Categoria: ECONOMIA

  • BC comunica exposição de dados de 28 mil chaves Pix

    BC comunica exposição de dados de 28 mil chaves Pix

    Incidente com a plataforma de transações abrangeu informações cadastrais da Pefisa S.A.; exposição ocorreu de 30 de agosto de 2025 a 27 de fevereiro de 2026

    Um total de 28.203 chaves Pix de clientes da Pefisa S.A. tiveram dados vazados, informou nesta sexta-feira (20) o Banco Central (BC). Esse foi o terceiro incidente com o Pix em 2026 e o 23º desde o lançamento do sistema instantâneo de pagamentos, em novembro de 2020.

    Segundo o BC, a exposição ocorreu de 30 de agosto de 2025 a 27 de fevereiro de 2026 e abrangeu as seguintes informações:

    • nome do usuário;
    • CPF;
    • instituição de relacionamento;
    • número da agência
    • número e tipo da conta;
    • data de abertura da conta;
    • e data de criação e de posse da chave Pix.

    O incidente, apontou o BC, ocorreu por causa de falhas pontuais em sistemas da instituição de pagamento. A exposição, informou o BC, ocorreu em dados cadastrais, que não afetam a movimentação de dinheiro. Dados protegidos pelo sigilo bancário, como saldos, senhas e extratos, não foram expostos.

    Embora o caso não precisasse ser comunicado por causa do baixo impacto potencial para os clientes, a autarquia esclareceu que decidiu divulgar o incidente em nome do “compromisso com a transparência”.

    Todas as pessoas que tiveram informações expostas serão avisadas por meio do aplicativo ou do internet banking da instituição. O Banco Central ressaltou que esses serão os únicos meios de aviso para a exposição das chaves Pix e pediu para os clientes desconsiderarem comunicações como chamadas telefônicas, SMS e avisos por aplicativos de mensagens e por e-mail.

    Investigação

    A exposição de dados não significa necessariamente que todas as informações tenham vazado, mas que ficaram visíveis para terceiros durante algum tempo e podem ter sido capturadas. O BC informou que o caso será investigado e que sanções poderão ser aplicadas. A legislação prevê multa, suspensão ou até exclusão do sistema do Pix, dependendo da gravidade do caso.

    Em todos os 23 incidentes com chaves Pix registrados até agora, foram expostas informações cadastrais, sem a exposição de senhas e de saldos bancários. Por determinação da Lei Geral de Proteção de Dados, a autoridade monetária mantém uma página em que os cidadãos podem acompanhar incidentes relacionados com a chave Pix ou demais dados pessoais em poder do BC.

    Com 5 milhões de clientes ativos, a Pefisa S.A. (Credito, Financiamento e Investimento) é a fintech e braço financeiro do grupo Pernambucanas. A empresa gerencia a conta digital, cartões Elo (Mais/Grafite), empréstimos, seguros e Pix da loja, concentrando-se em soluções de varejo físicas e digitais. A reportagem tenta contato com a instituição.

    BC comunica exposição de dados de 28 mil chaves Pix

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  • Veja 15 momentos na gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda

    Veja 15 momentos na gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda

    Durante o governo, Fernando Haddad acumulou uma série de vitórias na aprovação de diversos projetos nas áreas fiscal e tributária; também vivenciou muitos atritos com o Congresso Nacional

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Indicado para comandar o Ministério da Fazenda em dezembro de 2022, durante a transição de governo, Fernando Haddad ficou à frente da pasta por quase 1.200 dias. Nesta sexta-feira (20), deixou o cargo para concorrer nas eleições deste ano.

    Nesse período, acumulou uma série de vitórias na aprovação de diversos projetos nas áreas fiscal e tributária. Também vivenciou muitos atritos com o Congresso Nacional.

    Veja 15 momentos durante esses quase 40 meses

    Dezembro de 2022

    Anúncio oficial como ministro da Fazenda; aprovação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que abriu espaço no Orçamento para despesas como o aumento real (acima da inflação) do salário mínimo e a manutenção do Bolsa Família em R$ 600

    Janeiro de 2023

    Primeiro pacote de medidas fiscais, com corte de despesas e medidas para aumentar a arrecadação, como a alteração no voto de desempate no Carf (Conselho de Recursos Fiscais)

    Março de 2023

    Apresentação do Novo Arcabouço Fiscal, aprovado em agosto do mesmo ano, legislação que substituiu o Teto de Gastos para tentar limitar o crescimento das despesas

    Julho de 2023

    Dólar atinge mínima do atual mandato (R$ 4,73)

    Novembro de 2023

    Congresso aprova projeto que institui novas regras para tributação de fundos exclusivos e fundos offshore

    Dezembro de 2023

    Promulgação da Emenda Constitucional da reforma tributária (com aprovação da regulamentação nos dois anos seguintes); agência S&P eleva nota de crédito do Brasil e cita novo sistema tributário.

    Abril de 2024

    Revisão das metas fiscais para 2025, gerando volatilidade no mercado financeiro

    Maio de 2024

    Depois de atritos com o Congresso Nacional, o governo consegue aprovar a extinção gradual até 2025 do Perse (programa de desoneração do setor de eventos)

    Junho de 2024

    Governo edita medida provisória para restringir créditos tributários, mas parte da norma é rejeitada pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG); Ibovespa cai abaixo dos 120 mil pontos devido a incertezas fiscais e aos juros nos EUA

    Setembro de 2024

    Após meses de embate com o Congresso sobre a desoneração da folha de pagamentos, foi aprovada a reoneração gradual de 17 setores até 2028

    Novembro de 2024

    Dólar comercial ultrapassa R$ 6 pela primeira vez após reação negativa do mercado ao anúncio de um pacote de contenção de gastos públicos junto com o aumento da isenção do Imposto de Renda

    Maio de 2025

    Governo eleva o IOF sobre diversas operações financeiras; Congresso reage e derruba a medida; a disputa vai parar no STF, que referenda parte das medidas

    Outubro a Dezembro de 2025

    Congresso aprova corte de benefícios fiscais, segundo projeto de regulamentação da reforma tributária e reforma do Imposto de Renda

    Fevereiro de 2026

    Ibovespa atinge recorde histórico de 192 mil pontos com maior apetite por risco e alta dos principais índices globais de ações

    Março de 2026

    Saída de Fernando Haddad do Ministério da Fazenda

    Veja 15 momentos na gestão de Fernando Haddad no Ministério da Fazenda

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  • Empresas de Vorcaro, na mira da CPI, pedem a Gilmar Mendes que anule quebras de sigilo

    Empresas de Vorcaro, na mira da CPI, pedem a Gilmar Mendes que anule quebras de sigilo

    Representantes jurídicos de uma empresa de Vorcaro alegam que “a falta de rigor na delimitação temporal dos afastamentos de sigilo esbarra nos limites necessários à preservação de direitos e garantias fundamentais”

    A decisão do ministro Gilmar Mendes de anular a quebra de sigilo do fundo Arleen, usado pelo cunhado de Daniel Vorcaro para comprar a participação da empresa do ministro Dias Toffoli no resort Tayayá, abriu caminho para que outras empresas ligadas ao banqueiro busquem o mesmo benefício. Duas dessas companhias tiveram os sigilos fiscal e telemático quebrados pela CPI do Crime Organizado e agora recorrem ao ministro para tentar estender a decisão e também anular as medidas.

    Antes de livrar o fundo Arleen de uma devassa, nesta quinta-feira, 19, o ministro Gilmar Mendes já havia, em 27 de fevereiro, acolhido um pedido da Maridt Participações – empresa da qual o ministro Dias Toffoli é ‘sócio oculto’ – para impedir o acesso de senadores da CPI aos dados fiscais e telemáticos da companhia.

    Inspirada nas decisões de Gilmar Mendes, a Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda., ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro, pediu ao ministro a extensão da decisão que anulou a quebra de sigilo do fundo Arleen.

    O sigilo fiscal da Varajo foi quebrado pela CPI em 11 de março. O pedido de extensão foi protocolado horas após a decisão que beneficiou o fundo Arleen.

    Segundo a Polícia Federal, a Varajo Consultoria é suspeita de ter estruturado uma “proposta de contratação simulada” envolvendo o ex-chefe de supervisão bancária do Banco Central, Belline Santana, e Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.

    “Os elementos colhidos indicam que Belline Santana recebeu proposta de contratação simulada por meio da empresa Varajo Consultoria Empresarial Sociedade Unipessoal Ltda., estruturada com a finalidade de justificar pagamentos relacionados aos serviços informais prestados ao controlador do Banco Master”, diz a decisão do ministro André Mendonça, que autorizou a terceira fase da operação, deflagrada em 4 de março

    “A proposta foi encaminhada por e-mail ao investigado e discutida em comunicações mantidas com integrantes do grupo, evidenciando a utilização de mecanismo contratual fictício para formalizar repasses financeiros associados às atividades desempenhadas. Pelos serviços prestados à estrutura criminosa, Belline recebia uma remuneração”, detalhou o relator da Compliance Zero.

    Suspeito de ter sido cooptado por Vorcaro, Belline Santana teria retardado o envio de documentos à Polícia Federal que serviriam para a deflagração da primeira prisão do dono do Banco Master, em novembro do ano passado. Belline nega os ilícitos.

    Na petição ao ministro Gilmar, os representantes jurídicos da Varajo alegam que “a falta de rigor na delimitação temporal dos afastamentos de sigilo esbarra nos limites necessários à preservação de direitos e garantias fundamentais”.

    “Ademais, considerando que toda a fundamentação utilizada para a criação da CPI do Crime Organizado gira em torno de fatos relativos à atuação de ‘organizações e facções criminosas armadas que aterrorizam o cotidiano da população em geral’, a decisão em referência refutou a possibilidade de se permitir a exposição dos dados bancários, fiscais, telemáticos e telefônicos de empresa sobre a qual não há nenhum elemento de conexão com tal contexto”, sustenta a defesa da Varajo Consultoria.

    O dono da empresa, Leonardo Augusto Furtado Palhares, foi um dos alvos da última fase da Compliance Zero. Ele está submetido ao monitoramento eletrônico, além de ser proibido de deixar o País.

    Prime You também quer suspensão

    Na fila de pedidos ao ministro Gilmar Mendes para extensão do benefício concedido ao fundo Arleen está também a Prime Aviation Participações e Serviços S.A., conhecida como Prime You. Na última quarta, 18, senadores da CPI do Crime Organizado aprovaram a quebra dos sigilos fiscal e telemático da empresa.

    Vorcaro integrou a sociedade da empresa entre setembro de 2021 e setembro de 2025, período de quatro anos dentro dos 18 anos de atuação da companhia no mercado. Atualmente, ele não figura mais como acionista.

    Entre os sócios atuais da Prime You está Artur Martins Figueiredo, ex-integrante da gestora Trustee, empresa de Maurício Quadrado, que já foi sócio de Vorcaro no Banco Master.

    A Prime You atua na estruturação e gestão de empresas criadas para, formalmente, deter bens de alto valor, como jatinhos, helicópteros e imóveis de luxo, que, na prática, pertencem a clientes que preferem não figurar como proprietários.

    Para os advogados da companhia, “o afastamento do sigilo assim aprovado não é apenas amplo, mas é estruturalmente desproporcional e inevitavelmente alcançará informações sensíveis de inúmeros terceiros, clientes da Prime You, que com ela mantêm relações comerciais lícitas e regulares há quase duas décadas, sem que haja, especialmente quanto a eles, qualquer imputação individualizada ou justificativa concreta para tal devassa”.

    Isso porque, desde que criada em 2008, a Prime You estabeleceu-se como referência no segmento de propriedade compartilhada, ao estruturar modelo de aquisição fracionada e gestão altamente especializada de ativos, como jatos executivos, helicópteros, barcos, imóveis e carros esportivos”, acrescenta a defesa.

    Investigações da Polícia Federal apontam que estruturas desse tipo foram utilizadas para aquisição de bens de luxo atribuídos ao banqueiro. Entre eles está o Botanique Hotel & Spa, empreendimento de alto padrão com carta de vinhos que chega a R$ 10 mil. O Estadão visitou o empreendimento.

    Segundo documentos apreendidos na Operação Compliance Zero, o hotel e outros ativos, como um helicóptero, uma mansão em Brasília, uma casa em Trancoso e uma aeronave, aparecem vinculados a uma rede de empresas e fundos de investimento ligados a Vorcaro.

    Registros obtidos pelo Estadão indicam que o imóvel foi adquirido por meio dessa estrutura societária. Um contrato de gaveta aponta que o banqueiro chegou a oferecer R$ 100 milhões pelo hotel. Ex-funcionários relataram ao jornal que ele utilizava uma casa anexa ao empreendimento para encontros privados.

    Efeito Toffoli

    Ao anular a quebra de sigilo do fundo Arleen aprovada pela CPI do Crime Organizado, Gilmar Mendes afirmou que a devassa liberada pela comissão não constitui “ato ordinário de investigação, mas medida de caráter excepcional”.

    “Parece evidente que os próprios integrantes da CPI tinham ciência a respeito da possibilidade de anulação de seus atos e, mesmo assim, decidiram prosseguir com a votação simbólica, sem discussão sobre os pressupostos da medida investigativa”, diz Gilmar.

    Em 27 de fevereiro, Gilmar já havia anulado a quebra de sigilos bancário, fiscal, telefônico e telemático da empresa Maridt Participações, que pertence ao ministro Dias Toffoli e seus irmãos. A decisão do ministro ocorreu dois dias após a quebra ser aprovada pela CPI do Crime Organizado.

    Documentos obtidos pelo Estadão mostraram que foi através do fundo Arleen que Fabiano Zettel passou a ser sócio do resort Tayayá, com de aportes R$ 20 milhões no empreendimento. Até então, familiares de Toffoli apareciam como administradores do resort por meio da empresa Maridt, da qual o próprio ministro admitiu também fazer parte como sócio anônimo.

    Na ocasião em que indeferiu a quebra de sigilo da Maridt, Gilmar afirmou que houve desvio de finalidade e abuso de poder por parte dos parlamentares, por se tratar de “circunstâncias desconexas ou alheias ao ato de instauração” da CPI. Segundo o ministro, “a imposição de medidas restritivas só se justifica juridicamente quando guardam estrito nexo de pertinência com o objeto que legitimou a criação da Comissão”.

    Empresas de Vorcaro, na mira da CPI, pedem a Gilmar Mendes que anule quebras de sigilo

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  • Petrobras e governo precisam construir estoque regulador de petróleo, diz Lula

    Petrobras e governo precisam construir estoque regulador de petróleo, diz Lula

    O presidente Lula falou sobre as medidas que o governo tem adotado para evitar grandes variações no preço dos combustíveis no Brasil, em especial o óleo diesel

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu nesta sexta-feira, 20, que a Petrobras tenha um estoque regulador de petróleo para evitar variações no preço do produto no Brasil. Lula disse que essa “não é uma coisa rápida”, que leva algum tempo para ser elaborada, e argumentou a favor da medida.

    “A vida inteira eu acreditei que a Petrobras tinha estoque regulador. Se não para a guerra, pelo menos para a greve. Mas na verdade não tinha estoque regulador. Então, eu falei para a Magda (Chambriard, presidente da Petrobras): Isso não é uma coisa rápida, leva tempo, mas é uma coisa estratégica que a Petrobras e o governo tem que pensar”, afirmou o presidente.

    “(Vejam) O que está acontecendo hoje. E se essa guerra (no Irã) durar 30 dias? E se essa guerra durar 40 dias? E se o Irã não deixar sair nenhum barril de petróleo do estreito de Ormuz?”, questionou Lula.

    O presidente comparou esse estoque regulador às reservas internacionais do Brasil. Brincou que “muita gente” fala para ele usar o dinheiro das reservas para “fazer coisas”, mas disse que não pode fazer isso. “Muita gente fala para mim: ‘Por que você não tira uns 100 bilhões da reserva para fazer as coisas que você precisa fazer?’. Eu vou ter que encontrar um jeito de fazer sem mexer na reserva. Eu não posso mexer na reserva, porque ela é o que garante a soberania desse país”, declarou.

    Lula falou sobre as medidas que o governo tem adotado para evitar grandes variações no preço dos combustíveis no Brasil, em especial o óleo diesel. Criticou, porém, donos de postos de combustível por aumentarem o valor mesmo assim. “Todo mundo tem o direito de ganhar dinheiro. Todo mundo tem o direito de ter sua empresa, ter seu posto de gasolina, ter sua distribuidora e ter o seu lucro. Agora, ninguém pode ter lucro às custas do sofrimento dos outros”, afirmou.

    Nesta sexta, Lula acompanhou o anúncio de investimentos de R$ 9 bilhões da Petrobrás em Minas Gerais. Segundo a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), há a previsão de geração de 36 mil empregos em 10 anos. Também foi descerrada a placa de inauguração da primeira usina fotovoltaica da estatal, que iniciou funcionamento no fim de dezembro passado. São 20 mil painéis fotovoltaicos espelhados em 20 hectares, em um investimento de R$ 63 milhões.

    Petrobras e governo precisam construir estoque regulador de petróleo, diz Lula

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  • Dólar abre em alta nesta sexta acompanhando tendência no exterior

    Dólar abre em alta nesta sexta acompanhando tendência no exterior

    Às 9h11, a moeda norte-americana subia 0,36%, cotada a R$ 5,2351. Na quinta-feira (19), o dólar fechou em queda de 0,49%, a R$ 5,217, em pregão marcado pela volatilidade, com o impacto das decisões de juros do Copom e do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), além do preço do petróleo, no radar

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar abriu em alta nesta sexta-feira (20), acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior, com os desdobramentos da guerra no Oriente Médio novamente no foco dos investidores.

    Às 9h11, a moeda norte-americana subia 0,36%, cotada a R$ 5,2351. Na quinta-feira (19), o dólar fechou em queda de 0,49%, a R$ 5,217, em pregão marcado pela volatilidade, com o impacto das decisões de juros do Copom e do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), além do preço do petróleo, no radar.

    O comportamento da moeda norte-americana acompanhou o do exterior, onde o índice DXY, que mede a força do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, recuou 1,08%. O movimento da tarde contrastou com o da manhã, quando o dólar chegou a R$ 5,313, em alta de 1,34%, em meio à aversão global ao risco.

    A Bolsa, por outro lado, encerrou o dia em alta de 0,35%, aos 180.270 pontos.

    O pregão foi marcado por novos capítulos do conflito no Oriente Médio. Na madrugada, o Irã respondeu a ataques de Israel e dos EUA com bombardeios a instalações de energia em países da região.

    A escalada impactou o petróleo, fazendo com que ele ultrapassasse seu maior nível em mais de uma semana, chegando a US$ 119 por barril. Ao longo do dia, porém, a cotação do Brent, referência global, perdeu força e encerrou o pregão a US$ 108,65, em avanço tímido de 1,18%, o que reduziu a busca por ativos de segurança e favoreceu os mercados acionários.

    Declarações de um funcionário da Casa Branca, que disse que os EUA não estão considerando uma proibição de exportação de petróleo, influenciaram a mudança de direção do Brent. A informação de que Israel está ajudando os EUA a retomar navegações pelo estreito de Hormuz também ajudou a acalmar o mercado.

    Para Bruno Botelho, chefe da mesa de câmbio e sócio da ONE Investimentos, o dia foi marcado por um movimento típico de ajuste após um choque externo. “A disparada inicial veio com a piora do cenário internacional, principalmente pela escalada das tensões no Oriente Médio, e as decisões do Fed e do Copom reduziram o diferencial de juros.”

    Segundo ele, o movimento perdeu intensidade ao longo do pregão. “O quadro reforça um ambiente de elevada volatilidade, com o câmbio reagindo rapidamente a eventos externos, mas ainda encontrando suporte nos juros elevados e no fluxo doméstico.”

    A instabilidade global se refletiu nos juros futuros, que chegaram a disparar, mas recuaram ao longo do pregão. As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), que medem a expectativa do mercado em relação ao futuro das taxas Selic e CDI (usado como referência para remunerar investimentos), subiam em bloco.

    Às 17h, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 13.63%, com queda de 10 pontos-base ante o ajuste de 13,73% da sessão anterior (na máxima, o avanço chegou a 25 pontos). Na ponta longa da curva, a taxa do DI para janeiro de 2035 marcava 13,84%, com queda de 6 pontos-base em relação aos 13,90% anteriores -abaixo do pico de 14,19%, quando chegou a subir 29 pontos-base.

    O mercado de juros futuros segue pressionado porque a alta recente do petróleo pode reacender a inflação no Brasil, o que tende a levar o Copom (Comitê de Política Monetária) a manter os juros elevados por mais tempo, com uma postura mais cautelosa.

    Na decisão da última quarta, o colegiado do Banco Central reduziu a Selic para 14,75% ao ano e confirmou o plano traçado no encontro anterior, em janeiro, quando sinalizou a intenção de iniciar a redução de juros em março. Foi a primeira queda sob a gestão de Gabriel Galípolo.

    Mas o comitê não antecipou quais serão os seus passos futuros e deixou a próxima decisão em aberto, citando “forte aumento da incerteza”. Evitou até mesmo palavras como “redução” ou “cortes” e optou por mencionar ciclo de “calibração” da política de juros. A ideia do Copom é ter mais clareza da profundidade e da extensão do conflito no Oriente Médio antes de definir os movimentos seguintes.

    Às vésperas do encontro, cresceu no mercado financeiro a aposta de uma redução menor de juros no primeiro movimento, de 0,25 ponto percentual, diante da disparada dos preços do petróleo. Antes da escalada do conflito no Oriente Médio, o consenso era de corte de 0,5 ponto percentual

    No exterior, o conflito também foi mencionado pelo Fed (Federal Reserve). O banco central dos EUA citou que os desdobramentos do conflito no Oriente Médio na economia dos Estados Unidos são “incertos”.

    O Fed optou por manter a taxa de juros inalterada na faixa de 3,5% e 3,75%, como amplamente esperado pelos mercados. No comunicado que acompanhou a definição, o banco central afirmou que não haverá cortes na taxa de juros se não houver progresso na inflação, indicando que, embora tenha havido avanço no processo desinflacionário, ele não se encontra no “ritmo desejado”.

    A declaração foi vista como “hawkish” pelos operadores -agressiva na política de juros, no jargão-, o que minou a atratividade de ativos de risco.

    “Esse é um dos fatores que também pressionam o real hoje. Além disso, apesar de o Copom ter adotado um tom mais cauteloso, especialmente em relação ao conflito no Oriente Médio, a trajetória de redução de juros no Brasil diminui o diferencial de taxas, o que contribui para uma piora no cenário doméstico”, diz Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da StoneX.

    Diante da volatilidade, o Banco Central realizou dois leilões simultâneos -um de dólar à vista e outro de swap cambial reverso, equivalente à compra de dólares no mercado futuro-, com oferta de US$ 1 bilhão em cada operação. A medida busca aumentar a liquidez em momentos de estresse.

    Dólar abre em alta nesta sexta acompanhando tendência no exterior

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  • Aposentados têm direito à isenção extra do Imposto de Renda 2026

    Aposentados têm direito à isenção extra do Imposto de Renda 2026

    Em alguns casos, dependendo do valor recebido, toda a aposentadoria ou pensão pode ficar isenta ao somar o limite geral da tabela do IR com a faixa extra concedida aos idosos

    (FOLHAPRESS) – Aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e de regimes próprios de previdência de estados, municípios e do Distrito Federal têm direito a uma isenção extra do Imposto de Renda a partir do mês em que fazem 65 anos.

    Segundo a Receita Federal, os valores e as regras para 2026 foram mantidos. O limite anual de isenção do IR para esses contribuintes continua sendo de R$ 24.751,74. Esse total considera 12 parcelas de R$ 1.903,98 mais o 13º no mesmo valor.

    A parte isenta da aposentadoria ou pensão deve ser informada na declaração do Imposto de Renda de 2026 até o limite de R$ 24.751,74, e o contribuinte precisa ficar atento para não cair na malha fina. Isso porque a isenção é válida apenas sobre o benefício recebido de previdência oficial. Não há isenção para a previdência privada.

    Na prática, a isenção extra do IR para quem tem mais de 65 anos significa que, além do valor já isento de imposto a que tem direito todos os trabalhadores, os contribuintes a partir dessa idade têm uma parte maior da renda sem incidência de tributação.

    Em alguns casos, dependendo do valor recebido, toda a aposentadoria ou pensão pode ficar isenta ao somar o limite geral da tabela do IR com a faixa extra concedida aos idosos.

    José Carlos Fonseca, supervisor nacional do Imposto de Renda, alerta aposentados sobre as regras para declarar este valor. Ele lembra que, quando o cidadão recebe benefício de previdência privada, a empresa pagadora pode conceder a isenção do IR mês a mês por conta da idade, mas, no momento de fazer a declaração, haverá um ajuste.

    Isso ocorre porque o desconto é considerado válido apenas para o benefício de previdência oficial como o do INSS e de regimes próprios, e o valor que ultrapassar o limite anual de isenção é tributado. Com isso, o aposentado pode ter restituição menor ou ter de pagar imposto.

    ONDE DECLARAR A PARCELA ISENTA DA APOSENTADORIA OU PENSÃO?

    A renda isenta deve ser declarada no Imposto de Renda caso o contribuinte seja obrigado a prestar contas. O prazo para declarar o IR vai até 29 de maio. Quem atrasa paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano.

    Os valores devem ser informados na ficha de rendimentos isentos e não tributáveis da declaração. Caso o aposentado entre como dependente de cônjuge, filho ou neto, também deve informar essa renda na mesma ficha, mas indicando tratar-se de valor do dependente.

    Para saber o total exato, é necessário estar com o informe de rendimentos do INSS ou do órgão público de aposentadoria. No informe do INSS, os valores estão na linha 4 e vêm detalhados como “1 – Parcela isenta dos proventos de aposentadoria, reserva, reforma e pensão (65 anos ou mais)” e “2 – Parcela isenta do 13º salário de aposentadoria, reserva remunerada, reforma e pensão (65 anos ou mais)”.

    Ao informar o rendimento, o próprio programa limita aos R$ 24.751,74 (12 parcelas de R$ 1.903,98 mais o 13º no mesmo valor). Não é possível declarar mais do que esse valor como renda isenta e o que restar deve ser informado na ficha de rendimentos tributáveis recebidos de PJ.

    Para quem vai declarar o IR no computador, por meio do PGD, é preciso abrir uma nova ficha em rendimentos isentos e não tributáveis. Os valores vão na linha “10 – Parcela isenta de proventos de aposentadoria, reserva remunerada, reforma e pensão de declarante com 65 anos ou mais”.

    Quem vai declarar pelo Meu Imposto de Renda, online no site da Receita, ou pelo aplicativo, deve ir em “Rendimentos” e selecionar a opção “Aposentadoria, reserva, reforma ou pensão civil ou militar”.

    APOSENTADO PODE FAZER DECLARAÇÃO PRÉ-PREENCHIDA

    A declaração pré-preenchida do Imposto de Renda pode ajudar aposentados a declararem o IR, mas é preciso cuidado. Segundo Charles Gularte, sócio-diretor de contabilidade e relações institucionais da Contabilizei, esse modelo tende a facilitar a prestação de contas ao reduzir o preenchimento manual, mas pode ter falhas e levar à malha fina.

    As informações da pré-preenchida são resultado do cruzamento de várias bases de dados, além de declarações anteriores, o que pode gerar inconsistências. Entre os principais problemas, de acordo com Gularte, estão correções que podem ser feitas após o contribuinte já ter importado os dados.

    Gularte ressalta que o contribuinte não deve confiar cegamente na pré-preenchida, especialmente em casos mais complexos, e diz que, mesmo com dados automáticos, é responsabilidade do cidadão todas as informações a serem enviadas à Receita.

    QUEM É OBRIGADO A DECLARAR O IR?

    Deve entregar a declaração neste ano o contribuinte que, em 2025:

    – Recebeu rendimentos tributáveis -como salário e aposentadoria a partir de R$ 35.584,00
    – Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como rendimento de poupança ou FGTS) acima de R$ 200 mil
    – Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
    – Realizou operações de venda na Bolsas de Valores cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou teve apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto
    – Obteve, na atividade rural, receita bruta em valor superior a R$ 177.920 ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
    – Tinha, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor acima de R$ 800 mil
    – Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;
    – Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de cento e oitenta dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005
    – Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada estabelecido no art. 8º da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares, nos termos dos arts. 10 a 13 da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Tinha capital investido em aplicações financeiras no exterior, a que se referem os arts. 2º a 4º e 9º da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Teve rendimentos ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, perdas de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
    – Teve lucros ou dividendos de entidades no exterior, nos termos dos arts. 2º e 5º a 6º-A da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023

    Quem é obrigado a declarar e atrasa paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano.

    QUAL É O VALOR DAS DEDUÇÕES DO IR?

    – Dedução por dependente: R$ 2.275,08 (valor mensal de R$ 189,59)
    – Limite anual de despesa com educação: R$ 3.561,50
    – Limite anual do desconto simplificado (desconto-padrão): R$ 16.754,34
    – Para despesas de saúde devidamente comprovadas não há limite de valores
    – Cota extra de isenção para aposentados e pensionistas a partir de 65 anos: R$ 24.751,74 no ano (R$ 22.847,76 mais R$ 1.903,98 relativos ao 13º salário)

    Aposentados têm direito à isenção extra do Imposto de Renda 2026

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  • Caminhoneiros: estado de greve continua, entidades apoiam MP e devem se reunir com Boulos

    Caminhoneiros: estado de greve continua, entidades apoiam MP e devem se reunir com Boulos

    Entidades mantêm estado de greve e dão prazo de sete dias ao governo para avançar nas negociações. Paralisação nacional está suspensa por enquanto, mas categoria alerta que pode cruzar os braços caso não haja resposta às reivindicações

    Horas após a assembleia realizada em Santos (SP) decidir não iniciar paralisação nacional e dar prazo de sete dias ao governo federal, entidades ligadas aos caminhoneiros divulgaram notas em apoio à Medida Provisória nº 1.343/2026 e afirmaram que o estado de greve está mantido até a conclusão das negociações sobre pontos da pauta da categoria ainda pendentes. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), confirmou que receberá representantes dos caminhoneiros na semana que vem, em mais uma etapa das tratativas abertas após a publicação da medida.

    A decisão tomada na sede do Sindicato dos Caminhoneiros da Baixada Santista (Sindicam), em Santos, não encerrou o movimento, mas transferiu para a próxima semana uma nova avaliação sobre eventual paralisação. “Está mantido o estado de greve”, disse José Roberto Stringasci, presidente da Associação Nacional de Transporte no Brasil (ANTB). Segundo ele, a maioria dos participantes da assembleia queria parar, mas aceitou aguardar mais sete dias. “Se em sete dias o governo não resolver a situação e não der um sinal positivo para as pautas, eles vão parar”, afirmou.

    Em nota divulgada à noite, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) afirmou que a paralisação nacional está, “por enquanto, suspensa” e atribuiu a decisão à publicação da MP nº 1.343/2026. O presidente da entidade, Paulo João Estausia, o Paulinho do Transporte, disse que os caminhoneiros agiram com “maturidade, responsabilidade e coerência” ao evitar a paralisação. A confederação informou ainda que continuará negociando com o governo outras pautas da categoria, que poderão ser apresentadas por meio de emendas à medida provisória.

    A Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava) também informou, em nota, que a greve geral está suspensa até nova reunião com o governo na semana que vem. A entidade relacionou a decisão às medidas publicadas nos dias 12 e 19 de março sobre diesel, frete e fiscalização do piso mínimo. Segundo a associação, a suspensão do movimento está condicionada ao avanço das negociações e ao atendimento das reivindicações ainda pendentes.

    O presidente do Sindicam, Luciano Santos de Carvalho, indicou durante a assembleia que a avaliação das lideranças foi a de manter a negociação aberta após a publicação da MP. “Para nós, o piso mínimo é dignidade e qualidade de vida para os caminhoneiros. Se subir o diesel, agora, com as regras dessa MP, o frete subirá também”, afirmou.

    Publicada em edição extra do Diário Oficial da União, a MP nº 1.343/2026 torna obrigatório o registro de todas as operações de transporte pelo Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), o que permitirá à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) cruzar os valores pagos com o piso mínimo do frete rodoviário. O texto prevê multas de R$ 1 milhão a R$ 10 milhões por operação para empresas que descumprirem a tabela. Em caso de reincidência, a empresa poderá ter o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) suspenso cautelarmente ou a autorização cancelada por até dois anos. O governo também publicou o Decreto nº 12.883/2026, com diretrizes para a definição do preço de referência do diesel.

    Em Santa Catarina, onde caminhoneiros ligados à Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) haviam anunciado paralisação a partir do meio-dia de ontem, o presidente da entidade, Sérgio Pereira, informou no fim da tarde a desmobilização do movimento. Antes disso, a Justiça Federal proibiu bloqueios nas BRs 101 e 470 e nos acessos ao complexo portuário de Itajaí e Navegantes, com multa de R$ 10 mil por pessoa física e R$ 100 mil por pessoa jurídica em caso de descumprimento.

    Caminhoneiros: estado de greve continua, entidades apoiam MP e devem se reunir com Boulos

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  • Beneficiários do INSS têm até hoje para recuperar dinheiro perdido

    Beneficiários do INSS têm até hoje para recuperar dinheiro perdido

    Aposentados e pensionistas têm até sexta-feira (20) para questionar cobranças não autorizadas e garantir ressarcimento. Mais de 6 milhões já contestaram; quem não agir no prazo pode perder a devolução pela via administrativa

    Aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até esta sexta-feira (20) para contestar descontos indevidos em seus benefícios. O prazo faz parte de um acordo do governo federal para devolver valores cobrados sem autorização.

    Sem a contestação dentro do período, o segurado perde o direito de receber os valores pela via administrativa e terá de recorrer à Justiça, o que pode tornar o processo mais demorado.

    Até agora, 6,38 milhões de beneficiários já questionaram descontos suspeitos. Desses, 4,3 milhões aderiram ao acordo de ressarcimento, totalizando R$ 2,95 bilhões devolvidos em todo o país. Ainda há 758.332 pessoas aptas a participar, mas que não concluíram o processo.

    Como saber se há desconto indevido

    O primeiro passo é verificar o extrato do benefício e identificar possíveis cobranças não autorizadas, geralmente ligadas a associações ou entidades.

    A consulta pode ser feita pelo aplicativo ou site Meu INSS ou pela Central 135.

    Como contestar o desconto

    Caso identifique alguma cobrança suspeita, o segurado deve formalizar a contestação por um dos canais oficiais:

    Aplicativo ou site Meu INSS
    Central telefônica 135
    Agências dos Correios
    Após o registro, a entidade responsável pelo desconto tem até 15 dias úteis para apresentar justificativa.

    O que acontece depois

    Se não houver comprovação da autorização ou forem identificadas irregularidades, o sistema libera a opção de adesão ao acordo de devolução.

    Ao aceitar, o segurado recebe o valor corrigido em até três dias úteis, diretamente na conta onde já recebe o benefício, sem necessidade de ação judicial.

    Atendimento automático para grupos vulneráveis

    O INSS realizou a contestação automática para mais de 243 mil beneficiários em situação de maior vulnerabilidade, como idosos acima de 80 anos, indígenas, quilombolas e moradores de comunidades ribeirinhas da Região Norte.

    A medida busca garantir que esses grupos não fiquem de fora do processo por dificuldades de acesso aos serviços digitais.

    Atenção ao prazo
    A recomendação é não deixar para a última hora. Sem a contestação até esta sexta-feira (20), o segurado perde a chance de recuperar os valores de forma mais rápida e simples.
     
     

     

    Beneficiários do INSS têm até hoje para recuperar dinheiro perdido

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  • Receita libera programa da declaração do Imposto de Renda

    Receita libera programa da declaração do Imposto de Renda

    O contribuinte tem algumas opções para entregar o IR: pelo computador, pela internet ou pelo celular. A Receita disponibiliza o PGD para download, além do Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online sem necessidade de instalar programa

    (FOLHAPRESS) – O programa da da declaração do IR (Imposto de Renda) 2026 já está disponível no site oficial da Receita Federal por meio deste link. No canto direito da página, é preciso clicar em “Baixar programa” e seguir os passos indicados para fazer o download do Programa IRPF 2026, refernete ao ano-calendário de 2025. A previsão inicial do órgão era de liberar o programa apenas nesta sexta (20) a partir das 8h.

    Quem optar por instalar o programa poderá começar a preencher a declaração, mas o envio só poderá ser feito a partir das 8h desta segunda-feira (23), quando começa o prazo de entrega do IR 2026. Neste ano os contribuintes terão até as 23h59 do dia 29 de maio para prestar contas com o Leão.

    A maneira mais tradicional -e também a mais usada pelos contribuintes no ano passado- é baixar o PGD PGD (Programa Gerador da Declaração) do Imposto de Renda no computador.

    Está obrigado a declarar o IR quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 35.584 no ano, o que dá cerca de R$ 2.965,3 por mês, dentre outras regras de obrigatoriedade. Segundo a Receita, o PGD conta com um sistema de ajuda no programa, que também está disponível para quem optar por preencher pelo MIR (Meu Imposto de Renda).

    Em 2025, 82% das declarações foram entregues por meio do PGD. A segunda opção mais utilizada, responsável por 12,6% dos envios, foi o MIR pelo computador. No ano passado, a Receita anunciou que o PGD, apesar de ainda ser a forma mais popular de preencher a declaração, será descontinuado, mas o fisco ainda não confirmou quando isso deve acontecer.

    O fisco diz que o sistema Meu Imposto de Renda, que só pode ser acessado por meio de autenticação via Gov.br (níveis ouro ou prata), recebeu várias melhorias em relação ao ano passado. “A interface de ajuda está mais amigável e o sistema agora emite alertas para erros comuns, tais como pagamentos para dependentes sem a declaração de rendimentos e despesas médicas elevadas”, afirma o fisco.

    CUIDADO COM GOLPES

    Durante os primeiros dias de declaração, os contribuintes devem tomar cuidado com tentativas de golpes. Entre as fraudes mais comuns estão emails falsos em nome da Receita Federal, que já estão sendo enviados, links maliciosos que podem acessar o celular e/ou o computador do contribuinte e tentativas de coleta de dados pessoais.

    Golpistas também aproveitam o aumento na procura pelo PGD e pelo aplicativo da Receita para confundir o cidadão com softwares e apps maliciosos, infectando computadores de usuários que fazem o download a partir de sites não oficiais.

    COMO ENVIAR A DECLARAÇÃO?

    O contribuinte tem algumas opções para entregar o IR: pelo computador, pela internet ou pelo celular. A Receita disponibiliza o PGD para download, além do Meu Imposto de Renda, que permite o preenchimento online sem necessidade de instalar programa.

    No caso do PGD, o contribuinte instala o programa no computador diretamente na página oficial da Receita Federal e faz o preenchimento da declaração no próprio software.

    Já o MIR permite preencher e enviar a declaração de forma digital. O acesso pode ser feito pela página da Receita Federal, pelo e-CAC (Centro de Atendimento Virtual), pelo portal de serviços digitais do governo ou ainda pelo aplicativo da Receita Federal no celular.

    QUE DOCUMENTOS PRECISO SEPARAR PARA DECLARAR O IR?

    1) Rendimentos do trabalho assalariado:
    – Informe de rendimentos fornecido pelo empregador ou empresa para a qual prestou serviços;
    – Informes de recebimento pró-labore, recebimento de lucros de empresas (no caso de empresário).
    2) Instituições financeiras: informe de rendimentos com indicação dos saldos das contas-correntes em 31 de dezembro de 2024 e 31 de dezembro de 2025; dos saldos das aplicações financeiras nas mesmas datas; e dos respectivos rendimentos obtidos em 2025.
    3) Previdência Social:
    – INSS: informe de rendimentos dos benefícios recebidos em 2025, como aposentadorias e pensões;
    – Previdência privada: informe de rendimentos com indicação dos valores investidos em 2025, bem como os saldos em 31 de dezembro de 2024 e 31 de dezembro de 2025.
    4) Aluguéis: recibos mensais e informe de rendimentos fornecido pela imobiliária ou pelo inquilino, se for o caso.
    5) Pensão alimentícia: recibos de pensão alimentícia paga ou recebida em 2025, conforme o caso.
    6) Despesas médicas: comprovantes de gastos com plano de assistência médica, seguro saúde, exames laboratoriais, e consultas médicas, dentre outros.
    7) Educação: comprovantes de gastos com mensalidades escolares.
    8) Imóveis: documentação (escritura, contrato de compra e venda, recibo) de imóveis vendidos ou adquiridos em 2025.
    9) Veículos: documentação (nota fiscal, recibo) de veículos adquiridos ou vendidos.

    QUEM É OBRIGADO A DECLARA O IR?

    Deve entregar a declaração neste ano o contribuinte que, em 2025:
    – Recebeu rendimentos tributáveis -como salário e aposentadoria- a partir de R$ 35.584,00
    – Recebeu rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte (como rendimento de poupança ou FGTS) acima de R$ 200 mil
    – Obteve, em qualquer mês, ganho de capital na venda de bens ou direitos sujeito à incidência do Imposto;
    – Realizou operações de venda na Bolsas de Valores cuja soma foi superior a R$ 40 mil ou teve apuração de ganhos líquidos sujeitas à incidência do imposto Obteve, na atividade rural, receita bruta em valor superior a R$ 177.920 ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, prejuízos de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
    – Tinha, em 31 de dezembro, a posse ou a propriedade de bens ou direitos de valor acima de R$ 800 mil
    – Passou à condição de residente no Brasil em qualquer mês e nessa condição encontrava-se em 31 de dezembro;
    – Optou pela isenção do imposto sobre a renda incidente sobre o ganho de capital auferido na venda de imóveis residenciais, caso o produto da venda seja aplicado na aquisição de imóveis residenciais localizados no País, no prazo de cento e oitenta dias, contado da celebração do contrato de venda, nos termos do art. 39 da Lei nº 11.196, de 21 de novembro de 2005
    – Optou por declarar os bens, direitos e obrigações detidos pela entidade controlada, direta ou indireta, no exterior como se fossem detidos diretamente pela pessoa física, nos termos do regime de transparência fiscal de entidade controlada estabelecido no art. 8º da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Era titular, em 31 de dezembro, de trust e demais contratos regidos por lei estrangeira com características similares, nos termos dos arts. 10 a 13 da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Tinha capital investido em aplicações financeiras no exterior, a que se referem os arts. 2º a 4º e 9º da Lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023
    – Teve rendimentos ou pretenda compensar, no ano-calendário de 2025 ou posteriores, perdas de anos-calendário anteriores ou do próprio ano-calendário de 2025
    – Teve lucros ou dividendos de entidades no exterior, nos termos dos arts. 2º e 5º a 6º-A da lei nº 14.754, de 12 de dezembro de 2023.
    Quem é obrigado a declarar e atrasa paga multa mínima de R$ 165,74, que pode chegar a 20% do imposto devido no ano.

    Receita libera programa da declaração do Imposto de Renda

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  • Ataques do Irã reduzem exportação de gás do Catar em 17%

    Ataques do Irã reduzem exportação de gás do Catar em 17%

    País estima perdas de até US$ 20 bilhões por ano após danos em instalações de GNL. Governo afirma que recuperação pode levar até cinco anos e admite impacto em contratos com parceiros internacionais

    O governo do Catar informou nesta sexta-feira que os ataques iranianos às suas instalações energéticas devem reduzir em cerca de 17% a capacidade de exportação de gás natural liquefeito (GNL). As perdas anuais são estimadas em até US$ 20 bilhões.

    De acordo com o ministro da Energia do país, Saad Sherida Al-Kaabi, os danos exigirão um longo período de recuperação. “A reparação das instalações de GNL deve levar entre três e cinco anos. Isso terá impacto em países como China, Coreia do Sul, Itália e Bélgica”, afirmou em comunicado.

    O ministro também indicou que o país poderá ter dificuldades para cumprir contratos internacionais. “Isso significa que seremos forçados a declarar força maior por até cinco anos em alguns contratos de longo prazo de GNL”, disse, referindo-se a situações em que eventos fora do controle impedem o cumprimento de obrigações comerciais.

    Ataques do Irã reduzem exportação de gás do Catar em 17%

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