Categoria: ECONOMIA

  • Confira calendário de pagamentos do INSS para 2026

    Confira calendário de pagamentos do INSS para 2026

    Os depósitos seguirão a sequência de anos anteriores, com um calendário para quem recebe um salário mínimo e outro para quem ganha mais de um salário. Para cada categoria, as datas de pagamento serão determinadas pelo número final do cartão, sem considerar o dígito verificador (que vem depois do traço).

    Os cerca de 35 milhões de beneficiários do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) já podem conferir a data de pagamento das aposentadorias, dos auxílios e das pensões em 2026. A autarquia divulgou, em dezembro, o calendário de depósitos para todo o próximo ano.

    Os depósitos seguirão a sequência de anos anteriores, com um calendário para quem recebe um salário mínimo e outro para quem ganha mais de um salário. Para cada categoria, as datas de pagamento serão determinadas pelo número final do cartão, sem considerar o dígito verificador (que vem depois do traço).

    A aposentadoria, a pensão ou o auxílio de janeiro serão depositados de 26 de janeiro a 6 de fevereiro para quem ganha um salário mínimo. Segurados com renda superior a esse valor receberão de 2 a 6 de fevereiro.

     

    Consulta aos valores

    Os segurados do INSS podem consultar o valor a receber do benefício por meio do aplicativo Meu INSS ou pelo site meu.inss.gov.br.

    Também é possível verificar por telefone, ligando na central 135. O usuário deve ligar de segunda-feira a sábado das 7h às 22h, informando o número do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF) e confirmando os dados cadastrais.

    Os reajustes do salário mínimo e dos benefícios acima do mínimo entraram em vigor em janeiro. No entanto, o valor reajustado só será pago entre o fim de janeiro e o início de fevereiro, após a conclusão da folha de pagamentos do INSS.

    >> Confira o calendário de pagamento dos benefícios do INSS em 2026:

    – Quem ganha um salário mínimo:

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    Fonte: Ministério da Previdência Social

     

    Confira calendário de pagamentos do INSS para 2026

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  • Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE

    Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE

    Após anos de negociações e semanas de tensão política, uma maioria qualificada de países da União Europeia deu aval ao acordo de livre-comércio com o Mercosul

    Após mais de 25 anos de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) foi aprovado nesta sexta-feira (9) pelo Conselho da EU. Com a previsão de ser assinado no dia 17 em Assunção, Paraguai, o tratado estabelece as bases da maior zona de livre comércio do mundo, envolvendo cerca de 700 milhões de pessoas.

    Embora celebrado por governos e setores industriais, o acordo ainda enfrenta resistência de agricultores europeus e ambientalistas, que criticam possíveis impactos sobre o clima e a concorrência agrícola. A implementação será gradual e os efeitos práticos devem ser sentidos ao longo de vários anos.

    Após a assinatura formal, o acordo ainda precisará ser aprovado pelo Parlamento Europeu. Partes que extrapolam a política comercial, como acordos técnicos, exigirão ratificação nos parlamentos nacionais da UE, o que pode alongar o cronograma e abrir espaço para disputas.

    Confira os principais pontos do acordo:

    1. Eliminação de tarifas alfandegárias

    • Redução gradual de tarifas sobre a maior parte dos bens e serviços;
    • Mercosul: zerará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos;
    • União Europeia: eliminará tarifas sobre 95% dos bens do Mercosul em até 12 anos.

    2. Ganhos imediatos para a indústria

    • Tarifa zero desde o início para diversos produtos industriais.

    Setores beneficiados:

    • Máquinas e equipamentos;
    • Automóveis e autopeças;
    • Produtos químicos;
    • Aeronaves e equipamentos de transporte.

    3. Acesso ampliado ao mercado europeu

    • Empresas do Mercosul ganham preferência em um mercado de alto poder aquisitivo;
    • UE tem PIB estimado em US$ 22 trilhões;
    • Comércio tende a ser mais previsível e com menos barreiras técnicas.

    4. Cotas para produtos agrícolas sensíveis

    • Produtos como carne bovina, frango, arroz, mel, açúcar e etanol terão cotas de importação;
    • Acima dessas cotas, é cobrada tarifa;
    • Cotas crescem ao longo do tempo, com tarifas reduzidas, em vez de liberar entrada sem restrições;
    • Mecanismo busca evitar impactos abruptos sobre agricultores europeus;
    • Na UE, as cotas equivalem a 3% dos bens ou 5% do valor importado do Brasil;
    • No mercado brasileiro, chegam a 9% dos bens ou 8% do valor.

    5. Salvaguardas agrícolas

    UE poderá reintroduzir tarifas temporariamente se:

    • Importações crescerem acima de limites definidos;
    • Preços ficarem muito abaixo do mercado europeu;
    • Medida vale para cadeias consideradas sensíveis.

    6. Compromissos ambientais obrigatórios

    • Produtos beneficiados pelo acordo não poderão estar ligados a desmatamento ilegal;
    • Cláusulas ambientais são vinculantes;
    • Possibilidade de suspensão do acordo em caso de violação do Acordo de Paris.

    7. Regras sanitárias continuam rigorosas

    • UE não flexibiliza padrões sanitários e fitossanitários.
    • Produtos importados seguirão regras rígidas de segurança alimentar.

    8. Comércio de serviços e investimentos

    Redução de discriminação regulatória a investidores estrangeiros.

    Avanços em setores como:

    • Serviços financeiros;
    • Telecomunicações;
    • Transporte;
    • Serviços empresariais.

    9. Compras públicas

    • Empresas do Mercosul poderão disputar licitações públicas na UE;
    • Regras mais transparentes e previsíveis.

    10. Proteção à propriedade intelectual

    • Reconhecimento de cerca de 350 indicações geográficas europeias;
    • Regras claras sobre marcas, patentes e direitos autorais.

    11. Pequenas e médias empresas (PMEs)

    • Capítulo específico para PMEs;
    • Medidas de facilitação aduaneira e acesso à informação;
    • Redução de custos e burocracia para pequenos exportadores.

    12. Impacto para o Brasil

    • Potencial de aumento das exportações, especialmente do agro e da indústria;
    • Maior integração a cadeias globais de valor;
    • Possível atração de investimentos estrangeiros no médio e longo prazo.

    13. Próximos passos

    • Assinatura prevista para 17 de janeiro, no Paraguai;
    • Aprovação pelo Parlamento Europeu;
    • Ratificação nos Congressos do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai;
    • Entrada em vigor apenas após conclusão de todos os trâmites;
    • Acordos que extrapolam política comercial precisam ser aprovados pelos parlamentos de cada país.

     

    Entenda em 13 pontos o acordo Mercosul–UE

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  • Crítico do Mercosul, Milei comemora acordo com UE como uma vitória pessoal

    Crítico do Mercosul, Milei comemora acordo com UE como uma vitória pessoal

    A insistência para os europeus assinar acordo com o Mercosul foi do presidente Lula, principalmente quando o Brasil estava no comando do bloco, até o fim de 2025

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (FOLHAPRESS) – Javier Milei passou a primeira metade de seu governo criticando o Mercosul, já tendo comparado o bloco a uma “cortina de ferro” que impediria negociações de interesse de seus componentes.

    Não surpreende que o argentino tenha comemorado, como uma vitória pessoal, a notícia desta sexta-feira (9), de que os países da União Europeia deram sinal verde para o acordo de livre comércio com o bloco latino.

    “As boas notícias continuam”, escreveu Milei no X, ao comentar uma publicação em que o chanceler argentino, Pablo Quirno, comemora o acesso preferencial das economias sul-americanas “a um mercado de 450 milhões de pessoas”.

    A Casa Rosada considera o acordo como um avanço importante para a Argentina em termos estratégicos, com potencial de abrir novos mercados e atrair investimentos europeus nas áreas de agronegócio, mineração e energia.

    Atualmente, a participação dos produtos argentinos no mercado da União Europeia é modesta. Em 2024, o bloco europeu importou cerca de US$ 220 bilhões (R$ 1,2 tri) em produtos agroindustriais, dos quais cerca de 3% eram de origem argentina, e o país vizinho tem interesse em aumentar as vendas de produtos tradicionais argentinos, como soja, carnes e vinhos.

    A Argentina considera que um dos benefícios do acordo é o capítulo sanitário que poderia levar a um ambiente mais previsível para o comércio agroindustrial, o que encontra eco no interesse dos exportadores argentinos, afetados pela política econômica de Milei de facilitação de importações.

    A União Europeia também concordou em dialogar sobre biotecnologia e segurança alimentar, além de incluir compromissos em questões trabalhistas e ambientais.

    Quirno ressaltou que o acordo elimina tarifas para 92% das exportações, o que representa uma “oportunidade significativa” para o país. “Assim, a Argentina, sob a liderança de Milei, busca competir e crescer com um ambiente comercial mais claro e livre”, escreveu.

    O próximo passo de Milei deve ser insistir em estreitar os laços comerciais com os Estados Unidos em troca do alinhamento total da Argentina com a Casa Branca em temas internacionais, como a operação de prisão de Nicolás Maduro, na Venezuela, e o apoio da doutrina Trump para a América Latina.

    “Em uma era marcada por tensões geopolíticas, conflitos comerciais e enfraquecimento do multilateralismo, o acordo com a UE abre grandes oportunidades para a inserção externa do Mercosul, em geral e para a cadeia agroindustrial argentina em particular”, diz comunicado do Inai (Instituto de Negócios Agrícolas Internacionais) da Argentina.

    Aos meios de comunicação de seu país, o presidente paraguaio Santiago Peña afirmou que o acordo com a União Europeia é uma enorme oportunidade para o Mercosul.

    Nos últimos anos, o país demonstrou preocupação com a oposição da França, que poderia minar os interesses do setor agroexportador.

    “É benéfico para o Paraguai”, disse, durante uma cerimônia de distribuição de materiais escolares. “O Paraguai é um grande produtor de alimentos, somos competitivos na produção de grãos e carnes”, por isso vários grupos internacionais do setor estão investindo no país.

    Além dos argentinos, os uruguaios se tornaram os sócios que mais pressionaram nos últimos anos por uma abertura do bloco para acordos, mesmo que individualmente. Nesta quinta, o ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Mario Lubetkin, comemorou a aprovação pelos europeus, que pode encerrar 25 anos de negociações.

    Lubetkin também disse qu o Parlamento uruguaio se comprometeu a ser um dos primeiros a ratificar o acordo, contribuindo para importantes avanços no comércio exterior, e que os países do Mercosul só devem comemorar quando o acordo for finalmente implementado.

    Crítico do Mercosul, Milei comemora acordo com UE como uma vitória pessoal

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  • Aneel divulga calendário para anúncio de bandeiras tarifárias em 2026

    Aneel divulga calendário para anúncio de bandeiras tarifárias em 2026

    Consumidor pode acompanhar as decisões da Aneel a respeito das bandeiras tarifárias que vigorarão a cada mês no decorrer do ano de 2026

    O ano de 2026 começou com redução no valor das contas de energia elétrica com a bandeira verde na tarifa de energia, ou seja, sem custo extra. Para o próximo mês, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) informou que a decisão sobre a bandeira tarifária será anunciada no dia 30 de janeiro, conforme calendário divulgado pela agência reguladora nesta semana.

    Pelo calendário, o consumidor pode acompanhar as decisões da Aneel a respeito das bandeiras tarifárias que vigorarão a cada mês no decorrer do ano de 2026. Nas datas previstas, será divulgada a cor da bandeira que estará vigente no mês seguinte.

    No dia 27 de fevereiro, sairá a definição sobre a bandeira a ser aplicada em março e, no mesmo dia de março (27), sai a bandeira de abril. A definição da bandeira tarifária de maio será divulgada no dia 24 de abril. 

    A bandeira de junho, será conhecida no dia 29 de maio. Para julho, a Aneel disse que vai divulgar a bandeira no dia 26 de junho. A bandeira a ser aplicada em agosto será divulgada no dia 31 de julho. A de setembro sairá no dia 28 de agosto; e a de outubro, no dia 25 de setembro.

    Por fim, a bandeira tarifária que será aplicada em novembro será anunciada no dia 30 de outubro. A bandeira de dezembro será conhecida no dia 27 de novembro. Já a bandeira a ser aplicada em janeiro de 2027, sairá no dia 23 de dezembro.

    Custos extras

    Criado em 2015 pela Aneel, o sistema de bandeiras tarifárias reflete os custos variáveis da geração de energia elétrica. Divididas em cores, as bandeiras indicam quanto está custando para o Sistema Interligado Nacional (SIN) gerar a energia usada nas residências, em estabelecimentos comerciais e nas indústrias.

    A cada mês, as condições de operação do sistema de geração de energia elétrica são reavaliadas pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), que define a melhor estratégia de geração de energia para atendimento da demanda e traça uma previsão de custos a serem cobertos pelas bandeiras.

    Portanto, as cores das bandeiras tarifárias são definidas a partir da previsão de variação do custo da energia em cada mês. Quando a conta de luz é calculada pela bandeira verde, não há nenhum acréscimo. Quando são aplicadas as bandeiras vermelha ou amarela, a conta sofre acréscimo a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido.

    Importante observar que, anualmente, ao final do período úmido, em abril, a Aneel define o valor das Bandeiras Tarifárias para o ciclo seguinte. Atualmente os valores cobrados são os seguintes: na bandeira amarela, com condições de geração menos favoráveis, a tarifa sofre acréscimo de R$ 1,88 para cada 100 quilowatt-hora (kWh) consumidos; na bandeira vermelha, no Patamar 1, com condições mais custosas de geração, a tarifa sofre acréscimo de R$ 4,46 para 100 quilowatt-hora kWh consumido.

    Já na bandeira vermelha, no Patamar 2, as condições de geração são ainda mais custosas. Com isso, a tarifa sofre acréscimo de R$ 7,87 para cada 100 quilowatt-hora kWh consumido.

    Aneel divulga calendário para anúncio de bandeiras tarifárias em 2026

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  • Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real

    Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real

    “Os 4,26% são o menor IPCA desde 2018. Mas, em 2018, o desemprego estava em 11,6%. Agora está em 5,2%. Estamos entregando inflação e desemprego baixos”, afirmou Dario Durigan

    O Ministério da Fazenda comemorou nesta sexta-feira (9) o resultado da inflação oficial de 2025. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou o ano em 4,26%, dentro do sistema de metas e com a quinta menor taxa registrada desde 1995, início do Plano Real.

    A avaliação é do secretário-executivo da pasta, Dario Durigan, que ocupa interinamente o cargo de ministro da Fazenda durante as férias de Fernando Haddad. Segundo ele, o resultado consolida um cenário de maior estabilidade econômica e reforça a meta do governo de entregar a menor inflação acumulada de um mandato presidencial desde a criação do real.

    “Os 4,26% são o menor IPCA desde 2018. Mas, em 2018, o desemprego estava em 11,6%. Agora está em 5,2%. Estamos entregando inflação e desemprego baixos”, afirmou Durigan, em publicação nas redes sociais. 

    O ministro interino destacou ainda que o resultado ficou abaixo das expectativas do mercado financeiro ao longo de boa parte do ano. No primeiro semestre de 2025, o boletim Focus chegou a apontar projeções de inflação próximas de 5,6%.

    Outro ponto ressaltado por Durigan foi o comportamento mais moderado dos preços dos alimentos, que tiveram alta de 1,43% no ano, contribuindo para a desaceleração do índice geral. No grupo alimentação e bebidas, a inflação ficou em 2,95%, bem abaixo dos 7,69% registrados em 2024.

    “Com a estabilidade econômica e fiscal que devolvemos ao Brasil, colhemos bom crescimento do PIB, baixo desemprego, aumento da renda real do trabalho e quedas da pobreza, da extrema pobreza e da desigualdade. Não tenham dúvidas: em 2026 não será diferente!”, declarou.

    Em 2025, a inflação oficial ficou abaixo do teto da meta, de 4,5%, em um contexto de política monetária contracionista, com a taxa básica de juros em 15% ao ano, no maior nível desde 2006. Em nota, o secretário de Políticas Econômicas da Fazenda, Guilherme Mello, ressaltou que a coordenação entre a política fiscal e monetária ajudou a reduzir as pressões inflacionárias.

    Planejamento

    A ministra do Planejamento, Simone Tebet, também comemorou o resultado. Em publicação nas redes sociais, ela destacou o impacto positivo da desaceleração dos preços sobre o custo de vida da população.

    “Fechamos bem o ano: IPCA de 2025 ficou em 4,26%, dentro do intervalo da meta para inflação, e 0,57 ponto percentual abaixo dos 4,83% registrados em 2024. Os preços dos alimentos subiram menos: 2,95% em 2025 contra 7,69% em 2024”, escreveu Tebet.

    A ministra acrescentou que a combinação de inflação mais baixa, mercado de trabalho aquecido e aumento da renda melhora diretamente a vida dos brasileiros. Tebet ressaltou a contribuição dos alimentos para a redução do índice de preços.

    “Tão importante quanto fechar dentro da meta é a inflação baixa para o item que mais importa: alimentos. Menos da metade de 2024. Mais comida na mesa dos brasileiros, que tiveram aumento real do salário mínimo”, acrescentou.

    Fazenda comemora IPCA de 4,26% e projeta menor inflação do Plano Real

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  • Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026

    Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026

    Segurados que ganham acima do mínimo terão reajuste de 3,9%

    A partir de fevereiro, os aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que ganham mais que o salário mínimo terão aumento de 3,9%. Com a correção, o teto dos benefícios da Previdência Social sobe para R$ 8.475,55 em 2026, contra R$ 8.157,40 em 2025.

    A variação equivale ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 2025, divulgado nesta sexta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O indicador mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos.

    O reajuste de 3,9% será pago integralmente aos segurados que já recebiam as aposentadorias e pensões do INSS acima de um salário mínimo em 1º de fevereiro de 2025. Quem começou a receber o benefício após essa data terá aumento proporcional ao número de meses em que o benefício foi pago.

    Segundo o INSS, atualmente 13,25 milhões de beneficiários recebem acima do piso nacional. Um total de 21,9 milhões de pessoas, cerca de 62,5% do total dos aposentados e pensionistas, ganham o salário mínimo, que subiu de R$ 1.580 para R$ 1.618.

    Para quem recebe o salário mínimo, o pagamento das aposentadorias e pensões com reajuste vai de 26 de janeiro a 6 de fevereiro. O pagamento dos benefícios do INSS acima do mínimo com a correção de 3,9% vai de 2 a 6 de fevereiro. A data de pagamento varia conforme o número final do cartão de benefício, desconsiderando o dígito verificador, que aparece após o traço.

    Por mais um ano, os aposentados e pensionistas que ganham além do mínimo não terão aumento real (acima da inflação), recebendo o equivalente ao INPC do ano anterior. Quem recebe o mínimo teve reajuste real de 2,5%, segundo a política aprovada pelo Congresso no fim de 2024, que restringe o aumento real ao teto de crescimento de gastos do arcabouço fiscal.

    Tabela

    A correção de 3,9% também incidirá sobre a tabela do INSS, por meio da qual os trabalhadores da iniciativa privada com carteira assinada e de empresas estatais recolhem as contribuições mensais à Previdência Social. As alíquotas e as faixas de dedução vão incidir sobre as seguintes faixas:

    Salário de contribuições Alíquota Parcela a deduzir do INSS
    Até R$ 1.621

    7,5%

    R$ 0,00
    De R$ 1.621,01 a R$ 2.902,84 9% R$ 23,66
    De R$ 2.902,85 a R$ 4.354,27 12% R$ 110,75

    De R$ 4.354,28 a R$ 8.475,55

    14% R$ 197,83
    Fonte : INSS

    Consulta

    Nas próximas semanas, o INSS fornecerá o extrato com os novos valores das aposentadorias e das pensões. As informações estão disponíveis no site Meu INSS e no aplicativo de mesmo nome. A consulta exige login e senha do Portal Gov.br.

    Quem não tem acesso à internet pode consultar o valor por meio do telefone 135. O segurado que ligar para esse número deve informar o número do Cadastro de Pessoa Física (CPF) e confirmar alguns dados cadastrais para evitar fraudes.

    Teto de pensionista e aposentado do INSS sobe para R$ 8.475,55 em 2026

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  • Dólar recua para R$ 5,36 e Bolsa avança, com inflação do Brasil e emprego dos EUA em foco

    Dólar recua para R$ 5,36 e Bolsa avança, com inflação do Brasil e emprego dos EUA em foco

    Às 12h15, a moeda norte-americana recuava 0,43%, a R$ 5,366; a Bolsa subia 0,59%, a 163.910 pontos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar está em queda nesta sexta-feira (9), com investidores avaliando dados do Brasil e dos Estados Unidos à procura de pistas sobre as próximas decisões de juros de ambos os países.

    Por aqui, o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) apontou que a inflação de 2025 ficou abaixo do teto da meta do BC (Banco Central). Lá, o payroll indicou que o mercado de trabalho norte-americano desacelerou mais do que o esperado em dezembro.

    Às 12h15, a moeda recuava 0,43%, a R$ 5,366. Já a Bolsa subia 0,59%, a 163.910 pontos.

    Índice oficial da inflação no Brasil, o IPCA fechou o acumulado do último ano em 4,26% -abaixo do teto de 4,5% da meta perseguida pelo BC, mas acima do centro de 3%. Na base mensal, o avanço em dezembro foi de 0,33%, ante 0,18% em novembro.

    Ambas as leituras vieram em linha com a mediana das projeções de analistas do mercado financeiro consultados pela agência Bloomberg. A estimativa deles também era de alta de 4,26% e de 0,33%, respectivamente.

    Apesar da convergência da inflação para a banda de tolerância do BC, especialistas ainda veem um cenário de pressão nos preços ao consumidor que deve inviabilizar um corte na taxa Selic tão cedo. Até então, o mercado estava dividido: parte apostava em uma redução já na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) deste mês, parte via o encontro de março como o mais provável.

    A Selic está em 15% ao ano desde junho de 2025.

    Agora, a aposta majoritária está no início do ciclo de cortes em março. “O dado de dezembro deixa um gosto amargo do ponto de vista qualitativo”, afirma André Valério, economista sênior do Inter. “É um mês com inflação sazonal, mas, considerando a cautela na condução da política monetária, vemos esse resultado como suficiente para eliminar a chance de corte de juros na reunião de janeiro.”

    Ainda assim, tendo em vista as projeções de queda para o dólar ao longo dos próximos meses e a perspectiva de uma inflação mais fraca no primeiro trimestre, “o acumulado do IPCA em 12 meses deve convergir rapidamente para baixo de 4%”, diz Valério, o que permitiria um corte já nos primeiros três meses do ano.

    Essa visão favorece o real ante o dólar, uma vez que o diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos permanecerá elevado por mais tempo. A tese se ampara na estratégia de carry trade, isto é, quando investidores tomam empréstimos a taxas baixas, como a norte-americana, e investem em países de juros mais altos, como Brasil. O aporte aqui implica na compra de reais, o que desvaloriza o dólar.

    Esse diferencial deverá permanecer inalterado ao longo do mês de janeiro -inclusive por parte dos juros norte-americanos.

    Dados medidos pelo payroll, métrica favorita do Fed (Federal Reserve, o banco central dos EUA) para o mercado de trabalho, apontam que o crescimento do emprego por lá desacelerou mais do que o esperado em dezembro, reflexo da cautela adotada por empresas diante do tarifaço de Donald Trump e do aumento dos investimentos em inteligência artificial.

    Foram abertas 50 mil vagas, ante expectativa de 60 mil. Por outro lado, a taxa de desemprego caiu para 4,4%. O relatório sugere que o mercado de trabalho permaneceu preso no que os economistas e autoridades chamaram de modo “não contratar, não demitir”.

    Esse cenário indica “moderação gradual”, diz Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, “afastando o risco de uma recessão iminente, mas também reduzindo a urgência de cortes agressivos nos juros”.

    “Para o investidor, isso significa que a taxa de juros nos EUA, atualmente entre 3,50% e 3,75%, deve cair, mas de forma paulatina ao longo de 2026.”

    O banco central dos EUA cortou a taxa de juros em 0,25 ponto percentual em dezembro, mas as autoridades indicaram que provavelmente darão uma pausa por enquanto para ter uma noção melhor da direção da economia.

    Agora, a enorme maioria dos investidores (95%) aposta em uma manutenção do atual patamar no encontro do Fed de janeiro, segundo a ferramenta CME FedWatch. Os 5% restantes veem como provável um corte de 0,25 ponto percentual.

    “A divulgação simultânea do payroll e do IPCA oferece um retrato claro da assimetria que caracterizará 2026 nos mercados globais. Enquanto o mercado de trabalho dos EUA desacelera gradualmente, impondo cautela ao Fed, a inflação brasileira encerra 2025 sob controle, abrindo espaço para o BC flexibilizar a política monetária”, diz Trevisan.

    “A mensagem é de seletividade: em um ambiente onde os juros americanos caem lentamente e os juros brasileiros começam a recuar, o foco deve estar em empresas com fundamentos sólidos, capazes de gerar valor independentemente das condições macroeconômicas. A volatilidade será alta, mas as oportunidades também.”

    Dólar recua para R$ 5,36 e Bolsa avança, com inflação do Brasil e emprego dos EUA em foco

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  • Petrobras: ANP libera nova unidade da Revap que eleva em 80% produção de diesel S-10

    Petrobras: ANP libera nova unidade da Revap que eleva em 80% produção de diesel S-10

    A unidade também abastece aproximadamente 75% do consumo de querosene de aviação do Aeroporto Internacional de Guarulhos e fornece gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP) para o Vale do Paraíba e o Litoral

    A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) autorizou no fim de dezembro a Refinaria Henrique Lage (Revap), da Petrobras, em São José dos Campos, a operar sua nova Unidade de Hidrotratamento (HDT). A modernização da unidade vai ampliar em cerca de 80% a produção de diesel S-10 da estatal, informou a Petrobras.

    O diesel S-10 é um combustível de baixo enxofre, que ajuda a reduzir emissões e atende à crescente demanda por produtos mais limpos.

    Para isso, parte da capacidade antes dedicada ao diesel S-500 da refinaria foi realocada, segundo a estatal. A renovação incluiu novas tecnologias, sistemas integrados e ganhos de eficiência e confiabilidade, com todos os testes concluídos antes da liberação regulatória.

    “O início da operação da HDT modernizada representa um marco importante para a Revap. O projeto reforça nosso compromisso com eficiência, sustentabilidade e oferta de combustíveis de alta qualidade. A expansão do diesel S-10 garante capacidade de atender às demandas atuais e futuras com segurança e confiabilidade”, disse em nota o gerente-geral da refinaria, Alexandre Coelho Cavalcanti.

    Com capacidade para processar até 252 mil barris de petróleo por dia, a Revap responde por cerca de 14% da produção de derivados da Petrobras.

    A unidade também abastece aproximadamente 75% do consumo de querosene de aviação do Aeroporto Internacional de Guarulhos e fornece gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP) para o Vale do Paraíba e o Litoral.

    Petrobras: ANP libera nova unidade da Revap que eleva em 80% produção de diesel S-10

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  • Inflação sobe 0,33% em dezembro e encerra 2025 em 4,26%, revela IBGE

    Inflação sobe 0,33% em dezembro e encerra 2025 em 4,26%, revela IBGE

    Com isso, o índice oficial de inflação do País fechou o ano de 2025 com alta de 4,26%, 0,57 ponto porcentual (p.p.) abaixo do IPCA de 2024 (4,83%) e abaixo do teto da meta (4,5%) de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN)

    O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou dezembro com alta de 0,33%, ante um avanço de 0,18% em novembro, informou nesta sexta-feira, 9, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado foi o menor para um mês de dezembro desde 2018.

    Com isso, o índice oficial de inflação do País fechou o ano de 2025 com alta de 4,26%, 0,57 ponto porcentual (p.p.) abaixo do IPCA de 2024 (4,83%) e abaixo do teto da meta (4,5%) de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

    O resultado de 2025 foi influenciado principalmente pelo grupo Habitação, que acelerou de 3,06% em 2024 para 6,79%, registrando o maior impacto (1,02 p.p.) no acumulado do ano. No ano anterior, o impacto havia sido de 0,47 p.p.

    Na sequência, as maiores variações vieram de Educação (6,22% e 0,37 p.p.), Despesas pessoais (5,87% e 0,60 p.p.) e Saúde e cuidados pessoais (5,59% e 0,75 p.p.). Os quatro grupos juntos responderam por, aproximadamente, 64% do resultado do ano.

    Em dezembro, os preços de Transportes subiram 0,74%, após alta de 0,22% em novembro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,15 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,33% no mês.

    Os preços de combustíveis tiveram alta de 0,45% em dezembro, após recuo de 0,32% no mês anterior. A gasolina subiu 0,18%, após ter registrado queda de 0,42% em novembro, enquanto o etanol avançou 2,83% nesta leitura, após alta de 0,39% na última.

    Estadão/Broadcast calcula o impacto de cada grupo no IPCA com base na variação mensal e no peso mensal disponíveis no Sistema IBGE de Recuperação Automática (Sidra). O resultado pode ter divergências pontuais com o impacto divulgado pelo IBGE, que considera mais casas decimais do que as disponibilizadas publicamente na taxa de cada item.

    Já os preços de Alimentação e bebidas aumentaram 0,27% em dezembro, após queda de 0,01% em novembro. O grupo deu uma contribuição positiva de 0,06 ponto porcentual para o IPCA, que subiu 0,33% no mês.

    Entre os componentes do grupo, a alimentação no domicílio teve alta de 0,14% em dezembro, após ter recuado 0,20% no mês anterior. A alimentação fora do domicílio subiu 0,60%, ante alta de 0,46% em novembro.

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  • Produtores bloqueiam estradas na França contra acordo UE-Mercosul

    Produtores bloqueiam estradas na França contra acordo UE-Mercosul

    Manifestações com tratores fecharam rodovias perto das fronteiras com Espanha e Bélgica e nos arredores de Paris; produtores também criticam regras sanitárias e pressionam governo francês às vésperas da assinatura do tratado.

    Agricultores franceses realizaram nesta sexta-feira uma série de bloqueios em rodovias estratégicas do país, principalmente perto das fronteiras com a Bélgica e a Espanha e também nos arredores de Paris. Os protestos são direcionados ao acordo comercial entre a União Europeia e o Mercosul.

    De acordo com a emissora ICI, no sudoeste da França, manifestantes se concentraram ainda antes da meia-noite no entroncamento das rodovias A63 e A64, que ligam Bordeaux à fronteira espanhola pelo País Basco. A A63 chegou a ser totalmente interditada entre as saídas Bayonne Norte e Bayonne Sul, provocando longos congestionamentos.

    No sul do país, em Perpignan, agricultores também bloquearam a rodovia A9 no sentido da Espanha, segundo informações do serviço de trânsito Bison Futé. Já no norte, produtores franceses e belgas organizaram bloqueios conjuntos nas rodovias A2 e A27, em direção ao território belga.

    Na região de Paris, integrantes da Confederação Camponesa realizaram um protesto em marcha lenta com tratores, avançando em fila pelas vias próximas à capital, conforme informou o sindicato em comunicado.

    Além da rejeição ao acordo entre a União Europeia e o Mercosul, que envolve Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai, os agricultores também protestam contra o protocolo sanitário adotado pelo governo francês para conter a dermatose nodular contagiosa, uma doença viral que afeta bovinos e outros ruminantes e é transmitida por insetos.

    Na quinta-feira anterior, cerca de 100 tratores mobilizados pela Coordenação Rural, o segundo maior grupo do setor no país e com vínculos com a extrema direita, conseguiram driblar as restrições impostas pelas autoridades e chegaram a circular por áreas simbólicas de Paris, incluindo pontos turísticos.

    Diante da pressão do setor agrícola, o presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou que a França votará contra o acordo UE-Mercosul. Apesar disso, a posição francesa não é suficiente para barrar o avanço do tratado, já que não há uma minoria de bloqueio entre os 27 países do bloco.

    Na semana passada, a polícia francesa chegou a proibir a entrada de tratores em áreas consideradas sensíveis da capital, como o Palácio do Eliseu, a residência oficial do primeiro-ministro, o Parlamento, ministérios e o mercado atacadista de Rungis.

    Os protestos não são inéditos. Em dezembro, especialmente no período que antecedeu o Natal, agricultores já haviam bloqueado estradas no sul da França contra o plano de combate à dermatose nodular, que prevê o abate de todos os animais de uma propriedade quando um único caso da doença é detectado.

    Em 18 de dezembro, durante uma reunião do Conselho Europeu em Bruxelas, uma mobilização ainda maior, com mais de 5 mil agricultores e cerca de 500 tratores, levou ao adiamento da assinatura do acordo entre a União Europeia e o Mercosul. Na ocasião, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, cancelou a viagem ao Brasil, onde o acordo seria formalizado em Foz do Iguaçu.

    Uma nova cerimônia para assinatura do tratado foi marcada para a próxima segunda-feira, após sinais de recuo nas resistências iniciais de países como Itália, França e Polônia.
     
     

    Produtores bloqueiam estradas na França contra acordo UE-Mercosul

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