Categoria: MUNDO

  • Israel intercepta flotilha rumo a Gaza e afirma que levará ativistas para porto

    Israel intercepta flotilha rumo a Gaza e afirma que levará ativistas para porto

    Os barcos carregavam itens como alimentos não perecíveis, filtros para água, medicamentos, próteses e fórmulas infantis para população palestina que está sendo expulsa de suas terras pelo governo de Israel

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Ministério de Relações Exteriores de Israel afirmou nesta quarta-feira (1º) que navios da Marinha interceptaram a tripulação dos cerca de 40 barcos que compõem a flotilha que pretendia levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza.

    Em vídeo divulgado nas redes sociais, a ativista sueca Greta Thunberg, um dos principais nomes da iniciativa, aparece sentada e entregando seus pertences a um militar israelense. Segundo a chancelaria, “Greta e seus amigos estão sãos e salvos” e serão levados para o porto israelense de Ashdod, próximo do território palestino.

    Antes da interceptação efetiva, Tel Aviv havia advertido os ativistas para mudarem de rota e seguirem até Ashdod, onde o carregamento para os palestinos poderia ser desembarcado e transferido até Gaza por “canais seguros”. Os organizadores da iniciativa já haviam dito que a proposta não seria aceita.

    “Nossas embarcações estão sendo ilegalmente interceptadas. Câmeras estão desligadas, e os barcos estão sendo abordados por militares”, disseram os organizadores em post nas redes sociais publicado às 15h34 de Brasília.

    Os barcos carregavam itens como alimentos não perecíveis, filtros para água, medicamentos, próteses e fórmulas infantis.

    Por volta das 17h de Brasília, segundo a assessoria da flotilha, os barcos Alma, Adara e Sirius já haviam sido interceptados, com entrada de militares israelenses. No Alma estavam Greta e o brasileiro Thiago Ávila, outra figura de destaque do grupo.

    O Adara transportava os brasileiros Mansur Peixoto, criador do projeto História Islâmica, e Ariadne Telles, advogada e apontada pelos organizadores como militante da luta pela terra na Amazônia. Por fim, no Sirius estavam embarcados Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL; Nicolas Calabrese, professor e coordenador da Rede Emancipa no Rio de Janeiro; Bruno Gilga, funcionário da USP; Lisiane Proença, identificada pelo grupo como comunicadora popular; e Magno Costa, diretor do Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da USP).

    Em nota, os organizadores da operação batizada de Global Sumud Flotilla -“sumud” pode ser traduzido como resiliência, em árabe- afirmaram que, “apesar da interceptação de algumas embarcações”, a flotilha se encontrava a 70 milhas náuticas (cerca de 130 km) do litoral de Gaza e seguiria adiante, “sem se deixar deter”.

    As tensões aumentaram nos últimos dias após a flotilha anunciar ter sido alvo de drones a caminho de Gaza. Itália e Espanha mobilizaram barcos do Exército para ajudar em possíveis resgates, mas afirmaram que não se envolveriam militarmente. Essas embarcações europeias acompanhariam o grupo apenas até certo ponto do percurso, por questões de segurança.

    O chanceler da Itália, Antonio Tajani, afirmou à TV estatal RAI que Israel lhe garantiu não fazer uso da força para desmobilizar a iniciativa. “Falei com o ministro [Gideon] Saar [chanceler de Israel], que me disse que não haverá ações violentas por parte das forças de Tel Aviv.” Centrais sindicas, que já haviam organizado protestos pró-Palestina e feito uma paralisação em várias cidades italianas, convocaram greve geral nesta sexta-feira (3) em solidariedade à flotilha.

    A frota de barcos partiu de Barcelona, na Espanha, no dia 31 de agosto. Ao longo do trajeto, a iniciativa passou por portos como o de Túnis, na Tunísia, onde outras embarcações se juntaram à flotilha.

    A interceptação ocorre em um momento em que o grupo terrorista Hamas analisa o plano do presidente americano Donald Trump para o fim da guerra.

    O território palestino vive uma crise humanitária sem precedentes, e o governo de Binyamin Netanyahu segue bombardeando e operando na Cidade de Gaza como parte do plano para ocupá-la. Nesta quarta, Tel Aviv anunciou ainda que agora bloqueia palestinos que moram ou se deslocaram ao sul de Gaza de acessarem a porção norte do território.

    Em entrevista à Folha de S.Paulo antes de a flotilha partir, o major Rafael Rozenszajn, um dos porta-vozes das Forças Armadas israelenses, indicou que o país não permitiria que os barcos chegassem a Gaza. “As Forças Armadas vão estar preparadas para garantir que o bloqueio seja aplicado de uma forma absoluta na Faixa de Gaza”, disse ele na ocasião.

    Mais cedo nesta quarta (1º), organizadores da flotilha afirmaram que embarcações israelenses teriam se aproximado de alguns de seus barcos e realizado “manobras perigosas e intimidatórias”.

    Desta vez, a flotilha foi organizada conjuntamente pelos coletivos Global March to Gaza, Sumud Convoy, Sumud Nusantara e coalizão Freedom Flotilla. Eles afirmaram ter arrecadado mais de € 90 mil (R$ 570 mil) em doações.

    As últimas tentativas de abrir um corredor humanitário simbólico por mar foram frustradas pelas forças militares israelenses. Renderam, porém, repercussão midiática e maior visibilidade para o movimento contra o bloqueio.

    Em maio, a embarcação Conscience foi atingida por dois drones em águas internacionais perto da ilha de Malta, às vésperas de levar 80 integrantes e insumos ao território. Na época, funcionários do governo israelense afirmaram que o barco transportava armamentos ao Hamas, o que foi contestado por uma inspeção maltesa.

    Em junho, o veleiro Madleen foi interceptado a 180 km da costa de Gaza com 12 tripulantes, incluindo Greta e Thiago Ávila. O brasileiro ficou preso por cinco dias, isolado em solitária e sob maus-tratos, segundo sua família. Após intervenção do Itamaraty, foi expulso do país.

    O Ministério das Relações Exteriores de Israel chamou o protesto de “iate das selfies” e os ativistas de “celebridades”. Após os tripulantes serem expulsos, publicou na rede social X: “Tchau, tchau. E não se esqueçam de tirar uma selfie antes de partirem”.

    Israel intercepta flotilha rumo a Gaza e afirma que levará ativistas para porto

  • Rússia lançou drones diretamente contra a Polônia; Kremlin nega

    Rússia lançou drones diretamente contra a Polônia; Kremlin nega

    Pessoas com conhecimento da ação dizem que ela foi mesmo intencional, partindo da base de Charatov; Otan vive tensão com sobrevoo de aparelhos não tripulados, e Dinamarca vê situação mais perigosa desde a 2ª Guerra

    MOSCOU, RÚSSIA (CBS NEWS) – A incursão de drones russos no espaço aéreo da Polônia teve como origem uma mesma base militar e os aparelhos voaram diretamente rumo ao país da Otan. Segundo a Folha ouviu de pessoas com conhecimento da operação na Rússia, ela foi deliberada.

    O relato contraria a versão do Kremlin para o episódio ocorrido na noite de 9 para 10 de setembro que estremeceu ainda mais as relações da Rússia com o Ocidente, já esgarçadas por mais de três anos e meio de guerra na Ucrânia.

    Também lidando com aparições de drones, esses menores e de origem desconhecida até aqui, a premiê dinamarquesa, Mette Frederiksen disse nesta quarta-feira (1º) que a Europa está “na situação mais difícil” desde a Segunda Guerra Mundial e que seus países têm de se unir para enfrentar Moscou.

    No caso polonês, o governo russo disse que os aparelhos se perderam durante um mega-ataque ao oeste ucraniano, junto à fronteira polonesa. Segundo as pessoas consultadas, contudo, os 21 drones que acabaram caindo ou sendo derrubados foram lançados da base da Charatov, em Smolensk (sul russo).

    De lá, seguiram sobrevoando a fronteira entre Ucrânia e Belarus. Eles eram todos modelos Gérbera, uma versão simplificada do drone de ataque Gerânio-2, por sua vez inspirado no desenho iraniano do Shahed-136. Eles estavam desarmados.

    Ajuda a sustentar o relato os resumos da operação feitos pelas forças da Ucrânia e da Polônia, vazados para canais de internet de ambos os países. As rotas designadas são as mesmas citadas à reportagem, com a exceção de um segundo caminho que teria sido usado por três aparelhos passando pelo centro de Belarus.

    O tema é tratado na comunidade de inteligência russa como um segredo de polichinelo. A Polônia e vários países europeus acusaram Moscou pela ação, dizendo que ela visou testar a rapidez de resposta das defesas aéreas polonesas.

    Se houve mobilização rápida, com caças F-16 do país e F-35 da Holanda em ação, ela serviu para provar que a Otan está despreparada para lidar com a nova ameaça dos drones. Foram usados em um número incerto de interceptações mísseis AIM-9X que chegam a custar US$ 500 mil contra aparelhos de US$ 8.500, sem uma taxa de sucesso absoluta.

    Isso levou a Otan, que acusou a Rússia de ter sido irresponsável mas evitou falar em ação deliberada, a criar uma nova operação de reforço de suas fronteiras aéreas a leste, a Sentinela Oriental. Até aqui, contudo, ela só viu mobilizados recursos convencionais, como caças franceses e britânicos sendo enviados para a Polônia.

    Drones que atacam em ondas sucessivas de centenas de aparelhos são um desafio diverso, que implica defesas eletromagnéticos, emprego de baterias de menor calibre e soluções de saturação, como explosivos que formem nuvens de fragmentos e atinjam vários robôs pequenos.

    Isso para não falar nos drones de linha de frente, minúsculos aparelhos domésticos transformados em armas de matar e destruir equipamento, que mudaram a natureza do atrito na Guerra da Ucrânia.

    Outros drones foram interceptados três dias depois da ação na Polônia, na Romênia, que já havia registrado várias quedas de aparelhos atacando o outro lado do rio Danúbio. Os episódios levaram a uma onda paranoica em relação a qualquer tipo de drone.

    Nesta quarta, por exemplo, radares poloneses captaram dois drones suicidas Gerânio-2 próximos de suas fronteiras, sobre a Ucrânia. Foram mobilizados seis F-16 para reagir, mas não foi necessário: os aparelhos caíram no vizinho invadido em 2022.

    Na semana retrasada, os poloneses neutralizaram aparelhos voando sobre prédios do governo em Varsóvia, prendendo na ação três belarussos. Na semana passada, uma série de avistamentos de drones fechou aeroportos na Dinamarca e na Noruega.

    Copenhague chegou ter o apoio de navios da Otan para monitorar a situação, e o governo disse que a ação foi coordenada e proposital, mas que não viu sinais diretos de envolvimento da Rússia, apesar da fala de Frederiksen.

    Houve também um teste mais sério, também negado por Moscou, quando três caças MiG-31 invadiram o espaço aéreo da Estônia no dia 19 passado e circularam numa rota rumo à capital do país báltico, Tallinn. A interceptação neste caso demorou 12 minutos, o que daria tempo de sobra para um ataque à cidade.

    Rússia lançou drones diretamente contra a Polônia; Kremlin nega

  • Explosão causa colapso parcial em prédio nos EUA; não há mortos ou feridos

    Explosão causa colapso parcial em prédio nos EUA; não há mortos ou feridos

    a explosão ocorreu em um conjunto habitacional na Alexander Avenue, no Bronx; prédio faz parte da rede de habitação pública de Nova York (NYCHA), a maior autoridade habitacional dos Estados Unidos

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma explosão em um edifício residencial de 20 andares no Bronx, em Nova York, provocou o desabamento parcial de parte da estrutura nesta quarta-feira, assustando moradores da região. Apesar da gravidade, não foram registradas mortes ou feridos, segundo as autoridades locais.

    De acordo com a CNN, a explosão ocorreu em um conjunto habitacional na Alexander Avenue. Parte da fachada desabou do topo ao chão.

    Segundo as primeiras informações, explosão por vazamento de gás é uma das possibilidades analisadas. Outra seria um duto de ventilação conectado à caldeira ter se rompido, segundo Robert Tucker, comissário do Corpo de Bombeiros ouvido pela CNN.

    Testemunhas relataram pânico no momento do acidente. Uma moradora contou à afiliada WCBS que havia ligado para o serviço de emergência ao ver fumaça perto do prédio.

    Imagens aéreas da WABC mostraram parte do edifício com as paredes externas arrancadas. Agentes precisaram escalar montes de escombros para verificar o interior, enquanto a companhia Con Edison cortava o fornecimento de gás por precaução.

    O Departamento de Gestão de Emergências informou que um centro comunitário foi adaptado como abrigo temporário, e ônibus da MTA foram disponibilizados para acolher moradores. Não há previsão para o retorno das famílias ao edifício.

    O prédio faz parte da rede de habitação pública de Nova York (NYCHA), a maior autoridade habitacional dos Estados Unidos, onde vivem cerca de 500 mil pessoas. Muitos dos imóveis datam de meados do século 20 e acumulam denúncias de más condições.

    Explosão causa colapso parcial em prédio nos EUA; não há mortos ou feridos

  • Cruz Vermelha suspende operações em Gaza após aumento de ataques

    Cruz Vermelha suspende operações em Gaza após aumento de ataques

    Israel intensificou ações militares em Gaza enquanto o grupo palestino Hamas continua análise da proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cessar-fogo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Comitê Internacional da Cruz Vermelha informou nesta quarta-feira (1º), por meio de comunicado, que foi forçado a suspender temporariamente as operações na Cidade de Gaza e a realocar funcionários devido à escalada das hostilidades na região.

    “O CICV continuará a se esforçar para prestar apoio aos civis na cidade de Gaza, sempre que as circunstâncias permitirem, a partir de nossos escritórios em Deir al-Balah e Rafah, que permanecem totalmente operacionais”, disse na nota.

    “Há décadas na Cidade de Gaza, o CICV permaneceu o máximo de tempo possível para proteger e apoiar as pessoas mais vulneráveis após a recente intensificação das hostilidades. A Organização mantém o seu compromisso de retornar as atividades assim que as condições permitirem.”

    Israel intensificou ações militares em Gaza enquanto o grupo palestino Hamas continua análise da proposta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para cessar-fogo na região.

    Aviões e tanques israelenses bombardearam bairros residenciais durante a noite, disseram moradores de Gaza. As autoridades de saúde locais disseram que pelo menos 35 pessoas foram mortas nesta quarta, a maioria delas na cidade.

    O ministro da Defesa, Israel Katz, descreveu a medida como “um cerco mais apertado em torno de Gaza, a fim de derrotar o Hamas”, dizendo que os palestinos dispostos a partir para o sul teriam que passar por uma verificação do Exército.

    “Esta é a última oportunidade para os residentes de Gaza que desejam se deslocar para o sul e deixar os membros do Hamas isolados na própria Cidade de Gaza diante das operações em grande escala contínuas das Forças de Defesa de Israel”, disse Katz.

    Nesta terça-feira (30), Trump deu ao grupo “três ou quatro dias” para responder ao plano que ele divulgou nesta semana ao lado do primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, que apoiou a proposta para encerrar a guerra.

    Cruz Vermelha suspende operações em Gaza após aumento de ataques

  • Portugal aprova lei que endurece regras para imigrantes; veja como elas afetam brasileiros

    Portugal aprova lei que endurece regras para imigrantes; veja como elas afetam brasileiros

    A nova versão da Lei de Imigração permaneceu inalterada em diversos pontos, mas sofreu modificações para incluir a possibilidade de mais flexibilização no casos de reunião familiar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Parlamento de Portugal aprovou nesta terça-feira (30) nova versão de um projeto anti-imigração que modifica a Lei de Estrangeiros e que pretende, entre outras medidas, limitar a reunião familiar de imigrantes e fechar brechas para regularização de estada no país europeu.

    O projeto aprovado é uma segunda versão do texto, após uma primeira, aprovada em julho, ter sido barrada pelo Tribunal Constitucional. No início de agosto, o tribunal considerou inconstitucionais alguns pontos das novas regras de reunião familiar, e declarou que alguns requisitos eram vagos.

    A nova versão permaneceu inalterada em diversos pontos, mas sofreu modificações para incluir a possibilidade de mais flexibilização no casos de reunião familiar. O projeto foi aprovado pela base do governo de Portugal, liderado pelo conservador Luís Montenegro, com votos da legenda de ultradireita Chega. Foram 160 votos a favor e 70 contra.

    Inicialmente, o Chega queria negar aos imigrantes acesso à seguridade social por um prazo de cinco anos, mas o governo Montenegro recusou incluir a proposta na lei, temendo que o texto fosse novamente barrado pelo Judiciário.

    Assim como já havia ocorrido com a versão anterior, o novo projeto deve afetar diretamente brasileiros beneficiados por programas anteriores que flexibilizavam a estadia prolongada no país. Isso porque o texto modifica os requisitos de residência para os cidadãos de países de língua portuguesa e as regras para solicitar um visto de trabalho.

    O texto, com os novos ajustes, deve agora voltar para análise do presidente do país, Marcelo Rebelo de Sousa, que pode sancioná-lo ou vetá-lo. Foi Marcelo que enviou a versão original para o Tribunal Constitucional após surgirem dúvidas sobre a legalidade de várias medidas.

    ENTENDA ABAIXO OS PRINCIPAIS PONTOS:

    TURISTAS BRASILEIROS NÃO PODERÃO MAIS SE REGULARIZAR

    A principal mudança é o fim definitivo da possibilidade de entrar no país legalmente de forma temporária, como turista, para só depois pleitear uma autorização de residência.

    Essa alternativa já havia sido restringida em 2024, mas ainda contava com salvaguardas em casos específicos para cidadãos do Brasil e do Timor-Leste.
    O modelo permitia uma permanência estendida no país, já que o solicitante poderia ficar em Portugal legalmente enquanto aguardava a análise de seu caso.

    Essa mudança, aprovada em julho, não havia sido objeto de contestação pelo Tribunal Constitucional.

    REUNIÃO FAMILIAR LIMITADA, MAS COM EXCEÇÕES

    No contexto de Portugal, a reunião familiar é o direito que um imigrante com residência legal tem de trazer familiares para viverem com ele no país.

    Pela nova lei, imigrantes que já estão no país só poderão solicitar um visto para seus familiares após dois anos de residência legal. Até o novo projeto, não existia tempo mínimo.

    O novo texto, porém, prevê mais flexibilização nas exceções de certos grupos, como forma de atender exigências do Tribunal Constitucional.

    Enquanto a proposta inicial contemplava a isenção do tempo mínimo para migrantes com filhos menores ou parentes altamente qualificados, agora, essa possibilidade foi incorporada para aqueles com familiares com deficiência ou dependentes.

    Outra modificação é que, no caso de casais com um filho em comum, também será possível solicitar a reunificação imediata com o cônjuge que está fora de Portugal.

    Para os casais sem filhos, há uma via intermediária, que é a redução do prazo para um ano, desde que seja um casamento ou uma união efetiva de acordo com a lei portuguesa, o que excluiria casamentos de menores, casamentos poligâmicos ou forçados.

    Apesar dessas exceções, em todos os casos de reagrupamento familiar é necessário que o requerente com uma autorização de residência em Portugal cumpra uma série de medidas de integração.

    Nesse ponto, o governo também introduziu mudanças, pois o Tribunal Constitucional havia apontado que essas medidas eram “vagas”. O texto agora inclui que esses requisitos são “formação na língua portuguesa, bem como na cultura e nos valores constitucionais portugueses”.

    Se essas condições não forem atendidas, elas podem levar à não renovação da autorização de residência do imigrante que solicita a reunificação.

    Seguindo as sugestões do Tribunal Constitucional, o novo projeto também incluiu outras exceções no reagrupamento familiar, como o caso de razões humanitárias ou a prova de laços e vínculos familiares efetivos com Portugal, embora a decisão final dependa do Judiciário.

    VISTOS PARA LUSÓFONOS

    O texto também endurece o regime de vistos para falantes de língua portuguesa, ao determinar que a solicitação precisa ser feita previamente, no país de origem. Segundo o artigo 75 da lei aprovada, cidadãos da CPLP (Comunidade dos Países de Língua Portuguesa) só poderão pedir residência em Portugal se entrarem no país com algum visto consular, seja de trabalho, seja de estudante ou de aposentado.

    Vistos para procura de trabalho também só serão disponibilizados a imigrantes “altamente qualificados”. Aqueles que não conseguirem emprego no prazo previsto terão de retornar aos países de origem. E, o retorno a Portugal, com visto, só poderá ocorrer novamente depois do prazo de um ano.
    Demais profissionais poderão obter visto de trabalho apenas se já tiverem contrato antes de entrar no país.

    PROJETO ANTI-IMIGRAÇÃO AMPLIADO

    O movimento faz parte de uma ofensiva anti-imigração em Portugal, que ecoa outros países europeus na tentativa de dificultar a naturalização de estrangeiros.

    A imigração se tornou um dos principais temas políticos em Portugal e alavancou o partido de ultradireita Chega, segundo mais votado na recente eleição legislativa.

    Em junho, o país já havia começado a notificar milhares de estrangeiros que tiveram suas manifestações de interesse negadas, incluindo brasileiros que não se enquadravam nos critérios para o benefício.

    Mudanças na lei de cidadania portuguesa

    Ainda está pendente de votação no Parlamento uma proposta de alteração da Lei da Nacionalidade, também apresentada pelo governo de Montenegro. Inicialmente, a previsão era que o projeto fosse votado ainda em setembro, mas o tema tem sido alvo de discussões acaloradas e deve ficar para outubro.

    O projeto prevê o fim do direito automático à cidadania por nascimento para filhos de imigrantes. Hoje, a nacionalidade portuguesa é concedida automaticamente a essas crianças, mas, com a mudança, só poderá ser solicitada se o estrangeiro comprovar pelo menos três anos de residência legal antes do nascimento do filho.

    Outra mudança relevante pode ser o aumento do período de residência mínima exigido para solicitar a nacionalidade portuguesa, que passará de cinco para dez anos. Para cidadãos de países da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, como os brasileiros, esse prazo será reduzido para sete anos.

    Além disso, o projeto prevê que imigrantes naturalizados poderão perder a cidadania caso sejam condenados por crimes graves.

    Segundo o governo, há cerca de 1,5 milhão de imigrantes vivendo em Portugal, equivalente a 15% da população. Esse número é quatro vezes maior do que o de 2017. Os brasileiros formam a maior comunidade de estrangeiros no país -eram mais de 500 mil em 2023, segundo um relatório do Itamaraty, e a segunda maior no exterior, perdendo apenas para os Estados Unidos.

    Portugal aprova lei que endurece regras para imigrantes; veja como elas afetam brasileiros

  • Adolescente é morto durante caça ao ser confundido com esquilo nos EUA

    Adolescente é morto durante caça ao ser confundido com esquilo nos EUA

    Um jovem de 17 anos foi morto depois de ter sido confundido com um esquilo, enquanto caçava em uma zona rural do estado norte-americano do Iowa; o caso está sob investigação

    Um adolescente de 17 anos foi morto, no último sábado (27), depois de ter sido confundido com um esquilo, enquanto caçava na zona rural de Brighton, no estado norte-americano do Iowa.

    Carson Ryan foi “confundido com um esquilo”, tendo sido atingido na nuca por um outro caçador, de acordo com um comunicado divulgado pelo Departamento de Recursos Naturais do Iowa.

    O jovem foi transportado para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos e acabou morrendo.

    O caso está sendo investigado pelo Departamento de Recursos Naturais do Iowa e pelo gabinete do xerife do condado de Washington.

    A equipe masculina de atletismo da escola secundária de Washington reagiu à morte do adolescente nas redes sociais, tendo dado conta da “devastadora perda”.

    “A equipe de atletismo de Washington pede que mantenham a mãe, a família, os colegas de turma e os colegas de equipa de Carson nos vossos corações, enquanto lidamos com [esta] devastadora perda. Os nossos corações estão partidos”, lê-se, em uma publicação divulgada no Facebook.

    Entretanto, uma campanha de angariação de fundos na plataforma GoFundMe destinada a “aliviar o fardo financeiro das despesas do funeral e ajudar os seus entes queridos a encontrar alguma paz e estabilidade durante o luto” juntou, até esta quarta-feira, 53.876 dólares (cerca de 275 mil reais), de um objetivo de 70 mil dólares (cerca de 360 mil reais).

    “Carson era um filho, amigo e uma luz brilhante para todos que tiveram o privilégio de o conhecer. A sua bondade, humor e espírito genuíno tocaram inúmeras vidas, e a sua perda deixa um vazio imensurável”, detalhou a página.

     

    Adolescente é morto durante caça ao ser confundido com esquilo nos EUA

  • Flotilha se aproxima de Gaza e fala em 'manobras de intimidação' de Israel

    Flotilha se aproxima de Gaza e fala em 'manobras de intimidação' de Israel

    Tel Aviv não comentou episódio; Exército publica post em que aponta suposta cumplicidade com o Hamas de membros da iniciativa; embarcações estão a pouco mais de 200 quilômetros do litoral do território palestino, sob expectativa de interceptação de navios israelenses

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A flotilha Global Sumud, que tenta furar o bloqueio de Israel e entregar ajuda a Gaza, afirmou que embarcações israelenses teriam se aproximado de alguns de seus barcos e realizado “manobras perigosas e intimidatórias” nesta quarta-feira (1º).

    O grupo de cerca de 40 embarcações indicou que prosseguiria a viagem. Segundo a organização, por volta das 2h30 do horário de Brasília, estava ao norte da costa do Egito, a 120 milhas náuticas (220 quilômetros) do território palestino.

    A previsão de chegada é entre a noite desta quarta (1º) e a manhã de quinta-feira (2), no horário local (6h à frente de Brasília). Para os organizadores, as próximas 24 horas serão cruciais, dada a expectativa de que navios de Israel interceptem o grupo.

    Membros da missão disseram em uma transmissão a jornalistas que duas embarcações de Tel Aviv cercaram dois dos barcos da flotilha, Alma e Sirius. Segundo o ativista brasileiro Thiago Ávila, um dos organizadores da iniciativa, o sinal de celular e de internet foi cortado com a aproximação dos supostos barcos israelenses.

    Uma publicação em vídeo na página do Instagram da flotilha mostrava o contorno sombreado do que parecia ser um navio militar com uma torre de canhão próximo aos barcos de ajuda humanitária.

    A Reuters confirmou que o vídeo foi filmado a partir do navio Sirius, mas não pôde atestar a procedência da outra embarcação no vídeo nem quando ele foi gravado.

    Em entrevista à Folha antes de a flotilha partir, o major Rafael Rozenszajn, um dos porta-vozes das Forças Armadas israelenses, indicou que o país não permitiria que os barcos chegassem a Gaza. “As Forças Armadas vão estar preparadas para garantir que o bloqueio seja aplicado de uma forma absoluta na Faixa de Gaza”, disse ele na ocasião.

    Autoridades de Tel Aviv não responderam a um pedido de comentário da agência Reuters sobre a suposta aproximação de seus navios. Nas redes sociais, o Exército publicou um post em que acusa os integrantes da flotilha de cumplicidade com o grupo terrorista Hamas.

    Entre os nomes públicos que participam da missão estão a ativista sueca Greta Thunberg, que, junto com Ávila, foi presa e deportada por forças israelenses em uma das empreitadas anteriores do grupo, em junho. Ao menos mais 12 brasileiros estão na tripulação.

    As tensões aumentaram nos últimos dias após a flotilha anunciar ter sido alvo de drones a caminho de Gaza. A Itália e a Espanha mobilizaram barcos do Exército para ajudar em possíveis resgates, mas afirmaram que não irão se envolver militarmente.

    Essas embarcações europeias acompanhariam o grupo apenas até certo ponto do percurso, por questões de segurança. Questionada pela Folha, representantes da organização não confirmaram se a escolta ainda segue com a flotilha.

    Os governos da Itália e da Grécia publicaram uma nota conjunta em que pedem que Israel garanta a segurança de todos os ativistas da missão e “permita todas as medidas de proteção consular”. A relatora especial da ONU para os territórios palestinos ocupados, Francesca Albanese, disse que qualquer interceptação da flotilha “seria mais uma violação do direito internacional”.

    As últimas tentativas de abrir um corredor humanitário simbólico por mar foram frustradas pelas forças militares israelenses. Renderam, porém, repercussão midiática e maior visibilidade para o movimento contra o bloqueio.

    Em maio, a embarcação Conscience foi atingida por dois drones em águas internacionais perto da ilha de Malta, às vésperas de levar 80 integrantes e insumos ao território. Na época, funcionários do governo israelense afirmaram que o barco transportava armamentos ao Hamas, o que foi contestado por uma inspeção maltesa.

    A operação atual foi batizada de Global Sumud -“sumud” pode ser traduzido como resiliência, em árabe. Desta vez, a flotilha foi organizada conjuntamente pelos coletivos Global March to Gaza, Sumud Convoy, Sumud Nusantara e coalizão Freedom Flotilla. Eles afirmaram ter arrecadado mais de € 90 mil (R$ 570 mil) em doações.

    Flotilha se aproxima de Gaza e fala em 'manobras de intimidação' de Israel

  • Governador dos EUA debocha de Trump após críticas a soldados "gordos"

    Governador dos EUA debocha de Trump após críticas a soldados "gordos"

    O governador da Califórnia, Gavin Newsom, considerou que o presidente norte-americano, Donald Trump, “tem de ir embora”, depois de o secretário da Defesa, Pete Hegseth, ter criticado os “generais gordos” e “barbudos” nas Forças Armadas

    O governador da Califórnia, Gavin Newsom, debochou do peso do presidente norte-americano, Donald Trump, um dia depois de o secretário da Defesa, Pete Hegseth, ter declarado guerra aberta contra “generais gordos” e “barbudos” nas Forças Armadas dos Estados Unidos.

    “Acho que o Comandante Supremo das Forças Armadas tem de ir embora!”, escreveu Gavin Newsom, na sua conta pessoal da rede social X (Twitter).

    A publicação incluía uma fotografia de Donald Trump em um restaurante da rede de fast food McDonald’s, na qual era possível ver-se que o magnata tem excesso de peso.

    Já na página do gabinete de comunicação, Newsom subiu o tom e divulgou uma fotografia gerada por Inteligência Artificial (IA), que retratava o presidente norte-americano com um hambúrguer do restaurante em cada mão, e vários outros posicionados em uma mesa à sua frente. Atrás dele, pelo menos cinco drones preparavam-se para entregar mais menus.

    “É COMPLETAMENTE INACEITÁVEL VER UM COMANDANTE SUPREMO GORDO NOS CORREDORES DA CASA BRANCA!”, complementou, em um discurso semelhante ao usado pelo chefe de Estado nas redes sociais.

    Isto porque, recorde-se, Pete Hegseth anunciou, na terça-feira, uma revisão das normas militares e de equidade que poderá, inclusive, colocar em causa o papel das mulheres em combate. O responsável pelo Pentágono criticou também a aparência dos soldados com excesso de peso, e salientou que todos os testes de aptidão física serão definidos tendo em conta o “padrão masculino mais elevado”, avançou o Politico.

    “É completamente inaceitável ver generais e almirantes obesos nos corredores do Pentágono. […] Não quero que o meu filho sirva ao lado de soldados que estão em má forma física ou em unidades de combate com mulheres que não conseguem cumprir os mesmos padrões físicos dos homens. […] Se isso significa que nenhuma mulher se qualifica para algumas funções de combate, que assim seja. Essa não é a intenção, mas pode ser o resultado”, disse, perante uma plateia que permaneceu em silêncio.

    A convocação de centenas de generais e almirantes destacados em todo o mundo para a reunião na base do Corpo de Fuzileiros Navais em Quantico, na Virgínia, pegou de surpresa a hierarquia militar norte-americana e gerou preocupação entre oficiais de alta patente.

    O encontro surgiu na senda das recentes mudanças no Pentágono, que passou a designar-se Departamento de Guerra. Vale destacar, contudo, que esta decisão do governo de Donald Trump não foi submetida ao Congresso.

    Governador dos EUA debocha de Trump após críticas a soldados "gordos"

  • Milei esconde principal candidato em Buenos Aires por suposta ligação com narcotráfico

    Milei esconde principal candidato em Buenos Aires por suposta ligação com narcotráfico

    Governo Milei enfrenta desgaste após revelação de que José Luis Espert recebeu US$ 200 mil de fundo ligado a acusado de tráfico e fraude; presidente acusa kirchnerismo de manobra, mas partido já avalia reduzir a exposição do deputado na campanha

    (CBS NEWS) – O governo Milei está tendo de esconder seu principal candidato, o deputado José Luis Espert, que encabeça a lista de candidatos na província de Buenos Aires de A Liberdade Avança. Tudo a menos de um mês das eleições legislativas nacionais, em 26 de outubro.
    Um vínculo entre ele e Federico Machado, argentino com pedido de extradição

    dos Estados Unidos por suposto tráfico de drogas e fraude, veio à tona nos últimos dias por meio de um documento segundo o qual um fundo administrado por Machado nos EUA transferiu US$ 200 mil (cerca de R$ 1 milhão) para Espert em 2020, segundo ação de um tribunal do Texas.

    Espert também viajou em um avião de Machado em 2019, até o interior do país, quando era candidato à Presidência.

    Machado é acusado pela Justiça americana de liderar uma rede de tráfico internacional de drogas, golpes milionários e lavagem de dinheiro. Em 16 de abril de 2021, ele foi preso pela Polícia de Segurança Aeroportuária no aeroporto de Neuquén. Hoje, cumpre prisão domiciliar na Argentina.

    Em uma entrevista a um jornalista de quem o presidente é próximo, Milei qualificou na terça-feira (30) as investigações contra Espert como uma manobra do kirchnerismo para afetar seu governo próximo das eleições legislativas nacionais.

    Segundo o presidente, o mesmo procedimento foi feito pela oposição antes das eleições legislativas da província de Buenos Aires, em setembro, quando foram publicados áudios que apontavam um suposto esquema de corrupção na compra de medicamentos que envolveria a irmã de Milei, Karina.

    Embora a situação de Espert tenha gerado preocupação entre os líderes do partido A Liberdade Avança, que estão enfrentando uma campanha para sua destituição da presidência da Comissão de Orçamento e Finanças, não há planos imediatos para que ele desista da candidatura.

    Após a dura derrota que o governo sofreu nas eleições de Buenos Aires, estrategistas acreditam que o estilo provocador de Espert pode afastar eleitores da classe média e baixa, especialmente em áreas da Grande Buenos Aires.

    O deputado ganhou as redes sociais há cerca de um mês, ao fugir em uma moto depois de um ataque à caravana de Milei em Lomas de Zamora, em um ato de campanha. Ele tem mantido sua agenda de campanha, visitando cidades e se reunindo com comunidade local.

    Espert, por sua vez, diz que está sendo alvo de uma operação do kirchnerismo e se compara a outros candidatos que foram atacados politicamente. Internamente, ele não tem apoio total no governo.

    Enquanto Milei continua a defender o parlamentar publicamente, os efeitos da crise estão começando a ser sentidos nas estratégias de campanha conforme as eleições se aproximam.

    Caso as investigações avancem ou novas denúncias apareçam, o partido do governo planeja tirar Espert de atos públicos de campanha. Milei precisa lidar com a narrativa da corrupção e segurança, temas que são centrais na sua plataforma, enquanto as revelações sobre ações passadas de Espert ainda geram impacto.

    Embora o governo tenha estancado a queda nas pesquisas eleitorais, a sensação é que a batalha está longe de estar equilibrada.

    Críticos dentro do próprio mileísmo apontam que é preciso dar explicações claras sobre as relações de Espert com Machado e que o eleitorado está cada vez mais ciente desses vínculos.

    O ativista político peronista Juan Grabois entrou com uma ação na Justiça argentina para investigar o recebimento dos dólares apontado pelo tribunal dos Estados Unidos.

    Milei esconde principal candidato em Buenos Aires por suposta ligação com narcotráfico

  • Voo é desviado após passageiro engolir passaporte e outro jogá-lo no lixo

    Voo é desviado após passageiro engolir passaporte e outro jogá-lo no lixo

    Dois homens arrancaram e mastigaram páginas de passaporte e tentaram destruir documentos no banheiro, assustando passageiros e forçando pouso de emergência na capital francesa

    Um voo da Ryanair precisou ser desviado para Paris, na França, depois que dois passageiros apresentaram um comportamento considerado “estranho”, o que assustou os demais ocupantes da aeronave.

    Segundo o New York Post, o avião decolou de Milão, na Itália, com destino a Londres, no Reino Unido, mas acabou realizando um pouso de emergência na capital francesa.

    “Basicamente, o voo saiu normalmente e, 15 ou 20 minutos depois, quando o aviso para soltar os cintos foi dado, algo muito estranho aconteceu. Foram os 15 minutos mais assustadores da minha vida”, relatou uma fonte à publicação.

    De acordo com testemunhas, um dos passageiros começou a arrancar páginas do passaporte e mastigá-las. Em seguida, outro se trancou no banheiro e tentou jogar o documento pela privada. Uma comissária de bordo ainda pediu que ele abrisse a porta, mas sem sucesso, o que levou a tripulação a anunciar a ocorrência, aumentando o pânico entre os viajantes.

    Diante da situação, o voo foi desviado para Paris. Os dois homens foram detidos pela polícia francesa. Após o desembarque deles, a aeronave seguiu viagem para Londres.

    “Todos ficaram aliviados. Acho que a Ryanair lidou muito bem com a situação. Deram bebidas até o fim do voo”, contou uma das fontes.

    A companhia aérea não se manifestou oficialmente sobre o episódio, que só veio a público nesta semana.
     
     

    Voo é desviado após passageiro engolir passaporte e outro jogá-lo no lixo