Atriz relata que criminoso usava mochila semelhante à de aplicativo de entrega para se aproximar e quase levou seu celular. Ela conseguiu reagir a tempo e fez alerta sobre golpes e a sensação de insegurança nas ruas
RIO DE JANEIRO, RJ (CBS NEWS) – A atriz Bárbara Borges usou as redes sociais para alertar seguidores após sofrer uma tentativa de assalto em Copacabana, na zona sul do Rio de Janeiro. O episódio aconteceu no domingo (22), mas foi relatado por ela nesta segunda-feira (23).
Segundo a artista, a abordagem partiu de um homem em uma moto, que usava uma mochila com identidade visual semelhante à de aplicativos de entrega. Bárbara contou que havia acabado de almoçar na região e, ao parar na porta do restaurante para mandar uma mensagem, acabou se expondo.
Mesmo ciente do risco, ela disse que acreditou que seria algo rápido. “Pensei: ‘vai ser rapidinho’. Comecei a escrever, mas a gente vive em estado de alerta”, relatou.
A atriz percebeu a aproximação a tempo de reagir. Ao notar a moto subindo na calçada em sua direção, conseguiu segurar o celular com firmeza. “Identifiquei a logo e, em segundos, a moto já estava vindo para cima de mim. Deu tempo de travar o celular com a mão”, afirmou.
Campeã de A Fazenda 14, exibida pela Record em 2022, ainda descreveu o momento da tentativa de roubo: “Senti a mão da pessoa batendo nos meus dedos, mas ele não conseguiu pegar direito. Teve um solavanco e ele foi embora”, contou. “Tudo muito rápido”.
Após a ação, pessoas que estavam na rua se aproximaram para ajudá-la. Já em casa, Bárbara disse que ainda lidou com o impacto emocional da situação. Segundo ela, a adrenalina permaneceu alta e o episódio voltou à mente repetidas vezes antes de dormir. “Fiquei revisitando toda hora aquele momento e os segundos em que tensionei meu corpo. Eu sabia do risco e, ainda assim, pensei: ‘poxa, rapidinho’, porque a gente sempre acha que nunca vai acontecer com a gente”, comentou.
Por fim, Bárbara fez um alerta sobre o uso indevido de elementos visuais de aplicativos por criminosos e criticou a falta de segurança: “Estamos vulneráveis, porque vivemos uma falha estrutural do nosso Estado, que não entrega para a sociedade o básico, que é a segurança. Acaba sobrando o quê? Para a gente”.

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