Categoria: MUNDO

  • Idosa morre após passar dias ao lado do corpo da filha

    Idosa morre após passar dias ao lado do corpo da filha

    Autoridades descartam violência e investigam se a mulher sofreu um mal súbito ou ficou impossibilitada de pedir ajuda após a morte da filha, encontrada no mesmo cômodo da casa em Abegondo, na província de La Coruña.

    Uma idosa de 87 anos morreu na quinta-feira após passar vários dias ao lado do corpo da filha, de 50 anos, em Abegondo, na província de La Coruña, na Espanha. A polícia informou que não há sinais de violência nem qualquer indício de participação de terceiros.

    A idosa foi encontrada inconsciente na noite de quarta-feira e levada em estado grave para um hospital, onde acabou não resistindo, segundo a emissora Telecinco. A morte da filha só veio à tona depois que colegas de trabalho estranharam a ausência dela por vários dias e não conseguiram contato. Um familiar foi até a residência e acionou os serviços de emergência ao encontrar as duas no imóvel.

    Mãe e filha estavam na mesma divisão da casa. A mulher de 50 anos já estava morta e a idosa ainda apresentava sinais vitais, mas não resistiu mesmo após receber atendimento.

    Segundo parentes, a idosa era totalmente independente e não necessitava de cuidados especiais. Agora, as autoridades apuram se ela sofreu uma queda ou algum mal súbito que a tenha impedido de pedir ajuda. A Guardia Civil reforça que não há evidências de agressão ou crime.

    Investigadores também consideram a possibilidade de que a idosa tenha sido incapaz de reagir às condições em que ficou após a morte da filha, permanecendo dias ao lado do corpo até entrar em colapso.

    Idosa morre após passar dias ao lado do corpo da filha

  • Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

    Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

    Durante uma celebração na Venezuela, Nicolás Maduro voltou a provocar os Estados Unidos ao afirmar que nenhuma ameaça vai detê-lo. O presidente usou música e declarações públicas em meio à crescente tensão militar entre Washington e Caracas.

    O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, voltou a usar música e dança para enviar recados políticos. Durante um evento pelo Dia do Estudante, na sexta-feira, ele subiu ao palco, dançou ao som de música eletrônica e afirmou que “as ameaças” dos Estados Unidos não vão detê-lo.

    Enquanto dançava, era possível ouvir frases como “No war, no crazy war, peace, peace yes, peace”. Animado, Maduro disse: “É sexta-feira e o que acontece na sexta? A Venezuela em paz. Sexta à noite é festa total. Festa, festa, festa! É sexta e eu vou para a festa. Ninguém me para! Música!”, segundo o g1.

    O vídeo circulou nas redes sociais.

    Desde agosto, os Estados Unidos mantêm navios de guerra, caças e milhares de militares nas águas do Caribe e do Pacífico, em uma operação voltada oficialmente ao combate ao narcotráfico. Caracas, porém, acusa Washington de promover uma “ameaça militar letal” com o objetivo de derrubar Maduro.

    Durante o encontro com estudantes universitários, o presidente venezuelano pediu que os jovens estabeleçam diálogo com movimentos estudantis norte-americanos para defender o fim da guerra.

    Essa não é a primeira vez que Maduro recorre à música para mandar mensagens aos EUA. Na semana anterior, ele cantou “Imagine”, de John Lennon, durante um comício em que pediu paz entre os países.

    A crise entre Venezuela e Estados Unidos

    A tensão entre Caracas e Washington aumentou depois da chegada do maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, ao mar do Caribe. Os EUA afirmam que a operação tem como objetivo combater o tráfico de drogas, enquanto Maduro acusa o governo norte-americano de tentar derrubá-lo e se apoderar das reservas de petróleo venezuelanas.

    Em outubro, Washington chegou a oferecer uma recompensa de 50 milhões de dólares pela captura de Maduro, após acusá-lo de envolvimento com narcotráfico.

    O presidente Donald Trump, que já autorizou ações clandestinas da CIA em território venezuelano, disse que o governo de Maduro estava com os dias contados, embora não tenha detalhado como esse cenário ocorreria.

    Trump declarou ainda que pretende conversar com Maduro “em um futuro não muito distante”, afirmando ter “algo muito específico” a dizer ao líder venezuelano, em meio ao atual clima de tensão militar no Caribe.

    Maduro dança em evento na Venezuela e avisa: "Ninguém me para"

  • Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

    Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

    A deputada Marjorie Taylor Greene afirmou que deixará o cargo em janeiro de 2026 após romper com Donald Trump por críticas à condução do caso Epstein. A congressista disse ter sido atacada e chamada de traidora pelo presidente ao defender vítimas de tráfico e abuso sexual.

    Marjorie Taylor Greene, antes uma das aliadas mais próximas de Donald Trump e um dos nomes mais influentes da direita radical nos Estados Unidos, anunciou na sexta-feira que deixará seu mandato na Câmara dos Representantes. A decisão ocorre após críticas que fez à forma como o presidente norte-americano tratou o caso Epstein.

    “Vou renunciar ao meu cargo em 5 de janeiro de 2026”, afirmou a deputada da Geórgia em comunicado publicado no X. Ela declarou ainda que defender mulheres norte-americanas que foram abusadas aos 14 anos e vítimas de tráfico sexual “não deveria resultar em ser chamada de traidora e ser ameaçada pelo presidente dos Estados Unidos, por quem lutei”.

    Em um vídeo divulgado online, Greene disse também que sempre foi “desprezada em Washington” e que “nunca se encaixou” no ambiente político da capital.

    A ruptura entre Trump e uma de suas principais apoiadoras tornou-se pública depois que ele passou a chamá-la de “Marjorie, a Traidora Greene” e “Maggie, a Louca”, em resposta às críticas dela sobre a condução do caso envolvendo Jeffrey Epstein, o financista de Nova York que morreu na prisão em 2019 enquanto aguardava julgamento por crimes sexuais.

    A postura de Trump sobre o caso, considerando sua antiga proximidade com Epstein, provocou divisões dentro do Partido Republicano, normalmente alinhado ao presidente. Após resistir por muito tempo, Trump acabou sancionando uma lei que obriga seu governo a divulgar documentos relacionados ao caso, ainda que com limitações processuais. Não está claro, porém, até onde essas revelações irão.

    O presidente norte-americano sempre negou ter conhecimento dos crimes cometidos por Epstein. Ele afirma que os dois deixaram de se relacionar anos antes de surgirem as acusações que levaram o financista à prisão.

    Caso Epstein: Ex-aliada de Trump anuncia demissão do Congresso

  • EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir

    EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir

    Donald Trump pressiona a Ucrânia a assinar acordo de paz com a Rússia até 27 de novembro, sob ameaça de corte no fornecimento de inteligência e armas. Zelenski busca apoio europeu para preservar soberania, enquanto os termos favorecem Moscou e limitam forças ucranianas em meio a avanços russos no front.

    (CBS NEWS) – O governo de Donald Trump pressiona a Ucrânia a aceitar o acordo de paz desenhado em conjunto com a Rússia para encerrar o conflito disparado pela invasão de Vladimir Putin em 24 de fevereiro de 2022.

    Segundo vazamentos da Casa Branca a meios de comunicação ocidentais, como a agência de notícia Reuters, o republicano quer ver os 28 pontos do acordo assinados por Volodimir Zelenski até a quinta-feira da semana que vem (27).

    Se isso não ocorrer, dizem autoridades americanas, o país pode cortar o fornecimento de informações de inteligência vitais para Kiev lutar sua guerra, como imagens de satélite com movimentos de tropas e monitoramento de lançamento de mísseis e drones.

    O suprimento de armas, que hoje só chegam por meio de reduzidas compras feitas por países europeus de equipamento dos EUA, também será vetado. Na prática, tudo isso pode dificultar muito a defesa da Ucrânia, já sob intensa pressão em três pontos da frente de mil quilômetros de extensão.

    Cercado, Zelenski buscou apoio dos aliados europeus, que foram deixados de lado por Trump na negociação com os russos para pôr fim ao conflito mais sangrento em solo europeu desde o fim da Segunda Guerra Mundial, em 1945.

    Ele participou de uma conversa telefônica com o presidente francês, Emmanuel Macron, e os premiês Keir Starmer, do Reino Unido, e Friedrich Merz, da Alemanha. Segundo a chancelaria em Berlim, todos concordaram que a Ucrânia tem de se manter soberana e reter capacidade de defesa.

    Zelenski, por sua vez, afirmou que irá trabalhar para ter os “princípios da Ucrânia” respeitados no acordo, que é amplamente favorável ao Kremlin -a única concessão maior de Putin foi ceder um terço dos US$ 300 bilhões em reservas externas congeladas para a reconstrução do país invadido.

    No mais, pelos termos colocados a Ucrânia perderá cerca pouco mais de um quinto do seu território e terá as Forças Armadas limitadas a 600 mil soldados, 40% a menos do que têm hoje em combate. Ficará proibida de ingressar na Otan e de ter militares da aliança ocidental em seu território, assim como aviões de combate.

    Após a ligação, Macron afirmou que os líderes concordaram que qualquer conversa a partir de agora terá de ter a participação da Ucrânia, da União Europeia e da Otan, já que o futuro do continente depende do arranjo de paz mais amplo proposto no acordo.

    É o que o francês e outros podem fazer, dado que os termos em si já estão na mesa. Como muitos deles são vagos, há espaço contudo para negociações. O site americano Axios, por exemplo, diz que as garantias de segurança que não são detalhadas na proposta podem incluir uma cláusula de defesa da Ucrânia semelhante ao mecanismo da Otan de assistência mútua em caso de ataque.

    A situação do ucraniano, de todo modo, é grave. Ele está sob forte pressão doméstica após a descoberta de um desvio de US$ 100 milhões no setor de energia do país, escândalo que derrubou dois ministros.

    No campo de batalha, os russos tomaram a estratégica Kupiansk, em Kharkiv, e nesta sexta conquistaram cinco vilarejos em Donetsk. Em Zaporíjia, no sul, as forças de Putin fizeram avanços rápidos devido ao enfraquecimento da defesa de Kiev, que foi obrigada a mandar reforços para o leste.

    O Kremlin tem buscado distância do debate público. O porta-voz Dmitri Peskov afirmou nesta sexta que o país ainda não foi informado oficialmente dos 28 tópicos do acordo, um diversionismo, e que não irá fazer comentários para não atrapalhar as negociações que foram conduzidas de seu lado pelo chefe do fundo soberano do país, Kirill Dmitriev.

    EUA pressionam Zelenski a aceitar plano; Europa tenta reagir

  • Plano de paz dos EUA para Ucrânia? "UE não recebeu qualquer comunicação"

    Plano de paz dos EUA para Ucrânia? "UE não recebeu qualquer comunicação"

    A União Europeia afirmou que não foi consultada sobre a proposta de Washington para encerrar a guerra na Ucrânia. António Costa e Ursula von der Leyen defenderam que qualquer acordo precisa garantir uma paz justa e rejeitar concessões territoriais à Rússia.

    O presidente do Conselho Europeu, António Costa, afirmou que os Estados Unidos apresentaram um plano de paz para a Ucrânia sem qualquer consulta prévia à União Europeia. Segundo ele, Washington não enviou comunicação oficial à UE sobre a proposta elaborada pela Casa Branca.

    Costa declarou que, diante dessa ausência de informação formal, não faz sentido comentar o conteúdo do plano. A declaração foi feita em Joanesburgo, na África do Sul, durante uma coletiva ao lado da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ambos reforçaram a posição europeia de que qualquer acordo precisa garantir uma paz justa e duradoura para a Ucrânia.

    A União Europeia já havia sinalizado desconforto com a proposta. Na quinta-feira, a chefe da diplomacia europeia, Kaja Kallas, afirmou que um plano que prevê recompensar Moscou com territórios ocupados desde 24 de fevereiro de 2022 e a redução das Forças Armadas ucranianas não é compatível com os princípios defendidos pela UE.

    Ursula von der Leyen acrescentou que o plano apresentado pelo presidente norte-americano, Donald Trump, será discutido entre os líderes europeus e também nas conversas previstas à margem da cúpula do G20, que acontece na mesma cidade.

    Os representantes da União Europeia reforçaram que o bloco continuará apoiando a Ucrânia, tanto no campo militar, limitando as capacidades da Rússia, quanto no econômico, com financiamento e cooperação contínua.

    O governo ucraniano informou, na noite de quarta-feira, que recebeu oficialmente a proposta elaborada pelos Estados Unidos. O documento inclui a cessão de territórios atualmente anexados pela Rússia e a redução do tamanho das Forças Armadas ucranianas.

    Plano de paz dos EUA para Ucrânia? "UE não recebeu qualquer comunicação"

  • Jogadora não percebe pedido de casamento em campo e reação viraliza

    Jogadora não percebe pedido de casamento em campo e reação viraliza

    Nicole Colley estava tão focada em um jogo de softball que passou direto pelo namorado ajoelhado com o anel. Após o susto e muitas risadas, o casal confirmou o noivado e planeja o casamento para o outono de 2027.

    Nicole Colley estava tão concentrada no jogo de softball que estava prestes a disputar que não percebeu que estava sendo pedida em casamento. O momento aconteceu em setembro, no estado de Ohio, nos Estados Unidos, e terminou de forma totalmente inesperada e feliz.

    Nicole, de 25 anos, namorava Jacob Lear há pouco mais de dois anos, mas os dois se conhecem desde o fim do ensino médio, quando participaram da mesma liga de softball. “Fomos amigos por quatro ou cinco anos antes de eu lhe dar uma chance”, contou ela ao Today.

    Depois de meses planejando tudo, Jacob escolheu o Berliner Sports Park, em Columbus, para fazer o pedido, o mesmo lugar onde havia iniciado o namoro. Mas, para surpresa geral, Nicole passou direto por ele sem notar nada. “Vamos jogar!”, gritou ela, sem perceber que todos estavam esperando por um momento especial.

    Ela contou que o treinador pediu que lançasse uma moeda antes do início da partida. Ao ver que ninguém se mexia, tentou animar a equipe. Foi então que ouviu gritos chamando sua atenção.

    Quando finalmente se virou, encontrou Jacob ajoelhado, segurando uma caixa feita com uma bola de softball, onde estava o anel de noivado. “Fiquei em choque. Comecei a chorar. Todo mundo falou ‘que besteira, você não viu nada’. Todos os dias alguém grita ‘vamos jogar’, então eu realmente não imaginei nada”, lembrou.

    Nicole disse ainda que não fazia ideia do plano. Jacob havia dito que pretendia esperar mais dois anos para fazer o pedido. Na noite anterior, o casal passou a noite em um Airbnb com amigos. Quando ela se levantou, eles perguntaram a Jacob por que ainda não tinha pedido Nicole em casamento. Foi então que ele revelou o que faria no dia seguinte.

    “Todo mundo ficou em silêncio, e eu não conseguia acreditar”, disse ela.

    Os amigos brincaram que o casamento deveria acontecer no campo de softball, mas essa ideia está fora dos planos. Nicole e Jacob querem aproveitar o noivado e pretendem oficializar a união no outono de 2027.

    Jogadora não percebe pedido de casamento em campo e reação viraliza

  • Jovem italiano mata irmã à facada e mostra corpo à mãe por videochamada

    Jovem italiano mata irmã à facada e mostra corpo à mãe por videochamada

    Vincenzo Riccardi, de 25 anos, foi preso após confessar ter matado a irmã Noemi, de 23, com várias facadas dentro da casa da família, em Nápoles. O jovem chegou a ligar para a mãe e para a emergência após o crime e agora responde por homicídio qualificado.

    Vincenzo Riccardi, de 25 anos, foi preso em flagrante e acusado de homicídio na quarta-feira, após esfaquear e matar a irmã Noemi, de 23 anos, dentro da casa da família em Nápoles, na Itália.

    Depois do crime, ele fez duas ligações: primeiro, uma videochamada para a mãe, na qual mostrou o corpo da irmã; em seguida, telefonou para o número de emergência 112 e confessou o que havia feito.

    Quando os Carabinieri chegaram à residência, em San Paolo Belsito, Vincenzo admitiu o ataque e afirmou ter tido “um surto de loucura”, segundo o jornal La Stampa. Ele recebia acompanhamento em um centro de saúde mental, assim como a irmã. Noemi foi esfaqueada pelo menos seis vezes.

    A Promotoria ordenou uma autópsia para determinar o número exato de golpes. Vincenzo foi indiciado por homicídio qualificado.

    Na semana passada, outra morte chocou a Itália: uma espanhola que havia acusado o próprio tio de envenená-la morreu na Sicília. Ángela, natural de Requena, na região de Valência, estava viajando quando passou mal e foi internada, mas não resistiu.

    Ela e o companheiro vinham sofrendo problemas gastrointestinais havia meses, sem explicação aparente. O homem chegou a ser internado na UTI, momento em que o casal passou a suspeitar de contaminação dentro da casa. Ángela afirmou que o tio teria manipulado alimentos entre setembro de 2024 e maio deste ano, motivado por conflitos envolvendo herança.

    O tio foi preso. Na casa dele, foram encontradas embalagens de inseticidas, herbicidas e veneno para ratos, o que o colocou como principal suspeito. Está acusado de tentativa de homicídio.

    Jovem italiano mata irmã à facada e mostra corpo à mãe por videochamada

  • Trump retira tarifas de 40% sobre carne, café, frutas e outros produtos do Brasil

    Trump retira tarifas de 40% sobre carne, café, frutas e outros produtos do Brasil

    Estão incluídos na lista carne e café, produtos importantes da pauta exportadora brasileira. Ao todo, são mais de 200 itens agrícolas e da pecuária, incluindo alguns fertilizantes à base de amônia

    SÃO PAULO, SP E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou decreto nesta quinta-feira (20) que retira as tarifas de 40% sobre alguns produtos agrícolas vendidos pelo Brasil.

    Estão incluídos na lista carne e café, produtos importantes da pauta exportadora brasileira. Ao todo, são mais de 200 itens agrícolas e da pecuária, incluindo alguns fertilizantes à base de amônia.

    Em comunicado, Trump cita a conversa que teve por videoconferência com o presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O republicano afirma que ouviu opiniões de outras autoridades no sentido de que as tarifas não são mais necessárias porque “houve progresso inicial nas negociações com o governo do Brasil”.

    A isenção será retroativa para tudo que tiver entrado nos EUA a partir de 13 de novembro.

    No fim de julho, Trump impôs uma sobretaxa de 40% a produtos importados pelo Brasil, que somou-se às chamadas “tarifas recíprocas” de 10% aplicadas globalmente. O decreto, no entanto, previu uma lista com quase 700 exceções, como suco de laranja e produtos de aviação, que livrou 43% do valor de itens brasileiros exportados para o exterior, segundo levantamento feito pela Folha de S.Paulo.

    Na semana passada, o governo americano derrubou a tarifa de 10% das principais exportações brasileiras, como carne e café. Agora, a sobretaxa de 40% também caiu, isentando esses produtos das taxas adicionais aplicadas pelo republicano desde abril.

    Um dos motivos para a decisão dos americanos foi a alta da inflação no país, pressionada por itens como alimentos.

    O café, por exemplo, acumula alta de cerca de 20% em relação ao ano passado nos EUA, segundo dados do CPI (índice oficial de inflação do país). Em 2024, o Brasil exportou US$ 1,96 bilhão em café para os Estados Unidos, sendo o maior fornecedor no período, segundo dados da International Trade Administration, órgão vinculado ao Departamento de Comércio americano.

    Desde que as tarifas de 50% entraram em vigor em agosto, no entanto, as vendas de café despencaram, segundo o Cecafé (Conselho dos Exportadores de Café do Brasil). Em outubro, a retração foi de 54,4% em relação ao ano passado.

    Para Marcos Antonio Matos, diretor-geral do Cecafé, a decisão permite que o Brasil recupere o espaço perdido nesses meses. “Os próprios torrefadores [americanos] lutaram e muito pela reconquista da isonomia para os cafés brasileiros. A gente está agora em pé de igualdade, é o que a gente sempre quis”, afirmou.

    Para a carne bovina, os EUA enfrentam uma inflação de 12% a 18% em relação ao ano passado. Além das tarifas sobre o Brasil, o maior exportador global, uma redução do rebanho local também tem pressionado os preços.

    A Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes) diz que celebra a retirada das sobretaxas sobre a carne bovina. A entidade diz que a reversão reforça a estabilidade do comércio internacional e mantém condições equilibradas para todos os países envolvidos, inclusive para a carne bovina brasileira.

    “A medida demonstra a efetividade do diálogo técnico e das negociações conduzidas pelo governo brasileiro, que contribuíram para um desfecho construtivo e positivo. A Abiec seguirá atuando de forma cooperativa para ampliar oportunidades e fortalecer a presença do Brasil nos principais mercados globais.”

    A Câmara Americana de Comércio no Brasil (Amcham) afirmou que a derrubada da sobretaxa sinaliza um resultado concreto do diálogo entre Brasil e Estados Unidos.

    “A medida representa um avanço importante rumo à normalização do comércio bilateral, com efeitos imediatos para a competitividade das empresas brasileiras envolvidas”, disse.

    A entidade, no entanto, reforçou que ainda é preciso intensificar as negociações para eliminar as sobretaxas aos produtos que ainda não foram beneficiados por isenções, como os bens industriais.

    O presidente da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Ricardo Alban, disse que a decisão de Trump é um avanço na renovação da agenda bilateral entre EUA e Brasil.

    “Vemos com grande otimismo a ampliação das exceções e acreditamos que a medida restaura parte do papel que o Brasil sempre teve como um dos grandes fornecedores do mercado americano”, afirmou.

    Alban também ressaltou a atuação do setor privado nas negociações do Brasil com os EUA. Como mostrou a Folha de S.Paulo, o empresário Joesley Batista, um dos donos da gigante de carnes JBS, foi recebido em audiência por Trump, e a própria CNI foi a Washington com representantes de diversos setores para negociar a derrubada das tarifas com o governo americano.

    O anúncio do governo americano foi celebrado por petistas e integrantes do centrão no Congresso, sobretudo pelo impacto positivo para o agronegócio. O líder do PT na Câmara, José Guimarães (CE), disse que a decisão “confirma a força da diplomacia ativa do governo Lula, que trabalha com diálogo, respeito e inteligência estratégica”.

    Já o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS), comemorou a medida, sem mencionar a atuação do governo brasileiro, e disse que ainda é preciso avançar para retirar tarifas de mais produtos.

    “É preciso reconhecer: embora os passos dados pelos EUA sejam muito positivos, o processo está longe de terminado. Persistem tarifas que atingem segmentos estratégicos e reduzem o potencial de expansão do nosso agro no maior mercado consumidor do planeta”, disse.

    Integrantes da oposição, por sua vez, evitam creditar às autoridades brasileiras a nova redução de tarifas. De acordo com eles, trata-se de uma decisão tão somente para atender interesses comerciais dos Estados Unidos, que querem reduzir os preços.

    O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que, se fosse resultado das ações diplomáticas do governo Lula, teria sido anunciado ao lado de Mauro Vieira na semana passada. “Só interesse americano. Zero aproximação com o governo brasileiro. Trump está defendendo os interesses do país dele”, disse.

    O empresário Paulo Figueiredo, que atua ao lado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos, usou o mesmo argumento. “Trump simplesmente retirou as tarifas de alguns produtos brasileiros (como já tinha feito anteriormente) em busca da redução de preços domésticos -em alguns setores onde os EUA não são competitivos”, disse.

    Trump retira tarifas de 40% sobre carne, café, frutas e outros produtos do Brasil

  • Dicionário de Cambridge elege parassocial como a palavra do ano; entenda

    Dicionário de Cambridge elege parassocial como a palavra do ano; entenda

    A escolha de parassocial como termo do ano pelo Dicionário de Cambridge expõe um fenômeno silencioso que redefine vínculos, celebridades e até interações com a inteligência artificial, revelando como novas relações invisíveis moldam o comportamento global

    O Dicionário de Cambridge anunciou a palavra do ano de 2025: parassocial. O termo, antes restrito ao meio acadêmico, ganhou grande projeção pública e entrou de vez no vocabulário popular, impulsionado por fenômenos como o noivado de Taylor Swift e Travis Kelce, que reacendeu discussões sobre a relação emocional intensa que muitos fãs desenvolvem com celebridades.

    Na linguagem contemporânea, uma relação parassocial descreve a sensação de intimidade com uma figura pública, sem qualquer convivência real. Pode assumir contornos românticos, de amizade ou até envolver personagens gerados por inteligência artificial, funcionando como uma espécie de amor platônico. Em Portugal, porém, a palavra ainda é usada sobretudo no Direito, para designar acordos privados entre sócios.

    O conceito surgiu em 1956, quando sociólogos da Universidade de Chicago analisaram telespectadores que criavam vínculos emocionais com personalidades de TV e livros. Desde então, ganhou novas camadas com o avanço das redes sociais e da inteligência artificial, que permitiram relações ainda mais próximas — ao menos na percepção dos usuários.

    Segundo o editor do Cambridge, Colin McIntosh, o termo “captura o espírito de época de 2025”. As buscas por parassocial explodiram no dicionário e no Google, refletindo a popularização de um conceito antes acadêmico. O Cambridge citou, inclusive, o noivado de Swift e Kelce, o álbum West End Girl, de Lily Allen, e o uso crescente de chatbots como exemplos marcantes de relações parassociais neste ano.

    Para Simone Schnall, professora de Psicologia Social Experimental da Universidade de Cambridge, a ascensão dessas relações redefine o comportamento dos fãs, o papel das celebridades e a própria dinâmica das interações online. A queda de confiança em mídias tradicionais também impulsiona vínculos desproporcionais com influenciadores digitais, que podem gerar relações emocionalmente intensas e pouco saudáveis.

    A especialista alerta que celebridades como Taylor Swift frequentemente se tornam alvo de interpretações obsessivas e debates acalorados. Já ferramentas de inteligência artificial, como chatbots, começam a ser tratadas por alguns usuários como amigos ou confidentes, ampliando ainda mais o alcance do fenômeno.

    O crescente interesse público também acompanha a entrada de outros termos relacionados à cultura digital e à IA no Cambridge, como slop (conteúdo de IA produzido em massa) e memeify (transformar algo em meme viral). Em agosto, palavras como delulu, tradwife e broligarcy também passaram a integrar o dicionário, parte de um conjunto de seis mil novos verbetes que refletem mudanças permanentes no uso da linguagem.

     

     

    Dicionário de Cambridge elege parassocial como a palavra do ano; entenda

  • Trump promete trabalhar para acabar com guerra no Sudão após pedido de príncipe saudita

    Trump promete trabalhar para acabar com guerra no Sudão após pedido de príncipe saudita

    Presidente americano afirma que já começou a trabalhar no assunto após reunião com Mohammed bin Salman; líder sudanês declarou que está disposto a cooperar com EUA e Arábia Saudita para buscar a paz no país

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Donald Trump disse nesta quarta-feira (19) que trabalhará para ajudar a acabar com a guerra no Sudão, depois que o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, pediu que o presidente americano se envolvesse no assunto.

    “Já começamos a trabalhar nisso”, disse Trump em uma conferência de investimentos saudita, um dia depois de se reunir com o governante do país na Casa Branca.

    O Conselho Soberano do Sudão, comandado pelo atual líder do país e chefe do Exército, Abdel Fattah al-Burhan, declarou que está disposto a cooperar com os EUA e a Arábia Saudita para buscar a paz no país.

    Em comunicado, o órgão agradeceu a Washington e Riad por “seus esforços contínuos para deter o derramamento de sangue sudanês” e expressou sua “prontidão para se engajar seriamente com eles para alcançar a paz que o povo sudanês almeja”.

    O conflito no Sudão eclodiu em 2023 em meio a uma luta pelo poder entre as Forças Armadas sudanesas e os paramilitares das Forças de Apoio Rápido (RSF), antes de uma transição planejada para um regime civil. Isso causou a morte de dezenas de milhares de pessoas, com acusações de limpeza étnica, destruição generalizada e deslocamento em massa, atraindo atenção potências estrangeiras e ameaçando dividir o Sudão.

    O príncipe herdeiro saudita diz acreditar que a pressão direta de Trump é necessária para quebrar o impasse nas negociações para acabar com mais de dois anos e meio de guerra, apontando para seu trabalho para alcançar um cessar-fogo em Gaza em outubro, disseram cinco pessoas familiarizadas com o assunto.

    Salman pareceu apelar para a visão que o presidente dos EUA tem de si mesmo como um pacificador, de acordo com o relato de Trump. “Ele mencionou o Sudão ontem e disse: ‘Senhor, o senhor está falando sobre muitas guerras, mas há um lugar na Terra chamado Sudão, e é horrível o que está acontecendo’”, disse o americano.

    Para a Arábia Saudita, a resolução do conflito está ligada à segurança nacional, com centenas de quilômetros do litoral sudanês situados em frente à costa do Mar Vermelho do reino.

    Trump disse que seu governo começou a trabalhar na questão cerca de 30 minutos depois que o príncipe herdeiro explicou sua importância.

    Trump promete trabalhar para acabar com guerra no Sudão após pedido de príncipe saudita