Categoria: ECONOMIA

  • Senado dos EUA aprova acordo para encerrar o mais longo shutdown

    Senado dos EUA aprova acordo para encerrar o mais longo shutdown

    Após 40 dias de paralisação, o Senado norte-americano aprovou um pacote emergencial que garante o financiamento temporário das agências federais até janeiro. A medida ainda precisa passar pela Câmara e ser sancionada por Donald Trump para reabrir oficialmente o governo dos Estados Unidos

    O Senado dos Estados Unidos aprovou na noite de domingo (9) uma proposta que deve pôr fim à paralisação do governo federal, conhecida como shutdown, após 40 dias de impasse político. A votação, realizada em sessão extraordinária, garantiu o avanço de um pacote emergencial de financiamento para as agências federais, abrindo caminho para a reabertura completa da máquina pública.

    O projeto, aprovado por 60 votos a 40, contou com o apoio de oito senadores democratas, número mínimo necessário para avançar a tramitação. A medida garante recursos para a maior parte das repartições públicas até janeiro e inclui dispositivos que impedem novas demissões em massa e asseguram o pagamento retroativo de salários aos servidores que ficaram sem receber.

    A proposta ainda precisa passar por nova votação no Senado, ser aprovada na Câmara dos Representantes e, por fim, sancionada pelo presidente Donald Trump. O acordo é resultado de intensas negociações entre parlamentares moderados dos dois partidos, que buscavam uma saída para o impasse orçamentário.

    Entre os pontos do pacote estão a destinação de verbas para programas agrícolas, construção militar e manutenção de agências legislativas até 2026. O texto também preserva o orçamento de órgãos como o Escritório de Responsabilidade Governamental (GAO), responsável por fiscalizar os gastos da Casa Branca, e restabelece fundos para programas humanitários como o Alimentos para a Paz, que havia sido cortado na proposta orçamentária original do governo.

    Mesmo sem atender a todas as exigências dos democratas, especialmente a prorrogação dos subsídios do seguro saúde, o acordo foi visto como um passo essencial para encerrar a crise que deixou milhares de servidores sem salário, afetou o funcionamento de aeroportos e paralisou serviços públicos essenciais.

     
     
     

    Senado dos EUA aprova acordo para encerrar o mais longo shutdown

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  • Fila de novos pedidos do INSS cresce 10% ao mês desde maio, diz presidente do órgão

    Fila de novos pedidos do INSS cresce 10% ao mês desde maio, diz presidente do órgão

    À reportagem ele afirma que esse é um dos principais motivos que o levou a pedir mais verba ao Ministério da Previdência Social, à Casa Civil e à Fazenda. Waller terá mais de R$ 287 milhões, já autorizados pelos órgãos, para manutenção de agências, da Central 135 e para pagar bônus a servidores.

    CRISTIANE GERCINA
    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A fila de novos pedidos de aposentadoria, pensão e demais benefícios ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) tem crescido em torno de 10% ao mês desde maio, segundo o presidente do órgão, Gilberto Waller Júnior, saltando de 1 milhão, em média, para 1,3 milhão, conforme os últimos dados disponíveis.

    À reportagem ele afirma que esse é um dos principais motivos que o levou a pedir mais verba ao Ministério da Previdência Social, à Casa Civil e à Fazenda. Waller terá mais de R$ 287 milhões, já autorizados pelos órgãos, para manutenção de agências, da Central 135 e para pagar bônus a servidores.

    A liberação dos últimos R$ 63 milhões foi publicada em edição extra na sexta-feira (7), pelo Ministério do Planejamento e Orçamento. O dinheiro servirá para pagar perícias judiciais e para os serviços de limpeza e segurança dos postos do INSS.

    Os valores, no entanto, não garantem a retomada do PGB (Programa de Gerenciamento de Benefício), que paga bônus a servidores para dar andamento à fila e fazer revisões. A fila do órgão é de 2,6 milhões de segurados à espera de benefícios.

    “Na verdade, o INSS tem uma demanda muito grande”, justifica, afirmando que eram realizadas 14 mil tarefas extras no PGB, número que subiu para 24 mil nos últimos meses.

    Waller Júnior afirma que em 2026 devem ser liberados mais R$ 100 milhões destinados ao PGB e, com isso, diz que o programa será retomado. Ele havia pedido à Previdência mais R$ 89 bilhões para pagar servidores. Como o dinheiro não foi liberado, suspendeu o PGB no dia 15 de outubro. A Previdência pediu explicações sobre os gastos.

    Quanto à fila de pedidos iniciais diz que, historicamente, as novas solicitações se mantinham em 1 milhão ao mês e, desde maio, foram subindo a uma média de 10%, até chegar em 1,3 milhão de solicitações. Ele atribui esse crescimento ao afrouxamento das regras para seguradas autônomas pedirem o salário-maternidade ao INSS.

    No ano passado, o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu que elas têm direito ao benefício com as mesmas normas das trabalhadoras com carteira assinada, ou seja, precisam de apenas um pagamento ao INSS para serem contempladas com a renda caso fiquem grávidas. Antes, conforme a reforma da Previdência do governo FHC, deviam ter ao menos dez pagamentos.

    “O salário-maternidade afetou, com muitas demandas atrasadas”, diz ele, referindo-se ao fato de que seguradas que tiveram bebês nos últimos cinco anos e não solicitaram o salário-maternidade por causa das regras limitadas podem, agora, fazer esse pedido.

    O presidente diz, no entanto, que o tempo médio de espera para receber o benefício desde o pedido inicial até a concessão caiu, chegando a 42 dias. “É o menor da história”, afirma. Por lei, o INSS deve conceder o benefício em até 45 dias. Depois desse prazo, passa a pagar juros e correção monetária.

    Waller Júnior diz que o órgão conta com o auxílio da tecnologia, com IA (Inteligência Artificial) e robotização, para conceder aposentadorias e pensões e, nas situações em que o segurado tem toda a documentação em dia, diz ele, consegue a concessão em até 48 horas.

    APAGÃO ORÇAMENTÁRIO
    A restrição orçamentária do INSS veio à tona no dia 15 de outubro, após o presidente do instituto enviar ofício à Previdência informando a suspensão do programa de bônus. Ele havia solicitado, no dia anterior, R$ 89,1 milhões, que não foram liberados.
    Dez dias depois, a Folha teve acesso a email enviado a participantes do programa com relatório do período destacando que o pagamento do serviço extra feito no mês estava limitado a 70% do total devido para contemplar a verba disponível no Orçamento.

    A mensagem dizia que o valor residual seria pago assim que a recomposição orçamentária fosse alcançada, sem prazo definido.
    Com a suspensão do PGB, servidores deixaram de fazer análises extras para a liberação de aposentadorias e pensões. A fila do órgão chegou a 2,6 milhões de segurados em agosto, dado mais recente.

    Os agendamentos extras do serviço social também foram suspensos, o que afeta a concessão e a revisão do BPC (Benefício de Prestação Continuada), que paga um salário mínimo a idosos a partir de 65 anos e pessoas com deficiência que façam parte de famílias de baixa renda.

    Como há, por parte do INSS, análise social para reconhecer se há direito ao BPC, esse serviço ficou comprometido e limitado apenas à agenda oficial dos servidores destacados para a tarefa, sem atividades extras.

    Fila de novos pedidos do INSS cresce 10% ao mês desde maio, diz presidente do órgão

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  • Neoenergia anuncia usina de energia solar para descarbonizar Fernando de Noronha

    Neoenergia anuncia usina de energia solar para descarbonizar Fernando de Noronha

    A usina solar fotovoltaica será integrada a sistemas de armazenamento por baterias e foi viabilizada em parceria com os governos federal e de Pernambuco, que cederam áreas de terrenos da Aeronáutica e da administração estadual para a instalação dos painéis. O investimento é de R$ 350 milhões –todo da Neoenergia. O objetivo é zerar a emissão de CO2.

    JOSÉ MATHEUS SANTOS
    FERNANDO DE NORONHA, PE (FOLHAPRESS) – Em um evento com presença de autoridades, a concessionária Neoenergia lançou, neste sábado (8), uma usina de energia solar com 30 mil painéis solares fotovoltaicos que prevê a descarbonização completa da geração energética do arquipélago de Fernando de Noronha até 2027.

    A usina solar fotovoltaica será integrada a sistemas de armazenamento por baterias e foi viabilizada em parceria com os governos federal e de Pernambuco, que cederam áreas de terrenos da Aeronáutica e da administração estadual para a instalação dos painéis. O investimento é de R$ 350 milhões –todo da Neoenergia. O objetivo é zerar a emissão de CO2.
    Atualmente, as usinas solares Noronha 1 e 2 geram 10% do consumo de energia elétrica do arquipélago.

    O lançamento da Usina Solar Noronha Verde acontece às vésperas do início oficial da COP30, a conferência das Nações Unidas para o Clima, em Belém, a partir de segunda-feira (10).

    A cerimônia contou com a participação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), e do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que representou o governo federal. Inicialmente, o presidente Lula participaria, mas o governo cancelou a agenda para que o petista fosse à cúpula da Celac (Comunidade dos Estados Latino-americanos e Caribenhos).

    “O Brasil inicia o processo de desligamento de uma usina que gasta 8,6 milhões de litros de óleo diesel por ano”, afirmou o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que defende que meio ambiente e desenvolvimento estejam associados nas políticas públicas.

    Os painéis vão ocupar 1,5% de toda a área da ilha principal do arquipélago e serão integrados a sistemas de armazenamento por baterias.

    A implantação será realizada em duas fases: a primeira entra em operação até maio de 2026 com 16% do total potencial e a segunda, no primeiro semestre de 2027, atingindo os 100% de operações. O projeto foi licenciado pela Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH), com anuência do ICMBio, gestor das unidades de conservação federal.

    “O sistema fotovoltaico gera energia para consumo instantaneamente da ilha e carrega as baterias. À noite, que não tem sol, as baterias previamente carregadas fornecerão energia para consumo noturno”, diz o CEO da Neoenergia, Eduardo Capelastegui.

    “É um projeto pioneiro, será a primeira ilha habitada da América Latina [a ter totalmente energia limpa]. A partir disso, pode-se ampliar as metas de carro elétrico e ter uma energia 100% renovável em todos os sentidos, não só na geração, mas também na mobilidade urbana e nos consumos domésticos”, acrescenta.

    A nova planta solar fotovoltaica integrada ao sistema de baterias terá capacidade de geração de 22 MWp (Megawatt-pico), com 49 MWh (Megawatt-hora) de sistema de baterias BESS, o equivalente ao consumo de 9.000 residências no continente.

    Mais do que um novo sistema híbrido de geração e armazenamento, estamos construindo um modelo de desenvolvimento sustentável que respeita o meio ambiente, valoriza as comunidades locais e projeta o Brasil como líder global em energia limpa”, diz Capelastegui.

    Atualmente, a maior parte da energia consumida em Fernando de Noronha é gerada pela Usina Tubarão, com o uso de diesel BS10, que representa uma mistura de diesel, de forma predominante, com biodiesel. Ao todo, em 2024, essa estrutura emitiu 22 mil toneladas de gás carbônico.

    O novo modelo busca diminuir a dependência do diesel, que é transportado para a ilha por meio de navios que saem do Rio Grande do Norte e de Pernambuco. Também há expectativa de redução no preço médio da conta. A logística de abastecimento varia, mas em média transporta 400 mil litros por semana. O consumo diário é de cerca de 27 mil litros por dia.

    A Neoenergia também inaugurou em setembro a primeira usina solar fotovoltaica flutuante do arquipélago, instalada no espelho d’água do Açude do Xaréu. Com investimento de R$ 10 milhões da concessionária, a usina flutuante tem potência de 622 kWp e geração estimada de 1.083 MWh/ano, suficiente para suprir cerca de 30% do consumo de energia da Companhia Pernambucana de Saneamento, estatal de tratamento de água e esgoto, na ilha e evitar a emissão de 717 toneladas de CO? por ano.

    Tanto na nova usina que será construída quanto na usina solar do Xaréu e que tem 940 placas, a Neoenergia conta com a parceria com a WEG, empresa global de equipamentos eletroeletrônicos, responsável pelo fornecimento completo dos sistemas fotovoltaicos e do sistema de armazenamento de energia, além da execução técnica e operacional de ambos os projetos.

    A concessionária Neoenergia faz parte do grupo espanhol Iberdrola e atua no Brasil desde 1997, além de fazer a distribuição de energia na Bahia, em Pernambuco, no Rio Grande do Norte, Distrito Federal e em São Paulo, além de municípios de Mato Grosso do Sul e da Paraíba.

    Os serviços da Neoenergia em Noronha também incluem a instalação de duas usinas solares para abastecimento de veículos elétricos, com 12 eletropostos, e estações de carregamento gratuitas para bicicletas elétricas.

    Em setembro, o Ministério de Minas e Energia anunciou a renovação do contrato de concessão da Neoenergia por mais 30 anos, até 2060, para a distribuição de energia elétrica em Pernambuco.

    O jornalista viajou a convite da Neoenergia

    Neoenergia anuncia usina de energia solar para descarbonizar Fernando de Noronha

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  • Nubank demite 12 pessoas após confusão em reunião por mudança no home office

    Nubank demite 12 pessoas após confusão em reunião por mudança no home office

    Empresa aplicou rescisão por justa causa e diz que trabalha para preservar livre debate de funcionários; encontro teve 7.000 empregados; reclamações persistem e citam viés contra quem é de fora do Sudeste

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O Nubank anunciou nesta sexta-feira (7) a demissão de 12 profissionais após uma tensa reunião com funcionários por causa das mudanças no modelo de home office da empresa.

    Na véspera, a companhia anunciou que vai migrar para o regime híbrido, com dois dias por semana presenciais até 1º de julho de 2026, e três dias até 1º de janeiro de 2027. Hoje, empregados têm de ir ao escritório uma semana por trimestre.

    A mudança foi comunicada em um email em que o CEO, David Velez, reconhece que poderia haver “disrupção para parte dos funcionários”. O executivo disse ainda que responderia às dúvidas de seus empregados durante o Coffee Break -uma reunião que a instituição financeira faz para discutir assuntos diversos durante a tarde. É possível participar do encontro por Zoom ou presencialmente.

    Participaram do encontro nesta quinta cerca de 7.000 dos 9.500 funcionários do Nubank. Parte dos funcionários reagiu mal à transição. Participantes ouvidos pela Folha de S.Paulo sob condição de anonimato relatam insultos e tom beligerante.

    A administração do Nubank respondeu com outro email de Velez, enviado na manhã desta sexta-feira (7). O anúncio, desta vez, era da demissão de 12 funcionários. “Foi uma decisão difícil, mas nós impusemos um limite do que é desrespeito e agressão.”

    O conselho de conduta da instituição financeira, que analisou os casos, decidiu pela rescisão por justa causa. O texto ainda informa que “muitos outros funcionários vão receber advertências por escrito”.

    Em nota, o Nubank afirma que não comenta casos individuais de desligamento. “Trabalhamos para preservar canais e rituais abertos para o livre debate entre os funcionários, mas não toleramos desrespeito e violações de conduta”, disse.

    O anúncio assinado por Velez contém um link para um site de perguntas e respostas sobre a transição do home office para o trabalho híbrido. A página acumula centenas de interações dos funcionários -algumas enviadas depois das demissões.

    No que se tornou um fórum de discussão, uns trabalhadores argumentam que moram longe de cidades onde há escritórios do Nubank e que organizaram as suas vidas em torno disso. Outros mencionam a falta de representatividade de pessoas de fora do Sudeste na instituição financeira para dizer que a decisão afeta desproporcionalmente quem mora fora de São Paulo.

    Algumas das exposições são complexas e amarram até uma dúzia de parágrafos com justificativas.

    O próprio CEO atualmente mora no Uruguai e disse que se mudará para um país com escritório da empresa para acompanhar as mudanças.

    A fintech afirmou que vai expandir seus escritórios para atender à demanda. São unidades em São Paulo (Pinheiros e Vila Leopoldina), uma na Cidade do México e uma em Bogotá, na Colômbia. A empresa ainda tem três “hubs de talentos”, espaços para networking e capacitação, em Montevidéu (Uruguai), Berlim (Alemanha) e Durham (EUA).

    Também devem ser inaugurados novos escritórios nas cidades de Campinas (SP), Belo Horizonte (MG), Rio de Janeiro (RJ), Buenos Aires (Argentina) e na região metropolitana de Washington (EUA), Miami e Palo Alto, nos Estados Unidos.

    Algumas funções serão exceções e permanecerão remotas, segundo o Nubank, “devido à natureza de seus trabalhos exigir pouca ou nenhuma interação com outras equipes”. São elas:

    – Xpeers (profissionais de atendimento ao cliente)
    – Investor Help (profissional de investimentos)
    – Ouvidoria Data Labeling (rotulador de dados)
    – Financial Crime Investigation (investigador de crimes financeiros)
    – Regulatory Solutions (profissionais de soluções regulatórias)
    – Talent Acquisition (função de recursos humanos para atrair talentos)

    Além disso, será possível solicitar uma exceção pessoal -por exemplo, quando houver situações médicas específicas-, que será analisada caso a caso. O Nubank considera critérios como senioridade, desempenho e distância do escritório para elegibilidade, mas ressalta que as exceções serão raras.

    Empregados elegíveis também poderão se inscrever para o programa de auxílio-realocação, para apoio em mudanças, quando necessário.

    Nubank demite 12 pessoas após confusão em reunião por mudança no home office

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  • China e EUA suspendem por um ano taxas portuárias mútuas

    China e EUA suspendem por um ano taxas portuárias mútuas

    A China e os Estados Unidos irão suspender a partir de segunda-feira as taxas portuárias mútuas impostas em outubro, no âmbito da última crise comercial anterior aos acordos assinados pelos presidentes dos dois países, Xi Jinping e Donald Trump.

    Especificamente, conforme indicado no final de outubro pelo Ministério do Comércio da China, essas taxas serão suspensas por um ano após Washington encerrar, em 10 de novembro, as investigações sobre os setores marítimo, logístico e de estaleiros navais do gigante asiático.

    Essas “taxas portuárias especiais” aplicadas a navios norte-americanos foram anunciadas em 10 de outubro pelo Ministério dos Transportes da China, em resposta a uma medida semelhante adotada pelos Estados Unidos em abril contra embarcações chinesas. Ambas as medidas entraram em vigor apenas quatro dias depois de serem anunciadas.

    Desde 14 de outubro, a China vinha aplicando tarifas adicionais por viagem a navios de propriedade, operação ou bandeira americana, bem como àqueles construídos nos EUA ou pertencentes a empresas com pelo menos 25% de capital norte-americano.

    As taxas aplicadas eram de 50 dólares (cerca de R$ 270) por tonelada líquida aos navios chineses que atracavam em portos dos EUA, valor que aumentaria em 30 dólares por ano até 2028. Já os navios americanos que chegavam aos portos chineses pagavam 56 dólares por tonelada líquida, com aumento gradual até 157 dólares também até 2028.

    Tanto representantes do setor quanto analistas alertaram que essas medidas elevariam os custos operacionais do transporte marítimo, podendo causar mudanças nas rotas comerciais ou reduções nos volumes de carga, em um setor já pressionado pelo aumento do preço dos combustíveis e pela fragilidade do comércio global.

    De acordo com estimativas da consultoria Alphaliner, citadas pela agência EFE, se as taxas fossem mantidas, as dez maiores companhias marítimas poderiam pagar até US$ 3,2 bilhões (cerca de € 2,7 bilhões) em tarifas americanas até 2026. Desse total, a estatal chinesa Cosco seria responsável por aproximadamente US$ 1,53 bilhão (cerca de € 1,3 bilhão).

    Além das taxas portuárias, China e Estados Unidos também concordaram em reduzir algumas tarifas impostas nos últimos meses, suspender certas restrições de exportação — como as anunciadas pela China em outubro sobre terras raras — e retomar o comércio agrícola entre os dois países.

    China e EUA suspendem por um ano taxas portuárias mútuas

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  • Bolsa volta bater recorde e alcança marca de 154 mil pontos; dólar recua

    Bolsa volta bater recorde e alcança marca de 154 mil pontos; dólar recua

    O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,336, com queda de R$ 0,012 (0,22%)

    Após um dia de oscilações, a bolsa de valores voltou a bater recorde e atingiu a marca inédita de 154 mil pontos. O dólar recuou pela terceira vez seguida e fechou no menor valor em um mês.

    O índice Ibovespa, da B3, encerrou esta sexta-feira (7) aos 154.063 pontos, com alta de 0,47%. O indicador chegou a cair 0,6% às 11h32, mas reagiu durante à tarde, amparado pelas ações da Petrobras, as mais negociadas.

    Essa foi a 13ª alta seguida do Ibovespa e o 10º recorde consecutivo da bolsa brasileira. O Ibovespa acumula ganhos de 3,02% na semana e 28,08% em 2025. A sequência atual de altas só está atrás das 15 valorizações seguidas registradas em maio e junho de 1994, pouco antes do Plano Real.

    Em relação à Petrobras, os investidores reagiram bem à divulgação do lucro de R$ 32,7 bilhões no terceiro trimestre e ao anúncio da distribuição de R$ 12,16 bilhões em dividendos.

    As ações ordinárias da estatal, com direito a voto em assembleia de acionistas, valorizaram 4,83% nesta sexta-feira. Os papéis preferenciais (com preferência na distribuição de dividendos) subiram 3,77%.

    Câmbio

    O mercado de câmbio também teve um dia de alívio. O dólar comercial fechou o dia vendido a R$ 5,336, com queda de R$ 0,012 (0,22%). A cotação chegou a subir para R$ 5,36 por volta das 10h, mas caiu nas horas seguintes, até fechar próxima da mínima da sessão.

    No menor valor desde 6 de outubro, a moeda estadunidense caiu 0,83% na semana. A divisa acumula queda de 0,82% em novembro e de 13,66% em 2025.

    Sem grandes notícias externas, o câmbio acompanhou o movimento internacional, com o dólar caindo perante as principais moedas.

    Bolsa volta bater recorde e alcança marca de 154 mil pontos; dólar recua

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  • Lula defende tributação de super ricos para ação climática

    Lula defende tributação de super ricos para ação climática

    A taxação de grandes fortunas pode gerar de US$ 200 bilhões a US$ 1,3 trilhão, a depender do percentual de tributação aplicado

    BELÉM, PA (FOLHAPRESS) – Em discurso aos líderes mundiais nessa sexta-feira (7), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu que os mais ricos do mundo sejam taxados para bancar iniciativas para combater os impactos das mudanças climáticas.

    “As exigências crescentes de adaptação vão requerer esforços ainda maiores de financiamento. Sem incluir o capital privado, a conta não fechará”, disse. “Um imposto mínimo sobre corporações multinacionais e a tributação de super ricos podem gerar recursos valiosos para a ação climática.”

    O presidente argumentou, ainda, que mercados de carbono também devem ser uma fonte de transferência de renda para ajudar no financiamento climático. Ele citou a coalizão lançada pelo Brasil na COP30, junto de União Europeia e China, para unificar os valores cobrados pelo carbono como uma ferramenta para tornar esse processo mais justo.

    “É possível pensar em um novo modelo de economia sem sacrificar a geração de riqueza. É viável trabalhar por uma transição justa que proporcionem ao Sul Global as oportunidades que lhe foram negadas no passado”, afirmou Lula.
    O presidente cobrou que os signatários do Acordo de Paris cumpram o que prometeram, em especial quanto ao repasse de verbas aos países mais pobres.

    O acordo se baseia no entendimento de que cada país fará o melhor que estiver ao seu alcance para evitar o aquecimento de mais de 1,5°C”, disse. “[Mas] sem meios de implementação adequados, exigir a implementação dos países em desenvolvimento é injusto e irrealista”.

    Lula ressaltou também que a maioria dos recursos são repassados em forma de empréstimo, aumentando o endividamento das nações em desenvolvimento. Assim, defendeu que sejam adotados mecanismos de troca de dívida -a partir dos quais investimentos climáticos podem ser descontados da dívida pública.

    Lula defende tributação de super ricos para ação climática

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  • Aneel quer que preço da conta de luz mude conforme horário do dia

    Aneel quer que preço da conta de luz mude conforme horário do dia

    Proposta prevê aumento do valor em períodos de pico, para estimular consumo em outros horários; mudança está ligada à alteração do parque gerador, mais dependente de usinas solares e eólicas

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) pretende alterar a forma como boa parte dos brasileiros paga pela energia, fazendo com que o valor cobrado na conta de luz passe a variar conforme o horário diário em que se deu o consumo.

    O objetivo é incentivar pessoas e pequenas empresas com maior uso de eletricidade a deslocarem parte de seu consumo para fora do chamado “horário de pico”, normalmente no início da noite, entre 18h e 21h, quando o sistema elétrico enfrenta maior sobrecarga.

    A Folha de S.Paulo teve acesso a detalhes dessa proposta, que ainda deve ser objeto de uma audiência pública pelo prazo de 90 dias, para colher sugestões. A expectativa da agência reguladora é que o tema já esteja regulado no início do ano que vem, para entrar em vigor até o fim de 2026.

    Pela minuta elaborada, seriam alvo da medida os consumidores de baixa tensão que consomem mais de 1.000 kWh (quilo-watt-hora) por mês. Neste perfil podem entrar famílias maiores, que vivam em propriedades de grande porte, além de comércios em geral, como restaurantes e hotéis.

    Hoje, está em vigor um tipo de “tarifa horária” que é cobrada de grandes consumidores, como indústrias, que podem optar por aderir à chamada “Tarifa Branca”, que existe desde 2018 e prevê o mesmo tipo de incentivo para tentar reduzir a pressão sobre o abastecimento elétrico.

    O uso dessa tarifa, porém, depende da adesão de cada grande consumidor, que precisa fazer um pedido à sua distribuidora. Na avaliação da Aneel, essa regra acabou comprometendo o resultado da iniciativa.

    Por isso, a nova proposta acaba com a necessidade de adesão, fazendo com que qualquer consumidor que consuma mais de 1.000 kWh seja, automaticamente, enquadrado pela tarifa horária, podendo sair dela se achar que não compensa.

    “Essa medida permitirá ampliar a resposta da demanda, induzindo o deslocamento do consumo para horários de menor carregamento, contribuindo para a modicidade tarifária, eficiência na utilização da rede e maior integração das fontes renováveis, reduzindo os cortes de geração”, afirma a agência, em nota técnica que analisa a proposta.

    Nos cálculos da Aneel, o programa afetaria uma parcela pequena do consumidor residencial, equivalente a apenas 0,9% do total do país. Esse alcance subiria para 5,9% dos consumidores rurais e 17,1% do grupo formado pelo setor comercial, industrial e de serviços.

    Esses consumidores, quando somados, respondem por apenas 2,5% daqueles que usam as redes de baixa tensão. Por outro lado, são responsáveis por cerca de 25% de toda a energia consumida na baixa tensão do país.

    Para ampliar o interesse na proposta, a Aneel chega a sugerir nomes que possam resultar em maior “engajamento dos consumidores”. No lugar da “Tarifa Branca” dos grandes consumidores, é sugerido o uso de termos como “Tarifa Hora Certa”, “Tarifa Inteligente”, “Tarifa Flexível” e “Tarifa Sustentável”.

    A lógica que sustenta a proposta está ligada à mudança vivida na matriz de geração do setor elétrico, que atravessa uma fase de forte expansão da geração eólica, além dos painéis solares, usados tanto em grandes usinas quanto em telhados residenciais.

    O resultado é que, durante o dia, a oferta de energia é alta, mas ao anoitecer, quando o sol se põe, a geração cai rapidamente, enquanto o consumo sobe. Isso gera um engarrafamento elétrico, que pressiona o sistema e pode exigir o acionamento de usinas térmicas, mais caras e mais poluentes, mas que entregam energia na hora exata que se precisa.

    Para se ter uma ideia do crescimento da fonte solar, esta saltou de 793 MW (megawatts) em 2020 para 5.589 MW em 2024. Foi fonte de maior expansão no período, respondendo por 51,8% da potência adicionada em 2024.

    No caso das eólicas, a expansão saiu de 1.726 MW em 2020 para 4.239 MW em 2024, sustentada por políticas de leilões de energia, subsídios e novas tecnologias. O vento respondeu por 39,3% do crescimento da geração no ano passado.

    O resultado disso é que, somadas as fontes solar e eólica, 91,1% da potência instalada em 2024 veio dessas usinas. “A dominância evidente das fontes solar e eólica, turbinadas pelas políticas de subsídios anteriormente mencionadas, tornaram a operação do sistema bastante complexa, dada a redução da flexibilidade que o operador do sistema tem para modular a geração conforme o comportamento da carga”, afirma a Aneel no documento.

    Ao tornar a energia mais cara em horários de pico e mais barata nos demais, a agência espera estimular mudanças de comportamentos, como programar máquinas de lavar para outros períodos, ajustar horários de uso de ar-condicionado ou carregar carros elétricos de madrugada.

    “A tarifa horária atua como um instrumento regulatório que alinha o comportamento da demanda às condições reais de oferta, reduzindo riscos operativos e maximizando a eficiência da rede”, afirma a nota técnica. “Momentos de sobreoferta de energia devem resultar em menores custos, que devem ser percebidos pelos consumidores, para que se aproveitem disso e reduzam o custo médio de compra de energia.”

    A Folha de S.Paulo questionou a Aneel e o MME (Ministério de Minas e Energia sobre o assunto) sobre o assunto, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem.

    Aneel quer que preço da conta de luz mude conforme horário do dia

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  • Tesla aprova bônus que pode tornar Musk o primeiro trilionário do mundo

    Tesla aprova bônus que pode tornar Musk o primeiro trilionário do mundo

    Acionistas da Tesla aprovaram um pacote bilionário que pode tornar Elon Musk o primeiro trilionário do mundo. O bônus, estimado em até US$ 878 bilhões, depende de metas ambiciosas, como multiplicar o valor de mercado e os lucros da montadora nos próximos anos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Os acionistas da Tesla aprovaram nesta quinta-feira (6) um pacote de remuneração que pode garantir ao bilionário Elon Musk um bônus de US$ 878 bilhões ao longo da próxima década, o maior pagamento do tipo na história corporativa.

    Mais de 75% dos votos foram favoráveis à proposta, segundo a empresa, em uma votação vista como endosso à ambição do bilionário de transformar a montadora de carros elétricos em uma gigante de inteligência artificial e robótica.

    A remuneração, no entanto, está ligada a uma série de metas ambiciosas de longo prazo. Para alcançar o US$ 1 trilhão, Musk deve quase sextuplicar o valor de mercado da montadora, de US$ 1,5 trilhão para US$ 8,5 trilhões, multiplicar os lucros em 24 vezes, para US$ 400 bilhões, e vender milhões de robôs.

    Com o bônus, o bilionário pode sair do patrimônio atual de cerca de US$ 490 bilhões, segundo a Forbes, para se tornar o primeiro trilionário do mundo.

    A vitória era esperada, já que Musk pôde exercer o direito de voto de sua participação de cerca de 15%, após a Tesla transferir sua sede legal de Delaware para o Texas -movimento que contornou uma disputa judicial que havia travado um aumento anterior de remuneração.

    Com os bônus, a participação do empresário na empresa poderia chegar a 25%. As ações da Tesla subiram cerca de 1% nas negociações pós-fechamento do mercado.

    Mesmo assim, o plano enfrentou resistência de investidores institucionais, incluindo o fundo soberano da Noruega, que criticaram o valor “fora de escala” e o precedente que ele cria para a governança corporativa. O conselho da Tesla havia alertado que Musk poderia deixar a empresa caso o pacote fosse rejeitado.

    No evento da empresa, em Austin, no Texas, Musk subiu ao palco em Austin acompanhado de robôs. “O que estamos prestes a iniciar não é apenas um novo capítulo do futuro da Tesla, mas um livro completamente novo”, disse. “Vai ser uma história e tanto.”

    Analistas consideram o resultado positivo para as ações da montadora, cujo valor de mercado depende da visão de Musk de expandir tecnologias de direção autônoma, táxis-robôs e robôs humanoides -apesar de suas declarações políticas e polêmicas recentes terem prejudicado a imagem da marca.

    O conselho argumenta que o plano beneficia os acionistas no longo prazo, pois Musk só receberá a remuneração se atingir metas ambiciosas. Entre elas, produzir 20 milhões de veículos, colocar 1 milhão de robotáxis em operação, vender 1 milhão de robôs e alcançar até US$ 400 bilhões em lucro operacional.
    Caso as metas sejam alcançadas e o valor de mercado alcance os US$ 8,5 trilhões, sua fatia na montadora valeria US$ 2,4 trilhões.

    A aprovação também deve aliviar preocupações de investidores sobre a atenção de Musk, dividida entre a Tesla e suas outras companhias, como a SpaceX e a xAI, além de sua crescente atuação política.

    Tesla aprova bônus que pode tornar Musk o primeiro trilionário do mundo

  • Bets propõem imposto retroativo em troca de taxa de aposta menor

    Bets propõem imposto retroativo em troca de taxa de aposta menor

    Empresas de apostas esportivas tentam negociar com o governo para evitar que a taxa sobre apostas dobre de 12% para 24%. As bets propõem pagar impostos retroativos sobre lucros passados em troca de uma alíquota menor, estimando arrecadar R$ 12,5 bilhões ao país

    (FOLHAPRESS) – As empresas de apostas esportivas, conhecidas como bets, estão negociando com líderes do governo no Congresso uma moeda de troca para impedir que a taxa de aposta cobrada das companhias dobre, de 12% para 24%. Esse aumento foi proposto pelo senador Renan Calheiros em novo projeto de lei para compensar a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5.000 por mês.

    As casas de jogos de azar são um dos principais alvos do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para que o governo aumente a arrecadação e consiga fechar as contas públicas sem ter que fazer corte de gastos em pleno ano pré-eleitoral.

    A cobrança retroativa de impostos das casas de apostas que operaram no Brasil legalmente nos últimos cinco anos, mas por meio de empresas sediadas em paraísos fiscais, já tinha sido colocada em discussão no Congresso no âmbito das compensações para os aumentos de gastos do governo.

    Esse é um tema que vem sendo defendido pelo Ministério da Fazenda desde o começo do ano. Em março, o secretário da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, defendeu que as bets que atuaram no Brasil antes da regulamentação do setor já respondiam ao fisco nacional e, por isso, devem pagar impostos retroativamente.

    “Porque, no passado, se eles tiveram renda aqui no Brasil, tiveram faturamento, e estavam de fato no Brasil, eles devem tributos ao Brasil”, afirmou Barreirinhas na época.

    Mas o assunto acabou saindo de pauta no novo projeto de lei proposto por Calheiros. Agora, muitas bets estão se articulando para retomar a discussão usando a medida como moeda de troca para uma alta menor da taxa de aposta, para até 15%.

    Segundo uma associação do setor que preferiu não se identificar, a cobrança retroativa tem potencial de arrecadação de R$ 12,5 bilhões de uma só vez, o que ajudaria no cumprimento do orçamento no curto prazo. O número foi apurado por meio de uma plataforma particular de dados sobre as empresas que estão operando legalmente no Brasil.

    A avaliação de algumas casas de aposta é de que, embora isso penalize grandes bets que atuam no Brasil há muito tempo antes da regulamentação de suas atividades, para investimentos de longo prazo, pagar o imposto retroativamente é um remédio amargo que poderia ser aturado em troca de um imposto menor. Isso porque o valor do passado é um número fechado, enquanto a taxa de aposta será paga indefinidamente no futuro.

    O Ministério da Fazenda foi questionado pela reportagem se está considerando a ideia, mas não retornou até a publicação da reportagem.

    Bets propõem imposto retroativo em troca de taxa de aposta menor