Autor: REDAÇÃO

  • Ex-ministra da Suprema Corte do Chile é presa por suspeita de corrupção

    Ex-ministra da Suprema Corte do Chile é presa por suspeita de corrupção

    Ángela Vivanco exerceu o cargo de 2018 a 2024; ex-magistrada é investigada pelo Ministério Público chileno por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A ex-ministra da Suprema Corte do Chile Ángela Vivanco foi presa na noite de domingo (24) pela polícia do país, em Santiago. Destituída do cargo em outubro de 2024, ela é investigada pelo Ministério Público chileno por suspeitas de corrupção e lavagem de dinheiro, no âmbito do caso conhecido como “trama belarrusa”.

    A apuração envolve decisões judiciais que beneficiaram o consórcio chileno-belorrusso Belaz Movitec e resultaram em derrota da estatal Codelco, que foi onerada em cerca de US$ 20 milhões (R$ 103 milhões).

    A prisão ocorreu na residência de Vivanco. Ela deixou o local algemada durante a noite, tentando esconder as mãos com a roupa. A detenção já era aguardada, segundo a mídia local, uma vez que a investigação tramita há mais de um ano na corte chilena.

    A ex-magistrada exerceu o cargo de 2018 a 2024. Ela nega as acusações de ter recebido pagamentos ilícitos, que, segundo a Promotoria, teriam ocorrido enquanto integrava o tribunal e substituía o então presidente do colegiado, Sergio Muñoz.

    O caso também envolve o companheiro de Vivanco, Gonzalo Migueles, preso desde outubro do ano passado, apontado como receptor dos valores investigados. Além dele, os advogados Eduardo Lagos e Mario Vargas, que atuaram em favor da Movitec no litígio com a Codelco, estão sendo processados e continuam detidos na penitenciária Capitán Yáber. A investigação sustenta que a proximidade entre os dois e a então juíza não foi declarada durante a análise do processo.

    A prisão de Vivanco aprofundou a crise no Judiciário chileno e é inédita, por envolver a detenção de alguém que ocupou os mais altos cargos da Suprema Corte. A queda da ex-porta-voz do tribunal começou após seu nome aparecer em mensagens ligadas a outro caso e culminou em sua destituição, em outubro de 2024, quando a corte apontou irregularidades funcionais e conduta inadequada no processo envolvendo a Codelco.

    “A senhora Ángela Vivanco Martínez não teve um bom comportamento no exercício de suas funções, e, em consequência, estabelece-se a remoção de seu cargo como ministra desta Suprema Corte de Justiça”, disse Ricardo Blanco, presidente do tribunal à época, em 2024.

    De acordo com declaração feita pela porta-voz do governo naquele momento, Camila Vallejo, este é “o maior caso de corrupção da história recente” do Chile.

    Segundo a decisão do Supremo, Vivanco “incorreu em um comportamento que afeta os princípios de independência, imparcialidade, probidade, integridade e transparência que regem os membros da magistratura”.

    Vivanco chegou à Suprema Corte em 2018, indicada pelo governo do ex-presidente Sebastián Piñera (2018-2022), que morreu em 2024 em um acidente de helicóptero, e ratificada pelo Senado.

    Ex-ministra da Suprema Corte do Chile é presa por suspeita de corrupção

  • Dólar fecha em R$ 5,2067, menor valor em quase dois anos, e Bolsa bate novo recorde

    Dólar fecha em R$ 5,2067, menor valor em quase dois anos, e Bolsa bate novo recorde

    O mercado ainda vê espaço para a Bolsa continuar subindo ao longo do ano, mesmo com previsão de volatilidade por causa das eleições presidenciais de outubro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar teve forte queda de 1,38% nesta terça-feira (27) e fechou cotado a R$ 5,2067 -menor valor desde 28 de maio de 2024, quando encerrou o dia a R$ 5,160, reflexo de uma confluência de fatores que intensificaram o interesse de investidores por ativos brasileiros.

    Na mínima do dia, foi a R$ 5,198. O movimento de desvalorização foi global, com o índice DXY, que o compara a moeda uma cesta de outras seis divisas fortes, caindo 0,86%, a 96,21 pontos. É o menor patamar para o índice desde 2022.

    O dia também foi favorável a Bolsa de Valores, que fechou em disparada de 1,79%, a 181.919 pontos. Trata-se de um novo recorde histórico para o Ibovespa, que bateu 181 mil, 182 mil e 183 mil pontos pela primeira vez neste pregão. No pico do dia, chegou a 183.359 pontos.

    Em meio ao movimento de rotação de investidores estrangeiros para fora das praças norte-americanas, mais de R$ 17,7 bilhões já foram aportados no país do início de janeiro até sexta-feira (23), segundo a B3. Isso representa mais de 60% de todo o volume alocado por essa categoria no último ano.

    O estopim para o movimento de valorização do real e da Bolsa foi a leitura do IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de janeiro, que veio ligeiramente abaixo do esperado. O avanço foi de 0,2% na base mensal, ante expectativa de 0,22%, segundo a Bloomberg.

    Por outro lado, o índice, considerado uma prévia da inflação oficial do país, acelerou no acumulado de 12 meses. Após marcar 4,41% até dezembro, alcançou 4,5% até janeiro -exatamente o teto da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) para o IPCA.

    A divulgação acontece na véspera da primeira decisão de juros do Copom (Comitê de Política Monetária) em 2026, em data conhecida como “superquarta” pelos mercados por também trazer a decisão de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano).

    A previsão dos agentes é de manutenção dos atuais 15% ao ano, maior patamar em quase duas décadas. O IPCA-15, porém, abriu portas para que o colegiado afrouxe a linguagem e indique o início do ciclo de cortes para a próxima reunião, em março.

    “Para a decisão de amanhã, o resultado de hoje é de pouca relevância”, diz André Valério, economista sênior do Inter. “Mas esperamos que o comitê faça ajustes no comunicado para refletir a possibilidade do início do ciclo de cortes na reunião de março.”

    A leitura leva em conta, também, a tendência de desinflação no longo prazo, resultado da valorização do real ante o dólar e da queda recente nos preços de alimentos. A redução dos preços da gasolina pela Petrobras também deve empurrar o índice para baixo neste primeiro trimestre, afirma Valério.

    Segundo o boletim Focus desta semana, especialistas veem um corte de 0,5 ponto percentual em março como o pontapé inicial do ciclo de afrouxamento monetário. A Selic deve encerrar 2026 em 12,25%; o IPCA, em 4%.

    “O dado aumentou a confiança de que a política monetária restritiva está produzindo efeitos mais consistentes sobre os preços. Com a inflação mostrando sinais de arrefecimento, cresce a expectativa por um corte de juros mais próximo, ou ao menos por um discurso mais brando por parte do BC”, diz João Abdouni, analista da Levante Inside Corp.

    Para a Bolsa, juros mais baixos tendem a ser uma boa notícia: ao tirar um pouco do brio da renda fixa, o corte estimula que investidores procurem retornos mais altos em ativos de risco. Segundo a XP, os últimos oito ciclos recentes de afrouxamento monetário levaram o Ibovespa a subir 39,2%.

    O mercado ainda vê espaço para a Bolsa continuar subindo ao longo do ano, mesmo com previsão de volatilidade por causa das eleições presidenciais de outubro.

    O cenário se soma à estratégia de diversificação para ativos de mercados não tão expostos às tensões geopolíticas e econômicas criadas pelo governo Donald Trump. O câmbio pegou carona nessa tendência: logo depois que o Ibovespa superou 183 mil pontos nesta sessão com a entrada de capital estrangeiro, o dólar despencou ante o real.

    “A queda do dólar hoje é uma combinação de maior apetite a risco no exterior e uma rotação global fora dos EUA. O Ibovespa está subindo mais de 2%, o que aponta para muito capital entrando no país”, afirma João Duarte, especialista em câmbio da One Investimentos.

    O ambiente de tensão também cerca a decisão de juros do Fed nesta “superquarta”. Por lá, o consenso de mercado também aponta para uma manutenção da taxa na banda de 3,5% e 3,75%, mas os ataques de Trump à independência do banco central preocupam analistas.

    Caso a manutenção dos juros se concretize, a decisão do Fed vai na contramão do que o republicano tem pregado desde que assumiu o cargo: a redução brusca da taxa para 1,5%.

    O contexto, segundo analistas, é crítico. Jerome Powell, presidente do Fed, se tornou alvo no início do mês de uma investigação federal relacionada a uma reforma da sede da instituição, orçada em US$ 2,5 bilhões. Ele reagiu publicamente antes mesmo do anúncio formal do inquérito, classificando-o como um pretexto para pressioná-lo a reduzir drasticamente os juros.

    “Embora haja pouca dúvida sobre o resultado da reunião, as expectativas têm aumentado de que a retórica será agressiva devido a fortes dados econômicos e em resposta aos ataques de Trump à autonomia do Fed”, diz Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado da Ebury.

    Conforme a escolha pelo novo presidente do Fed se avizinha -o mandato de Powell termina em maio-, o mercado teme que Trump opte por um chairman que responderá às suas demandas, e não aos dados econômicos.

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  • Atacante do Tottenham sofre acidente com Ferrari antes de jogo da Champions

    Atacante do Tottenham sofre acidente com Ferrari antes de jogo da Champions

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O atacante Kolo Muani, do Tottenham, sofreu um acidente de carro em Hertfordshire, no sul da Inglaterra. O caso ocorreu nesta terça-feira (27), véspera do duelo da equipe diante do Eintracht Frankfurt, pela Champions League.

    O francês guiava sua Ferrari pela rodovia M25 até o Aeroporto de Stansted. O time viajou nesta terça-feira (27) para a Alemanha, palco do duelo desta quarta-feira (28).

    Um dos pneus do carro estourou, e Kolo Muani acabou batendo em uma das laterais da pista. Parte da dianteira e da lateral do veículo foram danificadas.

    O acidente não gerou qualquer tipo de ferimento no jogador. Ele chegou ao Tottenham em setembro do ano passado.

    Wilson Odobert, companheiro de time do francês, estava dirigindo logo atrás do atacante e parou para ajudá-lo. Os dois esperaram por auxílio e acabaram perdendo o voo, mas devem atuar normalmente no jogo contra o Eintracht Frankfurt.

    O técnico do Tottenham, Thomas Frank, tranquilizou os torcedores. Ele disse que a dupla deve ser relacionada para a partida.

    “Eles estão bem. Infelizmente, se envolveram em um pequeno acidente, mas todos os envolvidos estão bem. Eles estão atrasados, mas vão chegar mais tarde. Ainda não falei pessoalmente com eles, mas espero que estejam disponíveis para amanhã”, disse o técnico ao site do Tottenham.

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    Folhapress | 18:23 – 27/01/2026

    Atacante do Tottenham sofre acidente com Ferrari antes de jogo da Champions

  • Shakira volta a cantar balada feita para ex-namorado argentino

    Shakira volta a cantar balada feita para ex-namorado argentino

    ‘Día de Enero’, lançada em 2006 e dedicada a Antonio de la Rúa, ficou 18 anos fora dos shows; ex-casal mantém relação discreta e cordial em meio a rumores de reaproximação após anos de disputa judicial

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – Vinte anos depois de compor uma de suas baladas mais pessoais, Shakira, 48, voltou a dar sinais de reconciliação com o passado. “Día de Enero”, lançada em 2006 e dedicada a Antonio de la Rúa, marcou a carreira da cantora colombiana. Escrita entre 2002 e 2004, a música nasceu como uma declaração de amor ao então parceiro, com quem ela manteve um relacionamento por mais de uma década.

    O público abraçou a canção, mas, após o fim do namoro e uma virada em sua trajetória pessoal, Shakira passou 18 anos sem cantá-la nos palcos. Agora, duas décadas depois do lançamento e em meio a rumores de uma reaproximação com De la Rúa, o romance iniciado em Buenos Aires há 25 anos parece ganhar novos contornos -ao menos no terreno da amizade.

    Shakira e Antonio se conheceram em 2000, durante um jantar na capital argentina, quando a cantora promovia o álbum ¿Dónde Están los Ladrones?. O encontro foi descrito como amor à primeira vista, eternizado no verso: “Eu te conheci um dia em janeiro, com a lua no meu nariz”. Lançada em 16 de janeiro de 2006, a música narra o início do relacionamento e exalta a cumplicidade do casal.

    A balada também reflete o apoio da artista a Antonio durante a crise econômica argentina de 2001, período em que o país enfrentou instabilidade política e social e seu pai, o então presidente Fernando de la Rúa, esteve no centro das controvérsias. Mesmo diante do cenário turbulento, Shakira permaneceu próxima da família, sentimento que transparece na letra da canção.

    Além de companheiro afetivo, Antonio foi peça-chave na expansão internacional da carreira de Shakira. Segundo o jornal La Nación, ele teve participação estratégica na transição da artista para o mercado global, consolidada com o álbum “Laundry Service” (2001). No disco, outra música dedicada a ele, “Underneath Your Clothes”, alcançou o top 6 das paradas americanas.

    O término, em 2011, marcou o fim de uma relação que parecia madura e harmoniosa, mas rapidamente deu lugar a uma longa disputa judicial. Antonio processou Shakira, alegando ter sido fundamental para o sucesso internacional da cantora e pedindo uma indenização milionária. A batalha se estendeu por quase cinco anos em tribunais dos Estados Unidos e da Suíça, até ser encerrada.

    Shakira seguiu sua vida e se tornou mãe de Milan e Sasha, frutos do relacionamento com Gerard Piqué, enquanto Antonio construiu uma família com a DJ Daniela Ramos, com quem teve dois filhos. A distância dos tribunais abriu espaço para uma convivência mais cordial. Sinais dessa reaproximação surgiram aos poucos. Em 2019, Shakira prestou uma homenagem pública a Fernando de la Rúa após sua morte.

    Em 25 de setembro de 2025, Antonio foi visto em apresentações da turnê mundial da cantora, incluindo um show no México em que ela cantou “Día de Enero” diante dele. Ele também esteve presente em outros concertos, circulou entre amigos próximos da artista e chegou a conviver com os filhos dela em Miami. Apesar dos rumores, nenhum dos dois se pronunciou oficialmente.

    Shakira volta a cantar balada feita para ex-namorado argentino

  • Técnico do Corinthians diz que estrangeiras não devem jogar a Champions Cup

    Técnico do Corinthians diz que estrangeiras não devem jogar a Champions Cup

    (UOL/FOLHAPRESS) – Lucas Piccinato, técnico do Corinthians Feminino, lamentou o atraso da viagem das jogadoras estrangeiras que, por conta do visto, não puderam viajar com o restante do elenco na semana passada para participar da Champions Cup da FIFA, considerado um Mundial de Clubes da categoria.

    Piccinato disse, durante coletiva realizada no estádio do Brentford, local da partida dessa quarta-feira contra o Gotham FC, que elas provavelmente não serão escaladas para esse jogo.

    “A gente sofre bastante. São três atletas importantes. A Gisela foi titular durante toda a Libertadores, com potencial muito forte pra transição, que é um jogo que a gente precise jogar aqui e infelizmente não vamos poder contar com elas, porque vão estar com fuso muito alto, depois de uma viagem muito desgastante. Temos que resolver o problema que está na nossa frente e eu tenho certeza que as outras 23 atletas estão prontas para vir aqui e fazer a diferença.”

    As colombianas Gisela Robledo e Paola Garcia, e a venezuelana Dayana Rodriguez chegaram a Londres na tarde dessa terça (27), menos de 24 horas antes do jogo de quarta, que começa às 12h30, horário local (09h30 no Brasil).

    A uruguaia Belen Aquino viajou com as brasileiras na semana passada.

    Na zona mista a atacante Andressa disse que agora, o time está completo.

    “Sentimos muito a falta delas. Para elas deve ter sido muito duro ficar no Brasil. Mas a gente tá muito ansiosa para recebê-las, colocá-las no elenco. Elas ficaram treinando no Brasil, talvez não seja o mesmo, mas elas tão preparadas e estão com a gente do começo ao fim”.

    CORINTHIANS QUER FAZER HISTÓRIA

    O Corinthians chega a Champions Cup após faturar a Libertadores Feminina na temporada passada. O adversário na decisão foi o Deportivo Cali, da Colômbia, e o título veio nos pênaltis após empate sem gols no tempo normal.

    Caso vença o Gotham FC, o Timão vai disputar a decisão do Mundial de Clubes Feminino. A outra semifinal será disputada entre Arsenal e ASFAR, no mesmo dia, seis horas mais tarde.

    Técnico do Corinthians diz que estrangeiras não devem jogar a Champions Cup

  • Direita cita Bíblia para responder a esquerda sobre raio em ato de Nikolas

    Direita cita Bíblia para responder a esquerda sobre raio em ato de Nikolas

    Deus é evocado pelos dois lados para explicar o que aconteceu em Brasília; especialista diz que discussão virou ‘um verdadeiro tilet teológico’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Com uma coisa esquerda e direita até concordavam quando correram às redes sociais para trovejar sobre o raio que feriu dezenas de bolsonaristas em ato convocado pelo deputado Nikolas Ferreira (PL-SP) em Brasília, no domingo (25): é Deus no controle.

    Se Ele estava contra ou a favor os manifestantes, aí vai depender de que lado você está nesse cabo-de-guerra ideológico.

    Entre a turma que antipatiza com o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), sobraram ironia e crítica. Um chiste que fez sucesso na internet, por exemplo, diz que é impossível um ateu não se converter após o que seria uma prova irrefutável de poder divino.

    Parlamentares do campo, em geral, adotaram tom de cobrança. A deputada Erika Hilton (PSOL-SP) disse que Nikolas ignorou “as condições do céu”, inclusive a presença de crianças num dia de tamanha adversidade meteorológica. “Entre proteger seus apoiadores de uma tempestade ou perder o timing político, Nikolas optou por colocar pessoas em risco em nome de ganhos pessoais e eleitorais.”

    O líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias, também acusou o colega de irresponsabilidade.

    A tropa bolsonarista adotou estratégias diversas para comentar o acidente climático que rapidamente se tornou mais um capítulo da polarização no país.
    O esforço tem sido o de neutralizar qualquer leitura simbólica negativa. O deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos-RJ) estava no protesto no instante em que o raio caiu, quando “tremeu o chão, uma barulheira, um som incrível”, conforme descreveu.

    O episódio, em sua análise, foi uma prova de que Deus é bom o tempo todo se você está lutando pela causa certa. Para ilustrar seu ponto, ele pediu que todos dessem “uma olhadinha no que acontece” quando um raio atinge algo.

    Crivella então mostrou vídeo em que um homem lamenta a morte de 66 novilhas vítimas de uma dessas descargas elétricas. O deputado se antecipou à pergunta que julgava inevitável: “As pessoas dizem: ué, se vocês são de Deus, por que caiu um raio na manifestação?”.

    Ele respondeu lembrando de passagens bíblicas que relatam como Jesus acalmou uma tempestade enquanto atravessava o Mar da Galileia. Entre “ondas altas” e “vento forte”, quando seus discípulos “achavam que iam morrer”, o messias cristão sabia que tudo daria certo. “Deus nos protegeu como protegeu Jesus na tempestade”, afirmou o deputado, que é sobrinho do bispo Edir Macedo.

    A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) foi outra que recorreu à Bíblia para justificar o caos climático de domingo. “Como diz a palavra em Ezequiel: ‘Farei descer chuva; haverá chuvas de bênçãos’”, escreveu numa rede social. “Essa multidão é a resposta de que não aceitaremos mais o jugo daqueles que tentam roubar a inocência das nossas crianças e destruir os nossos valores.”

    Colega de Senado, Magno Malta (PL-ES) enveredou por outra linha discursiva. Compartilhou uma animação que reencenou, com alta carga dramática, o que aconteceu no evento de domingo. “O raio não foi o pior que aconteceu ali”, diz o narrador do filme.

    A certa altura, enquanto manifestantes ao fundo lutam por suas vidas, mesas com pessoas vestidas com uma camisa vermelha alusiva ao PT brindam com champanhe. A ideia é retratar a esquerda como insensível a um cenário potencialmente fatal. “A comemoração não é sobre ideologia, é sobre caráter.”

    O pastor batista Kenner Terra, doutor em ciências da religião, diz que usar a fé para fins políticos gera um importante capital simbólico. “Não é sem motivo que Nikolas, estrategicamente, afirmou ao longo de todo o percurso de sua marcha que se tratava de uma ação de Deus, expressão da vontade divina.”

    O incidente do raio, contudo, provocou o que Terra chama de “um verdadeiro tilt teológico”, já que acontecimentos afins costumam ser interpretados, no imaginário religioso, como punição divina. “Na Bíblia há narrativas em que Deus pune com chuva e raios.”

    Vide trecho do livro de Samuel, do Antigo Testamento, que fala como “o Senhor trovejou com grande trovoada sobre os filisteus, e os aterrou de tal modo que foram derrotados diante de Israel”.

    Para manter a coerência do discurso, segundo Terra, parte dos apoiadores ajustou a narrativa recorrendo à antiga ideia de batalha espiritual. “Ou seja, poderes malignos teriam usado a natureza para retaliar os servos de Deus que estariam em luta contra o mal.”

    Ao interpretar a tragédia como castigo de Deus, com seriedade ou deboche, a esquerda buscou questionar a ação dos opositores, diz o pastor.

    Para ele, ambos os lados se arriscam ao valer-se do nome de Deus para legitimar interesses. “Ultrapassa a linha do razoável afirmar que Deus tenha punido os manifestantes. Fazer esse tipo de associação superficial é abrir as portas do absurdo, pois permitiria tratar como juízo divino todas as tragédias que atinjam adversários políticos.”

    Direita cita Bíblia para responder a esquerda sobre raio em ato de Nikolas

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  • Petrobras reduz em 7,8% preço do gás natural para distribuidoras

    Petrobras reduz em 7,8% preço do gás natural para distribuidoras

    O gás natural é importante insumo industrial e é usado também por residências e comércios em estados que têm estrutura e rede de distribuição

    RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – A Petrobras anunciou nesta terça-feira (27) corte de 7,8% no preço do gás natural vendido às distribuidoras de gás encanado do país. Os novos preços passam a valer no dia 1º de fevereiro, e o repasse ao consumidor final depende dos contratos de concessão de cada estado.

    O gás natural é importante insumo industrial e é usado também por residências e comércios em estados que têm rede de distribuição do combustível. O uso no transporte, setor em que é conhecido como GNV (gás natural veicular), também é relevante.

    Os contratos de venda de gás da Petrobras para distribuidras preveem reajustes trimestrais de acordo com a variação dos preços internacionais do petróleo. No início de 2026, alguns contratos passaram a ser indexados pelo preço do gás natural no principal ponto de venda do produto nos Estados Unidos.

    O novo indexador foi proposto pela estatal ainda em 2021, com o objetivo de oferecer um contrato com maior previsibilidade do que aqueles que variam de acordo com os preços do petróleo. Na época, o preço do gás no Brasil disparava com a recuperação do petróleo após o período mais duro da pandemia.

    Pouco antes da divulgação dos novos contratos, a Petrobras havia anunciado aumento médio de 39% no preço de venda às distribuidoras para o trimestre entre maio e julho, movimento que teve grande peso também da desvalorização cambial.

    O percentual foi considerado “inadmissível” pelo então presidente Jair Bolsonaro (PL). “Que contratos são esses? Que acordos foram esses? Foram feitos pensando no Brasil?”, questionou ele na ocasião.

    Em nota, a Petrobras ressaltou que “o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens”.

    Em alguns estados, como São Paulo, o repasse é feito na data de aniverário do contrato. No Rio de Janeiro, por outro lado, é imediato. Responsável pela distribuição no estado, a Naturgy informou que as tarifas cairão até 12,5% (valor par apostos de GNV na região metropolitanda da capital).

    Clientes residenciais terão corte médio de 4,4%, Para o comércio o corte varia entre 4,6% e 5,2% e para a indústria, de 10,2% a 11,6%,

    “A redução vai beneficiar cerca de um milhão de clientes nos mercados residencial, comercial, industrial e GNV. Hoje, o Rio de Janeiro é líder em GNV no país, com aproximadamente 1,7 milhão de veículos leves convertidos e mais de 700 postos instalados”, disse a companhia.

    A Petrobras afirmou que, desde dezembro de 2022, a redução acumulada no preço do gás natural às distribuidoras é de 38% -incluindo o efeito da redução de fevereiro.

    Petrobras reduz em 7,8% preço do gás natural para distribuidoras

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  • Vamos enfiar o dedo na ferida da sociedade, diz Grazi Massafera sobre 'Dona Beja'

    Vamos enfiar o dedo na ferida da sociedade, diz Grazi Massafera sobre 'Dona Beja'

    Atriz diz que personagem ensinou a confiar no instinto e na coragem de ser quem se é; nova adaptação da novela estreia em 2 de fevereiro no HBO Max

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Ana Jacinta de São José, nome real da lendária Dona Beja, se tornou um mito ainda viva no século 19. Com o tempo, ela atravessou romances, novelas e lendas por viver fora das normas de seu tempo -mãe solo, independente, alvo de boatos e julgamentos.

    Quarenta anos depois da versão protagonizada por Maitê Proença na Rede Manchete, a personagem retorna em uma releitura da HBO Max que usa o passado para falar do presente, sem a ambição de repetir a história original.

    “A gente enfia o dedo na ferida da sociedade”, disse Grazi Massafera, que assume o papel da protagonista na nova versão. O projeto, que estreia em 2 de fevereiro, se propõe a ser uma releitura -e não um remake- e usa uma trama de época para tratar de conflitos que seguem atuais.

    Na nova versão, Beja volta a ser a mulher considerada escandalosa por desafiar convenções morais. Mas o foco não está apenas no romance ou na fama de cortesã. “A novela original já mostrava uma mulher à frente do seu tempo. Mas hoje o horizonte dela é muito mais longe. A sociedade mudou menos do que a gente gostaria, mas a nossa consciência sobre essas questões se ampliou”, disse o autor Daniel Berlinsky, em conversa com a imprensa.

    A proposta é incluir temas como racismo, machismo, homofobia, transfobia e desigualdade social sem deslocá-los do contexto histórico. Para o autor, o incômodo é parte central da dramaturgia. Berlinsky afirma que se trata de uma “novela incômoda” e que a história convida o público a se manter em movimento. “A única coisa que eu peço é: pense, ache o que você quiser, mas se permita sentir.”

    Grazi deixou claro que não espera consenso. “Os mais conservadores vão dizer que é lacração. E isso é bom também. A gente quer isso”, afirmou. “Porque quando você mexe, quando você provoca, você obriga a sociedade a se olhar no espelho.”

    Para a atriz, Beja surge menos como símbolo erótico e mais como uma figura de empoderamento e independência feminina. “É a primeira vez que eu sinto que estou realmente encarnada em um personagem com toda a minha potência. Ela me ensinou a confiar mais no instinto, na intuição, na coragem de ser quem se é, mesmo quando o mundo inteiro aponta o dedo.”

    Outro eixo central da nova versão é a reconstrução histórica. Ao pesquisar a mulher real que inspirou a personagem, Berlinsky descobriu o quanto sua trajetória foi distorcida ao longo do tempo. “O que se sabe de verdade sobre ela cabe em meia página. Ela era uma mulher solteira, com duas filhas, que se sustentava sozinha. Só isso já bastava para virar escândalo”, explicou.

    A partir desse ponto, a novela amplia o foco e ilumina personagens e experiências apagados pela historiografia oficial. “Descobri que, em 1872, três em cada quatro negros no Brasil já não estavam mais no cativeiro. Ninguém aprende isso na escola”, disse o autor. “Existiram negros com posses, com terras, com poder político. Eles sempre estiveram aqui. A gente só não foi autorizado a ver.”

    O elenco, composto por nomes como André Luiz Miranda, David Júnior, Deborah Evelyn, Erika Januza e Indira Nascimento, também destacou como a diversidade aparece como tema central na trama e atravessa a trajetória pessoal de cada personagem.

    “Me sinto muito honrado de poder representar um personagem que tinha posses, que tinha terras, herança, que tinha o poder de existir, de sonhar e não só de sobreviver”, aponta David Júnior, que interpreta Antônio, o grande amor da protagonista.

    “Essa história não é só sobre o passado. É sobre agora. Sobre todas as mulheres e pessoas que foram julgadas, apagadas, silenciadas e que continuam aqui”, afirma Grazi.

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  • Torcida organizada do Lyon protesta contra Textor

    Torcida organizada do Lyon protesta contra Textor

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Os Bad Gones, torcida organizada do Lyon, protestaram contra John Textor antes da Assembleia Geral do clube, marcada para nesta quarta-feira (28).

    Os torcedores são contrários à presença de Textor na reunião. O empresário norte-americano segue como acionista do clube, por meio da Eagle, holding que controla o Lyon. Desso forma, ele pode comparecer à reunião.

    “Mesmo com o trabalho da atual diretoria em andamento para recolocar o clube nos trilhos, a ideia de ver aquele que quase afundou o nosso clube vir desfilar aqui é insuportável. John Textor e a Eagle devem permanecer o mais longe possível do nosso clube. […] É dever e honra de cada acionista deixar claro que o lugar dele não é aqui”, diz trecho da nota dos Bad Gones.

    O Lyon esteve próximo de um rebaixamento administrativo no ano passado, mas a punição foi anulada pela Federação Francesa de Futebol (FFF). Os problemas financeiros do clube quase resultaram em uma queda para a segunda divisão.

    Textor assumiu a presidência do Lyon em 2023 e ficou no cargo até o ano passado. O empresário renunciou ao comando do clube francês e nomeou o alemão Michael Gerlinger como CEO, e a sul-coreana naturalizada americana Michele Kang, que já havia comprado o time feminino do Lyon em 2023, para a presidência.

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    Folhapress | 17:12 – 27/01/2026

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  • Juiz intima chefe do ICE e critica despreparo do governo Trump durante operação em Minnesota

    Juiz intima chefe do ICE e critica despreparo do governo Trump durante operação em Minnesota

    Todd Lyons deve comparecer pessoalmente ao tribunal na próxima sexta-feira (30); decisão ocorre após dois americanos serem mortos por agentes federais em menos de um mês

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um juiz federal de Minnesota, nos Estados Unidos, intimou o chefe do ICE, a agência de imigração americana, a comparecer ao tribunal nesta semana para explicar o que o magistrado descreveu como falhas repetidas no cumprimento de ordens judiciais relacionadas às operações no estado.

    Segundo o juiz, o governo de Donald Trump não cumpriu as ordens de realizar audiências para imigrantes detidos pelo ICE nas operações realizadas no estado. “A paciência do tribunal chegou ao fim”, afirma o juiz Patrick J. Schiltz na petição protocolada na noite de segunda-feira (26), segundo a imprensa americana.

    O diretor interino do ICE, Todd Lyons, deve comparecer pessoalmente ao tribunal na próxima sexta-feira (30). Minnesota tem sido palco de embate entre o governo democrata local e a Casa Branca após dois americanos terem sido mortos a tiros por agentes federais durante operações em menos de um mês.

    O juiz ameaçou instaurar procedimentos por desacato contra Lyons após, segundo o magistrado, a agência ter deixado de realizar audiências de fiança com imigrantes detidos, apesar de determinações judiciais emitidas por tribunais em Minneapolis que exigiam esse processo.

    Schiltz diz que o ICE não se preparou nem tomou providências para lidar “com as centenas de pedidos de habeas corpus e outras ações judiciais que certamente” seriam apresentados à Justiça em decorrência das operações.

    Manifestações em larga escala têm dominado as ruas de diferentes cidades do estado, em especial de Minneapolis, palco das operações que resultaram nos dois óbitos.

    A ordem judicial ocorre logo após Trump enviar a Minneapolis o encarregado das fronteiras, Tom Homan, que deve assumir o comando do ICE na cidade -hoje, é a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, quem controla os agentes federais no local.

    Segundo a imprensa americana, Trump também demitiu o comandante de operação do ICE em Minneapolis. Gregory Bovino, conhecido como um defensor da truculência das operações de deportação e por usar roupas que suscitaram comparações com trajes nazistas.

    Especialistas veem Bovino como a peça central da ofensiva de Trump. Agora, ele voltará ao cargo que tinha antes do governo Trump, como oficial do CBP, a agência de proteção de fronteiras, na Califórnia.

    No sábado (24), o enfermeiro Alex Pretti, 37, foi morto a tiros enquanto filmava uma operação do ICE em Minnesota. O governo Trump diz que Pretti havia ameaçado os policiais. Vídeos da cena não comprovam essa versão.

    Em 7 de janeiro, a poeta Renee Nicole Good, 37, também foi morta a tiros em seu próprio carro. A Casa Branca também tentou culpá-la pelo episódio afirmando que ela teria tentado atropelar um agente -versão também contestada pelas imagens do incidente.

    Em entrevista à Folha de S. Paulo, o comissário de Segurança Comunitária de Minneapolis, Todd Barnette, criticou a atuação dos agentes federais e disse que batidas, detenções e agressões conduzidas pelo ICE estão fazendo com que imigrantes revivam traumas de seus países de origem.

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