Categoria: MUNDO

  • Líderes mundiais celebram acordo de paz entre Israel e Hamas

    Líderes mundiais celebram acordo de paz entre Israel e Hamas

    Anunciado por Donald Trump, o pacto prevê a libertação de reféns e a retirada parcial das tropas israelenses da Faixa de Gaza após dois anos de guerra. Líderes de vários países elogiaram o plano e destacaram o avanço histórico rumo a uma paz duradoura no Oriente Médio

    Diversos líderes mundiais comemoraram o acordo de paz entre Israel e o Hamas, anunciado nesta quarta-feira (8) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O plano, que encerra dois anos de conflito na Faixa de Gaza, prevê a libertação de reféns e a retirada parcial das tropas israelenses.

    Trump confirmou que as partes aceitaram a primeira fase de seu plano de paz, que inclui a libertação de 20 reféns ainda vivos em troca de prisioneiros palestinos e a retirada das forças de Israel para uma área previamente acordada.

    “Todos os reféns serão libertados muito em breve e Israel recuará suas tropas como primeiro passo rumo a uma paz duradoura e permanente”, declarou Trump em sua rede social, a Truth Social.

    O anúncio foi recebido com entusiasmo em diversas capitais. O presidente da Argentina, Javier Milei, chamou o acordo de “histórico” e afirmou que pretende indicar Trump ao Prêmio Nobel da Paz, dizendo que “qualquer outro líder com conquistas semelhantes já teria recebido esse reconhecimento há muito tempo”.

    O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, elogiou a “liderança essencial” de Trump e expressou alívio pela libertação dos reféns: “A paz finalmente parece possível. Instamos todas as partes a implementarem o acordo com rapidez”.

    O governo do Japão também celebrou o entendimento. O porta-voz Yoshimasa Hayashi chamou o plano de “um passo importante para acalmar a situação” e agradeceu aos Estados Unidos, Egito e Catar pelos esforços de mediação.

    Na Austrália, o primeiro-ministro Anthony Albanese e a ministra das Relações Exteriores Penny Wong classificaram o anúncio como “um passo necessário para a paz” e defenderam a criação de dois Estados, destacando que o plano exclui o Hamas da futura administração de Gaza.

    O ex-presidente da Colômbia, Iván Duque, afirmou que o acordo “abre caminho para a estabilidade em uma região marcada pela guerra e pelo terrorismo”. Já a Confederação de Comunidades Judaicas da Colômbia e a B’nai B’rith do Uruguai disseram que o pacto é “essencial para a convivência e para uma paz justa e duradoura”.

    O secretário-geral da ONU, António Guterres, descreveu o entendimento como “um avanço desesperadamente necessário” e pediu sua implementação integral. Segundo ele, o acordo representa “uma oportunidade de reconhecer o direito à autodeterminação do povo palestino e avançar rumo à solução de dois Estados”.

    Em comunicado, o Hamas confirmou a aceitação do acordo, dizendo que ele garante “o fim da guerra, a retirada das forças israelenses e a entrada de ajuda humanitária”, e exigiu que Israel cumpra os termos “sem atrasos”.

    O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, classificou o pacto como “uma conquista histórica” e agradeceu a Trump pela “liderança firme e esforços diplomáticos globais”. “Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa”, disse.

    Segundo fontes oficiais, a libertação dos reféns deve começar na segunda-feira (13), após a aprovação do acordo pelo governo israelense. A retirada militar cobrirá cerca de 70% da Faixa de Gaza.

    “Isso é mais do que Gaza — é o início da paz no Oriente Médio”, declarou Trump à Fox News, acrescentando que os Estados Unidos e países vizinhos ajudarão na reconstrução do território. “As nações da região participarão, pois têm grande riqueza. Nós garantiremos que Gaza seja estável e pacífica”, afirmou.

    Em Tel Aviv, familiares dos reféns celebraram o anúncio na chamada Praça dos Reféns, com lágrimas, abraços e cartazes pedindo um “Nobel para Trump”. “Quero sentir o cheiro do meu filho novamente”, disse emocionada Einav Zangauker, mãe de um dos reféns.

    Em Gaza, o cessar-fogo foi recebido com alívio e esperança. “Queremos voltar, mesmo que não haja mais casas”, afirmou Alaa Abd Rabbo, deslocado do norte do território.

    O acordo mediado por Estados Unidos, Egito, Catar e Turquia é considerado o passo mais significativo rumo ao fim da guerra desde o início do conflito, em outubro de 2023.

    Líderes mundiais celebram acordo de paz entre Israel e Hamas

  • Família McCann acusa polonesa que fingiu ser Maddie de assédio. "Abalada"

    Família McCann acusa polonesa que fingiu ser Maddie de assédio. "Abalada"

    A polonesa Julia Wandelt, de 24 anos, é acusada de assediar e perseguir Kate e Gerry McCann durante três anos, após alegar falsamente ser a filha desaparecida do casal em 2007, na Praia da Luz, em Portugal

    A jovem polonesa Julia Wandelt, de 24 anos, que ganhou notoriedade ao afirmar ser Madeleine McCann, a menina britânica desaparecida em 2007 na Praia da Luz, Algarve, começou a ser julgada nesta semana em Leicester, no Reino Unido. Ela é acusada de perseguição e assédio contra os pais da criança, Kate e Gerry McCann.

    Durante as audiências, realizadas na segunda (6) e na quarta-feira (8), o casal prestou depoimento protegido por uma tela azul, em respeito à sua privacidade. Segundo a BBC, o relato dos dois emocionou o tribunal.

    Kate McCann afirmou que o assédio se prolongou por anos e provocou graves crises de ansiedade. “O nível de estresse e de angústia aumentou com o tempo. Só me senti realmente mais tranquila depois que ela foi presa”, disse, referindo-se à detenção de Julia em fevereiro deste ano.

    De acordo com o depoimento, a jovem começou a entrar em contato com a família há cerca de três anos, enviando mensagens, e-mails e fazendo ligações anônimas. A insistência foi tamanha que, em dezembro de 2024, Julia chegou a ir até a casa dos McCann, acompanhada de Karen Spragg, também acusada de perseguição.

    Gerry McCann contou que, naquela noite, as duas mulheres bateram repetidamente à porta da residência e gritaram por mais de dez minutos, mesmo depois de terem sido confrontadas. “Foi um momento de muito medo para Kate, ela ficou abalada e assustada”, relatou o pai de Madeleine.

    A situação chegou ao limite quando Julia tentou fazer contato com Amelie McCann, irmã gêmea de Madeleine, o que levou o casal a acionar a polícia.

    Durante a sessão de quarta-feira, Julia chorou e gritou no tribunal: “Por que vocês estão fazendo isso comigo?”, antes de ser retirada da sala pelos policiais.

    Na audiência anterior, o promotor Michael Duck KC já havia deixado claro que a jovem não é Madeleine McCann, descrevendo-a como “emocionalmente manipuladora” e responsável por uma “campanha obsessiva e perturbadora” contra a família.

    O julgamento será retomado nesta quinta-feira (9), com o depoimento dos irmãos de Madeleine, Sean e Amelie McCann.

    Madeleine desapareceu em maio de 2007, aos três anos, enquanto dormia em um apartamento de um resort na Praia da Luz, em Portugal, enquanto os pais jantavam nas proximidades. O caso, que se tornou um dos mais famosos do mundo, continua sem solução.

    Em 2023, o alemão Christian Brückner foi apontado pelo Ministério Público português como principal suspeito do desaparecimento, mas nunca foi formalmente acusado por falta de provas.
     
     

    Família McCann acusa polonesa que fingiu ser Maddie de assédio. "Abalada"

  • Adolescente é detido na Flórida após pedir ao ChatGPT “como matar amigo”

    Adolescente é detido na Flórida após pedir ao ChatGPT “como matar amigo”

    Um garoto de 13 anos foi preso depois que o sistema de monitoramento escolar detectou a pergunta enviada ao ChatGPT. O adolescente afirmou que tudo não passava de uma brincadeira, mas o caso levantou debate sobre o uso de IA e vigilância em escolas dos EUA

    Um adolescente de 13 anos foi detido na Flórida, nos Estados Unidos, depois de digitar em uma conversa com o ChatGPT a pergunta: “Como matar meu amigo no meio da aula?”. A frase foi detectada por um sistema de monitoramento escolar que rastreia possíveis ameaças virtuais.

    De acordo com a People, o alerta foi emitido pelo Gaggle, ferramenta usada por escolas norte-americanas para identificar mensagens que possam indicar riscos à segurança. Assim que o conteúdo foi localizado, a direção da Southwestern Middle School, no condado de Volusia, acionou a polícia.

    Ao ser questionado pelos agentes, o estudante afirmou que a mensagem era uma brincadeira e que pretendia apenas provocar um colega. Ele contou ter apagado o texto logo em seguida e negou ter acesso a armas em casa.

    Mesmo assim, o adolescente foi levado ao órgão responsável pela custódia de menores e pode permanecer sob detenção por até 21 dias, conforme decisão judicial.

    Em comunicado, as autoridades reforçaram que situações como essa não são tratadas como simples piadas, pois geram emergências e mobilizam equipes de segurança.

    Gaggle

    O Gaggle, sistema que detectou a mensagem, monitora contas estudantis e busca sinais de automutilação, pensamentos suicidas, bullying, uso de drogas ou ameaças de violência. Quando encontra conteúdo suspeito, envia alertas automáticos à escola e à polícia.

    Embora o mecanismo seja considerado eficaz por educadores, especialistas em privacidade alertam para o risco de vigilância excessiva e de criminalização de crianças por comentários impulsivos. O Center for Democracy and Technology afirma que o uso crescente desse tipo de monitoramento tem ampliado a presença das forças de segurança na rotina escolar e até nas casas dos estudantes.

    Adolescente é detido na Flórida após pedir ao ChatGPT “como matar amigo”

  • Trump anuncia que Israel e Hamas concordam com libertação de reféns e retirada de tropas de Gaza

    Trump anuncia que Israel e Hamas concordam com libertação de reféns e retirada de tropas de Gaza

    Donald Trump anunciou que Israel e Hamas aprovaram a primeira fase do plano de paz proposto pelos EUA, que prevê a libertação de reféns e a retirada parcial das tropas israelenses de Gaza. O acordo deve ser assinado nesta quinta-feira (9) no Egito, com mediação de Catar, Turquia e Egito

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump anunciou nesta quarta-feira (8) que Israel e o grupo terrorista Hamas aprovaram a primeira fase do acordo de paz proposto pelos Estados Unidos para a guerra na Faixa de Gaza, que completou dois anos na véspera. Segundo o americano, o entendimento prevê a libertação de todos os reféns israelenses pela facção e a retirada das tropas de Tel Aviv para um limite previamente acordado. O documento deve ser assinado no Egito, nesta quinta (9), segundo uma pessoa próxima à negociação ouvida pela agência de notícias AFP.

    “Estou muito orgulhoso em anunciar que Israel e Hamas assinaram a primeira fase do nosso plano de paz”, escreveu Trump em sua rede, a Truth Social. “Isso significa que todos os reféns serão libertados em breve, e que Israel retirará suas tropas até uma linha combinada como primeiros passos em direção a uma paz forte, duradoura e permanente”. Em seu anúncio, Trump ainda agradeceu “aos mediadores de Qatar, Egito e Turquia”, que trabalharam “para que este evento histórico e sem precedentes acontecesse”.

    Após o anúncio, o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou que reunirá o governo israelense para aprovar o acordo. “Com a ajuda de Deus, traremos todos para casa”, disse. O premiê agradeceu a Trump por “sua liderança, parceria e compromisso inabalável” com o Estado judeu e afirmou que este acordo somente foi possível por seu esforço. “Este é um sucesso diplomático e uma vitória nacional e moral para o Estado de Israel”, declarou.

    O Hamas também publicou um comunicado em que confirma o acordo e apela a Trump e outros países para que garantam que Tel Aviv cumprirá os termos negociados. O grupo deve libertar 20 reféns vivos nesta primeira fase do plano, em troca da libertação de cerca de 2.000 prisioneiros palestinos, segundo uma pessoa próxima das negociações ouvida pela AFP. O Exército de Israel afirma haver ao menos outros 28 reféns no território palestino, dos quais 26 têm morte confirmada.

    O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, se pronunciou após o comunicado de Trump e pediu a todas as partes para que respeitem “plenamente” o plano negociado.

    Mais cedo nesta quarta, o Hamas havia entregado uma lista de reféns e prisioneiros palestinos que poderiam ser trocados e disse estar otimista quanto às negociações em Sharm el-Sheikh, no Egito.

    Além de mencionar a troca, o grupo terrorista afirmou que as negociações focam os mecanismos para interromper o conflito e a retirada das forças israelenses de Gaza. Havia sido a primeira avaliação positiva das conversas sobre o plano de 20 pontos apresentado por Trump.

    O porta-voz do Exército israelense Rafael Rozenszajn afirmou que a chegada a este acordo foi possível devido a uma “mudança de postura da comunidade internacional” perante a guerra. “Esta foi a primeira ocasião em que o Hamas foi submetido a uma pressão mais intensa para libertar os reféns do que Israel para suspender as operações militares”, disse.

    Mesmo com o acordo alcançado, porém, ainda não há uma indicação clara de quem governará Gaza. Países árabes que apoiam o plano dizem que ele deve levar à eventual independência de um Estado palestino, o que Netanyahu afirmou anteriormente que nunca acontecerá. Sabe-se, porém, que o premiê, assim como Trump e Estados ocidentais e árabes, descarta qualquer papel para o Hamas, que tomou o território em 2007 após uma breve guerra civil com seus rivais palestinos.

    No lugar da facção, o plano do republicano prevê que um organismo internacional liderado por ele mesmo e com a participação do ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair desempenhe um papel na administração de Gaza após a guerra.

    Uma pista do anúncio que viria horas mais tarde tinha se tornado pública em uma reunião de Trump com influenciadores conservadores. No encontro, o secretário de Estado, Marco Rubio, entregou ao presidente um bilhete que, segundo a AFP, continha uma frase afirmando que um acordo para Gaza estava “muito próximo”.

    “Precisamos que você aprove uma publicação no Truth Social em breve para que possa anunciar o acordo primeiro”, dizia o texto. Após mais algumas perguntas, ambos saíram apressadamente da reunião. Ainda antes disso, Trump havia dito que poderia viajar ao Oriente Médio no próximo fim de semana para acelerar as tratativas entre as partes.

    A expectativa nesta quarta, antes do anúncio do presidente americano, girava em torno dos pontos de discórdia: Israel exigia que o Hamas entregasse as armas para encerrar a guerra, uma questão que, segundo um palestino próximo às negociações, a facção não se mostrava disposta a discutir.
    Tanto o desarmamento do Hamas quanto os detalhes operacionais desta primeira fase aprovada ainda não foram divulgados.

    Nos próximos dias, outras autoridades das outras partes envolvidas nas conversas devem começar a chegar à cidade turística egípcia. Nesta quarta, o genro de Trump, Jared Kushner, que serviu como enviado para o Oriente Médio durante o primeiro mandato do republicano, e Steve Witkoff, seu enviado especial, chegaram ao local, assim como o ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Ron Dermer.

    Estavam previstas ainda a chegada de representantes do Jihad Islâmico de Gaza (menor do que o Hamas, mas que também mantém reféns israelenses) e do xeque Mohammed bin Abdulrahman al-Thani, primeiro-ministro do Qatar e mediador de longa data.

    Outro participante será o chefe de espionagem da Turquia, Ibrahim Kalin, o que aponta para o aumento da relevância de Ancara nas negociações. Apesar da influência do país na Otan, a aliança militar ocidental, e de seus contatos próximos com o Hamas, Israel não o considerava anteriormente um mediador.
    Nesta quarta, aliás, o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, havia dito que

    Trump pediu ajuda para persuadir o grupo terrorista a aceitar o acordo. Para ele, porém, o principal obstáculo para a paz era Tel Aviv. “A paz não é um pássaro com uma única asa. Colocar todo o fardo da paz sobre o Hamas e os palestinos não é uma abordagem justa, correta ou realista”, afirmou.

    Também nesta quarta, o chanceler da Rússia, Serguei Lavrov, afirmou que, embora genérico, o plano de Trump era a melhor proposta em discussão. “É a melhor opção em termos de aceitabilidade árabe e ‘não rejeição’ por parte de Israel”, disse ele ao canal de televisão Russia Today. Em guerra contra a Ucrânia, Moscou tem feito afagos à gestão do republicano -Washington financia armamentos a Kiev.

    Durante o dia de negociações, Israel continuou com os bombardeios, embora tenha reduzido os ataques à Cidade de Gaza nos últimos dias, a pedido de Trump. Mesmo assim, de acordo com autoridades locais, Israel matou pelo menos oito pessoas em todo o território palestino em um período de 24 horas -o menor número de mortes relatado na última semana.

    A indignação global aumentou contra a ofensiva de Israel, que deslocou internamente quase toda a população de Gaza e desencadeou uma crise de fome devido ao seu bloqueio à ajuda humanitária. Vários especialistas em direito internacional, além de uma investigação da ONU, dizem que isso equivale a genocídio, o que Tel Aviv nega.

    De acordo com autoridades de saúde do território, controlado pelo Hamas, ataques israelenses mataram mais de 67 mil palestinos nesse período -número considerado confiável pela ONU. A ofensiva foi uma resposta ao ataque de 7 de outubro de 2023 do Hamas, quando 1.200 pessoas foram mortas e 251 levadas para Gaza como reféns, segundo números de Israel.

    Trump anuncia que Israel e Hamas concordam com libertação de reféns e retirada de tropas de Gaza

  • Lula vai a Roma para reunião de aliança global contra a fome

    Lula vai a Roma para reunião de aliança global contra a fome

    O presidente Lula vai participar da cerimônia de abertura e, na sequência, participará da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participará, no dia 13 de outubro, do Fórum Mundial da Alimentação, em Roma, Itália, evento promovido pela Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO). De acordo com o Itamaraty, Lula vai participar da cerimônia de abertura e, na sequência, participará da reunião presencial do Conselho de Campeões da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza.

    O convite para a participação de Lula no Fórum partiu do diretor-geral da FAO, Qu Dongyu, em julho, quando o presidente brasileiro foi informado, por ligação telefônica, de que o Brasil saiu do Mapa da Fome.

    Segundo o diretor de Projetos de Segurança Alimentar Saulo Arantes Ceolin, já está acertado um encontro bilateral de Lula e Dongyu em Roma. 

    “Foram também cogitados outros e encontros bilaterais [durante o Fórum], mas tudo ainda está sendo avaliado pela equipe do presidente”, acrescentou Ceolin nesta quarta-feira (8), em coletiva de imprensa do Itamaraty para detalhar a participação de Lula no evento da FAO.

    Aliança

    Lula participará, também em Roma, da inauguração do espaço onde funcionarão os mecanismos de apoio da Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, antes de retornar ao Brasil, ainda no dia 13.

    Segundo Ceolin, os resultados da Aliança devem ser apresentados em novembro, durante a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Social da ONU, quando a Aliança fará sua primeira reunião de alto nível.

    De acordo com o Itamaraty, a Aliança está prestes a contabilizar 200 membros, entre países e organismos como agências, programas, instituições universitárias e bancos de desenvolvimento – as principais fontes de financiamento de seus projetos e planos.

    Há, atualmente, 13 pedidos de novos integrantes no grupo. “Sete deles, do continente africano; dois da América Latina e Caribe; três do sudeste asiático; e um do Oriente Médio”, informou Ceolin.

    “Desses 13, pelo menos seis estão com seus planos [de ações] sendo finalizados por seus governos, já tendo, inclusive, recebido apoio de parceiros para a implementação de seus planos”, acrescentou referindo-se a Etiópia, Haiti, Quênia, Palestina, Ruanda e Zâmbia.

    Entre os planos desenvolvidos nesses países estão alguns voltados à alimentação escolar; transferência de renda; nutrição materna e infantil; e apoio à agricultura familiar. “Temos a expectativa de que três ou quatro países tenham seus planos aprovados”, disse Ceolin.

    COP30

    Ainda de acordo com Ceolin, o governo brasileiro tem a expectativa de aprovar, durante a COP30, em Belém, uma declaração sobre o combate à fome, combate à pobreza e sobre ações climáticas.

    O documento, uma iniciativa lançada pelo Brasil enquanto ocupa a presidência do G20 (grupo formado pelas 20 maiores economias do planeta), está sendo preparado sob a coordenação da missão brasileira que fica em Nova York .

    “O texto está praticamente finalizado. Ele será submetido a todos países”, antecipou Ceolin.

    Lula vai a Roma para reunião de aliança global contra a fome

  • Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

    Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

    O Tribunal Superior de Bogotá confirmou, em segunda instância, a condenação de um adolescente dada por um juiz pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O adolescente que matou a tiros o senador da Colômbia Miguel Uribe foi condenado nesta quarta-feira (8) a sete anos de reclusão em um centro especializado para menores de 18 anos. O Tribunal Superior de Bogotá confirmou, em segunda instância, a condenação dada por um juiz pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas.

    O adolescente atirou contra Uribe durante um ato de campanha no mês de junho, em Bogotá. O pré-candidato à Presidência foi levado ao hospital e morreu cerca de dois meses depois, em 11 de agosto.

    As investigações mostraram que o atirador foi contratado para executar o crime. Além do adolescente, outras cinco pessoas foram presas, incluindo José Arteaga Hernández, conhecido como El Costeño, apontado como suposto mentor logístico do ataque.
    Após atingir Uribe com dois tiros na cabeça e outro na perna, o adolescente fugiu, mas foi detido pelos seguranças do político e pela polícia. Já preso, colaborou com as autoridades para que a polícia conseguisse identificar outras pessoas envolvidas no crime.
    No fim de agosto, o adolescente foi condenado por um tribunal penal especial para menores, e a defesa recorreu. O caso foi revisado por uma câmara de três magistrados do Tribunal de Bogotá, que confirmou a sentença.
    O adolescente já havia admitido sua culpa pelos crimes de tentativa de homicídio e porte ilegal de armas durante a acusação do Ministério Público.
    Como o processo judicial avançou até a fase de acusação por esses crimes, ele foi julgado por tentativa de homicídio, e não por homicídio, já que a lei colombiana não permite alterar as acusações uma vez aceitas por um menor.
    Trata-se de um princípio conhecido como “congruência estrita”.
    A legislação colombiana estabelece penas mais brandas para infratores adolescentes. A pena máxima que ele poderia receber era de oito anos em um centro de atendimento especializado, independentemente da gravidade do crime cometido.
    O assassinato de Urbine trouxe à tona o fantasma dos violentos assassinatos de políticos e presidenciáveis que levaram pânico à população nas décadas de 1980 e 1990.
    Em agosto, Miguel Uribe Londoño, pai do senador morto, anunciou que assumirá o lugar do filho como pré-candidato do Centro Democrático às eleições presidenciais de 2026.
    O partido, que é a principal legenda de direita do país, fará um processo de seleção interna para definir o candidato final, que deverá ocorrer entre dezembro e março do próximo ano.
    Uribe Londoño é viúvo da jornalista Diana Turbay, mãe de Miguel, que foi mantida refém por um grupo ligado ao cartel de Medellín e morta na tentativa de resgate, em 1991 -a história é relatada no livro “Notícia de um Sequestro”, de Gabriel García Márquez (1927-2014).
    Na época, Miguel tinha cinco anos, e Uribe Londoño era um empresário do setor cafeeiro.

    Justiça da Colômbia confirma 7 anos de reclusão para atirador que matou Miguel Uribe

  • Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

    Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

    O brasileiro Fernando Sabag Montiel foi condenado a dez anos de prisão; o ataque ocorreu quando o julgamento de Kirchner por corrupção estava iniciando em 1º de setembro de 2022

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – A Justiça da Argentina condenou nesta quarta-feira (8) o brasileiro Fernando Sabag Montiel, a dez anos de prisão, e Brenda Uliarte, a oito anos, pela tentativa de assassinato da ex-presidente Cristina Kirchner, na noite de 1º de setembro de 2022.

    Em suas últimas palavras perante os juízes antes da leitura da sentença, ele disse que o caso estava repleto de irregularidades. “Este caso foi armado e isso é conhecido. Eles plantaram uma arma”, disse.

    Os fundamentos da sentença serão conhecidos em 9 de dezembro, de acordo com o Tribunal.

    Na noite do atentado, Fernando Sabag Montiel, 38, se misturou a apoiadores da então vice-presidente Cristina Kirchner que a esperavam na porta de sua casa, em Buenos Aires. Quando Cristina tirava fotos e autografava livros, ele atirou duas vezes mirando a arma a 15 centímetros do rosto dela, mas as balas não saíram. Ele nasceu no Brasil e tem nacionalidade argentina, carregava uma pistola com cinco balas.

    Junto com sua namorada, Brenda Uliarte, ele enfrentava as acusações de tentativa de homicídio qualificado. A promotoria acusou Sabag Montiel e Uliarte do crime triplamente agravado por dolo, por violência de gênero em forma de violência política e pelo uso de arma de fogo.

    O pedido da promotoria era para que ele fosse condenado a 15 anos de prisão e ela fosse condenada a 14 anos. Ao longo do processo, Sabag Montiel afirmou que tentou matar a peronista como um “ato de justiça”.

    Imagens de câmaras de segurança divulgadas ao longo das investigações mostram o casal circulando por eventos de apoiadores de Cristina, vendendo algodão-doce.

    A tentativa de homicídio reavivou memórias da violência política na Argentina, algo que se pensava ter sido erradicado desde a ditadura civil-militar. O ataque gerou uma grande onda de apoio a Cristina.

    Javier Milei, que ainda não era presidente da Argentina, e a atual ministra da Segurança Pública, Patricia Bullrich, estão entre os poucos políticos de peso nacional que não condenaram publicamente a tentativa de magnicídio.

    Sabag Montiel nasceu em 1987, no Brasil e, segundo a imprensa argentina, vive no país desde 1993. Sua mãe é argentina e seu pai, o chileno Fernando Ernesto Montiel Araya, já foi alvo de um inquérito da Polícia Federal brasileira em 2020.

    O ataque ocorreu quando o julgamento de Kirchner por corrupção estava iniciando, ela foi condenada em 2022 e em 2025 a Suprema Corte confirmou a condenação da ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar em Buenos Aires em um imóvel diferente daquele em que ocorreu a tentativa de assassinato.

    A promotoria não apresentou acusações contra um terceiro suspeito, Nicolás Carrizo, após constatar que ele não tinha conhecimento do plano.

    Durante o julgamento, os advogados de Kirchner solicitaram uma investigação sobre os possíveis mentores do ataque, mas o pedido foi rejeitado. Kirchner denunciou a perseguição política, afirmando: “Querem que eu seja presa ou morta.”

    Brasileiro é condenado por tentativa de assassinar Cristina Kirchner

  • Podemos ter novo premiê da França em 48 horas, diz demissionário do cargo

    Podemos ter novo premiê da França em 48 horas, diz demissionário do cargo

    Sébastien Lecornu, que renunciou na segunda-feira (6), disse que cenário atual permite a Macron fazer anúncio até sexta (10); o demissionário disse que há maioria parlamentar para evitar a dissolução da Assembleia Nacional

    PARIS, FRANÇA (CBS NEWS) – O primeiro-ministro demissionário da França, Sébastien Lecornu, anunciou nesta quarta-feira (8) que seu sucessor pode ser indicado “nas próximas 48 horas”, evitando a dissolução da Assembleia Nacional, o equivalente à Câmara dos Deputados francesa.

    Em entrevista à principal rede pública de TV, Lecornu afirmou que “um caminho ainda é possível” para encontrar uma maioria capaz de governar o país em meio a uma profunda crise política. Ele se encontrou à tarde com o presidente Emmanuel Macron, mas se recusou a revelar detalhes da conversa.

    O Palácio do Eliseu anunciou que Macron não se pronunciaria na noite desta quarta.

    Nomeado há um mês por Macron -o terceiro premiê desde a última eleição legislativa, em julho do ano passado-, Lecornu renunciou na segunda (6), diante do impasse provocado pela falta de maioria parlamentar. A pedido do presidente, porém, passou as últimas 48 horas negociando com os líderes de diversos partidos políticos uma saída para a crise.

    Dessas discussões surgiu o rumor de que poderia ser nomeado um primeiro-ministro da esquerda moderada -os três anteriores foram de centro ou direita- e que a reforma das aposentadorias promulgada em 2023 seria suspensa.

    “Macron abandonado pelos seus”. A manchete do jornal conservador Le Figaro desta quarta (8) resume bem o sentimento de que o presidente está isolado, a tal ponto que três ex-primeiros-ministros nomeados por ele, outrora aliados fiéis, passaram a dar declarações discordantes.

    Gabriel Attal (premiê de janeiro a setembro de 2024) disse “não entender mais as decisões” do presidente. Édouard Philippe (2017-2020) defendeu a antecipação da eleição presidencial prevista para maio de 2027 -ou seja, a renúncia de Macron. E Élisabeth Borne (2022-2024) admitiu o que antes era impensável, a suspensão da reforma das aposentadorias, que ela mesma impôs ao Parlamento quando foi primeira-ministra.

    Altamente impopular, a reforma elevou a idade mínima de 62 para 64 anos. A reversão dessa medida é uma das principais bandeiras da esquerda. Uma suspensão da regra, pelo menos temporária, é uma das condições impostas pelo Partido Socialista para participar de um novo gabinete.

    Lecornu foi evasivo em relação à possibilidade de suspensão. “É preciso ser surdo para não ouvir que há francesas e franceses que dizem: há uma ferida democrática”, declarou, reconhecendo que a opinião pública considera a reforma imposta sem o devido debate público. Ressalvou, porém, que o problema deve ser resolvido por seu sucessor.

    Os dois extremos do espectro político -A França Insubmissa (LFI) de Jean-Luc Mélenchon, de ultraesquerda, e a Reunião Nacional (RN) de Marine Le Pen, de ultradireita- se recusaram a participar da rodada de 48 horas de negociações de Lecornu. Ambos pedem a dissolução da Assembleia Nacional ou a renúncia de Macron.

    Tanto Mélenchon quanto Le Pen aspiram a suceder Macron, impedido pela Constituição de concorrer a um terceiro mandato. Le Pen, porém, apesar de líder nas pesquisas, está inelegível devido a uma condenação por desvio de fundos do Parlamento Europeu. Seu recurso será julgado em janeiro.

    Ela deu uma longa entrevista coletiva na tarde desta quarta. Procurando demonstrar serenidade, disse que seu partido apresentará uma moção de censura contra “todos os governos” que Macron nomear.

    “Eles morrem de medo de voltar às urnas”, disse Le Pen sobre o esforço de Macron para encontrar uma saída negociada que evite a necessidade de uma dissolução da Assembleia Nacional, em tese a solução mais natural para as crises políticas do regime parlamentar francês.

    Pesquisas indicam que a ultradireita seria favorita em uma nova eleição legislativa, cenário desastroso para um macronismo em clima de fim de reinado.

    O passar dos dias sem governo aumenta ainda o risco de que a França não consiga aprovar até 31 de dezembro o orçamento de 2026. Nesta semana Lecornu deveria ter apresentado sua proposta. Ele defende profundos cortes de gastos para reduzir o déficit público, de mais de 5% do Produto Interno Bruto. A instabilidade vem piorando a nota da dívida francesa nas agências de notação.

    Podemos ter novo premiê da França em 48 horas, diz demissionário do cargo

  • Trump recorre à IA para criar factoides e tirar foco do apagão do governo

    Trump recorre à IA para criar factoides e tirar foco do apagão do governo

    Trump tem feito experimentos com tecnologia e repercutido mais em jornais do que nas redes; conteúdo tem origem em podcasts; especialista fala em tática diversionista

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A paralisação do governo americano causada pela falta de consenso no Congresso sobre o orçamento federal já afeta os serviços do governo dos EUA, mas foi por outro ângulo que Trump ganhou espaço na mídia na última sexta (3): um vídeo feito com inteligência artificial no qual exalta a atuação de um de seus mais altos funcionários.

    O material foi publicado na Truth Social, rede social do mandatário americano, na qual não há regras sobre a divulgação de materiais produzidos com IA.

    O deepfake -um vídeo gerado com IA copiando a aparência de alguém (o próprio Trump no caso)- mostra o presidente americano tocando percussão para Russ Vought, o diretor do escritório de gestão e orçamento dos EU, que, vestido como a Morte, corta gastos com uma foice.

    O post de Trump é um corte de vídeo feito, pelo influenciador Brenden Dilley, o líder do Dilley Meme Team, uma autodeclarada milícia online de Trump formada por 21 contas espalhadas entre X, Rumble e Truth Social. Subiu primeiro na rede social Rumble, que não impõe moderação.

    O discurso oficial da Casa Branca, assinado por Vought, é que o fechamento da máquina pública é uma oportunidade para demitir servidores públicos culpando os democratas por não aceitarem o orçamento. Ao mesmo tempo, um levantamento da YouGov encomendado pela Economist mostra que a maioria da população americana liga a piora dos serviços à atuação do Partido Republicano, de Trump.

    Em vez de tratar do assunto, o presidente americano publicou uma sequência de vídeos de IA, da qual o vídeo de Vought foi o primeiro. Depois, apareceu com as vestes jedi de Star Wars em frente a um precipício e, na sequência, arremessando bonés na cabeça de apoiadores no salão oval da Casa Branca -tudo era artificial.

    O episódio não é inédito, uma vez que Trump divulgou montagens de democratas vestindo sombreiros mexicanos depois de ter sua proposta de orçamento recusada e publicou um vídeo de IA de uma suposta “riviera Palestina” com homens árabes vestidos de dançarinas do ventre.

    Para a fundadora da agência de checagem Lupa, Cristina Tardáguila, Trump usa esse material que beira o ofensivo como uma tática diversionista para ditar a pauta dos veículos de comunicação.

    Segundo a plataforma de monitoramento Palver, os vídeos repercutem mais na imprensa do que nas redes sociais. Uma busca que relacionava Vought ao meme “Reaper” (o “Ceifador”, personagem que representa a morte) na plataforma Palver retornou 406 artigos noticiosos e zero menções em grupos de WhatsApp e Telegram brasileiros monitorados -o número também é zero entre contas brasileiras relevantes no X (ex-Twitter) e no Instagram.

    Uma busca do vídeo no X mostra que a maior repercussão do vídeo, além da republicação por Trump, foi em uma parcela da bolha trumpista. No TikTok, tampouco houve grande repercussão. Ao mesmo tempo, o assunto foi tema de episódio do podcast diário do New York Times, o Daily.

    Tardáguila compara essa operação aos factoides criados pelo ex-prefeito carioca Cesar Maia, que proibiu videogames violentos e criticou o horário de verão durante momentos de crise. Procurado, Maia disse que não usaria essa estratégia nos dias de hoje. “Vivemos outro momento com outras implicações.”

    Na era das redes sociais, essa tática recebe o nome de “trolling”, em referência a “troll”, monstro nórdico conhecido por ser traiçoeiro. O troll é o usuário de internet que publica material ofensivo para chamar atenção.

    Dilley, o autor original do vídeo, se identifica como um “mestre troll”.

    Na imprensa, sobretudo americana, o vídeo de Vought chocou por usar uma paródia feita com IA de uma famosa música americana protegida por direitos autorais -“(Don’t Fear) the Reaper” da banda Blue Öyster Cult.

    Em sua página oficial no Facebook, a banda disse que não foi notificada do uso da própria música, que foi base da paródia feita com IA divulgada por Trump.

    “Os direitos autorais da música pertencem 100% à Sony Music, e a banda Blue Oyster Cult não tem direito algum sobre o uso da faixa.”

    Procurada, a Sony não quis comentar o caso.

    No YouTube, por exemplo, onde há regras rígidas contra reprodução de imagens e sons protegidos por direitos autorais, o vídeo seria derrubado pela moderação.

    O videocast de Dilley também está online no Spotify desde o dia 3 de outubro. A plataforma de streaming de música, que implementou regras para impedir que artistas tenham a voz copiada em músicas geradas com IA, não respondeu aos questionamentos da reportagem.

    Os 21 membros da autodeclarada milícia digital Dilley Meme Team produzem memes, divulgam-nos de forma organizada na rede e, de acordo com a descrição de sua página, levam com frequência suas criações às contas do presidente Trump e até a comícios presidenciais.

    Ainda segundo Dilley, o grupo consegue dinheiro nas redes com publicidade programática e venda direta de anúncios e direciona parte das receitas ao diretório do presidente americano. Na corrida presidencial de 2024, uma empresa em nome do influenciador doou US$ 7.000 à campanha de Trump.

    Dilley disse em podcast que já recebeu intimações por usar músicas sem autorização, mas nunca teve de retirar nada do ar. “Vou limpar o traseiro com as intimações”, afirmou. Procurado pela reportagem nas redes sociais e via email, ele não respondeu.

    Segundo o ativista, as músicas são feitas com trilha sonora de karaokê e a letra e a canção são feitas com ferramentas de IA -ele não mencionou quais. O uso de trilhas sonoras de karaokê para fazer paródias é permitido na jurisprudência dos Estados Unidos.

    Porém, segundo Dilley, a maior proteção desse conteúdo é o próprio Trump: “Depois que o presidente posta, quero ver pedirem que remova o vídeo”, disse.

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  • Trump pede prisão do prefeito de Chicago e do governador de Illinois

    Trump pede prisão do prefeito de Chicago e do governador de Illinois

    Presidente dos Estados Unidos ordenou o envio da Guarda Nacional para o estado em meio a protestos contra agenda de imigração

    Nesta quarta-feira (8), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu que o governador do Illinois, J.B. Pritzker, e o prefeito de Chicago, Brandon Johnson, “deveriam estar presos”, acusando os dois políticos democratas de não protegerem os agentes federais de imigração.

    A declaração de Trump foi feita em uma mensagem publicada na rede Truth Social, quando se verifica um impasse entre as autoridades estaduais do Illinois e a Casa Branca sobre a ordem presidencial de enviar forças federais para as ruas de Chicago.

    A medida, que já foi contestada judicialmente, insere-se em uma estratégia que Trump tem aplicado em várias cidades governadas por democratas, alegando razões de segurança pública.

    As autoridades locais consideram, porém, que a intervenção federal constitui um abuso de poder e uma violação da autonomia municipal.

    A administração republicana de Trump intensificou também as rusgas contra imigrantes em situação irregular, o que levou o prefeito de Chicago, Brandon Johnson, a declarar “zonas livres de ICE [sigla em inglês dos Serviços de Imigração]” para impedir o uso de propriedades municipais em operações desta agência federal.

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