Autor: REDAÇÃO

  • Arbitragem gera revolta da Libertadores a jogos atrasados do Brasileiro

    Arbitragem gera revolta da Libertadores a jogos atrasados do Brasileiro

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Sobraram reclamações contra a arbitragem nos jogos desta quarta-feira (24). Eliminado pelo Palmeiras nas quartas da Libertadores, o técnico Marcelo Gallardo, do River Plate, afirmou que o árbitro “sentiu a pressão”. Nos jogos atrasados do Brasileiro, Davide Ancelotti (Botafogo), Fernando Diniz (Vasco) e Rogério Ceni (Bahia), questionaram decisões da equipe de arbitragem.

    GALLARDO BRAVO, E ABEL DE BOA

    O comandante do River Plate reclamou principalmente do pênalti marcado em Facundo Torres aos 43 minutos do 2º tempo. No momento, a partida estava empatada em 1 a 1 e os argentinos buscavam um gol para levar a disputa para as penalidades. O Palmeiras venceu por 3 a 1.

    “Eu reclamei disso [que não foi mão de Colidio], havia um jogador caído, o árbitro não soube lidar com isso. Marcou algo que não viu, estava de costas. Há um jogador deles [Palmeiras] caído, ele vai receber atendimento e há uma mistura de tudo. [O árbitro] Não soube conduzir e, nessa confusão, acabamos dando uma vantagem que não pode acontecer”, afirma Marcello Gallardo.

    “Nestes jogos, essas situações costumam acontecer. Em um momento, o jogo escapou das mãos dele [árbitro], ele poderia ter gerido melhor. No primeiro tempo, ele [árbitro] sentiu a pressão e começou a jogar o segundo [tempo] com algumas situações que mudaram o conceito de um jogo que estava controlando bem. Mas temos que assumir nossos erros. A série esteve nos detalhes de atenção. Conhecíamos a hierarquia do adversário e eles conheciam a nossa.”

    Do outro lado, Abel Ferreira “isentou” a arbitragem: “O árbitro foi igual para os dois lados, acertou em umas vezes e errou em outras. Na minha opinião, não houve influencia no que foi o resultado. No jogo de lá, também temos queixas, mas ninguém é perfeito. Não serei advogado de defesa”, afirmou.

    RECLAMAÇÕES DOS DOIS LADOS

    A atuação do árbitro João Vitor Gobi e do VAR irritou tanto Fernando Diniz, do Vasco, quanto Rogério Ceni, do Bahia. Os cariocas levaram a melhor e venceram por 3 a 1 o confronto atrasado pela 16ª rodada do Brasileiro.

    O Vasco reclamou de duas possíveis expulsões: uma entrada dura de Rezende em Coutinho e um calço de Sanabria em Puma. O árbitro foi chamado pelo VAR para rever o segundo lance, mas manteve o cartão amarelo.

    “Foi para expulsão claramente. E o critério de se apitar foi modificando. Começa com um jeito de deixar o jogo correr mais, depois tem a expulsão, aí começa a picotar o jogo. O juiz era o quarto árbitro lá em Porto Alegre, os caras fizeram cera desde o início do jogo e não fez menção em nenhum momento em dar cartão amarelo. E o Léo Jardim vai ser nos próximos anos o único goleiro expulso no Brasil por conta do que aconteceu lá no sul de o juiz achar que estava fazendo cera”, disse Fernando Diniz.

    O que aconteceu nesta quinta-feira (25) foi escandaloso. Porque colocou a integridade física dos nossos jogadores em risco. Teve três lances claros de expulsão. […] Mesmo ganhando, tivemos três casos escandalosos de entradas completamente despropositadas em jogadores do Vasco. Uma delas o VAR chamou para analisar e não sei o que ele viu na imagem. Ainda mais grave no caso do Puma não ter sido expulso. Se querem realmente defender o espetáculo e o jogador, não podem ter árbitros como esse a apitar. Admar Lopes, diretor de futebol do Vasco

    Já Rogério Ceni apontou um “VAR totalmente favorável ao time da casa”. O Bahia ficou com um a menos aos 36 minutos do primeiro tempo, após Jean Lucas receber -após recomendação de revisão pelo VAR- o cartão vermelho por acertar o braço em Barros.

    O que deixa a gente um pouco confuso são os critérios. […] Um jogo importante definido por um cara no ar-condicionado do VAR, que chama no lance que ele quer, determina uma expulsão que muda tudo. Jogar 60 minutos com um a menos aqui, e com o VAR totalmente favorável ao time da casa. As nossas são chamadas [pelo VAR], as deles, não. Rogério Ceni

    O BOTAFOGO TAMBÉM RECLAMOU

    O atual campeão nacional saiu na bronca com a arbitragem pela marcação do pênalti que definiu o empate com o Grêmio. A partida foi válida pela 16ª rodada do Brasileiro e terminou 1 a 1.

    Após ser chamado pelo VAR, o árbitro Lucas Paulo Torezin apontou a penalidade por toque de mão de Matheus Martins, convertida pelo goleiro Tiago Volpi. O episódio aconteceu aos 38 minutos do segundo tempo.

    Acho que não temos um lance conclusivo, é uma interpretação de um lance em que nenhum momento vemos a mão tocar na mão do jogador [Matheus Martins]. Acho que não pode ser uma interpretação nesse caso, tem que ser claro. O VAR tem que ver um erro claro do árbitro, e nesse caso não há um erro claro, não tem um lance conclusivo. Se não temos lances conclusivos, não podemos interpretar que é pênalti, porque ninguém vê. Ninguém sabe. Davide Ancelotti, técnico do Botafogo

    Vergonhoso. Nos recusamos a evoluir. Jhon Textor, dono da Saf do Botafogo, em postagem nas redes sociais

    Arbitragem gera revolta da Libertadores a jogos atrasados do Brasileiro

  • Motta desautoriza Paulinho e diz que votação de Imposto de Renda não depende de anistia

    Motta desautoriza Paulinho e diz que votação de Imposto de Renda não depende de anistia

    O deputado Paulinho da Força (Solidariedade-SP) teria dito que se o texto da anistia não for votado com apoio do PT, que o projeto da isenção do Imposto de Renda também não seria votado

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou, nesta quinta-feira (25), que a votação da ampliação da isenção do Imposto de Renda, prevista para quarta-feira (1º), não depende da votação do projeto de redução de penas aos condenados por golpismo, como afirmou o relator do texto, Paulinho da Força (Solidariedade-SP).

    Paulinho havia dito, nesta quarta (24), que não votar o projeto que beneficia o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e os presos do 8 de Janeiro poderia prejudicar a análise do projeto do IR, que é prioridade para o governo Lula (PT). A proposta estende a isenção do IR para quem ganha até R$ 5.000.

    “Entendemos que a matéria [do IR] está madura. Já anunciamos a pauta para a próxima quarta-feira, independentemente de qualquer outra matéria. Não há vinculação da matéria do Imposto de Renda com qualquer outra. Essa associação foi feita de maneira incorreta”, disse Motta no plenário.

    Paulinho afirmou que acertaria com Motta o calendário de votação do projeto de redução de penas. “Acho que tudo leva a crer que é possível votar na próxima terça-feira (30). […] Acho até que, se não votar isso, não vai votar o IR”, declarou o relator à imprensa, ao lado do líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), após se reunir com a bancada do partido para tratar da redução de penas.

    Deputados petistas viram a fala do relator como uma espécie de chantagem, mas descartaram votar a favor da redução de penas.

    Motta desautoriza Paulinho e diz que votação de Imposto de Renda não depende de anistia

  • Cena da morte de Odete Roitman em 'Vale Tudo' é gravada em Copacabana

    Cena da morte de Odete Roitman em 'Vale Tudo' é gravada em Copacabana

    A novela acaba em outubro, quando dará lugar a “Três Graças”; veja a lista de suspeitos pela morte da vilã!

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Na noite de quarta-feira (24), o icônico Hotel Copacabana Palace, na zona sul do Rio, foi palco de uma das sequências mais aguardadas da TV: A gravação da cena da morte de Odete Roitman, interpretada por Débora Bloch, em “Vale Tudo”.

    A novela de Manuela Dias entrou em sua reta final e se despede do público em outubro, quando dará lugar a “Três Graças”.

    As imagens dos bastidores mostram o corpo da personagem sendo retirado em uma maca, dentro de um saco preto, pelos profissionais do Corpo de Bombeiros. A cena se passa logo após a vilã ser baleada enquanto dirige pelas ruas do Rio de Janeiro. No entanto, o autor do disparo, peça central do mistério, continuará sendo mantido em segredo.

    Na trama, Odete já estará casada com César Ribeiro (Cauã Reymond), que descobre ter herdado 50% da TCA, companhia aérea da empresária. O suspense em torno do atentado promete mobilizar o público, assim como aconteceu na versão original, exibida em 1988.

    A lista de suspeitos não será pequena. Marco Aurélio (Alexandre Nero), por exemplo, surgirá revoltado com as atitudes da magnata, e Leila (Carolina Dieckmann) encontrará uma arma entre os pertences dele. Ao mesmo tempo, Maria de Fátima (Bella Campos) e Ana Clara (Samantha Jones) formam uma aliança perigosa: ambas sabem que Leonardo Roitman (Guilherme Magon), filho de Odete dado como morto em um acidente, está vivo. Para elas, a morte da poderosa pode significar acesso à fortuna da família.

    Cena da morte de Odete Roitman em 'Vale Tudo' é gravada em Copacabana

  • Palmeiras soma quase R$ 60 mi em premiação na Libertadores com vaga na semi

    Palmeiras soma quase R$ 60 mi em premiação na Libertadores com vaga na semi

    (UOL/FOLHAPRESS) – O Palmeiras se aproximou dos R$ 60 milhões em premiação ao carimbar a vaga para a semifinal da Libertadores. Apenas o triunfo contra o River Plate rendeu R$ 12,2 milhões (2,3 milhões de dólares).

    O QUE ACONTECEU

    O Alviverde chegou 56,8 milhões, somando a premiação desde o começo da competição. É a quinta vez em seis anos que o clube paulista alcança a semifinal da competição continental.

    A campanha perfeita na fase de grupos e a vaga nas oitavas garantiu ao Palmeiras 6,2 milhões de dólares – cerca de R$ 35,4 milhões. A quantia inclui o valor de participação na fase de grupos (US$ 3 milhões) somado ao bônus por cada uma das seis vitórias (US$ 330 mil por triunfo) e ao prêmio por avançar às oitavas (US$ 1,25 milhão).

    A classificação para as quartas de final rendeu mais R$ 9,2 milhões (1,7 milhão de dólares). O time de Abel Ferreira eliminou o Universitário (PER) nas oitavas.
    Caso avance à final, o Palmeiras garante, no mínimo, R$ 38,2 milhões – premiação ao vice-campeão. O campeão fatura R$ 131,2 milhões. O Alviverde enfrentará o vencedor de São Paulo e LDU (EQU) pela semifinal nos dias 22 e 29 de outubro.

    Parlamentares afirmam que atuaram por incentivo à modalidade e entretenimento à população; órgão diz que a conduta é incompatível com a dignidade da função pública e banaliza violência

    Folhapress | 10:15 – 25/09/2025

    Palmeiras soma quase R$ 60 mi em premiação na Libertadores com vaga na semi

  • Joesley Batista teve encontro com Trump semanas antes de aceno a Lula

    Joesley Batista teve encontro com Trump semanas antes de aceno a Lula

    A carne bovina brasileira é alvo de uma tarifa de 50% aplicada por Trump; interlocutores se dizem otimistas com a possível inclusão das carnes brasileiras na lista de produtos isentos do tarifaço

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O empresário Joesley Batista, um dos donos da gigante de carnes JBS, foi recebido em audiência pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, semanas antes do aceno do republicano ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na Assembleia-Geral da ONU.

    De acordo com quatro pessoas ouvidas pela Folha, há cerca de três semanas, Joesley discutiu com Trump na Casa Branca o tarifaço de 50% aplicado pelos EUA contra produtos vendidos pelo Brasil, que afeta o setor de carne. Outro tema de interesse de Joesley tratado na reunião foi a importação de celulose pelos EUA.

    Ainda durante o encontro, Joesley argumentou que as diferenças comerciais entre Brasil e EUA poderiam ser resolvidas por meio do diálogo entre os dois governos -numa mensagem de incentivo a uma aproximação.

    Procurada, a JBS não comentou questionamentos feitos pela Folha. A Casa Branca não respondeu a pedido de comentário.

    Como a Folha mostrou, grandes empresários brasileiros facilitaram contatos entre os governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump. Em recente discurso na Assembleia-Geral da ONU, Trump disse que houve “química” entre ele e Lula e que os dois devem se encontrar em breve para tratar do tarifaço.

    A atuação de gigantes como a Embraer (empresa da qual o governo é acionista) e a JBS, de Wesley e seu irmão, Joesley, contribuiu para fortalecer, dentro da gestão Trump, a ala que defendia uma negociação focada no comércio, e não em questões políticas, entre EUA e Brasil.

    A aproximação de empresas ligadas a Joesley com Trump data do início da segunda administração do republicano.

    Marca da JBS, a Pilgrim’s Pride fez a maior doação individual de uma empresa para a cerimônia de posse de Trump: US$ 5 milhões, de acordo com relatório apresentado à Comissão Federal Eleitoral (FEC, na sigla em inglês). A empresa é uma das maiores produtoras de aves do mundo -quase 1 em cada 6 frangos nos EUA vem da Pilgrim’s, segundo site da empresa.

    A carne bovina brasileira é alvo de uma tarifa de 50% aplicada por Trump. Mas interlocutores ouvidos pela Folha se dizem otimistas com a possível inclusão do produto na lista de produtos isentos do tarifaço.

    Já a celulose, outro item que foi pauta da conversa de Joesley com o republicano, foi recentemente contemplada com um alívio por parte dos EUA.

    Em ordem executiva publicada em 5 de setembro, Trump retirou a tarifa de 10% sobre a celulose importada por seu país.

    A decisão beneficia a indústria brasileira, que exportou 2,8 milhões de toneladas do produto para o país no ano passado. Isso representa cerca de 15% das vendas de celulose (de todos os tipos) para o exterior no mesmo período.

    Com o encontro com Trump, Joesley se posicionou como o empresário brasileiro com melhor acesso ao republicano, de acordo com diferentes interlocutores ouvidos pela reportagem.

    Mas outros pesos pesados do empresariado realizaram peregrinações em Washington para tentar aproximar os dois governos e reduzir os impactos do tarifaço.

    Na semana de 11 de setembro, grandes empresários estiveram em Washington para negociar sobre as tarifas.

    Fizeram parte da comitiva Joesley, João Camargo (presidente do conselho da Esfera Brasil) e Carlos Sanchez, da EMS, entre outros.

    Eles se reuniram no Congresso com parlamentares republicanos, como Maria Elvira Salazar -deputada próxima do secretário de Estado, Marco Rubio-, além de outros integrantes da equipe de Trump.

    Parte do grupo também teve encontro com Susie Wiles, chefe de gabinete do presidente americano e uma das principais assessoras do republicano.

    Na semana anterior, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) havia ido a Washington para uma reunião com o vice-secretário de Estado, Christopher Landau, além de encontros com o USTR (Escritório do Representante de Comércio dos EUA) e com o Departamento de Comércio. Os empresários também acionaram grupos de lobby nos EUA, compostos por profissionais com acesso direto ao governo.

    Joesley Batista teve encontro com Trump semanas antes de aceno a Lula

  • Zelenski diz que deixa o poder se a guerra com a Rússia acabar

    Zelenski diz que deixa o poder se a guerra com a Rússia acabar

    O mandato de Zelenski venceu em maio do ano passado, e a partir daí Vladimir Putin passou a insistir na hipótese de que o rival não teria legitimidade para negociar um acordo de paz

    MOSCOU, RÚSSIA (CBS NEWS) – O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse nesta quinta (25) pela primeira vez que não pretende disputar eleições quando o conflito com a Rússia for encerrado. “Eu quis muito, num período muito difícil, estar com meu país, ajudar meu país. Meu objetivo é acabar com a guerra”, disse.

    Em entrevista ao site americano Axios, o ucraniano afirmou que “se nós acabarmos com a guerra com os russos, sim, eu estou pronto para não disputar porque não é meu objetivo, eleições”.

    A fala de Zelenski ocorreu um dia depois de ele encontrar-se com Donald Trump, que já o chamou de “ditador sem eleições” em um dos momentos de agressividade aberta do presidente americano com seu colega.

    A questão eleitoral é complicada para Zelenski. Como a Ucrânia entrou em lei marcial ao ser invadida pelos russos em 24 de fevereiro de 2022, pela Constituição local os pleitos foram suspensos.

    O mandato de Zelenski venceu em maio do ano passado, e a partir daí Vladimir Putin passou a insistir na hipótese de que o rival não teria legitimidade para negociar um acordo de paz, chegando a sugerir que o Parlamento do vizinho o removesse do cargo.

    A resposta do ucraniano é óbvia, citando a legislação local. Mas o fato é que a pressão doméstica sobre seu apetite pelo poder gera estranhamentos de tempos em tempos. Em agosto, quando tentou tirar poderes de agências investigativas anticorrupção, Zelenski enfrentou os primeiros protestos grandes de rua desde o início da guerra, sendo obrigado a recuar.

    Segundo disse à Folha no ano passado seu biógrafo Simon Shuster, o presidente terá grandes dificuldades, por sua natureza, de largar o osso do poder absoluto que hoje exerce. E isso gera reverberações na política local, além da atenção retórica do Kremlin -Putin chegou a exigir novas eleições na lista de demandas enviada a Kiev para um acordo de paz.

    O presidente segue popular. Segundo pesquisa feita em setembro pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, 59% dos ucranianos confiavam em Zelenski, ante 34% que diziam o contrário.

    Por outro lado, sua vitória não é considerada uma barbada, em caso de a guerra acabar e o pleito ser retomado. O principal desafiante, segundo pesquisas de opinião, é o ex-chefe das Força Armadas, Valeri Zalujni.

    O general é extremamente popular entre soldados e civis, e foi exonerado no ano passado devido a divergências públicas com Zelenski, que insistiu numa contraofensiva muito ampla em 2023 que acabou fracassando e custando a iniciativa de Kiev em seu próprio solo.

    Na quarta (24), Zalujni fez sua primeira avaliação pública da polêmica incursão ucraniana na região de Kursk, no sul russo, em agosto do ano passado. Por oito meses, as forças de Zelenski mantiveram um pequeno pedaço do território sob seu controle, na esperança de ter mais uma ficha de barganha em caso de negociação.

    A tática falhou, com alta perda de pessoal e equipamento de primeira linha. “O preço dessas ações são desconhecidos para mim, mas é óbvio que foram muito altos”, disse o agora embaixador ucraniano em Londres, em um artigo publicado no site Dzerkalo Tijnia.

    A pretensão de retirar esforços de Putin de outros pontos da frente de batalha também não funcionou, até porque o russo recebeu o reforço de mais de 10 mil soldados da aliada Coreia do Norte para lutar na operação.

    A guerra em si segue, com relatos de novos ataques com drones aquáticos ao porto de Novorrossisk, no sul russo, além de bombardeios contra a Ucrânia.

    O Kremlin comentou também nesta quinta a afirmação de Trump de que a Ucrânia poderia retomar todo o território perdido, cerca de 20% de sua área total incluindo a Crimeia anexada em 2014, algo que analistas creem ser impossível.

    Segundo o porta-voz Dmitri Peskov, a percepção é errada, mas ele manteve a porta aberta a Trump dizendo crer que o americano deseja a paz.

    Já o ex-presidente Dmitri Medvedev, hoje no Conselho de Segurança russo, foi fiel a seu estilo radical. “A Rússia pode usar armas para as quais um abrigo antibomba não vai servir. E os americanos deveriam lembrar disso”, escreveu em redes sociais.

    Zelenski diz que deixa o poder se a guerra com a Rússia acabar

  • 'Ser forte é a única opção', diz Li Martins após morte do marido, JP Mantovani

    'Ser forte é a única opção', diz Li Martins após morte do marido, JP Mantovani

    JP Mantovani morreu após colidir com sua motocicleta, uma Harley Davidson, contra um caminhão de limpeza urbana que estava estacionado

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Li Martins, 41, voltou a se manifestar nas redes sociais após a morte do marido, JP Mantovani, vítima de um acidente de moto em São Paulo.

    O QUE ACONTECEU

    Ex-Rouge compartilhou reflexão sobre seguir em frente, apesar da dor. “Ser forte não é uma escolha, muitas vezes é a única opção”, publicou a cantora, nesta quinta-feira (25), no Instagram.

    Em respeito a nossa história, filha, familiares e amigos, gostaria de pedir por gentileza um momento de paz e silêncio para assimilar esse momento de dor e sofrimento para que Deus acalme nossos corações. Li Martins, em publicação no domingo (21)

    Modelo colidiu com sua motocicleta, uma Harley Davidson, contra um caminhão de limpeza urbana que estava estacionado na faixa da esquerda da pista central. O acidente aconteceu na madrugada de domingo (21).

    Ele morreu no local, segundo informou a Polícia Militar em contato com a reportagem de Splash. Apesar das informações iniciais, a investigação policial ainda precisa elucidar pontos cruciais para determinar as circunstâncias exatas da morte de JP.

    'Ser forte é a única opção', diz Li Martins após morte do marido, JP Mantovani

  • Luta de MMA entre vereadores no Amapá vira alvo de inquérito do Ministério Público

    Luta de MMA entre vereadores no Amapá vira alvo de inquérito do Ministério Público

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Uma competição de MMA (artes marciais mistas) mobilizou o interior do Amapá no último fim de semana por uma razão além do “card principal”. Entre os combates mais esperados da noite, enfrentaram-se os vereadores Jairison Ataíde Vales (MDB), o Conjaki, de Porto Grande, e Samuel Santos Paiva (PSDB), o Dentinho, de Ferreira Gomes.

    A luta ocorreu no sábado (20), no GFC Fight Night, em Porto Grande, a cerca de 115 quilômetros de Macapá. O vereador Conjaki, de 38 anos, dominou os três rounds e venceu o adversário Dentinho, de 35, que desistiu ao ser encurralado diversas vezes e levar socos na cabeça.

    Na véspera do evento, na sexta (19), o Ministério Público do Amapá recomendou que os vereadores não lutassem, apontando “conduta incompatível com a dignidade da função pública e o decoro parlamentar”, além de “banalização da violência como método de expressão política”.

    Segundo o MP, o descumprimento da recomendação deve resultar em procedimento preparatório de inquérito civil. Para o órgão, o combate macula a imagem do Poder Legislativo e incentiva a violência política, diante do cenário de polarização nacional.

    A organização do GFC Fight Night disse à reportagem que recebeu a recomendação do Ministério Público com surpresa e negou o recebimento de dinheiro público para a realização do evento: “Os dois [vereadores] são atletas, eles treinaram e lutaram como os demais”.

    Conjaki disse, em nota, que sua participação no combate se deu dentro de um contexto esportivo. Afirmou ser praticante, entusiasta e incentivador da modalidade há anos. Declarou, ainda, que não foi notificado oficialmente nem recebeu remuneração do evento.

    “O meu objetivo foi única e exclusivamente apoiar o esporte e incentivar os jovens tanto do município de Porto Grande quanto de Ferreira Gomes a se envolver em atividades saudáveis, que promovam a integração entre comunidades”, disse.

    Dentinho reforçou que o embate foi amigável e de caráter esportivo. “Minha participação junto ao vereador Conjaki, que é meu amigo, foi totalmente gratuita e com objetivo único de entretenimento aos munícipes e apreciadores desse tipo de evento”, acrescentou.

    Ramón Díaz chega para substituir Roger Machado, que foi demitido após a derrota no Gre-Nal do último domingo (21)

    Folhapress | 09:15 – 25/09/2025

    Luta de MMA entre vereadores no Amapá vira alvo de inquérito do Ministério Público

  • IPCA-15 acelera em setembro e fica em 0,48%, revela IBGE

    IPCA-15 acelera em setembro e fica em 0,48%, revela IBGE

    O número veio abaixo do esperado pelo mercado; a mediana do Projeções Broadcast, o IPCA-15 ficaria em 0,51% em setembro

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo – 15 (IPCA-15) subiu 0,48% em setembro, após ter recuado 0,14% em agosto, informou nesta quinta-feira, 25, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O número veio abaixo do esperado pelo mercado. Segundo a mediana do Projeções Broadcast, o IPCA-15 ficaria em 0,51% em setembro. As projeções iam de alta de 0,40% a 0,60%.

    Com o resultado, o IPCA-15 registrou um aumento de 3,76% no acumulado do ano. Em 12 meses, a alta foi de 5,32%, ante taxa de 4,95% até agosto.

    Os preços de Transportes caíram 0,25% em setembro, após queda de 0,47% em agosto. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,05 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0,48% no mês.

    Os preços de combustíveis tiveram queda de 0,10% em setembro, após recuo de 1,18% no mês anterior. A gasolina caiu 0,13%, após ter registrado queda de 1,14% em agosto, enquanto o etanol avançou 0,15% nesta leitura, após queda de 1,98% na última.

    O Broadcast, sistema de notícias em tempo real do Grupo Estado, calcula o impacto de cada grupo no IPCA-15 com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.

    Os preços de Alimentação e bebidas caíram 0,35% em setembro, após queda de 0,53% em agosto. O grupo deu uma contribuição negativa de 0,08 ponto porcentual para o IPCA-15, que subiu 0,48% no mês.

    Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve queda de 0,63% em setembro, após ter recuado 1,02% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,36%, ante alta de 0,71% em agosto.

    IPCA-15 acelera em setembro e fica em 0,48%, revela IBGE

  • Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy condenado a cinco anos de prisão

    Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy condenado a cinco anos de prisão

    A justiça francesa condenou o ex-presidente Sarkozy a 5 anos de prisão em caso de financiamento ilegal de campanha

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi condenado a cinco anos de prisão nesta quinta-feira (25), dois deles com suspensão da pena, após ser considerado culpado de associação ilícita por tentativas de obter fundos para sua campanha presidencial de 2007 a partir da Líbia, durante o regime do ditador Muammar Gaddafi (1942-2011)

    No comando da França de 2007 a 2012, Sarkozy foi absolvido por um tribunal de Paris de todas as outras acusações, incluindo corrupção e recebimento de financiamento ilegal de campanha.

    Pela decisão, o ex-presidente de 70 anos terá de cumprir três anos de prisão mesmo que recorra, uma sentença muito mais dura do que se esperava. Ainda não há definição, porém, de quando a pena em regime fechado entrará em vigor. Um anúncio deve ocorrer nos próximos dias.

    Sarkozy, que sempre negou as acusações, foi acusado de ter feito um acordo com Gaddafi em 2005, quando era ministro do Interior, para obter financiamento de campanha em troca de apoiar o então isolado regime líbio no cenário internacional.

    A presidente do tribunal, Nathalie Gavarino, afirmou que não havia provas de que Sarkozy tivesse feito tal acordo com Gaddafi, nem de que o dinheiro enviado pela Líbia tenha chegado aos cofres de sua campanha, ainda que o calendário fosse considerado compatível e os caminhos percorridos pelo dinheiro fossem “muito opacos”.

    Gavarino, porém, considerou Sarkozy culpado por associação ilícita por ter permitido que assessores próximos entrassem em contato com pessoas na Líbia para tentar obter financiamento de campanha.

    Gaddafi foi derrubado e assassinado em outubro de 2011, durante a Primavera Árabe. A França teve papel crucial na intervenção da Otan, impondo uma zona de exclusão aérea que deu apoio essencial aos rebeldes

    O ex-presidente estava em julgamento desde janeiro, em um processo que afirma ter motivações políticas. Ele compareceu à leitura da sentença no tribunal de Paris acompanhado da esposa, Carla Bruni, e de três de seus filhos.

    O tribunal o considerou culpado por atos ocorridos de 2005 a 2007. Depois disso, ele era presidente e estava protegido pela imunidade presidencial.

    Outras 11 pessoas foram processadas ao lado de Sarkozy. Entre os acusados estavam seu ex-braço direito Claude Gueant e o ex-ministro do Interior Brice Hortefeux. O tribunal considerou Gueant culpado de corrupção, entre outras acusações, e Hortefeux de associação ilícita.

    A sentença foi ofuscada pela morte, na terça-feira (23), em decorrência de uma parada cardíaca em Beirute, do empresário franco-libanês Ziad Takieddine, 75 anos, acusador-chave de Sarkozy.

    Takieddine afirmou diversas vezes que, em 2006 e 2007, ajudou a entregar até € 5 milhões (equivalentes a R$ 31 milhões na cotação atual) de Gaddafi a Sarkozy e sua equipe. Posteriormente, ele se retratou, antes de contradizer a própria retratação. A Justiça abriu outro processo contra Sarkozy e também contra Carla Bruni por suspeitas de pressionar uma testemunha.

    A acusação é baseada em declarações de sete ex-dirigentes líbios, viagens de Guéant e Hortefeux à Líbia, transferências de dinheiro e cadernos de anotações do ex-ministro do Petróleo líbio Shukri Ghanem, encontrado afogado no Danúbio em Viena em 2012.

    Apesar das batalhas judiciais, e de ter sido destituído em junho da Legião de Honra, a mais alta distinção da França, Sarkozy continua influente no cenário político francês e mantém interlocução com o atual presidente, Emmanuel Macron.

    Ele se reuniu recentemente com seu ex-protegido, o primeiro-ministro Sebastien Lecornu, e também deu legitimidade à Reunião Nacional (RN), liderada por Marine Le Pen, ao afirmar que o partido de ultradireita e anti-imigração agora faz parte do “arco republicano”.

    Sarkozy já enfrentou outros processos desde que deixou o cargo. No ano passado, o mais alto tribunal da França confirmou sua condenação por corrupção e tráfico de influência no chamado caso das escutas, determinando que ele usasse uma tornozeleira eletrônica por um ano, algo inédito para um ex-chefe de Estado francês. O aparelho já foi retirado.

    Também em 2023, um tribunal de apelação confirmou uma condenação separada por financiamento ilegal de campanha em sua fracassada tentativa de reeleição em 2012. Uma decisão final sobre esse caso é esperada no próximo mês.

    Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy condenado a cinco anos de prisão