Categoria: ENTRETENIMENTO

  • Famosos lamentam morte de Manoel Carlos

    Famosos lamentam morte de Manoel Carlos

    Gabriela Duarte, que trabalhou em “Por Amor” (1997), agradeceu ao autor pela “grande chance profissional de sua vida”.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – “Perdemos o mestre”, afirmou Walcyr Carrasco ao saber da morte do colega Manoel Carlos, neste sábado (10), aos 92 anos.

    “Foi inspiração para todos os novelistas ao falar do cotidiano, ao fazer aquelas cenas de amor que enterneciam, mexiam, piravam a gente. Acredito que aprendi muito com ele. Adeus, Manoel Carlos, você foi, mas fica nas suas obras”, falou Walcyr em vídeo publicado nas redes sociais.

     

     
     
     

     
     
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    Maitê Proença, que viveu a segunda Helena de Maneco em “Felicidade” (1991), também lamentou a morte em suas redes sociais. “Ah, Maneco adorado, voe bem leve, voe para a paz. Leve junto nosso imenso amor e admiração”, escreveu.

     
     
     

     
     
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    Gabriela Duarte, que trabalhou em “Por Amor” (1997), agradeceu ao autor pela “grande chance profissional de sua vida”. “Serei eternamente grata a você, Maneco, por ter dado a grande chance profissional da minha vida. Se não fosse você, toda minha história poderia ter sido diferente. Obrigada por tantas histórias lindas, genialmente contadas, inesquecíveis. O Brasil te aplaude de pé. Você está eternizado em nossa cultura e em nossos corações. Meus sentimentos à Julia Almeida e aos familiares”, escreveu.

     
     
     

     
     
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    Carolina Ferraz, que trabalhou em “História de Amor” (1995), homenageou o autor com um texto nas redes “É com grande pesar que venho prestar minha homenagem a este autor que tantas coisas boas fez na dramaturgia brasileira. Tive o prazer de estar com ele em algumas de suas obras e sempre fui surpreendida com sua generosidade e habilidade incrível de tratar o dia a dia com poesia”, escreveu a atriz.

    “Maneco sempre escreveu muito bem para mulheres, suas personagens femininas são inesquecíveis e foram vividas por um grande elenco de atrizes talentosíssimas. Sei do seu afastamento nos últimos anos por razão de saúde e sempre, quero repetir sempre, fui e serei agradecida pela parceria e oportunidades maravilhosas! Trabalhar com vc foi um grande prazer. Um beijo grande e carinhoso, cheio de respeito à toda família”, completou.

     
     
     

     
     
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    Famosos lamentam morte de Manoel Carlos

  • Relembre as Helenas das novelas do dramaturgo Manoel Carlos

    Relembre as Helenas das novelas do dramaturgo Manoel Carlos

    Regina Duarte, que deixou a Globo durante o governo Bolsonaro para coordenar a secretaria de Cultura do então presidente por um período de menos de três meses, foi quem mais assumiu o nome em novelas de Manoel Carlos.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morreu o dramaturgo Manoel Carlos neste sábado (10), no Rio de Janeiro, aos 92 anos. A morte foi confirmada no perfil da produtora Boa Palavra, responsável pelo legado do escritor. A causa da morte não foi informada. O velório será restrito à família e amigos íntimos.

    O dramaturgo levou à televisão brasileira tramas de sucesso, de “Por Amor” a “Mulheres Apaixonadas”, ainda criou toda uma gama de personagens femininas icônicas que compartilhavam o nome, Helena.

    Assim, o escritor criou uma marca bastante pessoal e reconhecida para seus folhetins, que se desdobraram a partir da musa da vez. No total, foram nove Helenas em sua carreira.

    Regina Duarte, que deixou a Globo durante o governo Bolsonaro para coordenar a secretaria de Cultura do então presidente por um período de menos de três meses, foi quem mais assumiu o nome em novelas de Manoel Carlos. Ela foi Helena em três ocasiões, com “História de Amor”, de 1995, “Por Amor”, de 1997, e “Páginas da Vida”, de 2006.

    A onda de Helenas, o dramaturgo já explicou em entrevistas, vem da Helena de Troia da mitologia grega, considerada a mulher mais bela do mundo. E também há influência de seu primeiro trabalho na TV, uma adaptação do romance homônimo de Machado de Assis, levada à TV Paulista em 1952.

    Quem inaugurou oficialmente essa coleção de personagens criadas por Manoel Carlos, no entanto, foi Lilian Lemmertz, em “Baila Comigo”, já da Globo, em 1981. Sua filha, a também atriz Julia Lemmertz, assumiria o nome 33 anos depois, em “Em Família”, última novela do nonagenário. Julia Dalavia e Bruna Marquezine fizeram as cenas da personagem em sua juventude.

    Em “Felicidade”, de 1991, foi a vez de Maitê Proença, e em “Laços de Família”, de 2000, de Vera Fischer, que interpretava uma mãe que abre mão do amor pelo galã vivido por Reynaldo Gianecchini para ver a filha, feita por Carolina Dieckmann, feliz.

    Christiane Torloni assumiu uma Helena em 2002, ano de “Mulheres Apaixonadas”, já aderindo à onda de empoderamento feminino do novo século, com uma personagem que termina o casamento para viver um antigo amor.

    Em 2009, seria a vez de Taís Araujo dar vida à primeira Helena negra da obra de Manoel Carlos, em “Viver a Vida”. A atriz hoje relembra com frustração a forma como a personagem foi recebida pelo público e o tratamento que recebeu nos bastidores.

    Relembre as Helenas das novelas do dramaturgo Manoel Carlos

  • Morre Manoel Carlos, autor que marcou a história das novelas, aos 92 anos

    Morre Manoel Carlos, autor que marcou a história das novelas, aos 92 anos

    A morte foi confirmada nas redes sociais da produtora Boa Palavra, responsável pelo legado do escritor. O velório será restrito à família e amigos íntimos.

    LAURA MATTOS
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morreu, neste sábado, o dramaturgo, produtor e diretor Manoel Carlos, no Rio de Janeiro, aos 92 anos. Autor de novelas como “Por Amor”, “História de Amor”, “Mulheres Apaixonadas” e “Páginas da Vida”, ele foi um dos nomes mais importantes da teledramaturgia nacional na Globo, emissora onde se destacou a partir dos anos 1980, explorando nas tramas a vida da burguesia carioca, sobretudo no Leblon.

    A morte foi confirmada nas redes sociais da produtora Boa Palavra, responsável pelo legado do escritor. O velório será restrito à família e amigos íntimos.

    A causa da morte não foi divulgada, mas Maneco -como era conhecido- lidava com a doença de Parkinson há mais de uma década. Ele enfrentava pioras no seu quadro nos últimos anos, com agravamento motor e cognitivo.

    Sua última novela foi “Em Família”, de 2014, título em que abordou a doença da qual sofria por meio de um personagem interpretado por Paulo José, estrela que também tinha Parkinson. A saída de Manoel Carlos da Globo, em 2015, foi tumultuada e, ainda hoje, é motivo de desentendimento.

    Em setembro do ano passado, a Boa Palavra, criada pela atriz Julia Almeida, entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro contra a Globo, afirmando que a emissora não vinha prestando contas, detalhadamente, do que paga sobre as produções feitas por Maneco, reprisadas constantemente pelo canal.

    Manoel Carlos foi uma espécie de versão masculina das Helenas, as protagonistas de suas novelas, a maioria delas mulheres ricas que vivem tragédias diante das quais o dinheiro nada importa. A sequência de fatalidades que enfrentou atrás das telas contrasta com a de glórias na frente delas. Enquanto sua vida pessoal parece uma novela, a profissional é um verdadeiro documentário da história da televisão brasileira.

    No roteiro do que seria uma novela sobre Maneco, seu apelido, estão os dramas da morte precoce e trágica da primeira mulher e dos três filhos. Maria de Lourdes, aos 37 anos, tropeçou no salto alto e morreu ao cair da escada de casa. Eles tinham dois filhos, que também morreriam prematuramente. O mais novo, Ricardo, portador de HIV, com 32, em 1988, e o primogênito, Manoel Carlos Jr., de infarto, aos 58, em 2012.

    Traumatizado, Maneco falava da alegria inesperada de ter tido, já aos 60 anos, um filho caçula, Pedro, do terceiro casamento, com Betty -eles tiveram também uma filha, a atriz Júlia Almeida. Era uma espécie de pai-avô e tinha 81 anos quando o garoto, aos 22, morreu de mal súbito, em 2014, menos de dois anos após o primogênito.

    Além do drama, Maneco tem em comum com seus personagens os percalços até se estabelecer na alta sociedade. Ele nasceu em 14 de março de 1933 e passou a infância no Pari, então um bairro residencial de São Paulo, em uma vida de classe média alta, na qual se misturavam as origens portuguesas do pai, José Maria, às sergipanas da mãe, Olga. Uma reviravolta financeira viria nos anos 1950, quando o pai foi à falência e perdeu, entre outros bens, imóveis, uma fábrica de móveis e duas de ladrilhos.

    Quando criança e adolescente, Maneco era “da pá virada”, saía de um castigo para entrar em outro, até que os pais o mandaram para um colégio interno, de padres, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo. Lá, repetiu de ano e abandonou a escola antes de se formar no então ginasial, hoje ensino fundamental. Nunca recebeu um diploma. Formou-se fora das escolas, devorando músicas, livros, peças de teatro.

    Conectou-se desde pequeno ao teatro amador, ainda no ambiente escolar, e, posteriormente, fez parte de grupos ligados a igrejas e a sindicatos. Escrevia, produzia e interpretava os textos. Foi por aí que chegou à televisão, em um programa da Tupi de teleteatros, dirigido por Antunes Filho. A TV mal tinha completado um ano de existência no Brasil, e Maneco, os seus 18 anos. Era assim mesmo à época, quase todos que se aventuravam naquele veículo novo e meio maluco eram muito jovens.

    Foi do alto dos 19 anos que Manoel Carlos, após a passagem pela Tupi, foi contratado como ator, autor, produtor e diretor da TV Paulista, inaugurada naquele ano de 1952. Em um estúdio pequeno e com condições técnicas precárias, ele comandava apresentações de adaptações de textos de Shakespeare ao vivo, como tudo o que era feito na TV. Logo rumou para outra emissora recém-inaugurada, a Record, em 1953, no mesmo ano em que se casou com Maria de Lourdes. Mantinha em paralelo a sua carreira no teatro, àquela altura já profissional, e foi no ambiente dos palcos e das coxias que conheceu grande parte dos profissionais com quem trabalharia na TV.

    Um deles foi o ator e diretor Sérgio Britto, que o convidou para retornar à Tupi, em 1956. Maneco então fez mais de cem adaptações de clássicos literários para o “Grande Teatro Tupi”, programa no qual a teledramaturgia brasileira deu os primeiros passos. Além de roteirista, Manoel Carlos foi também ator desses teleteatros, ao lado de um elenco formado por estrelas como Fernanda Montenegro e Nathália Timberg.

    Mas era como autor que mais se destacava e, em 1960, elaborou o roteiro do musical de inauguração da TV Excelsior. Na nova emissora, criou o “Brasil 60”, programa de variedades apresentado por Bibi Ferreira. Em 1963, encerrou sua passagem pela Excelsior dirigindo um show de Ray Charles e se mudou para o Rio. Era, então, casado com a radialista Cidinha Campos, com quem teve uma filha, Maria Carolina.

    Foi roteirista do programa de Chico Anysio na TV Rio. Estava na sede da emissora, quando assistiu, pela janela, ao lado do diretor Walter Clark e do apresentador Flávio Cavalcanti, a tomada do Forte de Copacabana no golpe militar de 1964. Assustado, retornou com a família para São Paulo. Voltou, então, a trabalhar na TV Record, para onde também se transferiu Chico Anysio, que o chamou para dirigir o seu programa.

    Foi nessa época que participou de uma reunião na qual o diretor artístico da Record, Paulo Machado de Carvalho, disse que a emissora deveria investir em musicais porque a teledramaturgia, grande aposta da Tupi e da Excelsior, não teria futuro no Brasil. A previsão equivocada teve um lado bom: deu início à era de ouro dos musicais na TV.

    Com a experiência do “Brasil 60”, Maneco entrou com tudo nessa estratégia da Record. Criou e dirigiu “O Fino da Bossa”, apresentado por Jair Rodrigues e Elis Regina, que ele selecionou em um concurso de cantoras. Foi Maneco também que assinou, em nome da Record, o contrato com Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa para o programa “Jovem Guarda”. Ele foi um dos mais atuantes na formação de um elenco que incorporou novos talentos como Chico Buarque, Caetano Veloso e Gilberto Gil.

    Além dos musicais, participou da elaboração de uma série de programas memoráveis de variedades e de humor, como a “A Família Trapo”. Dentre os vários em que atuou estão “Corte Rayol Show”, “Hebe Camargo” e “Esta Noite se Improvisa”. A programação acumulava recordes de audiência, e a Record, em 1966, decidiu levar ao ar os festivais da Música Popular Brasileira, marcos da história da cultura do país.

    Aos poucos, com o excesso de musicais, a fórmula foi se esgotando, e a audiência, caindo. Maneco deixou então a emissora para trabalhar no mercado fonográfico, em que se tornou um nome respeitado, como produtor de discos e espetáculos. Dirigiu em 1971 o histórico show Construção, de Chico Buarque, no Canecão, no Rio. Em 1973, foi diretor do memorável festival Phono 73, no Anhembi, em São Paulo, que teve nomes como Raul Seixas, Rita Lee, Chico Buarque, Gal Costa, Caetano Veloso e Elis. O evento teve uma passagem marcante da censura da ditadura militar: os microfones de Chico e Gil foram desligados pelos censores quando eles cantavam “Cálice”.

    Nesse mesmo ano de 1973, Maneco começou a trabalhar na Globo, convidado por um velho amigo, Jô Soares, que à ocasião apresentava um programa de entrevistas, o “Globo Gente”. Com tantos musicais no currículo, foi chamado por Boni, o diretor da emissora, para participar da criação de um programa de variedades dominical, o “Fantástico”, no qual a música teria destaque. A ideia inicial era de que todo o conteúdo -musicais, humor, jornalismo- fosse costurado em uma narrativa com o tom da esperança. Maneco foi encarregado de escrever os roteiros de forma a amarrar as atrações com esse sentido e logo se tornou diretor-geral do “Fantástico”.

    Enquanto isso, as novelas da Globo, contrariando por completo a previsão do diretor da Record sobre o fim da teledramaturgia, consolidavam-se como o principal produto da indústria cultural brasileira. Eram o programa preferido do público, a maior fonte de faturamento da TV. Mas havia poucos autores além dos principais, Janete Clair e Dias Gomes, que tinham de escrever novela atrás de novela. Era preciso buscar novos nomes, e Maneco foi escalado. Tinha feito alguns trabalhos como roteirista de novelas nos anos 1950 na Tupi, todas de curta duração, não diárias e ao vivo, além de contar com a sólida experiência na adaptação de textos literários para os teleteatros.

    Começou na Globo com uma novela das 18h, “Maria Maria” (1978), adaptação do romance “Maria Dusá”, de Lindolfo Rocha. Entrou para o horário nobre, o da novela das oito, como colaborador de Gilberto Braga em “Água Viva” (1980). Depois fez “Baila Comigo” (1981), a primeira que escreveu sozinho para as 20h, um sucesso, com a história dos gêmeos João Victor e Quinzinho (Tony Ramos), separados na infância.
    Na sua novela seguinte, “Sol de Verão” (1982), sofreu o trauma pela morte de Jardel Filho, que fazia o papel do protagonista. Foi quando passou uma temporada de sete anos fora da Globo e fez novelas para a Colômbia e para o mercado latino nos EUA. Imprimiu o estilo realista da teledramaturgia brasileira às produções latinas, conhecidas por tramas mirabolantes e pelo excesso de maquiagem nos atores.

    Também fez trabalhos para a Manchete e para a Band até retornar para a Globo em 1991, com a novela das seis “Felicidade”. Nessa trama, a personagem principal, interpretada por Maitê Proença, se chamava Helena, uma retomada ao nome da heroína de “Baila Comigo”, papel de Lilian Lemmertz. A partir de então, todas as suas protagonistas se chamariam Helena, entre elas as vividas por Regina Duarte em “História de Amor” (1995), “Por Amor” (1997) e “Páginas da Vida” (2006), Vera Fischer em “Laços de Família” (2000) e Christiane Torloni em “Mulheres Apaixonadas” (2003).

    A escolha do nome havia sido aleatória, Maneco dizia. Todas eram mulheres fortes, que sofriam capítulo a capítulo. Não eram perfeitas, longe disso, e até mentiam, mas sempre por amor. Um exemplo marcante, de grande ousadia, foi o do enredo central de “Por Amor”, em que Regina Duarte e Gabriela Duarte atuaram como mãe e filha, respectivamente Helena e Maria Eduarda. Na trama, as duas ficam grávidas e dão à luz no mesmo dia, em quartos vizinhos do hospital. O bebê de Maria Eduarda morre no parto e ela não pode mais ter filhos. Helena, então, pede ao médico para trocar os recém-nascidos, colocando o seu filho, saudável, no lugar do que havia morrido.

    Helenas fazem tudo pelos filhos. A de Vera Fischer, em “Laços de Família”, abriu mão do namorado, o jovem Edu (Reynaldo Gianecchini), para que a filha, Camila (Carolina Dieckmann), ficasse com ele. No decorrer da história, Camila tem leucemia, e Helena deixa de lado um outro relacionamento amoroso para engravidar, na esperança de que o bebê pudesse doar a medula à irmã. É dessa novela uma cena antológica da TV, em que Camila, em razão da quimioterapia, raspa os cabelos aos prantos.

    O câncer está no rol de temas que Maneco retratava como merchandising social, verdadeiras campanhas de conscientização. Suas novelas também abordaram, com esse viés, a síndrome de Down, a vida de pessoas com deficiência, o alcoolismo e a falta de respeito aos idosos, um problema que Maneco dizia enfrentar no Brasil.

    As histórias trazem dramas da classe média e alta, do universo do autor. Seu estilo é o da crônica urbana, um mosaico de personagens em que as histórias se cruzam nos elevadores dos prédios do Leblon, no calçadão, na banca de jornal ou na padaria do bairro, todos lugares que Maneco frequentava. É da rotina desses personagens que extrai as histórias, os diálogos em torno das fartas mesas de café da manhã, dos jantares finos, na academia, na praia. “Minhas novelas retratam o cotidiano da classe média, seus dramas, desejos, suas vidinhas comuns e banais”, disse em entrevista.

    Consagrou-se pela sensibilidade com que criava personagens femininos. Escrevia com facilidade diálogos em que as mulheres falavam de sexo, casamento, filhos, carreira, envelhecimento. Era chamado de especialista na alma feminina. Costumava relacionar essa capacidade ao fato de ter tido uma relação muito forte com a mãe e, além dela, ter sido criado pelas duas avós e por duas tias solteiras, fora a convivência com as irmãs. Em uma reportagem, certa vez, foi chamado de “O Chico Buarque das novelas”.

    “As mulheres têm mais força, são mais heroicas e têm mais caráter que os homens”, afirmou, ao comentar a preferência por personagens femininas. Foi escolhido pelo diretor Jayme Monjardim, que o chamava de “autor do coração das mulheres”, para roteirizar a minissérie “Maysa” (2009), sobre a famosa cantora de MPB, sua mãe. Outra minissérie de Maneco, sucesso de repercussão e de audiência, foi “Presença de Anita” (2001), baseada em um romance de Mário Donato. Na TV, o triângulo amoroso entre uma garota (Mel Lisboa), um menino da sua idade (Leonardo Miggiorin) e um homem bem mais velho (José Mayer) foi regado a cenas ousadas de sexo e nudez.

    A leitura do livro de Donato havia marcado a adolescência de Maneco, que, desde cedo, além de romances, devorava poemas. Também escrevia poesias, publicadas em revistas, jornais e no livro “Bicho Alado”. A sensibilidade poética e musical o levaram a atuar diretamente na escolha da trilha sonora de suas novelas, regadas pelo melhor da bossa nova, o que também se tornou sua marca. Era ao som de Vinicius e Tom Jobim que as Helenas, assim como Manoel Carlos, viviam entre a cobertura do Leblon e o calçadão, alternando dias sombrios e outros ensolarados, em busca de um final feliz.

    Morre Manoel Carlos, autor que marcou a história das novelas, aos 92 anos

  • Demi Moore faz rara publicação mais íntima sobre Bruce Willis

    Demi Moore faz rara publicação mais íntima sobre Bruce Willis

    A atriz Demi Moore recordou o casamento com Bruce Willis e fez uma rara publicação mais íntima, tendo contado que o ator tinha o “Dia do Neil Diamond”, pois adorava o cantor e compositor americano.

    Demi Moore marcou presença na exibição privada do filme Song Sung Blue, estrelado por Kate Hudson, no Soho House, em Los Angeles.

    Durante uma conversa no evento, em determinado momento, Demi Moore falou sobre o ex-marido, o também ator Bruce Willis, com quem foi casada entre 1987 e 2000. Juntos, vale lembrar, são pais de três filhas: Rumer, de 37 anos, Scout, de 34, e Tallulah, de 31.

    Demi contou que Bruce é um grande fã das músicas de Neil Diamond e que, por isso, o filme ocupa um lugar especial em seu coração.

    “É algo um pouco pessoal, mas o Bruce sempre teve, toda semana, o Dia de Neil Diamond”, revelou.

    Neil Diamond lançou a canção Song Sung Blue, que inspirou o título do filme, em 1972. “Quando começamos a namorar, um dia ele colocou Neil Diamond para tocar no volume máximo. Eu fiquei tipo: ‘O que você está fazendo?’. Ele disse que era o dia do Neil Diamond! E ficou ouvindo Neil o dia todo, fazendo isso por anos. Ele era um grande fã do Neil. E eu também”, compartilhou Demi ao falar sobre o ex-marido.

    O fim do casamento com Demi Moore e a relação com Emma Heming Willis

    Anos depois da separação de Demi Moore, em 2000, Bruce Willis se casou novamente. O ator oficializou a união com Emma Heming Willis em 2009.

    Mais tarde, em abril de 2012, Bruce e Emma tiveram a primeira filha juntos, Mabel Ray Willis. Dois anos depois, em maio de 2014, o casal deu as boas-vindas à segunda filha, Evelyn Penn Willis.

    No dia 30 de dezembro, o casal celebrou uma data muito especial: 18 anos desde o início do relacionamento. Ao relembrar uma foto antiga em sua página no Instagram, Emma Heming Willis fez uma declaração emocionada.

    “Há 18 anos, ele se tornou meu namorado. Com um beijo no topo da minha cabeça, o tempo parou. Tenho muita sorte por conhecer esse tipo de amor”, escreveu.

    A doença que afastou Bruce Willis da atuação

    Os últimos anos têm sido desafiadores para toda a família de Bruce Willis. Em 2022, o ator foi diagnosticado com afasia, condição que o levou a se aposentar da atuação. Posteriormente, os médicos identificaram que ele sofre de demência frontotemporal.

    Recentemente, ao falar sobre as celebrações de Natal no ano passado, Emma destacou que “Bruce sempre amou o Natal” e acrescentou: “E nós adoramos celebrá-lo com ele”.

    Após o diagnóstico de demência frontotemporal, Emma contou que a época festiva passou a ser vivida “de uma forma diferente”, mas ainda com “alegria”.

    Ainda assim, ela admite que nem sempre é fácil lidar com essa nova realidade. “Pode ser muito difícil… principalmente quando se trata de um feriado que sempre trouxe tanta diversão, alegria, conexão e família.”

    Demi Moore faz rara publicação mais íntima sobre Bruce Willis

  • Atriz de 'iCarly' desabafa sobre relacionamento 'perturbador' na série

    Atriz de 'iCarly' desabafa sobre relacionamento 'perturbador' na série

    Jennette encerrou a carreira de atriz em 2017 e, desde então, atua como escritora, diretora e podcaster.

    Jennette McCurdy, conhecida por interpretar Sam na série infantil iCarly entre 2007 e 2012, falou abertamente sobre um relacionamento que viveu no início da vida adulta com um homem bem mais velho, conhecido durante seu período de trabalho na Nickelodeon. Atualmente com 33 anos, a ex-atriz compartilhou o relato em entrevista ao podcast Call Her Daddy, nesta semana.

    Segundo Jennette, ela tinha cerca de 18 anos na época, enquanto o parceiro já passava dos 30. O relacionamento, que ela descreve hoje como perturbador, envolvia situações em que fingia gostar de filmes e músicas escolhidos por ele para agradá-lo. Ela relembrou títulos e canções que não despertavam seu interesse, mas que aceitava para manter a convivência. A atriz também contou que o homem frequentemente chegava embriagado aos encontros, o que tornava a relação cansativa e confusa.

    Sem nunca ter consumido álcool até então, Jennette afirmou que não conseguia avaliar se o comportamento dele era normal. Em diversos momentos, ele aparecia bêbado em seu apartamento, e os encontros se limitavam a contato físico por cima da roupa durante meses. Naquele período, ela havia acabado de sair da casa da mãe e via o namoro como um sinal de independência e maturidade.

    Tentando manter o relacionamento em segredo, especialmente da mãe, Jennette decidiu alugar um quarto de hotel para os encontros. Ela escolheu um local próximo à Universal Studios, que considerava um bom hotel na época. No entanto, o parceiro novamente chegou alcoolizado e insistiu em práticas sexuais que ela não conhecia. Criada em uma família mórmon e educada em casa, Jennette afirmou que não tinha qualquer referência sobre o assunto, o que tornou a situação desconfortável e difícil de assimilar.

    Ela descreveu o episódio como sua primeira experiência com uma atividade sexual mais concreta. Jennette também refletiu que, naquele momento, não se sentia conectada a pessoas de sua idade e acreditava que namorar alguém mais velho a tornava especial e madura, percepção reforçada constantemente pelo parceiro. Hoje, ela avalia essa fase com vergonha e constrangimento.

    Jennette encerrou a carreira de atriz em 2017 e, desde então, atua como escritora, diretora e podcaster.

    Atriz de 'iCarly' desabafa sobre relacionamento 'perturbador' na série

  • Michael Jackson não dormia atormentado com acusações de abuso, relembra amigo

    Michael Jackson não dormia atormentado com acusações de abuso, relembra amigo

    Em entrevista ao tabloide britânico The Sun, Beck relembra que Michael o ligava no meio da madrugada para questioná-lo quais músicas seriam trabalhadas como single, por exemplo. O cantor, diz Beck, viveu um período turbulento após surgirem as primeiras acusações de abuso infantil nos anos 1990.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Michael Jackson passava noites acordado, atormentado pelas dúvidas sobre como levar sua carreira para a frente. É o que conta Dan Beck, ex-executivo da gravadora Epic Records, um dos amigos mais próximos do astro do pop, que lança o livro de memórias “You’ve Got Michael: Living Through History”.

    Em entrevista ao tabloide britânico The Sun, Beck relembra que Michael o ligava no meio da madrugada para questioná-lo quais músicas seriam trabalhadas como single, por exemplo. O cantor, diz Beck, viveu um período turbulento após surgirem as primeiras acusações de abuso infantil nos anos 1990.

    “Eu ia até Michael com uma pilha de comentários que os fãs haviam feito, muitos deles duros”, disse Beck ao The Sun.

    Foi nessa fase que a gravadora de Michael contratou o executivo e outras pessoas para tentar salvar a carreira do artista. Eles se tornaram amigos e confidentes quando trabalharam na estratégia de lançamento do álbum “Dangerous”, de 1991.

    Jackson, atormentado pelas acusações e pela insônia, ficou viciado em analgésicos e teve de ir para clínicas de reabilitação.
    No seu novo livro, Beck narra os bastidores do lançamento do disco “History”, de 1995.

    Michael Jackson não dormia atormentado com acusações de abuso, relembra amigo

  • Ator turco Can Yaman é preso em operação antidrogas em Istambul

    Ator turco Can Yaman é preso em operação antidrogas em Istambul

    Segundo a imprensa turca como o TurkiyeToday, denúncias de que o ator e outras pessoas usavam entorpecentes no local levaram os agentes até os estabelecimentos. Ao todo, sete pessoas foram detidas.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ator turco Can Yaman foi preso durante uma operação antidrogas em Istambul. A polícia fez buscas e apreensões em nove casas noturnas. Além dele, a atriz Selen Gorguzel foi levada à delegacia.

    Segundo a imprensa turca como o TurkiyeToday, denúncias de que o ator e outras pessoas usavam entorpecentes no local levaram os agentes até os estabelecimentos. Ao todo, sete pessoas foram detidas.

    Os atores seriam levados para fazer exames, e o caso é investigado pela Divisão de Investigação de Contrabando, Narcóticos e Crimes Econômicos da Procuradoria-Geral de Istambul.

    QUEM É CAN YAMAN?

    Nascido em Istambul, Can Yaman iniciou sua carreira artística em 2014 na série “Gönül Isleri”. Formado em Direito pela Universidade de Yeditepe, ele optou por seguir sua paixão pela atuação, conquistando papéis de destaque em diversas produções televisivas.

    O reconhecimento internacional veio com a novela “A Sonhadora” (“Erkenci Kus”, 2018), na qual interpretou Can Divit, um fotógrafo aventureiro.

    Sua performance lhe rendeu o prêmio Golden Butterfly de Melhor Ator de Comédia Romântica. Em 2020, protagonizou “Senhor Errado” (“Bay Yanlis”), consolidando-se como um dos principais nomes da televisão turca. Ambas as produções estão disponíveis no Globoplay.

    Ator turco Can Yaman é preso em operação antidrogas em Istambul

  • Globo de Ouro pode coroar o Brasil com Wagner Moura em esquenta para o Oscar

    Globo de Ouro pode coroar o Brasil com Wagner Moura em esquenta para o Oscar

    Pela primeira vez, o Brasil concorre na prestigiada categoria de melhor filme de drama. “O Agente Secreto” disputa ao lado de produções hollywoodianas orçadas em dezenas de milhões de dólares, como “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”, “Pecadores” e “Frankenstein”.

    ALESSANDRA MONTERASTELLI
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Foi com certo espanto que Kleber Mendonça Filho recebeu o troféu de melhor filme estrangeiro no Critics Choice Awards, no domingo passado (4). Fora do palco, a entrevistadora do canal E! interrompeu uma conversa com o cineasta no tapete vermelho e deu a estatueta ali mesmo, pouco antes de chamar os comerciais. O episódio repercutiu mal nas redes sociais, não só no Brasil, e foi justificado pelo evento como uma tentativa de enxugar a transmissão.

    Apesar do embaraço, o prêmio foi mais uma prova da campanha efetiva de “O Agente Secreto” até agora, neste início da temporada de premiações. Neste domingo (11), o filme concorre a três categorias na 83ª edição do Globo de Ouro -um recorde para produções brasileiras nessa importante vitrine para alavancar sua possível indicação ao Oscar.

    Pela primeira vez, o Brasil concorre na prestigiada categoria de melhor filme de drama. “O Agente Secreto” disputa ao lado de produções hollywoodianas orçadas em dezenas de milhões de dólares, como “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet”, “Pecadores” e “Frankenstein”.

    O longa brasileiro ainda sucede “Ainda Estou Aqui” na briga de melhor filme em língua não inglesa. A produção de Walter Salles, protagonizada por Fernanda Torres, não levou o troféu no ano passado, quando perdeu para o polêmica “Emilia Pérez”. Se triunfar, “O Agente Secreto” será o segundo filme brasileiro a levar para casa essa estatueta, feito alcançado apenas em 1999, por “Central do Brasil”, também de Salles -“Orfeu Negro”, coroado em 1960, competiu pela França.

    Não foi a derrota de “Ainda Estou Aqui”, porém, que ficou marcada na memória dos brasileiros como saldo do último Globo de Ouro, e, sim, a coroação de Fernanda Torres. Ela superou estrelas como Angelina Jolie, Nicole Kidman e Kate Winslet e se tornou a primeira brasileira eleita melhor atriz de drama na premiação, décadas após a indicação de sua mãe, Fernanda Montenegro. Agora, a expectativa é que Wagner Moura repita a dose.

    Ele concorre com Michael B. Jordan, que tem um papel duplo em “Pecadores” ao encarnar os gêmeos Elijah e Elias, e com Oscar Isaac, o egocêntrico Dr. Frankenstein na adaptação do clássico gótico por Guillermo Del Toro. Estão na disputa também Dwayne Johnson, o The Rock, por “Coração de Lutador”, Jeremy Allen White, que vive o roqueiro Bruce Springsteen na cinebiografia do músico e Joel Edgerton por “Sonhos de Trem”.

    A vantagem de Moura é que, desta vez, os nomes mais fortes da temporada brigam pela estatueta de melhor ator em comédia ou musical. Timothée Chalamet e Leonardo DiCaprio, estrelas dos celebrados “Marty Supreme” e “Uma Batalha Após a Outra” devem se digladiar pelo troféu, para o qual também foram indicados George Clooney, por “Jay Kelly”, Ethan Hawke, por “Blue Moon”, Jesse Plemons, por “Bugonia”, e o sul-coreano Lee Byung Hun, por “A Única Saída”. Todos fora do caminho do brasileiro.

    O baiano tem outra carta na manga. Diferente de Torres -que antes de “Ainda Estou Aqui” era quase uma desconhecida em Hollywood-, Moura mora em Los Angeles há alguns anos. Já estrelou filmes americanos como a animação “O Gato de Botas”, em que fez a sombria voz do Lobo, ou “Guerra Civil”, do descolado estúdio A24, que teve grande repercussão há dois anos.

    Em paralelo, no último ano, chamou atenção pelo trabalho como ator coadjuvante da série “Ladrões de Drogas”, reafirmando sua presença após a interpretação marcante de Pablo Escobar em “Narcos”, da Netflix, papel pelo qual foi indicado ao Globo de Ouro há dez anos.

    Em maio do ano passado, quando “O Agente Secreto” estreou no Festival de Cannes, Moura foi eleito melhor ator, e Mendonça Filho, melhor diretor. E para coroar esse início da carreira do longa, os direitos de distribuição do filme nos Estados Unidos foram comprados na ocasião pela Neon, famosa por farejar produções com grande potencial para o Oscar -foi responsável, aliás, por exibir nos cinemas “Parasita” e “Anora”, vencedores do troféu de melhor filme, respectivamente, em 2020 e 2025.

    Desde a estreia de “O Agente Secreto” nos Estados Unidos, no mês passado, Moura tem sido destaque em importantes veículos, como a revista The Hollywood Reporter e W Magazine. Na última semana, foi ao talk show de Seth Meyers, um dos principais do país, da emissora NBC. Lá, afirmou que o reconhecimento internacional da obra é um avanço para a cultura brasileira após o desmonte que a área sofreu durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, que chamou de fascista.

    O ator tem sido vocal em relação a temas políticos durante a campanha. Ainda em dezembro, agitou o setor no Brasil ao publicar um vídeo nas redes sociais em que criticava os rumos do projeto de lei da regulamentação do streaming no Brasil. Classificou o PL de bizarro e reclamou do fato de ele permitir que grandes plataformas usem o dinheiro devido em conteúdos próprios. Nessa semana, disse em entrevista a vaículos americanos que o ataque dos Estados Unidos à Venezuela é inaceitável.

    Já no Critics Choice Awards, depois da entrega esquisita do prêmio a Mendonça Filho -que não teve tempo para qualquer discurso de agradecimento-, Moura não engoliu um comentário ácido quando subiu ao palco para anunciar, ao lado do pernambucano, o grande vencedor da noite. O cineasta anunciou a categoria de melhor filme, e o ator emendou “ou, como chamamos no Brasil, melhor filme estrangeiro”.

    A provocação dá uma pista do que costuma ser um obstáculo para a visibilidade de filmes brasileiros nessas disputas. Apesar do reconhecimento que “O Agente Secreto” tem conquistado, ele é falado em português, o que pode afastar votantes de outros países, que tendem a priorizar filmes em inglês.

    No caso do Globo de Ouro, essa dificuldade é atenuada. Hoje, dos 399 jornalistas e críticos que votam no prêmio, 38 são brasileiros, isto é, quase 10%. Ao todo, 132 são latino-americanos, ou 33% do júri. Já é uma vantagem em comparação ao Oscar. Ainda que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas não divulgue o número exato de votantes, estima-se que sejam em torno de 10 mil -com apenas cerca de 70 brasileiros.

    O Globo de Ouro se comprometeu com a diversidade de seu corpo de jurados em 2022, depois de a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood, a HFPA, que entrega os troféus, ter se afundado em polêmicas e ser acusada de racismo, suborno e falta de diversidade em seu júri. A premiação foi comprada pelas produtoras Dick Clark Productions e Eldridge Industries, e hoje não é mais controlada pela entidade HFPA, como foi por quase 80 anos.

    Membros do júri ouvidos pela reportagem em condição de anonimato afirmaram que as etapas para a votação atrasaram nesta edição. O júri começou a receber as obras para a avaliação -que entre filmes e séries somam 400 títulos- apenas em agosto, com três meses de atraso comparado a 2024. O tempo faz diferença, eles dizem, já que é impossível assistir tudo a tempo. Essa edição tem, ainda, a nova categoria de podcasts, o que força o corpo de jurados a ouvir vários programas em inglês.

    Com o prazo apertado, os votantes priorizam obras destacadas em festivais e outras premiações pelo mundo. Para chamar a atenção dos jurados, é comum também que as equipes ofereçam entrevistas com celebridades aos jornalistas votantes, além de convites para eventos exclusivos.

    Em novembro, a trupe de “Wicked: Parte 2”, por exemplo, trouxe todos os brasileiros que votam no Globo de Ouro para uma sessão do filme com a presença de Cynthia Erivo, em São Paulo.

    A atriz concorre a melhor atriz de comédia, no páreo com nomes como Emma Stone, que estrelou o seu quarto filme com o excêntrico diretor Yorgos Lanthimos, “Bugonia”, e Chase Infiniti, elogiada por sua performance em “Uma Batalha Após a Outra”. O longa de Paul Thomas Anderson é o favorito para levar o troféu de melhor filme de comédia ou músical se superar “Marty Supreme”, de Josh Safdie.

    “Hamnet – A Vida Antes de Hamlet” -o drama fictício de Chloé Zhao sobre o luto enfrentado por William Shakespeare e sua mulher após a morte do filho-, é um dos concorrentes mais fortes para a estatueta de filme de drama. Não por acaso, Jessie Buckley, que encarna Agnes, é a favorita ao prêmio de atriz dramática, disputado também por Jennifer Lawrence por “Morra, Amor”. Forte rival de “Hamnet” é “Pecadores”, o terror com ares de crítica social de Ryan Coogler que driblou os contratos engessados de Hollywood e se tornou um sucesso de bilheteria.

    Chama a atenção que três filmes não falados em inglês também estejam na prestigiada categoria de melhor filme de drama, número que comprova a boa safra de longas estrangeiros e, também, o desejo do Globo de Ouro de dar mais atenção a produções fora dos Estados Unidos. Além de “O Agente Secreto”, estão na disputa “Valor Sentimental”, do norueguês Joachim Trier, e “Foi Apenas um Acidente”, do iraniano Jafar Panahi, coroado com a Palma de Ouro em Cannes.

    Os dois, aliás, são os maiores adversários do longa de Mendonça Filho na corrida de filme em língua não inglesa. “Foi Apenas um Acidente” acompanha a jornada de um mecânico que acredita ter encontrado o homem que o torturou na prisão para retratar a repressão política no Irã. O longa foi rodado na clandestinidade, já que Panahi não tem permissão do regime islâmico para filmar. Não à toa, se vencer, o filme dará a estatueta à França, coprodutora do longa, que o elegeu também para representar o país no Oscar.

    No mês passado, o diretor foi condenado novamente à prisão, mas não foi encarcerado por estar fora do Irã. Nessa semana, porém, em entrevista ao The Hollywood Reporter, ele disse que vários outros cineastas estão enfrentando as mesmas represálias, e que ele pretende retornar ao seu país após o Oscar.

    “A Voz de Hind Rajab”, representante da Tunísia e um retrato da angústia dos palestinos que vivem sob a guerra em Gaza, era um dos títulos internacionais mais fortes da safra, mas perdeu impulso após sair de mãos vazias do Festival de Veneza. Apesar de ser considerado o favorito por especialistas na Itália, o longa foi derrotado por “Pai Mãe Irmã Irmão”, do americano Jim Jarmusch.

    Já “Valor Sentimental” mostra a tentativa de Gustav, um cineasta narcisista e pai ausente, de se reaproximar de suas duas filhas, já adultas. A tentativa se dá, porém, porque ela quer usar a casa da família como cenário de seu próximo filme. O papel é de Stellan Skarsgard, indicado a melhor ator coadjuvante, em uma briga que tem ainda Jacob Elordi, o monstro de “Frankeinstein”, Paul Mescal, que encarna Shakespeare em “Hamnet”, e Sean Penn, por sua elogiada performance do antagonista de “Uma Batalha Após a Outra”, um militar casca grossa.

    A boa repercussão de narrativas não americanas se refletiu também entre animações. Brigam pelo Globo de Ouro “Guerreiras do K-pop”, fenômeno da Netflix que, apesar de ser produzido nos Estados Unidos, surfa no boom do gênero musical coreano, e “Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba – Castelo Infinito”, longa que dá continuidade à série de animação japonesa sobre caçadores de demônios.

    Se os filmes se destacaram por narrativas inovadoras, a série favorita ao prêmio segue um modelo mais tradicional. “The Pitt”, condecorada com o Emmy de melhor drama em setembro do ano passado, retrata o cotidiano frenético de um hospital em Pittsburgh, relembrando programas médicos populares na televisão pré-streaming como “House” e “Grey’s Anatomy”.

    A produção da HBO Max enfrenta a segunda temporada de “Ruptura” e “Pluribus”, série mais refrescante da safra e título mais visto da história da Apple TV. A ficção científica escrita por Vince Gilligan, criador da celebrada “Breaking Bad”, acompanha Carol, uma das únicas 13 pessoas imunes a um vírus alienígena que conecta todos os humanos do planeta e os padroniza como um só.

    Caso “Pluribus” não leve o troféu, há pelo menos grandes chances de Rhea Seehorn ser coroada melhor atriz por encarnar Carol. O prêmio acabaria com o jejum da americana, que nunca foi devidamente reconhecida nas premiações por sua atuação em “Better Call Saul”, derivada de “Breaking Bad” sobre os casos do advogado de Walter White, James Morgan McGill.

    Entre as séries de comédia não há grandes novidades. A briga fica entre as novas temporadas de “O Urso”, “Hacks” e a original “O Estúdio”, também vitoriosa no último Emmy.

    Por fim, um elefante branco deve ocupar o anfiteatro do Beverly Hilton Hotel, onde acontece a cerimônia, que será apresentada pela comediante Nikki Glaser pelo segundo ano consecutivo. A transmissão, nos Estados Unidos, é pela CBS, canal da Paramount, que se envolveu em uma série de polêmicas no último ano após a fusão com a Skydance Media.

    O estúdio vem sendo acusado pela imprensa americana de censurar programas críticos a Donald Trump e seu governo -no auge da disputa, o programa de auditório The Late Show foi cancelado e o seu apresentador, Stephen Colbert, demitido.
    No ano passado, Glaser apostou numa dinâmica bem azeitada com as estrelas e soube arrancar risadas do público, fazendo troça da reeleição de Trump e dos casos de assédio sexual que mancharam Hollywood a partir do MeToo.

    Resta saber se o clima de tensão irá acuar as celebridades, ou se discursos críticos ao presidente ecoarão mesmo assim pelo glamuroso hotel em Los Angeles. Assuntos espinhosos não faltam nas últimas semanas, com a prisão do ditador Nicolás Maduro ou, ainda, a morte de uma mulher a tiros por um agente federal de imigração em Minneapolis.

    Globo de Ouro pode coroar o Brasil com Wagner Moura em esquenta para o Oscar

  • Morre Isabel Veloso, influenciadora com câncer terminal, aos 19 anos

    Morre Isabel Veloso, influenciadora com câncer terminal, aos 19 anos

    A informação foi confirmada pelo marido dela, Lucas Borbas. Ela deixa uma criança de 11 meses.

    LEONARDO VOLPATO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Morreu neste sábado (10) a influenciadora Isabel Veloso, aos 19 anos, vítima de complicações por um câncer. A informação foi confirmada pelo marido dela, Lucas Borbas. Ela deixa uma criança de 11 meses.

    “Hoje meu coração fala em silêncio porque a dor é grande. Isabel partiu e com ela vai uma parte de mim. Mas o amor não morre”, escreveu ele pelas redes sociais.

    Isabel tinha câncer desde 2021, quando recebeu o diagnóstico de linfoma de Hodgkin. Ela passou por diversas cirurgias, e a doença entrou em remissão em 2023. Em janeiro de 2024, recebeu a notícia de que o câncer havia voltado e que não havia tratamento eficaz disponível.

    Isabel havia sido internada em novembro do ano passado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após apresentar complicações de saúde que resultaram em uma parada respiratória.

    A nova internação ocorreu poucos dias depois de a influenciadora ter recebido alta após passar por um transplante de medula óssea.

    Morre Isabel Veloso, influenciadora com câncer terminal, aos 19 anos

  • Primeiro dia do BBB 26 tem pelo menos três brigas entre participantes das casas de vidro

    Primeiro dia do BBB 26 tem pelo menos três brigas entre participantes das casas de vidro

    A briga começou porque Chaiany comparou os cartazes de sua família aos da família de Jordana, insinuando que a rival teria mais dinheiro. Jordana não gostou nada da comparação, já que um dos critérios que costuma chamar a atenção dos votantes do reality é a necessidade financeira dos participantes.

    ANAHI MARTINHO
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O BBB 26 ainda nem começou e já tem gente brigando. Chaiany e Jordana se desentenderam logo nas primeiras horas de confinamento na casa de vidro do Centro-Oeste.
    A briga começou porque Chaiany comparou os cartazes de sua família aos da família de Jordana, insinuando que a rival teria mais dinheiro. Jordana não gostou nada da comparação, já que um dos critérios que costuma chamar a atenção dos votantes do reality é a necessidade financeira dos participantes.

    “Não vem para cima de mim com esse discursinho não, tá?”, disse Jordana. “Eu também tenho história triste, eu também vim de baixo”. Chaiany se defendeu: “Tudo você acha que eu estou atacando. Tudo é porque ‘eu sou pobre’, ‘eu sou rica.’”

    “Você fica o tempo inteiro fazendo essa narrativa”, continuou Jordana, acusando a rival de jogar baixo. “O problema é seu. É o meu show, só senta e aplaude. Eu vim aqui para ser notada”, retrucou Chaiany.

    SUL E SUDESTE

    As casas de vidro do Sul e do Sudeste não deixaram para menos. Na primeira, a discussão foi entre os dois homens, Pedro e Matheus. O curitibano provocou o gaúcho dizendo que iria ganhar a vaga.

    “Você não sabe o que está falando”, retrucou Matheus. “Eu sei tudo o que estou falando. É arrogante, soberbo, prepotente”, disparou Pedro. “Te achei gente fina, mas estou aqui para ganhar de ti e vou ganhar”, rebateu o gaúcho.

    “Também te achei gente fina, mas o jeito que você fala soa arrogante”, continuou Pedro. “Mas eu não vim para te agradar”, disse Matheus.

    Já a casa do Sudeste, em São Caetano do Sul (SP), teve um atrito entre as candidatas Milena e Gabriela. Milena se irritou com os gritos constantes da rival. “Não dá, a gente cansa. Quero ver se ela vai fazer mais dois dias, não tem como”, falou Milena.

    “Eu sou assim, eu trabalho com criança”, respondeu Gabriela. “Eu também trabalho, mas nem por isso eu fico gritando. Garota chata”, retrucou Milena.

    “Ai, garota, você que é chata. Foca no seu, não no meu. Chata para cacete”, disparou Gabriela. “Grita mais, grita”, provocou Milena. “Está achando ruim? Chata, tá falando no meu jeito”, retrucou Gabriela. “Folgada”, continuou Milena. “Olha para o teu, me erra”, continuou Gabriela. “Insuportável. É para ignorar, estou ignorando”, finalizou Milena.

    Primeiro dia do BBB 26 tem pelo menos três brigas entre participantes das casas de vidro