Categoria: MUNDO

  • Após bloqueio de tropas em Portland, Trump anuncia envio para Chicago

    Após bloqueio de tropas em Portland, Trump anuncia envio para Chicago

    O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o envio de 300 soldados para a cidade de Chicago, horas depois da justiça federal ter bloqueado o envio de tropas para outra cidade, Portland.

    A porta-voz da Presidência dos Estados Unidos, Abigail Jackson, confirmou no sábado que Trump autorizou o envio de membros da Guarda Nacional do Estado de Illinois para Chicago, citando o que chamou de “distúrbios violentos e ilegalidade contínuos”.

    O governador de Illinois, J.B. Pritzker, afirmou ter recebido um ultimato da Casa Branca, algo que classificou como “absolutamente ultrajante e antiamericano”.

    As tensões em torno das operações policiais contra a imigração em Chicago e arredores aumentaram nas últimas semanas, com protestos sendo, na maior parte dos casos, dispersados com gás lacrimogêneo e acompanhados da prisão de cidadãos norte-americanos.

    No sábado, a secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, declarou em uma mensagem na rede social X que os agentes federais estão sendo alvo de ataques violentos.

    Uma cidadã norte-americana foi baleada em Chicago por agentes de imigração depois de, supostamente, ter apontado uma arma para eles.

    A situação também está tensa na cidade de Portland, no estado do Oregon, onde manifestantes protestam há vários dias em frente às instalações do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE, na sigla em inglês).

    No entanto, uma juíza federal bloqueou, por pelo menos 14 dias, a mobilização de cerca de 200 soldados da Guarda Nacional para Portland, concluindo que Trump provavelmente estava abusando do poder que lhe é conferido pela Constituição.

    Karin J. Immergut – juíza nomeada pelo atual presidente – afirmou que os protestos não representam “risco de rebelião” e podem ser controlados pelas “forças policiais regulares”.

    No dia 28 de setembro, Trump anunciou a decisão de enviar tropas e autorizou o uso da “força total” em Portland, cidade que disse estar “devastada pela guerra”.

    A governadora do Oregon, Tina Kotek, conversou com Trump no fim de setembro e declarou que a mobilização era desnecessária.

    “Não há insurreição, não há ameaça à segurança nacional e não há necessidade de tropas militares em nossa grande cidade”, disse Kotek, pedindo ainda que a população “não caia na provocação”, evitando violência ou vandalismo.

    O presidente norte-americano também ordenou o envio de tropas para Los Angeles (Califórnia), Washington, D.C., e Memphis (Tennessee), aumentando a presença militar e de forças federais em cidades governadas por democratas.

    Um juiz federal na Califórnia determinou que o envio de tropas para Los Angeles – o primeiro ordenado pelo presidente republicano para reprimir protestos contra a imigração – era ilegal.

    Após bloqueio de tropas em Portland, Trump anuncia envio para Chicago

  • Israel continua matança de civis em Gaza apesar das negociações

    Israel continua matança de civis em Gaza apesar das negociações

    Os bombardeamentos e ataques de artilharia prosseguiram esta noite na Faixa de Gaza, apesar das negociações para um cessar-fogo em curso, fazendo pelo menos dez mortos, metade dos quais abatidos pelo exército quando tentavam voltar às suas casas.

    A cidade de Gaza foi alvo de ataques contínuos de artilharia durante a noite, enquanto os bombardeios aéreos também prosseguiram, com pelo menos três por hora, segundo a agência EFE.

    Cinco civis palestinos morreram na cidade de Gaza, baleados quando voltavam para suas casas em áreas com presença militar israelense, informaram fontes do Hospital Shifa à EFE.

    Outros cinco morreram em ataques enquanto tentavam retornar à cidade a partir do sul do enclave. Os corpos foram levados ao Hospital Al Awda, em Nuseirat (centro).

    Após o apelo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Israel cesse os ataques contra Gaza — depois de o Hamas ter aceitado sua proposta de trégua —, muitos habitantes da região tentam diariamente regressar às casas que abandonaram com o avanço das tropas israelenses.

    No entanto, apesar de Israel afirmar que passou a realizar apenas “operações defensivas em Gaza”, os bombardeios continuam. Tropas e drones quadricópteros também disparam contra aqueles que tentam voltar para suas residências.

    O Exército israelense suspendeu o avanço terrestre na capital diante dos progressos nas negociações, mas mantém soldados posicionados nos bairros de Tal al Hawa (sudoeste), Al Nasr (noroeste) e na rua Al Jalaa, que corta a cidade de norte a sul.

    Durante a noite, os bombardeios se concentraram no bairro de Sabra (centro-sul).

    O Serviço de Ambulâncias e Emergência de Gaza informou ter realizado pelo menos sete atendimentos durante a madrugada.

    Perto do Estádio Palestina, no bairro de Rimal (oeste da capital), duas pessoas ficaram feridas após disparos feitos por drones e foram levadas ao Hospital Kuwait, segundo o serviço de emergência.

    O órgão também denunciou que uma de suas equipes de ambulância foi atacada por um quadricóptero “quando tentava socorrer vítimas de um ataque com drone na rua Palestina”.

    Fora da capital, os ataques continuaram no centro e no sul da Faixa de Gaza.

    A agência oficial palestina Wafa relatou que vários civis ficaram feridos em Asdaa (ao norte da cidade meridional de Khan Younis) após um ataque contra uma tenda de deslocados.

    Ainda segundo a agência, houve disparos de artilharia a leste de Wadi Gaza (no centro do enclave) contra grupos de palestinos que aguardavam a chegada de caminhões com ajuda humanitária.

    Uma comissão independente da ONU e relatores de direitos humanos, junto com organizações internacionais — incluindo algumas israelenses — e um número crescente de países, classificam como genocídio a ofensiva militar israelense contra Gaza, que, desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, já deixou mais de 67 mil mortos, entre eles mais de 20 mil crianças.

    Israel continua matança de civis em Gaza apesar das negociações

  • Trump deixa aviso ao Hamas sobre plano de paz: "Não tolerarei atrasos"

    Trump deixa aviso ao Hamas sobre plano de paz: "Não tolerarei atrasos"

    Donald Trump disse hoje que “não tolera atrasos” que comprometam o plano de paz da Casa Branca para a Faixa de Gaza, dirigindo-se ao Hamas, e agradeceu a Israel o anúncio da cessação dos ataques aéreos no território.

    Agradeço a Israel por ter suspendido temporariamente os bombardeios para permitir a conclusão da libertação dos reféns e do acordo de paz. O Hamas deve agir rapidamente, caso contrário, tudo estará perdido. Não tolerarei atrasos, como muitos acreditam que acontecerão”, escreveu o presidente dos Estados Unidos na rede social Truth.

    Trump reforçou que não aceitará “nenhum resultado em que Gaza volte a representar uma ameaça” à paz regional. “Vamos em frente, RÁPIDO! Todos serão tratados com justiça!”.

    O plano de paz apresentado pelo presidente norte-americano na segunda-feira, na Casa Branca, e aceito pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, prevê o fim imediato da guerra, a libertação dos reféns do Hamas e a formação de um governo de transição para Gaza, supervisionado pelo presidente dos EUA e pelo ex-primeiro-ministro britânico Tony Blair.


    A proposta também inclui a desmilitarização da Faixa de Gaza e a possibilidade de negociar, futuramente, a criação de um Estado palestino — hipótese já descartada por Netanyahu.

    A Casa Branca confirmou que o enviado especial de Trump para o Oriente Médio, Steve Witkoff, viajará hoje para o Cairo, no Egito, a fim de dar seguimento às negociações sobre o plano de paz antes de sua implementação.

    Hoje, os hospitais da Faixa de Gaza registraram pelo menos 29 mortes após ataques de Israel, em meio às negociações do plano de paz.

    O Exército de Israel informou que interrompeu a operação de invasão terrestre, mas mantém o uso de fogo defensivo.

    A Cidade de Gaza sofreu pelo menos três ataques israelenses nesta manhã. Segundo o balanço divulgado, 22 mortes ocorreram na própria cidade, além de mais duas nos hospitais Al Awda e Al Aqsa, e outras cinco no hospital Nasser.

    Os ataques aconteceram depois que o Hamas anunciou estar disposto a libertar os reféns, uma das exigências do plano de paz de Donald Trump.

    Trump deixa aviso ao Hamas sobre plano de paz: "Não tolerarei atrasos"

  • Invasão de drones faz Alemanha debater até mudança na Constituição

    Invasão de drones faz Alemanha debater até mudança na Constituição

    Na véspera, o avistamento de aparelhos não tripulados na região do aeroporto de Munique provocou o fechamento do local e o cancelamento de 17 voos. Ao menos 3.000 passageiros não puderam embarcar. Camas de armar, cobertores e alimentação transformaram saguões em dormitórios.

    JOSÉ HENRIQUE MARIANTE
    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – Mais nova integrante da lista de países europeus invadidos por drones misteriosos, a Alemanha acordou nesta sexta-feira (3) discutindo como resolver o problema. Seja a tiros seja mudando a Constituição.

    Na véspera, o avistamento de aparelhos não tripulados na região do aeroporto de Munique provocou o fechamento do local e o cancelamento de 17 voos. Ao menos 3.000 passageiros não puderam embarcar. Camas de armar, cobertores e alimentação transformaram saguões em dormitórios.

    O problema voltou a se repetir na noite de sexta, com o fechamento das duas pistas do aeroporto bávaro. Drones também foram detectados sobre uma base militar da região. E tudo isso durante um feriado nacional na Alemanha e nos dias finais da tradicional Oktoberfest, que atrai milhões à cidade e enfrentou uma ameaça de bomba neste ano.

    “Se não pudermos mais voar hoje, certamente mais do que as 3.000 pessoas de ontem ficarão retidas”, declarou um porta-voz do aeroporto.

    A Polícia Federal foi acionada imediatamente, mas não encontrou vestígios de aparelhos ou operadores. Algo parecido se deu em uma unidade militar na Bélgica, em Elsenborn, na fronteira com a Alemanha, em que ao menos 15 drones foram detectados e sumiram também no fim da noite de quinta-feira (2). “É o primeiro incidente desse tipo que temos conhecimento”, declarou um porta-voz do Ministério da Defesa.

    Os eventos repetem o roteiro vivido por Polônia, Noruega e Dinamarca nas últimas semanas, com caças acionados para derrubar artefatos, aeroportos temporariamente fechados, unidades militares expostas e uma certa dose de provocação. Copenhague se preparava para receber 47 líderes europeus para discutir a guerra da Ucrânia e a viabilidade de um muro antidrones nas fronteiras do bloco com a Rússia.

    Nos dois dias do encontro, invasões de drones entendidas como ataques híbridos patrocinados por Moscou passaram de suspeita a certeza nos discursos.

    Anfitriã, a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, declarou que Vladimir Putin “está testando” os europeus e que “não vai parar até que seja forçado a isso”. Na mesma quinta-feira, o presidente russo afirmou que a Europa vive uma “histeria militar”.

    Markus Söder, ministro-presidente da Baviera, cargo equivalente a governador, demonstrou irritação com o problema em Munique, sua capital, e defendeu que a polícia deveria ter autorização para abater drones a tiros. “A partir de agora, deveria prevalecer o seguinte princípio: abater em vez de esperar. E isso de forma consistente. Nossa polícia deveria poder abater drones imediatamente”, declarou o político conservador ao tabloide Bild.

    Ministro do Interior, Alexander Dobrindt foi mais técnico. “O avistamento de drones em Munique é mais um alerta. Precisamos de mais financiamento, incentivo e pesquisa, em nível nacional e europeu.” Não é tarefa fácil abater drones a céu aberto e, pelo menos na Alemanha, há implicações legais a serem superadas.

    Escaldados por duas Guerras Mundiais e a ascensão do nazismo, os alemães mantêm na Constituição um papel estrito para suas Forças Armadas dentro do próprio país. Militares podem atuar em emergências nacionais, como desastres naturais, e apenas em 2006 a lista de situações previstas como tal passou a incluir ameaças terroristas.

    Dobrindt quer apresentar um projeto ainda neste ano que amplia as capacidades da Bundeswehr, as Forças alemãs, para que ela se torne a principal autoridade na prevenção do problema. Atualmente, os militares só podem agir na jurisdição de bases militares, assim como apenas a Polícia Federal pode atuar em ferrovias, por exemplo.

    Outra providência prometida pelo governo Friedrich Merz é criar um centro de defesa especializado em drones para coordenar os aspectos técnicos da empreitada. Outra tarefa complicada, pois é preciso enfrentar os altos custos envolvidos.

    Derrubar drones com mísseis de caça, desenhados para derrubar estruturas muito maiores, é uma equação que não fecha em uma Europa que há meses discute um orçamento comum de defesa e está órfã da antes farta ajuda militar dos EUA na Otan. Há ainda a questão dos destroços, perigo potencial quando os aparelhos sobrevoam áreas habitadas.

    A principal estratégia é copiar recursos desenvolvidos pela Ucrânia desde a invasão russa em 2022, inspiração do muro antidrones proposto por Ursula von der Leyen, chefe da UE, assim como investir em novas tecnologias. A Bundeswehr trabalha com bloqueadores de mísseis, interferência de GPS e faz testes com um sistema drone contra drone.

    Já a Polícia Federal participa do desenvolvimento de um novo dispositivo, o Sky Wall 100, que lança uma rede no ar para capturar o drone e trazê-lo de volta ao solo com uma espécie de paraquedas. O método tem como vantagem preservar o aparelho para análise.

    Dobrindt afirmou que pretende levantar a discussão sobre segurança aérea em um encontro que já estava programado para este sábado, em Munique, com seus pares europeus. O assunto original era imigração. A Europa vai trocando a ordem de seus receios.

    Invasão de drones faz Alemanha debater até mudança na Constituição

  • Ataque russo a estação ferroviária deixa vários feridos na Ucrânia

    Ataque russo a estação ferroviária deixa vários feridos na Ucrânia

    O presidente ucraniano informou, este sábado, que um ataque de drones russos a uma estação ferroviária fez, pelo menos, 30 pessoas feridas – tanto “funcionários da Ukrainian Railways, como passageiros”. Os serviços de emergência encontram-se no local a socorrer as vítimas.

    Pelo menos 30 pessoas ficaram feridas após um ataque de drones russos contra a estação ferroviária de Shostka, na região de Sumy, neste sábado, informou o presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky.

    “Um violento ataque de drones russos atingiu a estação ferroviária de Shostka, na região de Sumy. Todos os serviços de emergência estão no local e já começaram a socorrer as pessoas. As informações sobre os feridos ainda estão sendo apuradas”, escreveu ele na rede social X (antigo Twitter).

    O presidente ucraniano disse ainda que, até o momento, há “pelo menos 30 vítimas” e que, segundo “relatórios preliminares”, os feridos seriam “funcionários” da empresa estatal Ukrainian Railways e “passageiros”.

    “Os russos não podiam deixar de saber que estavam atingindo civis. Este é um ato de terror que o mundo não pode ignorar. Todos os dias, a Rússia tira vidas, e só a força pode detê-los”, destacou Zelensky.

    E acrescentou: “Ouvimos declarações firmes vindas da Europa e da América, e é hora de transformá-las em realidade”.

    Zelensky também sublinhou que “não basta falar” e que “é necessária uma ação firme” contra a Rússia.

    Guerra na Ucrânia? Entrou em “fase mais perigosa”

    A invasão russa da Ucrânia, que já deixou mais de 50 mil vítimas entre mortos e feridos — incluindo três mil crianças — “entrou em uma fase ainda mais perigosa e letal para os civis ucranianos”, alertou a ONU na sexta-feira.

    Segundo o alto comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos, Volker Turk, essa fase se caracteriza por “bombardeios contínuos contra escolas, hospitais e abrigos”.

    Nos primeiros oito meses de 2025, o número de vítimas aumentou 40% em relação a 2024, informou Turk, acrescentando que, em três anos e meio de conflito, já morreram cerca de 15 mil civis ucranianos, enquanto outros 35 mil ficaram feridos.

    “Esta guerra precisa acabar. O custo humano para os civis, para os soldados e para suas famílias é enorme e devastador”, disse Turk em um debate sobre a Ucrânia no Conselho de Direitos Humanos da ONU, ressaltando que todas as negociações e iniciativas de paz “devem dar prioridade à proteção dos civis”.

    Vale lembrar que a Rússia invadiu a Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.

     

    Ataque russo a estação ferroviária deixa vários feridos na Ucrânia

  • "Agressão armada" dos EUA quer impor "governos fantoches" na Venezuela

    "Agressão armada" dos EUA quer impor "governos fantoches" na Venezuela

    O Presidente da Venezuela disse que a “agressão armada” dos Estados Unidos visa impor “governos fantoches” e roubar os recursos naturais do país, face ao envio de navios militares norte-americanos para as Caraíbas.

    O povo dos Estados Unidos está bem ciente de que o que se pretende contra a Venezuela é uma agressão armada para impor uma mudança de regime, instalar governos fantoches e roubar seu petróleo, gás, ouro e todos os seus recursos naturais”, declarou Nicolás Maduro, na sexta-feira.

    O chefe de Estado afirmou que o país “nunca se humilhará diante de nenhum império, independentemente do seu poder, independentemente do seu nome” e prometeu “dar uma lição moral, ética e política a esse império [Estados Unidos] nos próximos anos”.

    Em discurso transmitido pela emissora estatal venezuelana VTV, Maduro disse que a Venezuela tem “direito à paz, à soberania, à sua existência, e nenhum império no mundo vai tirar isso”.

    “Se for necessário passar de formas de luta desarmada para formas de luta armada, este povo fará isso pela paz”, reiterou o presidente.

    Maduro discursava em uma conferência internacional contra o “colonialismo, o neocolonialismo e a expropriação territorial”, que reuniu 137 delegados de 59 países.

    No mesmo evento, a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o governo da vizinha Guiana “abriu as portas ao invasor norte-americano, à agressão militarista” na região.

    Segundo Rodríguez, Nicolás Maduro “fez muitos telefonemas para o secretário-geral das Nações Unidas [António Guterres], desde 2015, 2016, 2017 e até este ano”, sem, no entanto, apresentar provas ou dar mais detalhes.

    A vice-presidente também disse que Maduro “alertou para a importância do financiamento da ExxonMobil”, uma petrolífera norte-americana, “ao governo da Guiana para fomentar a agressão militar, uma agressão bélica dos Estados Unidos não só contra a Venezuela, mas também contra o nosso mar do Caribe”.

    A Venezuela retomou, em 2019, suas reivindicações sobre o território de Essequibo — controlado pela Guiana — após a descoberta de novas reservas de petróleo e minerais.

    Horas antes, a Venezuela havia denunciado ao Conselho de Segurança da ONU — presidido neste mês pela aliada Rússia — a “incursão ilegal de caças norte-americanos” a cerca de 75 quilômetros da costa venezuelana.

    Washington enviou pelo menos oito navios de guerra e um submarino de ataque rápido movido a energia nuclear, além de mais de 4.500 soldados, para o Caribe.

    Além disso, enviou caças F-35B de última geração para Porto Rico.

    Na sexta-feira, as Forças Armadas dos Estados Unidos destruíram mais uma embarcação supostamente envolvida no tráfico de drogas ao largo da costa da Venezuela, matando quatro pessoas — o quinto ataque do tipo desde o início de setembro.

    "Agressão armada" dos EUA quer impor "governos fantoches" na Venezuela

  • Ex-ministra deve se tornar a primeira mulher a liderar o Japão

    Ex-ministra deve se tornar a primeira mulher a liderar o Japão

    Sanae Takaichi, uma nacionalista de direita, foi eleita hoje líder do Partido Liberal Democrático (PLD) e deverá tornar-se em breve a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra do Japão.

    O PLD – partido que lidera o governo – pode ter perdido a maioria absoluta em ambas as câmaras do Parlamento neste ano, mas a oposição parece estar fragmentada demais para impedir que Takaichi seja eleita primeira-ministra nos próximos dias, na semana de 13 de outubro, segundo a imprensa local.

    Sanae Takaichi, de 64 anos, vai suceder Shigeru Ishiba, que havia sido eleito chefe de governo em outubro de 2024 e renunciou no mês passado.

    No segundo turno da votação, realizado hoje e restrito apenas aos parlamentares eleitos e membros do PLD, Sanae Takaichi superou o ministro da Agricultura, Shinjiro Koizumi, de 44 anos.

    Takaichi terá de assegurar que o PLD – um partido nacionalista de direita que está no poder quase ininterruptamente desde 1955, mas que vem sendo cada vez mais rejeitado pelos eleitores – recupere parte de sua antiga força.

    “Com todos vocês, inauguramos uma nova era para o PLD”, declarou a nova líder aos colegas poucos minutos após a eleição.

    A nova líder do PLD e provável futura primeira-ministra do Japão terá de lidar com questões como o envelhecimento da população do arquipélago, a colossal dívida nacional, a economia em crise e as crescentes preocupações em relação à imigração.

    Ex-ministra deve se tornar a primeira mulher a liderar o Japão

  • Gaza relata intenso bombardeio de Israel mesmo após apelo de Trump

    Gaza relata intenso bombardeio de Israel mesmo após apelo de Trump

    Os ataques israelenses prosseguiram durante a madrugada de hoje, fazendo pelo menos nove mortos, apesar do Hamas ter anunciado disponibilidade para negociar o plano de paz e de Donald Trump ter pressionado Israel a cessar “imediatamente” os bombardeamentos.

    De acordo com diversas fontes médicas, pelo menos nove pessoas morreram, entre elas três crianças, e várias ficaram feridas após bombardeios realizados pelo exército israelense em território palestino durante a madrugada.

    A mesma informação foi divulgada pela Defesa Civil, que denunciou dezenas de ataques aéreos e disparos de artilharia de Israel na cidade de Gaza, apesar do apelo do presidente norte-americano Donald Trump para que o país cessasse “imediatamente” os bombardeios.

    Os ataques aconteceram depois que o movimento islâmico palestino Hamas anunciou estar disposto a libertar todos os reféns, de acordo com o plano do presidente norte-americano, e pediu o início de “negociações imediatas através dos mediadores” para discutir os detalhes.

    Em resposta ao Hamas, o governo de Israel anunciou que se prepara para implementar “de forma imediata” em Gaza o plano de paz, sendo apoiado pelo chefe do Estado-Maior de Israel, Eyal Zamir, que ordenou “avançar na preparação para a implementação da primeira fase do plano Trump para a libertação dos reféns”.

    Horas depois da resposta do Hamas, o presidente dos Estados Unidos afirmou que Israel deve “interromper imediatamente” os ataques contra a Faixa de Gaza, dizendo que os militantes do Hamas “estão prontos para uma paz duradoura”.

    No entanto, Israel continuou bombardeando a Faixa de Gaza e matando civis, apesar da aceitação do acordo pelo Hamas e do apelo de Donald Trump.

    Relatores de direitos humanos da ONU, junto com organizações internacionais e um número crescente de países, classificam como genocídio a ofensiva militar israelense contra Gaza, que, desde os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023, já provocou mais de 66 mil mortos, incluindo mais de 20 mil crianças.

    Gaza relata intenso bombardeio de Israel mesmo após apelo de Trump

  • Suprema Corte autoriza governo Trump a retirar proteção de venezuelanos

    Suprema Corte autoriza governo Trump a retirar proteção de venezuelanos

    O programa garante autorização de permanência e de trabalho a estrangeiros que fugiram de nações em crise humanitária; a Suprema Corte, de maioria conservadora, emitiu sentença nesta sexta feira (3)

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu nesta sexta-feira (3) permitir que o governo de Donald Trump avance com seu plano de revogar o Status de Proteção Temporária (TPS, na sigla em inglês) para centenas de milhares de venezuelanos que vivem no país. O programa garante autorização de permanência e de trabalho a estrangeiros que fugiram de nações em crise humanitária.

    A decisão é uma vitória para o governo, cuja política de deportação é uma prioridade, e atende a recurso do Departamento de Justiça para suspender a decisão do juiz federal Edward Chen, que em setembro havia considerado ilegal a tentativa da secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, de encerrar o TPS.

    Em sua decisão, o juiz Chen entendeu que o governo se apoiava em declarações discriminatórias contra venezuelanos e defendeu que associar crimes cometidos por poucos migrantes a toda a comunidade é “uma forma clássica de racismo”. Segundo ele, os beneficiários do programa registram taxas menores de criminalidade e maiores índices de educação e participação no mercado de trabalho do que a média da população americana.

    A Suprema Corte, de maioria conservadora, emitiu sentença nesta sexta afirmando que os argumentos das partes permaneciam basicamente os mesmos de maio, quando o próprio tribunal já havia autorizado Trump a suspender de forma temporária o benefício.

    Os três juízes progressistas discordaram. A magistrada Ketanji Brown Jackson afirmou que o tribunal permite que o governo “destrua o máximo de vidas possível, no menor tempo possível”.

    Com a decisão de Chen, mais de 300 mil venezuelanos poderiam permanecer de forma legal no país, mas a nova determinação abre caminho para que Trump retome os planos de deportação.

    A inclusão dos venezuelanos no TPS foi feita durante o governo do democrata Joe Biden, em 2021 e em 2023, com prorrogação até outubro de 2026. No entanto, assim que reassumiu a Presidência, Trump nomeou Noem, que revogou a extensão e iniciou o processo para encerrar a proteção.

    Na decisão de maio, a Suprema Corte já havia permitido a suspensão do programa que havia beneficiado mais de 532 mil migrantes da Venezuela, Cuba, Haiti e Nicarágua.

    Trump tem cumprido sua promessa de endurecer o controle migratório em todas as frentes, incluindo a retirada de proteções temporárias. Para críticos, essas decisões ampliam o número de pessoas em situação irregular e aumentam o risco de deportações em massa. Desde janeiro, quando voltou ao poder, o republicano tem recorrido várias vezes à Suprema Corte para destravar medidas bloqueadas por juízes de instâncias inferiores.

    Suprema Corte autoriza governo Trump a retirar proteção de venezuelanos

  • Ataque a sinagoga: Pai de suspeito condena 'ato hediondo' do filho

    Ataque a sinagoga: Pai de suspeito condena 'ato hediondo' do filho

    Faraj al-Shamie se distanciou do ato do filho e se solidarizou com as famílias das vítimas; “expressamos nosso profundo choque e pesar pelo que aconteceu”, disse

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Faraj al-Shamie, pai do suspeito do ataque a uma sinagoga no norte de Manchester, na Inglaterra, condenou o ato.
    Pai de Jihad al-Shamie afirma que o filho cometeu um “ato hediondo”. Faraj al-Shamie divulgou um comunicado nas suas redes sociais em nome de toda a família.

    Faraj se distanciou do ato do filho e se solidarizou com as famílias das vítimas. “Nós nos distanciamos completamente deste ataque e expressamos nosso profundo choque e pesar pelo que aconteceu”, diz o texto.

    Faraj al-Shamie é médico cirurgião especializado em trauma e guerra. Ele trabalhou para organizações não-governamentais como a Cruz Vermelha em zonas de conflito.

    RABINO TAMBÉM SE MANIFESTOU

    “Eu vi o mal, eu vi ódio”, disse o líder religioso da sinagoga alvo dos ataques. Daniel Walker deu uma entrevista à rede britânica BBC.

    Walker afirmou ter impedido a entrada de Jihad al-Shamie no templo. À BBC, ele relatou ter segurado a porta, junto de outras pessoas, para mantê-la fechada enquanto o suspeito tentava forçar a entrada usando vasos pesados.

    “Eu vi heroísmo genuíno”, disse o rabino. “Pessoas que correram para ajudar as outras ao invés de fugir. Foi surpreendente.”

    SUSPEITO ESTAVA EM LIBERDADE CONDICIONAL

    Jihad al-Shamie estava em liberdade condicional. Segundo informações reveladas pelo jornal The Guardian, Jihad al-Shamie estava em liberdade condicional e era investigado por estupro.

    Ele foi apontado pela polícia como o responsável pelo ataque à sinagoga no norte de Manchester, na Inglaterra. Ele era um homem britânico de ascendência síria. Shamie tinha 35 anos e foi morto pelas forças policiais.

    Suspeito não era investigado por terrorismo. Ainda que estivesse em liberdade condicional, a polícia informou que não havia nenhuma suspeita anterior de terrorismo contra ele.

    Ataque a sinagoga: Pai de suspeito condena 'ato hediondo' do filho