entre Irã e EUA

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  • Adriane Galisteu sobre relação com Silvio Santos: 'Ele era admirável, mas não era fácil'

    Adriane Galisteu sobre relação com Silvio Santos: 'Ele era admirável, mas não era fácil'

    No Provoca (TV Cultura), apresentadora afirma que trocar ideia com ele era ‘entrar com a sua e sair com a dele’; ela lembra que em 2008, Silvio mudou o horário de seu programa 18 vezes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A apresentadora Adriane Galisteu foi a convidada especial do programa Provoca (TV Cultura) e relembrou como era seu relacionamento com Silvio Santos (1930-2024). Segundo ela, não era fácil lidar com ele nos bastidores.

    “Ele era admirável, amado, mas não era um cara fácil. Se fosse hoje, acho que minha relação seria completamente diferente. Era difícil lidar com ele. Trocar ideia com ele era chegar com a sua e sair com a dele”, comentou a Marcelo Tas.

    A apresentadora lembrou de um desgaste que teve em 2008 com a estreia do programa Charme, no SBT. “Ele mudou meu horário 18 vezes em dois anos, me jogou de madrugada quase como um castigo, e era ao vivo”, recordou.

    Na estreia, em março daquele ano, Adriane usou um pijama como figurino. “Fiz isso para provocar, porque ele sempre falava das minhas roupas. E no dia seguinte tocou meu telefone. Ele adorou”, disse.

    Após um tempo, a apresentadora pediu demissão do canal e teve de escutar uma espécie de profecia do dono da emissora. “Ele disse que a Band, para onde eu acabei indo, era uma emissora masculina e que eu pediria para voltar. Foi o que aconteceu após cinco anos. Briguei até com a minha mãe pelo Silvio.”

    Adriane também falou sobre os nove anos em que ficou fora da TV aberta. Para ela, foi o seu pior momento. “Sempre achei que os bons ficariam empregados e era impensado eu ficar longe da TV. Poucas coisas me deixaram tão abalada como isso. Doeu profundamente”, disse.

    Adriane Galisteu sobre relação com Silvio Santos: 'Ele era admirável, mas não era fácil'

  • Bombeiros combatem incêndio no velódromo do Parque Olímpico, no Rio

    Bombeiros combatem incêndio no velódromo do Parque Olímpico, no Rio

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Corpo de Bombeiros combate na manhã desta quarta-feira (8) um incêndio no velódromo do Parque Olímpico, na avenida Embaixador Abelardo Bueno, na Barra da Tijuca, zona sudoeste da cidade.

    Até o fim da manhã 80 bombeiros de dez quartéis trabalhavam no combate às chamas, que chegaram a ser controladas, mas voltaram em pequenos focos no início da tarde. Não há registro de vítimas.

    O velódromo recebeu nos Jogos do Rio, em 2016, as modalidades de ciclismo de pista e paraciclismo de pista. Foi a obra esportiva com o maior atraso na entrega -foi repassado ao COI (Comitê Olímpico Internacional) no fim de junho, a menos de dois meses da abertura da Olimpíada.

    O velódromo tem no primeiro andar equipamentos como a pista de ciclismo e aparelhos esportivos em que atletas e alunos treinam diferentes modalidades, como ginástica artística, esgrima e ciclismo.

    Segundo a prefeitura, o espaço atende mensalmente a 4.280 pessoas a partir de 6 anos de idade, em modalidades como vôlei, basquete, ginástica, ciclismo, jiu-jitsu e handebol. Os frequentadores variam entre alunos de escolinhas, atletas de categorias de base das confederações e profissionais.

    O pavimento superior do velódromo abriga o Museu Olímpico, inaugurado em agosto do ano passado.

    O fogo atingiu a cobertura, feita de lona, e causou poucos danos internos na arena, segundo bombeiros e o prefeito Eduardo Cavaliere (PSD). A pista de ciclismo não foi afetada, segundo vistoria inicial de engenheiros. Uma perícia ainda será realizada.

    O museu teve apenas uma sala imersiva atingida pelo fogo. Uma das hipóteses é de que o incêndio tenha iniciado na sala e se alastrado para a cobertura.

    “Somente uma pequena área do Rio Museu Olímpico foi impactada e será reformada. O acervo não foi atingido, está completamente preservado. Além disso, todos os itens e equipamentos do museu têm seguro”, afirmou Cavaliere.

    Construído para os Jogos Rio 2016, o velódromo é administrado pela Prefeitura do Rio, via Secretaria Municipal de Esportes. Além de receber ciclistas, o local é hoje um centro de referência para o treinamento de levantamento de peso.

    Em 2025, o velódromo recebeu o Campeonato Mundial de Paraciclismo de Pista. Cerca de 50 eventos foram sediados no local no ano passado, segundo a prefeitura.

    Em 2017, o telhado do velódromo foi atingido duas vezes por incêndios, em julho e novembro.

    A estrutura custou R$ 137,7 milhões, R$ 25 milhões a mais que o esperado pelo governo federal e pela Prefeitura do Rio.

    Atacante inicia recuperação após lesão na coxa e segue protocolo em quatro etapas no CT. Sem prazo para retorno, evolução será monitorada com exames frequentes, e expectativa interna é de que ainda volte a atuar antes da pausa para a Copa do Mundo

    Folhapress | 14:00 – 08/04/2026

    Bombeiros combatem incêndio no velódromo do Parque Olímpico, no Rio

  • Moraes pede data para STF julgar ação sobre limites de delações premiadas

    Moraes pede data para STF julgar ação sobre limites de delações premiadas

    Decisão pode afetar colaboração de Daniel Vorcaro, que pode envolver o ministro e Toffoli; caso não tinha despacho do relator desde o fim de 2021, quando pediu informações aos Poderes sobre o tema

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), liberou para julgamento uma ação que trata de limites para a assinatura de colaborações premiadas. O pedido de pauta foi feito na segunda-feira (6).

    Eventual decisão no tema poderia impactar a delação de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, acordo em que Moraes pode ser um dos citados.

    O relator pediu ao presidente da corte, Luiz Edson Fachin, para agendar o julgamento em uma sessão no plenário presencial.

    A ação foi apresentada pelo PT em 2021, ano do único despacho do ministro no caso. Na ocasião, ele solicitou informações a autoridades sobre o tema, e as movimentações no processo foram apenas das partes desde então.

    O partido pede que o Supremo fixe parâmetros constitucionais à interpretação da lei que trata dos acordos, de 2013, para impedir violações, como a delação forçada e a falta de limites a benefícios.

    Os advogados citam casos concretos de delações controversas, como a do ex-ministro Antonio Palocci, a do ex-governador Sérgio Cabral e a do doleiro Alberto Youssef.

    A ação é uma ADPF (arguição de descumprimento de preceito fundamental). Nesse tipo de ação, a corte define balizas aos temas julgados de forma ampla, sem se debruçar sobre casos concretos. As decisões passam a valer como regra geral.

    Em relação a Moraes pesa o contrato de R$ 129 milhões que o escritório da sua mulher, a advogada Viviane Barci, firmou com o Master para representar os interesses da instituição financeira na Justiça. O ministro também teria trocado mensagens com Vorcaro no dia em que o empresário foi preso, o que ele nega.

    Documentos obtidos pela Folha de S. Paulo apontam ainda para oito viagens feitas por Moraes e Viviane em jatos executivos de empresas de Vorcaro entre maio e outubro de 2025. O gabinete do ministro afirmou que ele “jamais viajou em nenhum avião de Vorcaro ou em sua companhia”.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, o STF e a PGR (Procuradoria-Geral da República) preveem enfrentar um dilema caso a delação premiada do empresário prospere e atinja os ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, que tinham ligações com o ex-banqueiro.

    Autoridades avaliam que essa possibilidade representará um desafio para a atuação tanto do relator da investigação, André Mendonça, como do procurador-geral da República, Paulo Gonet -ambos têm relações cordiais com os ministros citados, Moraes e Dias Toffoli.

    Interlocutores de Mendonça e Gonet afirmam, sob reserva, que a situação deve exigir dos dois um ponto de equilíbrio entre agir com prudência, por um lado, e levar a investigação adiante se houver evidências contra ministros, por outro.

    Nas etapas iniciais das negociações, advogados de Vorcaro sugeriram que ministros do Supremo não fossem mencionados no acordo. A ideia foi rechaçada porque não se pode dar ao delator a prerrogativa de selecionar quem entregar e quem poupar.

    Como mostrou a Folha de S. Paulo, para que a delação seja homologada por Mendonça, Vorcaro terá de apresentar provas inéditas e indicar a possibilidade de recuperação dos valores obtidos de forma fraudulenta. Os termos do acordo estão sendo negociados em conjunto pela PGR e pela Polícia Federal.

    Mendonça foi um dos defensores de Toffoli na reunião secreta ocorrida em fevereiro entre os integrantes da corte para debater o relatório apresentado por investigadores com menções ao colega. Ele considerou que os fatos apresentados até ali não eram suficientes para considerar o magistrado suspeito.

    O episódio provocou uma indisposição do tribunal com a cúpula da PF, uma vez que os ministros, incluindo Mendonça, entenderam que o órgão não apenas identificou citações a Toffoli, mas se excedeu e realizou uma investigação sem supervisão do Supremo, o que seria irregular.

    As menções a Dias Toffoli e Moraes no celular de Vorcaro, apreendido pela PF no âmbito da Operação Compliance Zero, estão no centro da crise de imagem atualmente vivida pelo tribunal. O presidente do STF, Edson Fachin, segue em um fogo cruzado sobre como lidar com a intensificação dos desgastes.

    As mensagens envolvendo Toffoli apontam para pagamentos feitos à empresa Maridt, que tem o ministro entre os sócios. A Maridt vendeu participação no resort Tayayá, no Paraná, a um fundo de investimentos usado na engrenagem de fraudes do Master. O magistrado diz que a transação foi devidamente declarada e nega ser amigo ou ter recebido dinheiro de Vorcaro.

    A corte também afastou qualquer suspeição do magistrado na condução do caso na reunião feita internamente e que definiu a troca de relatoria da investigação no Supremo.

    Moraes pede data para STF julgar ação sobre limites de delações premiadas

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  • Lula diz que enviará nesta semana ao Congresso projeto para reduzir escala 6×1

    Lula diz que enviará nesta semana ao Congresso projeto para reduzir escala 6×1

    Lula defendeu que haja uma brecha para o caso de necessidade de contratos coletivos de categorias diferenciadas durante a implementação da redução da escala de trabalho

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quarta-feira, 8, que vai enviar nesta semana ao Congresso Nacional um projeto de lei do governo que reduz a jornada de trabalho e acaba com a escala 6×1. Lula disse ainda que vai conversar com o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), sobre a medida. A declaração foi feita em entrevista ao portal ICL Notícias.

    Nesta terça-feira, 7, Motta chegou a dizer que o governo havia recuado da intenção de enviar um projeto de lei e que iria pautar a análise de uma proposta de emenda à Constituição (CCJ) que já tramita na Câmara, e tem apoio do próprio Motta.

    Como mostrou o Broadcast Político (sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado), o governo negou que iria desistir de enviar a sua proposta.

    “Hugo Motta tem uma PEC que ele gostaria de colocar em votação, mas o governo vai apresentar o seu projeto nesta semana”, disse Lula, se mostrando confiante com a aprovação da mudança. “Vamos conseguir reduzir a escala 6×1”, comentou.

    O presidente também defendeu que haja uma brecha para o caso de necessidade de contratos coletivos de categorias diferenciadas durante a implementação da redução da escala de trabalho.

    “Não pode ser uma coisa rígida para todas as categorias, você tem que permitir que haja uma negociação. Mas nós temos que ter a redução, as pessoas precisam hoje de mais descanso e lazer”, afirmou Lula.

     

    Lula diz que enviará nesta semana ao Congresso projeto para reduzir escala 6×1

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  • Israel ignora cessar-fogo e faz maior ataque ao Líbano desde o início da guerra

    Israel ignora cessar-fogo e faz maior ataque ao Líbano desde o início da guerra

    Para Trump e Netanyahu, trégua não se aplica a Beirute; Paquistão, mediador do acordo, nega afirmação; Ministério da Saúde libanês fala em dezenas de mortos e feridos; Hezbollah afirma ter direito de retaliar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Horas após o anúncio do cessar-fogo na guerra contra o Irã, Israel ignorou parte da trégua e direcionou esforços militares ao Líbano. Segundo o premiê Binyamin Netanyahu, Tel Aviv lançou a maior ofensiva contra o país vizinho desde o início do conflito. O saldo, segundo o governo local, é de dezenas de mortos e feridos. Teerã, por sua vez, ameaça abandonar o acordo da véspera caso os ataques ao território libanês não sejam interrompidos.

    O Líbano foi arrastado para o conflito após o grupo Hezbollah, aliado de Teerã, ter atacado o Estado judeu dias depois do início da guerra, em 28 de fevereiro. Israel revidou e hoje ocupa militarmente o sul do território.

    O presidente do Líbano, Joseph Aoun, afirmou que espera que o país seja incluído na trégua. Nas negociações, Teerã condicionou sua adesão ao fim dos ataques contra seus aliados na região. Inclusive, o primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que costurou o plano, afirmou que as partes haviam aceitado um cessar-fogo “em todos os lugares” onde há conflito. Donald Trump, por sua vez, disse que Beirute não faz parte do acordo.

    O Exército de Israel disse que realizou uma ofensiva contra cerca de cem alvos do Hezbollah em diversas regiões do Líbano, incluindo a capital Beirute, o Vale do Beqaa, no leste, e o território ao sul, descrevendo a operação como o “maior ataque” à infraestrutura do grupo desde o início da guerra.

    O Ministério da Saúde do Líbano afirmou que 89 pessoas foram mortas, incluindo 12 profissionais e saúde, e que 700 ficaram feridas. A Presidência escreveu, em comunicado, que Israel cometeu um massacre. Já o primeiro-ministro libanês, Nawaf Salam, pediu que países aliados ponham fim aos ataques israelenses.

    O chanceler iraniano, Abbas Araghchi, ligou para o comandante do Exército do Paquistão para denunciar o que considerou uma violação do acordo por parte de Israel.

    Mais cedo nesta quarta, o embaixador do Irã nas Nações Unidas afirmou que Tel Aviv deveria respeitar o acordo e que qualquer ataque teria consequências. As Forças Armadas da República Islâmica também afirmaram que irão apoiar “as frentes de resistência” no Líbano, no Iêmen e no Iraque.

    O Hezbollah af irmou que tem o direito de retaliar e solicitou que os moradores deslocados devido ao conflito evitem voltar para suas casas antes que um acordo de cessar-fogo com o Líbano seja anunciado.

    O mesmo pedido foi feito pelo Exército do Líbano. O número de deslocamentos forçados ultrapassou a marca de um milhão de pessoas nesta semana, agravando o cenário de catástrofe humanitária no país.

    A maioria dos ataques desta quarta ocorreu em áreas civis, segundo Tel Aviv. Horas antes da ofensiva, o Exército emitiu alertas para algumas áreas do sul de Beirute e do sul do Líbano. Nenhum aviso foi dado para o centro da capital, que também foi atingido.

    O porta-voz das Forças Armadas de Israel, Avichay Adraee, afirmou que o Hezbollah teria se deslocado de seu reduto no sul de Beirute para regiões mais mistas da cidade. Imagens verificadas pela agência de notícias Reuters mostram explosões em prédios em áreas residenciais, além de edifícios em chamas.

    Os bombardeios desta quarta ainda atingiram um prédio na região de Tiro, no sul do país, pouco depois da emissão de uma nova ordem de retirada de civis naquela área.

    Diante da incerteza sobre a situação, alguns países europeus se manifestaram. Espanha e França pediram que a trégua inclua o Líbano. O ministro das Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, disse em uma entrevista a uma rádio que é “inaceitável” que Israel mantenha os ataques contra o país vizinho.

    Trump recuou novamente e aceitou na terça-feira (7) uma proposta feita pelo Paquistão para um cessar-fogo do conflito. Antes de aceitar o acordo, o americano ameaçou obliterar a infraestrutura civil do Irã e disse que “uma civilização inteira” morreria naquela noite.

    Em postagem na rede Truth Social, Trump disse que sua decisão se baseou no compromisso de que o Irã reabra o estreito de Hormuz durante a trégua -Teerã disse que o fará por duas semanas “em coordenação com as Forças Armadas” iranianas.

    O regime iraniano, por sua vez, confirmou que as negociações com os EUA acontecerão na capital paquistanesa, Islamabad, a partir da próxima sexta-feira (10). O país persa reforçou que as negociações não significam o fim imediato da guerra e que este acordo somente será aceito quando os detalhes do plano de dez pontos forem finalizados.

    Israel ignora cessar-fogo e faz maior ataque ao Líbano desde o início da guerra