Autor: REDAÇÃO

  • Atacante do Betis rebate rumores’: “Não sou gay, mas e se fosse?”

    Atacante do Betis rebate rumores’: “Não sou gay, mas e se fosse?”

    Aitor Ruibal, atacante do Real Betis, deu uma declaração contundente em entrevista ao programa espanhol El Chiringuito de Jugones, exibido nesta quinta-feira (16). O jogador de 29 anos rebateu rumores sobre sua vida pessoal e defendeu o direito de ser quem é, sem medo de julgamentos.

    Conhecido pelo estilo ousado, com cabelos coloridos e unhas pintadas, Ruibal afirmou que o futebol ainda é um ambiente dominado por estereótipos de masculinidade. “Muita gente tem medo de ser quem é por ser jogador de futebol. O futebol é tão masculinizado que qualquer coisa diferente chama atenção. Eu não sou gay, mas, se fosse, não teria problema. Qual seria o mal? O importante é se sentir bem consigo mesmo”, disse.

    O atacante também agradeceu o apoio da esposa, Anabel Barrau, que, segundo ele, o incentiva a se expressar livremente. “Ela é a primeira a pintar minhas unhas. Faria isso todos os dias, dependendo da cor do meu cabelo. Me criticam por ser natural, mas só estou sendo eu mesmo”, afirmou.

    Ruibal já havia denunciado ataques homofóbicos em 2023, quando publicou uma foto com o companheiro de equipe Borja Iglesias. Na época, escreveu nas redes sociais: “Quero deixar claro a importância de respeitar cada pessoa, independentemente de sua orientação sexual. Quem ainda age assim precisa de ajuda urgente. O problema é a intolerância de vocês.”


    Borja Iglesias também se manifestou em solidariedade. “Cada vez que surge uma situação como essa, fico ainda mais motivado a lutar para que todos vivam do jeito que quiserem. A vida é linda demais para ser limitada por preconceito”, disse.

    Natural de Sallent de Llobregat, na Catalunha, Aitor Ruibal iniciou a carreira em clubes menores como Manresa, Cornellà e L’Hospitalet antes de chegar ao Betis em 2015. Após passagens por Cartagena, Rayo Majadahonda e Leganés, consolidou-se na equipe principal a partir de 2020 e se tornou uma das vozes mais autênticas do futebol espanhol.

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    Notícias ao Minuto | 04:24 – 17/10/2025


    Atacante do Betis rebate rumores’: “Não sou gay, mas e se fosse?”

  • Fux abandonou plenário do STF durante críticas de Gilmar à Lava Jato

    Fux abandonou plenário do STF durante críticas de Gilmar à Lava Jato

    Gilmar fez críticas à Lava Jato durante sessão e leu mensagens trocadas entre procuradores, os chamando de cretinos; Fux levantou-se da cadeira e deixou o plenário para não mais retornar

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O embate entre os ministros Gilmar Mendes e Luiz Fux durante o intervalo do julgamento do STF (Supremo Tribunal Federal) de quarta-feira (15) se estendeu durante a sessão no plenário do tribunal.

    O Supremo julgava um processo sobre os valores obtidos através de condenações em ações públicas na Justiça do Trabalho não serem destinados a um fundo específico, como prevê a legislação.

    Gilmar usou o caso para renovar suas críticas à Lava Jato, lendo mensagens trocadas entre procuradores e acusando-os de cretinos. Fux, com quem havia discutido havia minutos, levantou-se da cadeira e deixou o plenário para não mais retornar.

    O decano do Supremo fez a ligação entre os dois temas ao se recordar que, durante a Lava Jato, os procuradores responsáveis pela investigação decidiram criar um fundo bilionário, bancado com recursos recuperados da Petrobras e administrado pela força-tarefa para patrocinar projetos de cidadania e anticorrupção.

    “O principal exemplo de desvio flagrantemente ilegal de recursos que deveria servir à recomposição de danos de atos ilícitos é, sem dúvida, o que se observou no âmbito da tal Operação Lava Jato, em que foram verificadas até mesmo tentativa de apropriação de verbas bilionários com criação de fundos que seriam administrados pelos procuradores de Curitiba”, disse.

    “O Brasil produziu, presidente, nesse período de Lava Jato e quejandos -e é uma singularidade brasileira, uma jabuticaba– um tipo de combatente, ministro Zanin, de corrupção que gosta muito de dinheiro. É uma singularidade”, completou.

    Gilmar entrou no assunto por esse caminho, comparando o uso irregular de recursos que deveriam ir a um fundo público. Citada a Lava Jato, o ministro passou a ler mensagens trocadas entre procuradores e avançar sobre temas diversos ao processo em julgamento.

    Ele disse que procuradores tentaram montar um esquema internacional para compartilhamento ilegal de provas, citou “entrega de provas em saco de supermercado” e chamou a gestão do ex-chefe da PGR (Procuradoria-Geral da República) Rodrigo Janot de “triste memória”.

    O voto de Gilmar durou pouco menos de 50 minutos. Fux deixou o plenário do Supremo logo no início. Após o decano do tribunal terminar sua fala, foram feitas poucas intervenções e o presidente da corte, Edson Fachin, encerrou a sessão.

    Um ministro afirmou à Folha, sob reserva, que a retirada de Fux foi percebida pelos colegas como um ato de repúdio a Gilmar. O clima na corte seguiu tenso nesta quinta-feira (16). Gilmar e Fux, procurados, não se manifestaram.

    Uma hora antes do embate silencioso no plenário, Gilmar e Fux tiveram um duro diálogo em uma das salas do STF anexas ao plenário, como revelou a colunista Mônica Bergamo.

    No intervalo da sessão, pouco depois das 16h, Gilmar questionou Fux, de forma irônica, sobre ele ter suspendido o julgamento de um recurso em que Sergio Moro tenta reverter decisão que o tornou réu pelo crime de calúnia contra o próprio Gilmar.

    O placar da Primeira Turma estava em 4 a 0 contra Moro. Fux pediu mais tempo para analisar o processo. De acordo com relatos da conversa, Gilmar disse a Fux: “Vê se consegue fazer um tratamento de terapia para se livrar da Lava Jato”.

    Em seguida, ele afirmou que o colega deveria “enterrar” o assunto “do Salvador”, referindo-se a um ex-funcionário do gabinete de Fux, José Nicolao Salvador, citado numa proposta de delação premiada na década passada, e demitido pelo magistrado em 2016.

    De acordo ainda com relatos, Fux reagiu. Respondeu que tinha pedido vista do caso de Moro para examiná-lo melhor e que também estava contrariado com Gilmar, que falaria mal dele em diversos lugares e ocasiões.

    Gilmar afirmou que isso era verdade, mas que falava mal de Fux publicamente, e não pelas costas, por considerá-lo uma figura lamentável. E deu como exemplo o julgamento de Jair Bolsonaro, dizendo que Fux “impôs aos colegas [da Primeira Turma] um voto de 12 horas que não fazia o menor sentido”, finalizando por absolver o ex-presidente e “condenar o mordomo [o tenente-coronel Mauro Cid, por tentativa de abolição do Estado democrático de Direito]”, o que teria deixado “todo mundo” chateado.

    Fux, segundo ainda relatos, defendeu seu voto, afirmando que era o que tinha que fazer diante do que entendia ser um massacre sofrido pelos réus da trama golpista.

    Fux abandonou plenário do STF durante críticas de Gilmar à Lava Jato

  • Vini é 6º jogador mais bem pago do mundo; veja valores e o top 10 da Forbes

    Vini é 6º jogador mais bem pago do mundo; veja valores e o top 10 da Forbes

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Vinícius Júnior está entre os dez jogadores de futebol mais bem pagos do mundo. Em levantamento divulgado pela revista Forbes, o brasileiro do Real Madrid aparece em sexto lugar, com um salário de US$ 60 milhões (R$ 326 milhões) por ano.

    Vini Jr. é o único atleta do Brasil na lista. Segundo a revista, seu ganho se divide em US$ 40 milhões de salário do Real Madrid e US$ 20 milhões em patrocínios.

    Cristiano Ronaldo lidera a lista por grande diferença, com um salário de US$ 280 milhões (R$ 1,5 bilhão). O Robozão renovou por dois anos com o Al-Nassr no meio de 2025, tendo um salto financeiro ainda maior.

    Lionel Messi e Karim Benzema fecham o top 3. O argentino recebe US$ 130 milhões (R$ 707 milhões) somando seu salário no Inter Miami e seus ganhos por fora, enquanto o atacante do Al-Ittihad ganha US$ 104 milhões (R$ 566 milhões).

    Juntos, os dez jogadores mais bem pagos do mundo recebem US$ 945 milhões (5,1 bilhões). O Real Madrid é a equipe com mais nomes na lista, com três: Vini Jr., Mbappé e Bellingham.

    Lamine Yamal, de 18 anos, é o mais novo. Ele renovou com o Barcelona e entrou no top 10, ganhando US$ 43 milhões (R$ 234 milhões).

    CONFIRA O TOP 10 DE JOGADORES MAIS BEM PAGOS DO MUNDO

    1º – Cristiano Ronaldo (Al-Nassr): US$ 280 milhões (R$ 1,5 bilhão)
    2º – Lionel Messi (Inter Miami): US$ 130 milhões (R$ 707 milhões)
    3º – Karim Benzema (Al-Ittihad): US$ 104 milhões (R$ 566 milhões)
    4º – Kylian Mbappé (Real Madrid): US$ 95 milhões ($ 517 milhões)
    5º – Erling Haaland (Manchester City): US$ 80 milhões (R$ 435 milhões)
    6º – Vinícius Júnior (Real Madrid): US$ 60 milhões (R$ 326 milhões)
    7º – Mohamed Salah (Liverpool): US$ 55 milhões (R$ 299 milhões)
    8º – Sadio Mané (Al-Nassr): US$ 54 milhões (R$ 294 milhões)
    9º – Jude Bellingham (Real Madrid): US$ 44 milhões (R$ 239 milhões)
    10º – Lamine Yamal (Barcelona): US$ 43 milhões (R$ 234 milhões)

    O brasileiro Wesley regressou ao Al Nassr com uns quilinhos a mais da seleção e foi colocado em um programa intensivo de forma a recuperar a aptidão física do atacante

    Notícias ao Minuto | 14:36 – 16/10/2025

    Vini é 6º jogador mais bem pago do mundo; veja valores e o top 10 da Forbes

  • 'Acredita na alegria, mesmo quando a vida pesa', diz Dira Paes sobre personagem em 'Três Graças'

    'Acredita na alegria, mesmo quando a vida pesa', diz Dira Paes sobre personagem em 'Três Graças'

    Dira Paes interpretará em ‘Três Graças’ a personagem Lígia Maria das Graças, mulher que criou a filha sozinha após ser abandonada por Joaquim (Marcos Palmeira)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Dira Paes vive um momento especial na carreira. Depois de anos longe do centro das histórias, a atriz retorna ao horário nobre como uma das protagonistas de “Três Graças”, novela de Aguinaldo Silva que estreia no dia 20 de outubro na faixa das 21h da Globo.

    “Sinto que o público está voltando a se apaixonar por novelas. Existe um carinho renascendo, um interesse pelos personagens que emocionam. E ‘Três Graças’ chega nesse momento certo, com humor, crítica social e afeto -essa mistura que o Aguinaldo sabe fazer tão bem”, antecipa ela.

    Na trama, Dira interpreta Lígia Maria das Graças, mulher que criou a filha sozinha após ser abandonada por Joaquim (Marcos Palmeira). No presente, ela compartilha a casa -e a vida- com a filha Gerluce (Sophie Charlotte) e com a neta Joélly (Alana Cabral).

    “A Lígia é uma mulher que enfrentou tudo com coragem, mas sem endurecer. Ela acredita na alegria, mesmo quando a vida pesa. Fez um pacto de felicidade com a família, e isso é o que a mantém viva. A gente precisa falar dos afetos, não só das dores”, avalia.

    O reencontro com Palmeira foi celebrado pela atriz, que já contracenou com o colega em várias produções, a mais recente em “Pantanal” (2022). “O Marquinhos é um parceiro de vida. Já fomos irmãos, inimigos, amigos, amantes… agora somos ex-marido e ex-mulher, e com muita história no meio. É uma relação marcada por mágoas, mas ainda com amor. E isso é muito bonito de explorar”, conta.

    Dira também destacou a sintonia com as atrizes que vivem as gerações seguintes da família. “A Alana eu conheço desde ‘Verão 90’, quando ela era uma menina de 12 anos, responsável e talentosa. Hoje, está mais madura e continua encantadora. A Sophie também é uma mulher cheia de sensibilidade. Estar cercada por essas duas artistas é um privilégio -somos três mulheres fortes.”

    A atriz se emociona ao falar sobre o vínculo criado entre o elenco. “Desde o primeiro dia de ensaio, a gente se comprometeu a construir uma família de verdade. Não pode haver dúvida de que essas mulheres se amam, e conseguimos isso de forma muito natural. Meu coração está feliz mesmo”, afirma, sorrindo.

    'Acredita na alegria, mesmo quando a vida pesa', diz Dira Paes sobre personagem em 'Três Graças'

  • Lula e Trump devem se encontrar em breve, diz Mauro Vieira

    Lula e Trump devem se encontrar em breve, diz Mauro Vieira

    As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessam um período de instabilidade desde que o governo Trump decidiu impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros

    O Brasil e os Estados Unidos devem realizar uma nova reunião em novembro, dando continuidade à retomada do diálogo entre os dois países após meses de tensão diplomática, disse nesta quinta-feira (16) o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A declaração foi feita após encontro com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington.

    Segundo o chanceler, o encontro — que durou cerca de uma hora — ocorreu em clima de “excelente descontração e troca de ideias”, com foco principal nas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

    “Foi muito produtivo, com muita disposição para trabalhar em conjunto e traçar uma agenda bilateral de comércio”, disse Vieira em entrevista a jornalistas. 

    A reunião teve duas etapas: uma conversa privada entre os dois ministros e, em seguida, a participação de diplomatas e representantes comerciais de ambos os governos. Vieira confirmou que as equipes técnicas devem começar a negociar “em breve” medidas para tentar reverter as tarifas de 50% aplicadas por Washington desde agosto.

    Possível encontro

    Vieira também afirmou que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump devem se encontrar nos próximos meses, embora a data e o local ainda não estejam definidos.

    “Está mantido o objetivo de que os líderes se reúnam proximamente. Há interesse de ambas as partes para que isso aconteça o quanto antes”, declarou o ministro.

    Inicialmente, a expectativa era de que o encontro pudesse ocorrer durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, no fim de outubro. No entanto, segundo o chanceler, as agendas dos presidentes devem determinar o momento mais adequado para a reunião.

    Contexto

    As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessam um período de instabilidade desde que o governo Trump decidiu impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi justificada pela Casa Branca como uma resposta a uma suposta “politização” do Judiciário brasileiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

    Além do tarifaço, Washington também aplicou sanções financeiras e consulares a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. As ações foram vistas em Brasília como retaliação política.

    O encontro entre Vieira e Rubio é o primeiro de alto nível desde que Trump reassumiu a Presidência dos Estados Unidos, em janeiro. A reunião sinaliza um esforço de reaproximação entre os dois países, iniciado após uma breve conversa entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, em Nova York.

    Próximos passos

    De acordo com o Itamaraty, Mauro Vieira e Marco Rubio devem manter contato direto nas próximas semanas para definir a agenda de reuniões técnicas. A expectativa é que, até novembro, sejam traçadas as bases para uma negociação ampla sobre tarifas e cooperação comercial.

    “O importante é que prevaleceu uma atitude construtiva, com aspectos práticos para a retomada das negociações entre os dois países”, destacou o chanceler. “Há boa química entre os governos, e o diálogo está aberto.”

    Lula e Trump devem se encontrar em breve, diz Mauro Vieira

  • Dólar e Bolsa fecham em queda com dados de atividade econômica do Brasil

    Dólar e Bolsa fecham em queda com dados de atividade econômica do Brasil

    Investidores avaliam resultado do IBC-Br, divulgado nesta manhã pelo Banco Central; analistas também pesam tensões entre EUA e China, além de possível corte de juros pelo Fed neste mês

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em queda de 0,37% nesta quinta-feira (16), cotado a R$ 5,441, e a Bolsa recuou 0,28% a 142.200 pontos.

    Em dia de agenda esvaziada, o mercado digeriu os dados do IBC-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado um sinalizador do PIB (Produto Interno Bruto).

    Na ponta internacional, o destaque ficou com as tensões comerciais entre Estados Unidos e China, além de expectativas sobre os juros americanos.

    O IBC-Br mostrou que a atividade brasileira voltou a crescer em agosto, a 0,4%, rompendo a sequência de três meses de queda. O dado, porém, veio mais fraco do que os 0,6% esperados.

    A desaceleração, segundo analistas de mercado, deriva de um ambiente de juros restritivos e incertezas em relação à política tarifária dos Estados Unidos.

    Na última reunião de política monetária, no mês passado, o BC (Banco Central) decidiu manter a taxa básica de juros do país, a Selic, em 15% ao ano. A ata do encontro mostrou que o colegiado inaugurou uma nova fase na política de juros, na qual a Selic deverá ficar inalterada por um longo período de tempo para atingir a meta de inflação de 3% ao ano.

    O dado de agosto “reforça que a atividade não corre o risco de uma desaceleração acentuada, mas atravessa um período de crescimento mais contido”, avalia Ariane Benedito, economista-chefe do PicPay.

    “A trajetória do segundo semestre seguirá condicionada à política monetária, à confiança dos agentes e ao comportamento do mercado de trabalho, em um ambiente fiscal e externo desafiador”, afirma ela.

    Ao mesmo tempo, o mês de agosto foi marcado pela entrada em vigor da tarifa de 50% dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, incluindo carne, café e frutas. Há expectativas de que o tarifaço seja atenuado: o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, se encontraram nesta tarde para começar as tratativas sobre as sobretaxas.

    “É a primeira de uma série de conversas. Tem muito chão pela frente e vai demorar até termos algum resultado concreto, mas o fato de que autoridades brasileiras e americanas estão oficialmente sentando à mesa para conversar traz maior otimismo para os investidores”, diz Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    As tarifas do presidente Donald Trump seguem em destaque no mercado global também. A escalada de tensões entre Estados Unidos e China tem voltado a despertar temores de uma guerra comercial de grandes proporções, semelhante à do início do ano.

    À época, Trump impôs tarifas de 145% sobre produtos chineses e o líder chinês Xi Jinping respondeu com 125% sobre mercadorias americanas. Depois de meses de cabo de guerra, as sobretaxas foram reduzidas temporariamente para 30% sobre a China e 10% sobre os EUA.

    Na semana passada, porém, o governo de Xi Jinping anunciou controles de exportação que devem causar rupturas no fornecimento global de terras raras, produtos essenciais para uma série de indústrias, da automobilística à de defesa. Pelas novas regras, empresas estrangeiras precisarão obter autorização de Pequim para exportar ímãs críticos e outros produtos que contenham até pequenas quantidades de terras raras extraídas da China.

    Citando a “posição extraordinariamente agressiva” dos chineses na imposição de “controles de exportação para todos os tipos de produtos”, o presidente Donald Trump anunciou tarifas adicionais de 100% sobre produtos da China a partir do dia 1º de novembro na sexta-feira.

    Em resposta, o Ministério do Comércio chinês defendeu o diálogo, mas disse estar disposto a “ir até o fim” caso os EUA não voltem atrás nas sobretaxas adicionais de 100%. “Se os Estados Unidos optarem pelo confronto, a China o levará até o fim; se optarem pelo diálogo, nossa porta permanecerá aberta”, afirmou na terça.

    Já nesta quinta, a China acusou os americanos de alimentar pânico em relação aos controles chineses sobre terras raras.

    “A interpretação dos EUA distorce e exagera seriamente as medidas da China [de controle de exportação de terras raras], provocando deliberadamente mal-entendidos e pânico desnecessários”, disse He Yongqian, porta-voz do Ministério do Comércio da China, em entrevista coletiva.

    “Desde que os pedidos de licença de exportação estejam em conformidade e se destinem ao uso civil, eles serão aprovados.”

    Embora os investidores estejam aliviados com o fato das duas maiores economias do mundo terem evitado os aumentos tarifários retaliatórios de março e abril, cada troca de farpas entre Washington e Pequim corre o risco de inviabilizar uma reunião entre Trump e o presidente da China, Xi Jinping, na Coreia do Sul no final deste mês -um ponto fixo que até agora ajudou a ancorar a estabilidade dos mercados.

    “A ‘trégua’ temporária nas alíquotas das tarifas expira em 12 de novembro. Nos próximos dias, devemos ver negociações mais tensas entre EUA e China, com os dois países buscando mostrar suas melhores cartas antes dos encontros”, diz Mattos, da StoneX.

    Ainda no radar, o mercado projeta um corte de juros pelo Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) no final do mês após um discurso do presidente da autarquia, Jerome Powell, na terça-feira.

    Ele sinalizou que as condições econômicas que culminaram no corte de 0,25 ponto percentual da reunião passada seguem vigentes, com o mercado de trabalho dando sinais de fraqueza e a inflação estabilizada.

    “Um corte de juros em outubro está dado”, afirma Julia Coronado, fundadora da empresa de pesquisa MacroPolicy Perspectives e ex-economista do Fed. “Nada mudou a perspectiva de que ainda há riscos de queda no mercado de trabalho.”

    Dólar e Bolsa fecham em queda com dados de atividade econômica do Brasil

  • Brasil e mais cinco seleções já estão como cabeças de chave na Copa 2026

    Brasil e mais cinco seleções já estão como cabeças de chave na Copa 2026

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A Copa do Mundo com 48 seleções aumentou a quantidade de grupos – antes eram oito, e agora serão 12. O Brasil, assim como outras cinco seleções, já tem vaga garantida como cabeça de chave.

    QUEM JÁ ESTÁ CONFIRMADA?

    Três dos 12 grupos terão os países-sede como cabeças de chave. Canadá, Estados Unidos e México já estão garantidos.

    As outras nove vagas ficarão com os mais bem colocados no ranking da Fifa e que se classificarem para a Copa.

    O Brasil é o sexto lugar no ranking. Com apenas amistosos pela frente, a seleção brasileira não cairá bruscamente de posição mesmo que perca os jogos – a Fifa usa o Modelo Elo para definir as mudanças no ranking. Ele se apega nos resultados conquistados por cada país, o nível de importância do jogo e o peso do adversário.

    O cenário é o mesmo para a Argentina. A seleção sul-americana é a terceira colocada no ranking da Fifa e só fará amistosos até a disputa do Mundial.

    A Inglaterra é outra seleção garantida como cabeça de chave. O conjunto inglês já confirmou vaga na Copa e não tem chance de cair bruscamente no ranking – os ingleses aparecem na quarta colocação.

    Espanha, França, Portugal e Holanda têm boas chances. As quatro seleções estão a um passo da Copa e aparecem entre as mais bem ranqueadas.

    SELEÇÕES CLASSIFICADAS PARA A COPA

    Canadá (país-sede)
    Estados Unidos (país-sede)
    México (país-sede)
    Argentina (América do Sul)
    Brasil (América do Sul)
    Colômbia (América do Sul)
    Equador (América do Sul)
    Paraguai (América do Sul)
    Uruguai (América do Sul)
    África do Sul (África)
    Argélia (África)
    Cabo Verde (África)
    Costa do Marfim (África)
    Egito (África)
    Gana (África)
    Marrocos (África)
    Senegal (África)
    Tunísia (África)
    Arábia Saudita (Ásia)
    Austrália (Ásia)*
    Coreia do Sul (Ásia)
    Irã (Ásia)
    Japão (Ásia)
    Jordânia (Ásia)
    Qatar (Ásia)
    Uzbequistão (Ásia)
    Inglaterra (Europa)
    Nova Zelândia (Oceania)

    * A Austrália fica na Oceania, mas joga pela confederação da Ásia

    O brasileiro Wesley regressou ao Al Nassr com uns quilinhos a mais da seleção e foi colocado em um programa intensivo de forma a recuperar a aptidão física do atacante

    Notícias ao Minuto | 14:36 – 16/10/2025

    Brasil e mais cinco seleções já estão como cabeças de chave na Copa 2026

  • Lula instala conselho para tratar de minerais críticos e terras raras

    Lula instala conselho para tratar de minerais críticos e terras raras

    Colegiado vai assessorar governo em estratégia para o setor; Conselho será formado por representantes de 18 ministérios sob a presidência do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta quinta-feira (16) da primeira reunião do Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM), que foi criado em 2022, mas ainda não havia sido instalado. O órgão foi idealizado para planejar políticas de exploração mineral, inclusive dos chamados minerais críticos e terras raras, que hoje são atualmente fonte de tensão entre a China e os Estados Unidos.

    O Conselho será formado por representantes de 18 ministérios sob a presidência do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira. Na reunião de abertura, ao lado de Lula, Silveira destacou o papel do conselho, que será equivalente ao papel exercido pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

    “Esse conselho tem exatamente as mesmas atribuições do CNPE, e vai deliberar sobre o norteamento das políticas públicas acerca do setor mineral do país, dando condições para a agência reguladora [Agência Nacional da Mineração]. A partir daí, irá implementar essas políticas públicas, em especial, nesse momento, onde o mundo debate com tanto vigor a importância dos minerais críticos e estratégicos para a descarbonização, para a transição energética, a segurança alimentar, enfim, para a soberania nacional”, afirmou.  

    A íntegra da reunião foi fechada à imprensa e o presidente saiu da sede do Ministério de Minas e Energia (MME) sem falar com jornalistas. 

    O CNPM deve aprovar o Plano Nacional de Mineração para os anos de 2025 a 2050. Segundo o MME, o colegiado vai discutir minerais críticos e estratégicos, mineração sustentável, segurança energética e alimentar.

    Minerais críticos

    Os minerais críticos são recursos essenciais para setores estratégicos, como tecnologia, defesa e transição energética, cuja oferta está sujeita a riscos de escassez ou dependência de poucos fornecedores. Eles incluem elementos como lítio, cobalto, níquel e terras raras, fundamentais para baterias de veículos elétricos, turbinas eólicas, painéis solares e semicondutores. 

    De acordo com o Instituto Brasileira da Mineração (Ibram), entidade que representa o setor privado, o Brasil possui cerca de 10% das reservas mundiais desses elementos.

    Em audiência pública na Câmara dos Deputados, nesta quarta-feira (15), o ministro Alexandre Silveira afirmou ter sido convidado para discutir a exploração de minerais críticos com o secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright. 

    Após encontro de Lula com o presidente norte-americano Donald Trump, os países vêm dialogando para superar a taxação imposta pelos Estados Unidos contra o Brasil e a exploração de minérios pode entrar no bojo de uma negociação entre os países.

    Lula instala conselho para tratar de minerais críticos e terras raras

  • Hamas culpa governo Netanyahu por corpos de reféns desaparecidos

    Hamas culpa governo Netanyahu por corpos de reféns desaparecidos

    O grupo terrorista afirmou que alguns corpos de israelenses foram enterrados em túneis destruídos por Israel em ataques com bombas e drones

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Hamas divulgou um comunicado nesta quinta-feira (16) responsabilizando o governo de Benjamin Netanyahu pela dificuldade em achar os corpos de 21 reféns que ainda faltam ser entregues a Israel.

    Alguns dos corpos foram enterrados em túneis destruídos por Israel, diz grupo. Outros estão sob os escombros de prédios que foram bombardeados e destruídos.

    Extremistas também indicam que ataques israelenses mataram os reféns. “O exército de ocupação nazista que matou esses prisioneiros é o mesmo que causou seu sepultamento sob os escombros”, afirma o Hamas em outro trecho.

    Atraso para liberar a passagem de Rafah, na fronteira entre Gaza e o Egito, também atrapalha as buscas, segundo o grupo. “Portanto, qualquer atraso na entrega dos corpos é de total responsabilidade do governo Netanyahu, que está obstruindo e impedindo o fornecimento dos meios necessários para tal”.

    ISRAEL DEVOLVE PRISIONEIROS PALESTINOS

    O Ministério da Saúde de Gaza informou que Israel devolveu, até o momento, 120 corpos de palestinos. Segundo a entidade, grande parte dos corpos tinha sinais de tortura.

    Como parte do acordo de cessar-fogo, Israel devolveu à Palestina os corpos de 120 pessoas. 90 destes foram entregues nesta quarta-feira (15), em duas levas de 45, e os outros 30 foram devolvidos nesta quinta-feira.

    A troca de restos mortais faz parte do acordo de cessar-fogo. Até o momento, o Hamas devolveu 10 corpos -Israel identificou nove como sendo de israelenses e um deles não era um refém. Ainda faltam 19 corpos para serem encontrados e devolvidos.

    Na segunda-feira, o Hamas libertou 20 reféns vivos. Em troca, Israel libertou quase 2.000 palestinos que estavam detidos em prisões.

    Dias após acordo, os dois lados trocam acusações de quebra do cessar-fogo. Israel argumenta que o Hamas não cumpriu sua parte por não ter devolvido todos os corpos de israelenses. Por outro lado, o Hamas alega que ataques de Israel continuam na Faixa de Gaza.

    Hamas culpa governo Netanyahu por corpos de reféns desaparecidos

  • Pontos controversos podem ser retirados de projeto da isenção do IR, diz Renan

    Pontos controversos podem ser retirados de projeto da isenção do IR, diz Renan

    Relator afirma que objetivo é preservar núcleo do texto e garantir sanção ainda neste ano; senador afirma que Câmara incluiu exceções sem a devida compensação financeira

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O senador Renan Calheiros (MDB-AL) afirmou nesta quinta-feira (16) que “pontos controversos” no projeto que aumenta a isenção de Imposto de Renda (IR) para quem ganha até R$ 5.000 podem ser retirados do texto e encaminhados para uma tramitação separada, de forma paralela. O objetivo, explica ele, seria preservar ao menos o “núcleo do projeto” e garantir a sanção do presidente Lula antes da virada do ano.

    Qualquer alteração substancial no projeto no Senado obrigaria a Casa a devolver o texto para a Câmara, para uma nova análise, levando um tempo maior para a conclusão da matéria no Legislativo. Assim, Renan entende que o desmembramento do projeto pode ser uma saída. Pondera, contudo, que ainda não concluiu seu relatório e que caberá ao Senado bater o martelo.

    Sobre os pontos controversos, Renan se refere a modificações que foram feitas na Câmara a partir do texto original, que é de autoria do Planalto.

    O senador entende que o deputado federal Arthur Lira (PP-AL) costurou exceções no projeto sem a devida compensação financeira. Lira, adversário político de Renan em Alagoas, foi o relator do projeto na Câmara.

    “Algumas coisas que foram colocadas sem a devida compensação serão olhadas com uma lupa para não distorcer o projeto, que é o primeiro passo significativo no caminho da justiça tributária”, disse Renan.

    O senador destaca que a versão aprovada pela Câmara blindou, por exemplo, rendimento obtido com títulos como Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e de Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais (Fiagros). Ele acrescenta que a falta de previsão para compensação esbarra na LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal).

    Ainda segundo Renan, uma das eventuais compensações poderia ser a elevação de alíquota das bets, que estava prevista na Medida Provisória 1303, derrubada pela Câmara.

    “Se o Senado entender que pode incorporar algumas dessas compensações, elas não ensejarão a volta do projeto para Câmara, elas irão desmembradas para a Câmara, para tramitar em um projeto paralelo”, diz Renan, que nesta quinta conduziu uma audiência pública sobre o projeto do IR com sindicatos de trabalhadores.

    No encontro, o relator ouviu pedidos para que o projeto seja aprovado e sancionado a tempo de o trabalhador sentir os efeitos da medida já em janeiro de 2026.

    “Gostaria de dizer que este projeto vai tramitar no Senado de forma célere e que aqui no Senado não teremos lobista influindo na tramitação e não vamos permitir que ele seja utilizado para pautar outras matérias que não são de interesse da sociedade, blindagem, anistia, seja lá o que for. Aqui será feito um debate aberto, transparente, a luz do dia, ouvindo cada setor da população”, disse Renan aos representantes das entidades.

    No início do mês, ao receber a relatoria, Renan já havia criticado a Câmara dos Deputados. Segundo ele, a proposta foi usada para pressionar o governo Lula, em uma chantagem para tentar avançar com a pauta da anistia e da PEC da Blindagem.

    O emedebista fará mais duas audiências públicas, na próxima semana. Seu relatório será apresentado logo na sequência, ainda em outubro.

    Além de promessa de campanha, a isenção do IR também é a principal aposta do PT para alavancar a popularidade de Lula em ano eleitoral. A medida ainda inclui um desconto no imposto de quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 mensais. Hoje, na prática, a isenção já é de até R$ 3.036 por mês. Ao todo, a desoneração da base da pirâmide de renda deve beneficiar até 16 milhões de contribuintes a um custo de R$ 31,2 bilhões no ano que vem, segundo a Câmara.

    Para compensar a perda desses recursos, o governo propôs a criação de um imposto mínimo de até 10% sobre a alta renda. O alvo da medida são 141 mil contribuintes que recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5%.

    Pontos controversos podem ser retirados de projeto da isenção do IR, diz Renan