Autor: REDAÇÃO

  • Sport estuda pedir anulação de jogo contra o Fluminense

    Sport estuda pedir anulação de jogo contra o Fluminense

    RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) – O Sport estuda pedir a anulação do jogo contra o Fluminense, ocorrido na última quarta-feira (1º), pela 26ª rodada do Brasileiro, por “erro de direito claro no lance do segundo gol da equipe carioca”. O duelo terminou empatado em 2 a 2.

    Houve um erro de direito claro no lance do segundo gol da equipe carioca, quando a arbitragem marca falta, mas vai ao VAR para revisar um possível pênalti após a falta Trecho da nota do Sport

    O QUE ACONTECEU

    A reclamação do clube pernambucano gira em cima de dois lances. Um deles, o que resultou em pênalti para o Tricolor.

    Aos 32 minutos do segundo tempo, o árbitro Raphael Claus foi chamado ao VAR. Na conversa com a cabine, ela aponta que havia marcado falta sobre Pablo -anterior ao pênalti.

    Enrico Ambrogini, diretor-geral do futebol do Leão, reclamou da arbitragem em entrevista após a partida. “Não vejo ninguém com escudo Fifa vir dar a cara. É revoltante (…) A gente começa a suspeitar de outras coisas, na verdade. Temos de vir falar do escândalo que tem acontecido”.

    Neste cenário, o Sport entende que houve “erro de direito”, O clube está analisando imagens da partida e o áudio do VAR.

    O Código Brasileiro de Justiça Desportiva CBJD) indica que só é permitida a anulação de um jogo em caso de erro de direito, que diz respeito a uma eventual interpretação ou aplicação errada das regras.

    O clube também contesta a não expulsão de Ignácio. O lance ocorreu no primeiro tempo. “Pegou, sim, acima do tornozelo. Aí diz que ‘foi sem querer’? Essa é a justificativa?”, questionou Ambrogini.

    VEJA NOTA DO SPORT

    O Sport Club do Recife informa que está analisando os lances do jogo da última quarta-feira e as imagens e o áudio do VAR para tomar uma decisão sobre um pedido de anulação da partida, visto que houve um erro de direito claro no lance do segundo gol da equipe carioca, quando a arbitragem marca falta, mas vai ao VAR para revisar um possível pênalti após a falta. O Sport contesta também a não expulsão do zagueiro Ignácio no primeiro tempo.

    O Corinthians questionou a atuação do árbitro Rodrigo José Pereira de Lima e do VAR, Gilberto Rodrigues Castro Junior, no jogo disputado no Beira-Rio

    Folhapress | 18:12 – 02/10/2025

    Sport estuda pedir anulação de jogo contra o Fluminense

  • CPMI do INSS: CGU suspeitava de irregularidades desde 2019

    CPMI do INSS: CGU suspeitava de irregularidades desde 2019

    Vinicius Marques de Carvalho, da CGU, disse que o governo de Jair Bolsonaro foi avisado sobre os descontos no INSS , por conta de algumas denúncias apresentadas à Controladoria

    O ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Vinicius Marques de Carvalho, disse nesta quinta-feira (2) que tomou conhecimento de descontos associativos irregulares a aposentados e pensionistas em março de 2024, em meio às solicitações de informações feitas pela imprensa.

    Ele, no entanto, ressaltou, que, desde o governo anterior de Jair Bolsonaro, em 2019, já havia, da parte das equipes técnicas do ministério, preocupações sobre esses descontos, por conta de algumas denúncias apresentadas à Controladoria.

    “Desde 2019, foram mais de 11 reuniões daquele grupo de trabalho que discutia descontos associativos”, lembrou Carvalho durante sua participação na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura descontos ilegais em aposentadorias e pensões. 

    Alerta

    Segundo o ministro, a CGU identificou, desde então, “dois pontos de alerta” sobre esses descontos. O primeiro, relativo a denúncias que haviam sido feitas sobre os descontos associativos. E o segundo ponto de alerta estava relacionado ao aumento dos valores cobrados.Perguntado pelo relator da CPMI, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), sobre quando teria tomado ciência desses descontos irregulares, o ministro respondeu que foi em março de 2024, após uma série de pedidos feitos por jornalistas, via Lei de Acesso à Informação.

    Ele acrescentou que a área técnica da CGU informou que, antes das matérias jornalísticas, já estava fazendo um “trabalho relativo a esses descontos associativos, nos planos de 2023 para 2024”, em meio a mais de 600 auditorias.

    “O que não se sabia era a dimensão do problema”, disse o ministro.

    “Havia uma preocupação muito grande porque havia aumentado o número de entidades que assinaram um acordo de cooperação técnica com o INSS. Ou seja, acordos que autorizavam essas entidades a realizarem os descontos. Havia uma preocupação sobre a seriedade dessas entidades”, acrescentou.

    Segundo Carvalho, o aumento no número de descontos ocorridos em 2022 e 2023 se deve ao cumprimento da lei orçamentária, do governo anterior.

    “Cheguei na CGU em 2023. Acho que vale fazer um esclarecimento. O plano de auditoria é mais ou menos como o Orçamento, o governo herda a lei aprovada de orçamento do último ano do governo anterior. Nós herdamos o plano de auditoria da CGU feito em 2022 para executá-lo em 2023. E nós executamos. O nosso primeiro plano de auditoria só foi feito em 2023”, explicou.

    Sigilo

    Questionado pelo relator sobre declarações publicadas na imprensa, atribuídas a servidores da CGU, levantando suspeitas de que algumas informações consideradas sigilosas não teriam sido incluídas nos relatórios da CGU, o ministro disse que há diversos “imperativos legais” que podem tornar necessário o caráter sigiloso da informação, para evitar que se coloque em risco a investigação.

    Ele, no entanto, garantiu que o relatório foi tornado público em sua integridade, uma vez que, após as operações da Polícia Federal, essas informações puderam ser tornadas públicas.

    “Depois, com a operação realizada, não tinha motivo para se ter algo sigiloso no relatório”, acrescentou.

    CPMI do INSS: CGU suspeitava de irregularidades desde 2019

  • Itamaraty visitará brasileiros da flotilha detidos em Israel; ao menos 12 foram presos

    Itamaraty visitará brasileiros da flotilha detidos em Israel; ao menos 12 foram presos

    A informação sobre a visita foi anunciada pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma reunião com parlamentares nesta quinta (2) em Brasília

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Diplomatas do Itamaraty devem visitar nesta sexta-feira (3) os brasileiros detidos por Israel que integravam a flotilha Global Sumud. A informação foi anunciada pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma reunião com parlamentares nesta quinta (2) em Brasília.

    Membros da chancelaria também confirmaram a informação à Folha de S.Paulo e explicaram que a visita está prevista para sexta devido ao feriado de Yom Kippur nesta quinta (2), dia sagrado do judaísmo. Os barcos foram interceptados na quarta (1º).

    Ao menos 12 brasileiros que integravam a flotilha foram detidos, segundo a assessoria do movimento. O grupo é diverso e inclui o ativista Thiago Ávila; Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL; Luizianne Lins, deputada federal pelo PT; e a presidente do PSOL no Rio Grande do Sul, Gabi Tolotti

    “Estamos muito preocupados”, afirma a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que estava na reunião com o ministro. “Reafirmamos a necessidade do imediato regresso dos brasileiros.”

    A iniciativa tentava romper o bloqueio de Israel e levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Os organizadores da flotilha afirmam que perderam contato com dois brasileiros, o cineasta Miguel de Castro, que estava no barco Catalina, e o ativista João Aguiar, que estava à bordo do veleiro Mikeno.

    O paradeiro deles é desconhecido. Acredita-se que eles também tenham sido detidos, mas não há confirmação. Os organizadores afirmam que não houve mais sinais de navegação desde a interceptação.

    Já o fotojornalista Hassan Massoud não foi detido pois ele estava a bordo do barco Shein, com advogados e membros da imprensa, que não entrou na zona de risco de interceptação. Segundo o movimento, a embarcação funcionava como observadora.

    O Itamaraty publicou uma nota nesta quinta condenando a interceptação. “O governo brasileiro deplora a ação militar do governo de Israel, que viola direitos e põe em risco a integridade física de manifestantes em ação pacífica. No contexto dessa operação militar condenável, passa a ser de responsabilidade de Israel a segurança das pessoas detidas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

    Tel Aviv afirmou nesta quinta que deportará para a Europa os ativistas da flotilha.

    O Ministério de Relações Exteriores israelense afirmou em um post no X que os ativistas “estão a caminho de Israel com segurança e tranquilidade”, onde serão iniciados os “procedimentos de deportação para a Europa”. A pasta não esclareceu para quais países os detidos serão enviados.

    A publicação é acompanhada por uma fotografia de Thiago Ávila sentado ao lado da sueca Greta Thunberg, que também participou da empreitada.

    O ministério também disse que nenhuma embarcação conseguiu furar o bloqueio. “Um último barco desta provocação permanece à distância. Caso se aproxime, também será impedido em sua tentativa de entrar em uma zona ativa de combate e romper o bloqueio”, afirmou.
    Veja, abaixo, a lista de todos os brasileiros detidos.

    Ariadne Telles
    Bruno Gilga
    Gabriele Tolotti
    Lisiane Proença
    Lucas Gusmão
    Luizianne Lins
    Magno Costa
    Mariana Conti
    Mansur Peixoto
    Mohamad El Kadri
    Nicolas Calabrese
    Thiago Ávila

    Itamaraty visitará brasileiros da flotilha detidos em Israel; ao menos 12 foram presos

  • Bancos brasileiros interpretam que Magnitsky não se aplicaria a eles, diz Gilmar Mendes

    Bancos brasileiros interpretam que Magnitsky não se aplicaria a eles, diz Gilmar Mendes

    A Magnitsky foi aplicada pelo governo Trump ao entorno do ministro Alexandre de Moraes (STF), em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro (PL) por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes correlatos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Segundo o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), o entendimento dos bancos é que a Lei Magnitsky não teria efetividade sobre as instituições em solo brasileiro.

    “Até aqui os bancos têm interpretado que as sanções não são extensíveis ou aplicáveis. Esse é o entendimento. Nós tivemos também uma manifestação no Supremo, do Flávio Dino, em que ele balizou que essas decisões tomadas por autoridades estrangeiras precisam de ser validadas por autoridades judiciais brasileiras. Em suma, são questões que certamente podem vir a ser discutidas no futuro”, disse Mendes ao sair do evento Fórum Futuro da Tributação, em Lisboa, nesta quinta-feira (2).

    Em seu discurso, durante o evento, Mendes disse que as sanções americanas se assemelham a um neocolonialismo tecnológico, dada a dependência da economia global da infraestrutura americana.

    “Portanto, um dos grandes desafios que hoje se coloca é todo um esforço no sentido de ter um mínimo de autonomia digital. E está se falando hoje com muita ênfase na ideia da soberania digital”, disse o ministro.

    A Magnitsky foi aplicada pelo governo Donald Trump ao entorno do ministro Alexandre de Moraes (STF), em retaliação à condenação de Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros quatro crimes correlatos.

    A lei foi criada para punir pessoas envolvidas em corrupção ou graves violações de direitos humanos e impõe sanções econômicas aos atingidos.

    Em outra frente, o governo Trump anunciou uma nova rodada de revogação de vistos de autoridades brasileiras.

    O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, comparou Moraes e sua esposa, Viviane Barci de Moraes, ao casal de criminosos Bonnie e Clyde, que atravessou os EUA no período da Grande Depressão cometendo crimes.

    No início de setembro, os cinco grandes bancos que operam no Brasil receberam uma carta do Departamento do Tesouro dos EUA com questionamentos sobre a aplicação da Magnitsky. As instituições notificadas, segundo pessoas a par do tema, foram: Itaú Unibanco, Santander, Bradesco, Banco do Brasil e BTG Pactual.

    O comunicado do Ofac, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, que pertence ao Tesouro americano, pergunta quais ações foram ou estão sendo tomadas pelas instituições para cumprir a sanção aplicada a Moraes.

    Presidentes e diretores das instituições financeiras já demonstraram preocupação com a Magnitsky. O temor é que os Estados Unidos imponham restrições a essas empresas. Há pouco mais de um mês, os bancos brasileiros perderam juntos R$ 41,3 bilhões em valor de mercado em um dia, logo após o anúncio inicial das sanções contra autoridades brasileiras na área financeira.

    Após sua esposa ser incluída nas sanções, Moraes disse que o Judiciário não aceitará coação nem abrirá espaço para impunidade diante da sanção financeira imposta pelo governo Trump.

    “A ilegal e lamentável aplicação da Lei Magnistsky à minha esposa não só contrasta com a história dos Estados Unidos da América, de respeito à lei e aos direitos fundamentais, como também violenta o Direito Internacional, a Soberania do Brasil e a independência do Judiciário”, disse o ministro, em nota.

    Segundo interlocutores americanos que acompanham as sanções, qualquer entidade, de qualquer país, que se relacione com Moraes poderia também ser alvo de sanções secundárias.

    Isso porque a Lei Magnitsky dá margem para uma ampla interpretação. Na tradução literal do inglês, a lei diz que podem ser alvos de sanções quem “tenha auxiliado materialmente, patrocinado ou fornecido apoio financeiro, material ou tecnológico, ou bens ou serviços em apoio” ao sancionado.

    De acordo com pessoas próximas ao assunto, isso incluiria não só contas em bancos, mas contas de serviços de streaming e de armazenamento na nuvem.

    Bancos brasileiros interpretam que Magnitsky não se aplicaria a eles, diz Gilmar Mendes

  • Intoxicação por metanol: na UTI, Hungria não apresenta problema de visão

    Intoxicação por metanol: na UTI, Hungria não apresenta problema de visão

    O artista começou a apresentar quadro de cefaleia, náusea, vômito, turvação visual e acidose metabólica, após consumir vodca na casa de um amigo, em Brasília

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O rapper Hungria está consciente, orientado, estável, com respiração espontânea e sem alterações visuais. As informações foram confirmadas em boletim médico divulgado pela equipe do artista.

    “O Hospital DF Star informa que o cantor Gustavo da Hungria Neves (Hungria) permanece internado em Unidade de Terapia Intensiva (UTI), em Brasília. O artista deu entrada na unidade após suspeita de intoxicação por bebida adulterada. No momento, encontra-se consciente, orientado, estável, com respiração espontânea e sem alterações visuais. Ele iniciou tratamento específico, incluindo hemodiálise, como medida preventiva para a eliminação de substâncias tóxicas. Até o momento, não há previsão de alta hospitalar”, diz a nota oficial divulgada pela equipe do artista.

    Anteriormente, assessoria do músico informou que foram iniciadas sessões de hemodiálise, além de um tratamento com etanol. As medidas teriam sido tomadas por precaução.

    ENTENDA O CASO

    Músico apresenta quadro de cefaleia, náusea, vômito, turvação visual e acidose metabólica, informou a unidade de saúde. Os sintomas apareceram após ele consumir vodca na casa de um amigo, em Brasília.

    “O cantor encontra-se sob cuidados médicos após a suspeita de ter ingerido bebida adulterada, em situação que remete aos casos recentemente noticiados em São Paulo”, disse a equipe do artista.

    “Foi iniciado tratamento especializado e, no momento, o paciente está em investigação da etiologia do quadro”, disse o hospital DF Star.

    Boletim é assinado pelos médicos Leandro Machado, Guilherme Meyer e Allisson B Barcelos Borges.

    Equipe do cantor também anunciou o adiamento de shows. “Por orientação médica e com o objetivo de preservar sua saúde, os shows previstos para este final de semana serão remarcados. O artista permanece em acompanhamento e já está fora de risco iminente”, diz trecho de comunicado.

    Gustavo da Hungria Neves, ou ”Hungria Hip Hop”, começou a viralizar na internet aos 14 anos. Com mais de 12,1 milhões de seguidores no Instagram, o músico soma hits nacionais.

    Intoxicação por metanol: na UTI, Hungria não apresenta problema de visão

  • Lateral Vitinho é convocado para defender a seleção brasileira

    Lateral Vitinho é convocado para defender a seleção brasileira

    O lateral Vitinho, do Botafogo, foi convocado nesta quinta-feira (2) pelo técnico italiano Carlo Ancelotti para defender a seleção brasileira na próxima Data Fifa. O jogador do Glorioso ocupará a vaga de Vanderson, do Monaco (França), desconvocado por causa de uma lesão sofrida na última partida por sua equipe pela Liga dos Campeões da Europa.


     

    Na última quarta-feira (1), o comandante da seleção brasileira convocou os jogadores que defenderão o Brasil na Data Fifa de outubro contra a Coreia do Sul e o Japão. O destaque entre os 26 selecionados foi o retorno dos atacantes Rodrygo e Vinicius Júnior, ambos do Real Madrid (Espanha).

    O Brasil enfrenta a Coreia do Sul no dia 10 e outubro, a partir das 8h (horário de Brasília), no Estádio da Copa do Mundo de Seul, em Seul, e encara os japoneses no dia 14, a partir das 7h30, no Estádio Ajinomoto, em Tóquio.

    Senegal e Tunísia lideram seus respectivos grupos das Eliminatórias Africanas e podem garantir vaga na Copa do Mundo nos próximos dias

    Folhapress | 16:24 – 02/10/2025


    Lateral Vitinho é convocado para defender a seleção brasileira

  • Dólar fecha em alta e Bolsa tem forte queda com isenção do IR no Brasil e 'shutdown' dos EUA

    Dólar fecha em alta e Bolsa tem forte queda com isenção do IR no Brasil e 'shutdown' dos EUA

    O clima de cautela nos mercados globais com a paralisação parcial do governo norte-americano contaminou a Bolsa brasileira, que fechou em forte queda de 1,07%, a 143.949 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou em alta de 0,21% nesta quinta-feira (2), cotado a R$ 5,339, com investidores no Brasil digerindo a aprovação do projeto de isenção do Imposto de Renda na Câmara dos Deputados.

    Dados de emprego dos Estados Unidos também foram destaque na sessão, na esteira da paralisação parcial do governo norte-americano.

    O clima de cautela nos mercados globais contaminou a Bolsa brasileira, que fechou em forte queda de 1,07%, a 143.949 pontos.

    O plenário da Câmara dos Deputados aprovou por unanimidade uma das principais promessas de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT): a isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês. O projeto ainda precisa passar pelo Senado Federal antes de começar a valer em 2026.

    Além de promessa da última campanha, a isenção do IR também é a principal aposta do PT para alavancar a popularidade de Lula em ano eleitoral. A medida ainda inclui um desconto no imposto de quem ganha entre R$ 5.000 e R$ 7.350 mensais.

    Ao todo, a desoneração da base da pirâmide de renda deve beneficiar até 16 milhões de contribuintes a um custo de R$ 31,2 bilhões no ano que vem, segundo o relator, deputado Arthur Lira (PP-AL). Para compensar a perda desses recursos, o governo propôs a criação de um imposto mínimo de 10% sobre a alta renda, também aprovado apesar das resistências.

    O alvo da medida de compensação são 141 mil contribuintes que recolhem, em média, uma alíquota efetiva de 2,5%, que reflete a proporção de impostos recolhidos em relação à renda total.

    Para a equipe de Fernando Haddad, ministro da Fazenda, a estrutura é injusta. A pasta elaborou estudos em que concluiu que taxar a alta renda melhora a desigualdade, e o governo deflagrou uma ofensiva nas redes sociais em defesa da medida.

    Em entrevista nesta manhã em Brasília, Haddad comemorou a aprovação na Câmara e disse não esperar dificuldades na tramitação no Senado.

    “Não acredito que vá haver problemas, inclusive porque este projeto não busca só justiça tributária, ele busca justiça tributária com ancoragem fiscal”, disse Haddad.

    O projeto levantou temores de ingerência fiscal no ano passado, o que, entre outros fatores, levou o dólar ao recorde histórico de R$ 6,20. Mais do que a isenção em si, o mercado temia que o texto fosse desidratado na Câmara sem uma compensação para a perda de receita, desequilibrando as contas públicas e impondo dúvidas sobre a sustentabilidade da dívida do governo.

    Mas, mesmo com a compensação, a leitura do mercado é que o projeto não é totalmente neutro.

    “Ele aumenta a renda disponível para camadas que recebem até R$ 5.000, e isso indica que ele não é neutro do ponto de vista da demanda”, diz Leonel Mattos, analista de inteligência de mercado da StoneX. Em outras palavras, o especialista vê como mais provável que o dinheiro extra recebido pelo trabalhador seja gasto do que poupado.

    “Mesmo que ele seja fisicamente neutro do ponto de vista das contas públicas, o projeto provavelmente pode resultar numa leve aceleração da demanda, o que complementa o desafio inflacionário enfrentado pelo Copom (Comitê de Política Monetária)”, afirma.

    Nesse sentido, as pressões inflacionárias poderão levar o comitê a manter a taxa Selic em 15% ao ano por mais tempo. Essa leitura tira a atratividade da Bolsa, por exemplo, e reforça a posição da renda fixa como a bola da vez nas decisões de investimento.

    “A queda do Ibovespa hoje é uma combinação de fatores: o mercado está digerindo a proposta de isenção do IR e, principalmente, acompanhando os desdobramentos do ‘shutdown’ do governo dos EUA. No momento, pesa mais o fator internacional, porque o presidente Donald Trump subiu o tom quanto aos impasses que estão tendo na cena política”, diz Ian Lopes, economista da Valor Investimentos.

    A paralisação do governo dos Estados Unidos foi causada por falta de financiamento para serviços federais não essenciais, diante de um impasse entre republicanos e democratas no Congresso. A princípio, os efeitos disso se darão na interrupção de atividades das agências. O relatório de emprego payroll esperado para sexta-feira, por exemplo, foi adiado indefinidamente. Viagens aéreas serão atrasadas, pesquisas científicas, suspensas, e até 750 mil funcionários federais poderão ser dispensados, custando US$ 400 milhões ao governo.

    O problema principal para o mercado está na paralisação das agências estatísticas. Dados, sobretudo os de emprego e de inflação, servem como um termômetro da saúde econômica dos Estados Unidos, norteando as decisões de juros do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) e, por consequência, as de investimento dos operadores.

    O momento é especialmente sensível diante da cautela do Fed quanto ao ciclo de corte de juros, iniciado na reunião de setembro e cuja continuidade depende da evolução dos dados econômicos. A paralisação, segundo analistas, pode afetar tanto a qualidade quanto a pontualidade dos relatórios, diminuindo a visibilidade sobre a economia e, portanto, aumentando a incerteza na tomada de decisões.

    “Para os investidores, a não publicação do payroll em momento em que o Fed está em processo de corte de juros é preocupante”, diz o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, em comentário enviado a clientes.

    Sem o payroll, o mercado agora se volta para relatórios mais laterais. O destaque do dia é a estimativa do Fed de Chicago, que prevê que a taxa de desemprego dos EUA “provavelmente” foi 4,3% em setembro.

    É a segunda vez que a métrica é publicada. A ideia é que ela seja divulgada duas vezes por mês para dar às autoridades uma ideia do estado do mercado de trabalho. O intuito, portanto, não é substituir o payroll, mas a ausência dele torna a leitura mais relevante do que o previsto à época de sua criação.

    A previsão sugere que o mercado de trabalho não está, por enquanto, em uma rápida deterioração, e os mercados financeiros continuam a refletir apostas pesadas em cortes de 0,25 ponto nos juros nas próximas duas reuniões do Fed, em outubro e dezembro.

    Dólar fecha em alta e Bolsa tem forte queda com isenção do IR no Brasil e 'shutdown' dos EUA

  • 'Shutdown' nos EUA pode afetar voos, parques, museus e consulados

    'Shutdown' nos EUA pode afetar voos, parques, museus e consulados

    O “shutdown” decorreu de um desacordo entre legisladores democratas e republicanos sobre como resolver um impasse do orçamento no Congresso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O “shutdown” (paralisação econômica) que atinge os Estados Unidos deve causar prejuízos próximos de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões) por semana no turismo do país.

    A projeção é da U.S. Travel, entidade que representa os prestadores de serviços turísticos em território americano, e consta em nota enviada à Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (2).

    O cálculo considera um montante que pode deixar de entrar no país em razão de problemas em serviços aéreos e fechamento de pontos turísticos geridos pelo governo federal -sem verba, esses locais, que incluem museus e parques nacionais, serão fechados.

    Em nota publicada nesta quarta-feira (1º), quando entrou em vigência o bloqueio econômico, o Consulado dos EUA em São Paulo já admite a possibilidade da interrupção na emissão de vistos.

    Segundo o órgão, o serviço permanece para emissão de passaportes e vistos já programados, e “continuarão enquanto a situação permitir”. Na publicação, feita no Instagram, o perfil também informou que a conta do consulado não será atualizada até a retomada total das operações.

    O “shutdown” atingiu o governo americano nesta quarta-feira, dia em que se inicia o ano fiscal naquele país. Ele decorreu de um desacordo entre legisladores democratas e republicanos sobre como resolver um impasse do orçamento no Congresso.

    Na prática, o bloqueio não afeta serviços essenciais como correios, previdência social e assistência de saúde Medicare -os servidores seguem trabalhando sem receber. Museus, parques e bibliotecas, no entanto, devem interromper totalmente os serviços.

    “Uma paralisação é um golpe totalmente evitável para a economia de viagens dos Estados Unidos e afetando milhões de viajantes e empresas, ao mesmo tempo em que coloca uma pressão desnecessária sobre uma força de trabalho federal de viagens já sobrecarregada”, declarou o CEO da U.S. Travel, Geoff Freeman, em carta enviada ao Congresso.
    COMO FICAM OS VOOS

    Segundo a Brand USA, agência independente que promove o turismo americano pelo mundo, os voos e serviços aeroportuários ainda funcionam normalmente. Entretanto, a agência não dá garantias de que não haverá interrupções nos próximos dias.

    Isso porque 11 mil funcionários da Administração Federal de Aviação devem ser afastados durante o bloqueio. Já 13 mil controladores de voos devem seguir trabalhando, porém sem receber pagamentos.

    Segundo a agência Reuters, companhias aéreas dos EUA afirmam que a medida vai atrasar voos e gerar filas. Isso aconteceu em 2019, quando houve o último bloqueio. À época, o tráfego no aeroporto de Nova York foi reduzido. O país, naquele ano, ficou 35 dias sob influência da trava orçamentária.

    EMISSÃO DE VISTOS

    Segundo o Consulado dos EUA em São Paulo, os vistos programados serão emitidos. Não há clareza, porém, na continuidade do serviço durante o bloqueio, que não há prazo para acabar.

    Portanto, a emissão de novos vistos para turistas pode ser prejudicada nas próximas semanas, caso o impasse não seja resolvido pelo Congresso americano.

    HOTÉIS, POUSADAS E PASSEIOS

    Serviços privados continuarão funcionando normalmente, mas passeios em lugares administrados pelo governo federal serão interrompidos.

    Para driblar o impasse, há outras opções de passeios, como o Central Park, um dos parques mais populares do país, em Nova York.

    PONTOS TURÍSTICOS

    Em comunicado, a Brand USA informou que museus e sítios culturais têm recursos para seguirem abertos até a próxima segunda-feira (6). Depois disso, serão fechados. É o caso do s museus do Instituto Smithsonian em Washington.

    Outro espaço que deve ser afetado é o National Mall, também em Washington. Administrado pelo Serviço de Parques Nacionais (NPS, na sigla em Inglês), ele engloba uma esplanada que vai do Capitólio ao Lincoln Memorial, incluindo monumentos como o Washington Monument e memoriais de guerra. O local foi fechado na quarta-feira.

    O NPS não tem uma lista de quais parques serão fechados, mas em seu site oficial, já recomenda olhar páginas dos locais na internet antes da visita.

    Entre os parques nacionais mais visitados estão o Great Smoky Mountains, na Carolina do Norte, o Grand Canyon, no Arizona e Zion, em Utah.

    'Shutdown' nos EUA pode afetar voos, parques, museus e consulados

  • Ex-Masterchef é condenado por estupro de menina de 12 anos em SC

    Ex-Masterchef é condenado por estupro de menina de 12 anos em SC

    Jason de Souza Junior, ex-participante do reality show Masterchef, foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo estupro de uma menina de 12 anos

    RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – O chef de cozinha Jason de Souza Junior, ex-participante do reality show Masterchef, foi condenado a 12 anos de prisão em regime fechado pelo estupro de uma menina de 12 anos em Florianópolis. A decisão foi confirmada nesta quarta-feira (1º) pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina. A defesa afirma que a condenação não reflete as provas e que recorrerá da sentença.

    O processo corre em segredo de Justiça por se tratar de um crime sexual contra criança. O caso ocorreu na tarde de 31 de dezembro de 2024, no bairro Trindade, próximo à Universidade Federal de Santa Catarina. No dia seguinte, o chef foi preso em Palhoça, na Grande Florianópolis, e desde então está detido no Presídio Masculino da capital catarinense.

    Em nota, o advogado Marcos Paulo Poeta dos Santos criticou a condenação e disse que Jason nega o crime. “Respeitamos a decisão judicial que condenou Jason de Souza Júnior a 12 anos de prisão, mas entendemos que ela não refletiu corretamente as provas dos autos. Jason nega o crime e confia na Justiça. Recorreremos da sentença com a convicção de que a verdade prevalecerá.”

    Segundo a defesa, trata-se de “mais um caso em que um cidadão é levado à prisão com base exclusivamente no valor do depoimento da vítima, mesmo quando isso contraria os outros elementos de prova”.

    Em janeiro, quando a prisão foi efetuada, a defesa de Jason afirmou que ele havia conhecido a vítima em um aplicativo de namoro, onde ela supostamente indicava idade superior à verdadeira.

    A família da vítima, entretanto, declarou à época que o homem não conhecia a criança nem seus parentes. De acordo com o relato, ela foi abordada por Jason no portão de casa, quando o suspeito estaria armado. Após cometer o crime, ele teria deixado a menina novamente nas proximidades da residência, de onde ela conseguiu retornar e contar o que havia acontecido. Os familiares a levaram ao hospital e acionaram a polícia.

    Segundo a Polícia Civil, a investigação foi conduzida em sigilo. Durante o interrogatório, Jason permaneceu em silêncio e não confessou o crime.

    O chef participou da nona temporada do Masterchef, exibida em 2022, mas foi eliminado ainda nas etapas iniciais do programa.

    Ex-Masterchef é condenado por estupro de menina de 12 anos em SC

  • Brasil chega com seis surfistas às oitavas de final em etapa de Portugal

    Brasil chega com seis surfistas às oitavas de final em etapa de Portugal

    (UOL/FOLHAPRESS) – O Brasil segue com força no Challenger Series da Ericeira, quarta etapa da divisão de acesso à elite mundial do surfe. Ao todo, são seis surfistas verde-amarelos nas oitavas de final da competição, sendo quatro no masculino e duas no feminino.

    Nesta quinta-feira, quarto dia de disputas, Samuel Pupo foi o grande destaque: o atual campeão da etapa venceu sua bateria e garantiu vaga nas oitavas de final.

    Ao lado dele, também avançaram Lucas Vicente, Jadson André e Mateus Herdy, todos em segundo lugar em suas baterias.

    Já Edgard Groggia e Ian Gouveia acabaram eliminados.

    BRASIL NA PONTA

    Com os resultados, Mateus Herdy assumiu a liderança do ranking do Challenger Series. O catarinense é agora o único brasileiro dentro do top 10 -zona que garante acesso ao Championship Tour em 2026.

    Logo atrás dele aparece o sul-africano Luke Thompson, que também segue vivo no torneio.

    Outro destaque é Samuel Pupo, que vem em busca do bi na Ericeira. Depois da vitória desta quinta-feira (02), o paulista ganhou cinco posições no ranking e aparece em 11º lugar, apenas uma posição atrás da zona de classificação.

    Vale lembrar que ele começou o ano no CT, mas caiu no corte de meio de temporada e agora tenta a reclassificação.

    OITAVAS

    Nas oitavas de final, o Brasil terá confrontos diretos e duelos duros pela frente.

    Samuel Pupo e Lucas Vicente se enfrentam em um duelo 100% brasileiro, garantindo ao menos um representante verde-amarelo nas quartas.

    Já Jadson André encara o espanhol-basco Adur Amatriain, enquanto Mateus Herdy, atual líder do ranking, terá pela frente o australiano Morgan Cibilic.

    BRASILEIRAS NA DISPUTA

    Entre as mulheres, Sophia Medina e Laura Raupp também estão garantidas nas oitavas, mas ainda não estrearam na fase.

    Sophia, irmã do tricampeão mundial Gabriel Medina, enfrenta a australiana India Robinson, enquanto Laura mede forças com a portuguesa Yolanda Hopkins diante da torcida local.

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