Categoria: MUNDO

  • Ditador da Belarus oferece asilo a Maduro em meio a tensão com Estados Unidos

    Ditador da Belarus oferece asilo a Maduro em meio a tensão com Estados Unidos

    Aleksandr Lukachenko afirma que pode receber venezuelano Nicolás Maduro caso deixe o cargo; oferta surge enquanto Donald Trump intensifica retórica contra regime em Caracas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ditador da Belarus, Aleksandr Lukachenko, afirmou que o ditador Nicolás Maduro será bem-vindo ao seu país caso deixe o cargo. Durante uma entrevista ao canal americano Newsmax, Lukachenko ainda disse, no entanto, que não teve nenhuma conversa nesse sentido com o venezuelano.

    A tensão entre os governos dos Estados Unidos e da Venezuela tem crescido, com um aumento da presença militar americana no sul do Caribe, ataques dos EUA a embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico e declarações do presidente americano, Donald Trump, de que operações terrestres podem começar em breve na Venezuela.

    O regime de Maduro, por outro lado, afirma que os EUA buscam sua queda para assumir o controle das vastas reservas de petróleo do país.

    Na última semana, tropas americanas capturaram um navio com petróleo venezuelano em águas próximas à Venezuela. A apreensão, condenada por Maduro, representou a mais recente escalada nas tensões entre Washington e Caracas.

    Trump tem reiteradamente mencionado a possibilidade de uma intervenção militar dos EUA no país latino, enquanto o regime venezuelano continua a fortalecer suas forças militares.

    Na sexta, o líder republicano voltou a afirmar que os EUA farão ataques em terra contra alvos relacionados ao tráfico de drogas. “Não são apenas ataques na Venezuela, são ataques a pessoas horríveis que estão trazendo drogas e matando o nosso povo”, disse ele.

    A relação entre Trump e Lukachenko também teve um novo desdobramento na última semana, quando a Belarus libertou 123 prisioneiros, entre eles Ales Bialiatski, vencedor do Prêmio Nobel da Paz em 2022, e a líder oposicionista Maria Kalesnikava, após dois dias de negociações com um enviado do presidente americano.

    Foi a maior libertação de prisioneiros determinada por Lukachenko desde que o governo Trump iniciou negociações este ano com o ditador, um aliado próximo do presidente russo, Vladimir Putin.

    Ditador da Belarus oferece asilo a Maduro em meio a tensão com Estados Unidos

  • Trump assina decreto que equipara fentanil a arma de destruição em massa

    Trump assina decreto que equipara fentanil a arma de destruição em massa

    Medida abre caminho para uso das Forças Armadas no combate ao tráfico e cita ‘terroristas estrangeiros’; decreto diz que o opioide, quando distribuído ilegalmente, é ‘mais parecido com arma química do que com narcótico’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou um decreto nesta segunda-feira (15) classificando o fentanil, principal analgésico que causa a crise de opioides nos EUA, de uma arma de destruição em massa. A categoria inclui, além de bombas atômicas, armas biológicas, como o antraz, ou químicas, como o gás sarin.

    O decreto permite que o Departamento de Defesa americano determine se incidentes de tráfico de fentanil justificam uso das Forças Armadas -na prática, liberando a atuação irrestrita dos militares no combate ao tráfico do opioide, uma vez que a gravidade do crime agora equivale ao contrabando de urânio, por exemplo.

    Nos Estados Unidos, o uso do Exército em operações de policiamento é ilegal, com poucas exceções. Se o decreto de Trump sobreviver a desafios na Justiça, o combate ao tráfico de fentanil se tornaria uma delas.

    Trump assina decreto que equipara fentanil a arma de destruição em massa

  • Eventos inesquecíveis de 2025 que chocaram e surpreenderam (para o bem e para o mal)

    Eventos inesquecíveis de 2025 que chocaram e surpreenderam (para o bem e para o mal)

    Um ano que abalou o mundo

    Sem dúvida, 2025 foi um ano notável em termos de eventos marcantes, incidentes memoráveis ​​e momentos inacreditáveis. O mundo testemunhou alguns acontecimentos verdadeiramente inesquecíveis este ano — alguns trágicos e perturbadores, outros triunfantes e inspiradores. Todos eles definiram um ano que, ao chegar ao fim, será lembrado e comentado por muito tempo. Então, quais foram os eventos mais memoráveis ​​que nos chocaram e surpreenderam em 2025?

    Clique e relembre as manchetes que abalaram o Brasil e o mundo.

    Eventos inesquecíveis de 2025 que chocaram e surpreenderam (para o bem e para o mal)

  • Donald Trump diz que Rob Reiner era 'atormentado' e 'obcecado' por ele

    Donald Trump diz que Rob Reiner era 'atormentado' e 'obcecado' por ele

    Rob Reiner e esposa Michele foramenontrados sem vida na residência da família, em Los Angeles, neste domingo. A polícia apura se o filho dos dois, de 32 anos, pode estar envolvido no caso, que ainda não teve detalhes oficiais confirmados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente americano Donald Trump chamou o diretor Rob Reiner de atormentado e disse que o cineasta era obcecado com ele.

    O diretor responsável por filmes como “Conta Comigo”, “Louca Obsessão” e “Harry e Sally – Feitos um para o Outro”, e sua mulher, a atriz e fotógrafa Michele Singer, de 70 anos, foram encontrados mortos em sua mansão em Los Angeles, nos Estados Unidos, neste domingo (14).

    “Uma coisa muito triste aconteceu ontem à noite em Hollywood. Rob Reiner, um atormentado e decadente diretor de cinema e estrela de comédia, mas que já foi muito talentoso, faleceu, junto com sua esposa, Michele, supostamente devido à raiva que ele causou em outros através de sua aflição massiva, inflexível e incurável com uma doença debilitante da mente conhecida como Síndrome de Desarranjo Mental por Trump”, escreveu o presidente americano na rede Truth Social.

    “Ele era conhecido por deixar as pessoas loucas por sua obsessão furiosa pelo presidente Donald J. Trump, com sua paranoia óbvia atingindo novos patamares à medida que o governo Trump superava todos os objetivos e expectativas de grandeza, e com a Era de Ouro da América sobre nós, talvez como nunca antes. Que Rob e Michele descansem em paz!”

    A polícia investiga as circunstâncias das mortes, que aparentam se tratar de homicídio, informou o Departamento de Polícia da cidade em comunicado à imprensa. Os corpos foram identificados com indícios de esfaqueamento.

    Nick Reiner, um dos três filhos do casal, foi preso pela polícia de Los Angeles e classificado como o principal suspeito do caso. A revista People, especializada na cobertura de Hollywood, diz ter ouvido de fontes próximas às investigações que Nick Reiner, filho do diretor, é o responsável pela morte do casal.

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  • Justiça de Portugal manda Parlamento reescrever lei de nacionalidade

    Justiça de Portugal manda Parlamento reescrever lei de nacionalidade

    Tribunal máximo considerou inconstitucionais trechos da legislação, aprovada inicialmente em outubro; nova lei dificulta vida de brasileiros e outros estrangeiros que queiram adquirir a cidadania portuguesa

    LISBOA, PORTUGAL (CBS NEWS) – O Tribunal Constitucional português acaba de devolver à Assembleia da República o texto da Lei na Nacionalidade, aprovada no último dia 28 de outubro, por julgar que havia artigos inconstitucionais. A lei agora voltará para os deputados, que terão que reescrevê-la e fazer uma nova votação -a qual, depois de ser novamente aprovada, deverá ser enviada para a sanção do presidente da República.

    A nova lei dificulta a vida dos estrangeiros que moram no país lusitano e pretendem adquirir a cidadania portuguesa. Integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) -que inclui os brasileiros e da Comunidade Europeia precisam comprovar sete anos de residência legal no país. Na lei anterior, eram apenas cinco. Para os demais estrangeiros, a norma é ainda mais restritiva. Eles só poderão pedir cidadania depois de dez anos morando legalmente em Portugal.

    A nova lei também torna mais difícil que crianças nascidas de pais estrangeiros sejam registradas como portuguesas. O regramento anterior permitia que isso acontecesse caso um dos pais comprovasse um ano de residência legal em Portugal. Agora são necessários cinco anos.

    As mudanças não se estendem, porém, à cidadania por ascendência. Filhos e netos de portugueses continuam tendo os mesmos direitos, mesmo que nunca tenham vivido em Portugal. Nessa área as regras ficaram mais brandas. Em determinadas circunstâncias, até um bisneto de portugueses pode pedir naturalização.

    A proposta, apresentada pela Aliança Democrática, coligação de partidos de centro-direita que governa Portugal, foi aprovada com os votos do Chega, o partido da ultradireita. No dia 19 de novembro, o Partido Socialista, de centro-esquerda, que votou contra a nova lei, pediu uma fiscalização preventiva ao Tribunal Constitucional.

    Vários dos questionamentos reproduziam a posição do PS durante a discussão parlamentar. A sigla de centro-esquerda criticou a ausência de regras de transição. Muitos imigrantes com pouco menos de cinco anos de residência legal no país já estavam reunindo os documentos e contratado advogados para dar início no processo, e seriam prejudicados com a mudança abrupta da lei.

    Outro ponto questionado era a contagem do tempo a partir do momento da oficialização da residência legal. Por morosidade da burocracia portuguesa, muitos imigrantes que já haviam apresentado todos os documentos exigidos estavam esperando há até três anos por uma entrevista. Para os deputados do Partido Socialista, esse tempo deveria ser considerado na contagem para a nacionalidade, dado que a responsabilidade pela demora não era do imigrante, mas do governo.

    O Partido Socialista pediu também a análise, por parte do Tribunal Constitucional, de artigos dúbios, como o que impunha restrições a quem revelasse “comportamentos que revelem rejeição da comunidade nacional”. Havia o temor que tal dispositivo interferisse na liberdade do imigrante de criticar o governo.

    O ponto mais polêmico era a punição, com perda de nacionalidade, dos que fossem condenados a pelo menos quatro anos de prisão. Apenas os que tivessem obtido nacionalidade há menos de dez anos seriam punidos. Isso geraria, na opinião de vários juristas, duas classes diferentes de cidadãos: os nascidos em Portugal e os naturalizados há menos de dez anos.

    A imigração tem sido assunto central no debate político em Portugal nos últimos meses. Em 16 de outubro, o presidente Marcelo Rebelo de Sousa promulgou a Lei dos Estrangeiros, que acabou com a possibilidade de um imigrante se regularizar a posteriori depois de entrar no país com visto de turista. Agora é necessário o visto consular no país de origem. A Lei dos Estrangeiros também endureceu as regras para o reagrupamento familiar de imigrantes.

    O tema tem surgido constantemente na campanha eleitoral que está em curso no país. O pleito que escolherá o novo presidente da República -que exerce o cargo de chefe de Estado; o chefe de governo é o primeiro-ministro- está marcado para 18 de janeiro. Entre os candidatos, André Ventura, do Chega, sigla da ultradireita, vem subindo o tom no discurso xenófobo. Na ausência de um candidato forte à esquerda -o socialista Antonio Seguro virou meme ao dizer que não era socialista nem de esquerda-, o independente Henrique Gouveia e Melo, almirante que nasceu em Moçambique e passou a juventude no Brasil, tem aparecido como um porta-voz moderado da causa da imigração.

    Justiça de Portugal manda Parlamento reescrever lei de nacionalidade

  • Mulher que fez 'vaquinha' após morte do filho é suspeita de o ter matado

    Mulher que fez 'vaquinha' após morte do filho é suspeita de o ter matado

    Raven Louise Broniecki foi presa cinco dias depois de criar uma página de donativos em nome do filho. Agora é acusada pelo homicídio involuntário da criança

    Uma mulher que criou uma página de arrecadação de dinheiro em nome do seu filho, de apenas dois anos, é agora acusada pelo homicídio da criança.

    Raven Louise Broniecki, de 29 anos, foi acusada, na semana passada, de homicídio involuntário, crueldade contra uma criança e negligência na morte do seu filho Keith Richard.

    Apenas cinco dias antes de ser detida, a mulher, que mora na Georgia, nos Estados Unidos da América (EUA), tinha criado uma página para arrecadar fundos, para segundo a  imprensa norte-americana tentar lucrar com a morte do próprio filho.

    “O meu querido bebê, o meu melhor amigo, o meu mundo morreu recentemente”, escrevia, em uma publicação onde referia que estava pedindo ajuda para juntar dinheiro para conseguir pagar as despesas referentes à morte do filho.

    “Gastamos todos os nossos fundos no funeral, nas urnas e em outras coisas para o nosso menino e agora ficamos com uma quantia considerável de contas para pagar e precisamos de ajuda para nos reerguermos”, escrevia, relatando que para além de estar de “coração partido”, estava também “muito stressada com a sua situação financeira.

    O menino foi hospitalizado em 22 de novembro com um ferimento de bala, tendo na ocasião se alegado que este tinha sido vitima de um tiroteio não intencional.

    Depois de ser presa, Raven saiu em liberdade após o pagamento de uma fiança. A página na plataforma Go Fund Me foi entretanto eliminada.

    Mulher que fez 'vaquinha' após morte do filho é suspeita de o ter matado

  • Liberdade de expressão mundial recua 10% desde 2012

    Liberdade de expressão mundial recua 10% desde 2012

    O dado faz parte do estudo Tendências do Jornalismo: configuração em um mundo em crise, referente ao período de 2022 a 2025, divulgado hoje pela organização

    A liberdade de expressão no mundo recuou 10% entre 2012 e 2024, um retrocesso comparável ao período da Primeira Guerra Mundial, alertou nesta quinta-feira a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).

    O dado faz parte do estudo Tendências do Jornalismo: configuração em um mundo em crise, referente ao período de 2022 a 2025, divulgado hoje pela organização. O relatório aponta uma ligação direta entre o enfraquecimento da liberdade de expressão e fenômenos como o aumento da autocensura, a fragilização das instituições, a queda da confiança do público e o aprofundamento da polarização política e social.

    Segundo a Unesco, a perda de liberdade de expressão ocorreu paralelamente a retrocessos na igualdade e a um ambiente cada vez mais hostil para jornalistas, cientistas e pesquisadores ambientais. A entidade também destaca que o domínio das grandes empresas de tecnologia criou um cenário favorável à disseminação de discurso de ódio e desinformação na internet.

    De acordo com o relatório, pressões políticas, sociais e comerciais vêm minando a liberdade, a pluralidade e a diversidade dos meios de comunicação. A Unesco também chama atenção para os impactos negativos da inteligência artificial generativa, que, nos últimos dois anos, aprofundou a crise econômica e de credibilidade dos veículos de comunicação tradicionais.

    Entre 2012 e 2019, a queda no índice global de liberdade de expressão foi considerada moderada. A partir de 2020, porém, o ritmo de deterioração acelerou, especialmente desde 2022, quando passou a cair a uma taxa média anual de 1,30%, bem acima da média registrada ao longo de todo o período analisado, de 0,86% ao ano.

    O relatório destaca que esse retrocesso está fortemente associado à situação do jornalismo. Profissionais da imprensa enfrentam um cenário marcado por assédio, ameaças e violência física, sobretudo em áreas de conflito. Entre 2022 e 2025, 185 jornalistas foram mortos, um aumento de 67% em relação aos quatro anos anteriores.

    Somente em 2025, 91 jornalistas morreram, sendo 41% das mortes resultado de ataques deliberados. A impunidade permanece elevada: até 2024, cerca de 85% dos responsáveis por esses crimes não haviam sido condenados, segundo estimativas da Unesco.

    A autocensura entre jornalistas também cresce de forma consistente, a uma taxa próxima de 5% ao ano. No total, entre 2012 e 2024, o índice de autocensura aumentou 63%, especialmente em temas sensíveis como corrupção, devido ao medo de represálias. Paralelamente, a vigilância digital e a adoção de leis restritivas cresceram 48%, afetando principalmente o jornalismo independente.

    O estudo aponta ainda o aumento do assédio online, do uso de processos judiciais abusivos e de práticas de intimidação contra profissionais da comunicação.

    Apesar do avanço do acesso à internet em escala global, a Unesco alerta que o índice de democracia está em queda. Pela primeira vez nas últimas duas décadas, o número de regimes autocráticos supera o de democracias. Atualmente, 72% da população mundial vive sob governos não democráticos, o nível mais alto desde 1978.

    O índice citado no relatório é elaborado a partir do maior conjunto de dados globais sobre democracia, produzido por uma rede internacional de acadêmicos e especialistas coordenada pelo Instituto V-Dem, da Universidade de Gotemburgo, na Suécia. O levantamento considera fatores como censura à imprensa, assédio a jornalistas e restrições à liberdade de expressão acadêmica e cultural.
     

     

    Liberdade de expressão mundial recua 10% desde 2012

  • Identificadas 5 vítimas do ataque em Sydney: quem eram e suas histórias

    Identificadas 5 vítimas do ataque em Sydney: quem eram e suas histórias

    O ataque durante a celebração do Hanukkah chocou Sydney e deixou 16 mortos, incluindo um dos atiradores. Entre as vítimas estão líderes religiosos, sobreviventes do Holocausto e uma criança de dez anos. Autoridades seguem investigando enquanto famílias judaicas lamentam as perdas.

    O tiroteio ocorrido na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália, deixou 16 mortos, incluindo um dos atiradores. Cinco das vítimas já foram identificadas. Mais de doze horas após o ataque, os primeiros detalhes começam a ser esclarecidos pelas autoridades.

    De acordo com a polícia australiana, os disparos atingiram cerca de mil pessoas que estavam reunidas para celebrar a primeira noite do Hanukkah, tradição judaica. Os responsáveis pelo ataque seriam pai e filho.

    O homem de 50 anos, cuja identidade não foi revelada, morreu após ser baleado em confronto com a polícia. Seu filho, Naveed Akram, de 24 anos, morador do bairro de Bonnyrigg, no sudoeste de Sydney, também foi atingido. Ele está hospitalizado em estado crítico, porém estável, e já se encontra sob custódia policial.

    Entre as vítimas fatais, cinco já foram identificadas. A primeira delas é o rabino Eli Schangler, de 41 anos, nascido em Londres. Ele deixa esposa e cinco filhos, sendo o mais novo um bebê de apenas dois meses.

    Em entrevista ao Jewish News, o primo de Schangler, o rabino Zalman Lewis, contou que a família soube da morte por meio de um grupo de WhatsApp, quando alguns parentes reconheceram seu nome na lista de vítimas.

    “Ainda estamos começando a processar. Não faz sentido. Como um rabino alegre, que foi a uma praia para espalhar felicidade e luz, pode ter a vida interrompida dessa forma?”, lamentou Lewis. “Só podemos fazer o que Eli teria querido: praticar mais mitzvot (boas ações) e continuar espalhando energia positiva.”

    Lewis descreveu o primo como alguém “cheio de vida, energia e otimismo”.

    Notícias ao Minuto

    © Eli Schangler/Instagram

    Alex Kleytman

    Outro identificado foi Alex Kleytman, um judeu ucraniano que sobreviveu ao Holocausto. Ele estava na praia de Bondi com a esposa, Larisa, para celebrar o Hanukkah quando o ataque começou.

    De acordo com Larisa, Alex morreu tentando protegê-la ao ser atingido por um tiro na parte de trás da cabeça.

    “Acho que ele foi atingido atrás da cabeça porque se levantou para me proteger”, disse a viúva ao Daily Mail. Eles foram casados por mais de 50 anos e tiveram dois filhos.

    Em 2023, o casal, ambos sobreviventes do Holocausto, compartilhou suas histórias ao Jewish Care. O relatório anual de 2022/23 da instituição descreve que, ainda crianças, Larisa e Alexander enfrentaram horrores indescritíveis durante o Holocausto. As memórias de Alex são especialmente duras, marcadas pelas condições extremas na Sibéria, onde viveu com a mãe e o irmão mais novo enquanto lutavam pela sobrevivência.

    O passado traumático não impediu que buscassem um novo começo. Mais tarde, eles imigraram da Ucrânia para a Austrália, onde reconstruíram a vida juntos.

    Notícias ao Minuto

    © @saurabhkap00r/X

    Dan Elkayam

    Também o francês Dan Elkayam, de 27 anos, morreu no ataque. A informação foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noël Barrot, na rede social X.

    “É com imensa tristeza que soubemos que nosso compatriota Dan Elkayam está entre as vítimas deste ataque terrorista desprezível que atingiu famílias judaicas reunidas na praia de Bondi, em Sydney, no primeiro dia de Hanukkah”, declarou o ministro.

    “Esse ato repugnante é mais uma manifestação trágica de uma onda revoltante de ódio antissemita que precisamos combater. A França não medirá esforços para erradicar o antissemitismo onde quer que apareça e para enfrentar o terrorismo em todas as suas formas. As luzes de Hanukkah não devem, e não vão, se apagar”, concluiu.

    O presidente francês, Emmanuel Macron se pronunciou pouco depois, também no X, dizendo saber da notícia com “profunda tristeza” e expressando a sua solidariedade para com a sua família e entes queridos.

    Notícias ao Minuto

    © @HenMazzig/X

    Reuven Morrison

    Outra das vítimas é Reuven Morrison, um imigrante da antiga União Soviética que chegou à Austrália nos anos 1970, após enfrentar perseguição no país de origem por ser judeu.

    “Nós viemos para cá acreditando que a Austrália era o país mais seguro do mundo, onde os judeus não sofreriam mais com tanto antissemitismo; um lugar onde poderíamos criar nossos filhos em segurança”, disse ele em entrevista à ABC em 2024.

    De acordo com o site Chabad.org, Morrison dividia seu tempo entre Sydney e Melbourne e era um empresário bem-sucedido, conhecido por dedicar grande parte de seus lucros a causas e instituições de caridade que valorizava profundamente.

    Notícias ao Minuto

    © @NoaMagid/X

    Yaakov Levitan

    Sabe-se também que uma das vítimas identificadas era o rabino Yaakov Levitan. Ainda há poucas informações sobre ele, apenas que atuou como secretário do Beth Din, o tribunal judaico de Sydney, e também trabalhou no Centro BINA, uma organização da comunidade judaica.

    O site Chabad descreve Levitan como um homem profundamente comprometido com sua fé e com o serviço religioso.

    Notícias ao Minuto

    © @NoaMagid/X

    As autoridades australianas também confirmaram a morte de uma menina de dez anos, embora sua identidade ainda não tenha sido divulgada. Ela é, até o momento, a vítima mais jovem do ataque.

    No total, mais de 40 pessoas receberam atendimento médico por ferimentos decorrentes do tiroteio. De acordo com a atualização mais recente, 38 seguem internadas, entre elas dois policiais.

    Identificadas 5 vítimas do ataque em Sydney: quem eram e suas histórias

  • Extrema-direita vence eleição e Kast é o novo presidente do Chile

    Extrema-direita vence eleição e Kast é o novo presidente do Chile

    José Antonio Kast derrotou Jeannette Jara com ampla vantagem e garantiu a primeira vitória da extrema-direita no comando chileno desde o fim da ditadura. Com o voto obrigatório e alta participação, o país inicia um novo ciclo político marcado por promessas de segurança e endurecimento migratório.

    A extrema-direita venceu a eleição presidencial no Chile. José Antonio Kast conquistou o segundo turno deste domingo com ampla vantagem sobre a candidata de esquerda, Jeannette Jara, que reconheceu a derrota após a divulgação dos primeiros resultados oficiais.

    Com 76% das urnas apuradas, Kast aparece com 58,30% dos votos, enquanto Jara soma 41,70%. A candidata afirmou nas redes sociais que “a democracia falou alto e claro” e contou ter telefonado ao adversário para desejar êxito “para o bem do Chile”.

    A vitória de Kast marca a primeira vez, desde o fim da ditadura de Augusto Pinochet há 35 anos, que um candidato de extrema-direita chega ao comando do país. Quase 16 milhões de chilenos foram convocados para votar, em uma jornada marcada por longas filas, já que o voto é obrigatório.

    Kast, advogado de 59 anos, concorria pela terceira vez ao cargo. Ao longo da campanha, apostou num discurso forte de combate ao crime e defesa da deportação de aproximadamente 340 mil imigrantes indocumentados, em sua maioria venezuelanos.

    Jeannette Jara, de 51 anos, ex-ministra do Trabalho do governo de Gabriel Boric, defendia o aumento do salário mínimo e maior proteção às aposentadorias. Na primeira volta, ambos receberam cerca de um quarto dos votos, com pequena vantagem para a esquerda. Ainda assim, a soma total dos candidatos de direita ultrapassou 70%, indicando o cenário favorável que se confirmou neste domingo.
     
     

     

    Extrema-direita vence eleição e Kast é o novo presidente do Chile

  • Vi gente com cabeça explodida, diz à Folha brasileiro que testemunhou atentado em Sydney

    Vi gente com cabeça explodida, diz à Folha brasileiro que testemunhou atentado em Sydney

    Estudante de gastronomia e nascido no interior do Rio de Janeiro, ele mora na Austrália há pouco mais de um ano e, como de costume aos finais de semana, pegou dois trens para chegar à praia de Bondi, uma das mais famosas e movimentadas do país. Em cerca de uma hora, chegou ao local, que “estava cheio, porque estava fazendo bastante calor”.

    GABRIEL BARNABÉ
    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O brasileiro Daniel Silva Gonçalves, 19, estava na praia de Bondi, em Sydney, no momento em que terroristas iniciaram o ataque que matou ao menos 11 pessoas neste domingo (14). “Eu escutei dois barulhos. Todo mundo pensou que eram fogos [de artifício], mas eu sei identificar o barulho de tiro”, afirmou Daniel à Folha.

    Estudante de gastronomia e nascido no interior do Rio de Janeiro, ele mora na Austrália há pouco mais de um ano e, como de costume aos finais de semana, pegou dois trens para chegar à praia de Bondi, uma das mais famosas e movimentadas do país. Em cerca de uma hora, chegou ao local, que “estava cheio, porque estava fazendo bastante calor”.

    Ao chegar à praia, Daniel disse ter visto muitas pessoas e uma feira cultural. Ele se sentou, junto com uma amiga brasileira, próximo a uma roda de samba conduzida por conterrâneos. “A gente escuta português em todo lugar aqui. Tem muito brasileiro na praia.”

    Quando começou a sequência de tiros, segundo Daniel, todos saíram correndo na mesma direção, da saída da praia. Ele estava há cerca de cem metros da ponte em que dois atiradores foram mais tarde rendidos. Ao ouvir os barulhos, ele conta ter visto os homens de longe.

    “Essa ponte fica perto do ‘changing room’, onde tem um banheiro para trocar de roupa e o pessoal toma banho.” Em cerca de um minuto, conta Daniel, viaturas de polícia já estavam no local, que é constantemente patrulhado. Após cerca de cinco minutos, diz, já havia algo em torno de 15 viaturas perto de onde ele esteva e, minutos depois, um helicóptero começou a sobrevoar o local.

    No meio do caminho, ele conta ter visto muitas pessoas chorando, baleadas e jogadas ao chão. “Foi muito triste. Eu vi criança chorando, gente com a cabeça baleada, com a cabeça explodida.”

    O ataque foi classificado de “ato terrorista devastator” pelo primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese. Daniel conta que, em cerca de 30 minutos, quando ainda estava na região da praia, já tinha visto publicações nas redes sociais que alertavam sobre o que acabara de acontecer.

    Com a fuga em massa e o isolamento policial, ele relata ter sido impossível solicitar carro por aplicativo e, por isso, decidiu ir embora a pé com sua amiga. Ambos tentaram embarcar nos ônibus que passavam pela praia, mas não conseguiram.

    Daniel chegou em casa cerca de três horas após o atentado na praia. “Pareceu um filme de terror”, afirma.

    A polícia disse que duas pessoas foram detidas e, segundo a mídia local, um dos atiradores morreu. Pelo menos dois criminosos participaram da ação, mas as autoridades policiais investigam se um terceiro atirador esteve envolvido no atentado.

    Albanese saudou, em seu discurso, aqueles que “põem suas vidas em perigo” para manter os australianos em segurança. Ele estendeu suas condolências às vítimas e familiares e destacou o rápido trabalho da polícia local.

    “Este é um ataque direcionado contra judeus australianos no primeiro dia de Hanukkah, que deveria ser um dia de alegria, uma celebração da fé. Um ato de maldade, antissemitismo e terrorismo que assola o coração de nossa nação”, afirmou o premiê.

    Daniel diz sentir que, na Austrália, todos são bem-vindos. Ele relata já ter visto discussões e “manifestação para todo lado” sobre a guerra entre Israel e Hamas. Também afirma, no entanto, que nunca se sentiu inseguro ou presenciou algo próximo do atentado deste domingo. “Os australianos são bem inclusivos para todo mundo.”

    Vi gente com cabeça explodida, diz à Folha brasileiro que testemunhou atentado em Sydney