Categoria: MUNDO

  • 'Shutdown' nos EUA pode afetar voos, parques, museus e consulados

    'Shutdown' nos EUA pode afetar voos, parques, museus e consulados

    O “shutdown” decorreu de um desacordo entre legisladores democratas e republicanos sobre como resolver um impasse do orçamento no Congresso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O “shutdown” (paralisação econômica) que atinge os Estados Unidos deve causar prejuízos próximos de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 5,3 bilhões) por semana no turismo do país.

    A projeção é da U.S. Travel, entidade que representa os prestadores de serviços turísticos em território americano, e consta em nota enviada à Folha de S.Paulo nesta quinta-feira (2).

    O cálculo considera um montante que pode deixar de entrar no país em razão de problemas em serviços aéreos e fechamento de pontos turísticos geridos pelo governo federal -sem verba, esses locais, que incluem museus e parques nacionais, serão fechados.

    Em nota publicada nesta quarta-feira (1º), quando entrou em vigência o bloqueio econômico, o Consulado dos EUA em São Paulo já admite a possibilidade da interrupção na emissão de vistos.

    Segundo o órgão, o serviço permanece para emissão de passaportes e vistos já programados, e “continuarão enquanto a situação permitir”. Na publicação, feita no Instagram, o perfil também informou que a conta do consulado não será atualizada até a retomada total das operações.

    O “shutdown” atingiu o governo americano nesta quarta-feira, dia em que se inicia o ano fiscal naquele país. Ele decorreu de um desacordo entre legisladores democratas e republicanos sobre como resolver um impasse do orçamento no Congresso.

    Na prática, o bloqueio não afeta serviços essenciais como correios, previdência social e assistência de saúde Medicare -os servidores seguem trabalhando sem receber. Museus, parques e bibliotecas, no entanto, devem interromper totalmente os serviços.

    “Uma paralisação é um golpe totalmente evitável para a economia de viagens dos Estados Unidos e afetando milhões de viajantes e empresas, ao mesmo tempo em que coloca uma pressão desnecessária sobre uma força de trabalho federal de viagens já sobrecarregada”, declarou o CEO da U.S. Travel, Geoff Freeman, em carta enviada ao Congresso.
    COMO FICAM OS VOOS

    Segundo a Brand USA, agência independente que promove o turismo americano pelo mundo, os voos e serviços aeroportuários ainda funcionam normalmente. Entretanto, a agência não dá garantias de que não haverá interrupções nos próximos dias.

    Isso porque 11 mil funcionários da Administração Federal de Aviação devem ser afastados durante o bloqueio. Já 13 mil controladores de voos devem seguir trabalhando, porém sem receber pagamentos.

    Segundo a agência Reuters, companhias aéreas dos EUA afirmam que a medida vai atrasar voos e gerar filas. Isso aconteceu em 2019, quando houve o último bloqueio. À época, o tráfego no aeroporto de Nova York foi reduzido. O país, naquele ano, ficou 35 dias sob influência da trava orçamentária.

    EMISSÃO DE VISTOS

    Segundo o Consulado dos EUA em São Paulo, os vistos programados serão emitidos. Não há clareza, porém, na continuidade do serviço durante o bloqueio, que não há prazo para acabar.

    Portanto, a emissão de novos vistos para turistas pode ser prejudicada nas próximas semanas, caso o impasse não seja resolvido pelo Congresso americano.

    HOTÉIS, POUSADAS E PASSEIOS

    Serviços privados continuarão funcionando normalmente, mas passeios em lugares administrados pelo governo federal serão interrompidos.

    Para driblar o impasse, há outras opções de passeios, como o Central Park, um dos parques mais populares do país, em Nova York.

    PONTOS TURÍSTICOS

    Em comunicado, a Brand USA informou que museus e sítios culturais têm recursos para seguirem abertos até a próxima segunda-feira (6). Depois disso, serão fechados. É o caso do s museus do Instituto Smithsonian em Washington.

    Outro espaço que deve ser afetado é o National Mall, também em Washington. Administrado pelo Serviço de Parques Nacionais (NPS, na sigla em Inglês), ele engloba uma esplanada que vai do Capitólio ao Lincoln Memorial, incluindo monumentos como o Washington Monument e memoriais de guerra. O local foi fechado na quarta-feira.

    O NPS não tem uma lista de quais parques serão fechados, mas em seu site oficial, já recomenda olhar páginas dos locais na internet antes da visita.

    Entre os parques nacionais mais visitados estão o Great Smoky Mountains, na Carolina do Norte, o Grand Canyon, no Arizona e Zion, em Utah.

    'Shutdown' nos EUA pode afetar voos, parques, museus e consulados

  • Frequência de desastres por incêndios florestais dispara no mundo, mostra estudo

    Frequência de desastres por incêndios florestais dispara no mundo, mostra estudo

    Pesquisa aponta que 43% dos incêndios mais destrutivos desde 1980 aconteceram nos últimos dez anos; tragédias com ao menos dez mortes são três vezes mais frequentes, e prejuízo ao PIB mundial quintuplica

    SÃO CARLOS, SP (CBS NEWS) – O tamanho dos desastres causados por incêndios florestais disparou de 2015 para cá, com quase metade das ocorrências mais destrutivas acontecendo ao longo da última década, afirma um novo estudo. Há um forte elo entre a magnitude dos incêndios e o aumento da frequência de condições extremas de secura e vento, muito provavelmente geradas pela emergência climática global.

    A situação é particularmente preocupante em áreas com clima e vegetação semelhantes aos do Mediterrâneo (com verões secos e florestas relativamente “ralas”, combinando árvores, arbustos e gramíneas) e em regiões temperadas com matas de coníferas (pinheiros e seus parentes).

    A notícia menos pior é que áreas de savana tropical, como o cerrado brasileiro, não estão expostas aos riscos mais graves, ao menos por enquanto.

    “Não estou dizendo que as coisas não estão mudando também nas savanas tropicais, ou que não há risco nessas áreas, mas apenas que elas não estão enfrentando os riscos mais altos”, declarou à Folha o coordenador da pesquisa, Callum Cunningham, da Universidade da Tasmânia, na Austrália.

    Ele assina o novo estudo, publicado no periódico especializado Science, junto com colegas australianos e americanos e com um pesquisador da divisão de análise de riscos ambientais da Munich Re, multinacional alemã da área de seguros.

    A seguradora teve participação importante no estudo justamente por causa de sua ampla base de dados global sobre desastres de todos os tipos, um tema que, claro, interessa muito às empresas do ramo. O banco de dados da empresa alemã foi combinado com informações compiladas pelo Centro de Pesquisa sobre a Epidemiologia de Desastres, disponibilizadas publicamente pela Universidade de Louvain, na Bélgica.

    Nas duas bases de dados, os pesquisadores buscaram identificar os principais desastres causados por incêndios segundo dois critérios básicos: os que causaram mortes de dez ou mais pessoas e os que ficaram entre os 200 maiores em termos de prejuízos econômicos, levando em conta o PIB (produto interno bruto, a soma das riquezas produzidas por um país no ano) de cada nação no momento da catástrofe.

    O que a análise feita com base nesses critérios mostrou é que, no período entre 1980 e 2023, não houve propriamente um aumento constante do risco de incêndios catastróficos.

    Embora a frequência desses eventos tenha aumentado 4,4 vezes de 1980 para cá, 43% dos incêndios mais arrasadores aconteceram nos últimos dez anos da sequência de dados. O prejuízo, em termos do PIB mundial, aumentou cinco vezes no período, enquanto os desastres com dez ou mais mortes ficaram três vezes mais frequentes (ou seja, um ritmo bem superior ao crescimento da população mundial, que aumentou apenas 1,8 vez dos anos 1980 para cá).

    Tanto pelo critério econômico quanto pelo populacional, faz sentido que os piores incêndios florestais atinjam regiões do mundo desenvolvido. Entre os “campeões” da lista, portanto, estão regiões do Mediterrâneo (Portugal, Espanha, Grécia) e áreas com clima e vegetação semelhantes no oeste dos EUA (sul da Califórnia, por exemplo) e sul da Austrália.

    As exceções nesse caso, também com clima “mediterrâneo”, são a África do Sul e o Chile. Outro tipo de ecossistema, as florestas de coníferas, explicam por que as regiões ocidentais da América do Norte, incluindo o Canadá, também estão sendo muito afetadas.

    A relação com alterações nos extremos do clima global parece difícil de negar. No mesmo período, a equipe verificou mudanças como um aumento de três vezes na gravidade de eventos de seca e de 2,5 vezes na falta de vapor d’água em determinados momentos do ano, por exemplo, o que facilita os incêndios.

    “Nosso trabalho mostra que o risco de desastres é mais alto onde os incêndios intensos surgem em áreas densamente povoadas. A razão-chave pela qual as regiões de savana do Brasil, da África e do norte da Austrália apresentam risco relativamente mais baixo de um grande desastre é porque os incêndios nesses ambientes normalmente não são muito intensos do ponto de vista energético”, explica Cunningham.

    “Isso, em parte, deve-se ao fato de que o fogo é mais frequente na savana, o que impede o acúmulo de material combustível visto em outros biomas. Também é provável que exista o impacto da velocidade dos ventos: os mais rápidos e extremos tendem a ocorrer fora dos trópicos.”

    Além do esforço para reduzir as emissões de gases causadores da mudança climática, o pesquisador e seus colegas defendem que é preciso levar em conta as características de cada ambiente para tentar impedir que os incêndios se tornem ainda mais catastróficos.

    Para isso, é preciso achar maneiras de diminuir o acúmulo de material combustível nas matas e reaprender técnicas de queima controlada, por exemplo -medidas que já eram praticadas por muitos povos originários antes da colonização na Austrália e na América do Norte, por exemplo.

    Frequência de desastres por incêndios florestais dispara no mundo, mostra estudo

  • Europa vive histeria militar e Rússia pode responder, diz Putin

    Europa vive histeria militar e Rússia pode responder, diz Putin

    Russo nega intenção de atacar a Otan e ironiza afirmação de Trump de que suas forças são ‘um tigre de papel’; presidente diz que não é um imperador, elogia os Brics e afirma buscar a normalização das relações com os EUA

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente da Rússia, Vladimir Putin, culpou nesta quinta-feira (2) a Europa pelo impasse nas negociações de paz da Guerra da Ucrânia, dizendo que o continente vive uma militarização causada por “histeria” e luta por procuração contra Moscou no vizinho invadido em 2022.

    Em longo discurso na reunião anual do Clube Valdai, entidade de debates associada ao Kremlin, o russo mirou suas baterias contra os europeus e poupou os Estados Unidos de Donald Trump em um momento em que o presidente americano dá sinais de uma inflexão pró-Kiev no manejo da diplomacia do conflito.

    A única estocada em Trump veio de forma indireta, quando disse que não sabia se ele estava sendo irônico ao dizer que a Rússia era um “tigre de papel” por não ter conquistado rapidamente a Ucrânia. Ao mesmo tempo, elogiou o americano como alguém “que sabe ouvir”.

    “Se nós somos um tigre de papel, o que é a Otan?”, afirmou, sobre a aliança militar liderada pelos EUA. “Nós temos as forças mais preparadas para combate no mundo hoje”, completou, voltando a dizer que os países da Otan lutam uma guerra por procuração contra Moscou na Ucrânia.

    A fala programada em Sochi, no sul russo, ocorreu em paralelo à reunião dos líderes da União Europeia com Volodimir Zelenski, o presidente da Ucrânia.

    “A elites governantes da Europa unida continuam a estimular histeria. De repente, a guerra com os russos está praticamente à sua porta. Eles repetem esse absurdo, esse mantra, o tempo todo”, afirmou, negando novamente em público intenção de atacar os vizinhos como fez com a Ucrânia.

    Na prática, é uma proposição complexa, dado que há na Europa 30 dos 32 membros da Otan, que tem por regra a defesa mútua. Mas uma série de incidentes recentes, como a intrusão de drones russos na Polônia e caças na Estônia, elevou ainda mais as tensões.

    Ele afirmou que os europeus são hoje o principal obstáculo à paz na guerra que ele começo, e foi direto ante as promessas de militarização continental. “Se alguém ainda tem o desejo de competir conosco na esfera militar, sinta-se à vontade, vai lá. As contramedidas russas não demorarão a chegar”, afirmou.

    Ao mesmo tempo, afirmou que “não podemos simplesmente ignorar o que está acontecendo”, ao dizer que “estamos monitorando de perto a escalada militar da Europa”. E ainda puxou a história para provocar os alemães, que mudaram regras constitucionais para se rearmar.

    “A Alemanha diz que seu exército tem de ser o mais poderoso da Europa. Ótimo. Nós ouvimos com atenção, entendendo o que isso significa”, remetendo aos militarismos prussiano e nazista.

    Putin espezinhou os rivais. “Se acalmem e cuidem de seus problemas. Basta olhar o que está acontecendo nas ruas das cidades europeias”, afirmou, sem citar o incidente notável do dia, o ataque a uma sinagoga que deixou dois mortos em Manchester.

    Queixou-se da França, que deteve um petroleiro suspeito de carregar óleo russo em sua costa. “É pirataria.”

    RUSSO POUPA TRUMP

    Chamou a atenção na fala de Putin o cálculo de não provocar Trump, que começou seu mandato neste ano abrindo as portas para o russo, retomando negociações e até o convidando a ir ao Alasca. Ao fim, nada disso aproximou a Guerra da Ucrânia do fim, ao contrário.

    A violência de lado a lado tem subido, com o proporcional maior efeito em solo ucraniano. Trump tem repetido que perdeu a paciência com Putin, mas passou a empurrar a conta de novas sanções aos europeus, exigindo que eles parem de comprar petróleo russo de vez.

    Isso é lido em Moscou como um sinal de continuidade na boa vontade, mas alguns sinais preocupam o Kremlin. Segundo o jornal Washington Post, Trump está disposto a entregar mísseis de cruzeiro precisos Tomahawk para Kiev, e permitir seu uso contra alvos na Rússia com ajuda de inteligência americana.

    Segundo dissera mais cedo o porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, isso seria uma “escalada perigosa” que mereceria uma resposta da Rússia, sem detalhar.

    Essas linhas vermelhas já foram testadas e rompidas algumas vezes antes, com Moscou sacando a carta de seu arsenal nuclear sempre que preciso, com razoável sucesso.

    Ainda assim, o presidente pegou leve com os EUA. Disse que uma de suas prioridades é restabelecer plenas relações com os americanos, e disse que desavenças são comuns entre grandes potências -uma forma de manter o verniz de poderio que gosta de associar a sua gestão.

    PUTIN NEGA SER UM CZAR

    No poder de fato desde agosto de 1999, quando tornou-se premiê do agônico governo de Boris Ieltsin, Putin rechaçou a comparação da plateia entre ele e o czar Alexandre 1º, que negociou a paz após as guerras napoleônicas no século 19.

    “Eu não me sinto assim. Alexandre 1º foi um imperador. Eu sou um presidente eleito pelo povo para um certo período de tempo”, afirmou, referindo-se às cinco eleições que venceu até aqui e ignorando a ossificação do sistema político russo, que impede oposição não consentida.

    Como o tema do encontro do Valdai este ano era o mundo multipolar, uma obsessão de Putin, o russo defendeu a ONU “apesar de seus problemas”. Também agradeceu aos Brics, bloco que inclui Rússia, China, Brasil, Índia e outros, países árabes e a Coreia do Norte pela ajuda em busca da paz na Ucrânia.

    No caso de Pyongyang, uma certa ironia, já que o apoio foi “manu militari”, com o envio de tropas asiáticas para o esforço de retomada de um pedaço da região russa de Kursk, ocupado por Kiev por oito meses.

    Europa vive histeria militar e Rússia pode responder, diz Putin

  • Rússia: Assad esteve hospitalizado após suposta tentativa de assassinato

    Rússia: Assad esteve hospitalizado após suposta tentativa de assassinato

    Ex-líder da Síria, Bashar al-Assad, teve alta no início desta semana. Uma fonte anônima refere que ele foi vítima de uma tentativa de envenenamento, em uma operação também destinada a “humilhar” a Rússia

    O ex-presidente da Síria, Bashar al-Assad, esteve hospitalizado depois de ter sobrevivido a uma tentativa de assassinato por envenenamento, em Moscou, na Rússia, onde se exilou em dezembro de 2024.

    A informação foi revelada pelo Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), esta quarta-feira (2), na sua conta na rede social X, com base nas informações de uma fonte anônima.

    A organização explica que a operação, que tinha como alvo Assad, serviria, também, para colocar o governo russo em uma situação delicada, implicando-o na tentativa de homicídio.

    A fonte destacou que ex-líder foi vítima de “envenenamento” e o motivo do ataque era “humilhar o governo russo e acusá-lo de ser cúmplice” da sua morte.

    Vale lembrar que o ditador recebeu asilo político na Rússia, em dezembro de 2024, durante a ofensiva de grupos islâmicos e de oposição que avançaram rapidamente do noroeste do país e derrubaram o seu regime em poucas semanas.

    Assad encontra-se agora em estado de saúde considerado estável. 

    A hospitalização do ex-líder da Síria foi realizada sob uma forte operação de segurança, tendo apenas os eu irmão, Maher Assad, tido autorização para o visitar, refere a agência noticiosa MEHR. 

    Exilado na Rússia

    Bashar Al-Assad está exilado na Rússia desde dezembro do ano passado, quando fugiu durante a ofensiva de grupos islâmicos e de oposição que avançaram rapidamente do noroeste do país e derrubaram o seu regime rapidamente.

    Os órgãos de segurança do regime de Assad são acusados de fazer desaparecer dezenas de milhares de pessoas durante o conflito que começou após os protestos de 2011, quando agiram com violência manifestantes, ativistas e opositores.

    Com a queda do ex-presidente, cerca de 30.000 desaparecidos foram encontrados quando as antigas prisões administradas pelo seu governo foram abertas, mas muitos mais permanecem desaparecidos e as novas autoridades continuam a relatar a descoberta de valas comuns.

    Rússia: Assad esteve hospitalizado após suposta tentativa de assassinato

  • Terremoto de magnitude 5 atinge Istambul e assusta moradores

    Terremoto de magnitude 5 atinge Istambul e assusta moradores

    Tremor com epicentro no Mar de Mármara balançou prédios e levou pessoas às ruas nesta quinta-feira. Região é considerada de alto risco sísmico, e imagens em shoppings e ruas mostram o impacto do abalo na cidade turca de 16 milhões de habitantes

    Um terremoto de magnitude 5 na escala Richter atingiu Istambul, maior cidade da Turquia, na manhã desta quinta-feira.

    O tremor balançou prédios e assustou moradores, levando muitos a correrem para as ruas, segundo testemunhas ouvidas pela agência Reuters.

    A autoridade turca de gestão de desastres (AFAD) informou que o epicentro foi registrado no Mar de Mármara, ao sudoeste da cidade, em uma falha tectônica considerada de alto risco para a região metropolitana, onde vivem cerca de 16 milhões de pessoas.

    Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram o momento em que o sismo foi sentido dentro de um shopping no distrito de Maltepe

    [Notícia em atualização]

    Terremoto de magnitude 5 atinge Istambul e assusta moradores

  • Dois aviões colidem em baixa velocidade em aeroporto de Nova York

    Dois aviões colidem em baixa velocidade em aeroporto de Nova York

    A colisão entre duas aeronaves da Delta envolveu 93 pessoas e deixou uma comissária ferida. O incidente ocorreu durante taxiamento, quando um avião que decolaria para a Virgínia atingiu outro que chegava da Carolina do Norte. Passageiros foram realocados em hotéis

    Dois aviões da Delta Airlines colidiram em baixa velocidade na pista do Aeroporto de LaGuardia, em Queens, Nova York, na noite desta quarta-feira (1º). O incidente envolveu cerca de 93 pessoas e deixou apenas uma com ferimentos leves.

    Segundo o New York Post, o acidente ocorreu por volta das 22h (horário local), quando a asa do voo Endeavor Air 5155, que se preparava para decolar com destino a Roanoke, na Virgínia, atingiu a fuselagem do voo Endeavor Air 5047, que havia acabado de pousar vindo de Charlotte, na Carolina do Norte.

    Uma comissária de bordo precisou ser levada ao hospital, mas nenhum passageiro ficou ferido, informou a Autoridade Aeroportuária de Nova York e Nova Jersey. O primeiro avião transportava 28 passageiros, enquanto o segundo tinha 57 pessoas a bordo.

    Imagens dos danos circulam nas redes sociais, mostrando, entre outros pontos, o nariz de uma das aeronaves danificado. Os passageiros que tiveram a viagem interrompida foram acomodados em hotéis, enquanto a companhia se comprometeu a providenciar alternativas para que todos sigam viagem
     
     

    Em comunicado, a Delta afirmou que suas equipes em LaGuardia estão trabalhando para atender os clientes afetados e que cooperará com as autoridades na investigação do caso. A empresa pediu desculpas pelo transtorno e reforçou que a segurança de passageiros e funcionários é prioridade.

    Um incidente semelhante foi registrado em setembro no aeroporto de Nice, na França. Na ocasião, dois aviões, um da Nouvel Air e outro da EasyJet, chegaram a ficar a apenas três metros de uma colisão durante as manobras de pouso e decolagem. O acidente só foi evitado porque a aeronave em aproximação interrompeu o pouso, retomou altitude e conseguiu aterrissar com segurança minutos depois.
     

    Dois aviões colidem em baixa velocidade em aeroporto de Nova York

  • Greta Thunberg é detida por forças israelenses em flotilha humanitária

    Greta Thunberg é detida por forças israelenses em flotilha humanitária

    Ativista sueca estava a bordo do navio Alma quando embarcações foram interceptadas em águas internacionais. Israel afirma que todos os passageiros estão seguros e serão deportados para a Europa; deputada Mariana Mortágua também estava em outro barco

    Greta Thunberg foi uma das pessoas detidas nesta quarta-feira (2) por forças israelenses após a interceptação da flotilha humanitária que seguia em direção a Gaza, em águas internacionais. A ativista sueca era um dos nomes mais conhecidos da missão, que buscava levar ajuda humanitária à região.

    Segundo a organização Sumud Global, pelo menos nove embarcações foram interceptadas pela Marinha de Israel, e uma delas chegou a ser abalroada em águas internacionais.

    O Ministério das Relações Exteriores de Israel confirmou em publicação no X (antigo Twitter) que “vários navios” foram parados e que seus passageiros estão sendo levados para um porto israelense, onde terão início os procedimentos de deportação para a Europa. O comunicado também afirmou que Greta Thunberg, que estava a bordo do navio líder Alma, “está segura e com boa saúde”, assim como os demais ativistas.

    O ministério ainda divulgou um vídeo em que um militar israelense aparece ao lado da jovem, oferecendo-lhe um sanduíche e ajudando-a a vestir um casaco.

     

     

    Entre os detidos estão pelo menos dez brasileiros e um argentino residente no Brasil. O grupo inclui o ativista Thiago Ávila e a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), que estavam a bordo de uma das embarcações interceptadas.

    Na lista dos brasileiros detidos estão: 

    Ariadne Catarina Cardoso Teles
    Magno De Carvalho Costa 
    Luizianne De Oliveira Lins
    Gabrielle Da Silva Tolotti
    Bruno Sperb Rocha
    Mariana Conti Takahashi
    Thiago de Ávila e Silva Oliveira
    Lucas Farias Gusmão
    Mohamad Sami El Kadri
    Lisiane Proença Severo
    Nicolas Calabrese (argentino, com cidadania italiana,  residente no Brasil).

    Greta Thunberg é detida por forças israelenses em flotilha humanitária

  • Ataque em sinagoga de Manchester faz quatro feridos; suspeito foi baleado

    Ataque em sinagoga de Manchester faz quatro feridos; suspeito foi baleado

    Durante o Yom Kippur, um homem jogou carro contra pedestres e atacou fiéis com faca em frente à Heaton Park Hebrew Congregation. Polícia controlou a situação, baleou o suspeito e investiga a motivação do crime

    Na manhã desta quinta-feira (2), um ataque em frente à sinagoga Heaton Park Hebrew Congregation, em Crumpsall, Manchester, deixou quatro pessoas feridas e mobilizou grande operação policial durante o Yom Kippur, o dia mais sagrado do judaísmo.

    Segundo a Polícia da Grande Manchester, um carro foi jogado contra pedestres e, em seguida, um homem armado com faca atacou fiéis. O suspeito acabou baleado por agentes à paisana e está sob custódia, recebendo atendimento médico.

    As vítimas tiveram ferimentos causados tanto pelas facadas quanto pelo impacto do veículo. Até o momento, não há informações oficiais sobre a gravidade dos ferimentos.

    O prefeito de Manchester, Andy Burnham, classificou o episódio como grave, mas disse que o risco imediato foi controlado. Autoridades locais declararam major incident, uma medida que reforça a mobilização de recursos de segurança e emergência, e bloquearam ruas próximas à sinagoga.

    A motivação do ataque ainda não foi confirmada, mas a polícia trata o caso como prioridade e segue investigando.

    Ataque em sinagoga de Manchester faz quatro feridos; suspeito foi baleado

  • Terremoto nas Filipinas deixa 72 mortos e milhares de desabrigados

    Terremoto nas Filipinas deixa 72 mortos e milhares de desabrigados

    O tremor de magnitude 6,9 atingiu a ilha de Cebu e provocou destruição em quase 600 casas. Mais de 20 mil pessoas deixaram suas residências e 110 mil necessitam de ajuda urgente. O governo prometeu apoio rápido às vítimas

    O número de mortos no terremoto que atingiu as Filipinas na terça-feira subiu para 72, informaram nesta quinta-feira (2) os serviços de emergência, que agora concentram esforços em atender centenas de feridos e milhares de desabrigados.

    Equipes de resgate relataram ter retirado dos escombros de um hotel na cidade de Bogo, próxima ao epicentro, os corpos de uma mulher e uma criança. Na quarta-feira (1º), outra vítima já havia sido localizada no mesmo local, segundo a agência France-Presse. O balanço anterior apontava 69 mortos.

    O terremoto, de magnitude 6,9, teve epicentro no mar, próximo à ilha de Cebu, no centro do arquipélago, às 21h59 de terça (hora local). Desde então, mais de 300 réplicas foram registradas, dificultando os trabalhos de resgate, segundo o Instituto Filipino de Vulcanologia e Sismologia.

    O governo informou que 294 pessoas ficaram feridas e cerca de 20 mil tiveram que deixar suas casas. Quase 600 residências foram destruídas no norte da ilha de Cebu, obrigando parte da população a dormir ao ar livre.

    A governadora da província, Pamela Baricuatro, pediu doações de água potável, alimentos, roupas e abrigo para as famílias afetadas. “Muitas casas foram destruídas e muitas famílias precisam de ajuda para se reerguer. Elas precisam da nossa ajuda, das nossas orações e do nosso apoio”, escreveu no Facebook.

    O presidente Ferdinand Marcos Jr. visitou Cebu nesta quinta-feira para avaliar os danos e coordenar a assistência. Ele apresentou condolências às famílias das vítimas e prometeu apoio rápido aos atingidos.

    Segundo a Defesa Civil de Cebu, mais de 110 mil pessoas em 42 comunidades precisam de auxílio, sobretudo para reconstruir moradias e retomar meios de subsistência.

    O desastre ocorre dias após a passagem da tempestade Bualoi e do tufão Ragasa, que já haviam deixado cerca de 40 mortos no país.

    As Filipinas estão entre os países mais vulneráveis a desastres naturais. Localizado no chamado “Anel de Fogo” do Pacífico, o arquipélago sofre constantemente com terremotos e erupções vulcânicas, além de ser atingido, em média, por 20 tufões e tempestades por ano.

    Terremoto nas Filipinas deixa 72 mortos e milhares de desabrigados

  • Detidos da flotilha vão ser transferidos para Israel

    Detidos da flotilha vão ser transferidos para Israel

    Ao menos dez brasileiros e um argentino estão entre os detidos após a Marinha de Israel interceptar a flotilha Sumud Global, que tentava levar alimentos e remédios a Gaza. Entre eles estão o ativista Thiago Ávila e a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE)

    O Ministério das Relações Exteriores de Israel informou nesta quarta-feira (1º) que parte dos ativistas da flotilha humanitária Sumud Global, detidos nas últimas horas, será transferida para território israelense.

    Em comunicado divulgado nas redes sociais, a diplomacia israelense afirmou que os presos “estão seguros e em boa saúde” e que os procedimentos de deportação para a Europa já foram iniciados. O documento, porém, não detalha a identidade dos primeiros ativistas a serem transferidos.

    Segundo a organização Sumud Global, ao menos 13 embarcações foram interceptadas pela Marinha de Israel, incluindo uma que teria sido abalroada em águas internacionais. A flotilha, formada por cerca de 50 barcos, tenta furar o bloqueio a Gaza para entregar alimentos, água potável, medicamentos e brinquedos.

    Entre os detidos estão pelo menos dez brasileiros e um argentino residente no Brasil. O grupo inclui o ativista Thiago Ávila e a deputada federal Luizianne Lins (PT-CE), que estavam a bordo de uma das embarcações interceptadas.

    Na lista dos brasileiros detidos estão: 

    Ariadne Catarina Cardoso Teles
    Magno De Carvalho Costa 
    Luizianne De Oliveira Lins
    Gabrielle Da Silva Tolotti
    Bruno Sperb Rocha
    Mariana Conti Takahashi
    Thiago de Ávila e Silva Oliveira
    Lucas Farias Gusmão
    Mohamad Sami El Kadri
    Lisiane Proença Severo
    Nicolas Calabrese (argentino, com cidadania italiana,  residente no Brasil)
     

    Detidos da flotilha vão ser transferidos para Israel