Categoria: ECONOMIA

  • Massa de renda no Brasil alcançou novo recorde aos R$ 357,265 bi, aponta IBGE

    Massa de renda no Brasil alcançou novo recorde aos R$ 357,265 bi, aponta IBGE

    O rendimento médio real dos trabalhadores também subiu para R$ 3.528 no período

    A massa de salários em circulação na economia brasileira renovou patamar recorde no trimestre encerrado em outubro, totalizando R$ 357,265 bilhões. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O rendimento médio real dos trabalhadores também subiu ao ápice da série, para R$ 3.528 no período.

    O resultado da massa de renda significou um aumento de R$ 16,903 bilhões no período de um ano, alta de 5,0% no trimestre encerrado em outubro de 2025 ante o trimestre terminado em outubro de 2024. Na comparação com o trimestre terminado em julho de 2025, a massa de renda real cresceu 0,9% no trimestre terminado em outubro, R$ 3,292 bilhões a mais.

    O rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve uma alta real de 0,8% na comparação com o trimestre até julho, R$ 27 a mais. Em relação ao trimestre encerrado em outubro de 2024, a renda média real de todos os trabalhadores ocupados subiu 3,9%, R$ 131 a mais.

    A renda nominal, ou seja, antes que seja descontada a inflação no período, cresceu 1,3% no trimestre terminado em outubro ante o trimestre encerrado em julho. Já na comparação com o trimestre terminado em outubro de 2024, houve elevação de 9,0% na renda média nominal.

    Massa de renda no Brasil alcançou novo recorde aos R$ 357,265 bi, aponta IBGE

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  • Brasil faz acordo de exportações com Filipinas, Guatemala e Nicarágua

    Brasil faz acordo de exportações com Filipinas, Guatemala e Nicarágua

    Ministério das Relações Exteriores diz que acordos reforçam estratégia de diversificação de destinos

    O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias e fitossanitárias com Filipinas, Guatemala e Nicarágua para aumentar exportações de produtos agropecuários para esses países.

    Nas Filipinas, as autoridades sanitárias aprovaram a exportação de gordura bovina, insumo utilizado na indústria de alimentos e na produção de energia de baixo carbono, especialmente o diesel verde e o sustainable aviation fuel (SAF).

    Entre janeiro e outubro de 2025, o país do sudeste asiático importou quase US$ 1,5 bilhão em produtos agropecuários do Brasil. 

    Na Nicarágua, as autoridades fitossanitárias autorizaram o Brasil a exportar sementes de milheto, crotalária e nabo, insumos para a agricultura tropical, que contribuem para o aumento da produtividade e a redução da dependência de fertilizantes minerais. Entre janeiro e outubro de 2025, a Nicarágua importou cerca de US$ 55 milhões em produtos agropecuários do Brasil.

    Já na Guatemala, o governo brasileiro obteve autorização fitossanitária para exportar arroz beneficiado. Em 2025, até outubro, o país importou mais de US$ 192 milhões em produtos agropecuários do Brasil.

    “Os resultados reforçam a estratégia de diversificação de destinos e de produtos, incluindo itens de maior valor agregado”, disse em nota o Ministério das Relações Exteriores (MRE).

    Brasil faz acordo de exportações com Filipinas, Guatemala e Nicarágua

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  • Consumidor terá redução no preço da energia elétrica em dezembro

    Consumidor terá redução no preço da energia elétrica em dezembro

    Segundo Aneel, bandeira tarifária passa de vermelha para amarela

    A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou nesta sexta-feira (28) que a bandeira tarifária em dezembro passou da vermelha no patamar 1, em novembro, para amarela em dezembro.

    Isso significa que a pessoa deixa de pagar R$ 4,46 a cada 100 quilowatts-hora (KW/h) consumidos e passa a pagar R$ 1,885.

    De acordo com a Aneel, a entrada do período chuvoso no país, a previsão de chuvas para dezembro é superior às chuvas que ocorreram em novembro, na maior parte do país. 

    “Contudo, essa expectativa de chuvas está, em geral, abaixo da sua média histórica para esse mês do ano. Diante de condições de geração de energia um pouco mais favoráveis, foi possível mudar da bandeira vermelha patamar 1 para amarela. Por isso, o acionamento das termelétricas continua sendo essencial para atender à demanda”, informou a Agência.A Aneel acrescentou “que a geração solar é intermitente e não fornece energia de forma contínua, especialmente no período noturno e nos horários de maior consumo”. A redução ocorre após a adoção da bandeira vermelha patamar 1 em outubro e novembro.

    Em agosto e setembro, a Aneel havia acionado a bandeira vermelha patamar 2, com adicional de R$ 7,87 por 100 kWh.

    Custos extras

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimos a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos.

    Consumidor terá redução no preço da energia elétrica em dezembro

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  • CNU 2025: locais das provas discursivas serão divulgados nesta segunda

    CNU 2025: locais das provas discursivas serão divulgados nesta segunda

    A prova discursiva do concurso unificado será realizada em 7 de dezembro e será aplicada em 228 cidades

    Os candidatos da segunda edição Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2025) aprovados na primeira etapa do certame e classificados para a segunda etapa poderão conferir locais das provas discursivas a partir das 16h de segunda-feira (1º), no horário de Brasília.

    A informação estará disponível no cartão de confirmação de inscrição que poderá ser acessado na página virtual do concurso, no site da Fundação Getúlio Vargas (FGV), banca examinadora do processo seletivo. Basta digitar o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e senha da plataforma Gov.br.

    A prova discursiva do concurso unificado será realizada em 7 de dezembro e será aplicada em 228 cidades, de todas as regiões do país, como ocorreu na primeira etapa, em 5 de outubro.

    Cartão de confirmação

    O documento do CNU 2025 é individual para cada um dos 42.499 candidatos aprovados e classificados nas provas objetivas do certame, realizadas em outubro.A lista dos convocados pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) foi divulgada em 12 de novembro e pode ser conferida  no site da FGV.

    Os 42,5 mil candidatos terão, além da informação sobre os locais das provas discursivas, o número de inscrição, a data, a hora e o local de prova.  O documento ainda pode registrar se a pessoa inscrita tem direito a atendimento especializado ou tratamento pelo nome social, se for o caso.

    Apesar de não ser obrigatório, o MGI e a FGV recomendam levar o cartão impresso no dia da realização da prova para facilitar a localização.

    Prova discursiva

    Para cargos de blocos temáticos de nível superior, a prova será formada por duas questões, valendo 22,5 pontos cada, totalizando 45 pontos. 

    Para nível intermediário, a avaliação será composta por uma redação dissertativo-argumentativa, com valor total de 30 pontos.

    Os textos deverão ter até 30 linhas e serão avaliados a partir de dois critérios:

    conhecimentos específicos (50% da nota total para nível superior);domínio da língua portuguesa (50% da nota para os cargos de nível superior e 100% para nível intermediário).

    A prova deve ser escrita à mão, com caneta esferográfica azul ou preta, e somente o texto transcrito na folha definitiva será considerado para correção.

    Horários das provas

    Para cargos de nível superior, a prova discursiva será realizada das 13 horas às 16 horas, no horário de Brasília.

    Já os candidatos a cargos de nível intermediário farão as provas em horário reduzido: das 13h às 15h.

    Os portões serão fechados às 12h30, meia hora antes do início das discursivas.

    CNU 2025

    O chamado Enem dos Concursos oferece 3.652 vagas distribuídas em 32 órgãos do governo federal. Do total, 3.144 são para cargos de nível superior e as demais (508) são de nível intermediário.

    O CNU também tem o objetivo de formar um banco de candidatos aprovados em lista de espera para cargos de níveis superior e intermediário.

    O MGI informa que 2.480 vagas são de preenchimento imediato e as outras 1.172 vagas para provimento no curto prazo, após a homologação dos resultados​.

    Os cargos serão agrupados em nove blocos temáticos. O MGI repetiu o modelo adotado na primeira edição do CNU, o de inscrição do candidato para diferentes cargos dentro do mesmo bloco, com definição de lista de preferência​ pelo próprio candidato.

    CNU 2025: locais das provas discursivas serão divulgados nesta segunda

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  • Black Friday 2025 começa com alta de 24,5% no faturamento do ecommerce

    Black Friday 2025 começa com alta de 24,5% no faturamento do ecommerce

    Primeiras 12 horas somam R$ 1,69 bilhão em vendas, afirma empresa de monitoramento; número de itens sobe, mas tíquete médio cai para R$ 518

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ecommerce brasileiro abriu a Black Friday 2025 com ritmo forte de vendas. Nas primeiras 12 horas desta sexta-feira (28), as lojas virtuais faturaram R$ 1,69 bilhão, crescimento de 24,5% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo a Confi Neotrust, que acompanha transações reais do setor.

    O avanço foi puxado principalmente pelo aumento no volume de compras. Até 11h59, foram 3,27 milhões de pedidos, alta de 44% na comparação anual. A ampliação do número de itens vendidos, no entanto, veio acompanhada de uma queda no tíquete médio, que passou de R$ 609 em 2024 para R$ 518 nesta edição, um recuo de 17,8%.

    A Confi Neotrust projeta que este pode ser o melhor desempenho histórico para o evento.

    As categorias de maior faturamento até metade do dia foram smartphones, com R$ 179 milhões, seguidos de TVs (R$ 166 milhões) e geladeiras e refrigeradores (R$ 125 milhões). A tendência se aproxima do desempenho da véspera e consolida eletrônicos e eletrodomésticos como motores da data.

    A quinta-feira (27), véspera da Black Friday, também mostrou aceleração. O comércio online somou R$ 2,28 bilhões em vendas, alta de 34,1% frente ao mesmo dia do ano anterior.

    O número de pedidos disparou 63,2%, atingindo 5,9 milhões de compras. Mesmo assim, o tíquete médio também diminuiu no período, ficando em R$ 385, abaixo dos R$ 469 registrados em 2024. TVs, smartphones e calçados lideraram as vendas na quinta.

    No parcial de novembro, de 1º a 27, o setor acumulou R$ 39,2 bilhões, avanço de 36,2% em relação ao ano passado. O número de pedidos aumentou 48,8%, para 124,9 milhões, mas o tíquete médio caiu 8,5%, para R$ 313. Os dados reforçam o chamado “Black November” -movimento em que o varejo antecipa promoções para diluir a concentração de vendas apenas na sexta-feira.

    Segundo Léo Homrich Bicalho, head de negócios da Confi Neotrust, a forte antecipação das ofertas ao longo de novembro não enfraqueceu a data. “Mesmo com tíquete médio menor, a Black Friday continua sendo o momento em que o consumidor concentra compras de maior valor”, afirma.

    Os dados foram obtidos pela plataforma Hora a Hora da Confi Neotrust, que monitora transações reais de mais de 7.000 lojas parceiras. A empresa acompanha o comportamento de mais de 80 milhões de consumidores digitais e atualiza indicadores de faturamento, unidades vendidas e preços a cada hora, com recortes regionais e por categoria em mais de 2.000 subdivisões do ecommerce.

    Black Friday 2025 começa com alta de 24,5% no faturamento do ecommerce

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  • Alckmin diz que negociação com EUA não acabou e cita café solúvel, uva, máquinas e motores

    Alckmin diz que negociação com EUA não acabou e cita café solúvel, uva, máquinas e motores

    Vice-presidente ainda destacou o crescimento de 9,1% na exportação brasileira mesmo com tarifaço de Trump

    O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse que a negociação com os EUA para reverter o tarifaço “não acabou” depois que o presidente norte-americano Donald Trump retirou a sobretaxa de parte dos produtos atingidos. O tarifaço continua a afetar 22% das exportações brasileiras.

    “Não acabou a negociação, ela vai ter mais velocidade. Agora, o que precisa tirar? O que ainda está, o café solúvel, a uva, máquinas, motores, então você tem uma pauta aí, sapato, roupa, produto, manufatura para a gente trabalhar e poder avançar, mas já melhorou”, disse Alckmin em entrevista ao podcast Flow.

    O vice-presidente ainda destacou o crescimento de 9,1% na exportação brasileira mesmo com o tarifaço. “Isso porque o Brasil abriu mercado”, afirmou. “Na década de 80, os Estados Unidos representavam 24% da exportação brasileira. Hoje são 12%.”

    Eleições

    Alckmin disse ainda que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é o “candidato natural” para as eleições presidenciais de 2026. “Eu vejo que o presidente Lula é o candidato natural, porque onde tem reeleição, como nos Estados Unidos e no Brasil, o titular é o candidato natural, a não ser que tenha uma razão pessoal”, afirmou.

    Ele ressaltou que um ano na política “é um século” e que “tudo pode mudar”.

    Alckmin diz que negociação com EUA não acabou e cita café solúvel, uva, máquinas e motores

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  • BC proíbe fintechs sem licença bancária de usar 'bank' no nome

    BC proíbe fintechs sem licença bancária de usar 'bank' no nome

    Instituições que estejam em desacordo com nova norma devem elaborar um plano de adequação; autoridade monetária define regras para empresas que prestam serviços financeiros

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Banco Central divulgou nesta sexta-feira (28) mudanças que, na prática, proíbem fintechs sem licença bancária de usarem os termos “banco” ou “bank” no nome delas. A nova regra restringe as nomenclaturas autorizadas para as instituições reguladas no país.

    O BC também determinou que as instituições autorizadas deverão utilizar termos que deixem claro aos clientes a modalidade da instituição que está prestando o serviço.

    Fintech é o nome dado a empresas de base tecnológica que atuam em diferentes ramos do mercado, de financeiras (sociedades de crédito, financiamento e investimento) a instituições de pagamento.

    “Será vedado às instituições utilizar termos que sugiram atividade ou modalidade de instituição, em português ou em língua estrangeira, para a qual não tenham autorização de funcionamento específica”, diz em nota a autoridade monetária.

    As instituições que estejam em desacordo com a nova norma devem elaborar um plano de adequação, que deverá ser apresentado ao Banco Central no prazo de 120 dias. A autoridade monetária determinou que as instituições devem se enquadrar nas novas regras em, no máximo, um ano.

    A questão já vinha sendo debatida internamente há bastante tempo pelos técnicos do BC, visando aumentar a fiscalização sobre as instituições financeiras. O tema foi tratado em consulta pública entre fevereiro e maio para coleta de subsídios à decisão.

    A autoridade monetária também anunciou regras para regular a prestação de serviços de BaaS (Banking as a Service). Esse modelo permite que empresas de diferentes segmentos do mercado ofereçam serviços financeiros que antes eram exclusividade de bancos, como conta digital e pagamentos de boletos, por exemplo.

    Nos últimos meses, o BC anunciou uma série de medidas para endurecer as regras aplicadas às instituições financeiras e reforçar a segurança do sistema nacional em resposta à infiltração do crime organizado na economia e casos de ataques hackers.

    Segundo o BC, o principal objetivo na regulação de BaaS é mitigar potenciais riscos aos clientes, incorporando adequada segurança jurídica aos negócios.

    “Adicionalmente, as regras visam a preservar a higidez do mercado financeiro e do sistema de pagamentos, promovendo ao mesmo tempo a eficiência, a competição e o acesso a produtos e serviços disponibilizados por meio desse modelo”, afirma em nota.

    A norma entra em vigor imediatamente, mas a adequação de contratos vigentes que sejam compatíveis com os modelos regulamentados pode ser feita até 31 de dezembro de 2026.

    A regulação abrange aspectos como governança corporativa, gerenciamento de riscos e controles internos, requisitos de segurança, conduta, contratação e responsabilização.

    As novas regras foram aprovadas nesta quinta-feira (27) pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) -colegiado formado pelos ministro Fernando Haddad (Fazenda), Simone Tebet (Planejamento) e pelo presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.

    A autoridade monetária ainda trouxe novidades com relação à portabilidade de crédito feita por meio do open finance -ecossistema que permite o compartilhamento de dados pessoais, bancários e financeiros entre instituições, mediante autorização do cliente.

    A nova medida diminuirá o tempo para a finalização das operações de portabilidade de crédito, de até 5 dias úteis para até 3 dias úteis. Segundo o BC, a mudança tem potencial para reduzir custos e aumentar a concorrência.

    A funcionalidade estará disponível ao público geral, para a modalidade de crédito pessoal, a partir de fevereiro de 2026.

    BC proíbe fintechs sem licença bancária de usar 'bank' no nome

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  • Revisão da vida toda: o que muda para aposentados do INSS após decisão do STF?

    Revisão da vida toda: o que muda para aposentados do INSS após decisão do STF?

    O STF decidiu, por 8 votos a 3, contra a revisão da vida toda, encerrando a possibilidade de incluir contribuições anteriores ao Plano Real no cálculo das aposentadorias. A medida favorece o INSS, pode reduzir benefícios já reajustados, mas não exige devolução de valores pagos.

    (FOLHAPRESS) – A decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) a favor do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e contra a revisão da vida toda coloca um fim na possibilidade de correção de benefícios prejudicados pela reforma da Previdência de 1999, segundo especialistas ouvidos pela Folha de S.Paulo.

    Por 8 votos a 3, o Supremo derrubou a correção, em julgamento no plenário virtual da corte que se encerrou na madrugada de quarta-feira (26). Advogados previdenciaristas apontam que é preciso esperar a publicação da decisão pelo STF para que os processos parados na Justiça voltem a andar e seja aplicado o entendimento que cabe a cada ação.

    Além disso, há ainda o andamento de outro processo que também trata sobre o tema, a ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 2.110, cujo pedido de vista -mais tempo para analisar o caso- suspendeu o julgamento no plenário virtual da corte na segunda-feira (24).

    A revisão da vida toda é uma ação judicial na qual os aposentados do INSS pedem para que sejam incluídas na conta da aposentadoria contribuições feitas em outras moedas, antes do Plano Real. Por 8 votos a 3, o STF derrubou a revisão em julgamento no plenário virtual.

    Pela decisão, segurados que tiveram a aposentadoria aumentada após conseguir a revisão por meio de tutela antecipada não vão precisar devolver o valor que receberam. O INSS pode, no entanto, reduzir o valor do benefício.

    Os beneficiários também não terão de pagar custas processuais, honorários de sucumbência ao governo nem valores de perícias judiciais até 5 de abril de 2024, data em que foi publicada a ata do julgamento que derrubou a correção há dois anos.

    A advogada Adriane Bramante, conselheira da OAB-SP (Ordem dos Advogados do Brasil em SP) e do IBDP (Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário), afirma que a revisão da vida toda já não existe mais após as recentes movimentações do Supremo.

    Segundo ela, os efeitos práticos da decisão não serão automáticos e não atingem todos os processos da mesma forma. Apenas aposentadorias que tiveram tutela antecipada podem sofrer a redução imediata do valor, diz, mas cada ação dependerá da fase processual, do juiz responsável e das circunstâncias específicas do caso.

    Para ela, é preciso deixar claro a aposentados que não é mais possível fazer o pedido. “É muito complicado, tem muita esperança ainda e muita fakenews. Continuar com discussão no Supremo não vai fazer muita diferença. Eles [ministros do STF] não vão julgar efetivamente a tese da revisão da vida toda, vão decidir apenas para trazer a questão dos efeitos financeiros, mas não para redefinir o mérito”, diz.

    Sobre o pedido de vista apresentado no julgamento, ela ressalta que, embora atrase o resultado, trata-se de um direito do ministro Dias Toffoli, que fez a solicitação, e não deve alterar o final.

    Para o advogado João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin, ainda há pontos relevantes em aberto, que precisam ser esclarecidos, como o que acontece com quem já possui decisão com trânsito em julgado, ou seja, sem possibilidade de recurso.

    Badari afirma que ainda podem ser apresentados embargos de declaração no processo no STF. Para ele, a principal problema diz respeito ao fato de que o INSS pode rescindir decisões já definitivas caso o Supremo mantenha entendimento contrário ao que beneficiou o segurado.

    Nesses casos, segundo o advogado, o INSS teria de ajuizar ação rescisória para diminuir o valor do benefício.

    Para o advogado, permitir que decisões definitivas sejam desfeitas após mudança de entendimento do Supremo sobre uma tese compromete a segurança jurídica. “Não seria justo fazer um aposentado, que já tinha seu direito assegurado por sentença definitiva, voltar ao benefício anterior”, afirma.

    Murilo Aith, do mesmo escritório, destaca o papel dos embargos de declaração para corrigir algum tipo de omissão, contradição ou decisão obscura em um voto, mas também entende que não há mais nada que possa alterar o mérito da decisão.

    No tema 1.102, que discute a revisão da vida toda, ele lembra que ministro Kassio Nunes Marques apresentou voto para transformar os embargos de declaração do INSS em infringentes. A intenção era “enterrar” a correção, após julgamento do STF de 2024, quando os ministros derrubaram a tese, que tinha sido aprovada em 2022.

    “Embora o direito à revisão tenha sido reconhecido pelo STF em 1º de dezembro de 2022, decisões posteriores – especialmente nos julgamentos das ADIs 2110 e 2111 – afirmaram a constitucionalidade do artigo 3º da lei previdenciária, que impede o segurado de escolher a regra mais favorável”, diz.

    ENTENDA O VAIVÉM DA REVISÃO DA VIDA TODA NO STF

    A revisão da vida toda chegou a ser aprovada pelos ministros em dezembro de 2022, por 6 votos a 5. Em março de 2024, a tese que tratava da possibilidade de correção foi derrubada em nova votação, desta vez em duas ADIs (Ações Direta de Inconstitucionalidade), que tratavam sobre o fator previdenciário e a reforma da Previdência de 1999.

    Isso porque a tese da correção questiona justamente o cálculo das aposentadorias imposto pela reforma do governo do então presidente Fernando Henrique Cardoso. O direito é discutido porque, nesta mudança, novos segurados do INSS tiveram regra melhor para a aposentadoria do que quem já estava no mercado de trabalho.

    Pela lei, quem era segurado do INSS filiado até 26 de novembro de 1999 tem a média salarial calculada com as 80% das maiores contribuições feitas a partir de julho de 1994.

    Mas quem passou a contribuir com o INSS a partir de 27 de novembro de 1999 e atingiu as condições de se aposentar até 12 de novembro de 2019 tem a média calculada sobre os 80% maiores salários de toda sua vida laboral.

    A reforma de 2019 mudou isso. Quem atinge as condições de se aposentar a partir do dia 13 de novembro de 2019 tem a média salarial calculada com todas as contribuições feitas a partir de julho de 1994. A correção, no entanto, seria limitada. Em geral, compensando para quem tinha altos salários antes do início do Plano Real.

    Revisão da vida toda: o que muda para aposentados do INSS após decisão do STF?

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  • Taxa de desemprego no Brasil em outubro renova piso da série histórica, mostra IBGE

    Taxa de desemprego no Brasil em outubro renova piso da série histórica, mostra IBGE

    A taxa de desemprego no Brasil caiu para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, novo piso histórico desde 2012, segundo o IBGE. O índice recuou frente aos 5,6% anteriores e aos 6,2% de um ano atrás. A renda média subiu 3,9%, alcançando R$ 3.528, e a massa salarial cresceu 5%.

    A taxa de desemprego no País voltou a renovar o piso histórico, descendo de 5,6% no trimestre terminado em setembro para 5,4% no trimestre encerrado no trimestre até outubro. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O resultado até outubro ficou no piso das expectativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast e abaixo da mediana de 5,5%. O teto era de 5,7%.

    “Essa taxa de desocupação representa uma queda tanto em relação ao trimestre (anterior) e também na comparação anual”, frisou Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do IBGE.

    Em igual período do ano anterior, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 6,2%.

    No trimestre encerrado em setembro, a taxa de desocupação estava em 5,6%.

    Renda média

    A renda média real do trabalhador foi de R$ 3.528 no trimestre encerrado em outubro. O resultado representa alta de 3,9% em relação ao mesmo período do ano anterior.

    A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 357,3 bilhões no trimestre até outubro, alta de 5,0% ante igual período do ano anterior.

    Taxa de desemprego no Brasil em outubro renova piso da série histórica, mostra IBGE

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  • Pesquisa Ipsos: 64% pretendem gastar mais de R$ 500 na Black Friday 2025

    Pesquisa Ipsos: 64% pretendem gastar mais de R$ 500 na Black Friday 2025

    Os eletrônicos lideram a lista dos produtos que os participantes desejam adquirir (67%). Em seguida estão os itens de beleza e cuidados pessoais (63%), eletrodomésticos (63%), moda e acessórios (58%) e cama, mesa e banho (44%).

    Segundo pesquisa da Ipsos, 9 em cada 10 pessoas planejam fazer compras na Black Friday 2025. Destes, 64% afirmou que pretende gastar mais de R$ 500 no evento.

    Os eletrônicos lideram a lista dos produtos que os participantes desejam adquirir (67%). Em seguida estão os itens de beleza e cuidados pessoais (63%), eletrodomésticos (63%), moda e acessórios (58%) e cama, mesa e banho (44%).

    A pesquisa aponta que 82% dos participantes querem aproveitar os valores mais baixos para fazer compras de Natal e que 88% deles pretendem comprar em marketplaces, como a Amazon. Outro ponto é que 6 em cada 10 pessoas confiam nos descontos ofertados e 81% se planeja para fazer suas compras antes do dia marcado para a Black Friday.

    A pesquisa foi realizada entre os dias 12 e 18 de novembro com 375 participantes, entre eles homens e mulheres da classe ABC de todo o Brasil .

    Pesquisa Ipsos: 64% pretendem gastar mais de R$ 500 na Black Friday 2025

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