Autor: REDAÇÃO

  • Primeira Turma do STF condena 3 deputados do PL por desvios de emendas por unanimidade

    Primeira Turma do STF condena 3 deputados do PL por desvios de emendas por unanimidade

    Parlamentares, que negam qualquer crime, são acusados de cobrar de volta 25% do valor destinado a município do Maranhão; julgamento começa nesta terça na Primeira Turma da corte

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – A Primeira Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) condenou nesta terça-feira (17) três deputados do PL por corrupção passiva pelos desvios na destinação de emendas parlamentares. Por outro lado, os ministros descartaram a acusação de organização criminosa.

    Até o momento, o colegiado vota para condenar os deputados Josimar Maranhãozinho (PL-MA) e Pastor Gil (PL-MA) e o suplente Bosco Costa (PL-SE). Votaram nesse sentido o relator do caso, Cristiano Zanin, e os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e Flávio Dino.

    Também são réus Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha.

    Esta é a primeira condenação por desvios de emendas parlamentares fixada pelo Supremo.

    No voto, Zanin afirmou existirem, nos autos, provas robustas sobre como o grupo teria solicitado propina de 25% sobre emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão.

    O relator também afirmou que, embora a defesa tenha argumentado que não havia proximidade política entre os réus, o interesse da conduta era outro.

    “Na verdade, aqui não se buscava provavelmente uma convergência política, mas, sim, como ficou demonstrado, o recebimento de vantagens indevidas como contrapartida à destinação de valores federais. E da mesma forma, o fato de um dos parlamentares ser de outro estado também não afasta aqui a alegação da PGR, porque na verdade ele não estava fazendo uma ação política, mas sim uma ação criminosa que buscava o recebimento de vantagens indevidas”, disse.

    Quanto à imputação do crime de organização criminosa, Zanin entendeu não haver provas suficientes da prática. Ele foi acompanhado pelos colegas.

    Moraes, ao acompanhar, afirmou não haver dúvida da participação dos réus associados para a prática do crime de corrupção passiva. “Os autos também comprovam que os próprios deputados assumiram o protagonismo da solicitação”, disse.

    O ministro destacou a atuação de Josimar no grupo.

    “Há inúmeros diálogos que [mostram que] o deputado federal Josimar foi não apenas um dos autores dos pedidos de valores, mas também coordenou pedido dessa natureza com pastor Gil e Bosco. E cito aqui os diálogos. A situação narrada também encontra correspondência em anotações encontradas pela PF da contabilidade da propina”, afirmou.

    De acordo com Cármen Lúcia, em alguns processos sobre desvios de emendas é relevante entender o modelo de indicação de emendas, o que não ocorre neste caso. Isso porque foi o uso do recurso que demonstrou ilegalidade.

    “Para a configuração de materialidade, para o meu entendimento, não há nenhum relevo identificar o modelo de indicação dessas emendas. Temos aqui a indicação de maneira lícita, mas com a finalidade absolutamente criminosa, que é promover essa ciranda”, disse.

    A ministra também comentou a forma de atuação do grupo, com definição de condutas e inclusive uso de violência.

    “Um grupo de pessoas que reunidas, ainda que não de forma organizada para configuração de organização criminosa, mas que atuam numa composição criminosa impressionante. Sabe-se onde ir, a quem solicitar”, afirmou.

    A análise do caso teve início na última terça (10), quando foram ouvidas as sustentações da PGR (Procuradoria-Geral da República) e das defesas dos réus.
    Segundo a denúncia oferecida pela PGR, o esquema envolvia uma tentativa de extorquir a Prefeitura de São José de Ribamar para que 25% do valor enviado ao município, o terceiro mais populoso do Maranhão, fosse devolvido aos parlamentares.

    “Os documentos apreendidos na investigação corroboram a acusação de que os réus constituíram organização voltada à destinação de emendas parlamentares em troca de propina”, disse o subprocurador-geral Paulo Jacobina, que representa a PGR no julgamento.

    De acordo com ele, Maranhãozinho tinha uma posição de liderança no esquema, que operou entre 2019 e 2021. A organização também contava com a participação de assessores e intermediários, que exerciam o papel de “cobradores” junto aos gestores municipais.

    As denúncias contra os três foram as primeiras apresentadas contra parlamentares com Paulo Gonet como PGR. A Procuradoria também pediu a perda do mandato público e a fixação de indenização por danos morais coletivos.

    Os investigadores contabilizam mais de R$ 1,6 milhão em propina -R$ 1,03 milhão (referente à parcela de 25% de R$ 4,12 milhões em emendas de Bosco Costa), R$ 375 mil (25% de R$ 1,5 milhão em emendas de Maranhãozinho) e R$ 262 mil (25% de R$ 1,05 milhão em emendas de Pastor Gil).

    O esquema, de acordo com a investigação policial, envolvia extorsão a prefeituras beneficiadas com o dinheiro do Orçamento viabilizado pelos deputados citados. O agiota Josival Cavalcanti da Silva, conhecido como Pacovan, se encarregava das abordagens, segundo a acusação.

    O desvio dos recursos ocorreria, de acordo com o inquérito, por meio de contratos com empresas de fachada. A apuração indica que os valores eram repassados aos deputados. Pacovan e seu grupo recebiam uma comissão, aponta a investigação.

    O advogado Felipe Fernandes de Carvalho, que representa Maranhãozinho, disse que a acusação é baseada em meras deduções e que não há provas de que o deputado tenha solicitado vantagens indevidas. “A situação probatória atual é menos clara do que a existente no momento da denúncia”, disse.

    A defesa de Gil, feita pelo advogado Maurício de Oliveira, pediu a absolvição do parlamentar, afirmando ter havido quebra da cadeia de custódia e “manipulação inequívoca” das provas. Segundo ele, ao longo da instrução da ação penal, a PGR “pouco ou nada fez” para obter evidências que embasassem a denúncia.

    Na mesma linha, o advogado de Costa, Leandro Raca, argumentou que a PGR não cumpriu seu ônus de provar a hipótese criminal. “Não há nenhum ato de solicitação [de propina] praticado pelo deputado, nem elemento de prova que indique seu conhecimento quanto a solicitações imputadas a terceiros.”

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  • Dólar recua com guerra no Irã e decisões de juros em foco; Bolsa tem alta firme

    Dólar recua com guerra no Irã e decisões de juros em foco; Bolsa tem alta firme

    No começo da tarde desta terça-feira (17), a moeda norte-americana recuava 0,69%, cotada a R$ 5,194. Já a Bolsa tinha alta de 0,89%, chegando a 181.491 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta terça-feira (17), em linha com o movimento no exterior e estendendo as perdas da véspera, quando caiu mais de 1%.

    Investidores seguem atentos aos novos desdobramentos da guerra do Irã. Nesta madrugada, Israel afirmou ter matado Ali Larijani, chefe de segurança do país persa considerado o principal operador do regime. Teerã ainda não se pronunciou.

    Além disso, o mercado acompanha o início das reuniões do Copom (Comitê de Política Monetaria) do BC (Banco Central) e do Fed (Federal Reserve, a autoridade monetária dos Estados Unidos) para definir a taxa de juros nos dois países.

    Às 14h50, a moeda norte-americana recuava 0,9%, cotada a R$ 5,183. Já a Bolsa tinha alta de 0,94%, a 181.566 pontos.

    A retomada do apetite por risco entre investidores globais acontece apesar dos temores sobre o conflito no Oriente Médio.

    Larijani, atacado nesta madrugada, é a figura mais importante a ser alvejada por Israel desde o primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro, quando as ofensivas conjuntas lançadas com os Estados Unidos mataram Ali Khamenei, que comandava o Irã havia 37 anos.

    Enquanto isso, as forças iranianas voltaram a atacar aliados dos Estados Unidos no Golfo Pérsico. O terceiro ataque em quatro dias no porto de Fujairah, nos Emirados Árabes Unidos, levou à interrupção do carregamento de petróleo no terminal. Operações no campo de gás Shah também seguem suspensas.

    Os outros centros de exportação dos Emirados Árabes Unidos estão localizados no Golfo, que foi efetivamente isolado do mundo pelo estrangulamento do Estreito de Hormuz, uma via marítima estreita entre o Irã e Omã por onde normalmente fluía um quinto do suprimento mundial de petróleo.

    As interrupções em cascata ameaçam bloquear completamente o canal remanescente de exportação de petróleo bruto na região. Fujairah, que fica fora do Estreito de Hormuz e normalmente é a saída para mais de 1 milhão de barris por dia do petróleo bruto Murban da empresa estatal árabe, ainda está operando, mas com capacidade reduzida.

    Os Emirados Árabes Unidos são o terceiro maior produtor da Opep. Desde o início da guerra, a produção diária por lá caiu em mais da metade, já que o fechamento do Estreito de Hormuz forçou a gigante estatal Adnoc a interromper operações.

    O preço do petróleo Brent, referência mundial, chegou a ficar próximo de US$ 105 na madrugada desta terça. À tarde, tinha alta de 2%, cotado a US$ 102,3. Já o WTI (West Texas Intermediate), usado nos EUA, estava a US$ 95, em valorização de 1,85%.

    Ainda assim, o dólar enfrenta uma sessão de desvalorização global. O índice DXY, que mede a força da moeda ante uma cesta de seis divisas fortes, caía 0,15%, a 99,56 pontos.

    O real é uma das moedas latinas que melhor tem resistido à turbulência que os mercados emergentes vêm enfrentando nas últimas semanas”, diz Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado da Ebury. Como exportador de petróleo, o Brasil deve ser capaz de absorver melhor um eventual aumento da inflação decorrente do conflito no Oriente Médio.

    As tensões no Oriente Médio têm afetado as previsões de política monetária dos bancos centrais. O mercado já estima que o Fed manterá o patamar atual de juros, na faixa de 3,5% e 3,75%, até julho.

    “O petróleo mais caro tende a pressionar as expectativas de inflação global, principalmente em economias desenvolvidas, o que pode reduzir o espaço para cortes de juros mais rápidos pelo Fed”, diz Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital.

    As chances de manutenção na reunião desta quarta-feira são de 99,2%, segundo a ferramenta FedWatch.

    Em relação ao Copom, por outro lado, não há consenso entre os operadores. Bancos que projetavam um corte de 0,5 ponto percentual neste encontro passaram a prever juros estáveis, em 15% ao ano, ou uma redução mais modesta, de 0,25 ponto percentual, diante da escalada dos preços do petróleo.

    A maior mudança veio da XP, que passou a prever a manutenção da taxa Selic em 15%, com expectativa de uma “abordagem mais cautelosa” pelo colegiado. “O fluxo de dados e notícias desde a última reunião do Copom piorou o cenário para a inflação”, afirma a XP em nota assinada pelo economista-chefe, Caio Megale.

    Na avaliação do BNP Paribas, o Copom poderia “até mesmo adiar o início do ciclo de afrouxamento para a reunião de abril, quando as autoridades presumivelmente teriam mais clareza tanto sobre a atividade doméstica quanto sobre a geopolítica”.

    Entre 27 instituições consultadas pela Bloomberg, 10 apostam em corte para 14,5% ao ano (o consenso antes da guerra), 16 preveem redução para 14,75% e uma a manutenção em 15%.

    “Essa mudança tende a ser positiva para o real, pois sugere juros mais elevados por mais tempo, o que favorece os rendimentos dos títulos do Tesouro Nacional e contribui para sustentar a moeda”, diz Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da Stonex.

    Dólar recua com guerra no Irã e decisões de juros em foco; Bolsa tem alta firme

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  • Moraes barra saída temporária de Delgatti por falta de comprovação de requisito legal

    Moraes barra saída temporária de Delgatti por falta de comprovação de requisito legal

    Defesa de Walter Delgatti Neto protocolou nesta terça-feira (17), um pedido para que o ministro reconsidere o deferimento; Moraes acolheu o parecer da Procuradoria-Geral da República (PGR) e negou pedido

    O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido de saída temporária do hacker Walter Delgatti Neto. A decisão impede que o detento deixe a prisão nesta terça-feira, 17.

    No começo do mês, a administração da Penitenciária Dr. José Augusto César Salgado, em Tremembé (SP), havia informado ao STF que Delgatti preenchia os requisitos para a saída temporária de março de 2026. O período previsto era de 17 a 23 de março, com uso de tornozeleira eletrônica.

    Ao receber a comunicação, Moraes encaminhou os autos à Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão apontou que o ofício da penitenciária era genérico: indicava apenas as datas da saída, sem comprovar a finalidade exigida pelo artigo 122 da Lei de Execução Penal como frequência a curso supletivo profissionalizante ou de instrução do segundo grau ou superior.

    Moraes acolheu o parecer e, em decisão publicada na sexta-feira, 13, concluiu que o requisito objetivo não estava preenchido e negou o benefício.

    Nesta terça-feira, 17, a defesa protocolou pedido de reconsideração no STF e juntou ofício complementar da própria penitenciária.

    No documento, o chefe de divisão Rodolfo Duarte Costa esclareceu que a saída programada não tinha finalidade de estudo, mas sim de ressocialização com visita à família, previsto na Portaria Conjunta 02/2019 dos Deecrims da 9ª Região Administrativa Judiciária de São José dos Campos.

    Delgatti foi condenado pelo STF a 8 anos e 3 meses de reclusão por invadir o sistema do Conselho Nacional de Justiça e inserir documentos falsos nos autos, entre eles uma ordem de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes com assinatura forjada do próprio relator.

    A ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) foi condenada a 10 anos de prisão e à perda do mandato por ser apontada pela PGR como mentora do crime. Ela teve o nome incluído na lista de difusão vermelha da Interpol.

    Antes dessa condenação, Delgatti já respondia por outro processo. Na Operação Spoofing, foi condenado em primeira instância a 20 anos de reclusão por hackear autoridades da extinta Operação Lava Jato e vazar mensagens obtidas ilegalmente.

    O caso ainda tramita em segunda instância na Justiça Federal em Brasília, e o hacker responde ao processo em liberdade.

    Delgatti chegou à Penitenciária 2 de Tremembé em fevereiro de 2025 para cumprir a pena imposta pelo STF. Em dezembro do mesmo ano, ainda no regime fechado, foi transferido para a Penitenciária 2 de Potim, também no Vale do Paraíba.

    Em janeiro de 2026, após Moraes deferir a progressão ao regime semiaberto, retornou à unidade de Tremembé.

    Moraes barra saída temporária de Delgatti por falta de comprovação de requisito legal

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  • Bruno Mars responde a rumor de que ele teria curtido post criticando Taylor Swift

    Bruno Mars responde a rumor de que ele teria curtido post criticando Taylor Swift

    Publicação nas redes sociais chamava Taylor de ‘sem talento’ e citava ‘privilégio branco’; cantor Bruno Mars afirma que a artista sempre foi gentil e o apoiou: ‘Só amor por aqui’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Bruno Mars veio a público para negar rumores de que teria curtido um conteúdo ofensivo contra Taylor Swift nas redes sociais no domingo (15). A especulação surgiu após a circulação de um suposto print que indicaria que o cantor aprovou um vídeo chamando a artista de “sem talento”.

    Diante da repercussão, em resposta a uma publicação no X, Bruno negou qualquer desentendimento com a cantora. “Taylor sempre foi gentil e me apoiou. Só amor por aqui”, escreveu.

    A repercussão começou depois que perfis de entretenimento compartilharam a captura de tela do suposto like nas redes sociais. No material, um perfil falso associado ao grupo de K-pop BTS teria publicado um vídeo de Swift dançando, acompanhado da legenda: “Como ela ficou famosa? Privilégio branco é uma loucura, imagine se um asiático fosse tão sem talento quanto ela”. Na parte inferior, aparece o nome de Bruno Mars entre os perfis que teriam curtido a publicação.

    Após responder, o cantor fez outra publicação na rede social. “Espalhem amor nesses aplicativos”, disse.

    Bruno Mars responde a rumor de que ele teria curtido post criticando Taylor Swift

  • João Fonseca vai disputar ATP estrelado em Munique antes de Roland Garros

    João Fonseca vai disputar ATP estrelado em Munique antes de Roland Garros

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – João Fonseca vai disputar pela primeira vez o ATP 500 de Munique, que terá três tenistas do top 10 e outros nomes de peso no saibro alemão.

    O ATP 500 de Munique confirmou a presença do brasileiro na lista de inscritos. A competição começa em 13 de abril, logo depois do Masters 1000 de Monte Carlo, e será a estreia do carioca no evento.

    Três jogadores do top 10 aparecem como principais atrações, com Alexander Zverev liderando a chave. Dono da casa e tricampeão em Munique, o alemão terá como concorrentes diretos os norte-americanos Taylor Fritz e Ben Shelton.

    O torneio também terá outros nomes de destaque: o cazaque Alexander Bublik (11º do mundo), o tcheco Jakub Mensík, os italianos Flavio Cobolli e Luciano Darderi e o argentino Francisco Cerúndolo.

    Ex-top 10 e campeões de peso também estão inscritos para o saibro alemão. Denis Shapovalov e Hubert Hurkacz aparecem na relação, ao lado do veterano Marin Cilic e do grego Stefanos Tsitsipas.

    “Com oito jogadores entre os 20 melhores do mundo, estrelas absolutas e alguns dos jovens talentos mais promissores do circuito, o torneio deste ano está mais atraente do que nunca. A promessa é de partidas espetaculares e de altíssimo nível desde o primeiro dia”, disse Patrik Kuhnen, diretor do torneio.

    CALENDÁRIO CHEIO NO SAIBRO EUROPEU

    A inscrição em Munique faz parte de uma sequência de torneios de Fonseca no saibro, que culmina em Roland Garros. O brasileiro também está inscrito nos Masters 1000 de Madri e Roma e no Grand Slam francês.

    A organização do ATP 500 de Munique destacou Fonseca entre as atrações do evento. O site oficial do torneio colocou uma foto do brasileiro ao anunciar a lista de participantes.

    Irã integra o Grupo G da Copa do Mundo 2026, no qual enfrentará Bélgica e Nova Zelândia em Los Angeles e o Egito em Seattle; entidade indica que não aceitará

    Folhapress | 14:36 – 17/03/2026

    João Fonseca vai disputar ATP estrelado em Munique antes de Roland Garros

  • Lucro líquido do BNDES atinge R$ 9,6 bi no 4º tri e R$ 26,8 bi em 2025

    Lucro líquido do BNDES atinge R$ 9,6 bi no 4º tri e R$ 26,8 bi em 2025

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social registrou lucro líquido de R$ 9,6 bilhões na última etapa de 2025, alta de 30% em relação ao quarto trimestre de 2024

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) encerrou o quarto trimestre de 2025 com avanço nos resultados, impulsionado pelo desempenho do resultado financeiro – com ganhos de crédito e tesouraria, associados ao crescimento dos ativos – e pela expansão consistente da demanda por crédito, segundo dados divulgados pelo banco. O banco de fomento registrou lucro líquido de R$ 9,6 bilhões na última etapa de 2025, alta de 30% em relação ao quarto trimestre de 2024. Já o lucro recorrente somou R$ 4 bilhões no período, crescimento de 19% na mesma comparação.

    No consolidado de 2025, o lucro recorrente atingiu R$ 15,2 bilhões, o maior da história do banco, com um avanço de 15% ante 2024. O lucro líquido, por sua vez, avançou 1,7% em 2025, atingindo R$ 26,8 bilhões.

    “Tivemos resultados muito forte no quarto trimestre de 2025 em relação a 2024”, afirmou o presidente da instituição, Aloizio Mercadante, ao comentar o balanço do período.

    Para Mercadante, o desempenho reflete um ciclo de expansão sustentado. “O crescimento acelerado tem sido feito de forma muito consistente”, disse.

    O executivo frisou que o banco atingiu o segundo melhor resultado do sistema financeiro”, atribuindo o patamar de rentabilidade à retomada do protagonismo do BNDES no financiamento de longo prazo e ao aumento da atividade operacional.

    Ainda segundo o presidente, a expansão do balanço ocorre sem perda de robustez. “Os ativos do banco estão chegando a R$ 1 trilhão, uma expansão sólida”, disse. Os ativos totais superaram R$ 962 bilhões – o maior valor nominal da série, com alta de mais de 40% desde 2022.

    Carteira de crédito

    A carteira de crédito do BNDES – incluindo debêntures e recebíveis – atingiu R$ 664 bilhões em 2025, alta de 13,4%, no maior patamar desde 2016, conforme o banco. A instituição também informou que o caixa livre atingiu R$ 61 bilhões em 2025, montante quatro vezes superior ao disponível em 2022.

    Na leitura da administração, o resultado operacional de 2025 apresentou forte crescimento, sustentado pelo aumento da demanda por crédito frente a 2024.

    Nesse contexto, Mercadante disse que a instituição está “fomentando crédito com R$ 1 bilhão por dia, o que é fantástico”.

    Ele também mencionou a eficiência interna: “funcionários geram cerca de R$ 9 milhões de resultado ao ano cada”, em referência à produtividade do corpo técnico.

    Consultas e aprovações

    Em 2025, as consultas somaram R$ 389,2 bilhões, alta de 19% ante 2024 e de 170% em relação a 2022. As aprovações de crédito totalizaram R$ 237,9 bilhões, aumento de 12% frente a 2024 e de 80% contra 2022.

    Na abertura por setores, o banco destacou que as aprovações para a indústria subiram 215% ante 2022, para R$ 71 bilhões. Em comércio e serviços, houve aumento de 125%, para R$ 41,2 bilhões, e, na agropecuária, avanço de 100%, para R$ 54,3 bilhões.

    Comparação com triênio anterior

    Ao ampliar a comparação para o acumulado de 2023 a 2025 – período que abrange o governo Lula e a presidência de Mercadante no posto de presidente do BNDES -, a instituição informou que o montante do triênio foi 86% maior do que o observado entre 2019 e 2021, durante o governo Bolsonaro.

    No mesmo recorte, as consultas cresceram 221%, as aprovações avançaram 164% e os desembolsos aumentaram 126% em relação ao triênio anterior, sinalizando aceleração do ciclo de crédito e maior presença do banco no financiamento.

    Dividendos e carteira de ações

    Mercadante também afirmou que o BNDES tem realizado “pagamento de dividendos acima do teto da legislação”, destacando que, no início de sua gestão, havia limitações de caixa e pressões para a venda da carteira de ações.

    Lucro líquido do BNDES atinge R$ 9,6 bi no 4º tri e R$ 26,8 bi em 2025

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  • Polícia Legislativa vai investigar vazamento de dados de Vorcaro

    Polícia Legislativa vai investigar vazamento de dados de Vorcaro

    Presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana (Podemos-MG), quer a prorrogação das investigações; parlamentar disse que pretende enviar um questionamento ao gabinete do ministro André Mendonça, no STF

    O presidente da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que apura descontos irregulares em benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), comentou, nesta terça-feira (17), que a Polícia Legislativa do Congresso Nacional irá investigar o vazamento das informações obtidas com a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.

    “Sabemos é que existiram tentativas e vazamentos de algumas informações que deveriam permanecer apenas no âmbito da investigação e informações particulares ligadas à quebra de sigilo de Daniel Vorcaro que poderiam inviabilizar as provas”, admitiu Viana, nesta terça-feira (17)

    Na segunda-feira, o ministro do Supremo tribunal Federal (STF) André Mendonça proibiu a CPMI do INSS de acessar dados do material apreendido armazenado na sala-cofre da comissão.

    O parlamentar mineiro garante que as informações de foro íntimo do investigado não são de interesse da CPMI. “Nos interessa o relacionamento dele com entes da República, com o sistema financeiro e o esclarecimento de onde foi parar o dinheiro roubado dos brasileiros.”

    Para dar sequência nos trabalhos dos parlamentares, o senador adiantou que pretende enviar um questionamento ao gabinete do ministro André Mendonça, no STF, para saber quando o material será devolvido, logo que as informações privadas forem retiradas do material disponibilizado à CPMI. 

    Banco Central

    O presidente Carlos Viana também confirmou que pretende convidar para depor no mesmo dia na CPMI do INSS o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e o ex-presidente da instituição, Roberto Campos Neto.

    O objetivo das oitivas simultâneas é ouvir as visões sobre o Caso Master e a oferta de crédito consignado em benefícios do INSS e evitar o confronto político entre governo e oposição.

    “Da mesma forma que o escândalo do INSS passou por três governos, o Master também teve governos que influenciaram, porque não é um escândalo que começou agora”. Viana ressaltou que tanto Galípolo quanto Campos Neto têm explicações a dar.

    “Minha ideia é convidarmos os dois para estarem juntos e receberem o mesmo tratamento diante da comissão e responderem a todas as perguntas de forma clara e transparente ao país”, disse o presidente da CPMI.

    Operação Sem Desconto

    Sobre a nova fase da Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal (PF), nesta terça-feira, o senador Viana comentou que a deputada Maria Gorete Pereira, apontada como uma das figuras centrais do esquema sob apuração, foi diversas vezes citada durante as audiências da CPMI do INSS.

    Ao comentar o avanço das apurações, Viana prevê novas prisões.

    “Já são 14 os presos ligados ao escândalo do INSS e outras prisões virão”, disse Carlos Viana.

    O senador ainda destacou que, desde o início dos trabalhos, a CPMI do INSS atua de forma integrada com os órgãos de investigação e de controle. “Estamos diante de um esquema que atacou diretamente aposentados e pensionistas e que corrompeu boa parte do Estado brasileiro.”

    Igreja Lagoinha

    Questionado por jornalistas sobre se teria enviado recursos públicos de emendas parlamentares para uma associação ligada à Igreja Batista Lagoinha, Carlos Viana respondeu que seis igrejas apareceram nas investigações e que todos os sigilos bancários das pessoas investigadas foram quebrados.

    A Igreja Batista da Lagoinha estaria envolvida em desdobramentos da Operação Compliance Zero, porque o cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e pastor afastado da Igreja Batista da Lagoinha, Fabiano Zettel, foi apontado pela Polícia Federal como operador financeiro do Master.

     A instituição nega vínculos com Daniel Vorcaro e afirma que Zettel era voluntário.

    Durante a entrevista coletiva no Senado Federal, Viana negou qualquer ligação de que a Igreja Lagoinha tenha recebido dinheiro do INSS.

    “Há um relacionamento de um pastor que tinha uma igreja separada, CNPJ separado, e que tinha ligação com o [banco] Master. Ele [Fabiano Zettel] tem que dar explicações e já foi convocado [pela CPMI].”

    Banco C6

    Carlos Viana destacou que o presidente do INSS, Gilberto Waller Junior, publicou no Diário Oficial da União a suspensão de novas operações de crédito consignado envolvendo banco C6 em razão de descumprimento de regras e cobranças indevidas descontadas dos benefícios administrados pelo INSS, até que os valores sejam restituídos aos aposentados e pensionistas, com a devida correção.

    “Sempre foi um apelo dessa presidência [da CPMI] interromper, imediatamente, as práticas abusivas, proteger o aposentado, corrigir o sistema e responsabilizar quem errou.”

    Prorrogação da CPMI

    Por fim, o presidente Carlos Viana defendeu a prorrogação do prazo dos trabalhos do colegiado, atualmente previstos para encerrar em 28 de março.

    “É um ano eleitoral, mas nós não podemos perder o foco, que é investigar o rombo na Previdência e fazer com que não aconteça novamente na história do país”, disse o presidente da comissão.

     

    Polícia Legislativa vai investigar vazamento de dados de Vorcaro

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  • ECA digital: pais de influencers mirins precisarão de aval da Justiça para lucrar com conteúdo

    ECA digital: pais de influencers mirins precisarão de aval da Justiça para lucrar com conteúdo

    Nova legislação para proteção de crianças e adolescentes na internet, conhecida como ECA Digital, foi aprovada em 2025 e entra em vigor nesta terça-feira, 17 de março

    Pais ou outros responsáveis de influenciadores mirins precisarão de autorização judicial para ganhar dinheiro com os conteúdos dos filhos em redes sociais. Essa é uma das exigências previstas em uma minuta do decreto que regulamenta o ECA Digital, ao qual o Estadão teve acesso.

    A nova legislação para proteção de crianças e adolescentes na internet foi aprovada em 2025 e entra em vigor em 17 de março.

    Alguns pontos da lei, no entanto, precisavam ser regulamentados pelo governo federal, ou seja, determinados de que forma serão aplicados. A minuta ainda está em revisão por vários ministérios e pode sofrer alterações.

    Conforme o texto, antes de monetizar e impulsionar um conteúdo produzido por crianças e adolescentes, os fornecedores de produtos e serviços digitais – ou seja, as plataformas, como YouTube e Instagram – deverão exigir comprovação de autorização judicial.

    A lógica é semelhante à que existe para atores e atrizes mirins que participam de propagandas ou novelas. Isso porque, segundo especialistas, os conteúdos nas redes seriam considerados como trabalho infantil artístico.

    O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) proíbe o trabalho para menores de 16 anos, mas permite quando se trata de ofício artístico, desde que tenha alvará judicial. Dessa forma, há fiscalização da Justiça para garantir que a criança tenha acesso à saúde, à educação, que não seja vítima de exploração.

    A minuta a qual o Estadão teve acesso afirma que a exigência será aplicada “ao conteúdo que exponha, de forma habitual, a imagem ou a rotina de criança ou adolescente, ainda que produzido por seus responsáveis legais”.

    Organizações de defesa dos direitos da criança e do adolescente têm defendido esse tipo de medida, mas acreditam que a Justiça terá de se adaptar ainda para julgar o trabalho infantil na internet. Muitas vezes há dificuldade de se identificar publicidade nas redes – a chamada \”publi\” – feita por uma criança.

    Caso não seja apresentada a autorização judicial, o texto diz que a plataforma deverá suspender imediatamente a monetização e o impulsionamento do conteúdo.

    A minuta também proíbe que se ganhe dinheiro com conteúdo \”vexatório\”. A lei classifica dessa forma conteúdos como exploração e abuso sexual, que retratem crianças e adolescentes de forma erotizada e sexualmente sugestiva, violência física, pornografia, entre outros.

    O texto está sob revisão dos Ministérios da Justiça e Segurança Pública; Direitos Humanos e Cidadania; da Gestão e Inovação e da Secretaria de Comunicação da Presidência, e a versão final deve ser publicada nos próximos dias.

    Uma das críticas de empresas e entidades é a de que a regulamentação sairá muito próxima da entrada da lei em vigor, dificultando a implementação. O Estadão apurou que o decreto já teve diversas versões desde o ano passado.

    Os riscos que envolvem a monetização de conteúdos de crianças e adolescentes ganharam holofotes após um vídeo publicado pelo influenciador Felipe Bressanim, o Felca, em 2025.

    O youtuber falou a respeito da “adultização” de crianças nas redes: menores expostos de forma imprópria. Ele mostrou ainda como o algoritmo das plataformas funciona para entregar esse tipo de conteúdo a pedófilos, deixando crianças e adolescentes vulneráveis à ação de criminosos.

    O vídeo gerou amplo debate sobre o tema no País, que levou à rápida aprovação da lei com normas sobre o uso de redes por crianças e adolescentes, o “ECA digital”, agora alvo de regulamentação pelo governo federal.

    Verificação de idade

    Um dos principais pontos do ECA digital é a criação de barreiras para que crianças e adolescentes sejam impedidas de acessar determinados conteúdos. Para isso, crianças e adolescentes não poderão mais apenas fazer autodeclaração da idade sem comprovação oficial.

    A minuta não deixa claro ainda quais tecnologias serão usadas para a verificar a idade. O tema é delicado porque esbarra na proteção de dados das crianças. Em alguns países, plataformas já aplicam reconhecimento facial que checa tamanho dos olhos, de mãos, do rosto, para identificar o usuário.

    A minuta deixa claro que esses dados usados para verificação terão de ser protegidos e não compartilhados.

    A ideia é a de que, no cadastro na plataforma, os titulares da conta façam a declaração de idade. Em seguida, seria aplicado um “método confiável” de verificação. Além disso, lojas de venda de aplicativos deverão pedir autorização dos responsáveis quando crianças e adolescentes quiserem baixar algo.

    As ferramentas para fazer esse processo de forma confiável, segundo o texto, ainda serão propostas pelo Ministério da Gestão e pela Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD). De acordo com a minuta, a ANPD “definirá as etapas de implantação para soluções de aferição de idade”.

    Em audiência no Senado no dia 2, o diretor de Segurança e Prevenção de Riscos no Ambiente Digital do Ministério da Justiça, Ricardo Horta, afirmou que garantir que a aferição de idade não resulte em vigilância é “princípio inegociável” para o governo.

    “Existem tecnologias, hoje em dia, que permitem você identificar que é uma criança ou adolescente sem identificar a pessoa, sem que tenha sequer a data de nascimento dessa pessoa, você tenha só um sinal etário; um sinal etário é aquele que diz: é criança, é adolescente”, disse.

    O texto também deixa claro que as plataformas precisam criar formas de identificar contas falsas de menores que eventualmente se identifiquem como maiores. Elas precisam “adotar medidas para evitar a criação de múltiplas contas ou outros artifícios com o objetivo de burlar os mecanismos de aferição de idade.”

    Até que haja a regulação da ANPD sobre a verificação etária, a minuta cita que deve vir escrito na caixa de equipamentos eletrônicos com acesso à internet, como celulares e computadores destinados ao público infanto-juvenil, o seguinte alerta:

    “Este produto permite acesso à Internet. Conteúdos da internet podem apresentar riscos a crianças e adolescentes. O uso do produto requer supervisão parental.”

    Personificação para publicidade

    A proposta de minuta não permite que plataformas direcionem propagandas para crianças a partir da identificação de seus gostos. Diz o texto que as plataformas “devem impedir o uso de técnicas e ferramentas de perfilamento”. Cita ainda que também não deve ser usado o emprego de análise emocional, de realidade aumentada, de realidade estendida e de realidade virtual para essa finalidade.

    As redes se tornaram lucrativas porque conseguem direcionar melhor a publicidade do que os veículos convencionais, já que analisam dados de acesso, curtidas e tempo em que cada usuário permanece em posts ou vídeos. Elas então vendem às empresas anúncios personalizados, ou seja, que serão entregues para quem elas já sabem que se interessaria.

    Conteúdo nocivo

    O ECA Digital criou a obrigatoriedade de que as plataformas comuniquem às autoridades os conteúdos de aparente exploração, abuso sexual, sequestro e de aliciamento, que forem detectados.

    Para centralizar esses informes, a minuta do decreto traz a criação do Centro Nacional de Triagem de Notificações da Polícia Federal. O órgão ficaria responsável pela filtragem do conteúdo, tratar as informações e repassá-las à polícia para investigação. O centro também fará relatórios periódicos com estatísticas sobre os comunicados recebidos.

    Além do previsto em lei, devem ser considerados conteúdos de atos de violência contra escolas ou grupos vulneráveis. O texto menciona também “a razoável necessidade de divulgação imediata dos dados do usuário para reduzir ou evitar o risco”.

    Proteção contra o vício

    A minuta também diz que as plataformas precisam criar formas de impedir o vício de crianças e adolescentes em redes sociais. O texto afirma que elas devem “implementar mecanismos para evitar o uso excessivo, problemático ou compulsivo”. E ainda explica que entre esses mecanismos estão “a ocultação de pontos naturais de parada, acionamento de novos conteúdos sem solicitação, oferta de recompensas pelo tempo e notificações excessivas”.

    Diz ainda que são consideradas “práticas manipulativas” as que interferem na “autonomia decisória do usuário ou que explorem suas vulnerabilidades, em particular suas vulnerabilidades cognitivas e etárias”.

    ECA digital: pais de influencers mirins precisarão de aval da Justiça para lucrar com conteúdo

  • 'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

    'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

    Ex-presidente da Argentina, que está em prisão domiciliar, é investigada em caso de suposta cobrança de propinas; além dela, outros 86 réus serão ouvidos, incluindo ex-funcionários e empresários, e 626 testemunhas

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Ao deixar o endereço em Buenos Aires onde cumpre prisão domiciliar para prestar um depoimento na manhã desta terça-feira (16), a ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner acenou para um grupo de apoiadores que a esperava, entrou em um carro e foi até a sede dos tribunais federais enfrentar um novo julgamento por corrupção.

    Cristina foi depor no caso judicial conhecido como “Cuadernos”, que é diferente daquele investigava propinas na construção de estradas no sul do país e que a levou a ter sua condenação confirmada no ano passado.

    O caso atual envolve oito cadernetas com anotações de Oscar Centeno, ex-motorista de um funcionário do governo, que mencionam pagamentos de propinas a autoridades. Centeno afirmou que Cristina estava envolvida no esquema.

    Este material foi exposto por um jornalista em 2018 e sugere que Centeno transportava dinheiro para funcionários do governo.

    Em sua declaração no tribunal, a ex-presidente afirmou que uma “máfia” coagiu empresários a depor contra ela e a incriminá-la. Ela classificou a investigação como “absurda” e disse ter dificuldade em acreditar nas instituições.

    “Estamos enfrentando juízes que não são mais imparciais, estamos em um caso onde o juiz e o promotor são mafiosos”, disse ela. “Não se trata mais de condenar sem provas, mas forjar provas para condenar pessoas”, completou, ao mencionar que os cadernos originais foram destruídos e que o caso está baseado em fotocópias.

    “Com este sistema judicial, posso morrer presa”, declarou antes de concluir seu depoimento. “Mas acreditem que em algum momento isso vai terminar […] Chegará um momento em que finalmente as coisas vão mudar”, afirmou ao mencionar que o peronismo poderá voltar ao poder quando os argentinos perceberem que o modelo de Javier Milei não funciona.

    A ex-chefe de Estado também argumentou que Milei violou a Constituição ao declarar, na abertura do Congresso, que ela vai ser declarada culpada neste caso e que permaneceria presa.

    No caso “Cuadernos”, a ex-presidente da Argentina é acusada de liderar uma associação ilícita que recebia propinas de empresas ligadas a projetos de obras públicas concedidos por seu governo.

    As acusações contra Cristina incluem liderança de uma organização criminosa e suborno, com penas que podem chegar a dez anos. Caso seja declarada culpada, a líder do Partido Justicialista somará essa pena à sua condenação anterior, de seis anos.

    Outros 86 réus serão ouvidos, incluindo ex-funcionários e empresários, e 626 testemunhas.

    Na frente da casa de Cristina, militantes kirchneristas seguravam bandeiras e gritavam palavras de apoio para a ex-presidente, mas em um número bem menor do que em eventos anteriores, como a prisão da ex-presidente, em junho, e a visita de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no mês seguinte.

    O movimento peronista vive um momento de baixa, após ser derrotado pelo grupo político de Milei nas eleições legislativas de 2025 e vê sua força no Congresso minguar.

    A centralidade do kirchnerismo dentro do peronismo também passou a ser cada vez mais questionada após a prisão de Cristina, e diferentes forças internas agora buscam liderar a oposição.

    'Posso morrer presa', diz Cristina Kirchner em novo julgamento por corrupção

  • Motta diz que não fará discussão 'atropelada' sobre escala 6×1

    Motta diz que não fará discussão 'atropelada' sobre escala 6×1

    “Nós não vamos conduzir esse debate de maneira atropelada, de maneira descompromissada, sem medir as consequências”, disse o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB)

    O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que não fará uma discussão “atropelada” sobre o fim da escala 6×1 e disse que a tramitação por meio de proposta de emenda à Constituição (PEC) vai obrigar que os interessados na matéria busquem convergência.

    As declarações ocorreram nesta terça-feira, 17, durante almoço realizado pela Frente Parlamentar do Empreendedorismo (FPE), em Brasília. A FPE é presidida pelo deputado Joaquim Passarinho (PL-PA) e tem a participação de 205 deputados e 46 senadores.

    “Por mais que estejamos em ano de eleição, nós não vamos conduzir esse debate de maneira atropelada, de maneira descompromissada, sem medir as consequências. Até porque isso deve até preocupar o próprio governo. Por quê? Porque um efeito negativo na economia é ruim para todos”, disse.

    Motta também disse que os setores econômicos devem informar os impactos práticos do fim da escala 6×1 na economia e destacou que a tramitação por meio de PEC possibilita tempo para isso. O presidente da Câmara disse que há, sim, como avançar com a discussão.

    “Todo setor aqui representado deve primeiramente, por mais complexo que seja o tema, se sentir satisfeito pelo formato dado pelo presidente da Câmara para a discussão dessa matéria”, declarou Motta. “Isso obriga todos os interessados a terem a capacidade de encontrar uma maior convergência”, afirmou.

    Na sequência, o presidente da Câmara lembrou que o governo queria enviar um projeto de lei sob urgência constitucional sobre o tema ao Congresso Nacional. Ele disse ter notado que o governo não pretende mais encaminhar a proposta nesse formato.

    “Todos sabem que, se dependesse da vontade do governo e de alguns partidos representados na casa legitimamente, o caminho legislativo não teria sido o de proposta de emenda à Constituição”, disse.

    Motta diz que não fará discussão 'atropelada' sobre escala 6×1

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