Categoria: MUNDO

  • Desabamento de prédio em Madri deixa dois desaparecidos e um ferido grave

    Desabamento de prédio em Madri deixa dois desaparecidos e um ferido grave

    Um edifício em obras desabou parcialmente no centro de Madri nesta terça-feira (7), derrubando seis andares e deixando duas pessoas desaparecidas e uma em estado grave. Equipes de resgate trabalham no local, que foi isolado pelas autoridades espanholas

    Pelo menos duas pessoas estão desaparecidas e uma ficou gravemente ferida após o desabamento parcial de um prédio no centro de Madri, nesta terça-feira (7).

    De acordo com as primeiras informações, seis andares da estrutura desabaram. Inicialmente, falava-se em quatro desaparecidos, mas a Polícia Nacional confirmou mais tarde que o número é de dois.

    Uma funcionária de uma loja na mesma rua relatou ao jornal El País que o local está completamente isolado. “O prédio caiu inteiro e não conseguimos passar. Está cheio de ambulâncias e policiais, e ninguém pode entrar”, afirmou.

    Fontes ouvidas pelo jornal disseram que o edifício estava em obras “há muito tempo” e que uma grua havia sido instalada recentemente. Pelo menos seis andares teriam vindo abaixo, e há suspeita de que pessoas estejam soterradas.

    Equipes de emergência trabalham no local, e a vítima em estado grave já foi levada para um hospital próximo.

    Desabamento de prédio em Madri deixa dois desaparecidos e um ferido grave

  • Nobel de Física 2025 premia cientistas por avanços em mecânica quântica

    Nobel de Física 2025 premia cientistas por avanços em mecânica quântica

    John Clarke, Michel H. Devoret e John M. Martinis foram reconhecidos por experimentos que demonstraram o efeito túnel e a quantização de energia em circuitos elétricos, abrindo caminho para novas tecnologias quânticas

    O Prêmio Nobel de Física de 2025 foi concedido ao britânico John Clarke, ao francês Michel H. Devoret e ao norte-americano John M. Martinis pelos avanços em pesquisas sobre mecânica quântica.

    De acordo com o comitê do Nobel, a escolha reconhece a descoberta do “efeito túnel macroscópico da mecânica quântica e da quantização de energia em um circuito elétrico”. Segundo o comunicado da Academia Real de Ciências da Suécia, uma das grandes questões da física é determinar o tamanho máximo de um sistema capaz de demonstrar efeitos quânticos. Os três cientistas realizaram experimentos com um circuito elétrico que comprovou tanto o tunelamento quântico quanto os níveis de energia quantizados em um sistema grande o suficiente para ser segurado na mão.

    Os experimentos revelaram, na prática, o comportamento da física quântica em um chip e abriram caminho para o desenvolvimento de tecnologias como os computadores quânticos.

    A temporada de anúncios do Nobel começou na segunda-feira, 6, com o prêmio de Medicina, entregue a Mary E. Brunkow, Fred Ramsdell e Shimon Sakaguchi pelas descobertas sobre a tolerância imunológica periférica. Nesta semana ainda serão revelados os vencedores nas categorias Química, Literatura e Paz.

    O Nobel de Economia, última categoria a ser anunciada, será divulgado no dia 13 de outubro. Todos os prêmios são entregues em Estocolmo, na Suécia, com exceção do Nobel da Paz, que tradicionalmente é concedido em Oslo, na Noruega.

    Os prêmios Nobel foram criados em 1895 pelo cientista e inventor sueco Alfred Nobel, criador da dinamite, e entregues pela primeira vez em 1901. A cerimônia de premiação ocorrerá no dia 10 de dezembro, data em que se comemora o aniversário de sua morte, em 1896.
     
     

    Nobel de Física 2025 premia cientistas por avanços em mecânica quântica

  • Javier Milei lança livro e faz show de rock em meio à crise na Argentina

    Javier Milei lança livro e faz show de rock em meio à crise na Argentina

    Em evento com luzes, chamas e paródia musical, o presidente argentino apresentou A Construção do Milagre enquanto enfrenta turbulências econômicas, derrotas no Congresso e eleições legislativas marcadas para o fim de outubro

    O presidente da Argentina, Javier Milei, lançou na noite desta segunda-feira (6) o livro La Construcción del Milagro (“A Construção do Milagre”). Fiel ao seu estilo performático, o evento foi marcado por um tom de espetáculo e irreverência, com direito a luzes, chamas e música ao vivo, um verdadeiro show à la Milei.

    O lançamento ocorre em meio à forte crise econômica e política que o governo argentino enfrenta. Mesmo assim, o presidente buscou transmitir uma imagem de confiança e ousadia. No palco, Milei cantou uma versão adaptada da música Tu Vicio, de Charly García, trocando o refrão por “Sou o mais liberal, não me pode pisar porque sou capitalista”, segundo o jornal O Globo.

    Com 573 páginas, o livro chega às livrarias em um dos momentos mais delicados dos dois anos de mandato do presidente,  a menos de três semanas das eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para 26 de outubro.

    Nos últimos meses, Milei sofreu derrotas no Congresso, que derrubou dois de seus vetos, um deles ao financiamento de universidades públicas e outro à verba de uma clínica pediátrica. As decisões representam novos desafios à política de austeridade do líder ultraliberal, em meio à instabilidade financeira, à desvalorização do peso e ao nervosismo dos mercados às vésperas do pleito.

    Em setembro, o Parlamento já havia revertido outro veto presidencial, referente a uma lei que ampliava subsídios a pessoas com deficiência, aumentando a pressão sobre o governo.

     

    Javier Milei lança livro e faz show de rock em meio à crise na Argentina

  • Eurodeputada diz ter sido espancada e expulsa de Israel após missão

    Eurodeputada diz ter sido espancada e expulsa de Israel após missão

    Rima Hassan, parlamentar franco-palestina, afirmou ter sido agredida por policiais israelenses após participar da flotilha humanitária Global Sumud, que levava ajuda a Gaza. Ela e outros 160 ativistas, incluindo Greta Thunberg, foram deportados para a Grécia e denunciaram abusos e más condições nas prisões israelenses

    A eurodeputada Rima Hassan afirmou nesta segunda-feira (6), na Grécia, que foi expulsa de Israel e agredida por policiais israelenses após participar da flotilha humanitária Global Sumud Flotilla, que seguia com destino à Faixa de Gaza.

    “Fui espancada ao entrar na van por dois policiais israelenses”, disse a parlamentar do partido francês France Insoumise à agência AFP, no Aeroporto Internacional de Atenas, para onde foi levada junto com outros 160 ativistas deportados — entre eles, a ativista sueca Greta Thunberg.

    Vestindo um agasalho cinza, semelhante ao usado por detentos em prisões israelenses, Hassan afirmou que vários ativistas também foram agredidos. “Alguns de nós fomos espancados”, declarou.

    A deputada franco-palestina relatou ainda as condições precárias na prisão de alta segurança de Negev, no deserto israelense, onde ficaram detidos. “Às vezes éramos 13 a 15 pessoas por cela, sem camas, dormindo em colchões no chão. Faltava tudo”, disse.

    Mais cedo, o governo de Israel confirmou a expulsão de 171 ativistas, incluindo Greta Thunberg, após a interceptação marítima da flotilha que tentava romper o bloqueio israelense a Gaza.

    Em Atenas, Greta afirmou ter sofrido “maus-tratos e abusos” durante a detenção, sem detalhar.

    A Global Sumud Flotilla zarpou da Espanha no início de setembro com o objetivo de entregar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Cerca de 50 embarcações foram interceptadas pela Marinha israelense entre a costa do Egito e Gaza, entre quarta e sexta-feira passadas.

    Entre os detidos estavam a coordenadora do Bloco de Esquerda, Mariana Mortágua, a atriz Sofia Aparício e os ativistas Miguel Duarte e Diogo Chaves, que retornaram a Portugal na noite de domingo.

    Os portugueses também relataram abusos e violações de direitos humanos nas prisões israelenses.

    Para os organizadores da flotilha e para a Anistia Internacional, a detenção dos ativistas foi ilegal.

    O conflito no Oriente Médio se intensificou após os ataques do grupo palestino Hamas, em 7 de outubro de 2023, no sul de Israel. A ofensiva israelense em retaliação já deixou mais de 65 mil mortos na Faixa de Gaza.

    Eurodeputada diz ter sido espancada e expulsa de Israel após missão

  • Jovem que dizia ser Madeleine McCann chora ao ouvir decisão em tribunal

    Jovem que dizia ser Madeleine McCann chora ao ouvir decisão em tribunal

    A polonesa Julia Wandelt, de 24 anos, acusada de perseguir os pais de Madeleine McCann, desabou em lágrimas ao ouvir do juiz que não é a menina desaparecida. O Ministério Público a descreveu como manipuladora e deve apresentar provas científicas que confirmam a ausência de vínculo com a família britânica

    Julia Wandelt, de 24 anos, que afirmou ser Madeleine McCann e é acusada de perseguir os pais e irmãos da menina britânica desaparecida em 2007, compareceu ao tribunal nesta segunda-feira (6) e chorou ao ouvir do juiz que ela não é a criança desaparecida.

    Segundo o jornal The Guardian, o Ministério Público descreveu a jovem polonesa como uma manipuladora emocional que teria promovido uma “campanha de assédio” contra a família McCann ao longo de três anos, por meio de ligações, mensagens e visitas à casa da família.

    Durante o julgamento, Julia alegou ter lembranças de eventos familiares e momentos de brincadeira com os gêmeos McCann — informações apresentadas ao júri. “Poderíamos pensar que há alguma credibilidade, mas desde já deixamos claro que Julia Wandelt não é Madeleine McCann”, afirmou o promotor Michael Duck KC.

    Ao ouvir a declaração, Julia chorou e tentou deixar a sala por uma porta que dava acesso às celas, sendo consolada por sua amiga Karen Spragg, de 61 anos, também acusada de auxiliá-la na perseguição.

    Duck ressaltou que não há qualquer vínculo entre Julia e os McCann e que provas científicas serão apresentadas para confirmar isso. O promotor também destacou que Julia é quase dois anos mais velha que Madeleine.

    O júri foi informado de que Julia já havia se passado por outras duas crianças desaparecidas — uma menina alemã e uma americana — e que teria usado o ChatGPT para gerar fotos falsas que enviou à irmã de Maddie, Amelie, como tentativa de convencimento emocional.

    De acordo com o Ministério Público, Julia também enviou dezenas de mensagens, áudios, e-mails e cartas a Kate e Gerry McCann. Em uma delas, dizia: “Se eu for ela, tudo ficará bem. Se eu não for, deixo vocês em paz”.

    Em outra mensagem, escreveu: “Sei que não sou bonita, mas sei o que sei e lembro do que lembro.” Julia afirmava que sua identidade não havia sido reconhecida por causa de uma “grande corrupção” e que a imprensa a fazia “parecer louca”.

    Madeleine McCann desapareceu aos 3 anos de idade em maio de 2007, na Praia da Luz, Algarve, enquanto dormia em um apartamento de um resort. O caso segue sem solução. Em 2023, o alemão Christian Brückner foi formalmente acusado pelo desaparecimento.

    Julia Wandelt se declarou inocente das acusações de perseguição em abril deste ano. Ela foi presa em fevereiro no aeroporto de Bristol, no Reino Unido, e responde por quatro crimes de assédio, incluindo o envio de mensagens, ligações e cartas à família McCann. A jovem teria viajado da Polônia ao Reino Unido para se encontrar com Karen Spragg, que também foi detida.
     
     
     

    Jovem que dizia ser Madeleine McCann chora ao ouvir decisão em tribunal

  • Homem condenado por estuprar Gisèle Pelicot diz que 'nunca teve intenção'

    Homem condenado por estuprar Gisèle Pelicot diz que 'nunca teve intenção'

    O ex-marido de Gisèle, Dominique Pelicot, foi condenado em dezembro passado a 20 anos de prisão e não recorreu; outro homem envolvido no caso, Husamettin Dogan, foi condenado em 2024 a nove anos de prisão e recorreu

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Um dos estupradores de Gisèle Pelicot, 72, afirmou que “nunca teve a intenção” de estuprar a vítima, que foi drogada e abusada enquanto estava inconsciente pelo ex-marido e dezenas de outros agressores por décadas.

    Husamettin Dogan, 44, é o único dos 51 condenados pelos estupros a recorrer da sentença. Ele foi condenado em 2024 a nove anos de prisão.

    “Eu nunca tive a intenção de fazer isso. Estou aqui porque eu nunca quis estuprar esta senhora, por quem tenho respeito”, disse o homem, acrescentando que teve de fato contato sexual com Pelicot, mas que não sabia que ela esteve drogada.

    Pelicot esteve presente no tribunal de apelações da cidade de Nîmes nesta segunda-feira (6), e sentou ao lado de seu filho mais novo, Florian. Ela afirmou aos juízes que mais uma vez renunciaria ao seu direito ao anonimato no julgamento, que tem duração de quatro dias.

    Ao chegar ao tribunal, ela cumprimentou apoiadores do lado de fora, que traziam faixas agradecendo à postura de Pelicot. Ela também foi aplaudida ao deixar a corte.

    Pelicot rejeitou que o julgamento de seu caso, entre setembro e dezembro de 2024, fosse realizado a portas fechadas, exigindo que ele fosse público, para que a “vergonha mudasse de lado” e não recaísse mais sobre os ombros das vítimas de estupro.

    Seu ex-marido, Dominique Pelicot, foi condenado em dezembro passado a 20 anos de prisão e não recorreu. Os demais 50 réus, a maioria dos quais foi considerada culpada de estupro e que tinham entre 27 e 74 anos, foram condenados a penas que variam de 3 anos de prisão, 2 dos quais suspensos, a 15 anos de prisão.

    Em sua declaração final no julgamento dos 51 homens acusados de estuprá-la, Pelicot declarou: “É hora de a sociedade machista e patriarcal que banaliza o estupro mudar. É hora de mudarmos a maneira como vemos o estupro.”

    Pelicot foi nomeada uma das cem pessoas mais influentes de 2025 pela revista americana Time em meados de abril e publicará suas memórias em 27 de janeiro de 2026, em 20 idiomas.

    Segundo jornal britânico The Guardian, Dogan nasceu na Turquia e, por volta dos 5 anos mudou-se para a França, onde seu pai trabalhava como porteiro em um edifício, conforme ouvido pelo tribunal.

    Após um incêndio quando era criança, a família foi transferida para uma acomodação de emergência em um conjunto habitacional, onde Dogan, depois, começou a traficar drogas. Aos 17 anos, ele foi condenado e cumpriu pena de prisão aos 20.

    Conforme relatado ao tribunal, ele tinha um pai violento e uma vida profissional instável, com contratos temporários na construção civil e períodos vivendo como sem-teto desde os 17 anos.

    Também foi informado no tribunal que Dogan fumava maconha desde os 10 anos de idade e, em determinado período da vida, chegava a beber uma garrafa de uísque por dia, mas parou de beber e fumar quando seu filho, que tem síndrome de Down, nasceu. Ele cuidou do filho por vários anos enquanto sua esposa trabalhava em uma cantina escolar.

    Homem condenado por estuprar Gisèle Pelicot diz que 'nunca teve intenção'

  • Quem é e o que pensa Marco Rubio, que esteve em ligação de Lula e Trump

    Quem é e o que pensa Marco Rubio, que esteve em ligação de Lula e Trump

    Marco Rubio é secretário de Estado do governo de Donald Trump; apoiador de políticos de extrema-direita, Rubio já elogiou a família Bolsonaro e já fez críticas ao governo Lula

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, participou hoje da videochamada entre os presidentes Lula e Donald Trump. Após a conversa, ele -que é crítico do governo brasileiro-, ficou encarregado de liderar as negociações entre os dois países.

    Marco Rubio é secretário de Estado do governo de Donald Trump. O cargo é equivalente ao de ministro das Relações Exteriores.

    Rubio é aliado de Trump, mas já trocou críticas públicas com o presidente. Em 2016, quando os dois disputavam o posto para representar o Partido Republicano nas eleições presidenciais, Trump passou a chamar Rubio de “Little Marco” (o equivalente a “Marquinhos”), por causa da altura do então rival, que mede entre 1,73 e 1,78 m. Trump também afirmou que Rubio era um “cara desagradável” e o chamou de “con man”, termo em inglês que indica uma pessoa que usa “truques” para enganar os outros.

    No fim de 2024, porém, Trump nomeou o ex-rival para um cargo-chave no governo. Rubio foi o primeiro membro do gabinete a ser confirmado no segundo mandato de Trump e recebeu uma votação unânime no Senado, com 99 votos a favor de sua nomeação.

    Ele tomou posse em janeiro deste ano. Conforme o portal oficial do Departamento de Estado dos EUA, Rubio é a autoridade hispano-americana de mais alto escalão na história do país.

    Filho de cubanos que se mudaram para os Estados Unidos, Rubio nasceu em Miami, na Flórida, em 1971. O pai trabalhava como barman e a mãe, como camareira de hotel. Ele é casado com Jeanette Dousdebes, com quem tem quatro filhos.

    Republicano, ele começou a carreira política na Flórida, onde foi eleito senador em 2011. No estado, foi comissário municipal em West Miami e presidente da Câmara dos Representantes, antes de ser eleito senador. Ele foi reeleito diversas vezes e ocupou o cargo até o início deste ano, quando passou a atuar como Secretário de Estado.

    O QUE PENSA MARCO RUBIO

    Marco Rubio é próximo da família Bolsonaro. Ele começou a se aproximar do deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) em 2018, quando recebeu o brasileiro durante uma viagem aos EUA. Eles voltaram a se encontrar em 2020, quando o então presidente Jair Bolsonaro viajou aos Estados Unidos.

    Rubio elogiou Bolsonaro quando ele assumiu a presidência. Em artigo publicado na CNN, o então senador disse que a posse do político inaugurava “uma nova era na política brasileira que marca um rompimento drástico com os governos esquerdistas e antiamericanos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff”.

    Este ano, Rubio foi um dos principais nomes do governo americano envolvido com críticas ao STF. Quando Jair Bolsonaro foi condenado por tentativa de golpe de Estado, o americano chamou a decisão de perseguição política e afirmou que os Estados Unidos responderiam a esta “caça às bruxas”.

    Ele também acusou Alexandre de Moraes de abuso de autoridade. Ao impor sanções à esposa do ministro do STF, Rubio argumentou que Moraes “usou sua posição para instrumentalizar os tribunais, autorizar prisões preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão”.

    Dado o histórico, a escolha do secretário de Estado para negociar foi recebida com apreensão no Brasil. Especialistas e membros do setor privado classificaram a decisão como preocupante.

     

    Quem é e o que pensa Marco Rubio, que esteve em ligação de Lula e Trump

  • Quem são os 13 brasileiros da flotilha que estão detidos em Israel

    Quem são os 13 brasileiros da flotilha que estão detidos em Israel

    Relação inclui desde deputada e vereadora até ativistas que já haviam sido presos em tentativa anterior de chegar a Gaza; Tel Aviv anunciou mais 170 ativistas deportados nesta segunda (6), mas não havia cidadãos do Brasil nesta leva

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Os 13 brasileiros que foram detidos por Israel após a interceptação da flotilha Global Sumud, que pretendia chegar a Gaza e furar o bloqueio imposto por Tel Aviv, seguem na prisão de Ktzi’ot, no deserto de Negev, perto da fronteira com o Egito. Quatro deles estão em greve de fome.
    A flotilha era composta por 41 barcos e mais de 400 pessoas de diversas nacionalidades.

    Thiago Ávila, detido por Israel na empreitada anterior do grupo em maio, estava novamente entre os tripulantes. Além dele, fazem parte do grupo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), a vereadora Mariana Conti (Psol), de Campinas, assim como a presidente do partido no Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti. Também há outros militantes pró-Palestina e sindicalistas como Magno de Carvalho Costa, histórico dirigente do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

    Veja, abaixo, a lista de quem são os 13 brasileiros detidos em Israel.

    1.Ariadne Telles: Advogada e militante do Movimento Bem Viver.
    2. Bruno Gilga Rocha: Funcionário da área administrativa da Universidade de São Paulo e atuante no Sindicato dos Trabalhadores da USP. Está atualmente de licença.
    3. Gabrielle Tolotti: Presidente do Psol-RS.
    4. João Aguiar: Ativista do movimento global para Gaza e Núcleo Palestina do PT-SP.
    5. Lisiane Proença: Comunicadora popular de causas socioambientais.
    6. Lucas Farias Gusmão: Ativista e internacionalista.
    7. Luizianne Lins: Deputada federal pelo PT (CE).
    8. Magno Carvalho Costa: Integrante da Executiva nacional da CSP-Conlutas e diretor do Sindicado dos Trabalhadores da USP.
    9. Mariana Conti: Vereadora do Psol em Campinas.
    10. Mansur Peixoto: Criador e administrador do projeto História Islâmica.
    11. Miguel de Castro: ativista e cineasta.
    12. Mohamad El Kadri: Médico e coordenador do Fórum Latino Palestino.
    13. Thiago Ávila: Internacionalista e ativista socioambiental. Esteve na flotilha anterior, quando também foi detido por Israel.

    O Itamaraty não divulgou a identidade dos detidos, mas a flotilha havia tornado pública uma lista de 15 nomes de brasileiros que participavam da missão. A diferença se explica porque o fotojornalista Hassan Massoud não foi detido, já que estava a bordo do barco Shein, com advogados e membros da imprensa, que não entrou na zona de risco de interceptação.

    Já Nicolas Calabrese, militante do Psol, apesar de viver no Brasil há mais de dez anos, nasceu na Argentina e tem cidadania italiana. Por isso, sua passagem para a Turquia, a primeira parada após a saída da prisão, foi custeada pelo consulado da Itália em Israel, segundo a organização Adalah, que oferece assistência jurídica aos detidos.

    Ele pediu em entrevista à Folha de S.Paulo que o governo brasileiro adote uma postura mais firme para libertar os integrantes da missão detidos por Tel Aviv.

    Quem são os 13 brasileiros da flotilha que estão detidos em Israel

  • Israel viola leis ao interceptar flotilha e deter brasileiros, diz Lula

    Israel viola leis ao interceptar flotilha e deter brasileiros, diz Lula

    13 brasileiros que foram detidos por Israel após a interceptação da flotilha Global Sumud, que pretendia chegar a Gaza e furar o bloqueio imposto por Tel Aviv, seguem na prisão de Ktzi’ot, no deserto de Negev

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (6) que Israel viola leis internacionais ao interceptar a flotilha Global Summud, deter seu integrantes, incluindo brasileiros, e mantê-los presos.

    “O Estado de Israel violou as leis Internacionais ao interceptar os integrantes da ‘Flotilha Global Sumud’, entre eles cidadãos brasileiros, fora de seu mar territorial. E segue cometendo violações ao mantê-los detidos em seu país”, publicou Lula no X.

    “Desde a primeira hora, dei o comando ao nosso Ministério das Relações Exteriores para que preste todo o auxílio para garantir a integridade dos nossos compatriotas e use todas as ferramentas diplomáticas e legais, junto ao Estado de Israel, para que essa situação absurda se encerre o quanto antes e possibilite aos integrantes brasileiros da flotilha regressarem a nosso país em plena segurança”, afirmou o presidente.

    Os 13 brasileiros que foram detidos por Israel após a interceptação da flotilha Global Sumud, que pretendia chegar a Gaza e furar o bloqueio imposto por Tel Aviv, seguem na prisão de Ktzi’ot, no deserto de Negev, perto da fronteira com o Egito. Quatro deles estão em greve de fome.

    A flotilha era composta por 41 barcos e mais de 400 pessoas de diversas nacionalidades.

    Thiago Ávila, detido por Israel na empreitada anterior do grupo em maio, estava novamente entre os tripulantes. Além dele, fazem parte do grupo a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), a vereadora Mariana Conti (Psol), de Campinas, assim como a presidente do partido no Rio Grande do Sul, Gabrielle Tolotti. Também há outros militantes pró-Palestina e sindicalistas como Magno de Carvalho Costa, histórico dirigente do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

    Também nesta segunda-feira, Israel disse que mais 171 ativistas da flotilha, que tentava romper o bloqueio de ajuda humanitária de Tel Aviv à Faixa de Gaza, foram deportados para Grécia e Eslováquia. O grupo inclui a ativista climática Greta Thunberg.

    De acordo com o Estado judeu, os deportados são cidadãos de Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, Lituânia, Áustria, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Suíça, Noruega, Reino Unido, Sérvia e Estados Unidos.

    Os cerca de 45 barcos da flotilha partiram de Barcelona, na Espanha, no dia 31 de agosto, levando aproximadamente 400 ativistas de mais de 45 países, e começaram a ser interceptados na quarta (1º). Ativistas de outras nacionalidades que já saíram de Israel e tiveram seus processos de deportação concluídos afirmaram terem sofrido maus-tratos dentro da prisão, o que Tel Aviv nega.

    Segundo a organização Adalah, que oferece assistência jurídica aos presos, vários participantes relataram ter sido interrogados por pessoas não identificadas, e outros relataram abusos por parte dos guardas. Ainda de acordo com os relatos, houve casos de presos que foram vendados e algemados por longos períodos, e uma mulher relatou ter sido forçada a remover seu hijab, o véu islâmico, e recebeu apenas uma camisa como substituição.

    Israel viola leis ao interceptar flotilha e deter brasileiros, diz Lula

  • Primeiro integrante solto da Flotilha Global Sumud denuncia violência

    Primeiro integrante solto da Flotilha Global Sumud denuncia violência

    O brasileiro Nicolas Calabrese relatou violência durante a captura por militares israelenses; “Fomos humilhados, sofremos golpes e violência física”, disse

    Primeiro integrante da delegação brasileira na Flotilha Global Sumud – de ajuda humanitária à Faixa de Gaza – a ser deportado, Nicolas Calabrese relatou violência durante a captura por militares israelenses.

    A mais afetada foi a ativista ambiental Greta Thunberg. “Fomos humilhados, sofremos golpes e violência física, principalmente a companheira Greta”, sustenta Nicolas.

    De cidadania dupla – argentina e italiana – Nicolas vive no Brasil há mais de dez anos, mora no Rio de Janeiro onde trabalha como professor de Educação Física, educador popular e coordenador da Rede Emancipa de cursos populares. 

    Ele foi deportado junto com outros ativistas italianos para a Turquia no dia 4 de outubro e, depois, se deslocou da Turquia para a Itália, de onde partiu para Portugal. A previsão é que retorne ao Brasil ainda nesta segunda-feira (6), com chegada ao Aeroporto Galeão, prevista para 19h.

    Calabrese integrou os primeiros grupos de deportados pelas autoridades israelenses. Inicialmente, cerca de 170 integrantes foram enviados para a Turquia e outros países.

    Deportações

    Uma nota publicada pelo Ministério das Relações Internacionais de Israel informa que outros 171 integrantes do que chama de frota Hamas-Sumud, inclusive Greta Thunberg, foram deportados hoje (6) de Israel para a Grécia e a Eslováquia.

    De acordo com o informativo – que inclui fotos dos ativistas vestidos com roupas brancas e agasalhos cinza – não há cidadãos brasileiros no grupo.

    “Os deportados são cidadãos da Grécia, Itália, França, Irlanda, Suécia, Polônia, Alemanha, Bulgária, Lituânia, Áustria, Luxemburgo, Finlândia, Dinamarca, Eslováquia, Suíça, Noruega, Reino Unido, Sérvia e Estados Unidos”, assegura o comunicado.

    A seguir, ele nega os atos violentos e reforça que todos os direitos legais dos participantes foram e continuarão a ser plenamente respeitados.

    “O único incidente violento foi causado por um provocador do Hamas-Sumud que mordeu uma funcionária médica da prisão de Ketsiyot, [no deserto de Negev, instalação localizada entre Gaza e o Egito]”, comunica informe do movimento.

     Greve de fome e sede

    O Centro Jurídico para os Direitos das Minorias Árabes em Israel (Adalah, justiça em árabe) informou que foi comunicado pelo Serviço Prisional de Israel (IPS) da nova deportação, mas não foram fornecidos detalhes como nomes e nacionalidades.

    Não há informações detalhadas sobre os outros 13 integrantes da delegação brasileira que permanecem no sistema prisional israelense.

    São eles Thiago Ávila, Bruno Gilga, Lisiane Proença, Magno Costa, a vereadora Mariana Conti, Ariadne Telles, Mansur Peixoto, Gabriele Tolotti, Mohamad El Kadri, Lucas Gusmão, a deputada federal Luizianne Lins, João Aguiar e Miguel Castro.

    “Os organizadores da Global Sumud Flotilla estão tentando reunir informações para averiguar quem são os participantes deportados e as datas de seus voos, mas, até o momento, não se obteve nenhuma informação de brasileiros deportados pela Embaixada do Brasil em Israel”, informa o Movimento Global à Gaza.

    Acrescenta que Thiago Ávila, João Aguiar, Bruno Gilga e Ariadne Telles permanecem em greve de fome em protesto pela fome imposta aos cidadãos da Faixa de Gaza.

    Thiago Ávila também comunicou em audiência, no domingo (5), o início de uma greve de sede até que sejam entregues medicações vitais a alguns dos integrantes da Flotilha Global Sumud privados de tratamentos médicos para pressão alta e doenças cardíacas.

    Primeiro integrante solto da Flotilha Global Sumud denuncia violência