Categoria: ECONOMIA

  • UE acelera acordo com Mercosul após EUA invadirem Venezuela

    UE acelera acordo com Mercosul após EUA invadirem Venezuela

    Itália obtém concessões para assinar tratado; França resiste e espera reação do Parlamento; pacto de livre comércio ganha peso estratégico diante das questões geopolíticas do bloco

    BERLIM, ALEMANHA (FOLHAPRESS) – A União Europeia destravou as discussões em torno do acordo de livre comércio com o Mercosul, nesta quarta-feira (7), na esteira da invasão americana na Venezuela. Reunião entre ministros de Agricultura do bloco, em Bruxelas, que oficialmente não tinha o tratado em sua pauta, serviu como prognóstico em relação à votação decisiva sobre o tratado, marcada para sexta.

    A Itália, que havia se alinhado com o grupo de oposição liderado pela França pouco antes do Natal, obteve concessões significativas, que não estavam na mesa de negociações até o fim de semana. Cerca de EUR 45 bilhões em subsídios do próximo Orçamento da UE serão antecipados para aplacar a fúria dos fazendeiros do continente.

    O ministro italiano de Agricultura, Francesco Lollobrigida, emplacou também uma ienção tarifária de fertilizantes, que estavam na mira do CBAM, a taxa de carbono sobre importações da UE que estreou neste mês. Há uma cláusula de suspensão no mecanismo, mas a Itália advoga que o insumo seja afastado de vez da tarifação de até 25%. A França participou do pleito.

    “Sempre apoiámos a conclusão do acordo, salientando a necessidade de ter em devida conta as preocupações legítimas do setor agrícola”, declarou em comunicado Antonio Tajani, ministro italiano de Relações Exteriores. O trato, segundo ele, traz “enormes benefícios”.

    Desmoralizar o instrumento quase em sua estreia foi um dos preços que a Comissão Europeia aceitou pagar para destravar o acordo. Outro foi voltar atrás na nova política de destinação de fundos agrícolas, que previa um controle maior de Bruxelas nas liberações de subsídios durante a vigência do Orçamento 2028-2034.

    O timing das deliberações, dias depois da captura de Nicolás Maduro em Caracas, sugere disposição renovada da Comissão Europeia em fechar o acordo, que deve dar um raro fôlego à combalida economia do bloco diante de desafios geopolíticos crescentes.

    Segundo o site Político, a única dúvida entre diplomatas em Bruxelas era como os EUA receberiam o acordo dias depois de Donald Trump exibir os músculos de sua Doutrina Donroe, o resgate reacionário da Doutrina Monroe, na Venezuela.

    Por ela, os EUA teriam ascendência sobre o “hemisfério ocidental” apenas porque isso é uma questão de segurança nacional.

    Até aqui, o tratado passou relativamente batido pela verborragia da Casa Branca, ainda que o presidente americano seja um notório crítico do multilateralismo e dos acordos de livre comércio -inclusive dos que os EUA são signatários, como o pacto comercial com México e Canadá, bombardeado por Trump desde seu retorno ao poder, há um ano.

    Como já havia ocorrido em dezembro, o governo de Giorgia Meloni sinalizou suas novas intenções antes mesmo da discussão recomeçar em Bruxelas.

    Sem o voto italiano, a França dificilmente conseguirá uma minoria de bloqueio no Conselho da UE (apoio de ao menos quatro países e a representação de 35% da população do bloco). Ainda que tenha recebido as últimas concessões como avanços, o governo francês continua inflexível e imaginando os próximos passos.

    A aprovação no Conselho da UE, na sexta, permitiria à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, viajar na próxima semana para assinar o acordo na América do Sul. A data negociada até aqui para a cerimônia é segunda-feira (12), segundo Bruxelas. A estratégia francesa, no entanto, seria prolongar o debate sobre concessões ou mesmo minar o documento no Parlamento Europeu.

    As salvaguardas inseridas no acordo pelos eurodeputados em dezembro e depois ponderadas no chamado trialogo, que reúne integrantes do Parlamento, do Conselho e da Comissão, exigem a aprovação final do documento em Estrasburgo.

    A suspensão da importação de frutas do Mercosul com traços de agrotóxicos, anunciada nesta semana, já seria um primeiro movimento dessa ofensiva.

    Maud Bregeon, porta-voz do governo francês, lembrou que o Parlamento poderia decidir ainda levar o acordo para apreciação do Tribunal de Justiça da UE, trâmite que consumiria anos. Opositores do tratado já formularam resolução nesse sentido à presidente da Casa, Roberta Metsola, que por enquanto a engavetou.

    A aprovação do tratado seria um fato inédito no bloco, que nunca prescindiu do apoio de um de seus fundadores em negociações desse tipo, e elevaria ainda mais a crise política francesa, deixando nas cordas, outra vez, o primeiro-ministro, Sébastian Lecornu.

    “O episódio corre o risco de deixar na opinião pública um sentimento de impotência política com efeitos deletérios”, escreveu em editorial o Le Monde. O influente jornal francês classificou a oposição do presidente Emmanuel Macron ao tratado como “aposta diplomática errada em um momento decisivo para a Europa”.

    UE acelera acordo com Mercosul após EUA invadirem Venezuela

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  • Marinho diz que novo salário mínimo e isenção do IR injetarão R$ 110 bi na economia em 2026

    Marinho diz que novo salário mínimo e isenção do IR injetarão R$ 110 bi na economia em 2026

    O ministro já havia afirmado que o fim da escala 6×1 é uma prioridade do governo Lula em 2026 e que avaliava ser possível reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, antes de iniciar uma diminuição gradativa até 36 horas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, afirmou nesta quarta-feira (7) que o reajuste do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil vão injetar R$ 110 bilhões na economia em 2026.

    Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, ele afirmou ainda acreditar que seja possível aprovar o fim da escala de trabalho 6×1 em um ano eleitoral.

    O ministro já havia afirmado que o fim da escala 6×1 é uma prioridade do governo Lula em 2026 e que avaliava ser possível reduzir a jornada de trabalho das atuais 44 horas para 40 horas semanais, antes de iniciar uma diminuição gradativa até 36 horas.

    O presidente Lula também disse que o país está pronto e a economia estão prontos para o fim da escala.

    Em relação ao IR, a nova tabela do imposto começou a valer em 1º de janeiro de 2026 e zera a cobrança do tributo para trabalhadores com renda mensal de até R$ 5.000. A mudança decorre da lei sancionada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 26 de novembro.

    Além de zerar o imposto para quem ganha até R$ 5.000, a nova tabela reduz a carga tributária de quem recebe entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350 por mês. Acima desse valor, seguem válidas as alíquotas progressivas atuais, que vão de 7,5% a 27,5%. A mudança pode representar uma redução de até R$ 312,89 no imposto mensal.

    No calendário de mudanças do começo do ano, também está o novo valor do salário mínimo, de R$ 1.621, em vigor desde o início de janeiro (1º). O reajuste é de 6,79%.

    Marinho diz que novo salário mínimo e isenção do IR injetarão R$ 110 bi na economia em 2026

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  • Lula sanciona Lei contra descontos indevidos no INSS, mas veta devolução via orçamento

    Lula sanciona Lei contra descontos indevidos no INSS, mas veta devolução via orçamento

    Aprovada pelo Congresso após o escândalo das fraudes envolvendo descontos de aposentados e pensionistas, a norma determina a devolução dos valores em até 30 dias após a decisão que reconhecer as cobranças indevidas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei nº 15.327, que proíbe descontos relativos a mensalidades nos benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Aprovada pelo Congresso após o escândalo das fraudes envolvendo descontos de aposentados e pensionistas, a norma determina a devolução dos valores em até 30 dias após a decisão que reconhecer as cobranças indevidas, inclusive com a possibilidade de sequestro de bens dos investigados.

    Lula vetou, no entanto, o uso de recursos públicos do orçamento do INSS para ressarcir os segurados. Em 2025, o governo utilizou créditos extraordinários, fora da meta de resultado primário e do teto de despesas, para devolver os valores aos afetados.

    O texto aprovado previa que, caso as entidades responsáveis não devolvessem os valores em até 30 dias, o pagamento caberia ao próprio INSS. “Em que pese a boa intenção do legislador, os dispositivos são inconstitucionais e contrariam o interesse público, pois criam despesa obrigatória de caráter continuado, na forma de obrigação de ressarcimento a ser custeado pela União, sem apresentação da estimativa de impacto orçamentário e financeiro e das devidas medidas compensatórias”, justificou o Planalto.

    O presidente também vetou o trecho que determinava ao INSS a realização de busca ativa por beneficiários lesados em decorrência de descontos indevidos. Segundo o governo, a medida atribuía ao órgão “competências que não lhe são próprias, expondo a autarquia a riscos jurídicos e operacionais, além de custos extraordinários, sem a devida estimativa de impacto orçamentário e financeiro”.

    Além disso, Lula vetou dispositivos que permitiam a amortização de operações de crédito consignado e que obrigavam o INSS a disponibilizar equipamentos de leitura biométrica em todos os postos de atendimento para desbloquear a contratação de crédito por aposentados e pensionistas. Por fim, também foi vetada a designação do Conselho Monetário Nacional como instância responsável por definir o teto de juros da modalidade, sob o argumento de que a Constituição estabelece que a matéria é de iniciativa privativa do presidente da República.

    Lula sanciona Lei contra descontos indevidos no INSS, mas veta devolução via orçamento

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  • Brasil bate recorde de exportações em 2025 apesar de tarifas dos EUA

    Brasil bate recorde de exportações em 2025 apesar de tarifas dos EUA

    Mesmo com a guerra comercial e tarifas impostas por Donald Trump, vendas externas atingiram o maior valor da história. Superávit caiu porque as importações cresceram mais rápido e exportações aos EUA recuaram

    O Brasil encerrou 2025 com um recorde de exportações, mesmo em meio à guerra comercial iniciada pelos Estados Unidos e às tarifas adicionais de 50% impostas pelo presidente norte-americano, Donald Trump. Ainda assim, o superávit da balança comercial somou US$ 68,293 bilhões, o que representa uma queda de 7,9% em relação a 2024.

    As exportações brasileiras alcançaram US$ 348,676 bilhões no ano passado, o maior valor já registrado e 3,5% acima do resultado de 2024, segundo dados divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.

    Apesar do avanço nas vendas externas, o superávit comercial diminuiu porque as importações cresceram em ritmo mais acelerado. Em 2025, as compras do exterior aumentaram 6,7% e totalizaram US$ 280,382 bilhões.

    A redução do saldo positivo também está ligada às tarifas impostas pelos Estados Unidos, segundo maior parceiro comercial do Brasil, que provocaram uma queda de 6,6% nas exportações brasileiras para aquele mercado.

    O cenário começou a se normalizar apenas em dezembro, depois que Trump, após uma série de reuniões e conversas com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, reduziu as tarifas sobre a maioria dos produtos brasileiros para 10%.

    Para compensar a retração nas vendas aos Estados Unidos, o Brasil ampliou as exportações para seus outros principais parceiros comerciais. Houve crescimento de 6,0% nas vendas para a China, de 3,2% para a União Europeia e de expressivos 31,4% para a Argentina.
     
     

     

    Brasil bate recorde de exportações em 2025 apesar de tarifas dos EUA

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  • Proteção do BC contra abertura de contas piratas já foi usada por 545 mil pessoas

    Proteção do BC contra abertura de contas piratas já foi usada por 545 mil pessoas

    Desde dezembro, instituições financeiras fizeram 33 milhões de consultas a sistema; ferramenta permite que cidadãos bloqueiem abertura de contas em seu nome

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Uma ferramenta do Banco Central para que cidadãos impeçam a abertura de contas piratas em seu nome teve 545 mil ativações desde que foi lançada, em dezembro de 2025, até o início da tarde desta terça-feira (6), segundo a autoridade monetária.

    Batizada de BC Protege+, a ferramenta visa prevenir fraudes bancárias ao proteger o usuário contra a abertura de novas contas (incluindo corrente, poupança ou de pagamento pré-pago). A ferramenta também pode impedir a inclusão fraudulenta do nome da pessoa ou de sua empresa como titular ou representante em contas de terceiros. A adesão é voluntária.

    De dezembro para cá, instituições financeiras fizeram 33 milhões de consultas ao sistema para verificar a preferência dos clientes para abertura de contas ou inclusão do nome como titular. Do total, 111 mil novas contas deixaram de ser abertas, devido à proteção da ferramenta.

    O cidadão poderá ativar ou desativar a opção a qualquer momento e pelo tempo que desejar. O sistema mostrará os movimentos realizados, bem como as consultas feitas por instituições financeiras sobre a possibilidade de abertura de novas contas no nome do cliente.

    Quase 1 em cada 5 brasileiros já foram ameaçados ou chantageados por dados vazados, de acordo com a Pesquisa de Vitimização e Percepção da Segurança Pública no Brasil, publicada em agosto de 2025; os casos geraram um prejuízo estimado de R$ 24,2 bilhões.

    Ao todo, mais de 32 milhões de pessoas no país já foram vítimas em episódios do tipo. Desse total, 33,4% sofreram fraude em meio digital com prejuízo financeiro direto.

    Durante o lançamento do sistema, em dezembro, a diretora de Cidadania e Supervisão de Conduta do BC, Izabela Correa, afirmou que a expectativa do Banco Central é de redução de golpes e fraudes em relação à abertura de contas.

    COMO FUNCIONA O BC PROTEGE+

    – Cidadão acessa a área logada do Meu BC com sua conta gov.br nível prata ou ouro com verificação em duas etapas habilitada;
    – Clica no botão “Gerenciar a proteção” no card “BC Protege+”;
    – Ativa a proteção no card “Contas – abertura e inclusão”;
    – Antes de abrir uma conta ou incluir um titular ou representante em uma conta, a instituição deve consultar opção registrada para o CPF ou CNPJ;
    – Se a proteção estiver ativada, ela não poderá fazer a contratação;
    – O cidadão pode ativar e desativar a proteção a qualquer momento, inclusive durante a jornada de contratação;
    – O cidadão também pode ver qual instituição realizou a consulta dos seus dados no sistema;
    – Para empresas, o serviço está disponível para sócios, representantes e colaboradores devidamente cadastrados no módulo de empresas da plataforma gov.br.

    Proteção do BC contra abertura de contas piratas já foi usada por 545 mil pessoas

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  • Dólar cai para R$ 5,37 com redução de preocupações com Venezuela

    Dólar cai para R$ 5,37 com redução de preocupações com Venezuela

    Bolsa sobe 1,11% e atinge maior nível em mais de um mês

    A redução das preocupações em torno da Venezuela e o maior apetite por economias emergentes impulsionaram o mercado financeiro. O dólar fechou abaixo de R$ 5,40 pela primeira vez desde o início de dezembro.

    A bolsa subiu e atingiu o nível mais alto em mais de um mês.

    O dólar comercial encerrou esta terça-feira (6) vendido a R$ 5,379, com recuo de R$ 0,026 (-0,48%). A cotação chegou a subir nos primeiros minutos de negociação, mas caiu após a abertura dos mercados nos Estados Unidos. 

    Na mínima do dia, por volta das 12h, chegou a R$ 5,36.

    Essa foi a quarta queda consecutiva da moeda estadunidense. No menor valor desde 4 de dezembro, a divisa cai 3,5% apenas nas quatro últimas sessões.

    No mercado de ações, o dia foi marcado pela euforia. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 163.664 pontos, com alta de 1,11%. O indicador está no maior nível desde 4 de dezembro, dia em que atingiu recorde histórico.

    Em relação à Venezuela, as moedas de países emergentes foram beneficiadas pela diminuição das tensões, após a presidenta em exercício, Delcy Rodríguez, enviar uma carta a Donald Trump em que informa estar disposta a uma “agenda de colaboração”.

    Além disso, o real beneficiou-se do realinhamento de posições típico do início de cada ano.

    Em dezembro, a moeda brasileira foi pressionada por ruídos políticos provocados pela pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) às eleições de 2026, e pelo envio de remessas de empresas ao exterior, aproveitando-se dos dias finais de isenção de Imposto de Renda sobre dividendos acima de R$ 50 mil por mês.

    Dólar cai para R$ 5,37 com redução de preocupações com Venezuela

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  • Aposentados têm até 14 de fevereiro para pedir ressarcimento ao INSS

    Aposentados têm até 14 de fevereiro para pedir ressarcimento ao INSS

    Prazo para devolução de descontos indevidos foi prorrogado em novembro

    Os aposentados e pensionistas que tiveram descontos indevidos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) têm até 14 de fevereiro para pedir o ressarcimento, anunciou o presidente do instituto, Gilberto Waller. Em entrevista ao programa a Voz do Brasil, ele fez um balanço atualizado sobre os pedidos.

    De acordo com presidente Waller, cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram descontos indevidos do INSS, dos quais 4,1 milhões de beneficiários já foram ressarcidos, em valores que somam R$ 2,8 bilhões. O governo estima, no entanto, que ainda existam 3 milhões de aposentados e pensionistas aptos a solicitar a devolução.

    prazo original se encerraria em 14 de novembro. No entanto, o Ministério da Previdência Social decidiu ampliar o período para garantir que todos os afetados possam registrar seus pedidos. O esquema de descontos indevidos foi revelado pela Operação Sem Desconto, deflagrada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que identificou fraudes em Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) firmados entre o INSS e entidades associativas. As investigações levaram ao afastamento de parte da cúpula do instituto em abril.

    Na entrevista, Gilberto Waller ressaltou o esforço coordenado de órgãos federais para ressarcir as vítimas dos descontos não autorizados. O presidente do INSS também destacou a união entre o instituto, a Advocacia-Geral da União (AGU), a CGU e a Polícia Federal para rastrear os recursos desviados e entrar com ações na Justiça para recuperar o dinheiro.

    Como pedir a devolução

    Os beneficiários podem abrir pedidos de ressarcimento pelos canais oficiais do INSS:

     Aplicativo ou site Meu INSS, com login no Portal Gov.br; Telefone 135, com atendimento gratuito de segunda a sábado, das 7h às 22h; Agências dos Correios, que oferecem suporte gratuito em mais de 5 mil unidades.

    Aposentados têm até 14 de fevereiro para pedir ressarcimento ao INSS

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  • Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

    Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

    A previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões

    O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

    De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

    Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões. 

    Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

    Superação de expectativas

    O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

    As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

    Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

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  • Alckmin diz que acordo Mercosul-UE está bem encaminhado e reitera otimismo

    Alckmin diz que acordo Mercosul-UE está bem encaminhado e reitera otimismo

    Geraldo Alckmin afirmou estar otimista quanto à conclusão do acordo e destacou que há expectativa positiva quanto à conclusão de novos acordos e preferências tarifárias em 2026

    O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse nesta terça-feira, 6, que o acordo Mercosul-União Europeia está bem encaminhado. Ele repetiu que está otimista e que esse acordo é importante em um momento em que a geopolítica está instável.

    Além disso, o ministro disse que o acordo, quando fechado, será o maior do mundo, fortalecendo o multilateralismo e o livre comércio.

    “O próximo acordo, fruto de um longo trabalho, mais de duas décadas, é Mercosul-UE. Está bem encaminhado. Quero reiterar que nós estamos otimistas e é muito importante para o Mercosul, para a União Europeia e para o comércio global que, no momento de guerras, de conflitos, de geopolítica instável, de protecionismo, será o maior acordo do mundo”, afirmou a jornalistas depois do anúncio do resultado da balança comercial brasileira de 2025.

    Alckmin diz que acordo Mercosul-UE está bem encaminhado e reitera otimismo

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  • Dólar cai para R$ 5,36 e Bolsa tem forte alta em meio a bom humor externo

    Dólar cai para R$ 5,36 e Bolsa tem forte alta em meio a bom humor externo

    Moeda recua a R$ 5,364 e Ibovespa avança a 163.866 pontos nesta terça-feira (6)

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta terça-feira (6), pegando carona no bom humor externo após o mercado digerir o impacto inicial da invasão dos Estados Unidos à Venezuela no final de semana. Os investidores também seguem à espera de novos dados sobre as economias norte-americana e brasileira nesta semana.

    Às 15h47, a moeda recuava 0,58%, cotada a R$ 5,372. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,362. Já a Bolsa tinha forte alta de 1,15%, a 163.732 pontos.

    A cerimônia de posse da líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, ajudou a dissipar parte da cautela que rondava as mesas de operação desde o ataque norte-americano a Caracas no último sábado.

    Vice de Nicolás Maduro, Rodríguez declarou lealdade ao ditador e disse que prestava o juramento “com pesar”.

    “Venho com pesar, pelo sofrimento causado ao povo venezuelano, por uma agressão militar ilegítima contra a nossa pátria. Venho com pesar, pelo sequestro de dois heróis que são reféns nos Estados Unidos.”

    A posse da líder interina reduz a incerteza sobre como será conduzida a política econômica da Venezuela, em especial no que diz respeito à indústria do petróleo.

    “Os fluxos iniciais de busca por segurança no dólar já se dissiparam”, afirma Matthew Ryan, chefe de estratégia de mercado da Ebury. “Não é uma grande surpresa, dada a limitada integração da Venezuela à economia global, que tem sido restringida por políticas governamentais e sanções internacionais.”

    Ele ainda aponta que, para o mercado, há uma sensação geral de que a operação foi um ataque pontual e direcionado, e não o início de um conflito prolongado, especialmente ao considerar que Rodríguez não sugeriu ações militares de retaliação.

    Segundo ele, a remoção do regime Maduro aponta para uma transição política gradual e, “espera-se”, pacífica, que pode levar à abertura da economia venezuelana. “A indústria petrolífera, principal motor de crescimento do país, parece estar prestes a ser reformulada pelos EUA, o que deve impulsionar a produção nos próximos anos. Mas uma ‘retomada rápida’ não está nos planos, e qualquer impacto nos preços globais do petróleo provavelmente demorará a ser sentido”, afirma Ryan.

    Os preços do petróleo Brent, referência internacional, estão em queda, apagando parte dos ganhos de mais de US$ 1 por barril na véspera. A commodity recuava 1,13%, a US$ 61,06, na Bolsa de Londres.

    No Brasil, Petrobras estendia o movimento de segunda-feira, quando perdeu R$ 6,8 bilhões em valor de mercado. Os papéis preferenciais recuavam 1,19%; os ordinários, 1,38%. Os negócios da estatal na B3 também estão sendo afetados pela notícia de um vazamento de fluido de perfuração na Bacia da Foz do Amazonas, que paralisou as operações da petroleira por tempo indeterminado.

    A avaliação de analistas e investidores é que as petroleiras brasileiras podem perder atratividade com a expectativa de novos investimentos no setor na Venezuela, além de terem que lidar com preços mais baixos da commodity, devido a um potencial crescimento da oferta.

    A Venezuela é dona da maior reserva de petróleo no mundo e é do grupo fundador da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), mas sua indústria foi sucateada nos últimos anos e hoje produz menos de 1% do volume global.

    Com o impacto inicial do ataque já digerido pelos operadores, o foco agora se volta para divulgações de dados econômicos ao longo da semana.

    O principal relatório da agenda é o payroll dos Estados Unidos, uma métrica sobre o mercado de trabalho que poderá alterar as apostas sobre a política monetária do Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano).

    Por ora, 83,9% dos investidores apostam que a decisão do banco central será de manutenção da taxa de juros no atual patamar de 3,5% e 3,75%. Os 16,1% restantes enxergam uma nova redução como o movimento mais provável da próxima reunião, marcada para o fim de janeiro.

    No Brasil, com o Congresso e parte das autoridades do Executivo ainda em recesso, os investidores não têm, por enquanto, gatilhos fortes para operar, o que mantém o dólar próximo da estabilidade ante o real e no patamar de R$ 5,40.

    “Caso rompa este suporte de R$ 5,40, teremos novamente uma tendência de baixa do dólar no médio prazo”, diz o diretor da consultoria Wagner Investimentos, José Faria Júnior, acrescentando que no longo prazo a divisa segue em tendência de queda.

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