Autor: REDAÇÃO

  • Filho se passa por mãe morta para ganhar pensão; mulher é achada mumificada

    Filho se passa por mãe morta para ganhar pensão; mulher é achada mumificada

    A fraude foi descoberta quando o homem tentou renovar o documento de identidade disfarçado de mulher, levantando suspeitas em um funcionária do Registro Civil; uma investigação revelou que o filho mantinha o corpo mumificado da mãe em casa

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um italiano se tornou alvo das autoridades por suspeita de fraude em benefícios após se passar pela própria mãe, morta em 2022, para continuar recebendo a pensão de sua genitora. As informações são do jornal Corriere Della Sera.

    O homem de 57 anos, que não teve a identidade divulgada, se passou pela própria mãe, Graziella Dall’Oglio. O caso ocorreu na cidade de Borgo Virgilio, na província de Mântua, na Itália, em 11 de novembro de 2025, mas foi noticiado agora.

    Graziella morreu em 2022. O homem manteve o falecimento em segredo para continuar recebendo mensalmente a pensão dela. O valor do benefício não foi divulgado.

    Homem tentou se passar pela mãe, quando idosa foi convocada para renovar o documento de identidade. Ele usou vestido, maquiagem, peruca e brincos e até feminizou a própria voz, mas, mesmo assim, levantou suspeitas dos funcionários do cartório, que acionaram a polícia.

    Polícia passou a investigar o caso e descobriu que Graziella estava morta há três anos. O corpo da idosa foi encontrado mumificado, na residência onde o filho dela morava.

    Causa da morte continua sob investigação. A análise inicial é de que a idosa teria morrido por causas naturais, mas a polícia aguarda o resultado do exame necroscópico para determinar a causa do óbito.

    Homem poderá responder pelos crimes de fraude e ocultação de cadáver. Ele era filho único de Graziella e seu pai também já havia morrido. Ele atuava como enfermeiro, mas estava desempregado.

    Filho se passa por mãe morta para ganhar pensão; mulher é achada mumificada

  • Senado aprova pauta-bomba bilionária após Lula indicar Messias ao STF

    Senado aprova pauta-bomba bilionária após Lula indicar Messias ao STF

    Projeto regulamenta aposentadoria especial para agentes de saúde; texto agora vai para a Câmara; governo queria segurar a proposta para evitar aumento de gastos

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Senado aprovou nesta terça-feira (25) o projeto que regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde e de combate às endemias, projeto que tem custo bilionário e que foi colocado em pauta depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva indicar Jorge Messias em vez de Rodrigo Pacheco para uma vaga no STF (Supremo Tribunal Federal).

    O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), um dos mais contrariados com a indicação de Messias, anunciou a votação horas depois de o governo divulgar o nome do indicado para o STF.

    A proposta do Senado tramitou sem uma estimativa de custo. Proposta aprovada pela Câmara com conteúdo parecido, apesar de mais caro, teria custo de cerca de R$ 25 bilhões nos primeiros dez anos.

    O governo não queria que o projeto fosse aprovado por causa de seu impacto nas contas públicas. Apesar disso, até os aliados mais próximos de Lula votaram a favor da proposta. Ficar contra significaria arcar com desgaste político a menos de um ano da eleição de 2026.

    A bancada governista não orientou voto durante a reunião. A orientação é quando um grupo partidário, governo ou oposição, expõe se é a favor ou contra determinado projeto.

    A aprovação foi por 57 votos a zero. Agora, o texto segue para votação da Câmara dos Deputados.

    O projeto é do senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), aliado de Lula. O relator foi Wellington Fagundes (PL-MT), de oposição. A aposentadoria especial para esses agentes foi incluída na Constituição em 2022. Passará a vigorar depois de ser regulamentada.

    O projeto aprovado determina que os agentes aposentados tenham salário integral e pareado com os profissionais da ativa. A idade mínima para aposentadoria será de 52 anos, com ao menos 20 de serviço no cargo, no caso dos homens. Para mulheres, a idade mínima será de 50 anos, também com ao menos 20 de serviço.

    A reforma da Previdência de 2019 determinou que a idade mínima para aposentadoria em 65 anos para homens e 62 para mulheres na regra geral.

    Alcolumbre também anunciou que realizará sessão do Congresso Nacional para deliberar sobre vetos presidenciais na quinta-feira (27). Ele disse que já havia desmarcado outras sessões do tipo a pedido do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT-AP).

    A liderança do governo costuma pedir adiamento de sessões do Congresso quando não há acordo sobre vetos e o Executivo corre risco de sofrer derrotas nas votações.

    O presidente da República pode vetar na íntegra ou parcialmente projetos aprovados pelo Legislativo. Deputados e senadores, porém, podem rejeitar esses vetos e fazer valer os textos aprovados, caso tenham votos suficientes para derrubar os vetos.

    Alcolumbre disse que serão deliberados os vetos de Lula sobre as regras de licenciamento ambiental e sobre o Propag (a renegociação das dívidas dos Estados).

    Também deve ser votado projeto que abre crédito de R$ 42,2 bilhões para o governo pagar benefícios sociais, como o Bolsa Família, em desacordo com a “regra de ouro” dos gastos públicos -ou seja, a regra que impede a contração de dívida para pagar despesas correntes.

    Estará na pauta, ainda, uma proposta de reajuste salarial para bombeiros e policiais do Distrito Federal, que são pagos com dinheiro da União.

    Alcolumbre disse em pronunciamento no plenário do Senado, sem citar a indicação de Messias, que não marcou as sessões de vetos como represália à escolha de Lula para o STF.

    “Hoje, infelizmente, dependendo da versão, parece que esta Presidência está tomando, de certa forma, uma atitude ou outra em sinal de protesto ou de alguma coisa parecida. E eu queria dizer que todos me conhecem e sabem que eu jamais faria ou tomaria alguma iniciativa em retaliação a qualquer coisa que seja”, declarou o presidente do Senado.

    Mais cedo, também nesta terça-feira, Alcolumbre anunciou que a votação de Messias pelo Senado será em 10 de dezembro. O prazo é exíguo para o indicado de Lula fazer campanha. Ele precisa ter o apoio da maioria absoluta dos senadores para assumir o cargo no Supremo. Se a decisão fosse hoje ele provavelmente não teria votos suficientes.

     

    Senado aprova pauta-bomba bilionária após Lula indicar Messias ao STF

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Moraes manda Hugo Motta declarar de ofício perda do mandato de Ramagem

    Moraes manda Hugo Motta declarar de ofício perda do mandato de Ramagem

    O deputado do PL Alexandre Ramagem (foto), condenado no processo da trama golpista, deixou o país e fugiu para os Estados Unidos

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), enviou nesta terça-feira (25) ofício ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para declarar a perda do mandato parlamentar de Alexandre Ramagem (PL-RJ).

    O parlamentar, condenado no processo da trama golpista, deixou o país e fugiu para os Estados Unidos.

    Diretor da Abin (Agência Brasileira de Inteligência) durante o governo Jair Bolsonaro (PL), Ramagem foi condenado pela Primeira Turma do STF a 16 anos, um mês e 15 dias de prisão, em regime inicialmente fechado.

    Em tese, a perda do mandato de deputado federal precisaria passar por uma análise Câmara dos Deputados, após o fim da possibilidade de recursos no julgamento.

    Na mesma decisão, o relator Alexandre de Moraes também determinou envio de ofício à presidência do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para a declaração de inelegibilidade e ao Ministério da Justiça e Segurança Pública para a perda do cargo de delegado da Polícia Federal.

    “Considerando que o réu encontra-se foragido e fora do território nacional, determino a expedição do mandado de prisão e inserção no Banco Nacional do Monitoramento de Prisões (BNMP)”, disse ainda o relator.

    Ramagem foi acusado pela PGR (Procuradoria-Geral da República) de cometer cinco crimes, mas a Câmara dos Deputados, em embate com o Supremo, decidiu suspender parte da ação penal contra o deputado -aquela que tratava dos ilícitos que teriam sido cometidos após a diplomação dele como parlamentar, no caso, os diretamente ligados ao 8 de Janeiro.

    Com isso, Ramagem foi julgado por três tipos penais: tentativa de golpe de Estado, abolição do Estado democrático de Direito e associação criminosa armada.

    Ele foi acusado de ser um dos responsáveis por preparar o discurso de Bolsonaro contra as urnas eletrônicas, no que seria a etapa inicial de um plano para manter Bolsonaro no comando do Palácio do Planalto mesmo em caso de uma eventual derrota nas eleições presidenciais. Sua defesa negou todas as acusações, mas não obteve sucesso no STF.

    Moraes manda Hugo Motta declarar de ofício perda do mandato de Ramagem

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • Pedro Bial diz que família cogitou suicídio assistido para mãe de 101 anos

    Pedro Bial diz que família cogitou suicídio assistido para mãe de 101 anos

    Apresentador defende modernização das leis sobre fim da vida e cita Uruguai como exemplo; Susanne Bial morreu em julho deste ano, um dia após completar 101 anos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pedro Bial revelou que chegou a discutir com a família a possibilidade de levar a mãe, a psicanalista Susanne Bial, para um suicídio assistido no exterior. Segundo ele, ela havia pedido para morrer e já não conseguia mais viver sua vida normalmente.

    Bial contou que a mãe, que sempre foi uma leitora azidua, já não conseguia mais ler”. “Ela não tinha mais prazer nenhum […] A vida dela eram as indignidades da decrepitude. Ficar sendo mantida viva…”, disse o jornalista em conversa com a repórter Maria Fortuna no videocast Conversa Vai, Conversa Vem, do jornal O Globo.

    Diante aos pedidos e o sofrimento, a família considerou recorrer ao suicídio assistido na Suíça, onde a prática é permitida. De acordo com Bial, a ideia não deu certo e eles optaram pelos cuidados paliativos. “Fomos cuidar dos paliativos, que é o jeito de deixar uma pessoa morrer dignamente. Ela era uma fortaleza”, contou o apresentador.

    A experiência, diz Bial, mudou sua forma de encarar a própria morte. Ele afirmou que, com a medicina prolongando a vida cada vez mais, a pergunta de “como se quer morrer” deixou de ser abstrata. “Quero viver muito tempo, mas como? Chega uma hora que é muito indigno ser mantido vivo e já não ter prazer nenhum”, refletiu, citando ainda uma frase atribuída a Gilberto Gil, que fala sobre não ter o medo da morte, mas o medo de morrer. ” Morrer é ainda estar vivo”, disse.

    O jornalista também usou o relato para criticar a legislação brasileira sobre o fim da vida. Segundo ele, o desejo da mãe de abreviar o sofrimento esbarrou em uma “lei defasada em relação à modernidade”. Bial mencionou o Uruguai como exemplo de país da região que já avançou na discussão sobre morte assistida.

    Susanne morreu em julho deste ano, um dia após o aniversário de 101, após um longo período lidando com as limitações da velhice. A causa da morte não foi divulgada.

    Pedro Bial diz que família cogitou suicídio assistido para mãe de 101 anos

  • Dólar fecha em queda, e Bolsa sobe com dados dos EUA e falas de Galípolo

    Dólar fecha em queda, e Bolsa sobe com dados dos EUA e falas de Galípolo

    Investidores reagem a informações econômicas dos Estados Unidos e a declarações de autoridades da política monetária; votação de pauta-bomba no Senado também está no radar dos analistas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,35%, cotado a R$ 5,376, nesta terça-feira (25), em linha com o exterior, enquanto investidores estiveram atentos a dados econômicos dos Estados Unidos e à falas do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

    Ao longo do pregão, o mercado também acompanhou a votação da pauta-bomba sobre a aposentadoria de agentes de saúde no Senado e, no exterior, as apostas de que o Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA) poderá cortar os juros em dezembro.

    A Bolsa, por outro lado, avançou 0,40%, a 155.910 pontos, durante o pregão em sintonia com os principais índices de Wall Street.

    Após uma manhã em que a Bolsa operou em alta e o dólar em baixa durante boa parte do tempo, os sinais se inverteram brevemente após falas do presidente do BC no Senado. Entretanto, encerraram o dia retomando o ritmo do começo do pregão.

    Pela manhã, Gabriel Galípolo afirmou que o Banco Central deve perseguir a meta de inflação de 3%, e não o limite de 4,5%, e que a banda de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo existe apenas para amortecer flutuações. “A meta não é a banda superior (…). De maneira nenhuma a meta é de 4,5%”, disse durante audiência na CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

    O presidente do BC também lamentou que, segundo as projeções do boletim Focus, a instituição não conseguirá cumprir a meta de 3% durante todo o seu mandato.

    Para Ian Lopes, especialista da Valor Investimentos, a fala reforça a fragilidade da perseguição à meta e o fato dela não estar sendo cumprida. “O discurso do Galípolo, em conjunto com a pauta-bomba do Senado, acabou pressionando o mercado”, afirmou.

    Na segunda, em evento da Febraban (Federação Brasileira de Bancos), o presidente do BC já havia afirmado que o BC não está satisfeito com o atual nível da inflação. “Não é papel do BC ser ombudsman da política fiscal. A bola que temos que ficar de olho é a inflação”, disse.

    Ele também afirmou que o regulador precisa de uma evolução constante e que bancos são instituições falíveis ao ser questionado sobre a liquidação do Banco Master. “Acontece nos EUA, na Suíça, acontece. O importante é aprendermos e inovarmos para não repetirmos problemas”, afirmou.

    Leonel Mattos, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, diz que o discurso do Galípolo reforçou a política atual da autarquia. “Os comentários demonstram desconforto com a dinâmica inflacionária e defendem a necessidade de um aperto monetário mais longo”.

    Ainda por aqui, está prevista para esta terça a votação do projeto de lei complementar que regulamenta a aposentadoria especial dos agentes comunitários de saúde. A votação está prevista para ocorrer após o fechamento do mercado.

    A proposta garante aposentadoria com integralidade (direito à aposentadoria com o mesmo salário da ativa) e paridade (garantia de mesmo reajuste concedido aos servidores ativos) para os agentes que cumprirem os requisitos mínimos de idade e tempo de serviço.

    A medida, considerada uma pauta-bomba, foi apelidada de “contrarreforma da Previdência” por integrantes do governo Lula, e pode ter um impacto entre R$ 20 bilhões e R$ 200 bilhões nos próximos anos.

    Em outubro, a Câmara aprovou uma PEC (proposta de emenda à Constituição) que tinha objetivo parecido, efetivando vínculos temporários e afrouxando as regras de aposentadoria para esses agentes.

    No cenário internacional, o foco esteve na divulgação de dados econômicos dos EUA pela manhã, com as novas edições das pesquisas do índice de preços ao produtor (PPI, na sigla inglês) e de vendas no varejo.

    O Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao produtor, um dos que mede a inflação do país, aumentou 0,3% em setembro, em linha com a previsão de economistas consultados pela Reuters. Nos 12 meses até setembro, o índice teve alta de 2,7%, depois de avançar pela mesma margem em agosto.

    As vendas no varejo dos Estados Unidos aumentaram menos do que o esperado no mesmo mês, em 0,2%. Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas subiriam 0,4%. As vendas no varejo são um indicativo do consumo das famílias americanas, e a alta do índice sugere um maior fôlego na economia.

    Os dados influenciam nas apostas de corte de juros do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA) na reunião de 9 e 10 de dezembro. Segundo a ferramenta FedWatch, do CME Group, investidores veem uma chance de 82,7% de que o banco central americano reduza a taxa de juros para 3,50% a 3,75%, em dezembro -hoje é de 3,75% a 4,00%.

    Analistas apontam que os diretores do Fed terão dificuldades para tomar uma decisão em dezembro. Por mais que a paralisação do governo federal dos EUA tenha se encerrado no começo do mês, dados importantes não foram coletados.

    Na quinta, o Departamento do Trabalho dos EUA informou que a economia norte-americana gerou 119 mil postos de trabalho em setembro, ante projeção de 50 mil segundo economistas consultados pela Reuters.

    O relatório conhecido como “payroll” é uma das métricas preferidas do Fed (Federal Reserve, banco central americano) para sua política monetária. O dado, contudo, está defasado e só será atualizado em 16 de dezembro, quando o órgão divulgará as informações sobre empregos nos EUA referentes a outubro e novembro.

    Para Leonel Mattos, da StoneX, essa situação coloca o Federal Reserve em uma situação desconfortável. “Não vai ter divulgação de inflação, de índice de preços ao consumidor (CPI) ou payroll antes do dia 10 de dezembro, então o Fed vai estar trabalhando com estatísticas de meses anteriores”.

    Reduções nos juros dos EUA costumam ser uma boa notícia para os mercados globais -e o oposto também é verdadeiro. Como a economia norte-americana é vista como a mais sólida do mundo, os títulos do Tesouro, também chamados de “treasuries”, são um investimento praticamente livre de risco.

    Quando os juros estão altos, os rendimentos atrativos das treasuries levam operadores a tirar dinheiro de outros mercados. Quando eles caem, a estratégia de diversificação vira o norte, e investimentos alternativos ganham destaque.

    Dólar fecha em queda, e Bolsa sobe com dados dos EUA e falas de Galípolo

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • Jogadora de vôlei é baleada em tentativa de assalto na zona norte do Rio

    Jogadora de vôlei é baleada em tentativa de assalto na zona norte do Rio

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Polícia Civil investiga o tiro que atingiu a jogadora de vôlei Júlia Azevedo, atleta do time profissional feminino do Tijuca Tênis Clube, durante uma tentativa de assalto na noite de domingo (23), na Tijuca, zona norte do Rio.

    Júlia voltava para casa de carro quando foi baleada na rua Conde de Bonfim, próximo à esquina com a rua Henry Ford, principais vias da região.

    O projétil entrou pelas costas e passou a 1 mm da coluna e a menos de 1 cm da bexiga, sem atingir órgãos vitais, segundo relato publicado por ela nas redes sociais. A atleta foi atendida no Hospital Municipal Souza Aguiar, de onde recebeu alta. Ela se recupera em casa.

    Júlia estava no carro com o pai, Marcos Venicio Rocha Azevedo, vice-presidente de Esportes Terrestres do clube, que dirigia o veículo quando houve a abordagem. Segundo o relato da jogadora, os criminosos não anunciaram o assalto. O homem que estava no banco do carona de outro carro desceu e passou a atirar contra o veículo da família. Um dos disparos atingiu a lataria; outro acertou Júlia nas costas.

    O pai acelerou para fugir, e os dois conseguiram despistar os criminosos. A atleta contou que, no momento do disparo, sentiu “como um soco no estômago” e só percebeu que havia sido baleada ao chegar em casa, quando passou a sentir forte dor e viu o ferimento.

    A PM disse que foi acionada para a ocorrência. Em nota, informou que uma equipe foi ao local e encaminhou a jogadora ao hospital. Segundo a corporação, Júlia estava no banco de trás quando foi atingida.

    A Polícia Civil disse que o caso é investigado pela 19ª DP (Tijuca). Testemunhas já foram ouvidas e a vítima foi encaminhada para exame de corpo de delito. Agentes também analisam imagens de câmeras de segurança e fazem diligências para esclarecer o crime.

    Em publicação nas redes sociais, Júlia disse que “nasceu de novo” e agradeceu pelo apoio recebido. “Por muito pouco, minha história poderia ter sido outra”, escreveu.

    Em nota, o Tijuca Tênis Clube afirmou que a atleta está “bem e fora de perigo” após o “grande susto” e desejou sua rápida recuperação. A jogadora ficará afastada das quadras por um curto período até completar o tratamento.

    A Fifa colocou as quatro melhores seleções do ranking para serem super cabeças de chave na Copa; Brasil é o 5° no ranking da Fifa e ficou de fora do seleto grupo

    Folhapress | 16:47 – 25/11/2025

    Jogadora de vôlei é baleada em tentativa de assalto na zona norte do Rio

  • Trump envia negociador a Putin, e Zelenski quer fechar plano

    Trump envia negociador a Putin, e Zelenski quer fechar plano

    Chefe de gabinete diz que presidente está pronto para ir aos EUA; braço-direito de J. D. Vance promove encontro em Abu Dhabi; ao menos sete pessoas morrem em noite de bombardeios intensos contra Kiev, que faz ataque no sul da Rússia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O empurrão diplomático dado pelo governo de Donald Trump para tentar acabar com a Guerra da Ucrânia segue intenso nesta terça-feira (25). O presidente americano disse que vai enviar seu negoiador para o conflito, Steve Witkoff, para reunir-se com Vladimir Putin em Moscou.

    Ao mesmo tempo, um novo integrante do time que discute o processo de paz, o secretário do Exército Dan Driscoll, irá encontrar-se com autoridades em Kiev. A data não foram anunciadas, mas presume-se que seja nesta quarta-feira (26).

    Mais cedo, o chefe de gabinete de Volodimir Zelenski, Andrii Iermak, disse que o ucraniano está pronto para se encontrar com o americano e finalizar uma proposta de paz dentro do prazo inicialmente desejado por Trump, a quinta-feira (27), feriado do Dia de Ação de Graças.

    “Espero poder me encontrar em breve com o presidente Zelenski e o presidente Putin, mas apenas quando o acordo para acabar essa guerra for final ou estiver em seus estágios finais”, escreveu depois Trump na rede Truth Social.

    Se Zelenski se vende como quase satisfeito, ainda falta combinar com os russo. Em público, autoridades russas têm descartado as mudanças feitas no texto original de 28 pontos favoráveis ao Kremlin que começou a ser debatido na semana passada.

    Para tentar contornar isso, os Estados Unidos promoveram uma reunião para discutir o plano, em Abu Dhabi. Os primeiros relatos eram de que russos e ucranianos participaram, mas outros dizem que apenas representantes de Moscou estavam presentes. Até aqui nenhum detalhe do debate foi ventilado além daquilo que Trump chamou de progresso.

    “Ainda há alguns detalhes delicados, mas não intransponíveis, que requerem mais conversas”, disse a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, no X. As principais resistências do lado de Kiev vinham sendo, segundo o site americano Axios, que entevistou Iermak, sobre perdas territoriais, que os americanos insistem ser vitais.

    O encontro em Abu Dhabi, que não havia sido anunciado, foi comandado pelo secretário do Exército, que surgiu na semana passada como uma face nova na discussão sobre o conflito.

    Ele é um braço-direito do vice-presidente americano, J. D. Vance, notório defensor de política pró-Rússia. Ambos estudaram juntos na Escola de Direito de Yale e são amigos pessoais. Sua presença sinaliza a Moscou que sua voz voltará a ser ouvida, após a Ucrânia reagir à primeira versão do plano.

    Driscoll havia apresentado o texto, elaborado pelo americano Steve Witkoff e o russo Kirill Dmitriev, com consultoria do genro de Trump, Jared Kushner, a Zelenski na quinta (20). A partir daí, o texto pró-Putin, que não o apadrinhou oficialmente e fez reparos a diversos de seus pontos, ganhou o mundo.

    No domingo (23), o secretário de Estado Marco Rubio e Witkoff se reuniram em Genebra com ucranianos, e uma versão calibrada da proposta foi feita.

    A Rússia, sempre tratando o texto como americano, rechaçou as mudanças. Na segunda (24), o assessor de Putin Iuri Uchakov disse que os pontos que surgiram na mídia, como o congelamento de todas as linhas de batalha, são inaceitáveis. Nesta terça, foi a vez de o chanceler Serguei Lavrov dizer o mesmo com outras palavras.

    Segundo ele, a versão revisada “precisa refletir o espírito e a letra do encontro do Alasca” entre Trump e Putin, em 15 de agosto, quando o russo apresentou suas demandas maximalistas para encerrar o conflito, que incluem a neutralidade e limitação militar da Ucrânia.

    Qualquer outra coisa não seria aceitável. Já Zelenski afirmou nesta terça que estava de acordo “com a essência” do acertado em Genebra.

    Os países europeus aliados de Kiev, que pressionaram os EUA a aceitar a reunião na Suíça e enviaram observadores ao encontro, se reuniram por videoconferência para discutir os próximos passos.

    O presidente francês, Emmanuel Macron, disse que o plano é “uma iniciativa que vai na direção correta. Mas há aspectos que precisam ser discutidos. Nós queremos a paz, mas não queremos uma paz que seja uma capitulação”, disse antes da reunião. Nela, afirmou que há chance de progresso.

    NOITE TEVE ATAQUES VIOLENTOS

    Na madrugada desta terça a Rússia lançou 486 mísseis e drones contra diversas regiões, incluindo quatro modelos hipersônicos Kinjal, com foco em Kiev e o porto de Odessa. Na capital, ao menos 7 pessoas morreram e 13 ficaram feridas, e um blecaute atingiu várias partes da cidade.

    O Ministério da Defesa do país disse que a ação foi uma retaliação contra ataques com drones ucranianos contra o território russo. O foco foi novamente o sistema energético, com falta de luz também nas regiões de Odessa, Sumi e Dinpropetrovsk.

    Ao menos dois drones violaram o espaço aéreo da Romênia ao tentar atingir o porto do Danúbio de Ismail, levando o país da Otan a mobilizar caças Eurofighter alemães lá estacionados e F-16 domésticos para interceptar as ameaças. Ninguém foi ferido.

    Já os ucranianos disseram ter atingido com mísseis de cruzeiro de produção local Netuno uma refinaria em Tuapse e um terminal de embarque de petróleo no porto de Novorossisk, ambos na costa do mar Negro. Imagens de redes socia is mostraram ações frenéticas de defesa aérea na região.

    Sites de monitoramento e checagem também confirmaram um ataque da Ucrânia à estratégica base aérea de Taganrog, no sul russo. Segundo o bem conectado canal russo Fighterbomber no Telegram, dois aviões de teste que estavam aposentados foram atingidos, mas o aeródromo saiu intacto.

    Trump envia negociador a Putin, e Zelenski quer fechar plano

  • Gaby Spanic tira CPF e anuncia mudança definitiva para o Brasil após A Fazenda

    Gaby Spanic tira CPF e anuncia mudança definitiva para o Brasil após A Fazenda

    Atriz brincou sobre precisar de um banco para depositar os ‘2 milhões de dólares’ de Paola Bracho; Venezuelana foi expulsa do reality show da Record após agredir colega de confinamento

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Gaby Spanic deu mais um passo para fincar de vez bandeira no Brasil. A atriz venezuelana, eternizada como Paola Bracho em “A Usurpadora”, contou nas redes sociais que tirou CPF e vai se mudar para o Brasil. “Agora, sim, meus amores, já tenho CPF”, escreveu.

    Na publicação, a atriz aparece em frente a um prédio da Receita Federal segurando um documento nas mãos e brincou sobre precisar de um banco. “preciso das suas recomendações: Qual é o melhor banco para eu depositar os ‘2 milhões de dólares’, da Paola Bracho?”, escreveu, fazendo referência a personagem queridinha do público brasileiro.

    Spanic decidiu se se mudar para o país depois de participar de A Fazenda 17 (Record). No começo de novembro, Gaby compartilhou que pretendia se mudar para o Brasil. A atriz também disse que está procurando por oportunidades profissionais e publicidades.

    Gaby Spanic deixou o reality no fim de outubro, quando foi expulsa após dar um tapa no rosto da colega de confinamento Támires Assis. Ela afirmou que a agressão foi uma manifestação contra a violência dentro da atração.

    Gaby Spanic tira CPF e anuncia mudança definitiva para o Brasil após A Fazenda

  • Alcolumbre marca sabatina de Messias para 10 de dezembro e dá pouco tempo para campanha

    Alcolumbre marca sabatina de Messias para 10 de dezembro e dá pouco tempo para campanha

    Indicado para STF terá pouco tempo para reverter resistência de senadores a seu nome; presidente do Senado queria que o indicado tivesse sido seu aliado Rodrigo Pacheco

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro Jorge Messias, indicado pelo presidente Lula para o STF (Supremo Tribunal Federal), deve ser sabatinado na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado no dia 10 de dezembro.

    O anúncio foi feito na tarde desta terça-feira (25) pelo presidente do colegiado, senador Otto Alencar (PSD-BA), ao lado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União -AP). A votação no plenário deve ocorrer no mesmo dia.

    Messias diz que vai ouvir ‘preocupações’ dos senadores

    Após ser indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao Supremo Tribunal Federal (STF), o advogado-geral da União, Jorge Messias, divulgou uma nota pública dirigida ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), responsável por pautar sua sabatina na Casa. Na nota, Messias afirma que mantém uma relação saudável, franca e amigável com Alcolumbre, por quem diz ter grande admiração e apreço.

    O AGU afirmou que buscará cada um dos senadores para ouvir atentamente suas preocupações com a Justiça do País e expor as perspectivas que pretende levar ao Supremo, caso seja aprovado, para então atuar em defesa da Constituição Federal.

    “Iniciada a primeira semana após a minha indicação, sinto-me no dever de me dirigir ao presidente do Senado Federal, senador Davi Alcolumbre, para oferecer-me ao seu escrutínio constitucional”, escreveu Messias. “O faço também por reconhecer e louvar o relevante papel que o presidente Alcolumbre tem cumprido como integrante da Casa, que agora preside pela segunda vez, atuando como autêntico líder do Congresso Nacional, atento a elevados processos decisórios em favor de nosso País.”

    Em mensagem aos senadores, Messias declarou ter aprendido a “dimensionar a atividade política como um espaço nobre de definição de rumos e administração de conflitos em nossa sociedade”. “Acredito que, juntos, poderemos sempre aprofundar o diálogo e encontrar soluções institucionais que promovam a valorização da política, por intermédio dos melhores princípios da institucionalidade democrática”, acrescentou.

    Alcolumbre marca sabatina de Messias para 10 de dezembro e dá pouco tempo para campanha

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Política

  • São Paulo troca Morumbis por Vila por medo de protestos contra Casares

    São Paulo troca Morumbis por Vila por medo de protestos contra Casares

    (UOL/FOLHAPRESS) – Com receio de protestos contra a gestão de Julio Casares, o São Paulo oficializou à CBF uma solicitação para que a partida contra o Internacional seja disputada na Vila Belmiro, e não mais no Morumbis. A partida será na quinta da próxima semana, 20h.

    INCÔMODO COM MANIFESTAÇÕES

    A mudança se dá pelo temor de Casares por mais protestos da torcida contra a atual gestão, conforme fontes na própria situação admitiram ao UOL. Nas redes sociais, torcidas organizadas convocariam uma manifestação para a partida.

    O presidente do São Paulo tem sido alvo de protestos de torcedores nos últimos jogos como mandante, incluindo em partidas na Vila Belmiro -cenário repetido na vitória deste domingo, também na Baixada Santista, sobre o Juventude.

    Pelo acordo do clube com a produtora Live Nation, o Morumbis foi palco de diversos shows durante o mês de novembro, em meio à reta final do Campeonato Brasileiro. Lutando por vaga na Pré-Libertadores de 2026, a mudança do mando de campo em um momento decisivo da temporada não foi bem aceita pela torcida.

    Como o UOL informou anteriormente, o jogo contra o Inter já estava inicialmente marcado para a Vila Belmiro, mas foi realocado para o Morumbis por pedido do próprio São Paulo.

    O UOL apurou que a qualidade do gramado não seria um problema. Além disso, a palavra era de que o palco dos shows da banda Oasis, que ocorreram neste final de semana, já estaria desmontado, possibilitando até mesmo a disponibilização da carga máxima de ingressos.

    O UOL teve acesso a detalhes do ofício. O São Paulo argumenta que o gramado não teria plenas condições de jogo, contradizendo o discurso adotado nos últimos dias.

    BASTIDORES

    A decisão de tirar novamente o jogo do Morumbis gerou atritos políticos entre membros da Situação. Sob condição de anonimato, partidários de Casares admitiram incômodo com a linha de ação do presidente.

    O mandatário foi aconselhado por aliados políticos a manter o jogo no estádio. A avaliação era que o clube já havia feito uma mobilização grande sobre o tema nas últimas semanas e que a decisão de voltar atrás apenas aumenta as críticas por parte do torcedor.

    Em contato com o UOL, a assessoria do São Paulo informou que aguarda a confirmação da CBF para oficializar a mudança e que não comentará o assunto antes disso.

    São Paulo troca Morumbis por Vila por medo de protestos contra Casares