Categoria: MUNDO

  • Europa desiste de usar reservas russas para ajudar Ucrânia

    Europa desiste de usar reservas russas para ajudar Ucrânia

    Esquema previa que metade dos R$ 1,17 trilhão de Moscou que estão na Bélgica lastreassem empréstimo a Kiev; para evitar acusação de roubo, valor será bancado por fundos da União Europeia para evitar insolvência do governo Zelenski

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após semanas de discussão, a UE (União Europeia) desistiu nesta sexta-feira (19) de usar reservas russas congeladas na Bélgica para lastrear um empréstimo de € 90 bilhões (R$ 585 bilhões) que visa apoiar a Ucrânia em sua guerra contra a invasão russa.

    O dinheiro, agora, virá de fundos europeus já existentes, na prática resolvendo o problema mais imediato do governo de Volodimir Zelenski, que precisa de € 136 bilhões (R$ 880 bilhões) para fechar suas contas em 2026 e 2027.

    O bloco, em reunião do Conselho Europeu que começou na véspera em Bruxelas, tentou manter as aparências. “Nós nos comprometemos e entregamos. A UE se reserva o direito de fazer uso dos ativos imobilizados para pagar o empréstimo”, disse o chefe do órgão, o português António Costa.

    Na prática, foi uma derrota para líderes como o premiê alemão, Friedrich Merz, que fez uma campanha para dar o que chamou de um sinal claro a Vladimir Putin. Seu colega polonês Donald Tusk chegou a dizer que a Europa tinha “uma escolha entre dinheiro hoje ou sangue amanhã”.

    O esquema havia sido proposto na semana passada pela Comissão Europeia, órgão executivo da UE, e desenhado para driblar a quase sempre necessária unanimidade no bloco continental.

    Invocando um risco emergencial ao bloco, que países como a Hungria dizem não existir, o órgão determinou que uma simples maioria entre seus 27 membros seria necessária.

    A ideia era engenhosa e mirava, inicialmente metade dos € 180 bilhões (R$ 1,17 trilhão no câmbio desta quinta) que o Banco Central russo tem na agência belga de depósitos Euroclear. Esse dinheiro era investido em títulos do Banco Central Europeu e o rendimento, pelo acordo, ficava com a Euroclear.

    Com as sanções devido à guerra, o acesso aos ativos foi congelado, mas eles seguem sendo russos. O que o plano prevê é que a Euroclear passe a investir o valor em títulos emitidos pela Comissão Europeia, que usará o dinheiro para emprestar em parcelas para Kiev em 2026 e 2027.

    Segundo a proposta, Kiev só teria de devolver o empréstimo quando a Rússia lhe pagasse reparações pelos danos da guerra. Ou seja, que Moscou pague para ter seu dinheiro de volta. Para isso, foi montada nesta semana na Holanda uma comissão internacional para avaliar valores.

    Nesta sexta, Putin voltou a dizer que a ideia equivalia a um roubo. O premiê belga, Bart de Wever, liderou a resistência ao acerto, temendo questionamentos legais já prometidos por Moscou e falhas estruturais no arcabouço.

    O principal problema era a premissa de que a Rússia teria de ou perder a guerra ou concordar em pagar reparações. Nenhuma das duas opções está no horizonte visível.

    Para reforçar sua posição, a Comissão Europeia determinou também que o congelamento dos ativos russos seja indefinido, e não renovado a cada seis meses, como é hoje. Isso já está sendo questionado na Justiça russa, para embasar ações internacionais.

    O risco para a Europa era de que o conflito acabasse e a Ucrânia não receba nada de Moscou. Assim, ativos do Tesouro dos países-membros seriam usados para honrar o pagamento à Euroclear quando os títulos emitidos pela Comissão vencerem, depois de 2027.

    “Quando explicamos o texto novamente [aos colegas], havia tantas questões que eu disse: ‘Eu te falei, eu te falei’. Há muitas pontas soltas. Se você começar a puxá-las, a coisa toda colapsa”, afirmou De Wever. Além disso, países próximo de Moscou, como Hungria e Eslováquia, eram contrários por motivos políticos.

    Eles inclusive demonstram que não irão ajudar no esquema aprovado. “A Eslováquia não fará parte de nenhum empréstimo militar para a Ucrânia e rejeita qualquer financiamento porque não acreditamos numa solução militar para o conflito”, disse o premiê Robert Fico.

    Também ficariam expostos a retaliação os US$ 127 bilhões (R$ 705 bilhões) em ativos que cerca de 2.000 empresas europeias, na conta da Escola de Economia de Kiev, ainda têm na Rússia apesar das sanções.

    Zelenski celebrou, de todo modo, o fato de que terá o dinheiro para sobreviver financeiramente ao menos no ano que vem. “É um apoio significativo. É importante que os ativos russos permaneçam imobilizados”, afirmou.

    Na UE, ainda há € 29,2 bilhões (R$ 190 bilhões) em recursos congelados fora da Bélgica. Além disso, há outros € 80,3 bilhões (R$ 522 bilhões) em reservas sancionadas em países que não integram a UE, como Reino Unido, Japão e EUA.

    A Euroclear é, ao lado da luxemburguesa Clearstream, a principal instituição de custódia de títulos do mundo, servindo como uma espécie de banco para os BCs. Além de gerir reservas, ela promove negócios entre seus sócios, servindo de câmara de liquidação e compensação.

    Ela foi criada em 1968 e hoje tem sob sua responsabilidade cerca de € 43 trilhões (R$ 280 trilhões) em ativos de 2.000 clientes.

    Europa desiste de usar reservas russas para ajudar Ucrânia

  • Autoridades ucranianas anunciam ter recebido mais de mil corpos da Rússia

    Autoridades ucranianas anunciam ter recebido mais de mil corpos da Rússia

    Esta troca eleva o número de corpos de ucranianos devolvidos pela Rússia à Ucrânia desde o início do ano para mais de 16.000

    A Ucrânia recebeu mais mil corpos da Rússia, apresentados como sendo de soldados ucranianos mortos em combate, elevando o número total de restos mortais devolvidos desde o início do ano para mais de 16 mil. “Os repatriamentos aconteceram, 1.003 corpos foram devolvidos à Ucrânia que, segundo a Rússia, são de soldados ucranianos”, anunciou hoje o Centro Ucraniano para Prisioneiros de Guerra na rede social Telegram.

    De acordo com o conselheiro presidencial russo, Vladimir Medinsky, Moscou recebeu de Kiev os restos mortais de 26 soldados russos.

    Esta última troca eleva o número de corpos devolvidos pela Rússia à Ucrânia desde o início do ano para mais de 16.000.

    A Ucrânia, por sua vez, devolveu várias centenas de corpos à Rússia durante o mesmo período.

    A troca de restos mortais de soldados mortos e prisioneiros de guerra constitui a única área de cooperação entre os dois países após quase quatro anos do início da invasão russa da Ucrânia.

    Em fevereiro, o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, declarou a uma rede de televisão norte-americana que o seu país tinha perdido quase 46 mil soldados desde 2022, um número que os analistas consideram subestimado.

    Zelensky disse ainda que “dezenas de milhares” de soldados estão desaparecidos ou foram capturados.

    O serviço russo da BBC e o portal de notícias Mediazona, com base em dados publicamente disponíveis, afirmam ter contabilizado mais de 153.000 soldados russos mortos, embora reconheçam que o número real é provavelmente superior.

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  • Democratas do Congresso dos EUA divulgam mais imagens do caso Epstein 

    Democratas do Congresso dos EUA divulgam mais imagens do caso Epstein 

    Congressistas norte-americanos do Partido Democrata divulgaram mais imagens relacionadas com Jeffrey Epstein, visando pressionar o governo de Donald Trump a divulgar os documentos em sua posse

    Congressistas norte-americanos do Partido Democrata divulgaram hoje mais imagens relacionadas com Jeffrey Epstein, visando pressionar o governo de Donald Trump a divulgar os documentos na sua posse sobre o caso do criminoso sexual condenado.

    A divulgação das 68 fotos, de entre 95 mil do espólio de Epstein entregue aos congressistas, aconteceu na véspera do prazo final para o governo Trump divulgar os documentos em sua posse sobre Epstein, que morreu na prisão em 2019. 

    “É tempo de o Departamento de Justiça divulgar os arquivos”, declararam no X os congressistas democratas, membros de uma influente comissão da Câmara de Representantes. 

    Na sua vitoriosa campanha presidencial de 2024, Trump prometeu revelações bombásticas sobre a investigação a Epstein, bilionário de quem foi amigo durante décadas, mas após chegar à Casa Branca classificou o caso de “farsa” por parte da oposição democrata. 

    Face à intransigência de diversos eleitos republicanos e da opinião pública quanto à divulgação dos documentos, em novembro Trump assinou uma lei que obrigava o seu governo a divulgar todos os documentos relacionados com o caso. 

    A morte de Jeffrey Epstein, encontrado enforcado na sua cela na prisão de Nova York em 10 de agosto de 2019 enquanto aguardava julgamento, alimentou inúmeras teorias da conspiração, incluindo de que foi assassinado para encobrir um escândalo com figuras proeminentes do país. 

    Algumas das fotos divulgadas hoje o mostram em um escritório com Steve Bannon, ex-conselheiro de Donald Trump, também posando com o cineasta Woody Allen e com o intelectual de esquerda Noam Chomsky aparentemente a bordo de um jato privado. 

    Outras imagens mostram passaportes e cartões de identidade pertencentes a mulheres ucranianas, russas e sul-africanas, com os seus nomes e fotos rasurados. 

    A existência de ligações entre Epstein e as pessoas retratadas era conhecida e nenhuma das fotos divulgadas desde a semana passada parece retratar qualquer comportamento criminoso. 

    Na semana passada, os deputados democratas já tinham divulgado várias imagens, incluindo de Trump e do ex-presidente Bill Clinton, bem como do ex-príncipe britânico Andrew.  

    Steve Bannon e Woody Allen também estavam entre os retratados, juntamente com Bill Gates, cofundador da Microsoft, e Richard Branson, fundador do Grupo Virgin. 

    Donald Trump sempre negou ter qualquer conhecimento de atividades criminosas de Epstein e afirma ter rompido com este no início dos anos 2000, muito antes de ser investigado judicialmente. 

    Democratas do Congresso dos EUA divulgam mais imagens do caso Epstein 

  • Trump: Ucrânia deve agir rapidamente antes que Rússia 'mude de ideia'

    Trump: Ucrânia deve agir rapidamente antes que Rússia 'mude de ideia'

    Donald Trump pediu para a Ucrânia a acelerar negociações com Rússia antes de Moscovo mudar de posição

    O Presidente norte-americano, Donald Trump, pediu hoje para a Ucrânia “agir rapidamente” nas negociações sobre um plano para pôr fim ao conflito com a Rússia, antes que Moscou mude de ideia: “Cada vez que [os ucranianos] demoram muito tempo, a Rússia muda de ideia”, disse Trump em coletiva de imprensa na Sala Oval da Casa Branca.

    Uma reunião entre enviados russos e norte-americanos sobre a guerra na Ucrânia está prevista para o próximo fim de semana em Miami, na Florida.

    A Casa Branca não forneceu detalhes sobre a composição das delegações.

    Os Estados Unidos serão representados pelo seu enviado Steve Witkoff e pelo genro de Donald Trump, Jared Kushner, enquanto a Rússia deverá destacar o enviado econômico do Kremlin, Kirill Dmitriev.

    Esta nova rodada de negociações acontecerá depois de o Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, ter observado progressos no sentido de um acordo entre Kiev e Washington sobre o conteúdo de um plano a propor a Moscou.

    As propostas de Kiev ao plano norte-americano foram produzidas após reuniões em Berlim entre enviados dos Estados Unidos e representantes europeus.

    Zelensky avisou no entanto que a Rússia se preparava para mais um “ano de guerra” em 2026, após o homólogo russo, Vladimir Putin, ter afirmado na quarta-feira que os objetivos da sua ofensiva na Ucrânia “serão, sem dúvida, alcançados” pela via diplomática ou militar.

    Os detalhes do plano norte-americano, após a sua revisão em Berlim, ainda não são conhecidos, mas Kiev indicou que envolve concessões territoriais.

    Os Estados Unidos, por sua vez, afirmaram que a mais recente proposta contém garantias de segurança “muito fortes”, que consideram favoráveis à Ucrânia e aceitáveis para a Rússia, mas também não foram divulgados detalhes.

    O documento original de Washington foi recebido por Kiev e pelos aliados europeus como amplamente favorável às exigências do Kremlin.

    A ofensiva militar russa no território ucraniano, lançada a 24 de fevereiro de 2022, mergulhou a Europa naquela que é considerada a crise de segurança mais grave desde a Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

    Trump: Ucrânia deve agir rapidamente antes que Rússia 'mude de ideia'

  • Lula diz que Trump é amigo e que problemas com EUA vão se resolver

    Lula diz que Trump é amigo e que problemas com EUA vão se resolver

    EUA ordenaram bloqueio total de petroleiros sob sanção dos EUA ao redor da Venezuela; governo americano enviou navios e frota militar para o Caribe em ofensiva militar

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse que virou amigo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e que os problemas com o país vão se resolver.

    “Todos vocês pensaram que eu iria entrar em guerra com Trump. O Trump virou meu amigo. Com um pouco de conversa, dois homens de 80 anos de idade, não tem porque brigar. Nós estamos conversando direitinho e pode ficar certo que tudo vai se acertar sem nenhum tiro, sem nenhuma arma, sem nenhum bomba, sem nenhum navio bloqueando a costa brasileira”, disse.

    “Eu disse para o presidente Tump, o poder da palavra é mais forte que qualquer arma que vocês possam ter. É só saber utilizá-lo e a gente vai conseguir resolver grande parte dos problemas que a gente tem na política”, acrescentou.

    Na quarta (17), Lula disse ter falado a Trump que conversar é menos sofrível do que a guerra.

    O governo americano enviou uma frota militar aos mares do entorno da Venezuela em operação militar com a justificativa de combater o narcotráfico. Além disso, Trump ordenou um bloqueio total de petroleiros sob sanção dos EUA ao redor da Venezuela.

    O regime de Nicolás Maduro reagiu, classificando a ação dos EUA de “irracional” e “ameaça grotesca”.

    Apesar de sanções americanas contra o setor petrolífero venezuelano, a empresa americana Chevron opera no país latino-americano com anuência de Washington -medida adotada pelo governo Joe Biden com o objetivo de reduzir o preço de gasolina nos EUA e mantida pelo governo Trump.

    As declarações foram feitas durante o último encontro do ano feito por Lula com todos os seus ministros, no qual é apresentado um balanço de ações no ano e cobranças do presidente são reforçadas.

    Nele, Lula se referiu a conversas que travou com o homólogo americano sobre questões bilaterais e internacionais. Em telefonema mais recente, o brasileiro pediu cooperação de Trump no combate ao narcotráfico internacional, sem menções diretas à Venezuela, segundo o governo brasileiro.

    Na mesma semana, Lula também conversou com Maduro sobre a escalada militar dos EUA contra o país vizinho.

    Lula diz que Trump é amigo e que problemas com EUA vão se resolver

  • El Niño afeta ecossistema marinho no Oceano Atlântico, diz estudo

    El Niño afeta ecossistema marinho no Oceano Atlântico, diz estudo

    Fenômeno climático impacta chuvas, rios e pesca no Brasil

    Um estudo publicado nesta quinta-feira (18) na revista Nature Reviews Earth & Environment amplia a compreensão científica sobre os impactos do El Niño–Oscilação Sul (ENOS) sobre o Oceano Atlântico. Segundo os pesquisadores, o fenômeno climático pode determinar se a pesca aumenta ou diminui em regiões da África e da América do Sul.

    ENOS é o nome dado para a alternância entre o esfriamento (El Niño) e o aquecimento (La Niña) do Oceano Pacífico. O fenômeno acoplado nasce de variações da pressão e das circulações oceânicas e atmosféricas.

    O estudo reúne evidências científicas de como o ENOS muda padrões de chuva, ventos, temperatura, salinidade do oceano e a descarga de grandes rios, afetando a disponibilidade de nutrientes e oxigênio nas águas. Essas mudanças influenciam o fitoplâncton, base da cadeia alimentar marinha, e têm reflexos na abundância de peixes e crustáceos de importância comercial. 

    Segundo o artigo, os impactos do fenômeno não são homogêneos e variam conforme a região, a espécie explorada e o período analisado. No Norte do Brasil, o El Niño atua pela via tropical e está associado à redução das chuvas na Amazônia, como observado em 2023 e 2024. A diminuição das chuvas reduz a pluma do rio Amazonas, que transporta nutrientes essenciais para a costa do Norte e Nordeste.

    “Essa pluma, que chega à costa do Norte e Nordeste do Brasil, contém nutrientes que são a base da cadeia alimentar”, explica a professora Regina Rodrigues, da Universidade Federal de Santa Catarina, uma das autoras do artigo.

    A redução desse aporte pode prejudicar a produtividade da pesca em algumas áreas, mas, por outro lado, pode favorecer a captura do camarão marrom, beneficiado pela menor turbidez da água e maior penetração da radiação solar.

    No Sul do país, o El Niño atua pela via extratropical e está associado ao aumento das chuvas, como ocorreu no Rio Grande do Sul em 2024. O maior aporte de água doce e nutrientes tende a favorecer a pesca de determinadas espécies. Já na região central do Atlântico Sul, o fenômeno está relacionado ao aumento da captura da albacora, um tipo de atum amplamente explorado comercialmente.

    A revisão ressalta, no entanto, que essas respostas variam de acordo com a espécie, a estação do ano e até a década analisada.

    Segundo Ronaldo Angelini, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e coautor do estudo, a proposta da pesquisa é integrar processos físicos, biogeoquímicos e ecológicos para compreender essas variações.

    “Essa abordagem ajuda a explicar por que respostas observadas na pesca nem sempre são lineares ou consistentes ao longo do tempo”, afirma Angelini, especialmente diante de um cenário de mudanças climáticas que afetam a frequência e a intensidade do ENOS.

    O artigo também identifica lacunas importantes no conhecimento, como a escassez de séries históricas de dados pesqueiros e limitações das observações por satélite, e propõe caminhos para aprimorar a capacidade de previsão.

    “Esse roteiro viabiliza a construção de modelos quantitativos comparáveis com estimativas de incerteza, essenciais para separar sinais de ENOS de outras variabilidades”, explica o pesquisador.

    Resultado de um projeto internacional financiado pela União Europeia, com participação de instituições da Europa, África e Brasil, o estudo destaca que não existe uma resposta única do Atlântico ao ENOS. Para os autores, isso reforça a necessidade de estratégias de manejo localizadas, adaptadas à realidade de cada estoque pesqueiro e de cada comunidade.

    Diante da escala global do fenômeno, que dificulta o monitoramento por países isoladamente, os pesquisadores defendem a adoção de um monitoramento oceânico coordenado, com a ampliação de redes já existentes e a integração de observatórios costeiros, utilizando protocolos comuns, dados interoperáveis e séries temporais comparáveis.

    El Niño afeta ecossistema marinho no Oceano Atlântico, diz estudo

  • Avião cai durante o pouso em aeroporto na Carolina do Norte, nos EUA

    Avião cai durante o pouso em aeroporto na Carolina do Norte, nos EUA

    O site WBTV fala em “múltiplas mortes”, mas não soube dizer a quantidade de pessoas vítimas do acidente

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um avião caiu durante o pouso esta manhã (horário local), no Aeroporto Regional de Statesville, na Carolina do Norte, nos EUA. Ainda não há informações de feridos ou as causas do acidente.

    Avião caiu por volta das 10h15 (12h15 no horário de Brasília), informou o Aeroporto Regional de Statesville, nas redes sociais. “Podemos confirmar que houve um incidente com uma aeronave no Aeroporto Regional de Statesville”, postou o perfil do aeródromo no Facebook.

    O avião caiu durante o pouso. “A FAA (sigla em inglês da Administração Federal de Aviação) está a caminho e investigará o incidente”, informou o aeroporto. “Atualizações serão fornecidas assim que as informações estiverem disponíveis”.

    O site WBTV fala em “múltiplas mortes”, mas não soube dizer a quantidade de pessoas vítimas do acidente. Segundo o portal, o avião em questão era um Cesna C550. “Registros comerciais indicam que o avião pertencia ao ex-piloto da Nascar, Greg Biffle”, informa o portal.

    A pista do local tem 2.135 metros e fica localizada ao longo de duas rodovias da região. De acordo com o site da cidade de Statesville, o aeroporto é municipal e oferece hangares e outras instalações para aeronaves executivas de todos os portes da Fortune 500 e diversas equipes da Nascar, tradicional modalidade automobilística americana.

    Avião cai durante o pouso em aeroporto na Carolina do Norte, nos EUA

  • Venezuela pede reunião com a ONU para questionar 'agressão dos EUA'

    Venezuela pede reunião com a ONU para questionar 'agressão dos EUA'

    A Venezuela solicitou uma reunião com o Conselho de Segurança da ONU para discutir a “agressão em curso dos Estados Unidos”. O pedido acontece depois de o presidente norte-americano ordenar um bloqueio total à entrada e saída de navios petroleiros do país

    A Venezuela pediu, esta quarta-feira (17), uma reunião do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) para discutir “a agressão em curso dos Estados Unidos” contra o país.

    A notícia foi divulgada pela agência Reuters que diz ter tido acesso a uma carta dirigida ao grupo de 15 membros europeus.

    O veículo de comunicação relatou que um diplomata das Nações Unidas destacou que a reunião provavelmente seria agendada para a próxima terça-feira, dia 23 de dezembro.

    O pedido da Venezuela ocorre depois de o presidente norte-americano ordenar um bloqueio “total e completo” à entrada e saída de navios petrolíferos sancionados pela administração Trump do país da América latina.

    Trump acusou o regime do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, de utilizar o petróleo para “se financiar a si próprio, ao tráfico de droga, ao tráfico humano, a assassinatos e raptos”.

    “Pelo roubo dos nossos bens e por muitos outros motivos, incluindo terrorismo, tráfico de droga e tráfico de pessoas, o regime venezuelano foi designado como uma organização terrorista estrangeira. Por isso, hoje, estou ordenando um bloqueio total e completo de todos os petroleiros sancionados que entram e saem da Venezuela”, acrescentou na sua rede social, Truth Social.

    Por sua vez, Caracas considerou a decisão norte-americana como uma “ameaça grotesca”, acusando Trump de querer “impor de forma absolutamente irracional um suposto bloqueio militar naval”.

    O governo de Maduro considera que a decisão de Trump viola “o direito internacional, o livre comércio e a livre navegação”, o que classificou como “ameaça temerária e grave”, tendo falado, inclusive, com o secretário-geral da ONU, António Guterres, sobre esta questão.

    A recente escalada de tensões entre os dois países gerou ainda maior preocupação depois de o comentador ultraconservador Tucker Carlson ter afirmado que os congressistas norte-americanos foram informados de que Trump pretende declarar guerra à Venezuela no discurso que irá fazer à nação.

    O governo norte-americano acusa o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, reeleito em 2024 após uma eleição cujos resultados foram contestados pela comunidade internacional, de controlar uma vasta rede de narcotráfico.

    Maduro nega veementemente estas acusações, alegando que Washington as utiliza como pretexto para o derrubar e se apoderar das vastas reservas de petróleo do país.

    Os Estados Unidos também reforçaram a presença militar no mar do Caribe desde agosto, sob o argumento da luta contra o narcotráfico, enviando para a região em outubro o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald R. Ford, com cerca de 5.000 militares a bordo e 75 aviões de combate, incluindo caças F-18, com uma escolta de cinco contratorpedeiros.

    No final de outubro, o número de soldados norte-americanos no sul do Caribe e na base militar dos Estados Unidos em Porto Rico ascendia a 10.000, metade dos quais a bordo de oito navios.

    Venezuela pede reunião com a ONU para questionar 'agressão dos EUA'

  • Brasileira que vivia em Lisboa morre atropelada na Romênia

    Brasileira que vivia em Lisboa morre atropelada na Romênia

    Bianca Ferreira, de 30 anos, vivia em Lisboa havia cinco anos e decidiu deixar Portugal após relatar perseguição. Ela viajou para Bucareste, onde desapareceu dias depois e morreu atropelada ao atravessar uma rua, segundo as autoridades romenas.

    Uma brasileira de 30 anos que morava em Lisboa morreu atropelada em Bucareste, na Romênia, no último dia 2 de dezembro. Bianca Ferreira vivia na capital portuguesa havia cerca de cinco anos quando decidiu deixar o país após relatar à família que estava sendo perseguida por um homem, segundo informações dadas por parentes ao g1.

    Após tomar a decisão, Bianca entrou em contato com uma amiga que vivia na Romênia. A conhecida teria dito que o país era seguro e tinha custo de vida mais baixo. Convencida, Bianca aceitou se mudar, e a amiga comprou a passagem aérea para Bucareste, com embarque marcado para o dia 23 de novembro, além de reservar dois dias de hospedagem em um hotel.

    De acordo com a tia da jovem, Ana Paula, Bianca permaneceu isolada no hotel durante esses dois dias, pois não se sentia bem. Nesse período, ela decidiu retornar a Portugal.

    Ana Paula contou que chegou a falar com a sobrinha por videochamada pouco antes de Bianca solicitar um carro por aplicativo para ir ao aeroporto, onde embarcaria de volta para Lisboa.

    “Ela estava com pouca bateria, e eu pedi para ela carregar o celular. Estava esperando o carro do aplicativo para ir ao aeroporto. Depois disso, ela desligou o telefone e não conseguimos mais falar com ela. Tentamos mandar mensagem e ligar, mas nada chegava”, relatou.

    Essa foi a última vez que a família teve contato com Bianca. As circunstâncias do que aconteceu após esse momento ainda não estão totalmente esclarecidas. Segundo os familiares, Bianca desapareceu no dia 29 de novembro. Já as autoridades romenas informaram que ela morreu três dias depois, em 2 de dezembro, ao ser atropelada enquanto atravessava uma via.

    “No dia 28, percebi que ela já estava muito vulnerável e procurei a embaixada do Brasil na Romênia. Eles só me responderam quatro dias depois, dizendo que tentavam contato com a Bianca por telefone, mas não conseguiram”, acrescentou Ana Paula.

    A tia afirmou que temia pela segurança da sobrinha, que era uma mulher trans. “Soube que é um país que não aceita bem a população LGBT+”, disse.

    De acordo com a Rainbow Map, levantamento que avalia o respeito aos direitos humanos da comunidade LGBT+, a Romênia está entre os países europeus com piores índices para essa população.
     

     

    Brasileira que vivia em Lisboa morre atropelada na Romênia

  • China manifesta apoio à Venezuela após endurecimento de sanções dos EUA

    China manifesta apoio à Venezuela após endurecimento de sanções dos EUA

    Em conversa telefônica, chanceler Wang Yi criticou medidas unilaterais de Washington, defendeu a soberania venezuelana e reforçou a parceria estratégica entre Pequim e Caracas diante do bloqueio a navios petroleiros

    O ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, manifestou apoio ao governo do presidente Nicolás Maduro diante do endurecimento das sanções impostas pelos Estados Unidos. A posição foi expressa durante uma conversa telefônica com o chanceler venezuelano, Yván Gil, informou o governo chinês.

    Segundo Wang Yi, Pequim “se opõe a todas as formas de intimidação unilateral” e apoia países que defendem sua soberania e dignidade. A declaração ocorre um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar um “bloqueio total” a navios petroleiros sancionados que entrem ou saiam da Venezuela.

    A medida norte-americana intensifica a presença militar iniciada em agosto no mar do Caribe, oficialmente com o objetivo de combater o narcotráfico. O governo venezuelano, no entanto, interpreta a ação como uma tentativa de promover uma mudança de regime no país.

    “A Venezuela tem o direito de desenvolver uma cooperação mutuamente benéfica com outros países, e a comunidade internacional compreende e apoia sua posição na defesa de direitos e interesses legítimos”, afirmou Wang Yi, em comunicado divulgado pelo Ministério das Relações Exteriores da China.

    O chanceler chinês destacou ainda que China e Venezuela são parceiros estratégicos e ressaltou que o apoio e a confiança mútua sempre foram marcas das relações bilaterais.

    Durante a conversa, Yván Gil apresentou a Wang Yi um panorama da situação interna venezuelana e afirmou que o governo irá defender com firmeza a soberania e a independência do país, sem aceitar ameaças de potências que classificou como abusivas.

    Horas antes, Gil já havia informado, por meio da plataforma Telegram, que discutiu com o ministro chinês as “ameaças e agressões” contra a Venezuela, além dos “riscos que pairam sobre a América Latina e o Caribe”.

    China manifesta apoio à Venezuela após endurecimento de sanções dos EUA