Categoria: MUNDO

  • Após sanções, Putin diz que Rússia não cederá a pressão dos EUA

    Após sanções, Putin diz que Rússia não cederá a pressão dos EUA

    Vladimir Putin afirmou que o país não cederá à pressão dos Estados Unidos ou de qualquer outra nação; porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, afirmou que as sanções dos EUA são “extremamente contraproducentes”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Rússia criticou nesta quinta-feira (23) a imposição de sanções a seu setor petrolífero pelo governo de Donald Trump devido à Guerra da Ucrânia. O presidente Vladimir Putin afirmou que o país não cederá à pressão dos Estados Unidos ou de qualquer outra nação.

    Ele chamou as sanções de um ato “pouco amigável” e acrescentou que haverá “certas consequências”. O russo disse ainda que as punições são uma “tentativa de pressionar” o seu governo, mas que “nenhum país que se respeite e nenhum povo que se respeite jamais toma qualquer decisão sob pressão”.

    Para a chancelaria russa, a medida é contraproducente, enquanto a linha dura do país a chamou de “declaração de guerra”. As punições, anunciadas na quinta-feira (22), são as primeiras tomadas neste mandato do republicano, que até aqui apostava na via de negociação para acabar com a Guerra da Ucrânia. Agora, cancelou uma cúpula com Vladimir Putin e disse que “sentiu ser hora de sanções”.

    É mais uma mudança na condução americana em relação à guerra, após o cavalo de pau dado por Trump ao assumir, em janeiro. Após quase três anos de relações praticamente rompidas com Moscou, o americano aproximou-se de Putin, iniciando um vaivém que agora chegou a um ponto de inflexão.

    A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova, afirmou que as sanções são “extremamente contraproducentes” e repetem o padrão da gestão de Joe Biden, antecessor de Trump, que para ela fracassaram.

    Trump e a nota do Departamento do Tesouro sobre o caso foram explícitos ao dizer que a medida visa forçar Putin a encerrar a guerra. No governo Biden, diversas sanções foram aplicadas à economia e a indivíduos russos, mas o republicano até aqui evitava isso.

    “Nós precisamos de uma configuração de soluções negociadas que eliminem as raízes do conflito e garantam uma paz confiável”, disse Zakharova, que reafirmou os termos russos: concessão total dos territórios que anexou ilegalmente em 2022, e ainda não controla, e neutralidade militar da Ucrânia, entre outros.

    A linha dura russa não foi tão diplomática, como seria esperado. Seu expoente público mais vocal, o ex-presidente Dmitri Medvedev, afirmou que “as decisões tomadas são um ato de guerra contra a Rússia, e agora Trump se alinhou totalmente com a Europa maluca”, em referência à posição mais dura de líderes continentais ante Moscou.

    “Os Estados Unidos são nossos adversários, e o falante ‘pacificador’ deles agora embarcou totalmente em um caminho de guerra com a Rússia”, disse Medvedev, número 2 do Conselho de Segurança do país, na rede Telegram.

    Suas falas incendiárias viraram uma mistura de piada e termômetro, pois dão gravidade ao que pensam correntes mais radicais da elite e do governo russos. Ele se envolveu antes em altercações diretas com Trump. Em agosto, o republicano disse ter enviado submarinos nucleares para perto da Rússia devido às provocações de rede social do ex-presidente.

    Seja como for, as sanções inauguram uma nova fase de incertezas estratégicas em torno do conflito, um campo em que Putin vinha jogando com vantagem ante Washington.

    Desde as vésperas da invasão de 2022, o presidente russo usa a carta de seu arsenal nuclear, o mais poderoso do mundo, para enfatizar o risco das intervenções estrangeiras na guerra. Se não impediu que Kiev virasse um depósito de armas ocidentais, moderou a qualidade ofensiva do material enviado.

    O próprio Trump passou esse recibo na sexta passada (17), quando recebeu na Casa Branca Volodimir Zelenski e negou ao presidente ucraniano o fornecimento de mísseis de cruzeiro Tomahawk, capazes de atingir alvos em toda a Rússia europeia.

    Na quinta, ele reiterou sua negativa, ao lado do belicoso secretário-geral da aliança militar Otan, Mark Rutte, dizendo que quer acabar, não escalar a guerra. Já Zakharova criticou os exercícios nucleares anuais da Otan como desestabilizadores, sem comentar o fato de que a Rússia fez os seus na véspera.

    Putin, por sua vez, afirmou que quaisquer ataques de longo alcance em território russo serão respondidos com rigor. É retórica: na prática, drones ucranianos atingem alvos a mais de mil quilômetros de distância de seu ponto de lançamento com certa regularidade.

    Como seria previsível, Zelenski comemorou a mudança de posição de Trump. Em redes sociais, disse que agora o alvo deverá ser os estimados US$ 300 bilhões em reservas russas congeladas no exterior, 90% dos quais estão com a gestora belga Euroclear.

    Zakharova voltou a dizer que tal movimento será equivalente a um roubo, ferindo o direito internacional e exigindo uma resposta dura da Rússia.

    SANÇÕES PODEM AFETAR CHINA, ÍNDIA E BRASIL

    As sanções, como em todos os casos, precisam de tempo para serem avaliadas. O aspecto mais vital da medida é a punição secundária a entes financeiros que fizerem negócios com a Rosneft, estatal que é a maior empresa da Rússia, e a Lukoil, empresa privada ligada ao Kremlin que é a terceira maior.

    A maior parte dos negócios das empresas no exterior passa por intermediários, até pelo fato de a Rússia ter sido desconectada do sistema de pagamentos internacional devido à guerra. “Traders” chineses, indianos e do mundo árabe dominam esse mercado.

    A aposta das sanções é coibir esse grupo de negociar, sob medo de ser punido e ficar proibido de fazer negócios com os EUA. Isso pode afetar aliados de Washington, como a Hungria de Viktor Orbán, que ainda é grande compradora de petróleo russo, e mesmo o Brasil, que importa 60% de seu óleo diesel do país de Putin.

    Mas o foco real de Trump é a China, maior compradora de petróleo russo, com quem trava uma dura guerra comercial. Antes de atacá-la diretamente, o americano foi no pescoço da então aliada Índia, impondo tarifas extras de 25% sobe seus produtos por ter se tornado a segunda maior importadoa de óleo da Rússia.

    Já a União Europeia não escondeu as cartas. Em seu 19º pacote de sanções, divulgado em detalhes nesta quinta, incluiu uma “trader” chinesa e duas petrolíferas do país de Xi Jinping na lista de punidos.

    Após sanções, Putin diz que Rússia não cederá a pressão dos EUA

  • Saiba como nova lei dos estrangeiros afeta brasileiros em Portugal

    Saiba como nova lei dos estrangeiros afeta brasileiros em Portugal

    Legislação entra em vigor nesta quinta-feira (23) e endurece regras; veja o que muda com as novas regras!

    As alterações da Lei dos Estrangeiros de Portugal, com as regras de autorização para entrada, permanência e residência de cidadãos não europeus, entraram em vigor nesta quinta-feira (23). O decreto de regulamentação, assinado pelo presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, alterou a lei portuguesa n.º 23 de 2007.

    A comunidade brasileira em Portugal deve ser diretamente impactada pelas novas medidas, que, entre outros pontos, tornam mais rigoroso o processo de aquisição de vistos de residência, trabalho ou estudo e alteram o processo de solicitação de nacionalidade portuguesa.

    Os brasileiros representam a principal comunidade estrangeira residente em Portugal (31,4% do total), de acordo com 

    dados de 2024 da Agência para a Integração, Migrações e Asilo (Aima) portuguesa. Estimativas do Ministério das Relações Exteriores (MRE) do Brasil apontam que cerca de 513 mil brasileiros viviam em Portugal, no ano de 2023. 

    O que muda com as novas regas

    A mudança mais impactante para os brasileiros e demais cidadãos de países de língua portuguesa é o fim da possibilidade de regularização de residência para quem entra como turista. Também foram ampliadas restrições ao visto de procura de trabalho.

    A regra restringe o visto a uma minoria de profissionais estrangeiros altamente qualificados que procuram trabalho em terras portuguesas. São exemplos: cargos de direção, acadêmicos ou técnicos especializados.

    Na prática, a medida desincentiva a entrada de estrangeiros que procuram trabalho em setores não qualificados e solicitam o visto geral de permanência. Antes, existia um visto de curta duração (120 dias, prorrogável por mais 60) que permitia a entrada para buscar emprego.

    Confira as principais alterações da nova lei portuguesa:

    • fim da regularização in loco: o novo regime elimina a possibilidade de cidadãos da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) entrarem em Portugal como turista e, somente depois, solicitarem a autorização de residência com base em contrato de trabalho. Com isso, os brasileiros e somente podem solicitar o visto ainda no país de origem.
    • ilegais: o governo português pode recusar o visto (residência, procura de trabalho qualificado ou estada temporária) de quem tenha entrado ou permanecido ilegalmente no país;
    • obtenção de visto de trabalho: restringe as condições para a obtenção de visto de trabalho. A lei cria a modalidade de visto para procura de trabalho altamente qualificado, destinado apenas a pessoas com “competências técnicas especializadas”.
    • reagrupamento familiar: o titular de residência válida em Portugal tem direito ao reagrupamento familiar. Porém, a nova regra geral passa a exigir do requerente um período mínimo de dois anos morando legalmente no país para solicitar a concessão de autorização de residência aos demais familiares, exceto para cônjuges com filhos menores ou incapazes. Na lei anterior, o pedido de reagrupamento familiar podia ser feito imediatamente após a obtenção do título de residência.
    • duração da autorização de residência do cônjuge/parceiro reagrupado: a nova lei estabelece o que o casal deve demonstrar que morou junto, por pelo menos 18 meses, antes da entrada do residente em Portugal. No caso de casais sem filhos com união estável, o tempo de espera para pedir o reagrupamento é de 15 meses.
    • prazo de análise: a nova lei amplia de 90 dias para 270 dias o prazo para que Agência portuguesa para a Integração, Migrações e Asilo (Aima) analise os pedidos de reagrupamento familiar naquele no território europeu.
    • processos anteriores: a lei estendeu o prazo para conclusão dos pedidos de residência pendentes até 31 de dezembro de 2025.

    Transição

    Os trabalhadores brasileiros que residem legalmente no país por já cumprirem os requisitos de salário e qualificação profissional terão 180 dias (a contar da data de entrada em vigor da nova lei) para que possam se adaptar à nova lei. O objetivo é que o residente estrangeiro entre com pedido de conversão de seu título de residência comum para o de trabalho altamente qualificado.

    A lei concede o mesmo prazo (180 dias) para que residente estrangeiro solicite o visto de residência para seus familiares que já moram legalmente em Portugal.

    Recusa ao estrangeiro

    Em caso de rejeição de um pedido de autorização de residência, o cidadão estrangeiro deverá ser formalmente informado, por meio de notificação que deverá detalhar os fundamentos da rejeição do pedido. O requerente poderá recorrer da decisão.

    Suspensão de pedidos de visto de trabalho

    Como primeira medida, o Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal suspendeu, a partir desta quinta-feira (23), o recebimento pelos órgãos oficiais de novos pedidos de visto de trabalho qualificado para estrangeiros.

    A decisão de suspensão é válida até a regulamentação das profissões qualificadas pelo governo de Portugal.   Assim, todos os agendamentos com esta finalidade estão automaticamente cancelados, diz a nota pública.

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  • Trump diz que EUA vão realizar ação terrestre na Venezuela em breve

    Trump diz que EUA vão realizar ação terrestre na Venezuela em breve

    Presidente americano aumenta pressão sobre Caracas, que diz que agressões americanas não vão prosperar; mais cedo, republicano desmentiu relatos de bombardeios dos EUA se aproximando do espaço aéreo venezuelano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quinta-feira (23) que haverá “operações terrestres” americanas contra a Venezuela “muito em breve”, segundo a agência de notícias Reuters, aumentando a pressão sobre o ditador Nicolás Maduro em meio a ataques a embarcações nas águas da América do Sul que já mataram pelo menos 37 pessoas.

    Em conversa com a imprensa, Trump disse que os EUA estão “muito instatisfeitos” com a Venezuela. Setores importantes do governo americano liderados pelo secretário de Estado, Marco Rubio, defendem que Washington use a força para derrubar o regime de Maduro -a CIA recebeu autorização de Trump para realizar operações secretas em solo venezuelano com esse fim.

    Em paralelo, a Casa Branca busca justificar ao Congresso os ataques contra embarcações, que acusa de levarem drogas a território americano, embora não tenha apresentado provas. O direito internacional só permite ataques do tipo, quando não há ameaça iminente, em situações de guerra declarada, o que não é o caso.

    “Não precisamos fazer uma declaração de guerra”, disse Trump nesta quinta. “Nós simplesmente vamos matar quem tentar trazer drogas ao nisso país. Matar, assim.”

    Trump diz que EUA vão realizar ação terrestre na Venezuela em breve

  • Fake news do Egito Antigo? Praga mortal em capital é um mito, indica estudo

    Fake news do Egito Antigo? Praga mortal em capital é um mito, indica estudo

    Estudo afirma que não há evidências de que a cidade de Akhenaton, atual Amarna, tenha sido destruída por uma epidemia mortal no século 14 a.C

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma das histórias mais conhecidas sobre o Egito antigo pode estar errada. Um novo estudo afirma que não há evidências de que a cidade de Akhenaton, atual Amarna, tenha sido destruída por uma epidemia mortal no século 14 a.C.

    A pesquisa foi publicada no American Journal of Archaeology e analisou vestígios arqueológicos e bioarqueológicos da região. O objetivo foi testar a ideia de que uma praga teria provocado mortes em massa e o abandono repentino da capital criada por Akhenaton.

    Escavações feitas entre 2005 e 2022 mostram um cenário diferente. Há sinais de vida dura, com doenças crônicas e desgaste físico. Mas não existe indício de colapso sanitário. Os sepultamentos seguem práticas tradicionais. Não há cemitério emergencial. Enterros múltiplos aparecem, mas em um padrão que os arqueólogos interpretam como cultural, não como resposta a uma crise.

    “Temos sido capazes de pegar essas expectativas e comparar o que vemos em Amarna com o que é esperado de uma cidade/cemitério afetado por uma epidemia”, disse Gretchen Dabbs, arqueóloga, em nota da Phys.org.

    Evidências analisadas “não apontam para mortalidade elevada” causada por doença contagiosa, diz estudiosa. O abandono da cidade também parece ter ocorrido de forma planejada. A população recolheu seus pertences, portanto, não há sinais de fuga desesperada.

    QUEM FOI AKHENATON

    Akhenaton governou o Egito por volta de (1353 – 1336 a.C.) durante o período do Novo Império e rompeu com a tradição religiosa que dominava o país havia séculos. Ele promoveu o culto exclusivo ao deus solar Aton, em uma das maiores mudanças religiosas da antiguidade. Para consolidar sua nova fé, transferiu a capital de Tebas para Akhenaton, uma cidade construída rapidamente e dedicada ao sol nascente.

    A ruptura teve forte impacto político. O novo culto enfraqueceu o poder dos sacerdotes de Amon. Após sua morte, o sistema religioso tradicional foi restaurado. O faraó foi afastado da memória oficial. Seu nome foi removido de cartuchos. Estátuas foram quebradas. Amarna deixou de ser útil ao Estado e perdeu seu status de capital.

    POR QUE ACREDITARAM NISSO?

    A cidade existiu por apenas 20 anos e membros da família real morreram no local. Textos hititas mencionam uma praga associada a prisioneiros egípcios. Cartas diplomáticas da época citam doenças em outras regiões.

    Essas referências se acumularam e passaram a ser tratadas como se fossem um único evento. “É um daqueles casos em que algo faz sentido lógico se você não olhar muito criticamente”, afirmou Dabbs ao Phys.org.

    Ela pede cautela ao justificar um desfecho histórico a partir de informações isoladas. “Devemos ter cuidado ao usar dados de locais distintos no tempo e no espaço para fazer argumentos específicos sobre Amarna, ou qualquer local antigo”, disse.

    O que ainda pode ser descoberto? O estudo não descarta totalmente a presença de doenças em Amarna. Mas os autores alertam que a simples identificação de um patógeno não prova a existência de uma epidemia. Ele pode ter circulado sem causar mortes em larga escala.

    Tensões políticas e religiosas provavelmente tiveram papel mais decisivo no destino da cidade do que uma doença desconhecida. A queda de Akhenaton parece estar mais ligada ao fim de um reinado controverso do que a uma praga devastadora. Isso é o que indica a pesquisa.

     

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  • Trump e Xi Jinping vão se encontrar na próxima quinta, diz Casa Branca

    Trump e Xi Jinping vão se encontrar na próxima quinta, diz Casa Branca

    O presidente norte-americano irá se reunir com seu homólogo chinês na quinta-feira, 30 de outubro, na Coreia do Sul, durante a cimeira dos países da APEC, segundo anunciou a Casa Branca

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira (23) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai se encontrar o líder chinês, Xi Jinping, na próxima quinta-feira (30) em uma reunião bilateral.

    Encontro deverá acontecer durante uma viagem de vários países à Ásia. A informação foi confirmada pela secretária de imprensa da Casa Branca, Karoline Leavitt, em entrevista coletiva.

    Líder norte-americano também deve se encontrar com outros presidentes. Entre eles, da Malásia, Japão e Coreia do Sul.

    Trump e Xi Jinping vão se encontrar na próxima quinta, diz Casa Branca

  • Trump ameaça interromper apoio a Israel caso país anexe Cisjordânia ocupada

    Trump ameaça interromper apoio a Israel caso país anexe Cisjordânia ocupada

    Alerta acontece um dia depois de o parlamento israelense ter aprovado um projeto de lei para a anexação da Cisjordânia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que Israel vai perder o apoio de Washington caso avance com a anexação da Cisjordânia ocupada. As declarações foram feitas no dia 15 de outubro e publicadas nesta quinta-feira (23) pela revista americana Time.

    “Isso não vai acontecer. Não vai acontecer porque eu dei a minha palavra aos países árabes. E eles [israelenses] não podem fazer isso agora. Tivemos grande apoio árabe”, disse Trump ao ser questionado sobre as consequências para Israel caso anexe o território. “Israel perderia todo o apoio dos EUA.”

    O republicano também afirmou acreditar que a Arábia Saudita deve se juntar ainda neste ano aos Acordos de Abraão, que normalizaram as relações entre Israel e alguns países árabes. Segundo ele, os sauditas “tinham um problema com Gaza e outro com o Irã”, mas que essas duas questões foram resolvidas.

    Em sintonia com Trump, o vice-presidente americano, J. D. Vance, afirmou mais cedo nesta quinta que Israel não anexará formalmente a Cisjordânia, território palestino ocupado militarmente por Israel desde 1967. A declaração ocorreu um dia após o Knesset, o Parlamento israelense, ter aprovado de forma preliminar dois projetos de lei que abrem caminho para a anexação do território.

    “Se foi uma manobra política, foi uma manobra política muito estúpida e eu, pessoalmente, me sinto um pouco ofendido”, disse Vance ao encerrar sua visita a Israel.

    O vice de Trump viajou ao país na tentativa de salvar o acordo de paz entre Tel Aviv e o grupo terrorista Hamas, após dias de violações e bombardeios contra o território palestino. Ele reforçou que Trump não permitirá a anexação da Cisjordânia.

    O ministro de Relações Exteriores, Gideon Saar, retrucou, afirmando que Israel “é um país livre, onde as pessoas podem falar o que pensam”, mas depois afirmou que o país está comprometido com o plano de cessar-fogo. Por ora, acrescentou, o governo não apoiará o avanço dos projetos de lei.

    A primeira proposta aprovada no Parlamento estipula que “a lei, Justiça, administração e soberania” israelenses serão aplicadas sobre toda a Cisjordânia, sem exceção. Hoje, o território é dividido em zonas territoriais e governado parcialmente pela Autoridade Palestina, embora Tel Aviv mantenha controle militar e de segurança. A segunda, aprovada com apoio de partidos de centro, prevê a anexação de um assentamento próximo a Jerusalém.

    Os projetos ainda precisam passar por mais três votações no Knesset antes de virarem lei. A construção de assentamentos tem se expandido rapidamente desde 2022, quando o governo de Netanyahu, o mais à direita da história de Israel, assumiu o poder.

    Membros da coalizão de Netanyahu pressionam o governo a anexar a Cisjordânia como resposta à onda de reconhecimento diplomático do Estado da Palestina liderada por Reino Unido, França e Canadá, mas o premiê tenta evitar novos desgastes com os EUA.

    Na quarta (22), Netanyahu rejeitou de forma contundente a ideia de que seu país seja um vassalo dos EUA. A declaração foi feita ao lado de Vance, após uma reunião em Jerusalém. “Temos uma aliança entre parceiros que compartilham valores comuns”, disse Bibi, como o premiê é conhecido.

    Vance fez coro a Netanyahu, reafirmando que os EUA não veem Israel como um Estado subordinado, mas como um aliado estratégico.

    O chefe da diplomacia americana, Marco Rubio, já havia dado um puxão de orelha público na noite de quarta, antes de embarcar a Tel Aviv, afirmando que o avanço de dois projetos no Parlamento pode colocar em risco o já frágil acordo de cessar-fogo.

    “O presidente deixou claro que não apoiaríamos isso neste momento, e acreditamos que isso representa uma ameaça potencial ao acordo de paz”, disse o americano a repórteres.

    Vance e Rubio fazem parte de um esforço de membros do alto escalão de Trump que têm viajado a Israel com o objetivo de não deixar o acordo de cessar-fogo ruir.

    Os EUA, assim como Israel, criticaram nesta quinta-feita (23) o parecer da Corte Internacional de Justiça, ligada às Nações Unidas, que afirmou que Israel tem a obrigação de garantir que as necessidades básicas da população civil da Faixa de Gaza sejam atendidas. A chancelaria israelense afirmou que Tel Aviv “cumpre integralmente suas obrigações sob o direito internacional”.

    Durante a última madrugada, moradores de Gaza relataram tiros e bombardeios de tanques em Khan Yunis, no sul do território, e também na capital. O Ministério da Saúde palestino, controlado pelo Hamas, afirmou que uma pessoa morreu devido ao fogo israelense.

    Na segunda (20), três pessoas foram mortas após as Forças Armadas de Israel voltaram a atacar Gaza. Os militares israelenses disseram ter atirado contra terroristas que ultrapassaram um limite territorial estabelecido pelo acordo de cessar-fogo.

    Trump ameaça interromper apoio a Israel caso país anexe Cisjordânia ocupada

  • Queda de helicóptero mata família de político dos EUA; neto sobrevive

    Queda de helicóptero mata família de político dos EUA; neto sobrevive

    Um dos quatro filhos do ex-senador republicado Darren Bailey morreu em um acidente de helicóptero com a família; na aeronave estava a esposa e dois dos netos do parlamentar, também recandidato ao cargo de governador de Illinois

    Quatro familiares de Darren Bailey, candidato a governador do estado norte-americano de Illinois, morreram em um acidente de helicóptero, nesta quarta-feira (22). Segundo a campanha do republicano, as vítimas mortais são o filho Zachary, a nora, Kelsey, e dois netos, Vada e Samuel, de 12 e sete anos, respectivamente.

    A mesma fonte relatou que não há mais informações acerca do acidente, que aconteceu no estado de Montana, mas explicou que Finn, o terceiro filho do casal “não estava a bordo da aeronave e está em segurança”. Finn tem dez anos. Zachary era um dos quatro filhos de Bailey.

    “Darren e a esposa Cindy estão devastados depois desta perda inimaginável. Estão encontrando conforto na fé, na família e nas preces de todos os que os amam e estão preocupados”, lê-se ainda na nota da assessoria do político.

    “A família agradece todo o apoio que têm vindo a receber, pedindo também privacidade durante o período de luto, em que estão acompanhados pelos seus entes queridos”, finaliza.

    O jornal The New York Times recorda que Bailey, de 59 anos, perdeu em 2022 a corrida à liderança do estado norte-americano, frente a JB Pritzker. Segundo escreve a publicação, Bailey foi também um senador estadual antes de entrar na corrida à liderança do estado de Illinois.

    Bailey chegou a estar à frente do atual governador, tendo sido amplamente apoiado  pelo agora presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assim como financiado por Richard Uihlein, proprietário da empresa Uline, que entre outros negócios é uma transportadora que opera em toda a América do Norte. 

    Depois de perder em 2022, com 42%, Bailey anunciou a sua recandidatura em setembro deste ano, não havendo, para já, qualquer anúncio de que vai desistir. O atual governador é, no entanto, o favorito a ganhar em 2026, de acordo com o que indica o New York Times.

    Nas redes sociais, algumas pessoas lamentaram a situação, de democratas a republicanos. A presidente do Partido Republicano do Illinois, Kathy Salvi, lamentou a tragédia e expressou solidariedade à família. “O partido está de luto por esta perda devastadora. Juntem-se a nós para manter a família Bailey nos nossos pensamentos e orações neste momento inimaginável”, escreveu Slavi, em comunicado.

    Também JB Pritzker lamentou a situação, escrevendo na rede social X (antigo Twitter): “MK [Mary Kathryn Muenster, a esposa] e eu estamos devastados com a notícia das morte de Zachary, Kelsey e de dois dos filhos, Vada e Samnuel. As nossas mais profundas condolências e orações, estamos com os Bailey neste momento de luto”, escreveu.

    Queda de helicóptero mata família de político dos EUA; neto sobrevive

  • António Costa afirma que plano de Trump para paz na Ucrânia fracassou

    António Costa afirma que plano de Trump para paz na Ucrânia fracassou

    Presidente do Conselho Europeu afirmou que a iniciativa dos EUA não encontra apoio de Putin e anunciou novas sanções contra Moscou, reforçando o compromisso da União Europeia em apoiar a Ucrânia até 2027

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou nesta quarta-feira (22) que as expectativas criadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, sobre um possível acordo entre os líderes da Ucrânia e da Rússia não devem se concretizar.

    “Apesar das grandes expectativas criadas pela iniciativa de Trump, está claro hoje, infelizmente, que essas iniciativas não coincidem com a vontade de Putin”, declarou Costa, após uma reunião que contou com a presença do presidente ucraniano Volodymyr Zelensky. Segundo ele, “a Rússia está intensificando os ataques contra civis e infraestruturas essenciais”.

    Diante desse cenário, o líder europeu defendeu a continuidade do apoio à Ucrânia. “Temos que continuar a apoiar a luta por uma paz justa e duradoura”, afirmou.

    Durante o encontro, o Conselho Europeu também aprovou um novo pacote de sanções contra Moscou. “Acabamos de adotar o nosso 19º pacote de sanções, que atinge bancos russos, bolsas de criptomoedas e o setor energético. Faremos tudo para garantir as necessidades financeiras da Ucrânia, inclusive para aquisição de equipamentos militares”, anunciou Costa.

    A presidência dinamarquesa da União Europeia confirmou o acordo entre os Estados-membros para endurecer as restrições ao petróleo e ao gás russos, como parte das medidas destinadas a privar o Kremlin de recursos usados na guerra.

    Costa classificou o resultado da reunião como “uma mensagem forte para a Rússia”. “Sempre dissemos que apoiaríamos a Ucrânia pelo tempo que fosse necessário — e estamos cumprindo”, reforçou, prometendo suporte contínuo em 2026 e 2027.

    Os líderes da União Europeia se reuniram em Bruxelas para discutir o aumento do apoio a Kyiv e a intensificação da pressão sobre Moscou. O encontro contou com a presença de Zelensky, mas com poucas expectativas de avanços em direção a um cessar-fogo.

    Trump tenta mediar um acordo

    Desde que retornou à Casa Branca, no início de 2025, Donald Trump tem buscado intermediar uma trégua entre os dois países. Recentemente, o presidente americano sugeriu que a Ucrânia poderia ter de ceder parte de seu território — especialmente na região de Donbass — para alcançar um acordo de paz, proposta que gerou forte reação em Kyiv e entre os líderes europeus.

    Os aliados da Ucrânia reiteraram que qualquer negociação deve respeitar a soberania do país e não pode recompensar a invasão russa. Moscou, por sua vez, rejeitou parte das ideias de Trump, incluindo a criação de uma linha de contato fixa, e mantém exigências próprias, como a rendição ucraniana em algumas regiões.

    Reunião entre Trump e Putin segue incerta

    Na semana passada, Trump afirmou ter tido uma “conversa produtiva” com Vladimir Putin e anunciou um possível encontro entre os dois em Budapeste, na Hungria, nas próximas semanas. No entanto, nesta terça-feira (21), o líder americano recuou, dizendo não querer “perder tempo com uma reunião inútil”, em referência à falta de sinais de boa vontade do Kremlin.

    Mesmo assim, o porta-voz do governo russo disse que as negociações para definir uma data continuam e expressou esperança de que a reunião possa contribuir para um “acordo pacífico”.
     
     

     

    António Costa afirma que plano de Trump para paz na Ucrânia fracassou

  • Maduro diz que Venezuela tem 5 mil mísseis antiaéreos para enfrentar EUA

    Maduro diz que Venezuela tem 5 mil mísseis antiaéreos para enfrentar EUA

    Maduro afirmou que a Venezuela possui cinco mil mísseis antiaéreos russos do tipo Igla-S para enfrentar possíveis ameaças dos Estados Unidos. A declaração ocorre em meio à crescente tensão com Washington, que acusa o governo venezuelano de envolvimento em operações internacionais de tráfico de drogas

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, declarou que o país possui cinco mil mísseis antiaéreos portáteis de fabricação russa, modelo Igla-S, para responder a possíveis ameaças militares dos Estados Unidos.

    “Qualquer força militar do mundo conhece o poder dos Igla-S, e a Venezuela tem nada menos que cinco mil deles”, afirmou Maduro em pronunciamento transmitido pela televisão estatal na quarta-feira (22).

    O Igla-S é um míssil leve e portátil, projetado para abater aeronaves em baixa altitude, e tem sido usado em exercícios militares ordenados por Maduro como resposta à presença de forças norte-americanas na região do Caribe.

    Nos últimos meses, Washington mobilizou sete navios e caças de guerra sob o argumento de combater o tráfico de drogas. Desde o início de setembro, os Estados Unidos realizaram ao menos sete operações na área, que, segundo o governo venezuelano, causaram 32 mortes.

    O presidente americano Donald Trump anunciou em outubro que autorizou ações secretas da CIA contra o governo de Caracas, intensificando a tensão entre os dois países.

    Washington acusa Maduro e seus aliados de chefiar uma rede internacional de narcotráfico, enquanto o regime venezuelano nega as acusações e sustenta que a ofensiva norte-americana é parte de uma tentativa de mudança de regime e de controle sobre as reservas de petróleo do país.
     
     

     

    Maduro diz que Venezuela tem 5 mil mísseis antiaéreos para enfrentar EUA

  • Presos ameaçam de morte Nicolas Sarkozy em prisão de Paris

    Presos ameaçam de morte Nicolas Sarkozy em prisão de Paris

    Três detentos da penitenciária La Santé foram detidos após ameaçarem o ex-presidente francês, que cumpre pena de cinco anos por conspiração criminosa. Sarkozy recebe proteção especial dentro da prisão devido ao seu status e às ameaças recebidas desde sua chegada ao local

    Três detentos da penitenciária La Santé, em Paris, foram detidos por ameaçar de morte o ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, de 70 anos. Os homens, cujas identidades não foram divulgadas, cumprem pena na mesma unidade em que o ex-chefe de Estado está preso desde terça-feira (21).

    Segundo o Ministério Público de Paris, os presos fizeram as ameaças no momento da chegada de Sarkozy à penitenciária. “Três detentos da prisão de La Santé foram detidos após proferirem ameaças durante a chegada de Nicolas Sarkozy”, informou um porta-voz da Promotoria.

    Durante uma busca realizada nas celas dos suspeitos, as autoridades apreenderam dois telefones celulares, segundo informações do jornal The Sun. A Promotoria abriu uma investigação formal por ameaça de morte.

    Na quarta-feira (22), o ministro do Interior francês, Laurent Nuñez, confirmou que Sarkozy recebe proteção especial dentro da prisão, com dois agentes de segurança destacados exclusivamente para acompanhá-lo. Segundo o ministro, a medida foi adotada “devido ao seu status e às ameaças recebidas”.

    O ex-presidente francês começou a cumprir pena de cinco anos de prisão após ser condenado por conspiração criminosa em um caso de financiamento ilegal de campanha eleitoral. O Tribunal Penal de Paris concluiu que Sarkozy permitiu que aliados próximos solicitassem recursos ao regime do ditador Muammar Kadhafi para financiar sua candidatura à presidência em 2007.

    Mesmo tendo apresentado recurso, Sarkozy foi preso por determinação judicial com execução provisória da sentença, justificada pela “gravidade excepcional dos atos cometidos”.

    A condenação dividiu a opinião pública na França. Uma pesquisa divulgada no final de setembro mostrou que 61% dos franceses consideram a prisão justa, enquanto 38% acreditam que a medida é injusta. Sarkozy é o primeiro ex-presidente da França e da União Europeia a cumprir pena em regime fechado.
     

     
     

    Presos ameaçam de morte Nicolas Sarkozy em prisão de Paris