Categoria: MUNDO

  • Trump ordena bloqueio de petroleiros sob sanção ao redor da Venezuela

    Trump ordena bloqueio de petroleiros sob sanção ao redor da Venezuela

    Donald Trump ordenou bloqueio total de petroleiros sob sanção dos EUA na Venezuela, classificou o regime de Nicolás Maduro como organização terrorista e anunciou cerco militar. A medida paralisa exportações de petróleo, ameaça Cuba e abre caminho para possíveis ataques diretos autorizados pela Casa Branca.

    (CBS NEWS) – Em mais um passo em direção a uma guerra entre Washington e Caracas, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ordenou nesta terça-feira (16) um bloqueio total de petroleiros sob sanção dos EUA ao redor da Venezuela e disse que o país está “completamente cercado” pelas Forças Armadas americanas.

    A definição de quais petroleiros estão sob sanção é pouco clara. Na prática, a medida deve impedir a entrada ou saída de águas venezuelanas de quase todos os cargueiros de petróleo não ligados à americana Chevron. Apesar de sanções americanas contra o setor petrolífero venezuelano, a empresa opera no país latino-americano com anuência de Washington -medida adotada pelo governo Joe Biden com o objetivo de reduzir o preço de gasolina nos EUA e mantida pelo governo Trump.

    No último dia 11, o governo Trump capturou no Caribe o petroleiro “Skipper”, cargueiro de bandeira da Guiana que saía de um porto venezuelano carregado de petróleo, sob acusação de que o navio fazia comércio com o Irã, país sob sanção dos EUA. Desde então, as exportações de petroléo da Venezuela despencaram, e navios com pelo menos 11 milhões de barris estão parados na costa venezuelana.

    A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo, e as exportações da commodity são cruciais para a economia do país e a sobrevivência do regime -sem elas, a ditadura pode viver grave crise de arrecadação. As remessas do combustível que o regime de Maduro envia a Cuba também devem acabar, agravando a crise energética pela qual a ilha passa e desestabilizando ainda mais o país -objetivo que também motivaria o cerco americano à Venezuela, segundo a imprensa americana.

    O secretário de Estado, Marco Rubio, filho de cubanos exilados, fez carreira na política com base em sua defesa de mais pressão americana para remover o Partido Comunista do poder em Cuba. O chefe da diplomacia americana é uma das vozes mais fervorosas na Casa Branca a favor de uma intervenção militar que remova Maduro do poder e, assim, fragilize o regime em Havana.

    Trump também classificou nesta terça a ditadura de Nicolás Maduro de uma organização terrorista internacional, abrindo caminho para ataques diretos contra a Venezuela. Isso porque o presidente dos EUA tem poderes amplos para atacar membros ou bases de grupos terroristas sem precisar pedir autorização do Congresso -a Constituição americana determina que somente o Legislativo tem poder de declarar guerra.

    Assim, ao designar o regime de Maduro como grupo terrorista, a Casa Branca pode justificar ataques em solo venezuelano -algo que Trump já disse que deve fazer em breve- sob o argumento de que se trata de operações semelhantes às realizadas pelos EUA há anos em países do Oriente Médio para combater grupos como o Estado Islâmico e a Al Qaeda.

    Alguns senadores democratas e republicanos tentam, sem sucesso até aqui, aprovar uma lei impedindo Trump de atacar a Venezuela sem antes consultar o Congresso.

    “A Venezuela está completamente cercada pela maior armada já reunida na história da América do Sul”, disse Trump nesta terça em publicação na sua rede social, a Truth Social. “Essa armada vai aumentar, e o choque contra [a Venezuela] será maior do que jamais viram -até que eles devolvam aos EUA todo o petróleo, terras e outros recursos que roubaram de nós.” Não está claro a que petróleo ou terras Trump se refere.

    “O regime ilegítimo de Maduro está usando esses campos petrolíferos roubados para financiar a si próprio, além de terrorismo de drogas, tráfico humano, assassinatos e sequestros. Pelo roubo de nossos recursos e muitas outras razões, classifico o regime venezuelano de uma organização terrorista e ordeno o bloqueio total e completo de todos os petroleiros sob sanção que entram ou saiam da Venezuela”, prosseguiu Trump.

    “Não permitiremos que um regime hostil roube nosso petróleo, terra ou outros bens, que devem ser devolvidos aos EUA imediatamente”, concluiu o presidente.

    A campanha militar dos EUA na América Latina contra embarcações que Washington acusa, sem provas, de transportarem drogas em direção a território americano já matou quase cem pessoas em águas do Caribe e do Pacífico. Além disso, o governo Trump deslocou entre 12 mil e 16 mil soldados para a região, além de caças, navios de guerra e o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford.

    Trump ordena bloqueio de petroleiros sob sanção ao redor da Venezuela

  • Trump amplia restrições de entrada nos EUA a palestinos e a mais sete países

    Trump amplia restrições de entrada nos EUA a palestinos e a mais sete países

    Medida inclui Síria e países africanos, além de pessoas com documentos emitidos pela Autoridade Palestina; novas restrições entram em vigor em janeiro e são nova escalada da política anti-imigração do governo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump assinou nesta terça-feira (16) um decreto que amplia a lista de países com restrições de ingresso nos Estados Unidos. A norma proíbe a entrada de cidadãos de sete nações, entre elas a Síria, no território americano.

    Segundo o comunicado, a Casa Branca impôs restrições totais a cidadãos de Burkina Fasso, Mali, Níger, Sudão do Sul e Síria, além de pessoas com documentos de viagem emitidos pela Autoridade Palestina.

    A entidade, presidida por Mahmoud Abbas, governa parcialmente a Cisjordânia ocupada por Israel. Em setembro, Trump já havia negado visto para que Abbas pudesse participar da Assembleia-Geral da ONU, em Nova York, obrigando o líder palestino a discursar por videoconferência no evento.

    O decreto publicado nesta terça também estende o banimento total a Laos e Serra Leoa, que até então estavam sujeitos apenas a restrições parciais.

    O grupo de sete países, assim como membros da Autoridade Palestina, portanto, unem-se à lista inicial de 12 países que já eram considerados de “alto risco” pelos EUA. A primeira leva de restrições totais havia sido anunciada em junho deste ano.

    Na época, Trump proibiu a entrada de cidadãos de Afeganistão, Mianmar, Chade, República do Congo, Guiné Equatorial, Eritreia, Haiti, Irã, Líbia, Somália, Sudão e Iêmen. Agora, a Casa Branca disse que as novas regras entram em vigor em 1º de janeiro de 2026.

    O comunicado afirma que as restrições têm como objetivo “proteger o país contra ameaças à segurança nacional e à segurança pública” e que esses países “apresentam deficiências comprovadas, persistentes e graves em triagem, verificação de antecedentes e compartilhamento de informações, a fim de proteger o país contra ameaças à segurança nacional e à segurança pública”.

    O governo manteve restrições parciais para cidadãos de Burundi, Cuba, Togo e Venezuela. E ainda acrescentou restrições parciais a 15 países: Angola, Antígua e Barbuda, Benim, Costa do Marfim, Dominica, Gabão, Gâmbia, Maláui, Mauritânia, Nigéria, Senegal, Tanzânia, Tonga, Zâmbia e Zimbábue.

    Por outro lado, os EUA retiraram a proibição de vistos de visitante para cidadãos do Turcomenistão, afirmando que o país cooperou de forma produtiva com o governo americano e demonstrou “progressos significativos”. A proibição de entrada de turcomenos como imigrantes continua.

    A Casa Branca diz ainda que esse grupo de nações “sofre com corrupção generalizada, documentos civis e registros criminais fraudulentos ou pouco confiáveis e sistemas inexistentes de registro de nascimento”. O documento afirma, sem citar dados, que esses países têm altas taxas de permanência nos EUA após o fim do período de visto.

    “A presença de terrorismo, atividades criminosas e extremismo em vários dos países listados resulta em instabilidade generalizada e falta de controle governamental, o que compromete a capacidade de verificação e representa riscos diretos aos cidadãos e aos interesses americanos quando nacionais desses países são admitidos nos EUA”, completa o decreto.

    Desde que retornou à Presidência, Trump tem adotado uma política anti-imigração, realizando operações em larga escala para prender estrangeiros sem documentação e recusando solicitantes de asilo na fronteira com o México.

    A ampliação dos países sujeitos a restrições marca uma nova escalada desde o tiroteio que matou dois integrantes da Guarda Nacional em Washington, no mês passado.

    Investigadores dizem que o ataque foi cometido por um cidadão afegão que entrou nos EUA em 2021 por meio de um programa de reassentamento, a Operação Allies Welcome, lançada pelo governo do ex-presidente Joe Biden após o Talibã retomar o poder no país.

    Dias após o tiroteio, Trump prometeu “pausar permanentemente” a migração de todos os “países do terceiro mundo”, embora sem especificar quais seriam eles.

    Quando estava no primeiro mandato, Trump proibiu a entrada nos EUA de cidadãos de sete países de maioria muçulmana, uma das suas medidas mais controversas e que foi revogada por Joe Biden em 2021. Na época, o democrata chamou a proibição de “uma mancha na consciência nacional” dos EUA.

    Trump amplia restrições de entrada nos EUA a palestinos e a mais sete países

  • Chefe de gabinete de Trump diz a revista que ele tem 'personalidade de alcoólatra'

    Chefe de gabinete de Trump diz a revista que ele tem 'personalidade de alcoólatra'

    Susie Wiles admite que presidente quer processar inimigos por ‘acerto de contas’; Trump diz não ter lido reportagem, mas defende aliada: ‘ela faz excelente trabalho’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A chefe de gabinete da Casa Branca, Susie Wiles, disse em entrevista publicada nesta terça-feira (16) pela revista Vanity Fair que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem “personalidade de alcoólatra”, que o vice, J. D. Vance, é um “teórico da conspiração”, e que a secretária de Justiça, Pam Bondi, “fez burrada” ao lidar com o caso Jeffrey Epstein.

    Chris Wipple, autor de um livro sobre chefes de gabinete da Casa Branca e jornalista que assina as reportagens na Vanity Fair, conversou com Wiles ao longo de todo o ano, um raro nível de acesso ao centro do poder nos EUA. Como o próprio repórter admite no texto, “a maioria das autoridades da Casa Branca só fala com a imprensa em off [isto é, de maneira reservada, sem autorizar que seu nome seja citado] ou muito ocasionalmente. Wiles, no entanto, respondeu abertamente quase todas as perguntas que lhe fiz”.

    Primeira mulher na história dos EUA a ocupar o cargo, Wiles é considerada a pessoa mais poderosa na Casa Branca depois de Trump. Tendo coordenado a campanha presidencial do republicano -“em momento algum cogitei a possibilidade de que perderíamos”, disse-, ela foi vista como a arquiteta da sua vitória nas eleições de 2024 e diz ter a confiança total do presidente. Trump, depois da publicação da reportagem da Vanity Fair, disse não ter lido a matéria, mas afirmou que Wiles faz um “excelente trabalho”.

    Muitas decisões do governo vem sendo tomadas na base do impulso de Trump, disse um membro do Partido Republicano à Vanity Fair. Para essa pessoa, a única força capaz de direcionar esse impulso é Wiles. A chefe de gabinete, cujo pai, um famoso locutor de jogos de futebol americano, era alcoólatra, afirma ter habilidade em lidar com homens de grande ego. “[Trump] tem uma personalidade de alcoólatra. Ele funciona acreditando que não há nada que ele não possa fazer. Nada, nada mesmo.”

    Sobre Vance, Wiles disse que o vice-presidente “é um teórico da conspiração faz dez anos”, e que o político tem preocupação especial sobre o que a juventude do Partido Republicanos -considerada por alguns analistas como a ala mais radical da sigla- pensa sobre o governo e os principais problemas do país.

    No início do ano, quando o bilionário Elon Musk dominava as manchetes, Wiles disse a Wipple que o dono do X “age totalmente sozinho”. “Ele é um usuário declarado de cetamina [Musk nega usar a droga]. Ele dorme durante o dia num saco de dormir no escritório dele. É um cara muito estranho, como todo gênio. Não me ajuda muito.” Ainda assim, Wiles disse ter aprovado o trabalho de Musk quando ele desmantelou a Usaid, agência de ajuda externa dos EUA.

    À Vanity Fair, Wiles também deu a entender que o objetivo da campanha militar de Trump na América Latina não é combater o tráfico de drogas, mas derrubar do poder o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro. “[Trump] quer seguir explodindo barcos até que o Maduro peça água. E gente mais inteligente do que eu diz que é isso que vai acontecer”, afirmou a chefe de gabinete. Um total de 95 pessoas já foram mortas pelos EUA em ataques a embarcações nas águas do Caribe e do Pacífico.

    Sobre a campanha de deportações em massa de Trump e o caso do imigrante salvadorenho Kilmar Abrego Garcia, deportado por engano, Wiles disse: “Se alguém tem antecedentes criminais, se a gente tem certeza disso, provavelmente não tem problema mandar essa pessoa pra El Salvador, ou sei lá onde. Mas se há dúvida, precisamos checar”.

    Wiles admitiu ainda que Trump está em campanha para “acertar contas” com inimigos políticos e pessoas que tentaram responsabilizá-lo pela invasão do Capitólio em 2021 e por sua tentativa de reverter a vitória de Joe Biden nas eleições de 2020.

    “Temos um entendimento de que o acerto de contas vai acabar em breve”, disse a chefe de gabinete a Wipple no começo do ano. Quando isso não aconteceu, ela afirmou, em agosto: “Não acho que ele está em uma tour de vingança. Em alguns casos, pode parecer assim, e pode até haver certo elemento disso de vez em quando. Quem pode culpá-lo? Eu não culpo”.

    A aliada de Trump criticou a secretária de Justiça, Pam Bondi, pela forma como lidou com o caso Jeffrey Epstein, o abusador morto em 2019 que foi amigo de Trump e foi acusado de operar uma ampla rede de tráfico sexual. “Ela fez uma burrada e não percebeu que a base [de Trump] ligava muito pra essa história”, disse Wiles à Vanity Fair.

    Wipple também entrevistou outros membros do primeiro escalão do governo Trump, como Vance, o secretário de Estado, Marco Rubio, e o assessor especial da Casa Branca Stephen Miller, principal arquiteto da campanha de deportações. Rubio disse ao jornalista que Wiles é “provavelmente a única pessoa no mundo que consegue fazer o trabalho que faz”.

    Chefe de gabinete de Trump diz a revista que ele tem 'personalidade de alcoólatra'

  • Trump designa maior cartel da Colômbia como organização terrorista em meio a escalada militar

    Trump designa maior cartel da Colômbia como organização terrorista em meio a escalada militar

    Medida ocorre após Washington retirar certificação do Estado colombiano como aliado na luta contra as drogas; decisão aumenta tensão diplomática entre Washington e Bogotá

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Donald Trump designou nesta terça-feira (16) o cartel colombiano Clã do Golfo, considerado o maior produtor de cocaína do país, como uma organização terrorista. O anúncio foi publicado no site do Departamento do Tesouro.

    A medida ocorre em meio a uma escalada da pressão e das operações militares na América Latina, além de uma crise diplomática entre Washington e Bogotá. Em setembro, os EUA retiraram da Colômbia a certificação de aliado na luta contra as drogas, avaliação anual realizada desde 1986 sobre os esforços antidrogas de cerca de 20 países produtores e distribuidores.

    Em troca dessa certificação, Washington garantia recursos para o combate ao narcotráfico. No caso da Colômbia, isso representava uma ajuda de aproximadamente US$ 380 milhões anuais (cerca de R$ 2 bilhões).

    Além disso, o presidente colombiano, Gustavo Petro, é um dos líderes regionais mais vocais contra a escalada militar na região e foi alvo de sanções impostas por Trump.

    O governo do ex-presidente Joe Biden sancionou no ano passado os principais líderes do clã do Golfo, que nos últimos anos passou a se autodenominar Exército Gaitanista da Colômbia.

    Em um comunicado nesta terça-feira, o chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, chamou o grupo de “organização criminosa violenta e poderosa”.

    “Os Estados Unidos continuarão a usar todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e interromper as campanhas de violência e terror cometidas por cartéis internacionais e organizações criminosas transnacionais”, disse Rubio.

    O Clã do Golfo e o governo de Petro mantêm atualmente conversas no Qatar como parte do plano do presidente colombiano para buscar a paz após seis décadas de conflito armado.

    Nos últimos anos, o Clã tem procurado se posicionar como uma entidade política semelhante a outros grupos armados colombianos, o que lhe garantiria condições diferenciadas nas negociações de paz. Ainda assim, continua a ser o principal cartel de tráfico de drogas da Colômbia.

    A operação do grupo inclui, por exemplo, o transporte de cocaína pelo Pacífico em submarinos rudimentares até a a América Central.

    Desde o início de setembro, o Exército americano, sob o comando do chefe do Pentágono, Pete Hegseth, tem como alvo supostos barcos de tráfico de drogas no mar do Caribe e no Pacífico, destruindo pelo menos 26 embarcações e matando pelo menos 95 pessoas.

    Os ataques foram acompanhados por uma enorme mobilização militar dos EUA no Caribe, que inclui o maior porta-aviões do mundo e uma série de outros navios de guerra.

    Trump reafirma que o objetivo é combater o narcotráfico, enquanto o ditador venezuelano, Nicolás Maduro, diz se tratar de um pretexto para uma mudança de regime em Caracas.

    Na semana passada, os EUA também capturaram um navio petroleiro na costa da Venezuela. Se a medida se repetir, a consequência pode ser a asfixia da economia venezuelana. O país possui as maiores reservas de petróleo do mundo e tem uma economia dependente de exportações dessa commodity.

    Trump designa maior cartel da Colômbia como organização terrorista em meio a escalada militar

  • Presidente do México critica Trump por tratar fentanil como 'arma de destruição em massa'

    Presidente do México critica Trump por tratar fentanil como 'arma de destruição em massa'

    Trump assinou um decreto que equipara o fentanil, opioide sintético potente, a uma arma de destruição em massa, numa categoria que inclui, além de bombas atômicas, armas biológicas ou químicas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em recado a Donald Trump, a presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou nesta terça-feira (16) que é necessário analisar as causas do consumo de fentanil antes de classificar a droga como uma “arma de destruição em massa”, como fez o presidente dos Estados Unidos no dia anterior.

    Trump assinou na segunda (15) um decreto que equipara o fentanil, opioide sintético potente, a uma arma de destruição em massa, numa categoria que inclui, além de bombas atômicas, armas biológicas, como o antraz, ou químicas, como o gás sarin.

    O fentanil está no centro de uma crise de saúde pública nos EUA, com dezenas de milhares de mortes registradas todos os anos por overdose.

    Em entrevista coletiva, Sheinbaum disse ter abordado o tema diretamente com seu homólogo americano. Segundo ela, a resposta ao problema não pode se limitar à reclassificação da droga. “É preciso discutir as causas do consumo, não apenas essa visão de catalogar uma das drogas como arma de destruição letal.”

    A presidente afirmou que seu governo ainda está analisando o alcance do decreto assinado por Trump e reiterou a rejeição do México a “qualquer intervenção” dos EUA em seu território. O americano assinou a norma após uma cerimônia de entrega de medalhas a militares que atuam no apoio às operações de vigilância na fronteira entre os dois países.

    Sob pressão do presidente republicano, o governo mexicano tem intensificado ações contra o narcotráfico com o objetivo de frear o envio de drogas sintéticas, caso do fentanil, para os EUA. Apesar disso, a agência antidrogas americana, a DEA, sustenta que os cartéis mexicanos estão “no coração da crise de drogas sintéticas” enfrentada pelo país.

    Dados oficiais indicam a dimensão do problema: cerca de 48 mil pessoas morreram no ano passado nos EUA em decorrência do uso de fentanil, de um total aproximado de 80 mil mortes por overdose.

    Em novembro, o México extraditou para os EUA o cidadão chinês Zhi Dong Zhang, apontado como peça-chave do tráfico internacional de fentanil. Ele havia sido preso em Cuba após fugir do território mexicano e foi formalmente acusado de crimes relacionados ao narcotráfico em solo americano.

    Defensor de um endurecimento da política de combate às drogas, Trump assinou no início de seu mandato um decreto que classificou diversos cartéis de “organizações terroristas”, incluindo vários de origem mexicana.

    Presidente do México critica Trump por tratar fentanil como 'arma de destruição em massa'

  • Donald Trump pede indenização 10 bilhões de dólares à BBC

    Donald Trump pede indenização 10 bilhões de dólares à BBC

    O Presidente norte-americano exige uma indenização de 10 bilhões de dólares (54 bilhões de reais) da BBC, em um processo contra a rede pública britânica, que acusa de difamação por uma edição de vídeo

    Nesta terça-feira (16), a agência France-Presse (AFP) revelou que Donald Trump apresentou um processo no tribunal federal em Miami em que pede “uma indenização no valor mínimo de cinco bilhões de dólares (27 bilhões de reais)” por cada uma das duas acusações em um total de 54 bilhões de dólares. Trump queixa-se de difamação e violação de uma lei da Florida sobre práticas comerciais enganosas e desleais.

    “Eles literalmente colocaram palavras na minha boca”, se queixou o bilionário de 79 anos em declarações à imprensa.

    Há algumas semanas, o Presidente norte-americano afirmou que exigiria “entre mil mil milhões [850 milhões de euros] e cinco mil milhões de dólares” à BBC.

    “A BBC, outrora respeitada e hoje desacreditada, difamou o Presidente Trump ao alterar intencionalmente, maliciosamente e de forma enganosa o seu discurso, com o objetivo flagrante de interferir nas eleições presidenciais de 2024”, denunciou na segunda-feira um porta-voz dos advogados do republicano, contactado pela AFP.

    “A BBC tem um longo historial de enganar o seu público na cobertura do Presidente Trump, ao serviço da sua agenda política de esquerda”, acrescentou.

    O grupo audiovisual britânico, cuja audiência e reputação ultrapassam as fronteiras do Reino Unido, fez revelações no programa renomado “Panorama”, que colocou no ar, pouco antes das eleições presidenciais norte-americanas de 2024, com trechos separados de um discurso de Donald Trump de 06 de janeiro de 2021, onde o líder republicano parece incitar os seus apoiadores a atacarem o Capitólio em Washington.

    O caso levou à demissão do diretor-geral, Tim Davie, e da chefe de informação, Deborah Turness.

    O presidente da BBC, Samir Shah, enviou uma carta com um pedido de desculpa a Donald Trump, mas não conseguiu fazer o norte-americado desistir da queixa-crime. Shah rejeitou as acusações de Trump e disse estar determinado a contestar qualquer queixa por difamação.

    “Quero ser muito claro, a nossa posição não mudou. Não há base legal para uma ação por difamação e estamos determinados a contestá-la”, escreveu Samir Shah em uma mensagem enviada aos funcionários da BBC em novembro.

    A queixa de Donald Trump considera que, apesar das desculpas, a BBC “não demonstrou verdadeiro remorso pelos seus atos nem empreendeu reformas institucionais significativas para impedir o que ele considera abusos jornalísticos”.

    Também em novembro, uma comissão do Parlamento britânico divulgou que a BBC perdeu mais de 1,1 bilhões de libras (aproximadamente 8 bilhões de reais) em receitas só no ano fiscal de 2024-25, devido a fraudes nas taxas de licenciamento e queda das audiências.

    A dimensão do défice na cobrança da taxa de licenciamento, da qual a BBC obtém 65% das suas receitas, surge no meio de um clima tenso.

    Atualmente, o valor anual pago por cada contribuinte britânico pela operação da BBC ultrapassa a 174,50 libras (1,2 mil reais), de uma receita total que atingiu 3,8 bilhões de libras (26 bilhões de reais) no último ano fiscal (01 de abril de 2024 a 31 de março de 2025).

    Este valor terá de ser renegociado até ao final de 2027, no âmbito da renovação do contrato de dez anos da BBC com o Governo britânico.

    O chefe de Estado norte-americano apresentou ou ameaçou apresentar queixas contra vários grupos de comunicação social nos Estados Unidos, alguns dos quais pagaram grandes somas de dinheiro para pôr fim aos processos judiciais.

    Desde o regresso ao poder, Trump trouxe para a Casa Branca muitos criadores de conteúdos e influenciadores que lhe são favoráveis, ao mesmo tempo que multiplicou insultos contra jornalistas de vários órgãos de comunicação tradicionais.

    Um dos recém-chegados à Casa Branca convidados pela Administração Trump é o canal conservador britânico GB News, próximo do líder do partido anti-imigração Reform UK, Nigel Farage.

    Donald Trump pede indenização 10 bilhões de dólares à BBC

  • Milei republica imagem que retrata Brasil como favela e Argentina como futurística

    Milei republica imagem que retrata Brasil como favela e Argentina como futurística

    Em letras maiúsculas, a legenda da publicação diz que o povo sul-americano grita por liberdade. “Basta de socialismo empobrecedor”, afirma. O presidente argentino não escreveu comentários.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após a eleição à Presidência no Chile, vencida pelo ultradireitista José Antonio Kast, o presidente argentino, Javier Milei, republicou em suas redes sociais uma imagem que retrata o Brasil e outros países sul-americanos governados por líderes de esquerda como uma favela. A Argentina e as nações lideradas por políticos associados à direita, por sua vez, são retratadas como cidades futurísticas.

    A postagem polêmica ocorreu na segunda-feira (15), no dia seguinte à vitória de Kast sobre a governista Jeannette Jara, no segundo turno da eleição chilena. Milei republicou a imagem de uma página satírica nos stories do Instagram, que desaparecem depois de 24 horas.

    Em letras maiúsculas, a legenda da publicação diz que o povo sul-americano grita por liberdade. “Basta de socialismo empobrecedor”, afirma. O presidente argentino não escreveu comentários.

    Notícias ao Minuto [Legenda]© Reprodução- Redes Sociais  

    Milei ainda republicou outras imagens que mostram a América do Sul dividida. De um lado, aparecem Brasil, Colômbia, Guiana, Guiana Francesa, Uruguai, Suriname e Venezuela, que são governados pela esquerda, com exceção da Guiana Francesa, que pertence à França, e que são retratados como subdesenvolvidos.

    De outro, estão Argentina, Bolívia, Chile, Equador, Paraguai e Peru, que têm líderes de direita e aparecem como regiões desenvolvidas.

    O resultado no Chile ajudou a equilibrar o mapa ideológico na América do Sul, que agora tem o mesmo número de líderes alinhados à direita e à esquerda: seis para cada lado.

    Presidente mais à direita no Chile desde a ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990), Kast, 59, tentava, pela terceira vez, ser presidente. A ordem pública e o controle da imigração irregular foram temas decisivos para a vitória do ultradireitista no domingo.

    Próximo do atual presidente chileno Gabriel Boric, de esquerda, Lula parabenizou Kast em suas redes sociais. “Cumprimento Kast por sua eleição à Presidência do Chile e o povo chileno pela sua participação em um processo eleitoral democrático, transparente e ordenado”, escreveu o líder brasileiro.

    “Seguiremos trabalhando com o novo governo chileno em favor do fortalecimento das excelentes relações bilaterais, dos sólidos laços econômico-comerciais que unem Brasil e Chile, pela integração regional e pela manutenção da América do Sul como zona de paz”, continuou Lula.

    Outras eleições ocorreram na América do Sul neste ano. No Equador, o direitista Daniel Noboa foi reeleito presidente em abril. Antes escolhido para um governo-tampão, ele assumiu um mandato de quatro anos ao derrotar a opositora Luisa González, de esquerda.

    Na Guiana, Irfaan Ali, de centro-esquerda, foi reeleito em setembro. No Suriname, o Parlamento elegeu Jennifer Geerlings-Simons a primeira mulher presidente do país.

    Já no Peru, José Jerí, de direita, substituiu Dina Boluarte, que sofreu impeachment no último dia 10. Sétimo presidente do país desde 2016, ele prometeu adotar uma abordagem dura em relação ao crime.

    Na Bolívia, a vitória de Rodrigo Paz, de centro-direita, marcou em outubro o fim de quase 20 anos de domínio do MAS (Movimento ao Socialismo), partido cuja principal figura é Evo Morales.

    Milei republica imagem que retrata Brasil como favela e Argentina como futurística

  • Rússia diz ter impedido sabotagem ao oleoduto que fornece Europa ocidental

    Rússia diz ter impedido sabotagem ao oleoduto que fornece Europa ocidental

    Em comunicado, o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) informou que os suspeitos, com idades entre 14 e 17 anos, planejavam utilizar um artefato explosivo improvisado para danificar um trecho do oleoduto na cidade de Lebedyanski, em Lipetsk

    As autoridades da Rússia anunciaram nesta terça-feira que frustraram uma tentativa de sabotagem com explosivos contra o oleoduto Druzhba, um dos maiores do mundo e responsável pelo abastecimento de países da Europa Ocidental. A ação teria ocorrido na região de Lipetsk, no sudoeste do país.

    Em comunicado, o Serviço Federal de Segurança da Rússia (FSB) informou que os suspeitos, com idades entre 14 e 17 anos, planejavam utilizar um artefato explosivo improvisado para danificar um trecho do oleoduto na cidade de Lebedyanski, em Lipetsk.

    Segundo o FSB, os adolescentes buscavam “dinheiro fácil” e teriam entrado em contato, em outubro de 2025, com um suposto agente da inteligência ucraniana por meio do aplicativo Telegram. A partir desse contato, teriam recebido instruções para incendiar infraestruturas de energia e de transporte em território russo.

    As autoridades russas afirmaram que os envolvidos podem enfrentar penas de até 20 anos de prisão, conforme a legislação do país.

    Ainda de acordo com o FSB, os recrutadores ucranianos teriam como principal alvo jovens e até menores de idade, que muitas vezes não conhecem a lei nem têm plena consciência da gravidade dos crimes e das punições severas previstas, incluindo prisão perpétua em alguns casos.

    O oleoduto Druzhba, cujo nome significa “Amizade”, possui mais de quatro mil quilômetros de extensão e é uma das principais redes de transporte de petróleo da Europa. Ele abastece diretamente países como Belarus, Ucrânia, Polônia, Hungria, Eslováquia e República Tcheca, sendo considerado estratégico para a produção e a distribuição de energia no continente europeu.

     

    Rússia diz ter impedido sabotagem ao oleoduto que fornece Europa ocidental

  • Casal tentou evitar massacre em Sydney e morreu ao enfrentar terrorista

    Casal tentou evitar massacre em Sydney e morreu ao enfrentar terrorista

    Imagens mostram casal de idosos enfrentando um dos agressores no início do ataque em Bondi Beach. Boris e Sofia Gurman tentaram desarmar o atirador durante a celebração judaica, mas foram baleados e estão entre as vítimas fatais

    Um casal de idosos está entre as vítimas do ataque ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, após tentar impedir a ação de um dos atiradores. Imagens que circulam nas redes sociais mostram os dois momentos antes de serem mortos, quando tentam, sem sucesso, desarmar o agressor.

    Nos vídeos, é possível ver um homem se aproximando de Sajid Akram e tentando retirar a arma de suas mãos, enquanto uma mulher acompanha a cena a poucos metros, no calçadão. Segundo relatos que acompanham as imagens, eles foram as primeiras pessoas a perceber a ameaça e reagiram de forma corajosa logo no início do ataque.

    “Muita gente não sabe que, logo no começo, duas pessoas avistaram um dos atiradores e tentaram desarmá-lo”, diz a legenda de uma das publicações. “Infelizmente, ambos foram baleados e mortos durante a tentativa”, completa o texto, que classifica o casal como heróis.

    As vítimas foram identificadas como Boris Gurman, de 69 anos, e Sofia Gurman, de 61. De acordo com informações do jornal The Australian, eles eram judeus de origem russa e participavam da celebração de Hanukkah realizada no local. O casal integra a lista das 16 pessoas mortas no ataque, que inclui também um dos próprios atiradores.

    Além deles, outro homem tem sido amplamente elogiado pela coragem demonstrada durante o ataque. Ele conseguiu confrontar o segundo agressor, retirar sua arma e impedir que mais pessoas fossem atingidas.

    O ataque aconteceu por volta das 18h40 do domingo, no horário local, quando dois homens armados com espingardas abriram fogo contra a multidão reunida em um parque próximo à praia de Bondi, uma das áreas mais movimentadas e turísticas de Sydney. Quatorze pessoas morreram no local, incluindo um dos atiradores. Outras duas vítimas, uma menina de dez anos e um homem de 40, morreram posteriormente no hospital. Ao menos 42 pessoas ficaram feridas, sete delas em estado crítico.

    O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, afirmou que o atentado parece ter sido motivado por ideologia extremista ligada ao Estado Islâmico. As autoridades já haviam classificado o ataque como antissemita, mas só recentemente passaram a detalhar as possíveis motivações dos criminosos.

    Segundo Albanese, há indícios de que os dois homens tenham se radicalizado antes de cometer o ataque, que ele descreveu como um assassinato em massa. O chefe de governo informou ainda que Naveed Akram, de 24 anos, havia sido avaliado pelos serviços de inteligência australianos em 2019, sem que, à época, fosse considerado uma ameaça imediata.
     
     

     

    Casal tentou evitar massacre em Sydney e morreu ao enfrentar terrorista

  • "Reiner morreu devido à raiva que causou nos outros", diz Trump

    "Reiner morreu devido à raiva que causou nos outros", diz Trump

    Em publicação nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos comentou a morte do cineasta Rob Reiner e de sua esposa, Michele Singer Reiner, encontrados mortos em casa na Califórnia, e fez críticas ao diretor ao relacionar o caso à sua oposição política.

    O presidente dos Estados Unidos se manifestou nesta segunda-feira (15) sobre a morte do cineasta Rob Reiner e de sua esposa, Michele Singer Reiner. O casal foi encontrado sem vida no domingo, 14 de dezembro, na residência da família, na Califórnia.

    Em uma publicação na rede social Truth Social, Donald Trump comentou o caso com declarações ofensivas ao diretor. “Algo muito triste aconteceu ontem à noite em Hollywood. Rob Reiner, um diretor de cinema e estrela da comédia que enfrentava dificuldades, mas que já foi muito talentoso, morreu junto com sua esposa, Michele”, escreveu.

    Na sequência, Trump afirmou que a morte teria ocorrido “supostamente em razão da raiva que ele despertava nos outros por conta de uma enorme, inflexível e incurável aflição com uma doença mental incapacitante conhecida como Síndrome do Desequilíbrio de Trump, às vezes chamada de TDS”.

    O presidente também disse que Reiner era conhecido por “levar as pessoas à loucura com sua obsessão furiosa pelo presidente Donald J. Trump”, acrescentando que a paranoia do cineasta teria aumentado à medida que sua gestão “superava todas as metas e expectativas” e que os Estados Unidos viveriam uma “era de ouro”. Ao final da mensagem, desejou que “Rob e Michele descansem em paz”.

    Os corpos do casal foram localizados pela polícia no domingo à tarde, depois que o corpo de bombeiros foi acionado para uma casa no bairro de Brentwood, em Los Angeles, por volta das 15h30 no horário local, o equivalente às 18h30 em Brasília. No local, os agentes encontraram um homem de 78 anos e uma mulher de 68 anos já sem vida, posteriormente identificados como Rob Reiner e Michele Singer Reiner.

    De acordo com a revista People, Nick Reiner, um dos três filhos do casal, é o principal suspeito do duplo homicídio e foi detido pelas autoridades. O homem, de 32 anos, teria utilizado uma faca para matar os pais. Ainda segundo a publicação, ele enfrenta problemas de dependência química desde a adolescência, tendo sido internado pela primeira vez em uma clínica de reabilitação aos 15 anos. Desde então, passou por outras 17 internações.

    Rob Reiner foi um dos diretores mais influentes e prolíficos de Hollywood, com uma carreira marcada por sucessos nas décadas de 1980 e 1990. Entre seus filmes mais conhecidos estão Isto É Spinal Tap, Uma Questão de Honra, Um Amor Inevitável e A Princesa Prometida.

    Filho do lendário comediante Carl Reiner, o cineasta era casado com a fotógrafa Michele Singer Reiner desde 1989. Os dois se conheceram durante as filmagens de Um Amor Inevitável e tiveram três filhos juntos.

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