Categoria: ECONOMIA

  • Brasil cria mais de 147 mil empregos com carteira assinada em agosto

    Brasil cria mais de 147 mil empregos com carteira assinada em agosto

    O Ministério do Trabalho e Emprego informou que o resultado de agosto decorreu de 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos no período

    O Brasil fechou o mês de agosto com saldo positivo de 147.358 empregos com carteira assinada. O balanço é do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) divulgado nesta segunda-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O MTE informou que o resultado de agosto decorreu de 2.239.895 admissões e 2.092.537 desligamentos no período.

    O saldo de empregos formais em agosto superou o registrado em julho, que ficou em 134.251. Apesar do resultado, a criação de empregos voltou a cair em razão da alta de juros e da desaceleração da economia na comparação com o mesmo mês do ano passado, quando foram gerados 239.069. 

    Quatro dos cinco grandes agrupamentos apresentaram resultado positivo. O setor de Serviços fechou o mês com 81.002 novos empregos; Comércio com 32.612; a Indústria 19.098; Construção Civil ficou com 17.328. A agropecuária registrou saldo negativo de 2.665 vagas. 

    No mês passado foi registrado saldo positivo em 25 dos 27 estados. Em números absolutos, o destaque ficou com São Paulo, com 45.450 novas vagas preenchidas; o Rio de Janeiro, com 16.128 e Pernambuco, com 12.692.

    Proporcionalmente, o destaque ficou para Paraíba que cresceu 1,61%, o Rio Grande do Norte, com 0,98% e Pernambuco, com crescimento de 0,82%. Dos total de postos gerados no mês, 75,1% foram considerados típicos e 24,9% não típicos, com com destaque para trabalhadores com jornada de até 30 horas por semana (40.544, principalmente na área de educação) e aprendizes (20.252).

    Nos últimos 12 meses (de julho de 2024 a agosto de 2025), o saldo positivo é de 1.438.243 novas vagas formais. O resultado é menor do que o registrado no período de junho de 2024 a julho de 2025, quando a geração de empregos fechou com 1.804.122 postos de trabalho.

    O salário médio real de admissão em agosto de 2025 atingiu R$ 2.295,01, apresentando alta de R$ 12,70 (+0,56%) em relação a julho, quando estava em R$ 2.282,31.

    Brasil cria mais de 147 mil empregos com carteira assinada em agosto

  • Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,81%

    Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,81%

    A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,48 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,58

    A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – passou de 4,83% para 4,81% este ano. A estimativa foi publicada no boletim Focus desta segunda-feira (29), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

    Para 2026, a projeção da inflação também caiu, de 4,29% para 4,28%. Para 2027 e 2028, as previsões são de 3,9% e 3,7%, respectivamente.

    A estimativa para este ano está acima do teto da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%. Em agosto, puxada pela redução na conta de energia elétrica, a inflação oficial ficou negativa, ou seja, deflação de 0,11%. Com o resultado, o IPCA acumulado em 12 meses ficou em 5,13%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

    Juros básicos

    Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros  – a Selic – definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. As incertezas do cenário econômico externo e indicadores que mostram a moderação no crescimento interno estão entre os fatores que levaram à manutenção da Selic, na última reunião, este mês.

    A intenção do colegiado é, de acordo com a ata divulgada, manter a taxa de juros atual “por período bastante prolongado” para garantir que a meta da inflação seja alcançada.

    A estimativa dos analistas é que a taxa básica encerre 2025 nesses 15% ao ano. Para o fim de 2026, a expectativa é que a Selic caia para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a previsão é que ela seja reduzida novamente para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente.

    Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas.

    Assim, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia. Quando a taxa Selic é reduzida a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.

    PIB e câmbio

    Nesta edição do boletim Focus, a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano foi mantida em 2,16%. Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2027 e 2028, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 1,9% e 2%, respectivamente.

    Puxada pelas expansões dos serviços e da indústria, no segundo trimestre deste ano, a economia brasileira cresceu 0,4%. Em 2024, o PIB fechou com alta de 3,4%. O resultado representa o quarto ano seguido de crescimento, sendo a maior expansão desde 2021, quando o PIB alcançou 4,8%.

    A previsão da cotação do dólar está em R$ 5,48 para o fim deste ano. No fim de 2026, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,58.

    Mercado financeiro reduz previsão da inflação para 4,81%

  • Dólar abre em alta, mas passa a cair em meio Ptax e de olho em risco fiscal nos EUA

    Dólar abre em alta, mas passa a cair em meio Ptax e de olho em risco fiscal nos EUA

    Dólar abriu em alta, mas virou para queda diante do real com cautela fiscal nos EUA e expectativa sobre negociações para evitar shutdown. No Brasil, Alckmin e Haddad projetam avanços em tarifas e reforma tributária, enquanto indicadores econômicos mostram leve melhora na confiança

    O dólar abriu esta segunda-feira, 29, em alta leve ante o real, mas passou a cair, refletindo a desvalorização da divisa americana e dos rendimentos dos Treasuries em meio à cautela fiscal nos EUA. Investidores operam atentos às negociações políticas para evitar um shutdown (paralisação) do governo dos EUA em meio ao encerramento do ano fiscal americano nesta terça-feira. Falas de vários dirigentes do Federal Reserve também estão no radar nesta segunda, antes de dados de emprego americano, em especial o relatório oficial do payroll, na sexta-feira.

    No câmbio, a moeda americana chegou a subir nos primeiros negócios, mas perdeu força ante o real em véspera de definição da última taxa Ptax de setembro, amanhã. Há apostas em novos corte de juros nos EUA e expectativas ainda de possível conversa sobre tarifas entre os presidentes Lula e dos EUA, Donald Trump, nesta semana.

    O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, reafirmou hoje estar otimista quanto a um possível encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump, que pode destravar as negociações para reduzir o tarifaço sobre produtos brasileiros. Alckmin disse esperar avanços nas exceções às tarifas e uma possível redução da alíquota de 50% para os setores afetados.

    Já o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que a discussão sobre isenção do imposto de renda até R$ 5 mil está madura no Congresso. “Esta semana vamos possivelmente votar reforma da renda e terminar a reforma do consumo”.

    No boletim Focus, a mediana para a inflação suavizada nos próximos 12 meses passou de 4,36% para 4,28%. A mediana para o IPCA de 2025 caiu de 4,83% para 4,81% e a projeção para 2026, de 4,29% para 4,28%.

    Já o IGP-M subiu 0,42% em setembro, após +0,36% em agosto, segundo a FGV. O resultado superou a mediana das projeções do mercado (+0,32%). O indicador acumula queda de 0,94% no ano e alta de 2,82% em 12 meses.

    O Índice de Confiança do Comércio (ICOM) do Ibre/FGV avançou 1,6 ponto em setembro, para 84,7 pontos, interrompendo duas quedas mensais consecutivas. Já a confiança de Serviços (ICS) avançou 1,9 ponto em setembro, para 89,0 pontos, na série dessazonalizada, após três quedas seguidas.

    As concessões de crédito livre dos bancos diminuíram 3,3% em agosto ante julho, para R$ 555,6 bilhões, mas em 12 meses cresceram 11,7%, sem ajustes sazonais, informou o Banco Central.

    Dólar abre em alta, mas passa a cair em meio Ptax e de olho em risco fiscal nos EUA

  • Estamos otimistas com negociações com Trump, diz Alckmin em entrevista

    Estamos otimistas com negociações com Trump, diz Alckmin em entrevista

    Alckmin afirmou que confia em um avanço nas negociações após o encontro entre Lula e Trump. O vice-presidente destacou que o setor privado terá papel central para ampliar exceções ao tarifaço e reduzir a alíquota de 50% sobre produtos brasileiros

    O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, disse, nesta segunda-feira, 29, que está otimista que o possível encontro entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump destrave as negociações para reduzir o tarifaço contra parte os produtos brasileiros. Ele concedeu entrevista à Rádio CBN.

    Nós estamos confiantes de que terá uma boa conversa entre o presidente Lula e o presidente Trump e que isso possa destravar ainda para a gente avançar mais”, declarou.

    Segundo ele, o encontro deve permitir novos passos na direção de mais exceções ao tarifaço e também de uma redução das tarifas de 50% para quem está sendo afetado. Ele declarou ainda que, apesar de não se ter informações sobre data ou o tipo da reunião entre os chefes de Estado, ela será um passo importante.

    Alckmin disse estar otimista com o avanço das negociações, mas que é preciso esperar os próximos passos. Afirmou que o setor privado foi muito importante e continuará a ser para que o tarifaço seja minimizado.

    “Então, o setor privado teve e terá um papel importante para a gente excluir mais setores do tarifaço, que foi 10% mais 40%, aí que dá os 50%, e reduzir essa alíquota, porque não tem sentido”, disse.

    O vice-presidente declarou não ter detalhes de o que levou Trump a se mostrar mais aberto a negociar com o Brasil, mas achou positiva a mudança. Segundo ele, os argumentos lógicos estão do lado brasileiro.

    Ele disse também não haver relação entre decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e uma política de importações, como o feito pelos EUA. Com isso, o avanço do diálogo ajudará bastante a melhorar a relação com os norte-americanos.

    “Tarifa de importação e exportação é política regulatória, não tem nada a ver com a questão de decisão de Suprema Corte”, afirmou.

    Alckmin declarou daqui a 15 dias irá à Índia para negociar a abertura de mais mercados para os produtos brasileiros.

    Estamos otimistas com negociações com Trump, diz Alckmin em entrevista

  • Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,0%; para 2026, segue em 12,25%

    Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,0%; para 2026, segue em 12,25%

    Mesmo após a manutenção dos juros pelo Copom, o Focus manteve a projeção da Selic em 15% no fim de 2025 pela 14ª semana seguida. O BC reforça cautela diante da incerteza e avalia se o nível atual será suficiente para conter a inflação

    A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,00% pela 14ª semana consecutiva, após o Comitê de Política Monetária (Copom) ter mantido os juros neste nível na mais recente decisão, no dia 17 de setembro.

    Na ata, o Copom reafirmou que o cenário é marcado por elevada incerteza, o que exige cautela na condução da política monetária. Repetiu também que seguirá vigilante, avaliando se a manutenção do nível corrente da taxa de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta.

    O colegiado detalhou que, “na medida em o cenário tem se delineado conforme esperado, o Comitê inicia um novo estágio em que opta por manter a taxa inalterada e seguir avaliando se, mantido o nível corrente por período bastante prolongado, tal estratégia será suficiente para a convergência da inflação à meta”.

    Considerando apenas as 71 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a mediana para a Selic no fim deste ano também seguiu em 15,00%.

    A mediana para a Selic no fim de 2026 continuou em 12,25%. Considerando só as 70 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 12,25% para 12,00%.

    A projeção para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela 33ª semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,00% pela 40ª semana consecutiva.

     

    Focus: Selic no fim de 2025 continua em 15,0%; para 2026, segue em 12,25%

  • Trump promete tarifas a móveis importados e anuncia taxa de 100% sobre filmes estrangeiros

    Trump promete tarifas a móveis importados e anuncia taxa de 100% sobre filmes estrangeiros

    Trump promete tarifa de 100% sobre filmes estrangeiros e mira setor moveleiro com novas taxas, afirmando que medidas são necessárias para recuperar indústrias que perderam espaço para concorrentes internacionais, especialmente na China

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira, 29, que pretende aplicar tarifas adicionais sobre móveis produzidos fora do país e impor uma taxa de 100% a filmes estrangeiros. As medidas, segundo ele, têm como objetivo reverter a perda de competitividade de setores que já foram tradicionais da economia norte-americana.

    No caso do setor moveleiro, Trump afirmou que a Carolina do Norte, historicamente um polo do segmento, “perdeu completamente” sua indústria para a China e outros países.

     

    Para enfrentar essa situação, em publicações na Truth Social, ele prometeu tarifas \”substanciais\” contra qualquer nação que exporte móveis em vez de produzi-los dentro dos EUA, e deve divulgar mais detalhes em breve.

     

    O republicano também apontou a indústria cinematográfica como alvo. Segundo ele, o negócio de filmes “foi roubado” por outros países, em um processo que comparou a “tirar doce de criança”.

    Trump responsabilizou ainda o governador da Califórnia, o democrata Gavin Newsom, a quem chamou de fraco e incompetente – sem mencionar seu nome – por não proteger o setor em um Estado que historicamente concentra a maior parte da produção de Hollywood.

    Ao justificar a imposição da tarifa de 100% sobre filmes feitos no exterior, o presidente disse que pretende resolver um “problema de longa data e sem fim” enfrentado pela indústria norte-americana.

    Trump promete tarifas a móveis importados e anuncia taxa de 100% sobre filmes estrangeiros

  • É preciso 'consertar' o Brasil, diz secretário de Comércio de Trump

    É preciso 'consertar' o Brasil, diz secretário de Comércio de Trump

    Em entrevista, o secretário de Comércio dos EUA, Howard Lutnick, incluiu o Brasil entre os países que, segundo ele, precisam “abrir seus mercados” para não prejudicar a economia americana. A declaração ocorre em meio ao tarifaço de Donald Trump e às negociações com Lula

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, disse que é preciso “consertar” o Brasil e “um monte de países” que prejudicam comercialmente os Estados Unidos. A declaração foi dada em entrevista à emissora News Nation, neste sábado (27).

    Lutnick citou Brasil, Suíça e Índia, entre os países “para consertar”. “Esses são países que precisam reagir corretamente aos Estados Unidos. Abrir seus mercados, parar de tomar ações que prejudiquem os Estados Unidos, e é por isso que estamos em desvantagem com eles”, afirmou.

    De acordo com o secretário, as tarifas aplicadas por Donald Trump serão mantidas até que esses países abram seus mercados e com isso entendam que, “se querem vender para os consumidores americanos, é preciso ‘jogar bola’ com o presidente dos Estados Unidos.”

    “Um país pequeno como a Suíça tem um déficit comercial de US$ 40 bilhões [R$ 213,7 bilhões] com os EUA. Eles dizem: ‘Bem, é um pequeno país rico’. Sabe por que eles são um pequeno país rico? Porque nos vendem US$ 40 bilhões a mais em produtos”, disse Lutnick.

    Como já foi constatado desde antes do início do tarifaço, os Estados Unidos têm superávit na relação comercial com o Brasil. A diferença entre o que os americanos venderam e o que compraram em bens e serviços do Brasil em 2024 somou US$ 28,6 bilhões (R$ 152,8 bilhões). Este foi o saldo positivo para a nação comandada por Trump.

    Incluído em agosto no tarifaço de 50% aplicado pelos EUA a produtos de diversos países, o Brasil foi a única nação citada pelo secretário que não integra a nova rodada de tarifas anunciada por Donald Trump. A partir de 1º de outubro, penalizações que variam de 25% a 100% vão atingir setores como medicamentos, caminhões pesados, móveis e utensílios domésticos, afetando Irlanda, Suíça, Austrália, Coreia do Sul, Reino Unido, Índia, México, Alemanha, China, Japão, entre outros países.

    A proposta do tarifaço pretende proteger a indústria americana dos produtos importados. É em razão dessa política, no entanto, que o dólar vem perdendo valor em todo o mundo e é esperado um aumento da inflação no território americano.

    Em breve encontro na semana passada, durante a abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, em Nova York, Donald Trump encontrou rapidamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disse que entre eles ocorreu “uma química excelente. Os mandatários dos dois países devem se reunir presencialmente nos próximos dias.

    É preciso 'consertar' o Brasil, diz secretário de Comércio de Trump

  • Trump: 'Se tirássemos tarifas, seríamos país de terceiro mundo'

    Trump: 'Se tirássemos tarifas, seríamos país de terceiro mundo'

    Trump voltou a defender as tarifas comerciais, alegando que elas garantem a liderança dos EUA em inteligência artificial e atraem empresas para o país. Segundo ele, companhias automotivas e de tecnologia já estão transferindo parte da produção da China, México e Canadá para território american

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu nesta segunda-feira (29) sua política de tarifas comerciais, afirmando que elas são fundamentais para manter o país na liderança global em inteligência artificial (IA), atrair novos investimentos e fortalecer a indústria nacional. “Se tirássemos tarifas, seríamos um país de terceiro mundo”, declarou a repórteres.

    Segundo o republicano, as medidas têm incentivado empresas, especialmente dos setores automotivo e de tecnologia, a transferirem parte da produção para os EUA, deixando países como China, México e Canadá. Trump voltou a afirmar que a dependência econômica é maior do lado chinês: “A China precisa mais dos Estados Unidos do que nós precisamos dela”, disse.

    Trump: 'Se tirássemos tarifas, seríamos país de terceiro mundo'

  • STF tem maioria para manter prisão de Careca do INSS e empresário Maurício Camisotti

    STF tem maioria para manter prisão de Careca do INSS e empresário Maurício Camisotti

    Foram favoráveis à prisão preventiva os ministros André Mendonça, Edson Fachin e Nunes Marques. Gilmar Mendes se declarou impedido de julgar o caso; resta o voto de Dias Toffoli.

    CÉZAR FEITOZA
    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal) formou maioria neste domingo (28) para manter presos o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, envolvidos no escândalo dos descontos indevidos do INSS.

    Foram favoráveis à prisão preventiva os ministros André Mendonça, Edson Fachin e Nunes Marques. Gilmar Mendes se declarou impedido de julgar o caso; resta o voto de Dias Toffoli.
    O julgamento ocorre no plenário virtual do STF, com término previsto para a próxima sexta-feira (3).

    A prisão foi solicitada pela Polícia Federal sob o argumento de que a dupla tentava frustrar as investigações sobre os desvios de recursos do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social), com acesso a informações sigilosas das operações e “intensa movimentação de ativos financeiros com vistas à ocultação do patrimônio”.

    Os investigadores também apontaram risco de fuga do país como fundamento para a prisão preventiva do empresário e do Careca do INSS.

    Segundo o ministro André Mendonça, a Polícia Federal demonstrou, de modo “robusto e consistente, o caráter urgente e imprescindível [da prisão preventiva]”.

    Antunes é apontado como peça central de um esquema de descontos irregulares em aposentadorias junto com Camisotti, que supostamente seria sócio oculto de uma das entidades beneficiadas pelos descontos irregulares.

    Apontado em investigação como “epicentro da corrupção ativa” e lobista profundamente envolvido no “esquema de descontos ilegais de aposentadorias”, Antunes recebeu R$ 53,58 milhões de entidades associativas e de intermediárias, de acordo com a investigação da Polícia Federal.

    Segundo relatório de investigadores, o pagamento ocorreu por meio de empresas de Antunes, que teria repassado R$ 9,32 milhões a servidores e companhias ligadas à cúpula do INSS.

    Empresas de Antunes teriam feito repasses de R$ 6,8 milhões para firmas de altos funcionários do INSS também investigados, segundo depoimento de Rubens Oliveira, apontado como um intermediário do esquema.

    Como a Folha mostrou, Antunes comprou salas comerciais e pagou R$ 700 mil com Pix. Também deixou de registrar imóveis comprados por meio de uma empresa offshore.

    Na semana passada, em depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga descontos irregulares, ele negou que tenha tentado obstruir investigações sobre as fraudes, motivo que teria levado à sua prisão preventiva.

    Antunes declarou que prestava serviços a entidades investigadas, mas que não era ele quem prospectava clientes ou programa descontos em benefícios. “Não sou responsável, nunca fui, não tenho expertise para esse lado da bandidagem”, afirmou.

    “Jamais fui responsável pelo recrutamento de associados, tampouco exerci qualquer ingerência sobre a inserção de dados no sistema do INSS. Todos os serviços contratados pelas associações tinham como destinatário final o próprio associado aposentado, beneficiário direto das atividades desempenhadas”, disse ele.

    A CPI do INSS tem nova sessão na segunda-feira (29) para ouvir outros dois investigados pelas fraudes no sistema previdenciário. Um deles é Fernando Cavalcanti, sócio do advogado Nelson Wilians, e o outro é Carlos Roberto Ferreira Lopes, presidente da Conafer (Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais).

    STF tem maioria para manter prisão de Careca do INSS e empresário Maurício Camisotti

  • Mercadante diz que BNDES vai proteger empresas prejudicadas por tarifas de Trump

    Mercadante diz que BNDES vai proteger empresas prejudicadas por tarifas de Trump

    Mercadante explicou que o banco tem uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas afetadas pelo tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para ele, o Brasil \”entrou de gaiato na história\” das tarifas. Ele anunciou que nos próximos dias mais R$ 5 bilhões serão disponibilizados em financiamentos para as empresas.

    O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) tem como objetivo proteger as empresas afetadas pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos, disse hoje o presidente do banco, Aloizio Mercadante, em entrevista ao programa \”Brasil do Povo\”, de José Luiz Datena na Rede TV.

    Mercadante explicou que o banco tem uma linha de crédito de R$ 30 bilhões para as empresas afetadas pelo tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Para ele, o Brasil \”entrou de gaiato na história\” das tarifas. Ele anunciou que nos próximos dias mais R$ 5 bilhões serão disponibilizados em financiamentos para as empresas.

    Mercadante também disse que não sabe as razões pelas quais os Estados Unidos estão agindo assim em relação ao Brasil, mas disse entender que uma das causas dessas brigas está nas redes sociais, que \”intoxicam as relações sociais e polarizam a sociedade\”.

    Mercadante diz que BNDES vai proteger empresas prejudicadas por tarifas de Trump