Autor: REDAÇÃO

  • Diretor do Flamengo detona arbitragem e sugere favorecimento ao Palmeiras: ‘Vergonhoso’

    Diretor do Flamengo detona arbitragem e sugere favorecimento ao Palmeiras: ‘Vergonhoso’

    José Boto, diretor de futebol do Flamengo, não poupou críticas à arbitragem brasileira na noite deste domingo. Apesar de o time carioca ter perdido para o Bahia, por 1 a 0, com dois jogadores expulsos, o dirigente voltou as atenções para o clássico entre Palmeiras e São Paulo. O time alviverde venceu de virada, por 3 a 2, depois de o árbitro Ramon Abatti Abel deixar de marcar penalidade clara para o tricolor paulista quando a partida estava 2 a 0.

    “Não falo do jogo de hoje, falo da percepção que eu tinha quando estava na Europa, que se falava muito da arbitragem brasileira e eu não estava dentro e não percebia muito bem o que era. Hoje consigo perceber”, disse o dirigente em entrevista a jornalistas na zona mista da Arena Fonte Nova, em Salvador.

    “O que se passa nos outros jogos é vergonhoso. Tentamos falar com a CBF, mas segue igual. O que se passa nos outros jogos deixa suspeitas do que acontece por trás”, reclamou o português.

    Com os resultados da rodada, o Palmeiras chegou aos mesmos 55 pontos do Flamengo, mas assumiu a liderança por ter uma vitória a mais. Ao ser questionado se acreditava que o Palmeiras estava sendo favorecido, Boto respondeu: “Basta vocês verem o que se passa. Basta vocês verem o que se passa. Eu não estou a acusar ninguém. Agora, como até estrangeiro, isto não me cheira bem.”

    Boto reclamou também da falta de padrão no critério adotado pela arbitragem no campeonato. “Não me parece que seja só falta de qualidade dos árbitros, porque eles apitam de uma maneira quando vão a um sítio e depois apitam de outra maneira quando vão a outro. E isto prejudica-nos, prejudica o esforço dos nossos jogadores. Sabendo nós que também temos que melhorar muita coisa e que não estamos a fugir às nossas responsabilidades.”

    A Comissão de Arbitragem da CBF decidiu afastar os árbitros e os assistentes do VAR que atuaram nas partidas São Paulo x Palmeiras e Red Bull Bragantino x Grêmio. Segundo nota oficial divulgada neste domingo, os profissionais serão submetidos a “treinamento, aprimoramento e avaliação interna” antes de um eventual retorno à escala.

    A virada épica do Palmeiras sobre o São Paulo e a derrota do Flamengo para o Bahia neste domingo mudaram a liderança do Campeonato Brasileiro. O Verdão chegou a 55 pontos e assumiu a ponta, enquanto o Rubro-Negro, com dois jogadores expulsos, perdeu força e caiu para o segundo lugar

    Agência Brasil | 08:20 – 06/10/2025

    Diretor do Flamengo detona arbitragem e sugere favorecimento ao Palmeiras: ‘Vergonhoso’

  • Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,00%; fim de 2026 segue em 12,25%

    Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,00%; fim de 2026 segue em 12,25%

    Projeções do boletim Focus indicam estabilidade da taxa Selic em 15% até o fim de 2025, refletindo a cautela do Banco Central diante de um cenário de incertezas econômicas. Expectativas para 2026, 2027 e 2028 também permanecem inalteradas, segundo o relatório

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,00% pela 15ª semana consecutiva, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido os juros neste nível na mais recente decisão, no dia 17 de setembro.

    Na ata, o Copom reafirmou que o cenário é marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária. Repetiu também que seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta.

    O colegiado detalhou que, “na medida em que o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê inicia um novo estágio em que opta por manter a taxa inalterada e seguir avaliando se, mantido o nível corrente por período bastante prolongado, tal estratégia será suficiente para a convergência da inflação à meta”.

    Considerando apenas as 35 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano continuou em 15,0%.

    A mediana para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%. Considerando só as 35 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana permaneceu em 12,0%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 34ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,00% pela 41ª semana consecutiva.

    Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,00%; fim de 2026 segue em 12,25%

  • CBF procura solução brasileira para o lugar do demitido Ramon na sub-20

    CBF procura solução brasileira para o lugar do demitido Ramon na sub-20

    (UOL/FOLHAPRESS) – A CBF está de olho no mercado interno para substituir o técnico Ramon Menezes no comando da seleção sub-20. Nada de estrangeiros. Apesar de já ter Carlo Ancelotti na seleção principal, a busca é por um nome brasileiro para ocupar a função.

    O cenário chacoalha as estruturas na base, porque é uma cadeira de muito interesse. A tendência é que a substituição não seja tão rápida assim.

    O presidente Samir Xaud estava neste domingo (05) em viagem rumo à Coreia do Sul, onde a seleção principal disputa amistoso contra a seleção local nesta semana.

    Antes, apertou o botão que ejetou Ramon Menezes do cargo. A decisão foi tomada logo depois da final da Série D do Brasileirão, com a confirmação da pior campanha do Brasil na história do Mundial Sub-20: lanterna do grupo, com apenas um ponto.

    O tetracampeão Branco continua como coordenador da área. Conseguiu se desvencilhar do trabalho de Ramon.

    A CBF entendeu que não poderia mais continuar com a gestão de Ramon, em que pese as dificuldades de liberação dos jogadores para os torneios com a sub-20.

    Não apareceu nem sequer uma voz dissonante na diretoria de seleções tentando segurá-lo no cargo desta vez.

    Ramon já tinha sobrevivido a outros momentos de baixa, mas o presidente era Ednaldo Rodrigues, que o contratou em 2023. Os momentos de crise foram a eliminação no Mundial Sub-20 passado, nas quartas de final, e falta de classificação para os Jogos Olímpicos de Paris.

    A CBF adotou um tom genérico para explicar a demissão de Ramon, dizendo que “a decisão foi tomada após avaliação sobre o ciclo de trabalho desenvolvido até aqui”.

    Após a vitória por 3 a 2 no Morumbis, o técnico do Palmeiras rebateu as críticas do São Paulo e afirmou que Bobadilla deveria ter sido expulso antes do pênalti reclamado. Hernán Crespo chamou a atuação da arbitragem de “escandalosa”.

    Notícias ao Minuto | 06:50 – 06/10/2025

    CBF procura solução brasileira para o lugar do demitido Ramon na sub-20

  • Manuela Dias diz que teve 'dó' de matar Odete e rebate críticas por 'Vale Tudo'

    Manuela Dias diz que teve 'dó' de matar Odete e rebate críticas por 'Vale Tudo'

    A autora Manuela Dias afirmou que tenta encarar as críticas ao remake de Vale Tudo como aprendizado e destacou o esforço da equipe para entregar o melhor resultado. Ela revelou ainda ter gravado dez finais diferentes para o mistério sobre a morte de Odete Roitman.

    (CBS NEWS) – Manuela Dias falou ao Fantástico, da Globo, a respeito das críticas que recebeu pela novela “Vale Tudo”, que ocupa a faixa das 21h da Globo até o próximo dia 18. A autora do remake contou que tenta não se abalar com os comentários negativos sobre a trama.

    “Olha, ser roteirista, ainda mais de novela das nove, é lidar com críticas”, afirmou em entrevista a Poliana Abritta. “Eu procuro aprender com as críticas. Acho que isso é fundamental. E não é só sofrer as críticas. Com as críticas e com as dificuldades. Acho que a gente tem que sempre aprender.”

    Dias comentou que lançou mão de todos os recursos que podia para fazer que o folhetim funcionasse. “Eu tentei a minha coreografia mais difícil, sabe? Eu não economizei em nada, dei tudo de mim”, disse. “E é assim mesmo, a gente tem que se arriscar. O importante é que eu sinto que todo mundo, o tempo todo, está tentando fazer o melhor e está dando o melhor de si, está tentando acertar. E isso é que fica.”

    Sobre a morte da vilã Odete Roitman, marcada para o capítulo de segunda-feira (6), a roteirista disse que teve pena de escrever a cena por ter se afeiçoado à personagem. “Olha, eu também fiquei apaixonada na Odete, então… Realmente, deu dó”, confessou.

    A personagem, vivida por Debora Bloch, foi um dos destaques do remake e mostrou traços diferentes dos mostrados na versão original, quando Beatriz Segall a eternizou como “vilã das vilãs”. A nova versão se mostrou mais fogosa, sempre cercada por namorados mais jovens.

    “O nosso olhar público, o nosso olhar como sociedade, já não precisa ver essa mulher como uma perversa, porque ela é uma pessoa que ama, dona do seu corpo, que pode desejar, que é dona do seu desejo”, avaliou a autora. “E a Débora trouxe isso à máxima potência, né? Porque ela é uma atriz absurda e uma mulher incrível.”

    Dias também falou das diversas possibilidades de final para a pergunta “quem matou Odete Roitman?”, que ela diz ser o que mais escuta nas ruas. Ela diz que a versão que irá ao só é conhecida por duas pessoas: ela própria e o diretor artístico da novela, Paulo Silvetrini.

    “A gente gravou, no fundo, dez finais, né? Porque a gente gravou com os cinco suspeitos, matando e não matando”, revelou. “Até esse momento, nem os atores têm certeza de quem matou. Odete Roitman.”

    A dramaturga, que planejou uma comemoração de aniversário “fora de época” para assistir ao último capítulo, disse que não vai ter um grande período de férias após o encerramento da novela. “Eu tenho um filme pra fazer. E provavelmente já tenho uma próxima novela das nove engatilhadíssima”, afirmou.

    Manuela Dias diz que teve 'dó' de matar Odete e rebate críticas por 'Vale Tudo'

  • Céline Dion faz rara aparição com filhos em espetáculo de Paul McCartney

    Céline Dion faz rara aparição com filhos em espetáculo de Paul McCartney

    Usando uma blusa preta de gola alta e chapéu combinando, a artista canadense foi vista aplaudindo e se emocionando durante a apresentação do ex-Beatle, de quem é amiga de longa data. As imagens da cantora no evento circularam rapidamente pelas redes sociais

    A cantora Céline Dion fez uma rara aparição pública no último sábado (4), durante o show de Paul McCartney no Allegiant Stadium, em Las Vegas, acompanhada dos três filhos — René-Charles, de 24 anos, e os gêmeos Nelson e Eddy, de 14.

    Usando uma blusa preta de gola alta e chapéu combinando, a artista canadense foi vista aplaudindo e se emocionando durante a apresentação do ex-Beatle, de quem é amiga de longa data. As imagens da cantora no evento circularam rapidamente pelas redes sociais.

     
     
     

     
     
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    Desde que foi diagnosticada com a síndrome da pessoa rígida, em 2022, Céline tem feito poucas aparições públicas. Em junho deste ano, porém, ela também foi vista em um show do Coldplay, na mesma cidade, onde recebeu uma homenagem do vocalista Chris Martin. “Céline, minha linda irmã, fazes meu coração bater mais forte. És uma superestrela. Um aplauso para a lendária Céline Dion, nós te amamos”, disse o cantor durante o espetáculo..

    Céline Dion, hoje com 56 anos, revelou o diagnóstico há cerca de três anos, quando precisou se afastar dos palcos. A síndrome da pessoa rígida é uma doença neuromuscular rara que provoca rigidez progressiva e espasmos musculares. Segundo o neurologista Joaquim Machado Cândido, diretor clínico da Andar Clinic, em Lisboa, a condição está frequentemente associada a doenças autoimunes e ainda não tem causa totalmente compreendida, embora se acredite que tenha origem autoimune.

    Os sintomas incluem rigidez muscular no tronco, espasmos dolorosos desencadeados por toque, estresse ou ruídos e fadiga constante devido à tensão muscular. A doença pode surgir em diferentes idades, mas geralmente se manifesta entre os 30 e 50 anos.

     

    Céline Dion faz rara aparição com filhos em espetáculo de Paul McCartney

  • EUA sob Trump desaceleram, e 'caça' a imigrantes distorce taxa de desemprego

    EUA sob Trump desaceleram, e 'caça' a imigrantes distorce taxa de desemprego

    Sob Donald Trump, a economia dos Estados Unidos perdeu força, mas o mercado de trabalho segue aquecido por causa da redução na entrada de imigrantes. A combinação de tarifas, inflação persistente e restrições à imigração gera incerteza e pressiona o Federal Reserve em sua política de juros

    (FOLHAPRESS) – A economia norte-americana perdeu ímpeto sob o presidente Donald Trump, mas o emprego ainda mostra alguma resiliência devido a uma disrupção na oferta de mão de obra dos imigrantes.

    Após crescer 2,8% em 2024, o PIB (Produto Interno Bruto) do país deve desacelerar para 1,8% neste ano, segundo previsões de mercado e de órgãos internacionais. Em dezembro, antes da posse do republicano e da imposição de tarifas, havia expectativa de crescimento de até 3%.

    A perda de ritmo na maior economia do mundo -US$ 29,2 trilhões (US$ 2,2 trilhões no Brasil)- ocorre em meio a pressões inflacionárias persistentes, sobretudo no gigantesco setor de serviços, que representa quase 80% do PIB.

    Em agosto, enquanto a inflação geral anual foi de 2,9%, ela rondava 3,6% nos serviços (exceto energia) e 3,2% no setor de alimentos. A meta perseguida pelo Fed, o banco central americano, é 2% ao ano.

    A questão central hoje não é quando a inflação cairá, mas se ela voltará a subir antes que o crescimento desacelere decisivamente. Isso pode colocar em xeque a intenção do Fed de seguir baixando os juros até 2026. Em setembro, a taxa foi reduzida em 0,25 ponto, para uma banda entre 4% e 4,25% anuais -mas Trump pressiona o Fed para que acelere os cortes.

    As duas políticas mais agressivas do republicano neste início de mandato -tarifas e perseguição a imigrantes- estão diretamente relacionadas ao quadro de incerteza.

    Para Kenneth Rogoff, ex-economista-chefe do Fundo Monetário Internacional, muitas empresas estão diminuindo margens de lucro para absorver o impacto das tarifas, mas isso teria um limite.

    “Com o tempo, todos começarão a repassar custos, que aparecerão nos preços. Isso provavelmente elevará a inflação para 3,5% ou 4% no final deste ano. Há um debate sobre o quanto o Fed deveria se incomodar: por um lado, [o impacto] seria temporário e eles não deveriam se importar; por outro, estão preocupados com sua credibilidade após permitirem a grande inflação pós-pandemia”, diz.

    Professor em Harvard, o economista afirma que o Fed poderá optar por apenas mais um corte nos juros neste ano “por razões políticas”. Ele diz que a economia terá de desacelerar para conter os preços, mas não vê chance de recessão nos próximos meses.

    Enquanto o choque tarifário encarece produtos e matérias-primas importados, o combate à imigração reduz a oferta de mão de obra, distorcendo o mercado de trabalho.

    Segundo o Fed regional de São Francisco, os EUA terão saldo positivo líquido entre entradas e saídas de apenas 1 milhão de imigrantes neste ano -1,6 milhão e 2,6 milhões a menos que em 2024 e 2023, respectivamente. Entre 2022 e 2024, os imigrantes contribuíram com mais da metade do total de novos trabalhadores.

    A diminuição dessa oferta de trabalho, segundo o IIF (Instituto de Finanças Internacionais, que reúne 400 instituições financeiras), cria a ilusão de que o mercado laboral está aquecido, mas o que falta são pessoas para preencher vagas.

    Isso ocorre principalmente em estados dependentes de imigrantes, como Califórnia, Texas, Flórida e Nova York. Neles, a taxa de desemprego está menor que em estados menos dependentes da imigração. Enquanto o aumento salarial diminui em nível nacional, há aceleração nas regiões dependentes de imigrantes.

    Para Marcello Estevão, diretor-gerente do IIF, essa fragmentação implica que o Fed precisa interpretar os agregados nacionais com cautela, pois a taxa de desemprego geral (4,3% em agosto) pode indicar um mercado de trabalho mais frágil do que se supõe.

    “O ponto é que há fraqueza suficiente no emprego e no crescimento deste ano, que vai impor disciplina na formação de preços. O choque das tarifas pode até ser limitado sobre a inflação, mas ainda assim obrigará o Fed a uma calibragem paulatina [no corte de juros]”, diz. O IIF prevê crescimento entre 1,4% e 1,5% neste ano, metade da evolução do ano passado.

    \José Júlio Senna, ex-diretor do Banco Central e pesquisador do Ibre-FGV, concorda que a inflação segue pressionada, o que poderá atrapalhar o plano do Fed de cortar juros. Ele põe em dúvida, porém, a dimensão da desaceleração.

    Senna afirma que um dos principais indicadores observados pelo banco central dos EUA são as Vendas Finais para Compradores Domésticos, que destaca gastos e investimentos de residentes e empresas, deduzindo a variação de estoques privados.

    Após desaceleração entre janeiro e março frente às incertezas com a chegada de Trump, o indicador subiu 2,9% anualizados no segundo trimestre, próximo à média de 3% observada em 2023 e 2024 -quando a inflação fechou em 3,4% e 2,9%, respectivamente.

    “Por enquanto, a desaceleração não é significativa, e o Fed precisará manter a preocupação com os preços”, diz.

    Apesar dos ventos contrários de curto prazo, a economia dos EUA continua ostentando vantagens estruturais. Neste ano, o trabalhador americano médio deve gerar cerca de US$ 171 mil em produção, em comparação com US$ 120 mil na zona do euro e US$ 96 mil no Japão (considerando a paridade de poder de compra).

    Apesar da expectativa de crescimento menor, o mercado de ações também segue batendo recordes, mas pode haver distorção pelo peso e valorização das empresas de tecnologia. Hoje, as sete maiores companhias do ramo nos EUA valem juntas mais do que as bolsas de valores de Reino Unido, Canadá, Alemanha e Japão combinadas.

     

    EUA sob Trump desaceleram, e 'caça' a imigrantes distorce taxa de desemprego

  • Redes sociais foram motor em golpismo de Bolsonaro e devem manter papel, dizem especialistas

    Redes sociais foram motor em golpismo de Bolsonaro e devem manter papel, dizem especialistas

    Especialistas apontam que as redes sociais tiveram papel decisivo na tentativa de golpe e seguem impulsionando o bolsonarismo digital. Mesmo com Jair Bolsonaro proibido de usá-las, plataformas continuam a difundir desinformação e a mobilizar apoiadores em torno de pautas como anistia e redução de penas

    (CBS NEWS) – O uso das redes sociais para fins políticos perpassou o julgamento sobre a trama golpista no STF (Supremo Tribunal Federal) a partir de diferentes perspectivas, que vão desde sobretaxa a produtos brasileiros anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, até a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro (PL).

    Especialistas ouvidos pela reportagem avaliam que as plataformas digitais tiveram papel central na tentativa de golpe, funcionando como um “motor” da trama que ainda deve continuar com influência a favor do político -inclusive no debate do Congresso sobre anistia e redução de penas-, apesar de Bolsonaro estar preso e proibido de usar as redes.

    O ex-presidente foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes. Com 70 anos, ele pode não conseguir mais disputar eleições, uma vez que lhe foi aplicada inelegibilidade de oito anos a partir do término da pena -nesse cálculo, ele estaria elegível somente em 2062.

    As redes sociais foram tema fundamental desde o inquérito das milícias digitais, que deu origem à investigação sobre o plano golpista.
    Iniciado em 2021 pelo Supremo e ainda aberto, ele tem como foco uma organização criminosa que atuaria na produção, publicação, financiamento e uso de desinformação contra a democracia.

    O assunto perpassa outros inquéritos, como o das fake news, aberto em 2019 para investigar mensagens direcionadas ao Supremo e seus magistrados.

    Outra investigação na qual, segundo o ministro do STF Alexandre de Moraes, o modus operandi das milícias digitais é perceptível é a que apura possível tentativa de obstruir a Justiça imputada a Bolsonaro e um de seus filhos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP).

    Nesse inquérito, o magistrado disse reconhecer a repetição do uso doloso das plataformas digitais. É isso que justificaria a atual proibição do uso das redes sociais a Jair Bolsonaro. A medida cautelar foi determinada em 18 de julho. Depois, foi descumprida e levou à prisão domiciliar do ex-presidente, no dia 4 de agosto.

    O assunto das redes também apareceu diretamente na ação penal da trama golpista. Segundo o procurador-geral da República, Paulo Gonet, a “estratégia típica das milícias digitais de disseminação contínua de informações falsas, com ataques pessoais aos seus alvos” foi utilizada na cronologia do golpe.

    A interseção com a política aparece ainda no cenário externo. As redes foram citadas diretamente por Trump na carta em que anunciou a sobretaxa a produtos brasileiros.

    Na ocasião, ele afirmou que plataformas de mídia social dos EUA sofriam com “centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS”, “ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro”.

    A ofensiva contra o Brasil ocorre em contexto no qual o governo Lula (PT) propôs apresentar um projeto de lei para regulamentar as big techs. Antes disso, o STF ampliou as obrigações das plataformas digitais.

    Para Liriam Sponholz, professora de comunicação e pesquisadora do INCT-DSI (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Disputas e Soberanias Informacionais), a tentativa de golpe foi construída nas redes sociais.

    “Os fatores políticos foram essenciais, mas as redes sociais também”, diz. Para ela, as plataformas sozinhas não criaram o contexto político, mas influenciaram a dimensão e contribuíram para normalizar discursos extremistas.

    “As plataformas digitais colocaram a máquina para rodar. Elas foram o motor dessa escalada [que levou à tentativa de golpe]. Foram muito mais do que um alto-falante, porque não só divulgaram o conteúdo.”

    Segundo Letícia Cesarino, professora de antropologia digital da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), o movimento nas redes sociais que desembocou no 8 de Janeiro veio em uma crescente a partir de 2021.

    Ela destaca que esse período é justamente aquele identificado por Gonet como o momento em que se intensificaram as ações que levariam aos ataques golpistas.

    De acordo com Cesarino, pesquisas de monitoramento das mídias digitais identificaram que teorias conspiratórias contra as urnas substituíram outras em vigor -antes atreladas à pandemia de Covid-19- quando o STF anulou as condenações de Lula, o que deixou o petista apto a disputar as eleições de 2022.

    “Nesse momento, vimos nos nossos dados a onda das teorias da conspiração de base pandêmica -ainda bastante vivas no início de 2021- mudando. Ela começou a baixar e, concomitantemente, começou a subir a conspiração eleitoral. Eram os mesmos grupos ali. Houve, de fato, essa troca, e ela foi muito visível.”

    Para Fábio Malini, coordenador do Labic (Laboratório de Internet e Ciência de Dados) da Ufes (Universidade Federal do Espírito Santo), as redes sociais foram importantes para a tentativa de golpe ao produzirem em tempo real um imaginário do caos que justificaria a necessidade de uma intervenção militar.

    “As múltiplas imagens em diferentes campanhas, canais e perfis serviram como esse golpe sendo narrado ao vivo. Elas diziam ‘o Brasil está em total desordem, a polícia não é capaz de coibir, os políticos não são capazes de parar a situação. Portanto, a coisa está degringolada’.”

    Para Malini, a base digital deve continuar acesa mesmo depois de o ex-presidente ter sido condenado. Ele diz, entretanto, que medidas cautelares aplicadas ao político trouxeram impacto. “Uma das características da prisão domiciliar do Bolsonaro foi ter gerado também uma redução dessa atividade e intensidade informativa.”

    De acordo com Marcelo Alves, professor de comunicação da PUC-Rio e diretor de metodologia do Instituto Democracia em Xeque, as redes sociais tiveram importância central na tentativa de golpe ao disseminarem conteúdo e a possibilidade de financiamento via Pix e venda de produtos.
    Segundo ele, a tendência é que o uso das redes a favor do ex-presidente continue, agora com foco em um pedido de anistia.

    Redes sociais foram motor em golpismo de Bolsonaro e devem manter papel, dizem especialistas

  • Elon Musk mostra robô da Tesla praticando kung fu em novo vídeo

    Elon Musk mostra robô da Tesla praticando kung fu em novo vídeo

    O bilionário divulgou imagens do Optimus executando movimentos de artes marciais com um humano. O robô atua de forma autônoma, sem controle remoto, e a Tesla pretende produzir até um milhão de unidades até 2030

    O bilionário Elon Musk publicou um novo vídeo do Optimus, robô humanoide desenvolvido pela Tesla, em que o protótipo aparece realizando movimentos de kung fu em uma espécie de treino coreografado com um humano.

    Embora o objetivo do exercício não tenha sido detalhado, o site Digital Trends aponta que o treinamento pode estar relacionado ao aperfeiçoamento da precisão e da fluidez dos movimentos do robô. No vídeo, o Optimus executa golpes e defesas típicas das artes marciais chinesas, mantendo a sequência com boa coordenação.

    Nos comentários da publicação, Musk destacou que o robô não está sendo controlado remotamente, e sim operado de forma autônoma por meio de inteligência artificial.

    Apresentado como um projeto voltado para tarefas domésticas e operacionais, o Optimus não foi desenvolvido para combate, mas o próprio Musk comentou em tom descontraído que “essas habilidades podem ser úteis um dia”.

    A Tesla ainda não definiu uma data para o início da produção em larga escala, mas estima que até 2030 a linha de montagem possa alcançar um milhão de unidades do robô.

    Elon Musk mostra robô da Tesla praticando kung fu em novo vídeo

  • Abel Ferreira rebate críticas de Crespo e defende arbitragem; veja

    Abel Ferreira rebate críticas de Crespo e defende arbitragem; veja

    O técnico Abel Ferreira comentou na noite de domingo as críticas do São Paulo à arbitragem no clássico contra o Palmeiras, vencido pelo time alviverde por 3 a 2, pelo Campeonato Brasileiro. Em entrevista coletiva, o treinador português afirmou que Bobadilla poderia ter sido expulso antes do lance do pênalti reclamado pelo rival e voltou a defender a profissionalização dos árbitros.

    “Falar de arbitragem é sempre complexo. Já escrevi sobre isso e mantenho minha opinião. Ainda não vi o lance novamente. Se, por algum motivo, no momento em que o Allan escorrega a bola estivesse sendo disputada pelo jogador do São Paulo, eu acharia que foi pênalti, mas pelo que lembro, a bola estava longe, não estava em disputa. O Allan não deu um carrinho para acertar o jogador”, disse Abel.

    O treinador também questionou critérios diferentes aplicados pelo árbitro Ramon Abatti Abel. “Bobadilla deveria ter sido expulso. E viram o que fez o Crespo dois minutos depois? Por quê? Eu reclamei com o árbitro. Por que o Veiga levou amarelo e o Bobadilla não?”, completou o técnico do Palmeiras.

    Crespo fala em “escândalo”

    Já o técnico Hernán Crespo, do São Paulo, foi duro nas críticas à arbitragem e afirmou nunca ter presenciado algo parecido em mais de três décadas de carreira.

    “Pessoalmente, nunca vivi nada tão escandaloso como hoje. Tenho 50 anos, 32 dedicados ao futebol, como jogador e treinador. Nunca vi nada tão evidente. Tenho o maior respeito pelo Palmeiras, pelos jogadores, pelo treinador — o melhor deste ciclo e talvez da história do clube —, mas o que aconteceu foi escandaloso”, disse o argentino.

    Crespo ainda reconheceu que o São Paulo tem pontos a melhorar, mas reforçou a indignação. “Podemos corrigir coisas, claro, isso faz parte do trabalho. Mas o que vivi hoje foi absurdo. Foi tão claro, tão grande, que não consigo acreditar no que aconteceu.”

    Confira o vídeo com a reação de Abel. 

    A virada épica do Palmeiras sobre o São Paulo e a derrota do Flamengo para o Bahia neste domingo mudaram a liderança do Campeonato Brasileiro. O Verdão chegou a 55 pontos e assumiu a ponta, enquanto o Rubro-Negro, com dois jogadores expulsos, perdeu força e caiu para o segundo lugar

    Agência Brasil | 04:20 – 06/10/2025

    Abel Ferreira rebate críticas de Crespo e defende arbitragem; veja

  • Nobel da Medicina vai para Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e S. Sakaguchi

    Nobel da Medicina vai para Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e S. Sakaguchi

    Os imunologistas Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi receberam o Nobel de Medicina de 2025 por pesquisas que explicam como o corpo evita atacar a si mesmo. O prêmio inaugura a semana de anúncios dos Nobel em Estocolmo e Oslo

    O Prêmio Nobel de Medicina de 2025 foi concedido aos imunologistas Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi por suas descobertas sobre a tolerância imunológica periférica, mecanismo essencial para evitar que o sistema imunológico ataque o próprio organismo.

    Ao longo da semana, serão anunciados os vencedores das demais categorias: Física, Química, Literatura e Paz. O último prêmio, de Economia, será divulgado apenas na segunda-feira, 13 de outubro.

    Todos os anúncios ocorrem em Estocolmo, Suécia, com exceção do Nobel da Paz, tradicionalmente concedido pelo Comitê Norueguês do Nobel, em cerimônia no Instituto Nobel Norueguês, em Oslo.

    Nesta edição, o Nobel da Paz tem atraído atenção especial por incluir entre os cotados o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, nome que divide opiniões em todo o mundo.

    [Notícia em atualização]

    Nobel da Medicina vai para Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e S. Sakaguchi