Categoria: MUNDO

  • Parlamento de Israel inicia votação para anexar formalmente a Cisjordânia

    Parlamento de Israel inicia votação para anexar formalmente a Cisjordânia

    Proposta ainda precisa passar por 3 sessões antes de entrar em vigor; governo Binyamin Netanyahu deve barrar projeto; em paralelo, partidos de centro votam para anexar parte do território hoje ocupada por assentamento judaico

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Knesset, o Parlamento israelense, aprovou nesta quarta-feira (22) em votações preliminares dois projetos de lei para anexar formalmente a Cisjordânia, território palestino ocupado militarmente por Israel desde 1967.

    A primeira proposta estipula que “a lei, Justiça, administração e soberania” israelenses serão aplicadas sobre toda a Cisjordânia, sem exceção. Hoje, o território é dividido em zonas territoriais e governado parcialmente pela Autoridade Palestina, embora Tel Aviv mantenha controle militar e de segurança. A segunda proposta, aprovada com apoio de partidos de centro, prevê a anexação de um assentamento próximo a Jerusalém.

    O movimento ocorre durante a visita oficial do vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, que está no país em tentativa de impedir que o governo Binyamin Netanyahu abandone o cessar-fogo com o Hamas na Faixa de Gaza.

    O avanço dos projetos, que ainda precisam passar por mais três votações no Knesset antes de virarem lei, foi lido em Israel como uma derrota para Netanyahu. Membros da sua coalizão pressionam o governo a anexar a Cisjordânia como resposta à onda de reconhecimento diplomático do Estado da Palestina liderada por Reino Unido, França e Canadá, mas o premiê tenta evitar novos desgastes com os EUA -o presidente Donald Trump já disse que não permitirá a anexação da Cisjordânia por Israel.

    O primeiro projeto foi aprovado por 25 votos a 24, com apoio dos partidos de extrema direita que sustentam a coalizão de Netanyahu no Knesset e voto de minerva de Yuli Edelstein, membro do partido de Netanyahu, o Likud.

    Edelstein violou a orientação de que a bancada se abstivesse e, em resposta, a sigla deve removê-lo da poderosa Comissão de Relações Exteriores e Defesa do Parlamento, segundo o jornal The Times of Israel. O Likud deve ainda trabalhar para derrotar o projeto em votações futuras.

    “A soberania de Israel em toda a nossa terra natal é a questão premente do momento”, disse Edelstein após o voto. “Se meu pecado é ter defendido a Terra de Israel e votado a favor de aplicar soberania na Judeia e Samaria [nomes bíblicos pelos quais a Cisjordânia é às vezes chamada no país], então tenho orgulho disso.”

    Já o Likud disse em nota que a aprovação “não passa de uma manobra da oposição para prejudicar nossas relações diplomáticas com os Estados Unidos”, ignorando o fato de que partidos da sua base votaram a favor da medida.

    O Likud, no entanto, não se distanciou da intenção de anexar a Cisjordânia no futuro. “A real soberania não será conquistada por uma lei simbólica, e sim por meio de trabalho concreto e da criação de condições políticas para o reconhecimento de nossa soberania”, afirmou o partido, citando o reconhecimento dos EUA da anexação das Colinas de Golã, território sírio, e de Jerusalém como capital israelense.

    Se defendendo da acusação de que não protege os colonos na Cisjordânia, o Likud disse: “Nós fortalecemos os assentamentos todos os dias com ações, com orçamentos e projetos de construção, não com palavras”.

    O segundo projeto de lei, mais limitado, foi aprovado com apoio dos partidos dos líderes de oposição Yair Lapid e Benny Gantz. O texto prevê a anexação do território onde fica hoje o assentamento Ma’ale Adumim, verdadeira cidade próxima a Jerusalém Oriental onde moram 40 mil colonos judeus. Os assentamentos são considerados ilegais pelo direito internacional e pela esmagadora maioria dos países no mundo.

    O texto foi aprovado com 32 votos favoráveis e nove contrários. O deputado Avigdor Liberman, autor da proposta, disse em discurso no plenário que a melhor maneira de anexar a Cisjordânia é aos poucos. “O maior consenso na sociedade israelense hoje é a aplicação da soberania em Ma’ale Adumim.”

    Nesse sentido, membros do Likud ouvidos sob reserva pelo Times of Israel disseram que, se houvesse um voto secreto no Knesset hoje, a anexação completa da Cisjordânia seria aprovada com ampla margem, apesar do risco de irritar os EUA e provocar indignação de aliados europeus.

    Em setembro, Netanyahu visitou Ma’ale Adumim para assinar a expansão do assentamento. O projeto, conhecido como bloco E1, vai criar mais 3.400 casas e separar Jerusalém Oriental do resto da Cisjordânia, uma medida que “enterraria” a chance da criação de um Estado palestino, segundo o ministro de Finanças de Israel, o extremista Bezalel Smotrich.

    Parlamento de Israel inicia votação para anexar formalmente a Cisjordânia

  • Trump critica Putin e aplica sua 1ª sanção contra a Rússia

    Trump critica Putin e aplica sua 1ª sanção contra a Rússia

    Com chefe da Otan, americano disse que cancelou encontro com russo porque as conversas nunca vão a lugar algum; medidas atingem duas petrolerias e as instituições que fazem negócios com elas, o que pode afetar até o Brasil

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma semana após anunciar uma reunião de cúpula sobre a Guerra da Ucrânia com Vladimir Putin, o presidente Donald Trump deu um cavalo de pau e não só confirmou o cancelamento do encontro, mas também anunciou o primeiro pacote de sanções de sua gestão contra a Rússia devido ao conflito.

    “Toda vez que eu converso com Vladimir, eu tenho boas conversas e elas não vão em lugar nenhum, elas simplesmente não vão a lugar algum. Nós cancelamos o encontro com presidente Putin. Não parecia certo para mim. Eu não senti que iríamos para onde temos de ir, então cancelei. Mas nós faremos [a reunião] no futuro”, disse o americano.

    Ele recebeu na Casa Branca o secretário-geral da Otan, o holandês Mark Rutte, que desenvolveu uma boa relação com Trump –com adulação constante, conseguiu trazer o americano de volta à cabeceira da mesa da aliança militar fundada pelos EUA contra Moscou em 1949.

    Ambos disseram que é essencial “parar a matança” no conflito iniciado po Putin em 2022. A guerra está num momento de especial violência, com ataques aéreos de lado a lado. Trump reiterou que não enviará mísseis de maior alcance e negou ter autorizado ataques a alvos distantes na Rússia.

    Segundo o Departamento do Tesouro, as sanções vão atingir especificamente duas petroleiras russas, a estatal Rosneft, maior empresa do país, e a privada Lukoil, terceira maior.

    O mais importante, segundo a nota do Tesouro, é a possibilidade de punir entes financeiros que façam negócios no exterior com as empresas. Teoricamente, essas sanções secundárias podem atingir bancos chineses e indianos, além de negociadores do petróleo russo em mercados neutros, como os Emirados Árabes Unidos.

    O Brasil pode acabar atingido indiretamente, caso algum dos importadores de diesel russo do país negocie com subsidiárias das empresas ou participe de alguma triangulação rastreável. A Rússia é o maior fornecedor do derivado do petróleo ao país, com 60% do mercado.

    China e Índia são os maiores compradores de petróleo russo, com destaque para o crescimento exponencial dos indianos. Trump já havia usado uma punição indireta contra Nova Déli aumentando as tarifas de importação de produtos do país asiático de 25% para 50%, visando forçar a redução no que ele chama de financiamento da guerra.

    O setor de óleo e gás responde por uma fatia que flutua de 30% a 50% do orçamento federal russo. O país já gasta quase 8% de seu Produto Interno Bruto em defesa, e o setor é responsável pela maior parte dos investimentos do Kremlin.

    “Dada a recusa do presidente Putin de acabar com essa guerra sem sentido, o Tesouro está sancionado as empresas”, disse o secretário do setor, Scott Bessent. Trump foi mais coloquial na sua fala: “Achei que era a hora para sanções contra a Rússia. Espero que isso torne Putin razoável”.

    Por óbvio, é preciso ver como será a aplicação das medidas na prática e seu impacto. Até aqui, a Rússia circunavegou com mais ou menos facilidade as diversas sanções que lhe foram impostas -nesta quarta, a União Europeia aprovou a 19ª rodada delas, especificamente sobre o setor de gás liquefeito, que seus membros continuam comprando de Moscou.

    A mudança de Trump é mais uma no interminável vaivém em relação à guerra, que ele dizia que resolveria em um dia. Acabou aproximando-se de Putin e depois o afastando, só para convidá-lo para uma cúpula no Alasca e anunciar que a paz chegaria.

    Não deu certo, e ele voltou ao modo pressão até que, na véspera de receber Volodimir Zelenski na Casa Branca, na quinta passada (16), um telefonema de Putin o amaciou novamente. O ucraniano saiu do encontro sem o fornecimento desejado de mísseis de cruzeiro Tomahawk e passou a trabalhar com mais uma decepção.

    Isso até a segunda (20), quando a primeira conversa para azeitar a nova cúpula russo-americana, feita pelos chefes da diplomacia de ambos os lados, não deu em nada. O russo Serguei Lavrov refutou a ideia de um cessar-fogo imediato na conversa com Marco Rubio, reiterando que só fala nisso após garantir concessões territoriais de Kiev.

    Zelenski tentou ajudar no dia seguinte, dizendo que topa congela todas as linhas de frente e aí negociar, mas essa proposta é vista como insuficiente por Putin, que quer os talvez 20% da região de Donetsk que ainda não controla.

    O impasse se desenrola com tensões altas, devido à escalada nos ataques entre ambos os lados e os atritos entre Otan e Rússia –ambos os países realizam exercícios de ataque nuclear nesta semana, assim como os EUA.

    Trump critica Putin e aplica sua 1ª sanção contra a Rússia

  • Coreia do Norte dispara mísseis balísticos e deixa Coreia do Sul em alerta

    Coreia do Norte dispara mísseis balísticos e deixa Coreia do Sul em alerta

    Lançamentos ocorreram a poucos dias da reunião de líderes da Apec, que será realizada em território sul-coreano; projéteis teriam voado 350 km e caído em área desabitada

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Coreia do Norte lançou nesta quarta-feira (22) o que aparentam ser múltiplos mísseis balísticos de curto alcance, informou o Exército sul-coreano. Os disparos, os primeiros do tipo desde maio, ocorreram a apenas uma semana da reunião de líderes da Cooperação Econômica Ásia-Pacífico (Apec, na sigla em inglês), que será sediada na Coreia do Sul.

    Os lançamentos também marcam o primeiro teste militar da Coreia do Norte desde a posse em junho do atual presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, eleito com plataforma de diálogo e engajamento com o regime de Kim Jong-un.

    Segundo a Coreia do Sul, os projéteis foram disparados de uma área próxima a Pyongyang, capital da Coreia do Norte, e voaram cerca de 350 km antes de caírem em uma região norte-coreana desabitada.

    O governo japonês afirmou que os mísseis não representaram ameaça direta à segurança do país. A nova primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, disse que Tóquio está compartilhando informações em tempo real com os Estados Unidos.

    O episódio ocorre ainda num contexto de intensa agenda diplomática. O presidente Lee deverá se reunir na próxima semana com Donald Trump durante o encontro da Apec. Também está previsto um encontro entre o americano e o líder chinês, Xi Jinping.

    Washington e Seul discutem a possibilidade de um novo contato entre Trump e Kim Jong-un, embora Pyongyang ainda não tenha respondido à proposta.

    Autoridades americanas chegaram a considerar uma visita de Trump à zona desmilitarizada (DMZ, na sigla em inglês) que separa as duas Coreias, mas o plano não foi confirmado. As visitas turísticas ao vilarejo de Panmunjom, dentro do local, estão suspensas até o início de novembro, e Seul não anunciou qualquer preparação para um encontro direto com o líder norte-coreano.

    Trump e Kim se encontraram três vezes durante o primeiro mandato do americano na Presidência, num esforço diplomático que acabou fracassando devido às exigências dos EUA para que Pyongyang abrisse mão de seu arsenal nuclear.

    Mesmo após o impasse, ambos trocaram mensagens amistosas. Em setembro, Kim afirmou ter “boas lembranças” de Trump e disse não ver motivo para evitar novas conversas desde que Washington deixasse de insistir na desnuclearização da Coreia do Norte.

    Pyongyang tem ampliado suas capacidades militares na última década, em desafio direto a sanções do Conselho de Segurança da ONU. Nos últimos anos, os norte-coreanos fizeram testes com mísseis de longo alcance capazes de atingir o território continental dos EUA.

    O último lançamento balístico do país havia ocorrido em 8 de maio, quando mísseis de curto alcance foram disparados da costa leste. No início deste mês, o regime exibiu seu mais recente míssil intercontinental em um desfile militar que contou com a presença do primeiro-ministro chinês, Li Qiang.

    Coreia do Norte dispara mísseis balísticos e deixa Coreia do Sul em alerta

  • Governo Trump diz que aumentará 'substancialmente' sanções contra a Rússia

    Governo Trump diz que aumentará 'substancialmente' sanções contra a Rússia

    “Vamos anunciar, ou depois do fecho dos mercados esta tarde ou logo amanhã de manhã, um reforço substancial das sanções contra a Rússia”, afirmou secretário do Tesouro norte-americano, Scott Bessent

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse nesta quarta-feira (22) que o governo Donald Trump anunciará um aumento substancial nas sanções contra a Rússia.

    Anúncio pode ocorrer até nesta quinta-feira (23). “Anunciaremos, seja depois do fim da tarde ou no início da manhã de amanhã de amanhã, um aumento substancial das sanções contra a Rússia”, afirmou Bessent a jornalistas na Casa Branca.

    Declaração acontece no dia seguinte à notícia de que Trump descarta um encontro nos próximos dias com o presidente russo, Vladimir Putin. “Não há planos para o presidente Trump se reunir com Putin no futuro imediato”, disse uma fonte do governo dos EUA à AFP, sob condição de anonimato.

    Semana passada, o americano havia dito que poderia se reunir com Putin em Budapeste, na Hungria. Encontro estava previsto para ocorrer entre esta e a próxima semana, conforme anunciado pelo próprio presidente dos EUA.

    Trump recebeu Putin no Alasca em agosto. Foi a primeira vez que o líder russo pisou em solo ocidental desde que ordenou a invasão da Ucrânia em fevereiro de 2022. Na ocasião, o norte-americano admitiu sua frustração com Putin após se gabar por muito tempo de que poderia encerrar a guerra em um dia ao retornar à Casa Branca, devido à sua química pessoal com o líder russo.

    Notícia de suspensão do encontro ocorreu no mesmo dia em que o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e líderes europeus apoiaram esforços de Trump para encerrar guerra. O ucraniano e lideranças europeias, que incluem governantes da França, Reino Unido e Alemanha, insistem em pedir uma intensificação da pressão sobre Moscou, inclusive de Washington, onde Trump se recusou até agora a impor sanções à Rússia.

    Governo Trump diz que aumentará 'substancialmente' sanções contra a Rússia

  • Portugal suspende emissão dos vistos de procura de trabalho

    Portugal suspende emissão dos vistos de procura de trabalho

    Quando retomada, documentação será concedida a profissionais ‘altamente qualificados’, segundo governo; mudanças fazem parte do pacote anti-imigração aprovado pela Assembleia e sancionado no último dia 16 pelo presidente

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo de Portugal anunciou a suspensão da emissão de vistos de procura de trabalho, medida que entra em vigor a partir desta quinta-feira (23). A decisão afeta todos os consulados portugueses no Brasil e em outros países em que os serviços consulares são intermediados pela empresa terceirizada VFS Global, segundo o jornal português Público.

    De acordo com o Ministério dos Negócios Estrangeiros, os vistos nesse formato deixam de existir nos “moldes anteriormente definidos na lei”. Quando forem retomados, passarão a ser concedidos apenas a profissionais “altamente qualificados”, segundo critérios que ainda serão detalhados pelo governo. O objetivo é alinhar a política de imigração às necessidades do país, de acordo com o ministério.

    Os brasileiros são os que mais solicitam o visto de procura de trabalho, criado como alternativa para entrada em Portugal após o fim do mecanismo de manifestação de interesse, em junho de 2024.

    Esse tipo de visto permite ao candidato permanecer no país por 120 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 60, para que sejam contratados. Segundo o governo português, os pedidos já em análise nos consulados, assim como aqueles entregues até 22 de outubro, continuarão a ser avaliados segundo as regras anteriores à nova lei.

    Em entrevista à publicação portuguesa, o secretário-adjunto de Estado do Trabalho, Adriano Rafael Moreira, disse que a definição de “altamente qualificado” será ampla e poderá incluir até mesmo ofícios técnicos. “Um serralheiro pode ser um altamente qualificado”, afirmou ao Público Brasil.

    As mudanças fazem parte do pacote anti-imigração aprovado pela Assembleia e sancionado no último dia 16 pelo presidente Marcelo Rebelo de Sousa.

    O pacote estabelece ainda mais condições para um estrangeiro morar com a família em Portugal. Agora, o imigrante que vive no país só pode trazer a família depois de um ano de residência legal e precisa comprovar a coabitação com o cônjuge por pelo menos um ano antes da mudança. O reagrupamento familiar só é imediato em caso de família com filhos menores de idade ou declarados incapazes.

    A restrição à imigração era uma das promessas de campanha da Aliança Democrática, coligação de centro-direita que governa Portugal, liderada pelo premiê Luís Montenegro.

    Na nota oficial divulgada nesta quarta, o Ministério dos Negócios Estrangeiros afirma também que, em conformidade com a nova legislação, todos os pedidos que forem enviados por correio ou apresentados presencialmente a partir do dia 23 “não poderão ser aceitos” e serão devolvidos aos requerentes pela VFS Global. No lugar do modelo atual, será criado o visto para procura de trabalho qualificado, cujos procedimentos só poderão ser iniciados quando a nova regulamentação for publicada.

    Portugal suspende emissão dos vistos de procura de trabalho

  • Chanceler argentino pede demissão às vésperas de eleição crucial para Milei

    Chanceler argentino pede demissão às vésperas de eleição crucial para Milei

    Gerardo Werthein entrega o cargo em meio a fritura após saldo ruim de reunião do presidente argentino com Trump; Chanceler é o 2º no posto em 2 anos de governo; ele havia assumido após saída de Diana Mondino em 2024

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O ministro das Relações Exteriores da Argentina, Gerardo Werthein, renunciou ao cargo nesta quarta-feira (22). O chanceler vinha sendo alvo de críticas dos apoiadores de Javier Milei às vésperas das eleições legislativas no país à qual o governo chega desgastado por escândalos envolvendo aliados do presidente.

    Ao jornal Clarín o chefe de gabinete do governo, Guillermo Francos, lamentou a saída de Werthein e disse que a decisão do colega foi pessoal. “Contribuiu muito, foi não somente um ator central para as relações internacionais, mas também chave para as reuniões do presidente [Milei] com Trump”, afirmou Francos.

    A referência de Francos a Donald Trump evidencia o principal ponto de desgaste de Werthein nos últimos dias.

    Milei e seu gabinete queriam que a reunião com o presidente americano, ocorrida na semana passada na Casa Branca, pudesse beneficiar a campanha pelas eleições legislativas argentinas, no próximo domingo (26), especialmente após um escândalo envolvendo um de seus principais candidatos, José Luis Espert, que renunciou à candidatura.

    O saldo, no entanto, não foi positivo, com declaração de Trump de que, se a oposição a Milei vencesse, deixaria de apoiar a Argentina. Após o episódio, apoiadores do ultraliberal passaram a aumentar as críticas a Werthein, que era o embaixador argentino em Washington antes de assumir a chancelaria.

    Militante do mileísmo nas redes sociais, o apresentador de um canal de streaming Daniel Parisini disse que Trump tinha confundido as eleições e atribuiu a Werthein o resultado negativo da reunião. “Donald acha que as próximas eleições argentinas são as eleições presidenciais”, disse ele. “Se ao menos tivéssemos um ministro das Relações Exteriores, as coisas teriam sido diferentes.”

    O presidente argentino tem buscado socorro do aliado americano nos últimos dias também diante da situação econômica volátil do país, que se soma aos problemas políticos recentes.

    Na tentativa de conter a fuga de pesos do país antes da eleição, o banco central do país fechou acordo de US$ 20 milhões com o Departamento do Tesouro dos EUA para estabilização do câmbio.

    Werthein deve ficar no cargo até a segunda-feira (27), dia seguinte ao pleito. A saída do chanceler ocorrerá poucos dias antes de ele completar um ano no cargo e em um momento de grande fragilidade política do governo, derrotado no pleito da província de Buenos Aires no início de setembro.

    Este é o segundo chanceler do governo Milei em quase dois anos de governo. O atual titular ascendeu ao cargo no fim de 2024, após a demissão de Diana Mondino, que estava desde o início da gestão de Milei, iniciada em dezembro de 2023.

    Mondino era uma ministra de grande projeção no início do governo do ultraliberal, na ocasião ainda pouco desgastado pelos escândalos que arranharam a gestão principalmente a partir de 2025.

    A então chanceler foi demitida em meio a um clima de caça às bruxas na diplomacia argentina. Milei cobrava comprometimento integral às suas posições, entre elas a oposição a tudo o que tem relação com a Agenda 2030 da ONU.

    No fim de outubro do ano passado, já em meio ao desgaste, a delegação argentina na ONU votou contra o embargo a Cuba -decisão vista como a gota d’água para Milei, que forçou a renúncia de Mondino.

    Segundo o jornal La Nacion, entre os cinco nomes especulados para assumir o lugar de Werthein estão o próprio chefe de gabinete, Guillermo Francos, e o cônsul argentino em São Paulo, Luis María Kreckler, que também já foi embaixador em Brasília. Outros cotados são Nahuel Sotelo e Úrsula Basset, dois nomes da chancelaria que haviam perdido espaço com a chegada de Werthein, e Fulvio Pompeo, que foi secretário de assuntos estratégicos de Mauricio Macri.

    Chanceler argentino pede demissão às vésperas de eleição crucial para Milei

  • Ucrânia negocia até 150 caças Gripen, os mesmos do Brasil

    Ucrânia negocia até 150 caças Gripen, os mesmos do Brasil

    Acordo de intenções é de longo prazo, sugerindo que o modelo será o padrão da Força Aérea de Kiev; Estocolmo evitou enviar versões anteriores aos ucranianos, que usam aviões soviéticos, F-16 e Mirage

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O governo da Suécia assinou um protocolo de intenções com o da Ucrânia para a compra de uma frota de caças Gripen E pelo país em guerra. Serão negociados segundo o país nórdico de 100 a 150 unidades do avião, o mesmo que hoje é operado pelo Brasil e cujo primeiro modelo foi entregue nesta semana a Estocolmo.

    O anúncio foi feito em Linköping, a sede da fabricante Saab, com a presença do presidente ucraniano, Volodimir Zelenski. “Começamos o trabalho para obter Gripen, e esperamos não menos do que cem desses jatos no futuro”, disse ele.

    Se realizada, será a maior exportação de aviões militares suecos da história: os modelos anteriores do Gripen, gerações A/B e C/D, são operados por seis países, enquanto a E/F foi comprada pelo Brasil, Colômbia e Tailândia.

    A Força Aérea Brasileira comprou 36 aviões, 15 dos quais serão feitos na fábrica da Embraer em Gavião Peixoto (SP). Tailandeses e colombianos deverão operar frotas menores, e a Suécia encomendou 60 modelos E, de um lugar -por ora só Brasil terá o F, de dois assentos, ideal para instrução.

    Até aqui, Estocolmo havia evitado o envio de modelos C/D, dos quais dispõe de 96 unidades, para a Ucrânia. A alegação seria o risco de desguarnecer sua defesa no momento em que acaba de entrar na Otan, a aliança militar ocidental que rivaliza com a Rússia.

    Pesou também o fato de que os ucranianos, além de voar caças soviéticos MiG-29 e Su-27, receberam doações de americanos F-16 que estavam em forças europeias e Mirage-2000 franceses. Introduzir um vetor a mais em meio à guerra só complicaria a questão de treinamento e manutenção.

    Por isso, apesar de não haver detalhes, valores ou cronograma divulgados, é presumível que se o acordo com a Suécia for em frente o Gripen será o caça padrão de Kiev no futuro -com ou sem guerra, dado que a entrega de aviões novos é um processo lento, de anos.

    Zelenski, com seu habitual otimismo para a plateia, falou em começar a receber os aviões já no ano que vem, o que parece impossível dada a escala atual de produção.

    Um ponto incerto é acerca do impacto desse negócio para a FAB, que por questões orçamentárias viu seu programa de entrega do caça atrasar por vários anos. Fechado em 2014, o contrato previa o fim das entregas ao país no ano passado.

    Até agora, há dez aviões no Brasil. Já no cronograma atual, previa o fim do contrato em 2027, o que não vai acontecer. O novo aditivo negociado neste ano já empurrou a entrega para 2032, oito anos depois da previsão inicial.

    A Saab afirma que não há risco de descumprimento do acordo com o Brasil, apesar da pressão mesmo de Estocolmo por mais rapidez na entrega dos caças. A empresa diz que caças para o mercado europeu serão sempre feitos na Suécia -enquanto a linha brasileira poderá atender clientes latino-americanos.

    O Gripen, antes visto como um produto de difícil exportação dada a quantidade de caças americanos F-35 sendo negociados, em especial na Otan, passa por um renascimento. O Brasil deseja mais 14 aviões, pelo menos, além de talvez 12 modelos antigos para tapar buraco em algumas áreas.

    Além de Colômbia e Tailândia, o modelo está bem colocado em disputas no Peru e em Portugal, e acaba de voltar ao jogo no Canadá, onde o governo deverá desistir de ao menos metade da compra de 88 F-35 antes anunciada.

    O caça americano é mais caro na prateleira, com valores básicos em torno de US$ 100 milhões, ante US$ 85 milhões do Gripen, embora esses preços sejam estimativas toscas que variam com a natureza e tamanho do contrato. Mas sua operação é mais dispendiosa, US$ 35 mil por hora-voo, ante cerca de US$ 5.000 do sueco.

    Este é um fator central para a escolha aparente da Ucrânia, ainda que seja incerto quem irá financiar a empreitada no longo prazo.

    Ucrânia negocia até 150 caças Gripen, os mesmos do Brasil

  • Mulher com Parkinson toca clarinete durante operação ao cérebro; veja!

    Mulher com Parkinson toca clarinete durante operação ao cérebro; veja!

    Uma mulher diagnosticada com doença de Parkinson tocou clarinete durante uma operação de quatro horas ao cérebro, no King’s College Hospital, em Londres, no Reino Unido; veja as imagens na galeria abaixo!

    Uma mulher diagnosticada com doença de Parkinson em 2014 conseguiu tocar clarinete durante uma operação ao cérebro, no King’s College Hospital, em Londres, no Reino Unido.

    Denise Bacon, de 65 anos, foi submetida a um procedimento de quatro horas para aliviar os sintomas que sofria, entre eles lentidão de movimentos e rigidez muscular, que afetavam a sua capacidade de andar, nadar, dançar e tocar clarinete.

    “O professor de neurocirurgia Keyoumars Ashkan realizou uma estimulação cerebral profunda (DBS) – um procedimento cirúrgico utilizado em pacientes selecionados com distúrbios motores resistentes ao tratamento, como a doença de Parkinson – para implantar elétrodos no cérebro de Denise”, detalhou o Serviço Nacional de Saúde britânico, em comunicado.

    A mulher de Crowborough, em East Sussex, verificou melhorias quase de imediato, tendo conseguido tocar clarinete com muito mais facilidade.

    “Foram feitos orifícios com metade do tamanho de uma moeda de cinco entavos no crânio de Denise, após a colocação de uma estrutura com coordenadas precisas na sua cabeça, que funcionou como um sistema de navegação por satélite para nos guiar até às posições corretas para implantar os elétrodos. Assim que os elétrodos foram colocados no lado esquerdo do cérebro de Denise, a corrente foi ligada e observou-se uma melhoria imediata nos movimentos da mão do lado direito. O mesmo aconteceu no lado esquerdo, quando implantamos elétrodos no lado direito do cérebro”, explicou o profissional de saúde, na mesma nota.

    Ashkan apontou ainda que, uma vez que Denise toca instrumentos, foi-lhe sugerido que “levasse o seu clarinete para a sala de cirurgia, para ver se o procedimento melhoraria a sua capacidade de tocar”.

    “Ficamos muito felizes ao ver uma melhora instantânea nos movimentos das mãos e, portanto, na sua capacidade de tocar, assim que a estimulação foi aplicada no cérebro”, complementou.

    Denise, que tocava clarinete na East Grinstead Concert Band, teve de parar há cinco anos, devido ao agravamento dos sintomas associados à doença de Parkinson.

    Foi-lhe administrado um anestésico local para adormecer o couro cabeludo e o crânio, mas a mulher permaneceu acordada durante o procedimento, para que os seus sintomas pudessem ser monitorados.

    “Lembro-me de que a minha mão direita passou a mover-se com muito mais facilidade após a aplicação da estimulação, o que, por sua vez, melhorou a minha capacidade de tocar clarinete. Já estou sentindo melhorias na minha capacidade de andar e estou ansiosa para voltar à piscina e à pista de dança, para ver se as minhas habilidades melhoraram nessas áreas”, confessou Denise.

    Denise optou pelo tipo recarregável de bateria do gerador de impulsos, implantado no peito, que pode durar até 20 anos antes de ter de ser substituída. Este gerador fornece uma corrente elétrica contínua ao cérebro, além de monitorizar a atividade cerebral e ajustar automaticamente a estimulação, quando necessário.

    Mulher com Parkinson toca clarinete durante operação ao cérebro; veja!

  • Sarkozy é mantido em cela isolada e com dois seguranças em prisão de Paris

    Sarkozy é mantido em cela isolada e com dois seguranças em prisão de Paris

    O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy cumpre pena de cinco anos em uma cela isolada na prisão de La Santé, em Paris, sob escolta permanente de dois seguranças. A medida, segundo o governo, visa garantir sua proteção. A defesa tenta obter liberdade antecipada até o Natal

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-presidente francês Nicolas Sarkozy, que se apresentou à penitenciária de La Santé, em Paris, nesta terça-feira (21) para cumprir uma pena de cinco anos de prisão, está sendo mantido sob escolta de dois seguranças.

    O ministro do Interior, Laurent Nuñez, afirmou nesta quarta-feira (22) que a presença dos agentes dentro da prisão é uma medida de proteção em consideração ao status do ex-presidente. “Evidentemente, ele é um cidadão como qualquer outro. Há, obviamente, uma ameaça contra ele”, disse Nuñez.

    Sarkozy está em uma cela individual de nove metros quadrados, em um pavilhão isolado, por questão de segurança. Ele não tem contato com outros presos, inclusive durante o tempo de recreação.

    Os agentes fazem parte da equipe de segurança responsável pela proteção de ex-presidentes e ficarão em celas vizinhas durante todo o período em que ele ficar detido.

    Sindicatos de agentes penitenciários protestaram contra a presença dos seguranças dentro da prisão. Nicolas Peyrin, da CGT (Confederação Geral do Trabalho, uma das maiores organizações sindicais francesas), afirmou que a equipe de La Santé é perfeitamente capaz de garantir a segurança dos detentos e que a presença da polícia não é necessária.

    Chefe local do sindicato Force Ouvrière e agente penitenciário de La Santé Hugo Vitry, afirmou que os guardas não foram informados sobre o esquema de segurança de Sarkozy. “Entramos em contato com a administração penitenciária e com o Ministério da Justiça para exigir explicações”, disse ele.
    Os advogados de Sarkozy apresentaram um pedido de liberdade antecipada, que ainda não foi julgado, e disseram esperar que o pedido seja analisado em cerca de um mês. A defesa do ex-presidente afirma esperar conseguir a libertação antecipada até o Natal.

    Sarkozy, que presidiu a França de 2007 a 2012, tem negado repetidamente qualquer irregularidade e afirma que o caso é politicamente motivado.
    Ele foi condenado por conspiração criminosa em um caso relacionado à tentativa de obter financiamento ilegal para sua campanha presidencial de 2007 com dinheiro da ditadura de Muammar Gaddafi (1942-2011), na Líbia.

    Inaugurada em 1867, a prisão de La Santé é a única dentro de Paris. Já abrigou detentos ilustres, como o militar judeu Alfred Dreyfus (1859-1935), vítima de um erro judicial por antissemitismo, no final do século 19; o ex-ditador do Panamá Manuel Noriega (1934-2017); o colaborador do regime nazista Maurice Papon (1910-2007); e Ahmed Ben Bella (1916-2012), herói da independência da Argélia.
    Em 1911, o poeta Guillaume Apollinaire (1880-1918) passou uma semana preso em La Santé, acusado erroneamente de participação no roubo da “Mona Lisa”, do Museu do Louvre.

    Sarkozy é mantido em cela isolada e com dois seguranças em prisão de Paris

  • Erro em concurso faz candidata celebrar vitória por engano no palco; veja

    Erro em concurso faz candidata celebrar vitória por engano no palco; veja

    Durante o Miss Grand International, a representante do Panamá celebrou ao pensar que havia sido classificada para a final, mas o apresentador corrigiu o erro e anunciou outra candidata. Isamar Herrera reagiu com elegância, dizendo que “é preciso saber perder e reconhecer a vitória dos outros”

    Durante a final do concurso Miss Grand International, um momento inusitado chamou a atenção e repercutiu nas redes sociais. A candidata do Panamá, Isamar Herrera, chegou a comemorar efusivamente a passagem para a próxima fase da competição, mas foi surpreendida ao descobrir que havia ocorrido um engano.

    Na etapa em que as finalistas eram anunciadas individualmente pelo apresentador, o nome divulgado foi o de Cecilia Romero, representante do Paraguai. No entanto, devido à confusão causada pelo barulho no ambiente, Isamar acreditou ter sido chamada e desfilou até o centro do palco, visivelmente emocionada.

    Ao chegar ao final da passarela, o apresentador interrompeu a celebração para esclarecer o erro, afirmando que, por conta do ruído, houve uma confusão na identificação da candidata selecionada. Em seguida, informou que a escolhida correta era, de fato, a representante paraguaia.

    Diante da correção, Isamar teve de retornar ao seu lugar, enquanto Cecilia Romero seguiu para ocupar a posição entre as finalistas. O momento foi marcado por constrangimento e surpresa, mas a candidata panamenha demonstrou elegância e maturidade ao comentar o ocorrido após o evento.

    “São coisas que acontecem. Foi um engano, e isso é uma competição. Às vezes, é preciso saber perder e reconhecer a vitória dos outros”, afirmou Isamar em entrevista após a cerimônia.

    Erro em concurso faz candidata celebrar vitória por engano no palco; veja