Categoria: MUNDO

  • Zelensky revela proposta dos EUA para reunião conjunta de ucranianos e russos

    Zelensky revela proposta dos EUA para reunião conjunta de ucranianos e russos

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, revelou hoje que os Estados Unidos propuseram uma reunião conjunta com negociadores ucranianos e russos em Miami, onde estão previstas novas tentativas de contatos com as partes para um acordo de paz.

    Os Estados Unidos “propuseram um formato, pelo que sei, Ucrânia, Estados Unidos e Rússia”, disse Zelensky, em entrevista coletiva em Kyiv.

    O líder ucraniano defendeu que pode fazer sentido realizar essa reunião conjunta em vez do formato habitual de contatos separados, admitindo a presença de representantes europeus, após a análise dos possíveis resultados dos outros encontros previstos para Miami.

    Kirill Dmitriev, enviado do presidente russo Vladimir Putin, confirmou hoje que já está a caminho da Flórida para participar de uma nova rodada de negociações com representantes norte-americanos.

    “A caminho de Miami”, escreveu Dmitriev na rede X, em uma mensagem acompanhada por um emoji de uma pomba da paz e um pequeno vídeo que mostra o sol brilhando entre as nuvens sobre uma praia com palmeiras.

    O assessor do Kremlin afirmou que essa imagem, captada durante uma visita anterior à Flórida, remete à ideia de que “os belicistas ainda estão trabalhando para minar o plano de paz dos Estados Unidos para a Ucrânia”.

    Antes da rodada de contatos com representantes de Kyiv e Moscou, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, alertou na sexta-feira que Washington não pode impor a paz na Ucrânia.

    “Em última análise, cabe a eles chegar a um acordo. Não podemos forçar a Ucrânia a chegar a um acordo. Não podemos forçar a Rússia a chegar a um acordo. Eles precisam querer”, declarou o chefe da diplomacia norte-americana em entrevista coletiva em Washington.

    Rubio é um dos dirigentes norte-americanos que, juntamente com os enviados da Casa Branca Steve Witkoff e Jared Kushner, devem se reunir hoje com Kirill Dmitriev e também com a delegação ucraniana, que será liderada pelo secretário do Conselho de Segurança Nacional, Rustem Umerov. Também são esperados representantes da Alemanha, França e Reino Unido.

    Delegações ucranianas, europeias e norte-americanas já se reuniram no domingo e na segunda-feira passada em Berlim, com o objetivo de alinhar uma proposta que seria posteriormente transmitida a Moscou pelos emissários de Washington.

    A nova rodada de negociações em solo norte-americano ocorre após Vladimir Putin ter afirmado, na sexta-feira, que “a bola” agora está do lado de Kyiv e dos europeus.

    “A bola está totalmente do lado dos nossos adversários ocidentais, principalmente do chefe do regime de Kyiv e de seus patrocinadores europeus”, disse o líder russo.

    Putin também afirmou que Moscou já aceitou compromissos durante as negociações com Washington, apesar de reafirmar que pretende atingir os objetivos militares na Ucrânia e de rejeitar a presença de tropas da OTAN no país vizinho como parte de garantias de segurança a Kyiv.

    Antes dessa rodada de contatos, o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que os negociadores “estão perto de chegar a um acordo” e aconselhou Kyiv a agir rapidamente.

    “Cada vez que demoram muito tempo, a Rússia muda de ideia”, advertiu.

    O presidente ucraniano também relatou, na semana passada, avanços no sentido de um entendimento entre Kyiv e Washington sobre o conteúdo de um plano a ser proposto a Moscou, mas alertou, ao mesmo tempo, que a Rússia está se preparando para mais um ano de guerra em 2026.

    A proposta de Washington passou por várias versões e, inicialmente, foi acusada de atender às principais exigências do Kremlin, incluindo a cessão de regiões parcialmente ocupadas pela Rússia na Ucrânia, além da renúncia à integração na OTAN e aos planos de expansão do contingente militar ucraniano.

    Os detalhes do novo acordo, entretanto revisado por Kyiv, não são conhecidos, mas, segundo Zelensky, envolvem concessões territoriais da Ucrânia em troca de garantias de segurança do Ocidente.

     

    Zelensky revela proposta dos EUA para reunião conjunta de ucranianos e russos

  • Bill Clinton numa jacuzzi? "É um ajuste de contas", diz ex-assessor

    Bill Clinton numa jacuzzi? "É um ajuste de contas", diz ex-assessor

    O ex-assessor de Bill Clinton reagiu à mais recente divulgação dos ficheiros de Epstein, onde aparece várias vezes o ex-presidente norte-americano. Numa das imagens, Clinton surge dentro de um jacuzzi na companhia de Ghislaine Maxwell e de uma outra mulher não identificada.

    O ex-presidente dos Estados Unidos, Bill Clinton, tem estado sob os holofotes desde que foram divulgadas várias fotografias suas com o pedófilo condenado Jeffrey Epstein. Nas mais recentes, Clinton, de 79 anos, aparece em um jacuzzi acompanhado de Ghislaine Maxwell, que cumpre pena de 20 anos de prisão, e de outra mulher não identificada.

    O ex-assessor de Bill Clinton reagiu à divulgação mais recente dos arquivos de Epstein e afirmou que se trata de “um acerto de contas”.

    Vale destacar que Bill Clinton aparece não apenas em fotografias dentro de um jacuzzi, mas também abraçado a uma mulher em um avião e em imagens com Epstein durante férias que passaram juntos, além de fotos no casamento do rei Mohammed VI, do Marrocos, em 2002.

    As inúmeras imagens de Bill Clinton nos arquivos do pedófilo Jeffrey Epstein têm causado choque.

    “Este é o acerto de contas dele. Quero dizer, você liga a CNN e é disso que estão falando. Recebi um milhão de mensagens sobre isso”, contou o ex-assessor de Clinton, citado pelo New York Post.

    E acrescentou: “As pessoas ficaram tipo: ‘Não acredito que ele estava em um jacuzzi. Quem é a mulher?’. É inacreditável, é chocante”.

    O ex-assessor afirmou ainda que as imagens divulgadas de Bill Clinton com Jeffrey Epstein podem moldar a opinião pública após um ano de disseminação de teorias da conspiração sobre homens poderosos que possivelmente escaparam impunes por condutas impróprias.

    Há até quem esteja comparando Bill Clinton ao ex-príncipe Andrew, dizendo que o ex-presidente norte-americano “já está acabado”.

    Por outro lado, o gabinete de Clinton negou veementemente qualquer irregularidade e tentou desviar as atenções para Donald Trump, amigo de Epstein durante as décadas de 1990 e 2000.

    “A Casa Branca não escondeu esses arquivos por meses para divulgá-los em uma sexta-feira à noite a fim de proteger Bill Clinton”, disse um porta-voz de Clinton ao Daily Mail.

    Na visão do porta-voz, a Casa Branca estaria tentando “se proteger do que está por vir ou do que tentarão esconder para sempre”.

    “Eles podem divulgar fotografias granuladas de 20 anos atrás, mas isso não tem nada a ver com Bill Clinton. Nunca teve, nunca terá. Até Susie Wiles disse que Donald Trump estava errado sobre Bill Clinton”, afirmou.

    Arquivos de Epstein mostram Bill Clinton em um jacuzzi (e em outras ocasiões)

    Imagens do ex-presidente norte-americano Bill Clinton relaxando em um jacuzzi e fotografias de Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado, ao lado de celebridades como Mick Jagger e Michael Jackson estão entre os milhares de arquivos divulgados na sexta-feira pelo Departamento de Justiça.

    Em uma das imagens divulgadas pelo Departamento de Justiça, Clinton aparece relaxado em um jacuzzi, com os braços apoiados atrás da cabeça, acompanhado por outra pessoa cujo rosto foi desfocado.

    Os documentos desclassificados incluem pelo menos outras cinco imagens do ex-presidente democrata.

    Vale lembrar que Jeffrey Epstein morreu por suicídio na prisão, segundo as autoridades, após ter sido condenado por tráfico sexual e aliciamento de menores para prostituição.

    Trump, que inicialmente se mostrou relutante em apoiar a divulgação dos documentos, acabou sancionando a lei após constatar o amplo apoio no Congresso.

    O presidente republicano é mencionado várias vezes nos arquivos relacionados a Epstein, com quem mantinha amizade antes de alegar ter rompido relações em 2004, anos antes da primeira acusação formal contra o financista.

    Por sua vez, o procurador-geral adjunto Todd Blanche alertou na sexta-feira passada que não será possível divulgar todos os documentos exigidos por lei de uma só vez devido ao seu volume e antecipou que o Departamento de Justiça espera divulgar “mais algumas centenas de milhares” de arquivos nas próximas semanas.

    A divulgação desses documentos era há muito exigida pela opinião pública, interessada em saber se algum dos associados ricos e poderosos de Epstein tinha conhecimento — ou participava — dos abusos.

    As acusadoras de Epstein também buscam há algum tempo respostas sobre o motivo pelo qual as autoridades federais encerraram a investigação inicial sobre as alegações em 2008.

    Bill Clinton numa jacuzzi? "É um ajuste de contas", diz ex-assessor

  • EUA propõem fechar portos da Espanha após país negar ajuda a Israel

    EUA propõem fechar portos da Espanha após país negar ajuda a Israel

    Uma agência reguladora dos Estados Unidos propôs o encerramento dos portos aos navios espanhóis, enquanto prossegue a investigação sobre a recusa de Espanha em permitir que navios de carga norte-americanos, com armas para Israel, atracassem em Algeciras (Cádis).

    A Comissão Marítima Federal dos Estados Unidos (FMC, na sigla em inglês) informou, em nota publicada em seu site, que está analisando opções que incluem “limitações de carga, negação de entrada a embarcações que operam sob bandeira espanhola ou a imposição de multas” de até 2,3 milhões de dólares por viagem a navios com bandeira da Espanha.

    No entanto, a comissão ressaltou que ainda não foi tomada nenhuma decisão final e que a FMC está avaliando “cuidadosamente as provas e todas as considerações pertinentes”.

    Washington observou que o governo espanhol impediu o acesso direto de pelo menos três embarcações norte-americanas em novembro de 2024, incluindo navios que operam no âmbito do Programa de Segurança Marítima dos EUA, e enfatizou que “a política por trás dessas negativas continua em vigor”.

    Para avaliar o impacto no comércio exterior dos Estados Unidos, a comissão está solicitando informações adicionais a transportadoras, comerciantes e outras partes interessadas sobre a “atual política da Espanha de negar ou recusar o acesso a embarcações americanas”.

    O relatório detalha as restrições impostas a determinadas embarcações que transportam cargas de ou para Israel, as medidas adotadas para implementar essa política e o impacto nas condições da navegação marítima.

    Com base nas informações obtidas até o momento, essa agência independente do governo dos EUA afirma que as regulamentações aplicadas pelas autoridades espanholas podem estar criando “condições gerais ou específicas desfavoráveis à navegação marítima no comércio exterior dos Estados Unidos”. Por esse motivo, a comissão avalia que “deveria examinar” quais “medidas corretivas seriam apropriadas para ajustar essas aparentes condições”.

    A Espanha foi um dos primeiros países europeus a reconhecer o Estado da Palestina após o início da ofensiva militar de Israel na Faixa de Gaza, em outubro de 2023.

    A guerra em curso em Gaza começou quando o Hamas atacou território israelense em 7 de outubro de 2023, provocando cerca de 1.200 mortes e a captura de 251 reféns.

    Em retaliação, Israel lançou uma operação militar que resultou em mais de 70 mil mortos — a maioria civis palestinos — segundo autoridades locais, além da destruição de quase toda a infraestrutura do território, um grave desastre humanitário e o deslocamento forçado de centenas de milhares de pessoas.

    EUA propõem fechar portos da Espanha após país negar ajuda a Israel

  • Epstein teria apresentado menor de 14 anos a Trump: "Esta é boa, não é?"

    Epstein teria apresentado menor de 14 anos a Trump: "Esta é boa, não é?"

    Jeffrey Epstein teria apresentado uma menina de 14 anos a Donald Trump em Mar-a-Lago, na Florida, segundo os documentos judiciais divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Note-se, no entanto, que a vítima não fez qualquer acusação contra o atual presidente norte-americano.

    Nos últimos dias, têm surgido novas informações sobre a possível ligação entre o pedófilo Jeffrey Epstein e o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Nos documentos judiciais mais recentes divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, citados pela BBC, Jeffrey Epstein teria apresentado uma menina de 14 anos a Donald Trump em Mar-a-Lago, na Flórida.

    Durante o suposto encontro, ocorrido na década de 1990, o ex-magnata teria dado uma cotovelada no republicano e “perguntado em tom de brincadeira”, referindo-se à menor de idade: “Ela é boa, não é?”.

    Donald Trump teria sorrido e acenado com a cabeça como sinal de concordância.

    O documento divulgado informa ainda que “ambos riram discretamente” e que a menina teria se sentido desconfortável, mas que, “na época, era muito jovem para entender o motivo”.

    A vítima alega ter sido aliciada e abusada por Jeffrey Epstein durante vários anos. No entanto, no processo judicial, a mulher — que tinha apenas 14 anos na época — não faz qualquer tipo de acusação contra o atual presidente norte-americano. Aliás, até o momento, nenhuma das vítimas de Epstein fez acusações contra Trump.

    Vale destacar que o republicano já afirmou ter sido amigo de Jeffrey Epstein durante vários anos, mas revelou que os dois se desentenderam em 2004, rompendo relações.

    O que mostram os arquivos divulgados?

    Na semana passada, no dia 12 de dezembro, a House Oversight Committee (Comissão de Supervisão da Câmara, em tradução livre) divulgou mais fotografias de itens pertencentes ao patrimônio de Jeffrey Epstein, que incluem personalidades como Donald Trump, Bill Clinton e Bill Gates.

    Já nesta sexta-feira, dia 19 de dezembro, mais conteúdo dos arquivos de Jeffrey Epstein veio a público. Em uma das imagens divulgadas, por exemplo, é possível ver o ex-presidente Bill Clinton relaxando em um jacuzzi, com os braços apoiados atrás da cabeça, acompanhado por outra pessoa cujo rosto foi desfocado.

    Em duas das fotos, ele aparece ao lado de Epstein e, em outras, em uma festa com o cantor e compositor britânico Mick Jagger, embora o financista não esteja presente nessas últimas imagens.

    Vítimas de Epstein satisfeitas com divulgação (mas criticam falta de informações)

    Algumas das vítimas do criminoso sexual condenado Jeffrey Epstein celebraram, na sexta-feira, a divulgação de milhares de arquivos do caso pelo Departamento de Justiça, mas questionaram a ausência de mais dados e informações fundamentais.

    “Há muita informação, mas não tanta quanto gostaríamos de ver”, disse Dani Bensky, sobrevivente de Epstein, em entrevista à NBC News.

    Bensky acrescentou que, apesar disso, a revelação confirma a veracidade das denúncias das vítimas: “Há uma parte de mim que se sente um pouco validada neste momento, porque acho que muitos de nós temos dito: ‘não, isso é real, não somos uma farsa’”.

    Epstein teria apresentado menor de 14 anos a Trump: "Esta é boa, não é?"

  • Maduro cria nobel bolivarianista e se autointitula 'arquiteto da paz'

    Maduro cria nobel bolivarianista e se autointitula 'arquiteto da paz'

    O título de “arquiteto da paz” e o respectivo prêmio a Maduro foi decidido por unanimidade pelas diretorias da Sociedade Bolivariana da Venezuela e da Sociedade Bolivariana de Caracas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente da Venezuela, Nicólas Maduro, foi premiado e nomeado, na quarta-feira (17), “arquiteto da paz”, pela Sociedade Bolivariana da Venezuela, em Caracas. Maduro foi também, na ocasião, nomeado presidente honorário da Sociedade.

    Maduro recebeu a honraria na sede da Sociedade Bolivariana da Venezuela, local que reúne uma série de obras em homenagem a Simón Bolívar. “Arquiteto da paz…amém…A paz será meu porto, minha glória. A paz será meu desejo, minha vitória”, disse o mandatário, na cerimônia, que também lembrou os 195 anos da morte do libertador da Venezuela.

    A pompa bolivariana aconteceu uma semana depois de María Corina Machado ser agraciada com o Prêmio Nobel da Paz, em Oslo, na Noruega. A principal líder da oposição a Maduro teve de empreender fuga cinematográfica da Venezuela para receber a honraria, e só chegou à capital norueguesa um dia depois da entrega do Nobel.

    O título de “arquiteto da paz” e o respectivo prêmio a Maduro foi decidido por unanimidade pelas diretorias da Sociedade Bolivariana da Venezuela e da Sociedade Bolivariana de Caracas, onde o presidente venezuelano nasceu. Na cerimônia, durante a condecoração, Mireya Leal Beaujón, primeira vice-presidente da sociedade, diz que Maduro “tem construído, e (nós) lhe devemos a paz da Venezuela e da América Latina”.

    Não há no estatuto da Sociedade Bolivariana de Caracas, datado de 2006, qualquer menção ao prêmio “arquiteto da paz” tampouco registro de ganhadores anteriores a Maduro no site da entidade. O estatuto menciona que em 17 de dezembro, a diretoria deve celebrar com um ato público o aniversário da morte de Simón Bolívar, com a obrigatoriedade de “um minuto de silêncio” como homenagem.

    Maduro cria nobel bolivarianista e se autointitula 'arquiteto da paz'

  • Avião que sumiu há 13 anos é encontrado abandonado em aeroporto na Índia

    Avião que sumiu há 13 anos é encontrado abandonado em aeroporto na Índia

    O Boeing 737-200 da Air India foi retirado de serviço e estacionado em uma área remota do aeroporto, em 2012

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A companhia aérea Air India recebeu uma multa milionária de 10 milhões de rúpias indianas, cerca de R$ 610 mil, após um avião da companhia aérea que havia desaparecido há 13 anos ser encontrado estacionado no Aeroporto de Calcutá, na Índia.

    O Boeing 737-200 foi retirado de serviço e estacionado em uma área remota do aeroporto, em 2012. Quando os funcionários do local tentaram contato com a Air India para que a aeronave fosse removida, a companhia aérea insistiu que o avião não lhe pertencia.

    Auditoria interna da Air India confirmou que a aeronave VT-EHH pertencia à companhia aérea. A justificativa para a demora, segundo uma reportagem do The Times of India, é que a rotatividade de funcionários e as falhas nos registros fizeram com que o jato desaparecesse gradualmente dos arquivos institucionais da companhia aérea.

    Enquanto o avião permanecia no local, a administração do Aeroporto de Calcutá continuou a cobrar taxas de estacionamento. Ao longo dos 13 anos em que a aeronave permaneceu inativa, o valor das cobranças ficou em torno de R$ 610 mil.

    Após confirmar que era dona da aeronave, a Air India providenciou a remoção e pagou a taxa de estacionamento. O avião foi içado para um veículo de transporte e levado por via terrestre para o Aeroporto Internacional Kempegowda em Bengaluru, na Índia, onde servirá como plataforma de treinamento (sem voo) para técnicos de manutenção aeronáutica.

    O avião de 43 anos foi fabricado em 1982. Voou pela Indian Airlines, posteriormente operou para a Alliance Air, retornou às operações de carga em 2007 e foi utilizado pela última vez pelos Correios da Índia antes de ser desativado em 2012.

    Avião que sumiu há 13 anos é encontrado abandonado em aeroporto na Índia

  • Bola está com o Ocidente, diz Putin sobre a Ucrânia

    Bola está com o Ocidente, diz Putin sobre a Ucrânia

    Em entrevista coletiva anual, líder diz querer paz em 2026, mas reafirma seus termos para encerrar a guerra no vizinho; presidente afirma que pode suspender ataques caso Zelenski aceite realizar eleições, como sugeriu Donald Trump

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente russo, Vladimir Putin, disse nesta sexta-feira (19) que a paz na Ucrânia por ele invadida em 2022 depende agora dos apoiadores ocidentais de Kiev aceitarem seus termos, que incluem cessão territorial e neutralidade militar do vizinho.

    “A bola está inteiramente na quadra os nossos ditos oponentes ocidentais, o chefe do regime de Kiev e seus patrocinadores europeus”, afirmou, com o usual sarcasmo a se referir ao presidente ucraniano, Volodimir Zelenski.

    Putin afirmou que fez concessões a pedido do presidente americano, Donald Trump, que está tentando costurar um acordo de paz até o fim do ano. Mas não as detalhou, preferindo dizer que a guerra só acabará quando suas “causas profundas”.

    Ele voltou a se referir às demandas apresentadas em junho de 2024, refeitas em documento um ano depois, para o fim do conflito. Elas deram à luz um documento conjunto russo-americano no mês passado, que já foi e voltou a mesas de negociação.

    Trump quer que Zelenski aceite perder território, e o ucraniano diz aceitar se houver garantias robustas de segurança para evitar novos ataques russos. Pela ordem das conversas, a próxima rodada será entre americanos e russos.

    “Nós também gostaríamos muito de viver em paz no próximo ano, livres de quaisquer conflitos militares. E repito: gostaríamos muito, e nos esforçamos para, resolver todas as questões controversas por meio de negociações”, disse Putin.

    Ele zombou do vídeo que Zelenski filmou num marco de entrada da cidade de Pokrovsk, que os russos anunciaram ter tomado, para dizer que era uma mentira. “O sinal está localizado fora da cidade, cerca de 1 km de distância. Bom, por que ele está parado lá? Entre, certo?”, disse, sugerindo o controle do local.

    Putin elogiou Trump, como de costume, dizendo que o americano está “fazendo um grande esforço” para achar uma saída para a guerra, e que relatou as exigências russa na cúpula entre os dois no Alasca, em agosto. Voltou a dizer que os líderes europeus da aliança militar Otan “estão se preparando para uma guerra” que a Rússia não tem interesse em lutar.

    “O movimento da infraestrutura militar [da Otan] em direção às nossas fronteiras continua a nos preocupar. Não estamos pedindo nada extraordinário, não estamos dizendo que os países não têm o direito de se defender. Mas precisa haver um étodo que não ameace os outros”, afirmou.

    O presidente disse apoiar a ideia, ventilada por Zelenski após pressão de Trump, da realização de eleições na Ucrânia mesmo com a guerra em curso, o que não é possível legalmente hoje. Afirmou que a Rússia “daria condições de segurança” para tal.

    Putin comentou a desistência da União Europeia de usar reservas russas congeladas na Bélgica como lastro para um empréstimo a Kiev. Segundo ele, chamar a proposta de furto não seria correto, pois “é um roubo à luz do dia”.

    EVENTO TEVE CRÍTICA E ALIENS

    O evento desta sexta é uma tradição que teve vários formatos desde 2001. Sua edição mais longa até aqui foi em 2019, com quatro horas e 54 minutos. Em 2022, num momento particularmente ruim da guerra para os russos, ele não ocorreu.

    Na entrevista, chamada de Linha Direta e Retrospectiva do Ano, Putin responde a questões de jornalistas na plateia, inclusive alguns ocidentais. Para chamar a atenção, em outros anos alguns repórteres traziam até bichos de pelúcia; desta vez, apenas cartazes simples foram permitidos.

    O evento também recebe vídeos, mensagens e telefonemas, alguns ao vivo, de cidadãos comuns.

    Neste ano, o Kremlin disse ter recebido 2,7 milhões de questões prévias. O espaço para o dissenso controlado é garantido: um morador de Volgogrado queixou-se de falta de água, outro de São Petersburgo, do baixo valor de sua pensão estatal.

    Houve também alguns escorregões dos censores. Num telão que mostrava mensagens de texto, duas foram especialmente irônicas. “Isso não é uma linha direta, é um circo”, disse uma, enquanto outra questionou se “como é sexta, podemos beber já?”.

    O ponto fora da curva, do planeta aliás, ficou na conta de uma jornalista que pediu para Putin piscar com o olho esquerdo se fosse verdade que o cometa 3I/Atlas é na realidade uma nave alienígena. O russo entrou na brincadeira, fingindo seriedade.

    “Vou te dizer, mas isso é estritamente entre a gente, é um segredo de Estado. É nossa arma secreta, mas não a usaremos exceto em casos extremos”, brincou, depois validando a hipótese da maioria dos cientistas de que o comportamento inusual do bólido interestelar é natural.

    Em outro momento, um homem pediu a namorada em casamento e convidou Putin para a festa. O russo não respondeu.

    Bola está com o Ocidente, diz Putin sobre a Ucrânia

  • Putin fala de guerra, economia e ETs em entrevista anual

    Putin fala de guerra, economia e ETs em entrevista anual

    Presidente passa quase 4 horas e meia respondendo a jornalistas e cidadãos comuns em evento na capital russa; há dissenso controlado, mas censores deixaram escapar mensagem sarcástica comparando a sessão a um circo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A entrevista coletiva anual que Vladimir Putin realizou nesta sexta-feira (19) em Moscou incluiu uma diversidade de temas, indo da situação econômica russa à Guerra da Ucrânia. Como de costume, sobrou espaço para momentos insólitos, incluindo uma questão sobre ETs.

    O evento desta sexta é uma tradição que teve vários formatos desde 2001. Sua edição mais longa até aqui foi em 2019, com quatro horas e 54 minutos -neste ano, foram 27 minutos a menos. Em 2022, num momento particularmente ruim da guerra para os russos, ele não ocorreu.

    Na entrevista, chamada de Linha Direta e Retrospectiva do Ano, Putin responde a questões de jornalistas na plateia, inclusive alguns ocidentais. Para chamar a atenção, em outros anos alguns repórteres traziam até bichos de pelúcia; desta vez, apenas cartazes simples foram permitidos.

    O evento também apresenta vídeos, mensagens e telefonemas, alguns ao vivo, de cidadãos comuns.

    Neste ano, o Kremlin disse ter recebido 2,7 milhões de questões prévias. O espaço para o dissenso controlado é garantido: um morador de Volgogrado queixou-se de falta de água, outro de São Petersburgo, do baixo valor de sua pensão estatal.

    Houve também alguns escorregões dos censores. Num telão que mostrava mensagens de texto, duas foram especialmente irônicas. “Isso não é uma linha direta, é um circo”, disse uma, enquanto outra questionou se “como é sexta, podemos beber já?”.

    O ponto fora da curva, do planeta aliás, ficou na conta de uma jornalista que pediu para Putin piscar com o olho esquerdo se fosse verdade que o cometa 3I/Atlas é na realidade uma nave alienígena. O russo entrou na brincadeira, fingindo seriedade.

    “Vou te dizer, mas isso é estritamente entre a gente, é um segredo de Estado. É nossa arma secreta, mas não a usaremos exceto em casos extremos”, brincou, depois validando a hipótese da maioria dos cientistas de que o comportamento inusual do bólido interestelar é natural.

    Em outro momento, um homem pediu a namorada em casamento e convidou Putin para a festa. O russo não respondeu.

    Putin fala de guerra, economia e ETs em entrevista anual

  • Governo Trump tem até esta sexta (19) para divulgar arquivos do caso Epstein

    Governo Trump tem até esta sexta (19) para divulgar arquivos do caso Epstein

    Congresso norte-americano aprovou lei obrigando governo a divulgar material; governo Trump antecipou que não publicará documentos relacionados a investigações em andamento

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Departamento de Justiça dos EUA deve divulgar hoje a maior parte dos arquivos da investigação sobre o caso Jeffrey Epstein, criminoso sexual condenado e que morreu em 2019 na prisão.

    Em novembro, o presidente americano Donald Trump assinou o projeto de lei para tornar públicos os documentos. Um dia antes, o texto havia sido aprovado na Câmara e no Senado -segundo o republicano, a seu pedido. Ele alegou que o bilionário era um democrata de longa data e que “talvez a verdade” sobre seus opositores viesse à tona em breve.

    Apesar das declarações, inicialmente, Trump se opunha à lei e muitos apontavam que seria devido à sua proximidade com o homem. Epstein e Trump eram próximos na década de 1980, quando ambos eram empresários em Nova York e apareceram juntos em diversos eventos, mas teriam rompido relações no início dos anos 2000. Quando o projeto de lei parecia caminhar para ser aprovada no Congresso, ele mudou de postura e passou a ser favorável.

    O prazo dado para a divulgação é até hoje. O Departamento de Justiça, no entanto, não informou em que horário do dia exatamente pretende tornar os registros públicos, nem mesmo se efetivamente o fará.

    Transcrições do grande júri encarregado da investigação do bilionário devem ser parte do conteúdo. Apesar de costumar ser mantido em sigilo, o juiz federal Rodney Smith disse que a Lei de Transparência dos Arquivos de Epstein, sancionada pelo presidente, exige a sua divulgação.

    Há muito tempo a divulgação é exigida por um público que deseja entender a ligação entre o criminoso e outras personalidades poderosas. Trechos de documentos já revelados na imprensa mostraram que famosos e políticos participaram das polêmicas festas do empresário. Personalidades como Leonardo DiCaprio, Cameron Diaz, Cate Blanchett, Bruce Willis, Kevin Spacey, George Lucas e Naomi Campbell foram citados, mas nenhum deles foi acusado pela prática de crimes.

    Fotos também apontaram a relação entre Epstein e homens influentes. Donald Trump, o ex-presidente Bill Clinton, o cineasta Woody Allen, o estrategista Steve Bannon, ex-assessor de Trump, e o fundador da Microsoft, Bill Gates aparecem em imagens com ele.

    Epstein foi preso pela primeira vez em 2008, quando foi sentenciado a 13 meses de prisão. Na época, os pais de uma menina de 14 anos denunciaram à polícia que o empresário havia abusado sexualmente da garota em sua mansão. Outras possíveis vítimas foram descobertas e foram encontradas fotos de meninas na casa dele.

    Ele se livrou de pegar prisão perpétua. O bilionário fechou um polêmico acordo que o safou de ficar encarcerado pelo resto da vida, mas fez com que fosse registrado na lista federal de criminosos sexuais.

    Ele voltou a ser preso em 2019 sob acusação de tráfico sexual. Jeffrey foi acusado de traficar dezenas de meninas, de explorá-las e abusá-las sexualmente. Desse caso, o bilionário se declarou inocente e sempre negou as acusações. Após um mês na cadeia, aos 66 anos, ele foi encontrado morto na cela em que estava detido. A causa de sua morte divulgada oficialmente foi suicídio.

    Membro da realeza britânica, príncipe Andrew já respondeu a processo de abuso sexual relacionado ao caso Epstein. Ele foi acusado de manter relações sexuais com uma garota por intermédio do empresário em uma “orgia com várias menores de idade”. Em resposta, o Palácio de Buckingham destituiu Andrew de seus deveres militares e de seu título real.

    Governo Trump tem até esta sexta (19) para divulgar arquivos do caso Epstein

  • Família britânica acusada de embarcar com idosa morta em voo em Espanha

    Família britânica acusada de embarcar com idosa morta em voo em Espanha

    Passageiros de um voo da easyJet que viajava entre Espanha e o Reino Unido acusam uma família de ter embarcado com uma mulher já morta. O voo teve de ser cancelado e adiado durante 11h

    Uma família britânica está sendo acusada de ter embarcado em um voo da easyJet com uma familiar já morta.

    A mulher teria entrado no voo, de Málaga, na Espanha, para Gatwick, no Reino Unido, em uma cadeira de rodas. Dizem os restantes passageiros que a idosa não apresentava uma boa aparência e questionaram a companhia aérea.

    Segundo as mesmas fontes, a idosa deu entrada no voo em uma cadeira de rodas e foi sentada no seu lugar com a ajuda de cinco familiares, que garantiam que estava tudo bem e que a senhora estava apenas cansada. 

    Contudo, a poucos minutos de levantar voo, a equipa de bordo foi informada de que, afinal, a  idosa, de 89 anos, estava morta, e teve de sair da pista onde se preparava para levantar voo. 

    “Sei que não tem graça porque alguém realmente morreu, mas o pessoal de terra da easyJet deixou alguém que parecia completamente morto entrar no avião e, curiosamente, quando estávamos prestes a decolar, essa pessoa morreu. O avião foi chamado de volta ao terminal, todo o voo foi cancelado e todos foram retirados do avião”, denuncia uma passageira na sua página de Facebook, enquanto outra salienta que se fosse o caso de alguém estar “bêbado” este não entraria, mas “morto já pode”.

    O voo sofreu um atraso de 12 horas, deixando os restantes passageiros indignados. Muitos garantem que a mulher já estava morta antes de entrar no avião e defendem que a família deveria ter “saído algemada dali”.

    Em resposta ao acontecimento, a companhia aérea, citada pelo Daily Mail, garante que as alegações são falsas e indica que a passageira tinha um atestado médico que a autorizava a voar e que estava viva quando embarcou no avião. 

    O Daily Mail refere que não é claro o que aconteceu à família da vítima, nem para onde foi levado o corpo depois de ser retirado do avião. Porém, tudo indica que não houve detenções relacionadas com este caso.

    Família britânica acusada de embarcar com idosa morta em voo em Espanha