Autor: REDAÇÃO

  • São Paulo acerta uso do Brinco de Ouro para possível final do Paulista

    São Paulo acerta uso do Brinco de Ouro para possível final do Paulista

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – O São Paulo entrou em acordo com o Guarani para o uso do Brinco de Ouro da Princesa, estádio do clube de Campinas, para uma possível final do Paulista.

    TUDO ACORDADO

    Os clubes paulistas entraram em acordo nas últimas horas, ainda antes da definição do mando da semifinal. O acordo já estava encaminhado, em meio à ‘trinca’ de shows do AC/DC que o Morumbis receberá nos dias 24 e 28 de fevereiro e 4 de março.

    O estádio, inclusive, agendou uma troca de gramado para depois do último evento, como o UOL revelou. Organizadora dos shows, a Live Nation arcará com todos os custos.

    O São Paulo só terá mando de campo se avançar, porém, à final. Nas semis, o time enfrentará o Palmeiras, que ostenta melhor campanha, no gramado sintético da Arena Barueri, em jogo único.

    O embate acontece neste domingo, às 20h30 (de Brasília). O vencedor enfrentará Novorizontino ou Corinthians na decisão do Estadual.

    A final acontece em confrontos de ida e volta. O São Paulo só poderia decidir em casa se enfrentasse o Corinthians na decisão, já que não consegue alcançar Novorizontino na tabela geral.

    Zagueiro Gustavo Marques receberá uma multa e também não será relacionado para o confronto contra o Athletico Paranaense, na quarta-feira (25), pelo Campeonato Brasileiro

    Folhapress | 05:00 – 24/02/2026

    São Paulo acerta uso do Brinco de Ouro para possível final do Paulista

  • Governo de Ibaneis admitiu riscos em compra do Master e defendeu operação sem auditoria prévia

    Governo de Ibaneis admitiu riscos em compra do Master e defendeu operação sem auditoria prévia

    Seis dias após assumir o cargo, procurador apontou benefícios na aquisição pelo BRB e disse que riscos seriam mitigados; Procuradoria-Geral do DF diz que posição foi institucional, quando não havia certezas sobre problemas no banco de Vorcaro

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O governo de Ibaneis Rocha (MDB) no Distrito Federal admitiu a existência de riscos na aquisição da maior parte do banco Master pelo BRB (Banco de Brasília) e defendeu que uma auditoria para avaliação de ativos do banco à venda só deveria ocorrer após eventual validação do negócio.

    O documento com a posição do governo distrital, obtido pela Folha, foi assinado pelo procurador-geral do Distrito Federal, Márcio Wanderley de Azevedo, seis dias depois de ele ter sido nomeado ao cargo pelo governador e uma semana antes de o negócio ser barrado pelo Banco Central, no ano passado.

    Azevedo virou procurador-geral do DF -a função que faz a defesa jurídica do governo- em 20 de agosto de 2025. Até então, ele atuava como consultor jurídico no gabinete de Ibaneis. Em 26 de agosto, o procurador-geral elaborou o ofício, em resposta ao MPF (Ministério Público Federal), em que admite a existência de riscos e em que defende a aquisição do Master pelo BRB.

    A Procuradoria da República no DF havia expedido uma recomendação sigilosa -o caráter sigiloso se deveu à existência de dados ainda ocultos na investigação em curso no MPF- em que sugeria que o negócio não fosse levado adiante, em razão de suspeitas de fraudes e da própria incerteza sobre a existência de ativos que o Master dizia ter.

    “O Distrito Federal não nega a gravidade das considerações de risco formuladas pelo MPF e reconhece a necessidade de apuração rigorosa dos fatos noticiados”, afirmou Azevedo. “Todavia, pondera que a própria noção de vantajosidade de uma operação dessa natureza pressupõe a existência de riscos, os quais devem ser objeto de adequada mitigação antes da eventual conclusão do negócio.”

    As próprias transações anteriores entre Master e BRB -banco controlado pelo DF- já continham inconsistências grosseiras, que deveriam ser verificadas, para que fossem detectadas carteiras de créditos inexistentes e simulação de operações, conforme a recomendação do MPF emitida em agosto.

    A observação sigilosa foi enviada ao BRB, ao governo do DF e ao BC (Banco Central). Em 3 de setembro, oito dias depois de o governo do Distrito Federal responder ao MPF com insistência no negócio, o BC indeferiu a compra do Master pelo BRB.

    O banco de Daniel Vorcaro foi liquidado pelo BC mais de dois meses depois, em 18 de novembro, dia seguinte à prisão de Vorcaro em operação da PF (Polícia Federal).

    Em nota, a Procuradoria-Geral do DF afirmou que o documento encaminhado ao MPF foi uma manifestação institucional, amparada em comunicado de fato relevante ao mercado, divulgado em 22 de agosto.

    “Não houve nenhum tipo de atuação personificada do procurador-geral voltada à defesa de atos jurídicos praticados pelo BRB”, cita a nota. “A comunicação dirigida ao MPF constitui expressão regular do contraditório, ainda em agosto de 2025, quando não havia juízo de certeza sobre as apontadas inconsistências em ativos ou operações do Banco Master.”

    Afirmações feitas ao MPF também constam do fato relevante divulgado em agosto, disse a assessoria da Procuradoria-Geral, que destacou um trecho do documento enviado à Procuradoria da República: a transação, se consumada, seria “compatível com a prudência administrativa, a eficiência no emprego dos recursos públicos e a higidez do sistema financeiro”.

    A assessoria do governador disse que a resposta aos questionamentos é a fornecida pela Procuradoria-Geral do DF.

    A investigação da PF apura fraudes na venda de carteiras de crédito do Master para o BRB. A suspeita é de um esquema para simular a criação de carteiras sem lastro.

    Segundo o BC, R$ 12 bilhões em carteiras de crédito -vendidas pelo Master ao BRB- eram fraudados. O BRB diz ter recuperado cerca de R$ 10 bilhões.

    Na recomendação emitida em agosto, o MPF afirmou que relatórios de avaliação apresentados ao BRB pela PwC não tinham caráter de auditoria e não atestavam a fidedignidade dos ativos do Master.

    Além disso, conforme a Procuradoria no DF, investigações e processos administrativos levantavam suspeitas sobre fraudes, manipulação de preços, operações fictícias e uso de documentos falsos para burlar a fiscalização. Uma aquisição do Master pelo BRB poderia representar risco grave à liquidez do banco do DF, afirmou o MPF.

    O procurador-geral do governo distrital afirmou, em ofício aos procuradores Anselmo Lopes e Paulo Galvão, que não ignorava os pontos elencados e que uma decisão só seria tomada após “criteriosa avaliação dos riscos, benefícios e repercussões para o BRB”. Mesmo assim, ele defendeu a materialização da operação.

    “A negociação em andamento tem por objetivo trazer benefícios estratégicos ao Banco de Brasília que resultarão na formação de um conglomerado prudencial de alcance nacional”, disse Azevedo. “A expansão projetada ensejará a consolidação de um banco mais robusto e competitivo.”

    A operação não seria concluída sem a realização de uma auditoria que confirmasse preços, segundo o procurador-geral. Isso já havia sido expresso em um comunicado de fato relevante do BRB divulgado em 22 de agosto, segundo Azevedo.

    Essa auditoria, porém, só seria contratada após eventual chancela da operação pelo BC, afirmou o representante do governo Ibaneis no ofício ao MPF.

    “A verificação a posteriori busca assegurar cautela e responsabilidade administrativa, uma vez que os gastos com auditoria externa somente se justificarão caso o processo regulatório tenha continuidade”, disse o procurador-geral do DF.

    Além disso, segundo ele, o acesso às informações do Master estava protegido por sigilos bancário, comercial e concorrencial. “A liberação regulatória constitui condição indispensável para que o BRB receba todos os dados e possa conduzir as auditorias de forma completa.”

    O governador fez defesas públicas do processo de compra do Master pelo BRB, inclusive após o BC indeferir o negócio.

    Em depoimento à PF em 30 de dezembro, Vorcaro afirmou ter conversado mais de uma vez com Ibaneis sobre a venda do Master ao BRB.

    No depoimento, o ex-banqueiro afirmou que tratou do assunto da venda com o governador “em algumas poucas oportunidades”, com a participação de outras pessoas. Disse ainda que Ibaneis já esteve na casa dele e que já foi à residência do governador.

    Ibaneis negou ter tratado com Vorcaro sobre operações do BRB e do Master.

    Governo de Ibaneis admitiu riscos em compra do Master e defendeu operação sem auditoria prévia

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  • Valdemar critica Kassab e diz que não haverá espaço para terceira via na eleição

    Valdemar critica Kassab e diz que não haverá espaço para terceira via na eleição

    Em jantar na Faria Lima, presidente do PL também defendeu que seu partido ocupe vaga de vice na chapa de Tarcísio; Valdemar disse em evento que Kassab errou ao não ser vice de governador em 2022 e agora disputa o posto

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, criticou Gilberto Kassab, presidente do PSD, em um jantar na noite desta segunda-feira (23), com empresários na região da Faria Lima, em São Paulo, e disse duvidar que o colega consiga lançar à Presidência algum dos três pré-candidatos da sigla.

    “Não há possibilidade de ter dois candidatos no segundo turno que não sejam [o presidente] Lula [do PT] e o [senador] Flávio Bolsonaro [PL]”, disse Valdemar, ao lado do presidente do União Brasil, Antônio Rueda.

    “O ideal seria que nós nos uníssemos no primeiro turno para a gente poder matar esse assunto no primeiro turno.”

    Valdemar disse ainda que o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, não teria eleitorado forte fora de seu estado. Ele não citou o terceiro pré-candidato da sigla, Eduardo Leite, governador do Rio Grande do Sul.

    “Acho que vão ter muita, muita dificuldade de lançar candidato pelo PSD”, disse o presidente do PL.

    Valdemar afirmou também aos empresários presentes que Kassab errou, em 2022, ao não se lançar como vice de Tarcísio de Freitas (Republicanos) para o Governo de São Paulo. “Olha o erro que ele [Kassab] cometeu, pois não colocou o nome dele como vice [de Tarcísio] porque ele queria apoiar o Tarcísio para trabalhar contra o Rodrigo Garcia. E aí ele não pôs o nome dele de vice e, hoje, ele [Kassab] dá a vida para ser vice dele [Tarcísio]”, disse.

    Após o evento, em entrevista a jornalistas, Valdemar disse ainda avaliar ser possível que Kassab apoie Lula em um eventual segundo turno contra Flávio. “É lógico [que é possível]. Eles têm três ministérios”, afirmou, referindo-se ao PSD.

    A avaliação entre políticos de São Paulo é que a relação entre Kassab e Tarcísio se desgastou diante da insistência do presidente do PSD em manter o cargo de vice na chapa de reeleição do governador, enquanto atuava para ampliar o número de políticos de seu partido e articular uma candidatura presidencial.

    Valdemar, ainda durante entrevista aos jornalistas após o evento, defendeu que o posto de vice seja ocupado pelo PL, uma vez que a legenda tem maior bancada na Assembleia Legislativa.

    “Na outra eleição, eu cedi para o Kassab, que a vice era nossa, e agora é a nossa vez, que a gente tem a maior bancada. Agora, quem decide é ele [Kassab]”, disse.

    Na semana passada, vieram à tona informações de que o vice-governador, Felício Ramuth (PSD), teve US$ 1,6 milhão bloqueados pela Justiça de Andorra sob suspeita de lavagem de dinheiro. O vice-governador nega ter cometido ilícitos e disse que o dinheiro no exterior havia sido declarado à Receita Federal. Valdemar disse lamentar a divulgação das informações e afirmou que elas podem enfraquecer sua tentativa de se manter na chapa.

    Durante o evento, Valdemar também minimizou as investidas jurídicas da oposição por propaganda eleitoral antecipada, decorrentes do desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói, do Rio de Janeiro, que homenageou o presidente Lula.

    “Isso [elogiar o presidente] é um direito deles, e o processo aí é um processo absurdo, porque só dá multa”, disse. Valdemar, contudo, afirmou aos presentes que seu partido havia feito uma pesquisa interna, não registrada, após o Carnaval, no estado de São Paulo, que mostrou que o presidente teria perdido votos com o desfile.

    Valdemar critica Kassab e diz que não haverá espaço para terceira via na eleição

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  • Professor comenta vaias para Virginia na Sapucaí: "Minha parte eu fiz"

    Professor comenta vaias para Virginia na Sapucaí: "Minha parte eu fiz"

    O professor Carlinhos Salgueiro expressou tristeza pela recepção do público durante o desfile da Grande Rio com Virginia, na Sapucaí, no Rio de Janeiro

    Carlinhos Salgueiro, professor de samba que ajudou Virginia Fonseca na preparação para o desfile da Grande Rio no Carnaval de 2026, comentou sobre a estreia da influenciadora como rainha de bateria.

    Após Virginia ser vaiada durante o desfile da Grande Rio, na Marquês de Sapucaí, Carlinhos comentou sobre a apresentação da influenciadora em entrevista ao site ‘Metrópoles’.

    “Minha parte eu fiz. Eu fui contratado para fazer o samba”, afirmou, ressaltando que seu compromisso estava ligado à performance na avenida: “Eu dei o meu melhor.”

    Segundo Carlinhos, o que foge à preparação não estava sob seu controle. Ele disse ter ficado triste com a reação do público e classificou as vaias como um momento difícil. “Eu fiquei muito triste com as vaias. Eu achei uma falta de respeito com a escola”, disse.

    O profissional também agradeceu a diretoria da agremiação, citando o presidente Jayder Soares e a vice-presidente Tatiane Feiticeira, afirmando que ambos deram “todo o apoio” necessário durante o processo.

     
     
     

     
     
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  • Austrália: médico é acusado de tirar útero e ovário de mulheres saudáveis

    Austrália: médico é acusado de tirar útero e ovário de mulheres saudáveis

    Várias mulheres acusam um ginecologista australiano de remover órgãos devido à suspeita de endometriose, apesar da falta de evidências que comprovem o diagnóstico. A polícia local está a investigar as denúncias

    Um cirurgião de Melbourne, na Austrália, está sendo acusado por várias pacientes (e até por outros médicos) de realizar cirurgias, incluindo de remoção de órgãos, sob o pretexto de um diagnóstico de endometriose grave, a mulheres com poucos ou nenhuns sintomas.

    Segundo a emissora australiana ABC, algumas destas mulheres foram sujeitas à remoção do útero e dos ovários, mesmo sem apresentar praticamente nenhum sinal de endometriose. Várias pacientes relatam sentir dores durante meses ou anos após a cirurgia.

    O médico, Simon Gordon, foi afastado do Hospital Privado Epworth (o maior hospital privado do estado de Victoria) em outubro, quando a administração descobriu que o programa Four Corners estava investigando ele. O cirurgião optou por se aposentar no fim de semana seguinte. 

    O especialista negou qualquer irregularidade e disse à ABC que nunca realizou cirurgias de endometriose sem estar “absolutamente convencido” dos seus benefícios para as pacientes.

    “Durante gerações, a dor sofrida pelas mulheres foi ignorada, minimizada e não tratada”, disse ele. “A minha preocupação era tentar aliviar a dor e restaurar a qualidade de vida das pacientes, um grupo antes negligenciado e desconsiderado.”

    “Ao longo da minha carreira em ginecologia, sempre agi de forma ética e responsável com as minhas pacientes”, assegurou ainda.

    Contudo, a investigação, que durou sete meses, gerou diversas queixas de médicos e pacientes à administração do hospital e aos órgãos reguladores da área médica.

    A maioria das mulheres entrevistadas pelo programa Four Corners tinha sido submetida ao chamado procedimento 35641, destinado a casos de endometriose grave, em circunstâncias nas quais os seus exames não apresentavam endometriose ou apenas uma endometriose leve.

    Esta cirurgia custa mais de mil dólares (cerca de 5,2 mil reais), um valor significativamente maior do que outros que cobrem procedimentos como a laparoscopia, para casos de endometriose menos grave.

    Entre as pessoas que receberam queixas sobre o Gordon em Epworth, estavam três diretores de serviços médicos e uma enfermeira-chefe que supervisionava as enfermeiras do centro cirúrgico.

    A endometriose grave, ou “endometriose infiltrativa profunda”, afeta apenas cerca de 20% das mulheres com a doença. Ginecologistas entrevistados pela ABC afirmaram que submetem as pacientes à cirurgia 35641 apenas em circunstâncias muito raras.

    A primeira-ministra de Victoria, Jacinta Allan, já reagiu à reportagem, afirmando estar indignada com as alegações e garantindo que as denunciou à polícia.

    “Remover os órgãos de uma mulher sem necessidade clínica é crime”, afirmou em um comunicado divulgado na terça-feira. A polícia local confirmou posteriormente que estava investigando as denúncias.

    Ao longo dos últimos cinco anos, médicos e pacientes apresentaram diversas queixas sobre os métodos do médico Simon Gordon à Agência Reguladora de Profissionais de Saúde da Austrália.

    Os focos de endometriose encontram-se mais frequentemente nos ovários, nas trompas, nos ligamentos que sustentam o útero e no revestimento da cavidade pélvica ou abdominal. Os principais sintomas são a dor menstrual (dismenorreia), dor na relação sexual (dispareunia), dor ao evacuar (disquezia) e dor ao urinar (disúria). No entanto, há outras dores associadas como a abdominal ou torácica e cada doente apresenta sintomas e níveis muito distintos de dor.

    Austrália: médico é acusado de tirar útero e ovário de mulheres saudáveis

  • STF tende a confirmar liminar de Dino sobre penduricalhos em aposta para limpar imagem

    STF tende a confirmar liminar de Dino sobre penduricalhos em aposta para limpar imagem

    O julgamento é visto por ministros como uma oportunidade de acenar à sociedade e recompor, pelo menos em parte, a imagem do Supremo

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O plenário do STF (Supremo Tribunal Federal) tende a referendar a liminar do ministro Flávio Dino que suspendeu os penduricalhos nos salários de servidores públicos, embora haja ressalvas quanto ao método utilizado pelo relator para proferir sua decisão.

    Previsto para esta quarta-feira (25), em sessão presencial, o julgamento é visto por ministros como uma oportunidade de acenar à sociedade e recompor, pelo menos em parte, a imagem do Supremo, desgastada pelas repercussões do inquérito sobre o Banco Master.

    O principal desconforto de uma ala de ministros é com o fato de Dino ter analisado uma reclamação que dizia respeito tão somente a procuradores municipais de Praia Grande (SP) e estendido seus efeitos para o funcionalismo público de todos os níveis da federação.

    Na liminar, Dino justifica essa ampliação, afirmando que “a controvérsia ultrapassa os limites subjetivos do caso concreto” e que é necessário “impor uma jurisprudência estável, íntegra e coerente, atendendo aos princípios da isonomia e da segurança jurídica”.

    O STF analisou pelo menos 12.925 processos sobre o teto do funcionalismo público desde 2000. De acordo com Dino, “não é razoável” que a corte continue arbitrando “caso a caso” indefinidamente.

    Outra ponderação que deve ser levada a debate no plenário, especificamente quanto aos supersalários da magistratura, é de que a regulamentação do tema fique a cargo do CNJ (Conselho Nacional de Justiça).

    Ainda que possam surgir divergências pontuais durante o julgamento, cinco ministros ouvidos reservadamente pela Folha afirmam que a expectativa é de que a decisão de Dino seja confirmada, uma vez que o STF tem jurisprudência firme contra os penduricalhos.

    Em processos similares já julgados pela corte, prevaleceu entre os ministros o entendimento de que essas gratificações não têm natureza indenizatória e, portanto, não podem ser adicionadas à remuneração sem o desconto do “abate-teto”.

    Um dos casos mais inusitados e frequentemente lembrado por ministros é o de um adicional de 40% pago a juízes estaduais do Acre apenas pelo fato de terem curso superior. O benefício foi suspenso pelo Supremo em 2019.

    Em 2023, o STF foi unânime ao declarar inconstitucional a lei que criava o “auxílio-aperfeiçoamento profissional” para que magistrados de Minas Gerais comprassem livros jurídicos e materiais de informática.

    Na quinta-feira (19), em um complemento à liminar, o ministro decidiu proibir a aplicação ou a edição de novas leis que permitam o pagamento de salários ou de verbas indenizatórias acima do teto, fixado hoje em R$ 46.366,19 (salário pago a ministros do Supremo). Esse ponto também será debatido pelo plenário.

    Como mostrou a Folha, a decisão de Dino suspendendo os penduricalhos para servidores municipais, estaduais e federais foi vista como um recado ao presidente da corte, Edson Fachin, expondo um embate interno em torno de uma agenda ética para o tribunal.

    Interlocutores de Dino afirmam que o ministro quis mostrar que o verdadeiro código de conduta para a magistratura passa pela revisão dos supersalários e que fixar regras para a realização de palestras, por exemplo, é algo secundário nesse contexto.

    As regras de conduta são uma aposta de Fachin para tentar restaurar a confiança da sociedade no Supremo, especialmente depois da crise que levou o ministro Dias Toffoli a deixar a relatoria dos inquéritos do Master, agora conduzidos por André Mendonça.

    Os ministros rejeitaram uma arguição de suspeição aberta a partir de relatório da PF (Polícia Federal), que localizou menções a Toffoli em mensagens no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master e principal investigado da Operação Compliance Zero.

    Toffoli nega irregularidades e diz que a PF se baseia em “ilações”. O ministro admite ser sócio da empresa Maridt, que vendeu uma participação no resort Tayayá ao fundo Arleen, ligado ao Master. Porém, afirma não ter qualquer relação de amizade com Vorcaro.

    O ministro Alexandre de Moraes também está no centro dos desgastes derivados do Master, já que o escritório de sua esposa, a advogada Viviane Barci, firmou um contrato de R$ 3,6 milhões mensais com a instituição financeira para representá-la na Justiça.

    O ministro disse, em pronunciamento público durante sessão no STF, que qualquer juiz está impedido de julgar casos cuja banca de advogados inclua um parente. Ele mandou a PF investigar vazamentos de dados fiscais sigilosos de ministros da corte e de seus familiares.

    Na decisão em que suspende os penduricalhos, Dino citou violação ao princípio da moralidade e os caracterizou como um “fenômeno da multiplicação anômala das verbas indenizatórias” que alcançou “patamares absolutamente incompatíveis” com a Constituição.

    Auxiliares de Fachin afirmam que a decisão sobre os supersalários não foi interpretada pelo presidente do Supremo como um recado negativo, já que ele próprio enfrenta o tema no CNJ no âmbito do Observatório da Transparência, criado no primeiro dia de sua gestão.

    Cerca de duas horas depois da decisão de Dino, no intervalo da sessão plenária, Fachin conversou com os pares e decidiu que o melhor seria lidar com o tema o quanto antes, marcando o julgamento ainda para fevereiro, em sessão presencial.

    STF tende a confirmar liminar de Dino sobre penduricalhos em aposta para limpar imagem

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  • Justiça libera R$ 1,4 bilhão do INSS; veja quem recebe

    Justiça libera R$ 1,4 bilhão do INSS; veja quem recebe

    87 mil segurados serão contemplados em 65,3 mil processos com decisões definitivas; dinheiro deve ser depositado até o início de março

    O Conselho da Justiça Federal (CJF) liberou R$ 1,4 bilhão para o pagamento de atrasados do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a aposentados, pensionistas e outros beneficiários que venceram ações judiciais contra o órgão.

    Os valores correspondem a Requisições de Pequeno Valor (RPVs) — dívidas de até 60 salários mínimos (R$ 97.260, em 2026).

    Ao todo, 87 mil segurados serão contemplados em 65,3 mil processos com decisões definitivas, sem possibilidade de recurso.

    O dinheiro deve ser depositado até o início de março, conforme o cronograma de cada Tribunal Regional Federal (TRF).

    Quem tem direito?

    Recebem neste lote os segurados que:

    • ganharam ação judicial contra o INSS;
    • com valores de até 60 salários mínimos a receber (RPV);
    • com ordem de pagamento emitida pelo juiz em janeiro de 2026;
    • com processo totalmente encerrado (transitado em julgado); e
    • herdeiros de beneficiários falecidos, desde que comprovem vínculo legal.

    Quais benefícios entram?

    As ações envolvem concessão ou revisão de:

    • aposentadorias (idade, tempo de contribuição, invalidez e da pessoa com deficiência);
    • pensão por morte;
    • auxílios, como auxílio-doença; e
    • benefício de Prestação Continuada (BPC).

    Os atrasados são valores retroativos pagos após decisão judicial favorável ao segurado.

    RPV ou precatório: qual a diferença?

    • RPV: até 60 salários mínimos. Pagamento em até 60 dias após a ordem judicial
    • Precatório: acima desse valor. Pago uma vez por ano, conforme calendário federal

    Na consulta do processo, a sigla RPV indica requisição de pequeno valor; “PRC” identifica precatório.

    Como consultar o pagamento?

    O Conselho da Justiça Federal repassa os recursos aos seis TRFs do país, responsáveis pelos depósitos, geralmente em contas abertas na Caixa Econômica Federal ou no Banco do Brasil.

    Para saber a data e o valor:

    • acesse o site do TRF responsável pelo processo (links na tabela abaixo);
    • informe CPF, número do processo, número da requisição ou OAB do advogado (conforme exigência do tribunal);
    • verifique o campo “valor inscrito na proposta”;
    • após o pagamento, o sistema exibirá o status “Pago total ao juízo”.

    Jurisdição dos TRFs

    Tribunal Regional Federal Unidades da federação
    1ª Região (sede no DF)

    DF, GO, TO, MT, BA, PI, MA, PA, AM, AC, RR, RO e AP

    2ª Região (sede no RJ)

    RJ e ES

    3ª Região (sede em SP)

    SP e MS

    4ª Região (sede no RS)

    RS, PR e SC

    5ª Região (sede em PE)

    PE, CE, AL, SE, RN e PB

    6ª Região (sede em MG)

    MG

    Quanto cada TRF vai pagar?

    Valores previdenciários/assistenciais (RPVs do INSS)

    TRF Valor liberado Beneficiários
    1ª Região

    R$ 380.608.873

    19.826
    2ª Região

    R$ 85.873.540

    5.289
    3ª Região

    R$ 127.892.614

    5.223
    4ª Região

    R$ 437.462.566

    29.999

    5ª Região R$ 193.410.882

    15.871

    6ª Região R$ 169.208.914

    10.796

    Total R$ 1,39 bilhão

    87.004

     

    Justiça libera R$ 1,4 bilhão do INSS; veja quem recebe

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  • Ubisoft está desenvolvendo novos "Assassin’s Creed" e "Far Cry"

    Ubisoft está desenvolvendo novos "Assassin’s Creed" e "Far Cry"

    Apesar das recentes demissões e cancelamento de projetos, o CEO da Ubisoft garante que a empresa francesa se encontra trabalhando em vários jogos de duas das suas principais propriedades intelectuais: “Assassin’s Creed” e “Far Cry”

    O CEO da Ubisoft, Yves Guillemot, concedeu uma entrevista à revista Variety onde revelou que a editora francesa tem vários jogos da saga “Assassin’s Creed” em produção, apontando que também há dois títulos da série “Far Cry” em desenvolvimento.

    As declarações de Guillemot chegam em um momento em que a Ubisoft está passando por uma reestruturação que, de acordo com o próprio, resulta em um foco renovado da empresa francesa nas suas propriedades intelectuais mais populares e lucrativas.

    No caso de “Assassin’s Creed”, o CEO da Ubisoft revelou que, entre os jogos que estão sendo produzidos, há tanto experiências para um jogador como jogos online. Já “Far Cry”, terá aparentemente direito a um novo capítulo da linha principal da série bem como um “spin-off”.

    Apesar disso, ainda não se sabe quando é que a Ubisoft pretende lançar os próximos jogos destas propriedades intelectuais.

    O que se sabe, contudo, é que a Ubisoft decidiu demitir cerca de 40 pessoas no seu estúdio de Toronto, no Canadá – responsável por jogos como “Watch Dogs: Legion” e “Far Cry 6”.

    “Esta decisão não foi tomada de forma leve e não reflete de forma nenhuma o talento, dedicação e contribuições das pessoas impactadas”, pode se ler no comunicado compartilhado pela Ubisoft com o site Mobile Syrup. “De momento, a nossa prioridade é apoiá-los nesta transição com indenizações abrangentes e um robusto programa de colocação profissional”.

    Vale lembrar que este estúdio da Ubisoft é o mesmo que se encontra trabalhando no remake do primeiro título da série “Splinter Cell”, anunciado em 2021. O desenvolvimento do jogo não terá sido impactado.

    Ubisoft está desenvolvendo novos "Assassin’s Creed" e "Far Cry"

  • Wanessa Camargo vive romance com ator Bruno Bevan

    Wanessa Camargo vive romance com ator Bruno Bevan

    Bruno Bevan é ator e já participou de algumas novelas da TV Globo, como “O Outro Lado do Paraíso” (2014), “A Dona do Pedaço” (2017) e “Além da Ilusão” (2022)

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Wanessa Camargo, 43, está conhecendo melhor o ator Bruno Bevan, 37. A informação foi publicada pelo Metrópoles e confirmada pela assessoria da cantora à reportagem.

    Segundo o Metrópoles, Wanessa e Bruno foram vistos trocando carinhos durante a Sapucaí. A assessoria da artista confirmou que eles estão “se conhecendo”.

    Natural de Niterói (TJ), Bruno Bevan atuou em novelas da Globo. Ele participou de “O Outro Lado do Paraíso” (2014), “A Dona do Pedaço” (2017) e “Além da Ilusão” (2022).

    Nas redes sociais, ele compartilha registros de viagens e da prática de esportes, como surfe e musculação. Bruno também é modelo, além de ser formado em publicidade.

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  • Alckmin diz que redução da jornada de trabalho é tendência mundial

    Alckmin diz que redução da jornada de trabalho é tendência mundial

    Em reunião, presidente da Fiesp, Paulo Skaf, disse que discussão da escala 6 por 1 não combina com ano eleitoral; vice-presidente disse se tratar de consequência de uma maior automação da economia

    O presidente da República em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, assinou na noite desta segunda-feira (23) um acordo de cooperação com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para promover e fortalecer as ações de combate a práticas desleais e ilegais no comércio exterior brasileiro.

    No evento, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, aproveitou a cerimônia de assinatura dos protocolos de intenções para pedir ao presidente em exercício que a discussão sobre o fim da escala 6×1 seja adiada para o próximo ano, principalmente por este ser um ano de eleições. 

    “A gente precisa que essa discussão vá para 2027. Nós estamos abertos sempre a debater tudo. Só que em ano eleitoral as emoções, os sentimentos, as motivações, muitas vezes se conflituam com os interesses do país”, disse Skaf. 

    Em resposta, Alckmin defendeu a necessidade de mudanças na jornada de trabalho e destacou que isso vem acontecendo em todo o mundo. 

    “Há uma tendência mundial de você ter uma redução. Aliás, isso já vem acontecendo. Então, esse é um debate que não deve fazer corridas e deve ser aprofundado, já que você tem situações muito distintas dentro do próprio setor produtivo. Mas isso é uma tendência”, declarou o presidente em exercício. 

    Defesa comercial

    Ao lado do presidente da Fiesp, Alckmin assinou dois documentos: um protocolo de intenções sobre defesa comercial e outro sobre ambiente regulatório e que pretende combater a burocratização e promover a competitividade.

    “A cooperação com o setor produtivo na defesa comercial vai contribuir para fortalecer o comércio justo e promover um ambiente concorrencial mais equilibrado”, defendeu Alckmin.

    Segundo a Fiesp, o protocolo sobre defesa comercial tem por objeto estabelecer bases para a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, com vistas à promoção do comércio justo e ao adequado uso pelo Brasil dos instrumentos de defesa comercial e de combate a práticas desleais e ilegais de comércio previstos na legislação nacional e internacional. Uma das ações previstas é a criação de uma calculadora de margem de dumping, além do compartilhamento de experiências e ferramentas técnicas.

    O segundo protocolo trata mais especificamente sobre ambiente regulatório e tem por objetivo estabelecer bases para a cooperação institucional entre o ministério e a Fiesp, buscando promover a desburocratização, fortalecer e promover a competitividade e a qualidade regulatória no país, reduzir custos regulatórios e administrativos para empresas e sociedade e desenvolver ações para que reduzam barreiras e custos sistêmicos para empreender e investir no Brasil. Nessa proposta está prevista, por exemplo, a ampliação da digitalização dos serviços públicos e integração dos sistemas.

    “Nós vamos tomar uma medida hoje formal, objetivando avançarmos e termos no Brasil, realmente, uma defesa comercial eficiente, para que a gente não possa permitir que os nossos setores e os nossos empregos sejam atacados de uma forma injusta”, disse Skaf na cerimônia de assinatura, que ocorreu durante a reunião da diretoria da Fiesp.

    Selic

    Em fala à diretoria da entidade, Alckmin disse ainda estar confiante que o Comitê de Política Monetária (Copom) comece, já em sua próxima reunião agendada para março, a reduzir a taxa básica de juros (Selic), atualmente estabelecida em 15% ao ano. “Estamos confiantes de que na próxima reunião do Copom comece a redução da taxa de juros”, disse ele.

    Segundo o presidente em exercício, isso deve ocorrer por causa da apreciação do real e da desinflação dos alimentos. “Nós devemos ter aí uma melhora”, acrescentou Alckmin, sobre sua expectativa de melhora na economia com a tendência de redução da taxa de juros.

    Taxação

    Aos empresários e industriais presentes à reunião da Fiesp, Alckmin voltou a falar hoje que considera positiva para o Brasil a nova tarifa global de 15% que foi estabelecida nesta semana pelo governo dos Estados Unidos.

    A medida, que foi anunciada por Trump como uma resposta à decisão da Suprema Corte de derrubar as tarifas sobre produtos importados que haviam sido impostas globalmente por ele no ano passado, foi aplicada a todos os países e representa uma mudança em relação às tarifas anteriores, que variavam por nação.

    “O país mais beneficiado no mundo [com essa decisão] foi o Brasil”, disse Alckmin, reforçando que o problema maior era quando os Estados Unidos haviam taxado apenas o Brasil.

    “O problema dos 10% + 40% [de taxas] era um problemão [para o Brasil]. Mas essa decisão de 15% não tem problema porque são 15% para nós e para o mundo inteiro. Agora, o país mais beneficiado no mundo foi o Brasil. Abre aí uma avenida em termos de voltar a ter um comércio exterior importante com os Estados Unidos”, afirmou.

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