Autor: REDAÇÃO

  • Quer saber como fazer a bateria do computador durar mais? Veja os truques

    Quer saber como fazer a bateria do computador durar mais? Veja os truques

    Pequenas mudanças de uso ajudam a evitar o desgaste precoce e ampliam a duração da carga, desde ajustar o brilho da tela até manter o sistema atualizado. Veja o que realmente faz diferença no dia a dia.

    Quem usa o notebook o dia inteiro ou precisa trabalhar longe de tomadas sabe como a bateria pode virar um problema. O tempo de autonomia costuma variar bastante entre modelos, mas, segundo o site Asurion, a maioria dos portáteis entrega entre três e dez horas de uso, e essa capacidade tende a diminuir com o tempo. Pequenos ajustes, porém, podem prolongar a vida útil da bateria e evitar dores de cabeça.

    Um dos passos mais simples é reduzir o brilho da tela. A luminosidade é um dos elementos que mais consome energia, portanto diminuir esse nível ajuda a estender o uso. Também é importante manter o notebook em um ambiente fresco. Baterias superaquecidas têm o desempenho prejudicado e podem até parar de carregar. Evite deixar o dispositivo dentro do carro no sol ou exposto a altas temperaturas. Caso a bateria esquente demais, espere o equipamento esfriar antes de ligá-lo novamente e verifique se as entradas de ar e a ventoinha estão limpas.

    Outro ponto fundamental é desconectar tudo o que não estiver usando.

    Acessórios como mouse, headsets e dispositivos USB consomem energia mesmo quando parecem inativos. O mesmo vale para programas e abas abertas sem necessidade. Quanto mais aplicativos rodando em segundo plano, maior o gasto de bateria. Fechar o que não está em uso faz diferença.

    Usar o carregador original também é essencial. Carregadores genéricos podem até funcionar, mas muitas vezes entregam voltagem inadequada, reduzem o desempenho da bateria e podem causar danos permanentes. Além disso, deixar o notebook plugado o tempo todo enfraquece as células da bateria com o passar dos meses. O ideal é alternar entre cargas completas e uso desconectado.

    Desligar o computador todos os dias também ajuda. Manter o equipamento ligado constantemente acelera o desgaste natural da bateria. Aproveite para manter o sistema operacional atualizado, já que versões antigas podem gerar conflitos e consumo excessivo de energia.

    Ferramentas de gestão de energia, disponíveis na maioria dos sistemas, ajudam a configurar o modo de uso e podem até dobrar a autonomia dependendo do modelo. Ajustes simples, feitos de forma consistente, mantêm o notebook funcionando melhor e com mais tempo longe da tomada.
     
     
     

    Quer saber como fazer a bateria do computador durar mais? Veja os truques

  • Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

    Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

    Durante uma celebração na Venezuela, Nicolás Maduro voltou a provocar os Estados Unidos ao afirmar que nenhuma ameaça vai detê-lo. O presidente usou música e declarações públicas em meio à crescente tensão militar entre Washington e Caracas.

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a usar música e dança para enviar recados políticos. Durante um evento pelo Dia do Estudante, na sexta-feira, ele subiu ao palco, dançou ao som de música eletrônica e afirmou que “as ameaças” dos Estados Unidos não vão detê-lo.

    Enquanto dançava, era possível ouvir frases como “No war, no crazy war, peace, peace yes, peace”. Animado, Maduro disse: “É sexta-feira e o que acontece na sexta? A Venezuela em paz. Sexta à noite é festa total. Festa, festa, festa! É sexta e eu vou para a festa. Ninguém me para! Música!”, segundo o g1.

    O vídeo circulou nas redes sociais.

    Desde agosto, os Estados Unidos mantêm navios de guerra, caças e milhares de militares nas águas do Caribe e do Pacífico, em uma operação voltada oficialmente ao combate ao narcotráfico. Caracas, porém, acusa Washington de promover uma “ameaça militar letal” com o objetivo de derrubar Maduro.

    Durante o encontro com estudantes universitários, o presidente venezuelano pediu que os jovens estabeleçam diálogo com movimentos estudantis norte-americanos para defender o fim da guerra.

    Essa não é a primeira vez que Maduro recorre à música para mandar mensagens aos EUA. Na semana anterior, ele cantou “Imagine”, de John Lennon, durante um comício em que pediu paz entre os países.

    A crise entre Venezuela e Estados Unidos

    A tensão entre Caracas e Washington aumentou depois da chegada do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, ao mar do Caribe. Os EUA afirmam que a operação tem como objetivo combater o tráfico de drogas, enquanto Maduro acusa o governo norte-americano de tentar derrubá-lo e se apoderar das reservas de petróleo venezuelanas.

    Em outubro, Washington chegou a oferecer uma recompensa de 50 milhões de dólares pela captura de Maduro, após acusá-lo de envolvimento com narcotráfico.

    O presidente Donald Trump, que já autorizou ações clandestinas da CIA em território venezuelano, disse que o governo de Maduro estava com os dias contados, embora não tenha detalhado como esse cenário ocorreria.

    Trump declarou ainda que pretende conversar com Maduro “em um futuro não muito distante”, afirmando ter “algo muito específico” a dizer ao líder venezuelano, em meio ao atual clima de tensão militar no Caribe.

    Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

  • Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

    Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

    A deputada Marjorie Taylor Greene afirmou que deixará o cargo em janeiro de 2026 após romper com Donald Trump por críticas à condução do caso Epstein. A congressista disse ter sido atacada e chamada de traidora pelo presidente ao defender vítimas de tráfico e abuso sexual.

    Marjorie Taylor Greene, antes uma das aliadas mais próximas de Donald Trump e um dos nomes mais influentes da direita radical nos Estados Unidos, anunciou na sexta-feira que deixará seu mandato na Câmara dos Representantes. A decisão ocorre após críticas que fez à forma como o presidente norte-americano tratou o caso Epstein.

    “Vou renunciar ao meu cargo em 5 de janeiro de 2026”, afirmou a deputada da Geórgia em comunicado publicado no X. Ela declarou ainda que defender mulheres norte-americanas que foram abusadas aos 14 anos e vítimas de tráfico sexual “não deveria resultar em ser chamada de traidora e ser ameaçada pelo presidente dos Estados Unidos, por quem lutei”.

    Em um vídeo divulgado online, Greene disse também que sempre foi “desprezada em Washington” e que “nunca se encaixou” no ambiente político da capital.

    A ruptura entre Trump e uma de suas principais apoiadoras tornou-se pública depois que ele passou a chamá-la de “Marjorie, a Traidora Greene” e “Maggie, a Louca”, em resposta às críticas dela sobre a condução do caso envolvendo Jeffrey Epstein, o financista de Nova York que morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais.

    A postura de Trump sobre o caso, considerando sua antiga proximidade com Epstein, provocou divisões dentro do Partido Republicano, normalmente alinhado ao presidente. Após resistir por muito tempo, Trump acabou sancionando uma lei que obriga seu governo a divulgar documentos relacionados ao caso, ainda que com limitações processuais. Não está claro, porém, até onde essas revelações irão.

    O presidente norte-americano sempre negou ter conhecimento dos crimes cometidos por Epstein. Ele afirma que os dois deixaram de se relacionar anos antes de surgirem as acusações que levaram o financista à prisão.

    Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

  • Espanha condena Meta por concorrência desleal contra veículos de imprensa

    Espanha condena Meta por concorrência desleal contra veículos de imprensa

    A gigante de tecnologia foi processado por ter usado, entre 2018 e 2023, informações sobre os internautas sem o consentimento deles com o objetivo de criar perfis publicitários individualizados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Justiça espanhola condenou a Meta, dona do Facebook e do Instagram, a pagar mais de 539 milhões de euros (R$ 3,3 bilhões) a meios de comunicação locais por concorrência desleal. A decisão considera que a empresa obteve uma vantagem competitiva significativa no mercado de publicidade online ao processar ilegalmente dados de usuários.

    A gigante de tecnologia foi processado por ter usado, entre 2018 e 2023, informações sobre os internautas sem o consentimento deles com o objetivo de criar perfis publicitários individualizados. Essa prática, segundo denúncia da AMI (Associação de Meios de Informação), teria gerado grandes lucros em detrimento dos veículos espanhóis que cumpriam a legislação.

    A empresa afirmou que considera as acusações do processo infundadas e que vai recorrer da decisão.

    Em uma decisão divulgada nesta quarta-feira (19), o Tribunal Mercantil de Madri, encarregado do caso, considerou que a empresa americana obteve uma vantagem competitiva significativa ao fazer publicidade em suas redes sociais Facebook e Instagram, infringindo o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (RGPD).

    Além dos 479 milhões de euros (R$ 2,9 bilhões) que deverá pagar aos integrantes da AMI, a Meta terá que pagar 60 milhões de euros (R$ 368,7 milhões) em juros, bem como outras indenizações de menor valor a outros veículos que não fazem parte da associação.

    Durante o julgamento, realizado no início de outubro, a AMI argumentou que a Meta havia criado perfis em massa com base no comportamento de todos os internautas. A partir disso, “sem ter obtido o consentimento dos cidadãos, teria vendido publicidade segmentada e gerado um lucro enorme”, conforme explicou na época Irene Lanzaco, sua diretora-geral.

    A Meta anunciou que apresentará um recurso. “Esta é uma alegação infundada, sem qualquer evidência de prejuízo, e que ignora deliberadamente como funciona a indústria de publicidade online”, disse um porta-voz da empresa em comunicado.

    O juiz teve que realizar um cálculo para determinar o valor do prejuízo causado, já que a Meta não forneceu ao processo as contas de seu negócio na Espanha, afirmou o tribunal.

    A infração durou de maio de 2018, quando a legislação entrou em vigor, a agosto de 2023, data em que a Meta mudou a base legal do consentimento.

    Nesse período, com base nos dados fornecidos pela imprensa digital espanhola, o magistrado concluiu que a empresa ganhou na Espanha mais de 5,23 bilhões de euros (R$ 31,9 bilhões) com o negócio de publicidade online.

    O juiz considerou que parte desse dinheiro deve ser distribuído ao resto dos concorrentes do mercado publicitário espanhol, entre eles, à imprensa digital espanhola, já que havia sido obtido com infração das normas de dados.

    Entre os 83 veículos de comunicação representados pela AMI figuram El País, El Mundo, ABC e La Vanguardia.

    Nesta semana, o presidente do governo espanhol, Pedro Sánchez, criticou a Meta ao anunciar que irá promover uma investigação na empresa e que o Parlamento convocará seus responsáveis para que esclareçam se o gigante tecnológico violou a privacidade de milhões de usuários por meio de um suposto sistema oculto.

    “A Meta deverá prestar contas ao Congresso dos Deputados”, indicou Sánchez. Segundo investigações realizadas por especialistas da Espanha, Holanda e Bélgica, a Meta “teria empregado por quase um ano um mecanismo oculto que permitia rastrear a atividade web de usuários de dispositivos Android”, explicou o governo espanhol em comunicado.

    Espanha condena Meta por concorrência desleal contra veículos de imprensa

  • PL Antifacção aprovado pela Câmara asfixia PF e Receita, diz Haddad

    PL Antifacção aprovado pela Câmara asfixia PF e Receita, diz Haddad

    Fernando Haddad criticou o texto do PL Antifacção aprovado pela Câmara, afirmando que a proposta enfraquece a Polícia Federal e a Receita ao reduzir recursos de fundos estratégicos e abrir brechas jurídicas para o crime organizado.

    A versão do Projeto de Lei (PL) Antifacção aprovada pela Câmara dos Deputados segue “na direção contrária do que se pretende” e enfraquece órgãos federais responsáveis pelo combate ao crime organizado, disse nesta quarta-feira (19) o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o ministro, o substitutivo do deputado Guilherme Derrite (PP-SP) asfixia financeiramente a Polícia Federal (PF), ao alterar regras de destinação de bens apreendidos.

    “Nós não podemos deixar essas operações serem enfraquecidas por um relatório açodadamente votado, sem que os especialistas fossem ouvidos, sem que os órgãos fossem ouvidos adequadamente, à luz do dia, em audiência pública, para que todo mundo tenha conhecimento do que aconteceu”, disse o ministro na saída do Palácio do Planalto.
    Segundo Haddad, o texto da Câmara cria brechas para o crime organizado. “Você vai complicar o impedimento para abrir brechas para o bandido atuar, ao invés de combater os órgãos que atuam contra a corrupção e o crime organizado? É uma contradição, e nós temos que resolver”, acrescentou. 

    Menos recursos

    Na avaliação do ministro da Fazenda, a manutenção por Derrite da divisão dos recursos confiscados de facções, quando houver atuação conjunta de órgãos federais e estaduais, reduz verbas para áreas estratégicas no combate ao crime organizado. O deputado, relator da proposta na Câmara, concordou em migrar os valores para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP).

    No entanto, o governo argumenta que outros fundos federais, como o Fundo Nacional Antidrogas (Funad) e o Fundo para Aparelhamento e Operacionalização das Atividades-Fim da Polícia Federal (Funapol), perderiam recursos. Haddad afirmou que o substitutivo aprovado também enfraquece a Receita Federal, especialmente na atuação aduaneira.

    “Por melhor que tenha sido a intenção, ela vai na direção absolutamente contrária do que se pretende. Ela facilita a vida dos líderes do crime organizado e asfixia financeiramente a Polícia Federal e fragiliza as operações de fronteira da aduana, que é da Receita Federal. Então nós estamos realmente na contramão do que nós precisamos”, disse.

    O ministro avaliou ainda que o texto cria “expedientes frágeis” que podem ser usados por advogados de criminosos para anular investigações. Ele citou impacto negativo em três operações em andamento: o combate a fundos financeiros usados para lavagem de dinheiro, a atuação contra a máfia do combustível no Rio de Janeiro e o enfrentamento a fraudes no sistema bancário.O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também se manifestou e afirmou que o texto aprovado “enfraquece o combate ao crime e gera insegurança jurídica”.

    Posição da Polícia Federal

    A Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal (ADPF) reconheceu avanços no projeto, mas apontou retrocessos, especialmente na retirada do Funapol, fundo destinado ao aparelhamento da PF, como destinatário dos bens confiscados.

    A entidade pediu que o Senado faça um debate “mais técnico, sem interferências políticas e ideológicas”.

    Defesa do projeto

    O relator Guilherme Derrite rebateu as críticas. Ele acusou Haddad e o PT de criarem “mentiras para estabelecer uma narrativa eleitoral desonesta”. Derrite, que se licenciou do cargo de secretário de Segurança Pública de São Paulo para relatar o texto, afirmou que o projeto enfrenta o crime organizado com “a lente da realidade”.

    O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, comemorou a aprovação e disse que o Brasil decidiu enfrentar o problema “pela lente da realidade, não da ideologia”. Segundo ele, o texto endurece penas, retira benefícios e fortalece a capacidade de asfixia financeira das facções.

    Principais pontos

    A Câmara aprovou o texto-base por 370 votos a 110, com três abstenções. A proposta havia sido enviada originalmente pelo Executivo, mas sofreu modificações profundas durante a tramitação, o que elevou a tensão entre o governo e a base de apoio ao projeto. A matéria segue agora para o Senado Federal, onde será relatada pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).

    O projeto promove um novo marco legal para o enfrentamento a facções criminosas, com endurecimento de penas, ampliação de hipóteses de bloqueio de bens e mudanças na repartição de valores confiscados.

    Destinação de bens apreendidos: quando a investigação for estadual, os bens passarão a integrar o Fundo de Segurança Pública do estado. Se a Polícia Federal participar da operação, os valores irão para o Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP). O governo federal argumenta que a regra descapitaliza fundos sob responsabilidade da União, como o Funad e o Funapol.

    Endurecimento de penas: o relator incluiu aumentos expressivos nas penas para crimes cometidos por integrantes de facções. Homicídio doloso, por exemplo, pode chegar a 40 anos de prisão. Casos de sequestro, roubo e extorsão também tiveram elevação significativa. Crimes como ameaça, antes punidos com detenção, passam a ter pena de reclusão.

    Bloqueio de bens e restrição de benefícios: o texto autoriza o bloqueio de todos os tipos de bens, inclusive criptomoedas e cotas societárias, ainda na fase de investigação, por decisão judicial ou a pedido do Ministério Público. Também proíbe concessão de anistia, graça, indulto, fiança e liberdade condicional a integrantes de organizações criminosas.

    Proposta rejeitada: uma tentativa do PL de incluir a equiparação de facções criminosas ao terrorismo foi rejeitada. Derrite argumentou que o tema não tinha relação com o projeto original enviado pelo Executivo.

    PL Antifacção aprovado pela Câmara asfixia PF e Receita, diz Haddad

    Veja Também: Gazeta Mercantil – Economia

  • EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir

    EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir

    Donald Trump pressiona a Ucrânia a assinar acordo de paz com a Rússia até 27 de novembro, sob ameaça de corte no fornecimento de inteligência e armas. Zelenski busca apoio europeu para preservar soberania, enquanto os termos favorecem Moscou e limitam forças ucranianas em meio a avanços russos no front.

    (CBS NEWS) – O governo de Donald Trump pressiona a Ucrânia a aceitar o acordo de paz desenhado em conjunto com a Rússia para encerrar o conflito disparado pela invasão de Vladimir Putin em 24 de fevereiro de 2022.

    Segundo vazamentos da Casa Branca a meios de comunicação ocidentais, como a agência de notícia Reuters, o republicano quer ver os 28 pontos do acordo assinados por Volodimir Zelenski até a quinta-feira da semana que vem (27).

    Se isso não ocorrer, dizem autoridades americanas, o país pode cortar o fornecimento de informações de inteligência vitais para Kiev lutar sua guerra, como imagens de satélite com movimentos de tropas e monitoramento de lançamento de mísseis e drones.

    O suprimento de armas, que hoje só chegam por meio de reduzidas compras feitas por países europeus de equipamento dos EUA, também será vetado. Na prática, tudo isso pode dificultar muito a defesa da Ucrânia, já sob intensa pressão em três pontos da frente de mil quilômetros de extensão.

    Cercado, Zelenski buscou apoio dos aliados europeus, que foram deixados de lado por Trump na negociação com os russos para pôr fim ao conflito mais sangrento em solo europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

    Ele participou de uma conversa telefônica com o presidente francês, Emmanuel Macron, e os premiês Keir Starmer, do Reino Unido, e Friedrich Merz, da Alemanha. Segundo a chancelaria em Berlim, todos concordaram que a Ucrânia tem de se manter soberana e reter capacidade de defesa.

    Zelenski, por sua vez, afirmou que irá trabalhar para ter os “princípios da Ucrânia” respeitados no acordo, que é amplamente favorável ao Kremlin -a única concessão maior de Putin foi ceder um terço dos US$ 300 bilhões em reservas externas congeladas para a reconstrução do país invadido.

    No mais, pelos termos colocados a Ucrânia perderá cerca pouco mais de um quinto do seu território e terá as Forças Armadas limitadas a 600 mil soldados, 40% a menos do que têm hoje em combate. Ficará proibida de ingressar na Otan e de ter militares da aliança ocidental em seu território, assim como aviões de combate.

    Após a ligação, Macron afirmou que os líderes concordaram que qualquer conversa a partir de agora terá de ter a participação da Ucrânia, da União Europeia e da Otan, já que o futuro do continente depende do arranjo de paz mais amplo proposto no acordo.

    É o que o francês e outros podem fazer, dado que os termos em si já estão na mesa. Como muitos deles são vagos, há espaço contudo para negociações. O site americano Axios, por exemplo, diz que as garantias de segurança que não são detalhadas na proposta podem incluir uma cláusula de defesa da Ucrânia semelhante ao mecanismo da Otan de assistência mútua em caso de ataque.

    A situação do ucraniano, de todo modo, é grave. Ele está sob forte pressão doméstica após a descoberta de um desvio de US$ 100 milhões no setor de energia do país, escândalo que derrubou dois ministros.

    No campo de batalha, os russos tomaram a estratégica Kupiansk, em Kharkiv, e nesta sexta conquistaram cinco vilarejos em Donetsk. Em Zaporíjia, no sul, as forças de Putin fizeram avanços rápidos devido ao enfraquecimento da defesa de Kiev, que foi obrigada a mandar reforços para o leste.

    O Kremlin tem buscado distância do debate público. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou nesta sexta que o país ainda não foi informado oficialmente dos 28 tópicos do acordo, um diversionismo, e que não irá fazer comentários para não atrapalhar as negociações que foram conduzidas de seu lado pelo chefe do fundo soberano do país, Kirill Dmitriev.

    EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir

  • Ex-seleção e Manchester City, Fernandinho anuncia aposentadoria

    Ex-seleção e Manchester City, Fernandinho anuncia aposentadoria

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Com passagens marcantes pela seleção brasileira e pelo Manchester City, o volante Fernandinho anunciou sua aposentadoria do futebol nesta quarta-feira (19), aos 40 anos.

    “Já estou cansado. Cansei hoje correndo 30 e poucos minutos. No futebol não tem nada que me motive mais. Já fui bem realizado no futebol”, disse após participação em jogo beneficente na Arena da Baixada, estádio do Athletico-PR. O agora ex-jogador afirmou ainda que agora vai se dedicar para “aproveitar com a família”.
    Natural de Londrina, no Paraná, Fernandinho foi revelado pelo Athletico-PR, onde estreou como profissional em 2002.
    Em 2005, se transferiu para o Shaktar Donetsk, da Ucrânia. Conquistou seis títulos do campeonato nacional e a Copa da Uefa, rebatizada em 2009 para Liga Europa.

    Em 2013, foi negociado para o Manchester City. No clube inglês, ficou quase uma década e foi peça importantíssima de Pep Guardiola, tendo conquistado cinco títulos da Premier League.

    Voltou para o Athletico em 2022, e ficou no clube até o fim do ano passado. Sua última partida foi contra o Atlético Mineiro, no dia 8 de dezembro. A equipe paranaense perdeu por 1 a 0 e acabou rebaixada para a Série B.

    Pela seleção brasileira, Fernandinho jogou as Copas de 2014 -foi um dos titulares na goleada de 7 a 1 da Alemanha- e 2018, e foi campeão da Copa América, em 2019.

    Ao todo, foram 918 jogos como profissional, com 110 gols.

    Ausência em 2025, Medina sofreu uma lesão no tendão do músculo peitoral maior do ombro esquerdo durante um treino em Maresias (SP). O surfista foi submetido a uma cirurgia e passou por um período de reabilitação intenso

    Folhapress | 10:15 – 21/11/2025

    Ex-seleção e Manchester City, Fernandinho anuncia aposentadoria

  • Preocupado, Flamengo tenta blindar jovem vaiado em jogo contra o Fluminense

    Preocupado, Flamengo tenta blindar jovem vaiado em jogo contra o Fluminense

    (UOL/FOLHAPRESS) – O Flamengo tenta blindar o zagueiro João Victor, que foi vaiado pela torcida no Maracanã e substituído por Filipe Luís no intervalo da derrota por 2 a 1 contra o Fluminense.

    HORA DE SEGURAR

    Elenco e comissão técnica reafirmaram a confiança a João Victor no vestiário. O UOL apurou que a conversa teve tom acolhedor, especialmente de Danilo, um dos mais experientes do elenco.

    A jovem promessa sentiu os erros em sequência e cedeu à pressão no Maracanã. Vaiado, não conseguiu desempenhar a função por conta da parte mental.

    A preocupação do Flamengo está justamente na pressão da torcida, que recaiu sobre João Victor. Com as voltas de Ortiz e Danilo, o jovem defensor jogará muito pouco nos últimos compromissos de 2025.

    As chances de retorno ao time titular são remotas, a menos que dois dos três veteranos que dominam a posição se machuquem ou cumpram suspensão.

    Internamente, João Victor é visto como um jovem tranquilo e trabalhador. Ele impressionou nas categorias de base, por isso treina junto aos profissionais desde o início do ano. A avaliação é de que o potencial está ali, mas precisa ser lapidado com calma. Os jogos importantes pesaram.

    Outros jovens defensores, como Iago, xodó da torcida, também devem ser preservados nesta reta final da temporada.

    Casos semelhantes, como os de Lorran e Evertton Araújo, são vistos como exemplos para a necessidade da blindagem. Criticados pela torcida, os jovens jogadores encaixaram pouco no Flamengo. O meia-atacante, inclusive, foi negociado ao Pisa, da Itália.

    ATUAÇÃO RUIM NO MARACANÃ

    Depois de falhar contra o Sport, mas ver as críticas atenuadas por conta da goleada do Flamengo, João Victor irritou a torcida com nova exibição apática. Assustado, ele errou na saída de bola que originou o gol de Lucho Acosta e recuou mal para Rossi no lance do segundo tento tricolor.

    O goleiro teve uma falha maior ao tentar dominar e entregou a bola para Kevin Serna marcar, mas o erro caiu na conta do jovem zagueiro. Depois disso, ele foi vaiado e hostilizado toda vez que tocou na bola até o fim do primeiro tempo.

    VETERANOS DEFENDEM, E FILIPE LUÍS EXPLICA ESCOLHA

    Diante das vaias, Rossi pediu ao torcedor rubro-negro que não vaiasse João Victor ainda dentro de campo, mas não adiantou. Após o apito final, o goleiro argentino assumiu a culpa pelo segundo gol.

    Outro que saiu em defesa de João Victor foi Léo Pereira. Mais experiente, o zagueiro explicou que as vaias só minam a confiança do jovem defensor.

    “Ele é um garoto que tem um potencial gigante, nos ajuda diariamente nos treinamentos, temos total confiança nele. Ele precisa do nosso respaldo, como precisa do respaldo do torcedor também. Por isso que a gente pede que apoie ele, tem poucos jogos no profissional. Não pode cobrar e vaiar por um lance específico, querer cobrar, vaiar, principalmente no 1º tempo. Não é nem tenso, mas a gente tem um cuidado a mais por ele ser uma joia da nossa base”, disse.

    Na entrevista coletiva, Filipe Luís defendeu João Victor, mas admitiu que o nível dos defensores titulares é muito acima dos garotos que sobem das categorias de base. Léo Pereira, Ortiz e Danilo, segundo o comandante, são jogadores de seleção brasileira.

    A diferença entre os jogadores que estão aqui é muito grande. Os Léos (Pereira e Ortiz), o Danilo são jogadores de seleção brasileira. O nível deles é muito alto. Eu também quero colocar os meninos da base, a torcida pede, mas eu vejo todo dia que a diferença é muito grande, são homens, estão prontos, e os meninos vão errar. Chegou no momento da temporada que precisamos usar eles, eu não tenho medo de usar. Infelizmente, nesta quinta-feira (20), não fez um bom jogo. Tenho confiança, já vi ele (João Victor) performar, mas era um jogo muito difícilFilipe Luís

    Com ou sem João Victor, o Flamengo volta a campo no sábado (22), para enfrentar o Red Bull Bragantino. A bola rola às 21h30 (de Brasília), no Maracanã.

    Preocupado, Flamengo tenta blindar jovem vaiado em jogo contra o Fluminense

  • João Fonseca é indicado em prêmio da ATP com os melhores do ano

    João Fonseca é indicado em prêmio da ATP com os melhores do ano

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – João Fonseca foi indicado a um dos prêmios do ATP Awards 2025, evento anual que avalia os jogadores do tênis masculino. O brasileiro concorre na categoria “Breakthrough of the Year”, que celebra o atleta de maior evolução na temporada.

    FONSECA NO TOPO?

    Ele disputa o prêmio com o britânico Jack Draper, o tcheco Jakub Mensik e o monegasco Valentin Vacherot.

    O critério de avaliação passa por melhora no ranking, vitórias marcantes contra adversários complicados e títulos inéditos. João Fonseca preenche todos os requisitos com um 2025 importante para o tênis brasileiro.

    O brasileiro começou o ano como número 145 do mundo e vai terminar na 24ª posição. Além disso, venceu dois títulos da ATP, em Buenos Aires e na Basileia.

    Os jurados que decidirão se Fonseca merece, ou não, o prêmio, fazem parte do “Clube do Número 1”. Como o nome sugere, são os 29 tenistas que já ocuparam a liderança do ranking da ATP, incluindo o conterrâneo Gustavo Kuerten.

    Aos 19 anos, Fonseca também concorre no prêmio de favorito dos fãs. A votação acontece no próprio site da ATP.

    Os vencedores serão conhecidos no início de dezembro, na semana do dia 8.

    O tenista brasileiro subiu mais de 700 posições no ranking mundial da ATP em um intervalo de aproximadamente 2 anos

    Folhapress | 11:30 – 18/11/2025

    João Fonseca é indicado em prêmio da ATP com os melhores do ano

  • Vanessa da Mata afirma ter enfrentado assédios e tentativas de estupro

    Vanessa da Mata afirma ter enfrentado assédios e tentativas de estupro

    “No berço, lembro de um homem mexendo comigo, fazendo coisas de que eu não gostava. Lembro da angústia que aquilo me causava. Até hoje tenho claustrofobia quando me sinto presa”, relatou.

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Vanessa da Mata, 49, que comemora 20 anos de carreira em 2025, surpreendeu os fãs ao revelar que conviveu com abusos e assédios ao longo de toda a vida. Em uma entrevista recente, a cantora contou ter sido vítima de diferentes formas de violência de gênero desde muito cedo.

    “No berço, lembro de um homem mexendo comigo, fazendo coisas de que eu não gostava. Lembro da angústia que aquilo me causava. Até hoje tenho claustrofobia quando me sinto presa”, relatou.

    Segundo a artista, que lançou o álbum “Todas Elas” em março, e os episódios se repetiram ao longo dos anos. “Quando eu jogava basquete, entrava no ônibus e já era mão na minha bunda, porque tenho uma bunda grande. Passei a vida escondendo isso, mas era muito difícil”, disse, lembrando que reagia aos assédios na praia e nas ruas e, muitas vezes, acabava partindo para a briga com os agressores. “Aprendi a me defender”

    Ela contou ainda que foi assaltada cerca de dez vezes. “Em duas dessas situações, houve tentativa de estupro. Você precisa aprender a dizer não mesmo quando já está na posição de vítima”, alertou. Vanessa explicou que permanece em estado de alerta diante da violência contra a mulher. “É o tempo todo. Você está no Brasil e vê acontecer direto. Quando é comigo, eu fico estatelada, mas quando é com outra, reajo.”

    A cantora relatou já também ter impedido um estupro. “Sou muito forte, geralmente mais que os meninos. Estava no carro quando vi um rapaz de moto em cima de uma menina. Abri a porta, meti a mão e perguntei: ‘Está precisando de ajuda?’. É mais forte do que eu. Não consigo ser espectadora”, comentou no podcast Desculpincomodar, apresentado pelo jornalista Sérgio Martins e pelo DJ Zé Pedro.

    Vanessa da Mata relembrou ter sido vítima de golpes no início da carreira, o que a levou a redobrar cuidados atualmente. “Meu empresário atual já provou várias vezes que é honesto, mas eu sempre tenho alguém que observa o trabalho dos empresários. Já fui roubada. Quem não foi? A capacidade de criar tira você do financeiro, e esse não é o meu talento. Então tenho quem cuide disso por mim.”

    Ao refletir sobre sua trajetória, ela reforçou sua determinação. “Sou uma criatura de muita ambição. Sempre fui. Não saí de uma cidade de 5 mil habitantes, em Alto Garças, no interior do Mato Grosso, fingindo não ser ambiciosa. Eu sou.”

    Vanessa da Mata afirma ter enfrentado assédios e tentativas de estupro