Autor: REDAÇÃO

  • Bolsonarismo sofre 2ª tentativa de debandada, e filhos de ex-presidente reagem

    Bolsonarismo sofre 2ª tentativa de debandada, e filhos de ex-presidente reagem

    A menos de um ano das eleições de 2026, o bolsonarismo vive um processo interno de disputa pela liderança da direita. Enquanto parte tenta herdar o espaço político de Jair Bolsonaro, outra mantém fidelidade ao ex-presidente, preso e inelegível, para não perder apoio entre seus eleitores.

    (CBS NEWS) – A menos de 11 meses das eleições de 2026, o bolsonarismo vive uma tentativa velada de sucessão em que parte dos atores busca assumir o protagonismo na direita sem repetir o confronto direto que marcou a primeira geração de dissidentes -quase todos politicamente anulados após romperem e baterem de frente com Jair Bolsonaro.

    Se de 2019 a 2022 figuras como Joice Hasselmann e Janaina Paschoal desabaram da casa dos milhões de votos para a insignificância eleitoral após colidirem abertamente com o clã Bolsonaro, agora o novo movimento toma o cuidado de manter a reverência ao ex-presidente ao mesmo tempo em que se vende publicamente com um figurino mais ao centro.

    A união do centrão -grupo de centro-direita e de direta que controla o Congresso- e de boa parte do empresariado e do mundo financeiro em torno do nome de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), somada à articulação de colegas governadores de direita correndo por fora, compõem a face mais visível desse redesenho.

    A primeira leva de dissidentes trombou com Bolsonaro no poder e com boa perspectiva de reeleição. A segunda tem a seu favor a vantagem de vê-lo condenado e preso.

    O atual modelo que busca suceder a liderança do ex-presidente no campo da direita teve a semente plantada na eleição para a Prefeitura de São Paulo, em 2024, quando Pablo Marçal quase desbancou o nome oficial do bolsonarismo, o prefeito Ricardo Nunes (MDB).

    Ali constatou-se que, a depender do perfil e do jeito em que a dissidência se dá, não há necessariamente a morte eleitoral ao se descumprir ordens de Bolsonaro.

    Em meio a esse xadrez e com o ex-presidente preso, os seus filhos mais velhos, o senador Flávio, o deputado federal Eduardo e o vereador Carlos, todos do PL, tentam manter o bastão da direita nas mãos da família.

    Além de tentar passar a imagem de que o bolsonarismo tem dono e hierarquia e não está aberto a sucessão, cobram publicamente não só apoio como ação em prol do pai.

    Como mostrou a colunista da Folha Mônica Bergamo nesta sexta-feira (14), Flávio Bolsonaro avançou em seus movimentos para se lançar candidato à Presidência da República, cenário de pesadelo para o centrão e seu plano de unificar a direita em torno de Tarcísio.

    Em entrevista na véspera à Jovem Pan, Eduardo voltou a manifestar que vê muita gente na direita tentando se passar pelo que não é.

    “Ao se retirar o Jair Bolsonaro da equação, não encontra-se um outro líder que aglutine todo mundo”, afirmou, frisando que vai estar no campo oposto ao de Lula em 2026, mas que o que não quer “é que as pessoas levem gato por lebre”.

    A cobrança tem endereço: Tarcísio em especial, mas também os demais governadores da direita (que foram acusados pelos filhos do ex-presidente de agirem como “ratos”) e outras figuras como o ex-ministro Ricardo Salles (Novo) e o deputado federal Nikolas Ferreira (PL).

    Na visão do entorno da família, por exemplo, Nikolas não usa seu prestígio para pressionar pela reversão da situação de Bolsonaro. O deputado foi o campeão de votos à Câmara dos Deputados em 2022 e tem grande presença nas redes sociais.

    “Nikolas quer se livrar do Bolsonaro de vez. Ele está liderando uma dissidência, e vários políticos mais jovens estão com ele. O problema? O de sempre: ‘Temos que nos descolar do Bozo sem perder o eleitor’. Eles querem continuar sendo eleitos pelos bolsonaristas, mas não querem mais prestar contas ao Bolsonaro”, diz postagem compartilhada por Eduardo Bolsonaro em suas redes sociais no início do mês.

    As críticas dizem respeito à decisão do clã de despachar Carlos Bolsonaro para disputar o Senado por Santa Catarina, o que rachou o bolsonarismo no estado, tendo como porta-voz contrária à mudança a deputada estadual Ana Campagnolo (PL).

    Nikolas, que já havia sido criticado antes pelo filho do ex-presidente, não respondeu. Em sua conta no Instagram, postou uma junção de vídeos ao lado de Jair Bolsonaro. A postagem tinha mais de 15 milhões de visualizações até esta sexta.

    “Se ficar carimbado de traidor, os votos evaporam”, diz Fabio Wajngarten, que foi secretário de Comunicação do governo Bolsonaro, sem citar nomes específicos. “Nesses três anos e meio de perseguição ao presidente, fica evidente quem esteve ao lado dele e quem não esteve.”

    Tanto Nikolas como Tarcísio foram autorizados por Alexandre de Moraes a visitar Bolsonaro nas próximas semanas.

    “Creio que eles vão ter um dilema, que vai persistir até o final. Se eles passam o bastão para alguém antes, para o Tarcísio, eles colocam o Bolsonaro no ostracismo total, isso dificulta a eleição de uma bancada de deputados de extrema-direita. Então acho que eles vão ficar com esses fantasmas”, diz o líder da bancada do PT na Câmara, Lindbergh Farias (RJ).

    “Eu conversei com alguns deles, que dizem: ‘O nosso medo é a gente ser engolido pelo centrão’. Você está vendo uma tentativa de desgarramento de parte desse grupo aí do Bolsonaro. E eu acho que turma do Bolsonaro vai dizer não.”

    ALGUNS FOCOS ATUAIS DE DISSIDÊNCIA OU INSTABILIDADE NO BOLSONARISMO

    Governadores de direita

    Grupo é composto por nomes que tentam se viabilizar para a sucessão de Lula evitando trombar de frente com Bolsonaro e perder capital eleitoral na direita. 

    Apesar disso, foram acusados por Carlos e Eduardo Bolsonaro de agirem como “ratos” buscando herdar na inércia o capital político do pai
    É formado por Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), Ronaldo Caiado (União Brasil-GO), Ratinho Jr. (PSD-PR) e Romeu Zema (Novo-MG).

    Na última ida a Brasília, grupo teve companhia de Claudio Castro (PL-RJ), que viu popularidade melhorar após a megaoperação policial contra o Comando Vermelho, no Rio

    Tarcísio de Freitas

    Desse grupo, o governador de São Paulo é há meses o nome preferido do centrão e da elite financeira e empresarial para enfrentar Lula

    Também enfrentou forte artilharia da família Bolsonaro sob a acusação de pretender virar as costas ao padrinho político ao mesmo tempo que tenta herdar seu espólio eleitoral. Eduardo chegou a dizer em mensagem ao pai: “Tarcísio nunca te ajudou em nada no STF. Sempre esteve de braço cruzado vendo você se foder e se aquecendo para 2026”

    Carlos Bolsonaro em Santa Catarina
    A decisão de Bolsonaro de despachar o vereador do Rio para disputar o Senado em Santa Catarina abriu um racha no bolsonarismo local

    Sem confrontar diretamente o ex-presidente, figuras como a deputada estadual Ana Campagnolo (PL) resistem frontalmente à ideia e são atacadas pelos três filhos de Bolsonaro, para quem o bolsonarismo tem comando e quem não concordar deve romper abertamente

    Nikolas Ferreira
    Deputado federal de Minas, o mais votado do país em 2022 e fenômeno nas redes sociais, frequentemente é acusado por bolsonaristas de não usar todo seu prestígio e alcance para defender o ex-presidente
    Em recente post compartilhado por Eduardo Bolsonaro, por exemplo, ele é acusado de querer se livrar de Bolsonaro

    10 NOMES DA PRIMEIRA DEBANDADA, ANTES E DEPOIS

    Joice Hasselmann (líder do governo no Congresso)
    ANTES: Eleita deputada na onda de 2018, foi alçada a líder do governo no Congresso em 2019
    DEPOIS: Virou uma das principais críticas do governo, chegou a assinar o chamado superpedido de impeachment contra Bolsonaro em 2021. Atacada como traidora pelo bolsonarismo nas redes, a ex-aliada viu minguar seus votos de 1 milhão em 2018 para apenas 13.679 em 2022. Em 2024 teve menos de 2.000 votos e não conseguiu se eleger vereadora em São Paulo

    Alexandre Frota (deputado federal)
    ANTES: Ator eleito com votação expressiva em 2018 na onda bolsonarista
    DEPOIS: Rompeu em 2019, migrou para o PSDB, passou a se desculpar publicamente por ter ajudado a eleger Bolsonaro e apoiou Lula em 2022. Não conseguiu se eleger deputado estadual em 2022 e, dois anos depois, acabou eleito vereador em Cotia. Teve o mandato cassado em 2025

    Janaína Paschoal (deputada estadual em SP)
    ANTES: Coautora do impeachment de Dilma, foi eleita deputada estadual mais votada da história em 2018, na onda bolsonarista
    DEPOIS: Assumiu depois postura independente e às vezes crítica. Em 2022 disputou o Senado e não conseguiu se eleger, ficando apenas em 4º com 2% dos votos válidos. Em 2024 foi eleita vereadora em São Paulo

    João Doria (governador de SP)
    ANTES: Em 2018 colou sua candidatura ao slogan “BolsoDoria”, pedindo voto casado com Bolsonaro em SP
    DEPOIS: Rompeu com o bolsonarismo após ser uma dos principais nomes contrários à política federal negacionista durante a pandemia. Fracassou na tentativa de se candidatar à Presidência pelo PSDB em 2022 e hoje está fora da política partidária

    Wilson Witzel (governador do RJ)
    ANTES: Eleito em 2018 na onda bolsonarista, com apoio do grupo de Flávio Bolsonaro
    DEPOIS: Rompeu depois de se colocar como potencial presidenciável e de ser visto como insuflador de suspeitas de ligação dos Bolsonaros com o caso Marielle Franco. Foi afastado do cargo em 2021, mesmo ano em que sofreu impeachment

    Gustavo Bebianno (ministro da Secretaria-Geral)
    ANTES: Um dos principais articuladores da campanha de 2018 e homem forte do PSL, partido pelo qual Bolsonaro se elegeu
    DEPOIS: Demitido logo no início do governo em meio ao escândalo das candidaturas laranjas do PSL e por trombar publicamente com Carlos Bolsonaro. Morreu em março de 2020

    Carlos Alberto Santos Cruz (ministro da Secretaria de Governo)
    ANTES: General da reserva, ocupava um dos principais cargos da “cozinha” do Palácio do Planalto
    DEPOIS: Também demitido em 2019 após conflitos com a família Bolsonaro. Virou crítico do governo e chegou a ter o nome cotado para disputar a Presidência e outros cargos em 2022, mas isso nunca se concretizou

    Luiz Henrique Mandetta (ministro da Saúde)
    ANTES: Deputado do DEM (hoje União Brasil) e ministro da Saúde desde o início do governo Bolsonaro
    DEPOIS: Foi demitido em abril de 2020 após discordâncias com a postura negacionista do bolsonarismo na pandemia e também virou presidenciável, mas acabou concorrendo ao Senado, sendo derrotado com folga pela bolsonarista Tereza Cristina (PP-MS)

    Sergio Moro (ministro da Justiça e Segurança Pública)
    ANTES: Chegou ao governo Bolsonaro como “superministro”, símbolo do combate à corrupção
    DEPOIS: Rompeu em abril de 2020 e saiu acusando o presidente de interferência política na PF. Tentou se viabilizar para a Presidência em 2022, mas fracassou e voltou a se alinhar ao bolsonarismo no segundo semestre de 2022, quando se elegeu senador pelo Paraná

    Abraham Weintraub (ministro da Educação)
    ANTES: Foi um dos mais visíveis símbolos da ideologia bolsonarista no primeiro escalão do governo
    DEPOIS: Saiu em 2020 e, mais tarde, rompeu com o núcleo bolsonarista tradicional. Em 2022 não conseguiu se eleger deputado federal, tendo apenas 4.000 votos. Em 2024 anunciou a pré-candidatura à Prefeitura de São Paulo, mas a empreitada não foi adiante

    Bolsonarismo sofre 2ª tentativa de debandada, e filhos de ex-presidente reagem

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  • Zé Felipe comemora aniversário de Ana Castela com declaração apaixonada

    Zé Felipe comemora aniversário de Ana Castela com declaração apaixonada

    Ana respondeu à mensagem com bom humor e carinho. “Que lindo! (Ele postou a foto que eu ia postar!) Amo você, obrigada por tudo”, comentou a cantora.

    Zé Felipe, de 26 anos, emocionou fãs neste domingo (16) ao publicar uma homenagem de aniversário para a namorada, Ana Castela, que completou 22 anos. O cantor sertanejo compartilhou nas redes sociais uma foto ao lado da artista e escreveu uma declaração carinhosa. “Hoje o dia é Dela. Feliz aniversário, meu amor. Obrigado por ser essa pessoa maravilhosa e por ser você. Que o seu dia seja tão especial quanto você é para mim. Amo você”, publicou.

    Ana respondeu à mensagem com bom humor e carinho. “Que lindo! (Ele postou a foto que eu ia postar!) Amo você, obrigada por tudo”, comentou a cantora.

    A troca de mensagens rapidamente repercutiu entre famosos, que deixaram elogios e felicitações ao casal. Eliana escreveu: “Que amor vocês dois juntinhos”. Thaeme destacou a imagem publicada: “Foto linda”. Naiara Azevedo aproveitou para parabenizar a aniversariante, enquanto Léo Santana e Tici Pinheiro elogiaram o registro com um breve “Fotão”.

    A comemoração também teve direito a surpresa presencial. Zé Felipe, que esteve em Goiânia celebrando o aniversário da mãe, Poliana Rocha, viajou até o Rio de Janeiro no sábado (15), onde fez um show. Assim que deixou o palco, seguiu direto em seu jatinho para Londrina, no Paraná, para encontrar Ana Castela ainda na madrugada deste domingo. “Olha quem chegou”, disse a cantora em um vídeo, empolgada ao registrar o momento ao lado do namorado.

    A demonstração pública de carinho reforçou a sintonia do casal, que costuma compartilhar momentos do relacionamento nas redes sociais e manter forte interação com o público.

    Zé Felipe comemora aniversário de Ana Castela com declaração apaixonada

  • Petrobras faz nova descoberta de petróleo na Bacia de Campos

    Petrobras faz nova descoberta de petróleo na Bacia de Campos

    A Petrobras anunciou a descoberta de petróleo de alta qualidade no pós-sal da Bacia de Campos, no litoral do Rio de Janeiro. O achado ocorreu no bloco Sudoeste de Tartaruga Verde, a 108 quilômetros da costa, e será analisado em laboratório para avaliar o potencial da área

    A Petrobras informou nesta segunda-feira, 17, que identificou a presença de petróleo de excelente qualidade no pós-sal da Bacia de Campos, em poço exploratório no bloco Sudoeste de Tartaruga Verde. Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a empresa detalha que o poço 4-BRSA-1403D-RJS está localizado a 108 quilômetros da costa na cidade de Campos dos Goitacazes (RJ), em profundidade d’água de 734 metros.

    “A perfuração desse poço já foi concluída, tendo intervalo portador de petróleo sido constatado através de perfis elétricos, indícios de gás e amostragem de fluido”, afirma. Segundo a estatal, essas amostras posteriormente seguirão para análises laboratoriais, que permitirão caracterizar as condições dos reservatórios e fluidos encontrados, possibilitando a continuidade da avaliação do potencial da área.

    O bloco Sudoeste de Tartaruga Verde foi adquirido em setembro de 2018, na 5ª Rodada de Partilha de Produção, tendo a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora. A Petrobras é a operadora do bloco com 100% de participação.

    Petrobras faz nova descoberta de petróleo na Bacia de Campos

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  • Acidente com ônibus de peregrinos na Arábia Saudita deixa 45 mortos

    Acidente com ônibus de peregrinos na Arábia Saudita deixa 45 mortos

    Um ônibus que transportava peregrinos indianos pegou fogo após colidir em uma rodovia entre Meca e Medina. Segundo autoridades locais, apenas um passageiro sobreviveu. O governo da Índia enviou equipes de apoio e lamentou a tragédia que chocou o país

    Um grave acidente de ônibus na rodovia que liga Meca a Medina, na Arábia Saudita, deixou ao menos 45 mortos na noite de domingo (17). O veículo, que transportava peregrinos indianos de volta a Medina após a peregrinação Umrah, pegou fogo logo após a colisão, quando a maioria dos passageiros ainda estava a bordo.

    De acordo com a embaixada da Índia em Riade, o grupo havia encerrado a visita à cidade sagrada de Meca e seguia viagem de retorno quando ocorreu o acidente. Relatos da imprensa indiana indicam que muitos passageiros dormiam no momento da batida, o que dificultou a fuga das chamas.

    O comissário de polícia VC Sajjanar informou que apenas um passageiro sobreviveu, mas está internado em estado grave. “Quarenta e cinco pessoas morreram e há apenas um sobrevivente, que segue hospitalizado”, declarou.

    Equipes da Defesa Civil e da polícia saudita foram enviadas imediatamente para o local do desastre. O Consulado da Índia em Jidá instalou uma central de atendimento 24 horas para oferecer suporte às famílias das vítimas e coordenar a repatriação dos corpos.

    O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, lamentou a tragédia e prestou condolências às famílias. “Profundamente entristecido pelo acidente em Medina envolvendo cidadãos indianos. Meus pensamentos estão com as famílias que perderam seus entes queridos e rezo pela recuperação dos feridos”, escreveu nas redes sociais.

    Acidente com ônibus de peregrinos na Arábia Saudita deixa 45 mortos

  • Sheikh Hasina, ex-premiê de Bangladesh, é condenada à pena de morte

    Sheikh Hasina, ex-premiê de Bangladesh, é condenada à pena de morte

    Sheikh Hasina, ex-primeira-ministra de Bangladesh, foi considerada culpada por ordenar a repressão violenta de protestos estudantis em 2024. Segundo a Reuters, o tribunal em Daca impôs a pena de morte à líder, que fugiu para a Índia e ainda pode recorrer da sentença.

    A ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, foi condenada à pena de morte nesta segunda-feira (17) por crimes contra a humanidade, após ser considerada responsável pela violenta repressão a protestos estudantis ocorridos em 2024. O julgamento, conduzido pelo Tribunal de Crimes Internacionais de Bangladesh, em Daca, durou meses e foi realizado sob forte esquema de segurança.

    Segundo a Reuters, o tribunal concluiu que “todos os elementos constitutivos de um crime contra a humanidade foram comprovados”, nas palavras do juiz Golam Mortuza Mozumder, que impôs a pena máxima. Hasina não estava presente na audiência, pois fugiu para a Índia em agosto de 2024. Ela ainda poderá recorrer da decisão à Suprema Corte do país.

    A condenação ocorre mais de um ano após a repressão aos protestos da Geração Z, movimento formado por estudantes que se mobilizaram contra um sistema de cotas considerado discriminatório. As manifestações, realizadas entre julho e agosto de 2024, foram duramente contidas pelas forças de segurança. De acordo com estimativas da ONU, mais de mil pessoas foram mortas e milhares ficaram feridas, configurando o episódio mais violento em Bangladesh desde a guerra de independência, em 1971.

    Durante o julgamento, os promotores afirmaram ter encontrado provas de que Hasina deu ordens diretas para o uso de força letal contra os manifestantes. A defesa, representada por um advogado nomeado pelo Estado, alegou que as acusações são politicamente motivadas e pediu a absolvição da ex-líder.

    De fora do país, Hasina divulgou uma nota dizendo que o veredito é “enviesado e sem base legal”. Ela afirmou que não teve acesso a uma defesa justa e negou ter planejado qualquer ataque contra civis. Segundo a ex-premiê, o governo “perdeu o controle da situação”, mas “não é possível caracterizar o que ocorreu como uma ação premeditada”.

    O caso reacende tensões políticas em Bangladesh às vésperas das eleições parlamentares, marcadas para fevereiro de 2026. O partido de Hasina, a Liga Awami, foi impedido de participar do pleito, o que aumenta o risco de novos protestos e instabilidade.

    O filho da ex-primeira-ministra, Sajeeb Wazed, afirmou à Reuters que a família não pretende recorrer da decisão “enquanto o país não tiver um governo democraticamente eleito”.

    Os protestos de 2024 tiveram como estopim o sistema de cotas que reservava um terço das vagas em cargos públicos para familiares de veteranos da guerra de independência. A medida, vista como injusta por jovens desempregados, provocou semanas de manifestações em todo o país.

    De acordo com a ONU, entre 15 de julho e 5 de agosto de 2024, até 1.400 pessoas podem ter morrido e milhares ficaram feridas, a maioria atingida por tiros das forças de segurança.

    Sheikh Hasina, ex-premiê de Bangladesh, é condenada à pena de morte

  • Ex de Dado Dolabella diz que mãe usou vassoura para defendê-la do ator

    Ex de Dado Dolabella diz que mãe usou vassoura para defendê-la do ator

    Marcela Tomaszewski relatou que uma briga com o ator terminou de forma violenta e que a mãe interveio ao ouvir seus gritos. Segundo ela, o episódio marcou o fim da relação. Dado nega as agressões e afirma que as acusações não foram formalizadas na Justiça

    Nos últimos dias, Marcela Tomaszewski voltou a relatar situações que, segundo ela, marcaram profundamente seu relacionamento com Dado Dolabella. A Miss Gramado contou que uma das discussões mais graves terminou de forma violenta, quando foi jogada no chão e precisou pedir ajuda. De acordo com Marcela, sua mãe interveio ao ouvir os gritos que vinham do quarto.

    Ela afirmou que tentou se defender, mas a confusão fugiu do controle até que a mãe entrou no cômodo. A influenciadora descreveu o momento como desesperador. Ao ver a filha caída, a mãe teria gritado para que ele a soltasse e, em seguida, pegou uma vassoura para afastar o ator. Marcela disse que o gesto foi instintivo, motivado pelo medo de que ela estivesse sendo agredida.

    Segundo Marcela, o episódio nunca foi tratado como algo menor por sua família e representou um ponto de ruptura. “Ele estava me machucando”, declarou, acrescentando que resolver o processo e encerrar o ciclo de violência é agora sua prioridade.

    Em resposta, Dado Dolabella registrou uma ocorrência contra a ex-namorada. A defesa do ator afirma que Marcela não chegou a formalizar uma denúncia e que as acusações ocorreram apenas nas redes sociais. Ele nega qualquer agressão e diz que ela teria se machucado sozinha, acrescentando que a viagem de Marcela ao exterior foi uma decisão pessoal “para descansar e se recompor”.

    Ex de Dado Dolabella diz que mãe usou vassoura para defendê-la do ator

  • Não consegue distinguir a realidade de IA? Apenas 5 minutos pode ajudá-lo

    Não consegue distinguir a realidade de IA? Apenas 5 minutos pode ajudá-lo

    Um estudo britânico mostra que um treinamento rápido de cinco minutos é suficiente para aumentar a capacidade de identificar rostos gerados por inteligência artificial. Pesquisadores explicam que entender pequenos detalhes visuais, como dentes e cabelos, ajuda a evitar enganos e possíveis fraudes digitais.

    A inteligência artificial tem avançado em ritmo acelerado. Até poucos anos atrás, era relativamente fácil distinguir uma foto de uma pessoa real de uma imagem gerada por ferramentas de IA. Hoje, essa tarefa se tornou muito mais desafiadora.

    Um estudo recente publicado pela Royal Society, conduzido por pesquisadores das universidades britânicas de Reading, Greenwich, Leeds e Lincoln, indica que, com apenas cinco minutos de treino, é possível melhorar significativamente a capacidade de identificar rostos reais e falsos.

    Na pesquisa, participaram 664 voluntários. Entre eles, os que já possuíam algum conhecimento sobre inteligência artificial acertaram 41% das vezes ao diferenciar rostos verdadeiros dos gerados por computador. Já os participantes com pouco ou nenhum conhecimento tiveram uma precisão de 31%.

    Após uma breve sessão de orientação, em que foram apresentadas as falhas mais comuns das imagens criadas por IA, como dentes desalinhados, detalhes de cabelo pouco naturais ou imperfeições artificiais na pele, os mesmos participantes foram novamente testados. O resultado mostrou melhora significativa na precisão das respostas.

    Segundo Katie Gray, pesquisadora da Universidade de Reading, os rostos gerados por IA representam um risco real para a segurança. Ela explica que essas imagens já têm sido utilizadas em perfis falsos de redes sociais, fraudes em verificações de identidade e até falsificação de documentos.

    A especialista reforça que as tecnologias mais recentes de geração de imagens produzem rostos quase indistinguíveis da realidade, o que aumenta os riscos de manipulação e engano. Por isso, adquirir um mínimo de conhecimento visual sobre os erros dessas ferramentas pode ser decisivo para evitar ser enganado, conclui o estudo.

    Não consegue distinguir a realidade de IA? Apenas 5 minutos pode ajudá-lo

  • Especialistas explicam a regra 20/80 que protege a bateria do celular

    Especialistas explicam a regra 20/80 que protege a bateria do celular

    Manter o nível de carga entre 20% e 80% ajuda a preservar a saúde da bateria e evita desgastes provocados por excesso ou falta de energia. Entenda por que essa prática simples pode prolongar o desempenho e a durabilidade do seu smartphone.

    Por mais que você tente, o celular nunca chega ao fim do dia com bateria? A explicação pode estar na forma como você o carrega. A solução é simples e tem nome: a regra de ouro dos 20/80.

    Essa regra recomenda manter a carga da bateria entre 20% e 80%, evitando deixar o celular descarregar completamente ou permanecer muito tempo em 100%, como costuma acontecer quando o aparelho fica plugado durante a noite.

    Pode parecer estranho não carregar até o máximo, mas há uma razão técnica. As baterias de íon-lítio, presentes na maioria dos smartphones atuais, funcionam em ciclos de carga e descarga. Quando são levadas aos extremos, totalmente carregadas ou totalmente descarregadas, seus eletrodos trabalham sob alta tensão, o que acelera reações químicas internas e reduz gradualmente a vida útil da bateria, segundo o site especializado TechTudo.

    Por isso, os primeiros e os últimos 20% de carga exigem mais esforço da bateria, causando desgaste mais rápido tanto quando há energia em excesso quanto quando há escassez.

    Como aplicar a regra no seu celular

    Muitos sistemas operacionais já oferecem recursos automáticos para preservar a bateria. Nos iPhones, por exemplo, há o carregamento otimizado, que aprende a rotina do usuário e evita que o celular fique com 100% de carga por longos períodos. Nos modelos mais recentes, como o iPhone 15, é possível até definir um limite máximo de 80% e receber alertas quando o nível de bateria estiver baixo ou completo.

    Nos aparelhos Android há funções semelhantes. Os celulares da Samsung oferecem três níveis de proteção da bateria (básico, adaptativo e máximo), sendo que o último também limita a carga a 80%. Marcas como Google Pixel, Xiaomi e Motorola contam com o carregamento adaptativo, que ajusta a velocidade de recarga com base nos hábitos do usuário, garantindo que o celular atinja 100% apenas uma hora antes de ser desconectado da tomada.

    Além da regra 20/80, outras práticas ajudam a conservar a bateria: evitar exposição a temperaturas extremas ou à luz solar direta, fechar aplicativos em segundo plano, reduzir o brilho da tela e, sempre que possível, usar carregadores originais ou certificados. Essas pequenas mudanças podem aumentar significativamente a durabilidade do seu celular.

    Especialistas explicam a regra 20/80 que protege a bateria do celular

  • Homem se finge de piloto e engana companhia aérea por três anos

    Homem se finge de piloto e engana companhia aérea por três anos

    Espanhol é investigado por atuar como comandante na companhia lituana Avion Express sem ter habilitação para o cargo. Ele apresentou documentos falsos e pilotou voos comerciais por três anos. A fraude envolve múltiplos países e é apurada por autoridades de aviação europeias

    Um cidadão espanhol está sendo investigado por ter trabalhado como piloto comandante durante três anos na companhia aérea Avion Express, sediada na Lituânia, utilizando supostamente documentos falsos. O caso foi revelado pelo jornal italiano Corriere della Sera e gerou preocupação entre autoridades de aviação europeias.

    De acordo com a publicação, o homem se apresentou à empresa como comandante experiente, com mais de 10 mil horas de voo e uma carreira de duas décadas. No entanto, ele possuía apenas a licença de primeiro-oficial, habilitação que permite atuar como copiloto, mas não como piloto responsável pela aeronave.

    Fontes próximas à investigação informaram que ele estava autorizado a operar apenas aeronaves do modelo Airbus A320, voltadas para voos curtos e médios, e que sua experiência anterior se limitava à função de copiloto na companhia Garuda Indonesia, principal empresa aérea da Indonésia.

    Durante o período em que trabalhou na Avion Express, o espanhol teria comandado voos não só da própria empresa, mas também de outras companhias europeias, já que a Avion Express opera no sistema ACMI, modelo no qual as aeronaves e tripulações são alugadas para companhias parceiras.

    A suposta fraude veio à tona quando a empresa recebeu informações não verificadas sobre a experiência do funcionário. Pouco depois, ele pediu demissão, e uma investigação interna foi aberta. Em nota enviada ao Corriere della Sera, a Avion Express confirmou que o homem havia trabalhado na companhia, mas afirmou que ainda não existem provas conclusivas de falsificação.

    A companhia informou que a investigação está em andamento e envolve autoridades de vários países, com o objetivo de verificar todos os detalhes sobre a experiência profissional do piloto. A Avion Express também afirmou que colaborará integralmente com as autoridades caso seja comprovada qualquer fraude.

    Especialistas em aviação ouvidos pelo jornal destacaram a gravidade do caso, explicando que o comandante de uma aeronave é o responsável final pela segurança de todos a bordo, com autoridade para tomar decisões críticas, gerenciar emergências e garantir o cumprimento de todos os protocolos de voo.

    A Avion Express realiza operações em diversos países europeus, incluindo Portugal, com voos para Lisboa, Porto e Faro, mas a maior parte de suas atividades ocorre por meio de parcerias com outras companhias aéreas. O caso segue sob investigação internacional.

    Homem se finge de piloto e engana companhia aérea por três anos

  • Esquerda e extrema direita disputarão 2º turno das eleições no Chile

    Esquerda e extrema direita disputarão 2º turno das eleições no Chile

    Jeannette Jara, ex-ministra do governo Boric, e o ultraconservador José Antonio Kast lideraram as urnas e se enfrentarão em 14 de dezembro. A eleição chilena teve participação recorde de 85% e revelou a força da polarização política no país

    A candidata de esquerda Jeannette Jara e o ultraconservador José Antonio Kast foram os mais votados nas eleições presidenciais do Chile, realizadas neste domingo (16), e vão disputar o segundo turno em 14 de dezembro.

    Com quase todos os votos apurados, Jara, ex-ministra do Trabalho do governo de Gabriel Boric, lidera a disputa com 26,8% dos votos, pouco mais de 340 mil, enquanto Kast, advogado de perfil ultracatólico e líder da direita radical, obteve 23,9%. A eleição teve participação recorde, com 85% dos eleitores comparecendo às urnas.

    A vantagem da candidata foi menor do que previam as pesquisas, que apontavam ampla liderança. Militante comunista e única representante da esquerda no pleito, Jara reconheceu que o desafio agora será conquistar o apoio dos eleitores que não votaram nela nem em Kast. “Os desafios são imensos. A partir de amanhã vou escutar quase metade dos chilenos que não votaram em nós”, declarou.

    A grande surpresa da votação foi o desempenho do populista de direita Franco Parisi, que terminou em terceiro lugar, com 19,5% dos votos. O apoio de seus eleitores poderá ser decisivo no segundo turno.

    Durante a campanha, Jara tentou se distanciar da imagem de Boric, cujo governo tem aprovação abaixo de 30%. Ela enfrenta o desafio de ampliar o apoio ao governo e romper o ciclo político conhecido como pêndulo chileno, já que desde 2006 nenhum presidente conseguiu eleger um sucessor do mesmo partido.

    “Não deixem que o medo congele seus corações. Aqueles que nos dividem e semeiam o ódio prestam um péssimo serviço ao futuro do Chile”, afirmou Jara, de 51 anos, que ganhou destaque ao liderar reformas sociais como o aumento do salário mínimo e a revisão do sistema de pensões.

    Do outro lado, Kast baseou sua campanha em temas como segurança pública e imigração irregular, evitando expor suas posições ultraconservadoras sobre costumes e sua conhecida defesa da ditadura de Augusto Pinochet, que governou o país de 1973 a 1990.

    Em discurso após o resultado, o candidato afirmou que “o Chile acordou”, em referência ao lema usado nos protestos de 2019. “Depois de seis anos de violência, ideologia e mediocridade, milhões de chilenos escolheram abraçar um projeto que se opõe a este governo fracassado”, declarou Kast, que tem como referências os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Nayib Bukele, de El Salvador.

    Kast, que concorre à Presidência pela terceira vez, já conta com o apoio do também ultradireitista Johannes Kaiser e da ex-prefeita Evelyn Matthei, representante da direita tradicional. “À terceira é de vez”, disse Kast ao celebrar o resultado.

    No mesmo domingo, o Chile também realizou eleições legislativas para renovar toda a Câmara dos Deputados e parte do Senado. O Partido Republicano, liderado por Kast, obteve avanços significativos nas duas casas, o que pode fortalecer um eventual governo de extrema direita.

    Esquerda e extrema direita disputarão 2º turno das eleições no Chile