Autor: REDAÇÃO

  • Antony brilha, marca nos acréscimos e garante empate em Villarreal x Betis

    Antony brilha, marca nos acréscimos e garante empate em Villarreal x Betis

    (UOL/FOLHAPRESS) – Com dois gols na reta final da partida, o atacante Antony foi o destaque do Betis no emocionante empate fora de casa contra o Villarreal em 2 a 2. O jogo no Estádio La Cerámica foi válido pela nona rodada do Campeonato Espanhol.

    Buchanan e Moleiro abriram vantagem para os donos da casa. Após abrir pouco antes do intervalo, o Villarreal fez 2 a 0 aos 19 minutos da segunda etapa.

    Antony entrou em ação para garantir o empate para o Betis. O camisa 7 diminuiu aos 21 e empatou aos 49 da segunda etapa, no último minuto do jogo.

    O empate manteve os times colados na classificação do Espanhol.

    O Villarreal é o terceiro, com 17 pontos, e o Betis é o quarto, com 16.
    As equipes voltam as atenções para as competições europeias na sequência. O Villarreal recebe o Manchester City (ING) na próxima terça (21), pela Liga dos Campeões. O Betis visita o Genk (BEL) na quinta (23), pela Liga Europa.

    Antony brilha, marca nos acréscimos e garante empate em Villarreal x Betis

  • Cruzeiro vence o Fortaleza e mantém pressão sobre Palmeiras e Flamengo

    Cruzeiro vence o Fortaleza e mantém pressão sobre Palmeiras e Flamengo

    (UOL/FOLHAPRESS) – O Cruzeiro venceu o Fortaleza por 1 a 0 neste sábado (18), no Mineirão, pela 29ª rodada do Brasileirão

    Christian fez o gol da vitória do Cruzeiro, que agora soma 56 pontos e segue firme na 3ª colocação. O Cabuloso está na cola do líder Palmeiras (61 pontos) e do vice Flamengo (58 pontos), que se enfrentam neste domingo (19) no Maracanã.

    O Fortaleza está em situação crítica, com 24 pontos na 18ª colocação. O Laion está a 7 pontos do Santos, primeiro time fora da zona de rebaixamento.

    O time cearense ainda pode ser ultrapassado na segunda-feira pelo Juventude, que tem 23 pontos e enfrenta o Bragantino em casa.
    O próximo duelo do Cruzeiro é contra o Palmeiras, fora de casa, no domingo (26). O Fortaleza recebe o Flamengo em casa no próximo sábado.

    DA SELEÇÃO PARA O MINEIRÃO
    Fabrício Bruno teve uma atuação um pouco tensa no Mineirão. Na primeira partida após o “desastre” com a seleção brasileira, que perdeu por 3 a 2 em amistoso para o Japão, Fabrício errou muitos passes contra o Fortaleza, errou lançamentos e furou ao menos duas vezes, sendo uma delas aos 39 minutos da etapa final.

    O jogo no Mineirão ocorre quatro dias após o zagueiro cruzeirense ser apontado como um dos “culpados” pela derrota da seleção. O zagueiro convocado falhou em dois dos gols japoneses.

    FORTALEZA DESFALCADO
    O Fortaleza foi a campo bastante desfalcado por conta das expulsões de Bareiro, Pablo Roberto e Kuscevic, envolvidos em confusão ao término do jogo contra o Vasco na última rodada.

    O técnico Martin Palermo também não pôde contar com João Ricardo, Lucas Crispim, Benevenuto, Matheus e Allanzinho, machucados, além de Gastón e Deyverson, suspensos pelo acúmulo de cartões amarelos.

    GOLS E DESTAQUES
    Gabigol perdeu… Aos 3 minutos de partida, Christian tocou de três dedos na saída do goleiro Brenno. Gabigol se esticou todo mas só raspou na bola. Quase que o Cruzeiro abriu o placar.

    Paredão do Cruzeiro. Léo Aragão evitou que o Fortaleza abrisse o placar no Mineirão com duas boas defesas. Na primeira, o goleiro cruzeirense defendeu chute de fora da área de Breno Lopes, na seguda, fez uma defesa segura em chute de Pocchetino.

    1 x 0: O Cruzeiro abriu o placar aos 20 minutos do 1º tempo, com o volante Christian. Arroyo avançou pela esquerda e cruzou rasteiro para trás. Christian dominou livre na marca do pênalti e bateu firme entre o goleiro Brenno e os zagueiros que tentavam recompor a zaga.

    Seria um golaço! O Leão do Pici quase empatou a partida aos 8 minutos do 2º tempo. Herrera arrancou em velocidade em um contra-ataque, dribou Lucas Silva, deu uma linda caneta em Kauã Prates e finalizou de fora da área, mas a bola passou tirando tinta da trave.

    Fortaleza começa a crescer. Após os 20 minutos da segunda etapa,o Laion começou a equilibrar mais a partida e criar chances.

    O que é isso, Fabrício?! O zagueirão do Cruzeiro furou uma rebatida no campo de defesa e quase que Lucero roubou a bola. O atacante do Fortaleza ficaria cara a cara para o goleiro cruzeirense e poderia fazer o gol de empate, mas o árbitro marcou falta, pro alívio de Fabrício.

    Local: Mineirão, Belo Horizonte (MG)
    Árbitro: Rodrigo José Pereira de Lima (PE)
    Cartões amarelos: Rodrigo Santos, Mancuso, Pocchettino, Lucero e Gazal (FOR); Villalba (CRU)Gol: Christian (CRU), 20′ do 1º tempo (1-0)

    CRUZEIRO
    Léo Aragão; Kauã Moraes, Fabrício Bruno, Villalba, Kauã Prates (William); Lucas Reomero, Lucas Silva (Eduardo), Christian (Walace); Matheus Pereira (Bolasie), Arroyo (Wanderson), Gabigol. T.: Leonardo Jardim.

    FORTALEZA
    Brenno; Mancuso, Brítez, Lucas Gazal, Bruno Pacheco (Diogo Barbosa); Rodrigo Santos (Pierre), Lucas Sasha, Pocchettino (Marinho), Herrera (Moisés); Breno Lopes, Lucero (Kayke). T.: Martin Palermo.

    Cruzeiro vence o Fortaleza e mantém pressão sobre Palmeiras e Flamengo

  • Flávia Saraiva lidera time feminino no Mundial de ginástica artística

    Flávia Saraiva lidera time feminino no Mundial de ginástica artística

    ALEXANDRE ARAUJO
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Flávia Saraiva chega ao Mundial de ginástica artística, em Jacarta, com uma bagagem cheia de experiências e uma trajetória que a coloca como a líder da seleção feminina. Na ausência de Rebeca Andrade, em ano sabático, e da veterana Jade Barbosa, é ela quem puxa os holofotes e serve de inspiração em uma equipe que conta com jovens promessas.

    Com 26 anos, Flavinha atravessou gerações na ginástica. Medalhista de bronze nos Jogos Olímpicos de Paris, ela já esteve na seleção ao lado de atletas que marcaram época, como Daniele Hypolito e Jade Barbosa — que também foi medalhista em Paris e anunciou gravidez recentemente.

    “Estou tendo a oportunidade de treinar com atletas 11 anos mais novas do que eu. Eu e a Julia Soares, que temos mais experiência, estamos aqui também para ensinar, podendo mostrar o que é um Campeonato Mundial. Não é hora de cobrança, mas de aprendizado, de amadurecimento de jovens ginastas que estão convivendo com duas medalhistas olímpicas”, declarou Flavinha.

    O Brasil, no Mundial, terá Júlia Coutinho, do Flamengo, e Sophia Weisberg, do Pinheiros. As duas têm 15 anos e são apontadas como joias da ginástica brasileira.

    “A gente consegue ensinar até sem palavras. Consegue-se assimilar muita coisa observando postura, comportamento. Nossa corrida pela vaga olímpica começa em 2026. Então, este é o momento de aproveitarem o Mundial, ver o que significa, que sintam os aparelhos e absorvam o que puderem ao lado das melhores do mundo”, disse.

    “É um momento muito interessante, de descoberta, pelo qual eu também passei. E que possam voltar felizes ao Brasil, para dar continuidade ao trabalho, cheias de inspiração.”

    Flávia voltou às competições em setembro, no Brasileiro realizado em Recife. A atleta foi submetida a uma cirurgia no ombro direito pouco depois da disputa das Olimpíadas, e passou por um período de recuperação.

    O Mundial de ginástica artística começa neste domingo (19), em Jacarta, na Indonésia, e vai até o dia 25. A transmissão será do Sportv e da CazéTV.

    Flávia Saraiva lidera time feminino no Mundial de ginástica artística

  • Passageiro terá de pagar mais para inclinar assento em aérea canadense; entenda

    Passageiro terá de pagar mais para inclinar assento em aérea canadense; entenda

    As nove primeiras fileiras terão 48 assentos reclináveis, com duas divisões. A categoria Premium terá três fileiras com quatro assentos cada. De acordo com a WestJet, haverá almofada ergonômica, sendo que o encosto da cabeça poderá ser ajustado em quatro direções.

    FERNANDO NARAZAKI
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O passageiro que optar por voos da companhia aérea canadense WestJet terá de pagar uma tarifa maior para ter direito a uma poltrona reclinável. No fim de setembro, a empresa anunciou uma mudança na configuração de suas aeronaves para atender à nova política de preços.

    As nove primeiras fileiras terão 48 assentos reclináveis, com duas divisões. A categoria Premium terá três fileiras com quatro assentos cada. De acordo com a WestJet, haverá almofada ergonômica, sendo que o encosto da cabeça poderá ser ajustado em quatro direções.
    Já a categoria Extended Comfort (conforto estendido) terá seis fileiras com seis assentos cada, também com assento reclinável, porém com um tamanho e um espaçamento menores que a Premium. Elas serão separadas por uma divisória.

    As 22 fileiras restantes das aeronaves, com seis assentos em cada fileira, não permitirão que o passageiro incline o assento. Além disso, elas terão diferentes distâncias entre as fileiras. Quanto mais próximo da cabine, maior será o espaçamento para as pernas.

    Segundo o comunicado divulgado pela empresa, a mudança permitirá uma “tarifa mais acessível” aos passageiros. “O layout da nossa cabine renovada atende às diversas preferências dos nossos hóspedes. Sejam eles optando por assentos Premium com comodidades extras e espaço para as pernas ou por preços de passagens mais acessíveis com menos espaço”, afirmou Samantha Taylor, vice-presidente executiva da WestJet.

    A empresa canadense promete reformular os modelos Boeing 737-8 Max e 737-800 das suas 43 aeronaves até o final do ano. O primeiro modelo deve ser entregue ainda neste mês.

    A aérea tem voos para 30 países, atendendo América do Norte e Central, Ásia e Europa. O Brasil e toda a América do Sul não estão entre os destinos da empresa.

    Passageiro terá de pagar mais para inclinar assento em aérea canadense; entenda

  • Gal Costa ressurge em disco que revisita os grandes momentos de sua carreira

    Gal Costa ressurge em disco que revisita os grandes momentos de sua carreira

    Acompanhado de uma banda espartana -Fábio Sá (baixo), Limma (teclados) e Vitor Cabral (bateria)- Gal cantou 20 canções que deram uma geral em sua carreira. Sob direção de Marcus Preto, o show trouxe clássicos do início da discografia da cantora e também músicas que ela havia lançado em seus últimos LPs.

    ANDRÉ BARCINSKI
    CBS NEWS – A cantora Gal Costa morreu em 9 de novembro de 2022, aos 77 anos. Pouco menos de dois meses antes, em 17 de setembro do mesmo ano, ela subiu ao palco do festival Coala, realizado no Memorial da América Latina, em São Paulo, para um show que seria o seu derradeiro.

    Acompanhado de uma banda espartana -Fábio Sá (baixo), Limma (teclados) e Vitor Cabral (bateria)- Gal cantou 20 canções que deram uma geral em sua carreira. Sob direção de Marcus Preto, o show trouxe clássicos do início da discografia da cantora e também músicas que ela havia lançado em seus últimos LPs.

    A gravação desse show sai agora no LP “As Várias Pontas de Uma Estrela”, lançado pela Biscoito Fino. O áudio já está nas plataformas e o show pode ser visto na íntegra até 20 de outubro no canal da Biscoito Fino no Youtube.

    “As Várias Pontas de Uma Estrela” é um disco que, se não traz a voz de Gal em toda sua força e beleza, vale pela emoção de ouvi-la cantando num palco pela última vez e pela devoção da plateia. O público do Coala era majoritariamente mais jovem do que as plateias que acompanhavam os shows de Gal em teatros e casas de show, e é bonito ver e ouvir a reação entusiasmada a canções lançadas quando muitos ali nem haviam nascido.

    O show começa com uma versão pesada e animada de “Fé Cega, Faca Amolada”, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, e de cara fica evidente que a voz de Gal não tem a potência e clareza de outras épocas. Mas isso não parece importar para o público, que canta animadamente toda a letra.

    A banda emenda o bluesão “Hotel das Estrelas”, de Jards Macalé e Duda Machado, e “Divino, Maravilhoso” (Gil e Caetano), com o público cantando junto, a primeira de seis canções assinadas por Caetano Veloso, incluindo originais e versões, que Gal cantaria no show.

    Gal canta “Dom de Iludir”, de Caetano, e a diferença da interpretação da cantora aqui e na versão original, gravada no álbum “Minha Voz” (1982) e que trazia uma interpretação sublime, com aquela voz sexy e sussurrada, é imensa. Claro que, em 2022, Gal estava cantando num show grande para uma plateia numerosa, não num clubinho enfumaçado, mas a diferença impressiona.

    Depois de saudar gerações mais novas de compositores nacionais com “Quando Você Olha Pra Ela”, de Mallu Magalhães, e “Palavras no Corpo”, parceria de Silva com Omar Salomão, filho do poeta Waly Salomão (1943-2003) produtor de um show histórico da cantora em 1971, “Fatal”, que renderia o disco ao vivo “Fa-Tal – Gal a Todo Vapor”, a cantora emenda uma sequência matadora de hits como “Nada Mais”, versão de Ronaldo Bastos para “Lately”, de Stevie Wonder, “Paula e Bebeto” (Milton Nascimento e Caetano Veloso), uma versão mais sacolejante do clássico da bossa nova “Desafinado” (Tom Jobim e Newton Mendonça), “A História de Lilly Braun”, de Chico e Edu Lobo, e “Açaí” (Djavan), com o refrão cantado em coro pela plateia.

    O bloco seguinte do show trouxe canções que Gal gravou na segunda metade dos anos 1980, período em que assinou contrato com a RCA e deu uma guinada comercial na carreira, que fez subir as vendagens dos álbuns, mas foram recebidas com frieza pela crítica: o bolerão “Lua de Mel” (Lulu Santos) e “Sorte” (Celso Fonseca e Ronaldo Bastos), grande hit de FM.

    Chega a hora dos “feats”, verdadeira praga de festivais modernos, e Gal chama dois cantores e compositores da geração 1990 (os dois nascidos, por coincidência, no mesmo ano, 1991): Rubel e Tim Bernardes.

    O primeiro faz duetos com Gal em duas músicas lindas de Caetano Veloso, “Como 2 e 2” e “Tigresa”, em interpretações corretas, mas sem o sex-appeal libidinoso que Gal imprimiu especialmente à segunda, gravada originalmente em 1977. Já Bernardes canta “Negro Amor”, versão de Caetano e Péricles Cavalcanti para “It’s All Over Now, Baby Blue”, de Bob Dylan, e “Vapor Barato” (Jards Macalé e Waly Salomão). Rubel volta para cantar, junto a Gal e Tim Bernardes, “Baby”, de Caetano Veloso.

    O encerramento do show traz dois imensos hits gravados por Gal nos anos 1980: “Um Dia de Domingo”, baladão soul de Michael Sullivan e Paulo Massadas, que Gal gravou com Tim Maia, e “Brasil”, de Cazuza, Nilo Romero e George Israel. “Daqui a 15 dias a gente escolhe nosso presidente, vamos votar com sabedoria”, diz Gal, referindo-se à eleição presidencial de 2022 (no vídeo do show, disponível no Youtube, Gal aparece fazendo com a mão o “L” de Lula).

    Quando se apresentou no festival Coala, Gal Costa estava em meio a uma extensa agenda de shows. Ela se apresentaria no festival Primavera Sound, em São Paulo, e tinha uma excursão marcada para a Europa. Mas um infarto não permitiu, e “As Várias Pontas de Uma Estrela” fica como o último registro de uma das cantoras mais importantes da música brasileira.

    As Várias Pontas de Uma Estrela
    Autoria: Gal Costa
    Gravadora: Biscoito Fino
    Onde ouvir: Nas plataformas digitais
    Avaliação: Bom

    Gal Costa ressurge em disco que revisita os grandes momentos de sua carreira

  • Manifesto contra a 'merdificação' da internet mostra como as big techs pioraram a vida de usuários

    Manifesto contra a 'merdificação' da internet mostra como as big techs pioraram a vida de usuários

    A expressão ganhou uso corrente, foi eleita a palavra do ano pela American Dialect Society em 2023 e inspirou a temporada de 2025 da série Black Mirror.

    PATRÍCIA CAMPOS MELLO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O autor canadense Cory Doctorow, 54, conquistou um feito para poucos: popularizou uma palavra que resume o espírito do nosso tempo. Doctorow difundiu o termo enshittification (“merdificação”, em tradução livre) a partir de 2022. A expressão ganhou uso corrente, foi eleita a palavra do ano pela American Dialect Society em 2023 e inspirou a temporada de 2025 da série Black Mirror.

    Agora, Doctorow aprofunda o conceito de “merdificação” em seu livro “Enshittification: Why Everything Suddenly Got Worse and What to Do About It” (Merdificação: por que tudo piorou de repente e o que fazer a respeito), lançado nesta semana nos Estados Unidos.

    “Não é só com você. A internet está ficando pior, rápido. Os serviços em que a gente confiava, que a gente amava? Todos estão virando um monte de merda”. É assim que Doctorow abre o livro, no qual ele trata a enshittification como uma doença, e examina suas causas, seus efeitos e possíveis tratamentos.

    Mas, afinal, o que é a merdificação?
    Trata-se da piora gradual nos serviços prestados pelas plataformas de internet na medida em que as empresas se tornam mais poderosas. Elas vão aumentando sua taxa de lucros ao arrochar clientes e parceiros comerciais, já que não enfrentam competição, nem estão sujeitas a regulação. E ainda assim, as pessoas continuam usando esses serviços piorados.

    A busca do Google passou a privilegiar anúncios e links patrocinados em vez dos resultados mais relevantes. O Twitter se deteriorou após ser comprado por Elon Musk e rebatizado de X, substituindo fontes de notícias e formadores de opinião por contas de memes e trolls de ultradireita. A Amazon soterra o usuário com produtos de má qualidade e preço mais alto, com links patrocinados, antes dos resultados reais da busca.

    A merdificação é um processo.
    No começo, tudo é lindo. As big techs estavam cheias de dinheiro de seus investidores e faziam de tudo para conquistar os usuários, inclusive oferecer produtos grátis. A Amazon, por exemplo, vendia livros mais baratos que todo mundo, perdendo dinheiro para conquistar clientes.

    Nessa primeira fase, as empresas ganham um número enorme de usuários que passam a depender das plataformas. Uma vez criado um público cativo, as empresas passam a explorar seus usuários para atrair anunciantes e limitam os serviços grátis. Por exemplo, o Facebook, no início, era realmente de graça. Depois que um número significativo de pessoas entrou na plataforma e muitos relutariam em sair porque, afinal, todos os seus amigos estavam lá, a empresa apertou os clientes. Começou a vender os dados dos usuários para anunciantes, muitas vezes, sem eles saberem.

    Na terceira fase, são os parceiros comerciais que se tornam dependentes e passam a ser explorados. As plataformas inflacionam o preço dos anúncios ou estabelecem enormes taxas para vendedores terem seus resultados visíveis na busca da Amazon.

    No final do processo de enshittification, quando a plataforma já capturou tanto os usuários quanto anunciantes ou vendedores, além de dizimar os concorrentes, ela piora os serviços para todos, para maximizar seus lucros.

    As big techs podem se dar ao luxo de “enshittificar” e não perder usuários ou parceiros comerciais porque estão mais poderosas do que nunca, diz Doctorow. Ele explica que, enquanto houver monopólios e falta de regulação, as empresas vão continuar piorando seus serviços, sem sofrer consequências.

    O livro narra a cena em que executivos do Google desenham uma estratégia para aumentar os lucros do mecanismo de busca da empresa, que domina 98% do mercado: eles resolvem piorar os resultados de pesquisa. Com isso, os usuários têm de fazer buscas adicionais, e o Google ganha mais dinheiro mostrando mais anúncios em cada página de resultados.

    Um dos exemplos mais claros de enshittification é a Amazon. No início, a empresa oferecia livros com preços imbatíveis, subsidiava o frete e tinha uma política de trocas e devoluções ultra generosa. Isso atraiu milhões de usuários para a plataforma. Uma vez lá, os usuários faziam a assinatura Prime, que os fidelizava. Ficava muito menos vantajoso comprar em outro site, já que na Amazon o frete já estava pago.

    Com isso, a Amazon dizimou as lojas menores, que não conseguiam competir. Quando a concorrência tinha sido esmagada, a plataforma começou a apertar os vendedores. Exigia enormes descontos para que pudessem vender na plataforma e impunha a regra do “status de nação mais favorecida” -eles não podiam vender mais barato em nenhum outro varejista online. A empresa também passou a cobrar enormes taxas para que os produtos tivessem algum destaque nos resultados de busca no site.

    Para o usuário, a experiência também foi piorando. Quando o consumidor procurava um produto, os primeiros resultados, patrocinados, eram frequentemente de pior qualidade e mais caros. O motivo, segundo o autor, é que a Amazon ganha mais de US$ 50 bilhões todos os anos cobrando dos comerciantes pelo posicionamento nas buscas.

    Doctorow é uma das vozes mais relevantes em defesa da internet livre. Ao longo de 40 anos de carreira, que inclui anos de colaboração com a Electronic Frontier Foundation, ele escreveu 15 livros de ficção, seis de não ficção, além de influentes ensaios. De posse dessa bagagem, ele não se restringe a diagnosticar as causas da decadência digital generalizada -ele transforma seu livro em um manifesto para salvar a internet.

    Interoperabilidade é chave para que se possa encontrar plataformas alternativas e jeitos melhores de se usar os produtos e serviços das big techs quando elas começam a reduzir a qualidade.

    Não é possível que as empresas sejam tão grandes, segundo Doctorow, que prega uma legislação antitruste robusta e adaptada ao mundo digital. Para ele, está claro que a autorregulação fracassou. É preciso implementar regulamentação que seja factível.
    Infelizmente, ainda estamos muito longe de colocar em prática essas prescrições. Prova disso é um episódio recente de metalinguagem explícita.

    No mesmo dia em que o livro de Doctorow foi publicado e anunciado na Amazon, a plataforma já estava vendendo versões caça-níqueis da obra, imitações feitas com IA. Uma delas, com título parecido com o original e trechos típicos de IA, era vendida por um dólar a menos que o livro digital de Doctorow. A Amazon afirma ter um sistema rígido contra cópias e produtos de má qualidade.

    “Enshittification: Why Everything Suddenly Got Worse and What to Do About It”
    Cory Doctorow
    Editora Farrar, Straus and Giroux
    Preço versão Kindle, em inglês: R$ 87,27

    Manifesto contra a 'merdificação' da internet mostra como as big techs pioraram a vida de usuários

  • Ex-A Praça é Nossa amputa pé após infecção por diabetes: 'Medo'

    Ex-A Praça é Nossa amputa pé após infecção por diabetes: 'Medo'

    Segundo ele, o procedimento foi necessário para salvar sua vida, já que o quadro evoluía rapidamente e havia risco de a infecção se espalhar pelo corpo.

    O comediante David Castilho passou por uma cirurgia de amputação de um dos pés após o agravamento de uma infecção severa. Segundo ele, o procedimento foi necessário para salvar sua vida, já que o quadro evoluía rapidamente e havia risco de a infecção se espalhar pelo corpo.

    “Amputei o pé porque a infecção estava muito agressiva, correndo o risco de subir pela perna e chegar ao organismo, colocando minha vida em perigo. Foi um grande susto, mas, no fim das contas, fiquei bem. Saí do hospital grato por estar vivo e pronto para recomeçar”, afirmou o humorista em vídeo publicado nos stories do Instagram, demonstrando otimismo diante da nova fase.

    De acordo com informações divulgadas pela equipe de Castilho nas redes sociais, a infecção começou de forma aparentemente simples, com um ferimento causado por um sapato apertado. O machucado evoluiu para uma bolha e depois para uma ferida, que acabou se tornando uma infecção grave — situação agravada pelo fato de o artista ser diabético.

    “Mesmo com tratamento e antibióticos, a infecção avançou, e o David precisou amputar o pé direito”, informou a equipe do comediante, que já participou de programas como “A Praça é Nossa” e “The Noite”, ambos do SBT.

    O ferimento inicial teria ocorrido em 15 de setembro, durante um dia de trabalho. Por conta da evolução rápida do quadro, o humorista foi hospitalizado e submetido à amputação para impedir que a infecção se espalhasse.

    Para ajudar nas despesas médicas e no período de recuperação, foi criada uma vaquinha virtual em apoio ao artista. A equipe destacou que, por ser trabalhador autônomo, o comediante está temporariamente sem renda.

    “Se você já deu risada com ele, emocionou-se com suas palestras ou simplesmente quer espalhar o bem, participe dessa vaquinha”, diz a publicação.

    David Castilho segue em recuperação e tem recebido mensagens de apoio de fãs e colegas de profissão nas redes sociais.

    Ex-A Praça é Nossa amputa pé após infecção por diabetes: 'Medo'

  • Surfe: Samuel Pupo é campeão em Saquarema e se aproxima da elite mundial

    Surfe: Samuel Pupo é campeão em Saquarema e se aproxima da elite mundial

    GUILHERME DORINI
    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Samuel Pupo voltou a fazer história em Saquarema. O paulista venceu neste sábado a etapa brasileira do Challenger Series, divisão de acesso ao Circuito Mundial da WSL, e deu um passo importante rumo ao retorno à elite do surfe.

    Na grande final, Samuel superou o havaiano Eli Hanneman com uma atuação sólida e estratégica, dominando a bateria do início ao fim.

    Essa foi a segunda conquista de Samuel em Saquarema -ele também havia vencido o evento em 2023- e o recoloca definitivamente na briga por uma vaga no Championship Tour (CT) de 2026.

    “Eu não acredito que venci aqui de novo. Não fiz grandes notas, mas avancei, e a final foi igual. É inacreditável, estou muito feliz. Minha carreira se resume a resiliência, muitos anos de luta, terceira vez caindo no corte? acho que só Deus e minha família pra seguir dando suporte. Sabia que precisava de um grande resultado, e ganhar aqui de novo é incrível. Mais um troféu pra casa”, comemorou Samuel Pupo.

    Na decisão, Samuel mostrou melhor leitura das ondas e precisão nas manobras. Suas notas de 5,17 e 5,00 foram suficientes para superar os 5,50 e 4,00 de Hanneman, que ainda tentou reagir nos minutos finais, mas não conseguiu tirar o título do brasileiro.

    O resultado teve grande impacto no ranking. Samuel, que começou o evento na 13ª posição, saltou 11 lugares e agora aparece em segundo, dentro da zona de classificação ao CT. Já Hanneman assumiu a liderança geral após a boa campanha no Brasil.

    Com o título, Samuel chega fortalecido para a reta final da temporada. Restam apenas duas etapas no calendário: a penúltima será em Pipeline, no Havaí, em janeiro -a primeira vez que o local mais icônico do surfe recebe o Challenger Series-, e a decisão acontecerá em Newcastle, na Austrália, em março.

    Além de Samuel, o Brasil segue com Mateus Herdy entre os dez primeiros colocados do ranking. O catarinense, que começou a etapa em quarto, caiu para o sétimo lugar após ser eliminado no round dos 32 melhores.

    Surfe: Samuel Pupo é campeão em Saquarema e se aproxima da elite mundial

  • Léo Pereira vence processo e Tainá Militão é condenada a pagar R$ 200 mil

    Léo Pereira vence processo e Tainá Militão é condenada a pagar R$ 200 mil

    Tainá, que atualmente é casada com o jogador Éder Militão, do Real Madrid, foi condenada a pagar cerca de R$ 200 mil em honorários advocatícios, além das custas processuais. A decisão afirma que o pagamento de R$ 2 milhões, referente às pensões, foi feito um dia após a definição judicial do valor, o que descaracteriza qualquer atraso.

    A Justiça do Rio de Janeiro decidiu a favor do zagueiro Léo Pereira, do Flamengo, em um processo movido pela ex-esposa, Tainá Castro Militão, que o acusava de atrasar o pagamento de pensões. A decisão é da 2ª Vara de Família da Barra da Tijuca, e, segundo o jornal Extra, o juiz Fábio Marques Brandão concluiu que não houve atraso no pagamento de valores devidos à ex-companheira.

    Tainá, que atualmente é casada com o jogador Éder Militão, do Real Madrid, foi condenada a pagar cerca de R$ 200 mil em honorários advocatícios, além das custas processuais. A decisão afirma que o pagamento de R$ 2 milhões, referente às pensões, foi feito um dia após a definição judicial do valor, o que descaracteriza qualquer atraso.

    “No caso, não é possível acreditar que a autora não teria conhecimento do pagamento neste intervalo de mais de dez meses entre a data do adimplemento total e a da intimação do réu”, afirmou o magistrado na sentença. Assim, o juiz determinou que Léo Pereira não deve mais nenhum valor à ex-esposa.

    Além da disputa sobre as pensões, o ex-casal também travou outra batalha judicial em torno de uma mansão na Zona Oeste do Rio, onde Tainá morava com os filhos do casal, Matteo, de 4 anos, e Helena, de 5. O imóvel, avaliado em cerca de R$ 4 milhões, ficou com a influenciadora, conforme determinação judicial.

    Léo havia proposto pagar o valor de forma parcelada, mas o pedido foi rejeitado pelo juiz, que determinou a quitação integral com juros. Após o pagamento, Tainá decidiu vender a casa.

    O caso também chamou atenção por envolver outros nomes conhecidos. Além de ser ex-mulher de Léo Pereira, Tainá é atualmente casada com Éder Militão, que foi anteriormente casado com Karoline Lima. Militão e Karoline são pais de Cecília, de 3 anos, enquanto Léo e Tainá têm dois filhos em comum.

    Com a decisão, Léo Pereira saiu vitorioso da disputa judicial e não tem mais pendências financeiras com a ex-esposa.

    Léo Pereira vence processo e Tainá Militão é condenada a pagar R$ 200 mil

  • Novo escândalo para David Coote! Revelado caso de assédio a jovem árbitro

    Novo escândalo para David Coote! Revelado caso de assédio a jovem árbitro

    Escândalo atrás de escândalo. Apenas quatro dias depois de se declarar culpado em um caso de pornografia infantil, David Coote agora enfrenta uma nova acusação, desta vez relacionada a assédio (e não apenas isso) contra um jovem árbitro de 18 anos, cuja identidade não foi revelada.

    O árbitro revelou algumas das mensagens que recebeu do ex-juiz da Premier League, como “rapaz bonito” e “volte a falar comigo quando descobrir que eu pago sua estadia”, em referência ao alojamento universitário do jovem.

    Além disso, Coote teria admitido novamente o consumo de drogas, ao escrever: “Adoro isso, faz já algum tempo que não uso. A hora está chegando. Estou planejando uma noite agitada em Londres”. Diante da situação, o árbitro pediu não só a prisão de Coote, como também destacou que não queria vê-lo em liberdade.

    “Eu disse aos meus amigos que achava que mais coisas viriam à tona… aconteceu tudo como eu previa. É revoltante. David Coote merece ir para a cadeia por seus crimes e não pode ser libertado como Huw Edwards”, declarou ao jornal The Sun.

    Uma onda interminável de polêmicas
    David Coote ganhou as manchetes em novembro de 2024, quando veio a público, nas redes sociais, um vídeo em que ele insultava não apenas o Liverpool, mas também o então técnico do clube, Jürgen Klopp, a quem chamou de “arrogante” e “alemão canalha”, acusando-o de mentir.

    Dias depois, o árbitro foi suspenso pelo Professional Game Match Officials Board (PGMOL), órgão responsável por supervisionar a arbitragem na Inglaterra. Em dezembro, acabou banido de apitar qualquer partida no país.

    Nesse período, também circularam vídeos em que Coote aparecia consumindo uma substância branca — supostamente cocaína — durante a Eurocopa de 2024, na qual atuou como árbitro de VAR.

    A polêmica chegou até a UEFA, que proibiu Coote de participar de qualquer jogo oficial em território europeu até 30 de junho de 2026.

    Já em janeiro de 2025, em uma entrevista extensa ao The Sun, Coote assumiu publicamente ser homossexual:
    “Senti uma profunda sensação de vergonha durante minha adolescência, em particular. Não assumi para meus pais antes dos 21 anos. Não assumi para meus amigos antes dos 25 anos.”

    Ele ainda afirmou:
    “Minha sexualidade não foi a única razão que me levou a estar nesta posição, mas não estaria contando uma história autêntica se não dissesse que sou gay e que tive grandes dificuldades em esconder isso. Escondi minhas emoções como jovem árbitro e também escondi minha sexualidade. Isso é uma boa qualidade para um árbitro, mas uma péssima qualidade para um ser humano. E isso me levou a uma série de comportamentos.”

    Novo escândalo para David Coote! Revelado caso de assédio a jovem árbitro