Categoria: ECONOMIA

  • Em derrota para Vorcaro, juiz dos EUA reconhece processo de liquidação do Master

    Em derrota para Vorcaro, juiz dos EUA reconhece processo de liquidação do Master

    Reconhecimento ocorreu após pedido do liquidante do banco; medida blinda credores de eventuais disputas judiciais de cobrança antes de resolução do caso

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O juiz Scott M. Grossman, do Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida (EUA), reconheceu nesta quinta-feira (8) o processo de liquidação do Banco Master no Brasil. A decisão foi proferida após pedido feito no final do ano passado pelo liquidante do banco, que tenta proteger os ativos de Daniel Vorcaro e sócios do Master de execuções de dívida antes que sejam definidos os pagamentos de credores.

    Em seu despacho, o magistrado determinou a suspensão automática de qualquer ação ou execução contra os bens de Vorcaro e seus sócios que estejam nos Estados Unidos.

    Ele disse que o processo de liquidação está pendente no Brasil, bem como os interesses principais dos envolvidos no caso. O juiz aceitou o pedido da EFB Regimes Especiais de Empresas para reconhecer o caso como processo principal estrangeiro, o que garante autonomia para a Justiça brasileira conduzi-lo.

    Vorcaro tentava frear o pedido da EFB na corte norte-americana sob o argumento de que o processo de liquidação ainda pode ser revertido no TCU (Tribunal de Contas da União), pedindo que a Justiça norte-americana adie o reconhecimento do processo.

    Segundo o documento, o processo de liquidação brasileira terá plena força e efeito, será vinculativo e executável nos Estados Unidos contra todas as pessoas e entidades. O reconhecimento do caso, afirma o magistrado, não causará qualquer dificuldade aos credores diretos ou a outras partes que entrarem no caso futuramente.

    “O liquidante terá autoridade para agir de forma independentes para cumprir quaisquer dos deveres e poderes concedidos por esta Ordem”, escreveu o magistrado da Flórida.

    Agora, segundo a lei norte-americana, todas a pessoas e entidades estão proibidas de iniciar ou continuar qualquer ação ou procedimento relativo aos ativos, direitos, obrigações ou passivos de Vorcaro e do Master localizados nos EUA.

    Um dos pontos de reclamação da defesa de Vorcaro era o de que o liquidante do banco tentava adquirir poderes utilizando os tribunais americanos. O apontamento levava em consideração o pedido de ouvir testemunhas, colher provas ou solicitar a entrega de informações sobre ativos e negócios de Vorcaro nos EUA.

    “O liquidante está autorizado a examinar testemunhas, colher provas ou solicitar a entrega de informações relativas aos ativos, negócios, direitos, obrigações ou passivos dos devedores”, disse o juiz.

    No despacho, o magistrado afirma que, exceto por reconvenção em uma ação movida pela EFB, nenhuma pessoa poderá iniciar um processo contra o liquidante em qualquer tribunal dos EUA sem a autorização Tribunal de Falências do Distrito Sul da Flórida.

    “A menos que o tribunal ordene o contrário, o liquidante está além disso autorizado a operar e pode exercer os poderes de um administrador judicial.”

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  • Dólar fecha estável e Bolsa avança com geopolítica e dados dos EUA em foco

    Dólar fecha estável e Bolsa avança com geopolítica e dados dos EUA em foco

    Desdobramentos do caso do Banco Master também estiveram no radar; investidores acompanharam ainda os impactos da invasão da Venezuela pelo governo Donald Trump

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O dólar fechou perto da estabilidade nesta quinta-feira (8), em variação positiva de 0,07%, cotado a R$ 5,389.

    O mercado monitorou os desdobramentos da invasão dos Estados Unidos à Venezuela e os planos do governo Donald Trump de estender as intervenções para Groenlândia e Colômbia. A divulgação do relatório payroll, indicador de emprego dos Estados Unidos, e o caso do Banco Master também nortearam as negociações.

    Na Bolsa, o cenário foi mais positivo: o Ibovespa teve alta de 0,59%, impulsionado pela Petrobras e pelo setor bancário, e fechou a 162.936 pontos. A queda de 1% da Vale limitou maiores ganhos.

    Os investidores seguiram atentos ao noticiário envolvendo a invasão dos Estados Unidos à Venezuela.

    Trump afirmou, na quarta-feira, que Caracas concordou em usar a receita da venda do petróleo que será entregue aos EUA para comprar apenas produtos produzidos no país. Segundo ele, o governo interino venezuelano entregará até 50 milhões de barris aos norte-americanos, e os lucros serão controlados pela administração republicana.

    A intervenção poderá durar anos, afirmou o presidente. Em sinal de que os planos dos Estados Unidos não estão limitados à Venezuela, a Casa Branca ainda disse que Trump está discutindo ativamente a compra da Groenlândia, território autônomo da Dinamarca.

    O uso de força para tomar a ilha não está descartado -o que configuraria uma agressão à Otan, grupo ao qual Dinamarca e EUA pertencem. Na segunda (5), a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, havia dito que qualquer ataque americano ao território significaria o fim da aliança militar ocidental.

    O interesse de Trump pela Groenlândia já é de longa data. A ilha guarda reservas minerais que, em tese, poderiam ser mais facilmente acessadas com a aceleração do aquecimento global. No papel, isso significa a possibilidade de extração de petróleo e gás, mas, principalmente, de minerais do subsolo groenlandês. Entre os elementos presentes se destacam as terras raras, motivo de cobiça de Trump -a rival China controla a maior parte das reservas globais.

    Trump ainda ameaça atacar a Colômbia, sob acusações de que o governo Gustavo Petro não estaria fazendo o suficiente para combater o narcotráfico.

    A escalada de tensões geopolíticas inspira aversão a risco nos mercados, diz Marcio Riauba, chefe da mesa de operações da StoneX Banco de Câmbio.

    “O ambiente de aversão não é baseado apenas nessas tensões, mas também no cenário local, que conta com os desdobramentos do caso Banco Master e as incertezas em torno da liquidação da instituição, fato este que pesou no setor financeiro na véspera.”

    O ministro do TCU (Tribunal de Contas da União) Jhonatan de Jesus investiu contra o BC (Banco Central) ao questionar a atuação da autoridade monetária no processo de fiscalização e liquidação do Master. Ele recuou nesta quinta-feira e suspendeu a inspeção.

    O risco de uma reversão na liquidação, ainda que remoto, inspirou provocou tensão no mercado financeiro na quarta, com investidores fugindo do setor bancário na Bolsa. Nesta quinta, o clima foi de alívio. Santander avançou 1,74%, seguido por Itaú (1,55%) e Banco do Brasil (0,78%). BTG teve forte ganho de 2,15%, enquanto Bradesco caiu 1,69%.

    Ainda no radar, operadores monitoraram dados dos Estados Unidos e do Brasil de olho nas decisões de política monetária dos dois países.

    Relatórios de emprego norte-americanos divulgados na quarta-feira ficaram abaixo das expectativas, e o mercado agora aguarda a divulgação do payroll, métrica oficial do mercado de trabalho dos Estados Unidos, para tentar antever qual será a decisão do Fed (Federal Reserve) sobre a taxa de juros no fim do mês.

    Até agora, a maioria dos investidores (88%) aposta em uma manutenção do atual patamar de 3,5% e 3,75%, segundo a ferramenta CME FedWatch. Os 12% restantes veem como mais provável um corte de 0,25 ponto percentual.

    “Embora os dados tenham vindo abaixo das expectativas, eles não foram suficientes para gerar um movimento direcional nos ativos, uma vez que os investidores evitam grandes apostas e aguardam a divulgação do payroll na sexta-feira para uma maior definição do cenário”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

    No Brasil, a produção industrial ficou estável em novembro ante outubro e cedeu 1,2% em relação ao mesmo período de 2024. Economistas ouvidos pela Reuters esperavam alta de 0,2% na comparação mensal e queda de 0,1% em base anual. A expectativa agora fica com os números do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), também esperados para amanhã.

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  • Ação com influenciadores contra BC no caso Master envolveu contrato de R$ 800 mil

    Ação com influenciadores contra BC no caso Master envolveu contrato de R$ 800 mil

    Movimento coincidiu com embates sobre atuação do Banco Central no sistema financeiro

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O recrutamento dos perfis em redes sociais que fizeram um bombardeio digital contra Banco Central e investigadores no caso Master envolveu um contrato de confidencialidade de R$ 800 mil. A campanha recebeu o nome “projeto DV’, o que coincide com as iniciais de Daniel Vorcaro, o CEO do Banco Master.

    A equipe responsável pela articulação das publicações enviou mensagens a influenciadores em meados de dezembro, quando cresceram as alfinetadas mirando a atuação da autoridade monetária contra o banco de Vorcaro. Foi também quando se iniciou a guerra jurídica no STF (Supremo Tribunal Federal) e no TCU (Tribunal de Contas da União) travada entre os investigadores e os advogados da instituição financeira. A informação sobre os contratos de influenciadores foi antecipada pela colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

    “Ofereceram valores expressivos”, disse o influenciador Rony de Assis Gabriel (PL-RS), que também é vereador por Erechim, a 370 quilômetros da capital gaúcha. Ele foi procurado, em 20 de dezembro, pelo marketeiro André Salvador, que disse estar com um trabalho de “gerenciamento de reputação e gestão de crise de um executivo grande”.

    Salvador contatou, em 21 de dezembro, o deputado estadual Léo Siqueira (Novo-SP). Na ocasião, o profissional de comunicação se apresentou como funcionário da agência Mithi, de Thiago Miranda, um dos sócios do Grupo Léo Dias.

    Ambos os parlamentares recusaram as propostas, de acordo com gravações de tela vistas pela Folha. Gabriel tem 1,7 milhão de seguidores no Instagram, e Siqueira, 592 mil.

    O contrato de confidencialidade entregue a Gabriel estava em nome da empresa Unltd Network, da qual Salvador é sócio. Embora Salvador seja sócio em duas companhias no Rio Grande do Sul, a Unltd Network está registrada em Brasília, assim como a agência Mithi.

    O jornalista Léo Dias afirma que Miranda deixou o Grupo Léo Dias, do qual foi CEO, em junho, embora permaneça na sociedade. “Ele enviou, há um tempo, um email dizendo que gostaria de sair da operação e vender os 10% dele.”

    A reportagem tentou contato com Salvador e Miranda, via WhatsApp e telefone, desde o início da tarde desta quinta-feira (8). Eles não responderam.

    O contrato enviado ao vereador gaúcho classifica como confidenciais as estratégias de comunicação, os planos e as informações jurídicas e financeiras, além dos nomes de qualquer participante da campanha -incluindo membros do time, parceiros e terceiros. O documento determina multa de R$ 800 mil em caso de quebra de sigilo.

    Salvador enviou a Gabriel exemplos de vídeos com críticas à atuação do BC no caso Master, feitos por três influenciadores especializados em temas financeiros e o perfil de humor Alfinetada. Este último postou conteúdo contra o ex-diretor do BC Renato Gomes em 30 de dezembro, dizendo existirem especulações de que ele poderia ir para o BTG.

    A página Alfinetada é assessorada pelo Grupo Farol, que disse nunca ter sido procurado para negociar ou intermediar comunicação relacionada ao Banco Master. “A atuação da empresa se limita exclusivamente à representação de publicidade para as marcas, mas sempre dentro dos limites legais e normas estabelecidas pelo Conar”, afirmou o grupo.

    Entre os contratados estariam Carol Dias e André Dias, influenciadores de educação financeira e apresentadores do Irmãos Dias Podcast.

    “Isso não é verdade. Várias vezes a gente falou aqui do Banco Master, esclareceu pontos do Banco Central. O que a gente faz é trazer fatos da mídia, que é o correto. Não trazemos narrativa sem prova. Tem que ter prova. Um print, um vídeo, não justifica nada. E Rony Gabriel, por favor, né? Você vai se candidatar”, disse a ex-panicat em sua rede social.

    A influenciadora afirmou ainda que seu advogado Daniel Leon Bialski vai processar quem a acusou de receber pelos posts.

    Um assessor do vereador gaúcho negou a proposta de participação no “Projeto DV” em mensagem enviada no último dia 29. Antes disso, houve ao menos duas reuniões entre o Gabriel e Salvador.

    Siqueira, que é deputado estadual por São Paulo, afirma que não viu o contrato de confidencialidade porque não deu seguimento à conversa. “Salvador me procurou no Instagram, eu passei meu telefone no WhatsApp, mas decidi que não participaria quando vi que o único executivo da Faria Lima que precisava de uma gestão de crise era Vorcaro.”

    O parlamentar paulista disse que recebeu mensagens de Salvador no WhatsApp, mas decidiu ignorá-las.

    A ofensiva alinhada aos argumentos da defesa do Banco Master mira o ex-diretor de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução do BC, Renato Gomes. Foi a área dele que recomendou o veto à compra do Master pelo BRB e subsidiou os achados posteriormente relatados ao Ministério Público Federal.

    Também estiveram no alvo o presidente do BC, Gabriel Galípolo, seus familiares, o diretor de Fiscalização, Aílton de Aquino Santos, além de banqueiros e associações do setor financeiro que organizaram uma contra-ofensiva em defesa da autoridade monetária por meio de uma série de notas de apoio à decisão técnica de liquidar o Master em novembro.

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  • ONU vê inflação global desacelerando, mas alerta para elevação do custo de vida

    ONU vê inflação global desacelerando, mas alerta para elevação do custo de vida

    A inflação cheia caiu de 4% em 2024 para uma estimativa de 3,4% em 2025 e deve desacelerar para 3,1% em 2026

    A Organização das Nações Unidas (ONU) prevê uma continuidade da desaceleração da inflação global, mas alerta que persistem pressões sobre o custo de vida diante da elevação de preços. É o que mostra o seu relatório Situação e Perspectivas da Economia Mundial de 2026, divulgado nesta quinta-feira, 8.

    O documento destaca que os preços elevados continuam sendo um desafio global fundamental. A inflação cheia caiu de 4% em 2024 para uma estimativa de 3,4% em 2025 e deve desacelerar para 3,1% em 2026. Para a entidade, embora a inflação geral tenha arrefecido, os preços elevados continuam a pesar sobre a renda real.

    Segundo a entidade, a redução dos preços de energia e alimentos, taxas de câmbio mais estáveis e crescimento lento dos salários nominais ajudaram no arrefecimento da inflação. “Diferentemente da alta sincronizada global dos anos anteriores, as tendências inflacionárias tornaram-se desiguais, moldadas por gargalos recorrentes de oferta em meio ao aumento dos riscos geopolíticos e relacionados ao clima”, pontua.

    Diante desse cenário, a ONU afirma que os líderes globais enfrentam um cenário inflacionário cada vez mais complexo, e a política monetária adotada pelos bancos centrais permanecerá como um tema central. Essas decisões devem atuar em conjunto com arcabouços fiscais críveis e medidas sociais direcionadas para proteger os grupos mais vulneráveis, acrescenta o relatório.

    A organização nota que as taxas de juros seguem acima dos níveis pré-pandemia em vários países e projeta novos cortes graduais em 2026, sob risco de retomada da inflação ou de volatilidade cambial – que podem “complicar a etapa final do ciclo de desinflação”.

    De acordo com o relatório, a ação coordenada entre políticas monetária, fiscal e industrial será crucial para administrar pressões persistentes sobre os preços sem comprometer a estabilidade social ou o crescimento de longo prazo.

    Os preços ainda elevados continuam a corroer o poder de compra da população mais vulnerável, destaca o subsecretário-geral das Nações Unidas para Assuntos Econômicos e Sociais, Li Junhua. Ele aponta que a inflação mais baixa poderá proteger gastos familiares essenciais, fortalecer a concorrência nos mercados e enfrentar os fatores estruturais que impulsionam choques recorrentes de preços.

    ONU vê inflação global desacelerando, mas alerta para elevação do custo de vida

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  • Macron anuncia que França votará contra acordo UE-Mercosul

    Macron anuncia que França votará contra acordo UE-Mercosul

    Decisão, que era esperada, não deve impedir aprovação do pacto comercial pela União Europeia, nesta sexta; agricultores dispersam manifestação que ocupou Paris, mas prometem novos protestos

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou nesta quinta-feira (8) que o país votará contra o acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Mercosul, alegando ‘rejeição política unânime’.

    Apesar dos “avanços inegáveis” que “devem ser reconhecidos pela Comissão Europeia”, “deve-se notar a rejeição política unânime do acordo, como claramente demonstrado pelos recentes debates na Assembleia Nacional e no Senado”, afirmou o presidente francês em um comunicado à imprensa.

    “A fase de assinatura do acordo não é o fim da história. Continuarei lutando pela implementação plena e concreta dos compromissos assumidos pela Comissão Europeia e para proteger nossos agricultores”, acrescentou Macron.

    A decisão vem horas após a Irlanda anunciar que também votará contra acordo entre os blocos econômicos.

    Em dezembro, o acordo já tinha a oposição de Itália França, Hungria e Polônia, o que levou a União Europeia a optar pelo adiamento da assinatura que esperava fazer no dia 20, durante a cúpula do Mercosul, realizada em Foz do Iguaçu (PR).

    Mais cedo, agricultores franceses ocuparam com tratores pontos icônicos de Paris, como o Arco do Triunfo e a Torre Eiffel, e quase agrediram a presidente da Assembleia Nacional, Yaël Braun-Pivet.

    Os ruralistas do país acusam o governo Emmanuel Macron de não prestar atenção ao setor, em crise há anos. A despeito da forte oposição à costura do acordo com os sul-americanos em Bruxelas, o esforço não é considerado suficiente no cenário doméstico francês.

    A votação dos europeus sobre o acordo está prevista para sexta-feira (9), e o voto da Itália é considerado como decisivo.

    Na segunda-feira (5), a agência de notícias Bloomberg afirmou que o governo italiano estava propenso a aceitar o tratado. Porém, nesta quinta-feira (8), o ministro da Agricultura, Francesco Lollobrigida, condicionou o aval a uma mudança nas cláusulas de salvaguarda.

    Macron anuncia que França votará contra acordo UE-Mercosul

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  • Dólar à vista abre quase estável, a R$ 5,3911, em meio à cautela externa

    Dólar à vista abre quase estável, a R$ 5,3911, em meio à cautela externa

    Ainda nesta manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,10% em dezembro, após uma elevação de 0,01% em novembro. Com o resultado de dezembro, o IGP-DI acumulou um recuo de 1,20% no ano de 2025

    O dólar à vista abriu em ligeira alta de 0,08%, nesta quinta-feira, 8, cotado a R$ 5,3911, e segue operar neste patamar, em linha com a valorização moderada da moeda americana no exterior e com cautela dos investidores na véspera da divulgação do relatório de emprego dos Estados Unidos, o “payroll”, e do IPCA no Brasil.

    O ambiente global é de aversão a risco, com os futuros das bolsas de Nova York em baixa e a maioria dos mercados europeus no campo negativo, em meio à escalada de tensões geopolíticas. Após a operação dos Estados Unidos na Venezuela que resultou na retirada do presidente Nicolás Maduro do poder, o presidente americano, Donald Trump, elevou o tom ao ameaçar tomar a Groenlândia e intervir na Colômbia.

    No mercado doméstico, os desdobramentos do caso Banco Master seguem no radar. As incertezas em torno da liquidação da instituição pesaram sobre ações do setor financeiro na sessão de ontem e continuam gerando preocupação quanto ao risco em relação à independência do Banco Central.

    O noticiário político também pode adicionar algum ruído, com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participando nesta manhã (10h) de cerimônia no Palácio do Planalto para marcar os três anos dos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023, ocasião em que deve vetar o projeto de lei que reduz penas dos condenados.

    Na agenda doméstica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que a produção industrial ficou estável em novembro ante outubro, na série com ajuste sazonal. Em relação a novembro de 2024, a produção caiu 1,2%.

    Ainda nesta manhã, a Fundação Getulio Vargas (FGV) informou que o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou alta de 0,10% em dezembro, após uma elevação de 0,01% em novembro. Com o resultado de dezembro, o IGP-DI acumulou um recuo de 1,20% no ano de 2025.

    Na agenda dos Estados Unidos, o foco de hoje recai sobre a balança comercial e os pedidos semanais de auxílio-desemprego – ambos a serem divulgados às 10h30 -, além dos estoques no atacado (10h), nesta véspera da divulgação do “payroll”. Na China, os dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI), a serem divulgados às 22h30, também podem influenciar o humor dos mercados globais.

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  • Shell prevê alta na produção de petróleo e gás, mas alerta para fraqueza no downstream

    Shell prevê alta na produção de petróleo e gás, mas alerta para fraqueza no downstream

    A empresa calcula que a produção da área de upstream no quarto trimestre ficou entre 1,84 milhão e 1,94 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), acima dos 1,83 milhão boe/d registrados no terceiro trimestre

    A Shell informou que espera registrar aumento na produção de petróleo e gás no quarto trimestre de 2025, mas alertou para o desempenho mais fraco em suas áreas de downstream, especialmente nos segmentos de marketing e de químicos e produtos, segundo atualização divulgada pela petrolífera britânica nesta quinta-feira, 8.

    A empresa calcula que a produção da área de upstream no quarto trimestre ficou entre 1,84 milhão e 1,94 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), acima dos 1,83 milhão boe/d registrados no terceiro trimestre. A Shell destaca que o intervalo já considera o impacto da incorporação da joint venture Adura no Reino Unido.

    Em contrapartida, a petrolífera sinalizou que os lucros ajustados do negócio de marketing devem ser pressionados por fatores sazonais e por um ajuste tributário diferido sem efeito caixa relacionado à joint venture Adura. O resultado ajustado dessa divisão também ficará abaixo do observado no quarto trimestre do ano anterior, acrescentou.

    O cenário é ainda mais desafiador no segmento de ‘químicos e produtos’. A companhia espera que a unidade registre prejuízo relevante em termos de lucro ajustado, reflexo de margens mais fracas e, novamente, de um ajuste tributário diferido de natureza contábil, sem impacto direto no caixa. A Shell acrescentou que o resultado do segmento deve ficar abaixo do ponto de equilíbrio no período.

    Por volta das 8h15 (de Brasília), a Shell tinha queda de 2,39% em Londres.

    Shell prevê alta na produção de petróleo e gás, mas alerta para fraqueza no downstream

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  • Passagem aérea puxa inflação ao consumidor no IGP-DI de dezembro, afirma FGV

    Passagem aérea puxa inflação ao consumidor no IGP-DI de dezembro, afirma FGV

    Três das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Transportes (de -0,03% em novembro para 0,38% em dezembro), Alimentação (de -0,03% para 0,13%) e Vestuário (de -0,87% para 0,27%).

    O aumento de 8,18% na passagem aérea puxou o ranking de principais pressões sobre a inflação no varejo medida pelo Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) em dezembro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV).

     

    Houve pressões também dos avanços no plano de saúde (0,44%), refeições em bares e restaurantes (0,59%), aluguel residencial (0,48%) e tarifa de táxi (7,99%). Na direção oposta, figuraram entre os principais alívios o perfume (-3,82%), leite longa vida (-4,80%), eletricidade residencial (-0,40%), seguro para veículo (-1,82%) e tomate (-5,77%).

    O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-DI) teve alta de 0,28% em dezembro, ante uma elevação também de 0,28% em novembro.

    Três das oito classes de despesa registraram taxas de variação mais elevadas: Transportes (de -0,03% em novembro para 0,38% em dezembro), Alimentação (de -0,03% para 0,13%) e Vestuário (de -0,87% para 0,27%).

    Por outro lado, as taxas foram mais baixas nos grupos Educação, Leitura e Recreação (de 2,15% para 1,17%), Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,33% para 0,07%), Habitação (de 0,30% para 0,20%), Despesas Diversas (de 0,22% para 0,08%) e Comunicação (de 0,11% para 0,02%).

    O núcleo do IPC-DI teve alta de 0,33% em dezembro, após um aumento de 0,31% em novembro. Dos 85 itens componentes do IPC, 41 foram excluídos do cálculo do núcleo. O índice de difusão, que mede a proporção de itens com aumentos de preços, passou de 52,26% em novembro para 61,29% em dezembro.

    Passagem aérea puxa inflação ao consumidor no IGP-DI de dezembro, afirma FGV

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  • Itaú e Santander promovem leilões com 350 imóveis e descontos de até 76%

    Itaú e Santander promovem leilões com 350 imóveis e descontos de até 76%

    Os leilões, em parceria com a Zuk, ofertam 354 imóveis entre opções residenciais e comerciais. Os lotes abrangem 25 estados do Brasil, incluindo o Distrito Federal. Os leilões acontecem nas próximas semanas. O do Santander está marcado para o dia 12 de janeiro, enquanto o do Itaú ocorre no dia 19 -ambos caem numa segunda-feira

    (UOL/FOLHAPRESS) – Os bancos Itaú e Santander promovem neste mês de janeiro dois leilões de imóveis com mais de 350 imóveis e descontos que podem chegar a 76%.

    Os leilões, em parceria com a Zuk, ofertam 354 imóveis entre opções residenciais e comerciais. Os lotes abrangem 25 estados do Brasil, incluindo o Distrito Federal.

    Os leilões acontecem nas próximas semanas. O do Santander está marcado para o dia 12 de janeiro, enquanto o do Itaú ocorre no dia 19 -ambos caem numa segunda-feira.

    As vendas ocorrem de forma online, por meio da plataforma da companhia. Para participar, basta se cadastrar no Portal Zuk, consultar o edital do lote e fazer a oferta pelo imóvel desejado.

    LEILÃO DO SANTANDER

    Data: 12 de janeiro
    Estados: Acre, Alagoas, Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.
    Edital: Portal Zuk e no Santander Imóveis
    Link:

    São 222 lotes com descontos que podem chegar a 73%. Para quem preferir quitar tudo em uma única vez pode optar pelo pagamento à vista; quem desejar parcelar, consegue pagar o imóvel em até 420 vezes.

    Os valores variam de R$ 34 mil para uma casa no bairro Renascer – Phoc Ii na cidade de Camaçari (BA), com 38 m², até R$ 3,815 milhões para um apartamento no centro da cidade de Cidelândia (MA), com 421 m² de área construída. O imóvel com maior desconto (73%) é uma casa no valor de R$ 315 mil no bairro Jardim Regente, na cidade de Indaiatuba (SP), com 298 m².

    LEILÃO DO ITAÚ
    Data: 19 de janeiro
    Estados: Amazonas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe.
    Edital: Portal Zuk
    Link:

    São 132 lotes com descontos que chegam a 76%. A forma de pagamento será à vista, sendo a quitação no ato da compra com 10% off. A plataforma reforça ainda que há imóveis abertos à apresentação de proposta.

    Os valores variam de R$ 29,4 mil para um apartamento no bairro Parada Lucas, Rio de Janeiro (RJ), com 38 m², até R$ 1,046 milhão para um imóvel comercial no bairro de Fátima, na cidade de Fortaleza (CE), com 423 m². O imóvel com maior desconto (76% off) é uma casa no valor de R$ 51 mil no Parque Sol Nascente, na cidade de Luziânia (GO), com 62 m².

    Itaú e Santander promovem leilões com 350 imóveis e descontos de até 76%

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  • Daniel Vorcaro voltará a depor à PF

    Daniel Vorcaro voltará a depor à PF

    Interrogatório de Daniel Vorcaro está previsto para o dia 27, e ainda não está definido se ela ocorrerá na sede da PF ou no STF (Supremo Tribunal Federal)

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi intimado pela Polícia Federal a prestar depoimento no fim de janeiro no âmbito das investigações sobre a tentativa de venda ao BRB (Banco de Brasília).

    Além de Vorcaro, outros ex-executivos, como o ex-sócio dele Augusto Lima, também tiveram o depoimento marcado.

    O interrogatório de Vorcaro está previsto para o dia 27, e ainda não está definido se ela ocorrerá na sede da PF ou no STF (Supremo Tribunal Federal), como nos depoimentos de 30 de dezembro. O empresário pode optar por falar por videoconferência ou presencialmente.

    A expectativa de pessoas que acompanham as apurações é que a PF faça perguntas mais duras, com o objetivo de colher contradições em relação ao depoimento colhido durante o recesso, no dia da acareação do ex-banqueiro com o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa.

    As perguntas ajudaram a embasar o inquérito contra o dono do Master.

    Ainda não se sabe se o banqueiro, que está morando em São Paulo, participará presencialmente ou se de maneira remota -a PF franqueou a opção, assim como ocorreu em dezembro. Na ocasião, Vorcaro pediu autorização ao ministro Dias Toffoli, do STF, para depor pessoalmente em Brasília.

    Desde que teve a prisão preventiva revogada, em 28 de novembro, o ex-banqueiro está usando tornozeleira eletrônica e precisa pedir autorização da Justiça para se deslocar.

    Além de Vorcaro e Lima, a PF vai interrogar entre o fim de janeiro e o início de fevereiro o ex-diretor de riscos do Master, Luiz Antônio Bull, e o também ex-sócio Ângelo Antônio Ribeiro da Silva. O ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa e outros ex-integrantes do banco estatal de Brasília também prestarão depoimentos.

    Este será o segundo depoimento de Costa à Polícia Federal.

    Vorcaro e Costa passaram por uma acareação sobre divergências em relação à venda de R$ 12,2 bilhões em créditos inexistentes, segundo os investigadores, do Banco Master para o BRB. Esse será o tema das oitivas do fim de janeiro.

    O diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton de Aquino, responsável por supervisionar as instituições, prestou depoimento, mas ficou de fora da acareação.

    No primeiro depoimento, além de responder a perguntas da delegada da PF Janaina Palazzo e do Ministério Público Federal, Vorcaro também foi interrogado com perguntas elaboradas pelo gabinete do ministro Dias Toffoli, do Supremo.

    Foram feitas a Vorcaro ao menos 80 perguntas elaboradas pelo ministro em depoimento que durou quase três horas.

    O processo é sigiloso. Desde o começo de dezembro, diligências e medidas ligadas à investigação sobre o Master e Vorcaro têm que passar pelo crivo de Toffoli, por decisão do próprio magistrado.

    A investigação sobre a tentativa de venda do Master apontou que, antes mesmo da formalização do negócio, o banco teria forjado e vendido cerca de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito consignado para o BRB -R$ 6,7 bilhões em contratos falsos e R$ 5,5 bilhões em prêmios, o valor que supostamente a carteira valeria, mais um bônus.

    O escândalo do Master levou à liquidação do banco em 18 novembro.

    Daniel Vorcaro voltará a depor à PF

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