Categoria: ESPORTES

  • Brasil vira sobre a Argentina e segue invicto na Liga das Nações de vôlei

    Brasil vira sobre a Argentina e segue invicto na Liga das Nações de vôlei

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – A seleção brasileira masculina de vôlei encerrou com vitória a primeira semana da Liga das Nações. Neste domingo (14), no Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, a equipe comandada por Bernardinho derrotou a Argentina por 3 sets a 2, de virada, após perder as duas primeiras parciais.

    O Brasil foi superado nos sets iniciais por 25 a 18 e 26 a 24, mas reagiu ao vencer os três seguintes por 25 a 19, 25 a 23 e 15 a 9. Com o resultado, a seleção fechou a etapa disputada na capital federal com quatro vitórias em quatro partidas.

    A vitória sobre os argentinos manteve a sequência iniciada nos triunfos diante de Irã, Bélgica e Sérvia.

    O próximo compromisso brasileiro será no dia 24 de junho, contra a Ucrânia, em Liubliana, na Eslovênia, pela abertura da segunda semana da fase classificatória da competição.

    Argentina controla os dois primeiros sets

    A Argentina começou melhor o jogo e aproveitou os erros brasileiros para assumir a liderança do primeiro set. Vicentín, Palonsky e Armoa Morel apareceram com frequência no ataque, enquanto o Brasil encontrou dificuldades principalmente nos saques e em alguns momentos de definição ofensiva.

    Judson foi um dos destaques brasileiros na parcial, contribuindo com pontos de ataque e um ace. Douglas Souza, Darlan e Adriano também pontuaram, mas a equipe argentina ampliou a vantagem na reta final e fechou o set por 25 a 18.
    O segundo set foi mais equilibrado. A Argentina voltou a abrir vantagem com Vicentín, Zerba e Armoa Morel, enquanto o Brasil buscava permanecer próximo no placar com Judson, Adriano e Matheus Pinta.

    A reação brasileira veio no meio da parcial. Darlan anotou dois aces consecutivos e ajudou a seleção a empatar o marcador. Honorato também apareceu em momentos importantes, mas a Argentina voltou a encontrar soluções ofensivas nos pontos decisivos e fechou o set por 26 a 24.

    Brasil inicia a reação

    O terceiro set marcou a mudança de cenário da partida. Adriano abriu a parcial com um ace, e o Brasil passou a apresentar mais regularidade nas ações ofensivas e defensivas.

    Matheus Pinta e Honorato contribuíram para manter o equilíbrio até a metade do set. Depois, Darlan apareceu no bloqueio para empatar a parcial, enquanto Matheus Pinta participou de um bloqueio duplo que colocou a seleção em vantagem.

    O Brasil passou a controlar o placar nos momentos finais. Cachopa marcou um ponto de segunda bola, anotou um ace pouco depois e ajudou a equipe a abrir vantagem. A parcial terminou em 25 a 19.

    A melhora brasileira teve sequência no quarto set. A Argentina chegou a abrir vantagem com Zerba, Ramos e Vicentín, mas o Brasil conseguiu reduzir a diferença aproveitando erros adversários.

    Bernardinho promoveu mudanças ao longo da quarta parcial. Honorato apareceu em momentos importantes no ataque e no bloqueio, enquanto Bryan contribuiu ofensivamente e também no saque.

    O ace de Bryan igualou o placar em 20 a 20. Na sequência, Judson conseguiu um bloqueio que colocou o Brasil em vantagem pela primeira vez na reta final do set.

    Arthur Bento assumiu protagonismo nos últimos pontos. O ponteiro marcou em diferentes situações ofensivas e participou diretamente da definição da parcial.

    Arthur colocou o Brasil em vantagem por 23 a 22, voltou a pontuar para abrir 24 a 23 e encerrou o set em um rali que garantiu a vitória por 25 a 23 e levou a partida ao tie-break.

    Brasil domina o tie-break

    O quinto set começou equilibrado, mas o Brasil rapidamente assumiu o controle do placar. Honorato marcou no ataque e no bloqueio, enquanto Arthur Bento contribuiu com pontos importantes para a abertura da vantagem.

    Bryan anotou um ace que ampliou a diferença para cinco pontos. Na sequência, o bloqueio brasileiro passou a funcionar com frequência diante dos ataques argentinos.

    Judson marcou pelo meio de rede e Lucas Barreto apareceu em sequência com dois bloqueios sobre Armoa Morel. O segundo deles colocou o Brasil em match point.

    No lance seguinte, Vicentín atacou para fora. A arbitragem ainda revisou a jogada após desafio, mas confirmou o ponto brasileiro e a vitória por 15 a 9 no tie-break, fechando o confronto em 3 sets a 2.

    O que vem pela frente

    A segunda semana da Liga das Nações será disputada entre os dias 24 e 28 de junho, em Liubliana, na Eslovênia. O Brasil enfrentará Ucrânia, Canadá, Itália e Eslovênia.

    A Liga das Nações reúne 18 seleções, onde cada uma disputa 12 partidas ao longo de três semanas da fase classificatória. Ao término dessa etapa, avançam às finais as sete melhores campanhas da classificação geral, além da China, que tem vaga garantida por sediar a fase decisiva.

    As finais serão disputadas entre os dias 29 de julho e 2 de agosto, em Ningbo, na China.

    Brasil vira sobre a Argentina e segue invicto na Liga das Nações de vôlei

  • Argentinos invadem capital do futebol nos EUA para despedida de Messi

    Argentinos invadem capital do futebol nos EUA para despedida de Messi

    KANSAS CITY, None (FOLHAPRESS) – Conhecida popularmente como a capital do “soccer” nos Estados Unidos devido à tradição histórica da modalidade na região, Kansas City tem experimentando nos últimos dias uma verdadeira invasão de torcedores argentinos.

    No aeroporto internacional e nas festas de rua promovidas pela Fifa (Federação Internacional de Futebol), as camisas azul e branco se integraram como uma das paisagens da cidade do meio-oeste americano, que vai receber a primeira partida dos atuais campeões no Mundial, nesta terça-feira (16), contra a Argélia, pelo Grupo J.

    Embora reconheçam as dificuldades que é vencer duas vezes seguida a Copa do Mundo -a última que conseguiu o feito foi a seleção brasileira, em 1958 e 1962-, os “hinchas” [torcedores] argentinos dizem que a provável despedida de Lionel Messi do torneio com a camisa alviceleste mais do que justifica a presença nos Estados Unidos, a despeito dos preços caros dos ingressos.

    “Pode ser a última vez que vamos vê-lo com a camisa da seleção. É um privilégio estar aqui. Não só para ele, para os torcedores, para a Argentina”, afirmou o torcedor argentino Darío García Alonso, 41, que se destacava em meio a multidão que foi à “fan fest” promovida pela Fifa no domingo (14) devido à semelhança com o craque do Inter Miami.

    Em uma tarde ensolarada em Kansas, os fãs puderam acompanhar dos vários telões instalados no jardim do National WWI Museum and Memorial, um dos cartões-postais da cidade, ao disputado empate de 2 a 2 entre Holanda e Japão.

    “Os torcedores já estão chegando no aeroporto. Nós chegamos hoje [domingo] de manhã. Dizem que vão ter mais ou menos 60 mil argentinos aqui em Kansas City para esse jogo”, afirmou Luis Salvador García Alonso, 39, sobre a partida de terça no Arrowhead Stadium.

    “Estava em dúvida se deveria vir ou não, sabe? Já vi o Messi jogar por clubes, mas vê-lo vestindo as cores da Argentina é muito diferente. É realmente um privilégio vê-lo na América do Norte jogando pela Argentina pela última vez. É paixão e emoção. É algo com que todo argentino sonha. Sei que muitos venderam todas as suas coisas para ver esse momento”, acrescentou.

    Diego Jérez, 50, que também chegou na manhã de domingo ao aeroporto acompanhado dos dois filhos, afirmou que acredita ser “muito difícil” emendar uma segunda vitória seguida no Mundial, mas prevê que a Argentina pode fazer um “bom papel”, com capacidade de chegar até a uma semifinal ou mesmo à final do torneio.

    “Parte da razão que fez eu vir à Copa foi para poder ver o Messi”, afirmou Jérez, que está acompanhando sua segunda Copa como torcedor in loco, após estar presente na edição de 1998, na França, quando a Argentina caiu nas oitavas de final, diante da Inglaterra.

    “Independentemente da Argentina, acho que é uma Copa do Mundo difícil para todas as seleções. É um torneio longo, com longas distâncias a percorrer, muitas equipes”, afirmou Salvador Mazzocchi, 42, influenciador digital com mais de três milhões de seguidores no Instagram.

    “Argentina, Brasil e Espanha são seleções fortes, e a Alemanha obviamente também tem grandes expectativas”, prosseguiu Mazzocchi. “Mas é futebol, tudo pode acontecer, veremos o que acontece. Como dizemos, quando a bola começar a rolar, perceberemos do que a equipe é capaz.”

    O influenciador disse ainda que, embora Messi não esteja em uma liga tão competitiva como outros jogadores de alto nível no Mundial, ele ainda é capaz de fazer a diferença para a equipe. “Ele tem um desafio significativo pela frente, mas Messi é Messi.”

    O talento do camisa 10 também atrai torcedores de outros países da América Latina.

    Os amigos porto-riquenhos Gabriel Asensio e José Otero, ambos de 26 anos, disseram que, sem ter a seleção de seu país para torcer na Copa do Mundo, acabaram optando pela Argentina, em grande medida pela presença de Messi.

    “A Argentina é um país latino-americano, nós também somos, eles falam espanhol, é mais fácil se identificar com eles de certa forma. E, obviamente, o Messi é aquele toque final que torna impossível não escolhê-lo”, afirmou Asensio.

    Aos 38 anos, Messi chegou a colocar algumas vezes em dúvida sua participação nesta Copa, porém chega ao torneio da Fifa ainda como a principal liderança da equipe dentro de campo.

    Recuperando-se de uma lesão sofrida com o Inter Miami há poucas semanas do início do torneio, o jogador chegou a entrar em campo com a formação nacional no último amistoso preparatório, contra a Islândia, fazendo um dos gols na vitória por 3 a 0 do time comandado por Lionel Scaloni.

    Após o duelo de estreia contra os argelinos, que promete ser o mais difícil na fase de grupos, a Argentina segue para Dallas, onde enfrenta Áustria e Jordânia, nos dias 22 e 27.

    Argentinos invadem capital do futebol nos EUA para despedida de Messi

  • Trump esnoba Copa do Mundo nos EUA e é alvo de críticas

    Trump esnoba Copa do Mundo nos EUA e é alvo de críticas

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – No início da semana, Donald Trump foi o primeiro presidente americano em exercício a comparecer a uma final da NBA, a liga de basquete americano. Na noite deste domingo (14), Trump comemorou seus 80 anos promovendo uma luta de UFC no gramado da Casa Branca.

    Mas apesar de comprovadamente fã de esportes, Trump não encontrou espaço em sua agenda para estar presente na estreia dos Estados Unidos na Copa do Mundo, embora o país seja um dos anfitriões do torneio. Os americanos golearam o Paraguai na sexta-feira (12), mas o presidente não estava lá, mandou o secretário de Estado, Marco Rubio, representá-lo.

    O fato de Trump estar esnobando a Copa do Mundo sediada por Estados Unidos, Canadá e México despertou críticas entre torcedores.

    É altamente incomum que um chefe de Estado ou governo do país sede não esteja presente na abertura do campeonato.

    O emir do Qatar, Tamim bin Hamad Al Thani, compareceu em 2022; o presidente russo Vladimir Putin participou em 2018 e a presidente Dilma Rousseff estava na abertura da Copa no Brasil em 2014.

    Em entrevista à rádio britânica TalkSport, Andrew Giuliani, presidente da força-tarefa da Copa do Mundo, não descartou a possibilidade de Trump assistir a alguma partida ao longo do torneio. “A agenda dele está apertada. Mas sei que ele vai estar engajado ao longo desta Copa do Mundo”, afirmou.

    “Mas conhecendo o presidente Trump há 30 anos, posso dizer uma coisa: espere o inesperado. Sempre espere um suspense com ele. Ao longo deste torneio, não me surpreenderia se ele se envolvesse cada vez mais com a Copa do Mundo.”

    A ausência de Trump na estreia americana despertou críticas de torcedores. “Então ele pode ir a uma luta de UFC qualquer, mas não pode comparecer ao jogo de abertura do próprio país. Que patriota”, escreveu um torcedor em uma publicação no X, segundo o site esportivo TheComeback.

    “Mais uma prova de que Trump pouco ou nada se importa com a Copa do Mundo”, escreveu outra pessoa.

    “Por que o sr. Prêmio Nobel da Paz da Fifa não está comparecendo à abertura da Copa do Mundo na América?”, questionou um internauta.

    Um dos fatores para a ausência de Trump na estreia da seleção americana de futebol pode ter sido a saraivada de vaias que ele recebeu na final da NBA na segunda-feira (8).

    “Ele está com medo de ser vaiado como foi no MSG (Madison Square Garden)”, escreveu uma pessoa no X, citada pelo TheComeback.

    O descaso contrasta com o aparente entusiasmo pelo futebol manifestado por Trump em 5 de dezembro de 2025, durante o sorteio da Copa do Mundo. Em vídeo que voltou a circular na sexta-feira (12), Trump defendeu que os EUA passem a usar “football”, e não mais “soccer”, para se referir ao esporte. Ele também sugeriu mudar o nome da National Football League (NFL), como é chamada a liga de futebol americano local.

    Ele chegou a ironizar o futebol americano. “Isso [futebol jogado na Copa] é o futebol, não há nenhuma dúvida. Temos que arrumar outro nome para essas coisas da NFL”, afirmou Trump.

    A Copa do Mundo nos EUA tem sido alvo de críticas por causa dos altos preços dos ingressos e pelo governo americano ter barrado a entrada de alguns torcedores e membros de equipes técnicas. O governo Trump também vetou a entrada de um árbitro da Somália, afirmando que ele teria ligações com “membros de organizações terroristas”.

    Trump esnoba Copa do Mundo nos EUA e é alvo de críticas

  • Alex Poatan perde para francês e fica sem cinturão inédito no UFC em disputa na Casa Branca

    Alex Poatan perde para francês e fica sem cinturão inédito no UFC em disputa na Casa Branca

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – Não deu para Alex Poatan Pereira, 38, lutador brasileiro que disputou o cinturão interino peso-pesado na madrugada desta segunda-feira (15), em luta disputada na arena do UFC (Ultimate Fighting Championship) montada no jardim da Casa Branca.

    Poatan buscava chegar ao posto inédito, entre os homens, de um lutador com cinturões em três categorias de peso, uma vez que ele faturou o dos pesos-médios e dos meio-pesados.

    O francês Ciryl Gane, 36, que conquistou o cinturão em disputa em 2021, derrotou Poatan no segundo round, após desequilibrar o brasileiro com uma sequência de socos encaixados.

    O UFC Freedom 250 integra o calendário de festividades dos 250 anos da independência do país e é realizado em uma arena construída no jardim sul da Casa Branca, a sede do governo americano, naquilo que vem sendo lido como mais um aceno de Donald Trump (aniversariante deste domingo) a seu eleitorado masculino e afeito a demonstrações de virilidade e dominância.

    A noite ainda teve a vitória de outros dois brasileiros, em lutas sem cinturão.

    Poatan chegou à arena fazendo sua tradicional entrada ao som de cantos indígenas -ele é descendente do povo pataxó. Seu apelido vem do tupi-guarani para “mão de pedra”. O brasileiro passou pelo Hall da Fama dos presidentes dos Estados Unidos e, no topo da escada, ainda no prédio da Casa Branca, simulou o lançamento de uma flecha, usando um arco imaginário. Um grito encerrou o espetáculo que antecedeu sua chegada à arena.

    O brasileiro é considerado um lutador tecnicamente heterodoxo. Campeão no kickboxing, ele chegou ao MMA com menos domínio em técnicas de solo e de queda do que seus oponentes com experiência em modalidades como o jiu-jítsu brasileiro (BJJ) e a luta greco-romana.

    Juliano Spyer, colunista da Folha e pesquisador de esportes de combate, diz que o estilo de Poatan combina força, precisão, velocidade e a capacidade rara de ler o comportamento do adversário. “[Ele] Identifica padrões, provoca reações e cria armadilhas que abrem espaço para nocautes devastadores”, escreveu, na Folha.

    Desta vez, o estilo técnico não foi suficiente para garantir o cinturão. Ele, que abriu mão do cinturão dos meio-pesados para subir de categoria de peso, disse que ainda vai discutir com sua equipe se vai seguir nos pesos-pesados. “Se eu não tivesse arriscado em todas as vezes, eu não estaria aqui”, afirmou.

    A luta principal da noite foi a mais longa das sete do card. O azarão Justin Gaethje, 37, campeão interino no peso-leve, derrotou o georgiano-espanhol Ilia Topuria, considerado o favorito. A luta de unificação do cinturão terminou no quarto e penúltimo round.

    Topuria, 29, que já foi campeão dos pesos-pena, foi avaliado por um médico no octógono entre o terceiro e o quarto round e foi liberado para seguir na briga pelo cinturão. Muito machucado, ele chegou a dizer que não estava enxergando pelo inchaço de um dos olhos.

    Ao fim do quarto round, sua equipe disse que ele lutaria até o fim, mas a arbitragem encerrou a disputa, garantindo o título ao americano Justin Gaethje, que deixou o octógono com o cinturão e praticamente inteiro.

    Outros dois brasileiros lutaram nesta noite.

    A primeira disputa no octógono da Casa Branca foi vencida pelo manauara Diego Lopes, 31, na categoria peso-pena, que nocauteou o americano Steve Garcia, 34, no segundo round, depois de encaixar uma sequência de socos, levando o adversário ao chão.

    Diego é o atual número dois do ranking do UFC e já disputou cinturão por duas vezes. Com a vitória deste domingo, ele chega 12 vitórias por nocaute e 15 ainda no primeiro round.

    O também brasileiro Maurício Ruffy, 29, derrotou Michel Chandler, 40, por nocaute, no primeiro round, confirmado o apelido de “One Shot”, algo como “tiro único”. Ruffy, que é paulistano, mas cresceu em Alagoas, acumula agora 13 vitórias por nocautes, em 12 lutas.

    Nem os gritos de “USA, USA” da torcida de Chandler antes da luta apagaram o favoritismo de Ruffy. O lutador americano era mais experiente, com 23 vitórias em 33 lutas, mas vinha de uma fase ruim.

    Na breve entrevista ao fim da luta, Ruffy pediu a esposa, Nadine, em casamento. Ele contou que quando os dois se conheceram, não tinham dinheiro para uma festa. “Nadine, quer casar comigo? Agora podemos fazer uma festa e agradecer a Deus”, disse o brasileiro.

    O primeiro confronto de dois americanos terminou com a vitória de Bo Nickal, 30, com um nocaute técnico em confronto com Kyle Daukaus, 33, ainda no primeiro round.

    Após uma sequência de golpes em pé, Nickal conseguiu derrubar Daukaus e finalizou. Ao fim da luta, Nickal deixou o octógono para cumprimentar o convidado de honra da noite, o presidente Trump, que estava acompanhado, além de White, da primeira-dama Melania Trump.

    Na categoria peso-pesado, outra disputa de dois americanos. Josh Hokit, 28, venceu Derrick Lewis, 41, por nocaute técnico no segundo round, após encaixar uma sequência de jabs. Conhecido como “Black Beast”, ou a Fera Negra, Lewis é o maior nocauteador da história do UFC.

    Hokit, que se apresenta como o “Incrível Hokit”, em alusão ao herói dos quadrinhos Hulk, é adepto da “trash talk”. Ao fim da luta desta noite, fez elogios ao presidente Trump, a quem cumprimentou na plateia, citou uma mentira propagada na extrema-direita, de que a ex-primeira-dama Michelle Obama “é um homem” e provocou Alex Poatan.

    Na categoria peso-galo, Sean O’Malley, 31, dos Estados Unidos, chegou à sua oitava vitória seguida ao derrubar o canadense Aiemann Zahabi, 38, no segundo round em um nocaute técnico. Ele já foi campeão em sua faixa de peso e agora luta para retomar o cinturão.

    SHOW POLÍTICO DE DONALD TRUMP

    Antes do card começar, Trump e Dana White, o CEO do UFC e seu amigo e apoiador de longa data, deixaram juntos o salão oval da Casa Branca até a varanda da ala sul. De lá, acompanharam o hino nacional cantado por Zac Brown. A cerimônia teve ainda caças da Força Aérea americana sobrevoando a Casa Branca em formação delta. Depois do hino, Trump e White seguiram juntos até a arena.

    Nos intervalos entre as lutas, foram exibidas homenagens aos serviços de emergência que atuaram em tragédias como o 11 de setembro. Em um desses vídeos, um narrador fala da história de batalhas dos americanos desde a independência e encerra incluindo os lutadores de MMA do UFC como os guerreiros deste tempo histórico.

    Mark Zuckerberg, dono da Meta, empresa que comanda Facebook, Instagram e WhatsApp, que desde a reeleição de Trump se aproximou do campo da direita, anunciou no intervalo de lutas que todos os veteranos cegos receberão gratuitamente os Ray-Ban da Meta, óculos inteligentes desenvolvidos pelas duas empresas.

    Alex Poatan perde para francês e fica sem cinturão inédito no UFC em disputa na Casa Branca

  • Bap ameaça ir à Justiça por SAF do Vasco; Leila rebate e fala em processo

    Bap ameaça ir à Justiça por SAF do Vasco; Leila rebate e fala em processo

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – Presidente do Flamengo, Luiz Eduardo Baptista, o Bap, afirmou que recorrerá à Justiça caso Marcos Lamacchia, enteado de Leila Pereira, presidente do Palmeiras, concretize a compra de 90% da SAF do Vasco.

    A declaração provocou reação imediata de Leila, que negou qualquer relação com a negociação e afirmou que acionará judicialmente o dirigente rubro-negro caso ele continue fazendo “insinuações e acusações falsas”.

    Em entrevista ao Charla Podcast, Bap afirmou que considera haver impedimento legal para a operação de compra da SAF vascaína por Marcos Lamacchia em razão da relação familiar do empresário com Leila Pereira. Segundo o presidente do Flamengo, a legislação não permitiria uma ligação simultânea entre os dois clubes.

    “O problema não é ser com o enteado da Leila, em que pese a lei dizer que enteado é relação familiar e não pode. O problema é estar casado com a sua mulher e querer casar com outra. Pelo Código Civil, você precisa separar da primeira. Não pode estar com um pé em cada clube. Continua sendo familiar. Ela sai agora do clube que ela está e entra amanhã. Ou espera acabar o mandato e, em outubro do ano que vem, entra no Vasco. Não pode estar com o pé em duas canoas, é contra a lei”, disse Bap, ao Charla Podcast.

    O mandatário rubro-negro afirmou ainda que a discussão não envolve uma disputa entre Flamengo e Vasco. Segundo ele, o debate está relacionado ao cumprimento da legislação.

    “Não é o Bap, o Flamengo malvadão, é a lei. Se forçarem uma barra nisso, vamos à Justiça novamente. Porque a lei é para ser cumprida. Para o futebol carioca, ter um Vasco forte é excepcional. O Vasco é um dos maiores clubes do Brasil, é importante estar em uma situação melhor. Não é legal”, continuou Luiz Eduardo Baptista, o Bap.

    Marcos Lamacchia é filho de José Roberto Lamacchia, marido de Leila Pereira e proprietário da Crefisa. Ele negocia a aquisição de 90% da SAF do Vasco em uma operação avaliada em mais de R$ 2 bilhões.

    O clube cruz-maltino mantém negociações avançadas para a venda da participação societária. As partes ainda discutem ajustes contratuais antes da assinatura do Memorando de Entendimento, documento que formaliza a intenção da operação.

    Leila reage e ameaça ação contra Bap

    Em resposta enviada ao UOL, Leila Pereira afirmou estar cansada de responder às declarações de Bap. A dirigente disse que o presidente do Flamengo tem “hiperfoco” nela e no Palmeiras.

    “Olha, é bastante cansativo eu ter de ficar respondendo ao Bap a todo momento, mas, já que ele tem hiperfoco em mim e no Palmeiras, não posso ficar calada diante dos absurdos que ele falou hoje em entrevista a um podcast”, disse Leila Pereira, em declaração enviada ao UOL

    A presidente do Palmeiras questionou o fato de Bap comentar assuntos relacionados à sua vida pessoal e à administração do clube alviverde. Leila também afirmou que permanecerá na presidência do Palmeiras até o fim do mandato e voltou a negar qualquer participação nas negociações envolvendo a SAF vascaína.

    “Para começo de conversa, quem é o Bap para dizer o que eu posso ou não fazer? É muita pretensão este indivíduo querer cuidar da minha vida. Aliás, não só da minha vida, mas também da minha administração no Palmeiras. Ele é presidente do Flamengo e deveria falar apenas sobre o clube dele. Será que tudo isso é medo de mim? É medo do Palmeiras? Não é possível uma coisa dessa!”

    “Já cansei de dizer que sou presidente do Palmeiras, o meu mandato vai até dezembro de 2027 e eu não tenho absolutamente nada a ver com o Vasco. Eu sei que o Bap não vê a hora de me ver fora do Palmeiras, mas, para isso acontecer, ele vai ter de esperar até dezembro de 2027”, continuou Leila Pereira, ao UOL.

    A dirigente declarou ainda que recorrerá à Justiça caso o presidente do Flamengo mantenha as acusações.

    “Só para deixar bem claro: se o presidente do Flamengo continuar fazendo insinuações e acusações falsas contra mim, eu, Leila Pereira, vou acioná-lo judicialmente para que ele prove o que está falando. Não aceito que ele siga me envolvendo em assuntos com os quais não tenho qualquer relação”, finalizou Leila Pereira.

    A presidente palmeirense também rebateu declarações recentes de Bap sobre arbitragem e citou episódios envolvendo confrontos entre Palmeiras e Flamengo. Segundo ela, o dirigente rubro-negro faz acusações sem fundamento e utiliza lances das partidas entre os clubes para sustentar seus argumentos.

    Histórico de embates

    A discussão sobre a possível venda da SAF do Vasco representa mais um capítulo da série de divergências públicas entre Bap e Leila Pereira. Nos últimos meses, os presidentes de Flamengo e Palmeiras trocaram críticas sobre diferentes temas do futebol brasileiro.

    Um dos episódios mais recentes ocorreu após a saída de Filipe Luís do comando técnico do Flamengo, no início do ano. Leila classificou a demissão como uma “falta de respeito absurda” e afirmou que o Palmeiras oferece estabilidade aos treinadores.

    Bap respondeu dizendo que “não tem hora boa para decisões difíceis”. Ele também justificou a mudança como consequência de um processo de “causa e efeito”.

    Os dirigentes também divergiram nas discussões envolvendo a Libra. Leila acusou o Flamengo de buscar vantagens excessivas na divisão das receitas da futura liga e chegou a afirmar que o clube deveria “jogar sozinho” caso não aceitasse concessões.

    Outro ponto de atrito foi o debate sobre o gramado sintético. O Flamengo liderou movimentos para restringir o uso desse tipo de piso na Série A, enquanto a presidente do Palmeiras defendeu o investimento realizado pelo clube e criticou as manifestações contrárias ao modelo.

    A relação também ficou tensionada após uma polêmica envolvendo a comentarista Renata Mendonça, da Globo, no fim de 2025. Na ocasião, Leila manifestou apoio público à jornalista e se posicionou contra declarações feitas por Bap.

    Bap ameaça ir à Justiça por SAF do Vasco; Leila rebate e fala em processo

  • Equador para no travessão e Costa do Marfim vence no final, no Grupo E

    Equador para no travessão e Costa do Marfim vence no final, no Grupo E

    A eficiência da Costa do Marfim fez a diferença na Filadélfia. Neste domingo (14), os Elefantes – apelido da seleção africana – derrotaram o Equador por 1 a 0 na partida que concluiu a primeira rodada do Grupo E da Copa do Mundo.

    O Equador, que parou duas vezes no travessão, ficou zerado na tabela. Os marfinenses, que também acertaram o poste superior, somam os mesmos três pontos da Alemanha, que lidera o Grupo E pelo saldo de gols. Mais cedo neste domingo, os germânicos atropelaram Curaçao por 7 a 1 em Houston.

    Equador finaliza mal

    A equipe equatoriana foi a campo com três nomes do futebol brasileiro entre os titulares: o volante Alan Franco e os atacantes Alan Minda (ambos do Atlético-MG) e Gonzalo Plata (Flamengo). O lateral Angelo Preciado, outro do Galo, entrou na segunda etapa, no lugar de Franco. Já o centroavante Enner Valencia, atualmente no Pachuca (México) e de passagem pelo Internacional, iniciou jogando.E foi de Valencia a primeira boa chance do jogo. Aos dez minutos, ele recebeu cruzamento rasteiro do lateral Piero Hincapié pela esquerda e ficou livre, na marca do pênalti após um escorregão do zagueiro Emmanuel Agbadou. O artilheiro, porém, pegou mal na bola e chutou por cima do gol.

    A Costa do Marfim até chegava à área equatoriana, mas sem concluir as jogadas. Os Elefantes assustaram somente aos 16 minutos, com Bazoumana Touré. O atacante recebeu do meia Franck Kessié pela esquerda e finalizou de primeira, cruzado. O arremate, rasteiro, saiu rente à trave com um desvio do goleiro Hernan Galindez, mas a arbitragem deu tiro de meta.

    O Equador, impondo velocidade e empurrado pela torcida, maioria dos cerca de 68 mil presentes no estádio, foi mais perigoso, mas faltou eficiência. O time sul-americano chegou a mandar duas bolas no travessão em um intervalo de seis minutos.

    A primeira aos 23, em tentativa de longe do atacante John Yeboah. Aos 29, Minda conseguiu infiltrar pela esquerda após troca de passes na entrada da área e chutou na saída do goleiro Yahia Fofana, mas a batida subiu demais e a bola parou no poste superior.

    Diallo sai do banco e decide

    O ritmo intenso da partida na Filadélfia prosseguiu no segundo tempo. Com menos de um minuto, Valencia tabelou com Plata, recebeu de volta na área e chutou quase da linha de fundo, acertando o pé da trave.

    A Costa do Marfim, porém, voltou melhor do intervalo. Destaque dos Elefantes na primeira etapa, o jovem Yan Diomandé, de 19 anos, escapou de Hincapé pela direita e cruzou para o também atacante Elye Wahi, que concluiu de primeira. Aos sete minutos, foi a vez da equipe africana parar no travessão.

    Com a entrada do atacante Amad Diallo no lugar de Touré, aos 11, Diomandé passou para o lado esquerdo e infernizou Alan Franco. Na primeira oportunidade, escapou do jogador do Atlético-MG, ganhou a dividida do volante Moisés Caicedo na área e finalizou com muito perigo, por cima do gol.

    A resposta equatoriana veio aos 22 minutos, em chute forte de Plata da entrada da área, a 119 quilômetros por hora, que Fofana defendeu no reflexo. Os sul-americanos, porém, já não conseguiam chegar com a mesma frequência ao campo de ataque.

    O crescimento do time marfinense na etapa final acabou recompensado aos 44 minutos. O zagueiro Wilfried Singo avançou com liberdade desde a defesa, chegou à área do Equador e rolou para Diallo, de primeira, acertar o cantinho da meta de Galindez e decidir a vitória dos Elefantes.

    A segunda rodada da chave será disputada no próximo sábado (20). A Costa do Marfim vai até o Canadá enfrentar os alemães às 17h, no Toronto Field. Os sul-americanos continuam nos Estados Unidos para encararem Curaçao em Kansas City, às 21h.

    Equador para no travessão e Costa do Marfim vence no final, no Grupo E

  • Com etapa final animada, Japão e Holanda empatam pelo Grupo F da Copa

    Com etapa final animada, Japão e Holanda empatam pelo Grupo F da Copa

    O Grupo F da Copa do Mundo iniciou com um jogo movimentado em Dallas, nos Estados Unidos. Neste domingo (14), Japão e Holanda empataram por 2 a 2, com os quatro gols saindo na etapa final da partida.

    Tanto a Laranja Mecânica, apelido da equipe holandesa, como os Samurais Azuis, como são conhecidos os japoneses, somam um ponto cada. As seleções de Suécia e Tunísia, que se enfrentam ainda neste domingo, às 23h (horário de Brasília), no El Gigante de Acero, em Monterrey (México), completam a chave.

    As seleções que se classificarem em primeiro ou segundo lugares no Grupo F podem entrar no caminho do Brasil. Para isso, a equipe verde e amarela também deve avançar como líder ou vice de sua chave.O jogo

    Apesar do placar em branco, o primeiro tempo em Dallas foi movimentado. A Holanda teve mais posse da bola (59%) e obrigou Zion Suzuki trabalhar três vezes. A melhor chance da Laranja Mecânica foi logo aos dois minutos, com o atacante Donyell Malen, que girou em cima da marcação dentro da área e chutou para grande defesa do goleiro japonês.

    Com a estratégia clara de explorar os contra-ataques, a seleção asiática tentava acelerar a troca de passes quando tinha a posse da bola. Não à toa, cometeu mais erros forçados (dez a seis). Nas vezes em que conseguiu chegar à área holandesa, os chutes do lateral-esquerdo Keito Nakamura e do atacante Ayase Ueda foram na rede pelo lado de fora.

    Os europeus retornaram melhores do intervalo, enfim tirando o zero do placar. Aos cinco minutos do segundo tempo, na sequência de uma cobrança de escanteio que a zaga afastou parcialmente, o volante Ryan Gravenberch dominou na intermediária e levantou na área para o zagueiro Virgil Van Dijk, de cabeça, acertar o canto esquerdo de Suzuki.

    Em meio a pressão da Holanda em busca de ampliar a vantagem, o Japão conseguiu uma escapada pela esquerda e deixou tudo igual. Seis minutos após o gol de Van Dijk, Nakamura tabelou com o meia Takefusa Kubo, entrou na área e bateu no canto. O chute ainda desviou no zagueiro Jan Paul Van Hecke e saiu do alcance do goleiro Bart Verbruggen.

    A Laranja Mecânica, porém, não demorou a retomar a dianteira no marcador. Aos 18, em jogada trabalhada pelo meio, Gravenberch encontrou Crysencio Summerville pela direita. O atacante, que nunca havia sido convocado para a seleção do país antes da Copa, entrou na área e arrematou cruzado, acertando o cantinho do goleiro japonês.

    À medida que as substituições foram sendo feitas, o Japão ganhou terreno e passou a ocupar o campo holandês, ainda que com dificuldades para concluir. O atacante Memphis Depay, do Corinthians, foi um dos que entraram em campo, aos 24 minutos, mas o camisa 10 pouco ajudou e ainda recebeu cartão amarelo.

    A insistência dos Samurais Azuis acabou dando resultado. Aos 43, após escanteio cobrado pelo meia Junya Itu, o atacante Koki Ogawa ganhou pelo alto. A cabeçada desviou em Daichi Kamada e foi para as redes, definindo o placar em Dallas. O gol foi dado ao volante japonês.

    Os holandeses, que pareciam confortáveis com a vantagem mínima, se abateram com o empate. Tentaram uma reação, mas nada puderam fazer. Após o apito final, a festa japonesa em campo contrastava com a frustração laranja.

    Pela segunda rodada, a Holanda segue nos Estados Unidos para encarar a Suécia no sábado que vem (20), às 14h, em Houston. Já o Japão vai para o México enfrentar a Tunísia em Monterrey. A bola rola a partir de 1h do próximo domingo (21).

    Com etapa final animada, Japão e Holanda empatam pelo Grupo F da Copa

  • Ex-atacante Jô é preso em Belo Horizonte por dívida de pensão alimentícia

    Ex-atacante Jô é preso em Belo Horizonte por dívida de pensão alimentícia

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O ex-atacante Jô foi preso em uma boate no bairro Castelo, em Belo Horizonte, na madrugada deste domingo (14). Ele tinha um mandado de prisão em aberto por dívida de pensão alimentícia.

    Segundo o boletim de ocorrência, a prisão foi feita pouco após as 4h. Policiais Militares foram avisados sobre a presença de Jô no local.

    O mandado de prisão contra Jô foi expedido pela 3ª Vara da Família e Sucessões do Foro Regional de Itaquera. O documento é de janeiro deste ano.

    Jô já foi preso em outras oportunidades por dívida de pensão. A mais recente tinha sido em novembro do ano passado, no Rio de Janeiro. Houve mais uma em 2025 e outras duas vezes em 2024.

    A reportagem entrou em contato com o escritório que faz a defesa do ex-atacante, mas até a publicação do texto não houve resposta. Caso haja manifestação sobre o caso, a matéria será atualizada.

    A assessoria do atleta enviou uma nota para o Metrópoles e argumentou que “é de conhecimento público que o atleta atravessa um momento de severa instabilidade financeira”. Na nota é citado que isso “tem impossibilitado o cumprimento integral de suas obrigações nos moldes anteriormente estabelecidos”.

    “O atleta jamais buscou se esquivar de suas responsabilidades. Neste momento, o foco prioritário de Jô e de sua equipe jurídica é a resolução célere desta questão. Informamos que já existe um diálogo aberto e direto com a genitora de seu filho, com o objetivo de formalizar um acordo condizente com a realidade financeira atual do atleta, garantindo, acima de tudo, o bem-estar e o sustento da criança”, diz trecho da nota da assessoria do Jô

    Jô teve passagens por Corinthians, Atlético-MG, Manchester City e CSKA Moscou, dentre outros. Ele também vestiu a camisa da seleção brasileira e atuou na Copa do Mundo de 2014.

    Nota da assessoria do Jô

    “A assessoria do ex-atleta Jô vem a público, diante das recentes notícias veiculadas, esclarecer a situação envolvendo o cumprimento de obrigações alimentares.

    É de conhecimento público que o atleta atravessa um momento de severa instabilidade financeira, o que tem impossibilitado o cumprimento integral de suas obrigações nos moldes anteriormente estabelecidos. Importante ressaltar que a inadimplência atual não decorre de qualquer ausência de compromisso ou descaso com seus deveres paternos, mas sim de uma limitação real e momentânea de recursos, que impactou diretamente a gestão de suas finanças.

    O atleta jamais buscou se esquivar de suas responsabilidades. Neste momento, o foco prioritário de Jô e de sua equipe jurídica é a resolução célere desta questão. Informamos que já existe um diálogo aberto e direto com a genitora de seu filho, com o objetivo de formalizar um acordo condizente com a realidade financeira atual do atleta, garantindo, acima de tudo, o bem-estar e o sustento da criança.

    É importante que tomemos cuidado com as informações que circulam sobre essa situação tão particular, visando preservar a intimidade e a privacidade de todos os envolvidos.

    Reforçamos que o atleta está à total disposição do Poder Judiciário para colaborar com o que for necessário para a elucidação dos fatos e a busca por um denominador comum que restabeleça a normalidade da situação.

    Jô reitera seu respeito à Justiça e seu compromisso inegociável com a paternidade, reafirmando que seguirá com todos os esforços possíveis para regularizar suas pendências e retomar o equilíbrio de suas obrigações familiares”.

    Ex-atacante Jô é preso em Belo Horizonte por dívida de pensão alimentícia

  • João Fonseca é eliminado nas duplas em Halle; estreia na simples é na terça

    João Fonseca é eliminado nas duplas em Halle; estreia na simples é na terça

    SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) – João Fonseca está eliminado da chave de duplas do ATP 500 de Halle, na Alemanha. O brasileiro e o alemão Daniel Altmaier foram derrotados pelo americano Robert Galloway e o australiano John Peers por 2 sets a 0 (7/5 e 6/2) na última rodada do qualifying e ficaram fora da chave principal do torneio.

    Galloway e Peers venceram o primeiro set por 7 a 5. Os rivais de João tiveram 92% de aproveitamento dos pontos no primeiro serviço (12/13), enquanto o brasileiro e sua dupla registraram 70% (16/23). Mesmo assim, o jogo era equilibrado e estava empatado em 5 a 5.
    Galloway e Peers confirmaram o saque e conseguiram uma quebra no game seguinte. Altmaier cometeu duas duplas faltas no game decisivo do set, e a vitória ficou com o outro lado.

    João Fonseca e Altmaier tiveram um desempenho bem abaixo no segundo set e perderam por 6 a 2. Eles sofreram duas quebras de saque, e foram derrotas em 31 minutos.

    ESTREIA DE FONSECA NA CHAVE SIMPLES É TERÇA

    João Fonseca encara na estreia do torneio o alemão Yannick Hanfmann, de 34 anos, número 59 do mundo. O adversário foi definido por sorteio.

    A competição vai contar com Alexander Zverev, campeão de Roland Garros, e ele pode ser o rival de João já no próximo jogo. O alemão enfrenta o tcheco Vit Kopriva na primeira rodada.

    Fonseca adicionou o torneio de duplas na sua programação para servir de preparação para a temporada de torneio na grama.

    João Fonseca é eliminado nas duplas em Halle; estreia na simples é na terça

  • Árbitro impedido de entrar nos EUA vai receber ‘presente’ da FIFA

    Árbitro impedido de entrar nos EUA vai receber ‘presente’ da FIFA

    Depois da decepção, uma tentativa de reparação. A imprensa inglesa informou neste domingo que Omar Artan, árbitro somali que foi impedido de entrar nos Estados Unidos para atuar em partidas da Copa do Mundo de 2026, receberá da FIFA o valor integral que ganharia durante a competição.

    A informação foi divulgada pela BBC Sport, que destacou que o árbitro ainda não sabe exatamente quanto receberá, já que os pagamentos variam de acordo com o avanço das seleções ao longo do torneio.

    Omar Artan já havia recebido apoio da FIFA para retornar ao seu país sem custos próprios. Isso aconteceu depois que o presidente da entidade, Gianni Infantino, lamentou o ocorrido e afirmou que a FIFA não tinha poder para intervir na decisão das autoridades americanas e permitir a participação do árbitro no Mundial.

    Vale lembrar que Artan comandou a equipe de arbitragem da final da Liga dos Campeões da África na temporada recém-encerrada e foi eleito o melhor árbitro da Confederação Africana de Futebol (CAF) em 2025.

    Além de receber integralmente o valor da Copa do Mundo…

    A UEFA anunciou, por meio de comunicado divulgado em seus canais oficiais nesta quinta-feira, que Omar Abdulkadir Artan foi escolhido para apitar a Supercopa da UEFA entre Paris Saint-Germain e Aston Villa, marcada para o dia 12 de agosto, na Red Bull Arena, em Salzburgo, na Áustria.

    A nomeação do árbitro somali para o confronto entre os campeões da Liga dos Campeões e da Liga Europa acontece poucos dias após ele ter sido impedido de entrar nos Estados Unidos para participar da Copa do Mundo, sob a alegação de uma suposta “associação com indivíduos suspeitos de pertencerem a organizações terroristas”.

    A indicação também ocorre pouco mais de 24 horas após Artan relatar ao jornal The New York Times que foi interrogado durante 11 horas no Aeroporto Internacional de Miami antes de ser detido e colocado em um voo de volta para Istambul, na Turquia, sem receber qualquer explicação oficial.

    “Estou muito, muito decepcionado. Sou apenas um árbitro tentando realizar o sonho da minha vida, que é participar de uma Copa do Mundo”, lamentou o juiz nascido em Mogadíscio, na Somália. Ele afirmou ainda que possuía toda a documentação necessária, incluindo o visto adequado para entrar nos Estados Unidos.

    “Acho que eles têm um problema com o meu país”, desabafou.

    Segundo o jornal americano, uma lista de sanções elaborada pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos contém o nome de uma pessoa com nome semelhante ao do árbitro, supostamente ligada ao grupo extremista somali Al-Shabaab. De acordo com a publicação, Artan foi questionado diversas vezes sobre essa possível associação durante o interrogatório.

    Árbitro impedido de entrar nos EUA vai receber ‘presente’ da FIFA