Categoria: MUNDO

  • Israel ataca chefe do Hezbollah em Beirute e intensifica conflito no Líbano

    Israel ataca chefe do Hezbollah em Beirute e intensifica conflito no Líbano

    Israel confirmou ter atacado neste domingo (23) em Beirute o chefe do Estado-Maior do Hezbollah, Haytham Ali Tabatabai. A ação deixou dezenas de feridos e elevou a tensão regional. Netanyahu e o ministro da Defesa prometeram intensificar operações contra o grupo, enquanto os EUA foram informados apenas após o ataque.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Exército de Israel afirmou neste domingo (23) ter atacado um dos chefes do grupo libanês Hezbollah, alinhado ao Irã. O gabinete do premiê Binyamin Netanyahu confirmou que a ação “no coração de Beirute”, teve como alvo “o chefe do Estado-Maior do Hezbollah”, Haytham Ali Tabatabai.

    O ataque atingiu uma via de carros, onde moradores disseram à agência de notícias Reuters ter ouvido o barulho de aviões de guerra antes da explosão. Moradores saíram correndo de seus prédios com medo de novos ataques, relatou um repórter da agência na região.
    Pelo menos duas dezenas de pessoas ficaram feridas e foram levadas para hospitais da região, segundo fontes médicas. Não houve comentários imediatos do Hezbollah ou do Ministério da Saúde do Líbano.

    Antes do ataque, o primeiro-ministro israelense disse a seu gabinete que Israel continuaria a combater o “terrorismo” em várias frentes. “Continuaremos a fazer tudo o que for necessário para impedir que o Hezbollah restabeleça sua capacidade de nos ameaçar”, afirmou.

    Em novembro, Israel intensificou os ataques aéreos no sul do Líbano, dando continuidade a uma campanha de ataques quase diários que, segundo o Tel Aviv, visa impedir o ressurgimento militar do Hezbollah na região fronteiriça.
    Israel acusa o Hezbollah de tentar se rearmar desde o cessar-fogo apoiado pelos Estados Unidos no ano passado. O grupo afirma ter cumprido as exigências para encerrar sua presença militar na região fronteiriça próxima a Israel e para que o exército libanês se mobilizasse para lá.

    Um funcionário americano de alto escalão ouvido pelo portal Axios afirmou que Israel não notificou os EUA com antecedência sobre o ataque deste domingo. A pessoa disse que o governo de Donald Trump -aliado de Netanyahu- foi informado imediatamente após o ataque, e um segundo funcionário americano afirmou que os EUA sabiam há dias que Israel planejava intensificar os ataques no Líbano, de acordo com a publicação.

    O ministro da Defesa israelense, Israel Katz, declarou após o ataque que o país seguirá com operações do tipo. “Continuaremos a agir com firmeza para evitar qualquer ameaça aos residentes do norte e ao Estado de Israel”, disse em comunicado. “Quem levantar a mão contra Israel, terá a mão cortada”, disse ele, ao acrescentar que, junto de Netanyahu, está “determinado a continuar a política de aplicação máxima da lei no Líbano e em todos os outros lugares”.

    Israel ataca chefe do Hezbollah em Beirute e intensifica conflito no Líbano

  • Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'

    Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'

    Considerado um aliado pelo bolsonarismo, Trump impôs uma sobretaxa sobre produtos brasileiros no fim de julho, citando Bolsonaro e dizendo que o ex-presidente sofria perseguição de Alexandre de Moraes. Um dos fundamentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-presidente foi o risco de fuga.

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (22) que não tinha ficado sabendo da prisão de Jair Bolsonaro (PL) e que é uma pena.

    O ex-presidente brasileiro foi preso preventivamente na manhã deste sábado (22), em Brasília, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal).

    O republicano foi questionado sobre a prisão pelo jornalista Mathias Brotero, correspondente da Record em Washington.

    Em um primeiro momento, ele diz que não estava a par. Depois indaga se foi isso que aconteceu e diz: “É uma pena”.

    Considerado um aliado pelo bolsonarismo, Trump impôs uma sobretaxa sobre produtos brasileiros no fim de julho, citando Bolsonaro e dizendo que o ex-presidente sofria perseguição de Alexandre de Moraes.

    Um dos fundamentos usados pelo ministro Alexandre de Moraes para decretar a prisão preventiva do ex-presidente foi o risco de fuga.

    O magistrado diz que o trajeto de 13 quilômetros entre a casa onde Bolsonaro cumpria prisão domiciliar e o Setor de Embaixadas Sul é percorrível em menos de 15 minutos.

    Trump diz que prisão de Bolsonaro 'é uma pena'

  • Navio com 3 mil vacas vira crise global e inicia retorno ao Uruguai

    Navio com 3 mil vacas vira crise global e inicia retorno ao Uruguai

    Após semanas bloqueado na Turquia, o Spiridon II navega com animais debilitados e dezenas de mortes registradas. Organizações pressionam governos europeus e denunciam falta de comida, água e condições mínimas, reacendendo o debate sobre o transporte marítimo de gado vivo.

    O navio Spiridon II, que transporta quase três mil vacas em situação extremamente debilitada, deixou finalmente a costa da Turquia e segue viagem de volta ao Uruguai. Informações da plataforma Marine Traffic mostram que a embarcação já se aproxima da região costeira da Líbia, no norte da África.

    A viagem começou em Montevidéu, de onde o cargueiro partiu rumo ao porto de Bandirma. Ao chegar ao destino, as autoridades turcas recusaram o desembarque do gado alegando problemas na documentação de identificação dos animais. A Animal Welfare Foundation informou que essa recusa gerou semanas de espera em alto-mar e levou a ONG a pedir que países europeus acolhessem as vacas para evitar um cenário ainda mais grave.

    Em meio à repercussão internacional, o Spiridon II recebeu autorização apenas para abastecer-se com ração e material de cama. Nada disso resolveu a situação de fundo. A maior parte do rebanho é formada por novilhas prenhes e a ONG calcula que pelo menos 58 animais morreram durante o período de espera. A equipe da Animal Welfare Foundation também alerta que a longa viagem e a permanência a bordo deixaram o gado debilitado, sem garantia real de alimentação adequada ou acesso contínuo à água.

    Para a organização, o caso simboliza as falhas estruturais do transporte marítimo de animais vivos. A gerente de projetos Maria Boada Saña afirmou que episódios desse tipo continuarão ocorrendo enquanto esse modelo de exportação for permitido por lei.

    A expectativa é que o Spiridon II retorne a Montevidéu por volta de 14 de dezembro.
     
     

     

    Navio com 3 mil vacas vira crise global e inicia retorno ao Uruguai

  • EUA pressionam Justiça a liberar transcrições sigilosas do caso Epstein

    EUA pressionam Justiça a liberar transcrições sigilosas do caso Epstein

    Governo Trump volta a pedir a divulgação dos depoimentos do grande júri sobre Jeffrey Epstein, após decisões anteriores bloquearem o acesso. A nova lei assinada pelo presidente reforça a disputa judicial por documentos considerados de enorme interesse público.

    O governo dos Estados Unidos voltou a pedir a um tribunal federal que libere as transcrições do grande júri relacionadas ao caso Jeffrey Epstein. A solicitação ocorre meses após juízes de Nova York e da Flórida terem negado pedidos semelhantes, citando limites previstos na legislação.

    É o primeiro movimento público da administração Donald Trump desde que o presidente sancionou uma lei determinando a divulgação de quase todos os arquivos da investigação sobre Epstein. No pedido enviado ao Tribunal Federal do Sul da Flórida, o Departamento de Justiça menciona a nova legislação e requer que as transcrições sejam tornadas públicas, além da revisão de qualquer ordem de sigilo que impeça a liberação do material.

    Segundo o documento, assinado pela procuradora-geral Pam Bondi, a lei não impede automaticamente a divulgação de todas as transcrições do grande júri. Ainda assim, a juíza responsável pelo caso no mesmo tribunal já havia negado acesso aos depoimentos em julho, afirmando que a legislação permite esse tipo de divulgação apenas em circunstâncias específicas, que não se aplicariam ao processo envolvendo Epstein. Na decisão, ela reconheceu o forte interesse público no caso, mas destacou que somente o Supremo Tribunal poderia autorizar a liberação.

    A nova lei assinada por Trump não menciona diretamente testemunhos prestados perante o grande júri. O presidente, que durante anos se posicionou contra a divulgação dos documentos — chamando o esforço de uma “farsa” dos democratas — mudou de postura recentemente, ao perceber que o Congresso aprovaria a lei com apoio expressivo do Partido Republicano.

    Jeffrey Epstein foi condenado em 2008 na Flórida por explorar sexualmente uma menor, após um acordo controverso com o governo federal. Em 2019, aguardava novo julgamento por acusações federais de tráfico sexual, que poderiam resultar em até 45 anos de prisão, quando morreu por suicídio em uma penitenciária de Nova York.

    EUA pressionam Justiça a liberar transcrições sigilosas do caso Epstein

  • Neta de JFK revela câncer terminal e diz ter menos de um ano de vida

    Neta de JFK revela câncer terminal e diz ter menos de um ano de vida

    A jornalista Tatiana Schlossberg, filha de Caroline Kennedy, contou que descobriu uma mutação rara de leucemia logo após o parto e enfrenta um prognóstico severo. No relato emocionante, ela descreve o impacto da doença na família Kennedy e nos filhos pequenos.

    A jornalista Tatiana Schlossberg, neta do ex-presidente norte-americano John F. Kennedy, revelou que foi diagnosticada com câncer terminal e que tem menos de um ano de vida.

    Em um artigo publicado na revista The New Yorker, a filha de 35 anos de Caroline Kennedy e do artista Edwin Schlossberg contou que recebeu o diagnóstico de leucemia mieloide aguda (LMA) com uma mutação rara chamada Inversão 3, uma anomalia genética presente em menos de 2% dos casos de LMA.

    Tatiana explicou que descobriu a doença após dar à luz sua filha, quando seu médico identificou uma alteração expressiva na contagem de glóbulos brancos.

    “Algumas horas depois, meu médico percebeu que meu hemograma estava estranho. Uma contagem normal de glóbulos brancos é de cerca de quatro a onze mil células por microlitro. A minha estava em cento e trinta e uma mil células por microlitro”, escreveu.

    Naquele momento, o médico alertou que “podia ser algo relacionado à gravidez e ao parto” ou “podia ser leucemia”, mas Tatiana inicialmente rejeitou a ideia. “Eu tinha um filho que amava mais do que tudo e um recém-nascido que precisava de cuidados”, afirmou.

    A neta de John F. Kennedy, assassinado em Dallas, no Texas, há 62 anos, é casada com George Moran desde 2017. Eles têm dois filhos: um menino de três anos e uma menina de um ano.

    Tatiana foi informada de que “não poderia ser curada por um tratamento padrão”.

    “Eu não conseguia acreditar que estavam falando de mim”, disse. “No dia anterior eu tinha nadado uma milha na piscina, grávida de nove meses. Eu não estava doente. Eu não me sentia doente. Na verdade, eu era uma das pessoas mais saudáveis que conhecia.”

    Ela passou cinco semanas internada no Hospital Columbia-Presbyterian, em Nova York, antes de ser transferida para o Memorial Sloan Kettering, onde recebeu um transplante de medula óssea.

    No artigo, relatou que vivia esse período enquanto seu primo, Robert F. Kennedy Jr., era confirmado como secretário do Departamento de Saúde e Serviços Humanos, depois de “ter concorrido à presidência como independente, mas principalmente como uma vergonha para mim e para o resto da minha família”.

    Tatiana contou ainda que seus pais e irmãos, incluindo Jack Schlossberg que recentemente se candidatou ao Congresso dos Estados Unidos — têm ajudado a cuidar das crianças e permanecem ao seu lado “quase todos os dias durante o último ano e meio”.

    “Eles seguraram minha mão com firmeza enquanto eu sofria, tentando não mostrar a própria dor e tristeza para me proteger delas. Isso tem sido um grande presente, mesmo que eu sinta a dor deles todos os dias”, escreveu, lamentando por ter acrescentado “uma nova tragédia” à história da família.

    “Durante toda a minha vida tentei ser boa, uma boa aluna, uma boa irmã e uma boa filha, e proteger minha mãe, nunca a deixando preocupada ou irritada. Agora, acrescentei uma nova tragédia à vida dela, à vida da nossa família, e não há nada que eu possa fazer para impedir”, afirmou.

    Ela se referia ao histórico de tragédias dos Kennedy, que inclui, além do assassinato do avô, o assassinato do tio-avô, o ex-procurador-geral Robert F. Kennedy, em 1968.

    Neta de JFK revela câncer terminal e diz ter menos de um ano de vida

  • Merz diz a Lula que não quis ofender brasileiros com fala sobre Belém

    Merz diz a Lula que não quis ofender brasileiros com fala sobre Belém

    No encontro com Merz neste sábado, Lula falou das belezas de Belém, da comida e das danças típicas da região. Também estavam na pauta do evento outros temas de interesse dos dois países, como o apoio alemão ao TFFF, o fundo para preservação das florestas tropicais lançado pelo Brasil na COP30

    (CBS NEWS) – O primeiro-ministro da Alemanha, Friedrich Merz, disse a Lula (PT) neste sábado (22) que não teve a intenção de ofender Belém e os brasileiros ao expressar alívio por retornar ao seu país depois da COP30. Merz, entretanto, não chegou a se desculpar pela declaração.

    O premiê e o presidente brasileiro tiveram um encontro bilateral de pouco mais de meia hora durante a cúpula do G20, que acontece neste fim de semana em Joanesburgo, na África do Sul.

    Respondendo sobre o encontro à TV Globo depois de participar de uma entrevista coletiva com jornalistas alemães, Merz descreveu a reunião com Lula como “ótima”. O premiê ressaltou que o brasileiro irá a Hanover, na Alemanha, em abril de 2026, para visitar uma feira industrial.

    “Somos amigos próximos. Estou realmente ansioso para encontrá-lo várias vezes no futuro”, acrescentou Merz, que foi pressionado pela oposição na Alemanha após a fala sobre Belém. A declaração, na qual o premiê disse que todos ficaram felizes de ir embora “daquele lugar”, causou mal-estar entre políticos brasileiros como o prefeito de Belém, Igor Normando (MDB), o governador do Pará, Helder Barbalho (MDB), e o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD), que se referiu ao alemão como “filhote de Hitler vagabundo” nas redes sociais.

    No encontro com Merz neste sábado, Lula falou das belezas de Belém, da comida e das danças típicas da região. Também estavam na pauta do evento outros temas de interesse dos dois países, como o apoio alemão ao TFFF, o fundo para preservação das florestas tropicais lançado pelo Brasil na COP30.

    Após a reunião, Merz fez uma publicação em uma rede social e disse: “Foi um prazer revê-lo hoje, presidente Lula” -os dois estiveram juntos na capital paraense no último dia 7 para a Cúpula de Líderes, que antecedeu o início oficial da COP30. “Na próxima vez que estiver em Belém, explorarei mais -desde os passos de dança à gastronomia local e à floresta tropical. Espero fortalecer ainda mais nossa relação de parceria e amizade”, concluiu o primeiro-ministro.

    O governo alemão quer incentivar o investimento privado no Fundo de Florestas. Berlim anunciou € 1 bilhão para a iniciativa na última quarta-feira (21) e espera que o valor “seja um catalisador para mais financiamento privado” e “contribuição fundamental para a abordagem inovadora do TFFF”.

    Segundo o Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento do país, “o mecanismo exato de contribuição ainda está sendo avaliado pelo governo”. A explicação dada à Folha contrasta com a assertiva no meio da semana de Carsten Schneider, ministro do Meio Ambiente, que descreveu o aporte como “subvenção, não investimento”.

    Isso significa que a Alemanha está colocando recursos no fundo sem expectativa de retorno, como uma doação, o que progressivamente aumentaria a participação alemã no fundo. “É particularmente importante que 20% dos recursos sejam destinados diretamente às populações indígenas que vivem na floresta e dela dependem”, disse Carsten em Belém.

    A proposta inicial do governo brasileiro era levantar US$ 25 bilhões com países, valor que alavancaria outros US$ 100 bilhões de investidores privados. A aplicação dos recursos em papéis de mercado, notadamente em título de países em desenvolvimento, geraria rendimentos para remunerar os investidores e também os países que preservarem suas florestas.

    Merz diz a Lula que não quis ofender brasileiros com fala sobre Belém

  • Jovem de 18 anos é encontrada morta debaixo da cama em cruzeiro nos EUA

    Jovem de 18 anos é encontrada morta debaixo da cama em cruzeiro nos EUA

    Anna Kepner, de 18 anos, foi encontrada morta em um navio que seguia de Miami ao Caribe. A polícia investiga se houve envolvimento do meio-irmão, enquanto analisa imagens de segurança e registros do cruzeiro. A família descreve a jovem como dedicada e cheia de planos para o futuro.

    Uma jovem de 18 anos foi encontrada morta sob uma cama em um navio de cruzeiro que navegava pela costa dos Estados Unidos em 8 de novembro. As autoridades agora investigam o possível envolvimento do meio-irmão da vítima.

    Anna Kepner viajava no Carnival Horizon, que fazia a rota entre Miami e o Caribe, quando foi localizada sem vida. Segundo a ABC News, que teve acesso a informações preliminares da investigação, o corpo estava enrolado em um cobertor e coberto por coletes salva-vidas.

    A polícia trabalha com diferentes linhas de apuração. Uma delas aponta para uma possível briga entre Anna e o meio-irmão antes da morte. Outras hipóteses, como emergência médica ou overdose, ainda não foram descartadas.

    Imagens das câmeras de segurança, registros de movimentação por cartão e demais dados coletados no navio estão sendo analisados para determinar onde familiares da jovem estavam no momento do ocorrido.

    Um documento judicial relacionado a um processo de custódia, sem ligação direta com a morte, sugere que o adolescente pode vir a ser responsabilizado. No texto, a madrasta de Anna afirma que o FBI conduz uma investigação ligada ao “falecimento repentino de Anna Kepner, 18 anos”, e pede o adiamento da audiência porque um dos filhos menores pode enfrentar acusações criminais.

    Segundo o documento, qualquer depoimento da madrasta poderia prejudicar o adolescente, motivo pelo qual ela não poderia ser obrigada a testemunhar.

    A família de Anna a descreve como uma jovem cheia de vida, comunicativa e excelente aluna. Parentes afirmaram à ABC News que ela sonhava em seguir carreira militar, havia participado de audições e já conversava com recrutadores. “Ela iluminava qualquer ambiente”, disseram. “Era divertida, fazia todos rirem e tinha uma energia que atraía as pessoas.”

    Jovem de 18 anos é encontrada morta debaixo da cama em cruzeiro nos EUA

  • Moraes acabou com a diplomacia de Lula, diz advogado de Trump

    Moraes acabou com a diplomacia de Lula, diz advogado de Trump

    O advogado de Donald Trump, Martin de Luca, criticou Alexandre de Moraes por decretar a prisão preventiva de Jair Bolsonaro, afirmando que a decisão prejudica a diplomacia de Lula com os EUA. Ele retuitou mensagens de Tarcisio de Freitas e aliados de Trump, todos contrários à medida.

    Martin de Luca, advogado do presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acabou com a diplomacia de Lula, após decretar a prisão preventiva do ex-presidente Jair Bolsonaro, na manhã deste sábado. Luca representou as empresas Rumble e Trump Media em uma queixa civil na Justiça Federal da Flórida contra o ministro Alexandre de Moraes.

    “Lula e Alckmin correram contra o relógio por meses para estabilizar a relação do Brasil com os EUA. Eles sabem que o Brasil caminha sobre gelo fino com Donald Trump. Finalmente, eles receberam o primeiro sinal de boa vontade ontem\”. Porém, completa ele, numa postagem no X, “na manhã seguinte, Moraes sabota todo o esforço diplomático com uma única decisão, exatamente o tipo de excesso que desencadeou a crise\”.

    “Enquanto a equipe de Lula tenta desesperadamente reconstruir a confiança com os EUA, Moraes faz tudo o que pode para provar por que foi sancionado”, escreveu ele. “Se o Brasil quer credibilidade no exterior, talvez devesse começar por pôr a sua própria casa em ordem, porque, neste momento, um homem está desfazendo o trabalho de todos os outros em tempo real.”

    Luca também retuitou um post do governador de São Paulo, Tarcisio de Freitas, também crítico à prisão. “Jair Bolsonaro tem enfrentado todos os ataques e todas as injustiças com a firmeza e a coragem de poucos. Tirar um homem de 70 anos da sua casa, desconsiderando seu grave estado de saúde e ignorando todos os apelos provenientes das mais diversas fontes, todos os laudos médicos e evidências, além de irresponsável, atenta contra o princípio da dignidade humana”, escreveu Tarcisio. “Bolsonaro é inocente e o tempo mostrará. Seguimos firmes ao seu lado e lutaremos para que essa injustiça seja reparada o quanto antes.”

    Luca também retuitou posts do advogado Jason Miller, conselheiro de Trump que atuou por sanções a Moraes. Além de um post do brasilianista texano Brian Winter, todos contrários à prisão preventiva.

    Moraes acabou com a diplomacia de Lula, diz advogado de Trump

  • Lula alerta que o funcionamento do G20 está ameaçado; entenda

    Lula alerta que o funcionamento do G20 está ameaçado; entenda

    Em discurso na cúpula do G20, Lula alertou que o bloco pode perder relevância após o boicote dos EUA e defendeu diálogo entre países ricos e emergentes. O presidente destacou impactos da guerra da Ucrânia, desigualdade global e dívidas públicas como ameaças que exigem soluções conjuntas e urgentes.

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta sexta-feira que o G20 corre risco de perder sua capacidade de atuação após o boicote dos Estados Unidos à cúpula que começou em Joanesburgo, na África do Sul. Segundo ele, o grupo só continuará relevante se mantiver o diálogo amplo entre países desenvolvidos e emergentes.

    Lula declarou que o funcionamento do G20 como espaço de coordenação internacional “está ameaçado”, sem citar diretamente os EUA, que decidiram não participar dos debates. O presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou o boicote após afirmar, no início de novembro, que sul-africanos brancos estariam sendo mortos e tendo terras confiscadas ilegalmente, acusações rejeitadas com veemência pelo governo da África do Sul.

    Com a decisão de Washington, o país será representado apenas pelo encarregado de negócios da embaixada em Pretória, Marc Dillard, na cerimônia de domingo. Nessa data, a África do Sul entrega a presidência rotativa do G20 justamente aos Estados Unidos, que assumem o comando em 1º de dezembro.

    Durante seu discurso, Lula defendeu que o bloco continue sendo um espaço para enfrentar os principais desafios globais. Ele citou o impacto da guerra da Ucrânia nas cadeias de energia e alimentos e mencionou as dificuldades estruturais da América Latina e do Caribe, que, segundo ele, seguem sem perspectiva de solução.

    O presidente brasileiro também alertou que problemas como desigualdade extrema e sobrecarga de dívidas públicas já configuram ameaças sistêmicas. Lula afirmou que quase metade da população mundial vive em países que gastam mais com o serviço da dívida do que com saúde ou educação, e defendeu mecanismos que permitam trocar dívidas por investimentos em desenvolvimento e ações climáticas.

    Lula pediu ainda que a desigualdade seja tratada como uma emergência global e que normas e instituições internacionais sejam reformuladas para reduzir assimetrias entre países ricos e pobres.

    A cúpula do G20, que termina no domingo, discute temas como crescimento econômico sustentável, comércio internacional, financiamento para o desenvolvimento e o endividamento dos países mais pobres.

    Criado em 1999, o G20 reúne 19 nações entre elas Brasil, Estados Unidos, China, Índia e Alemanha além da União Europeia e da União Africana.

    Lula alerta que o funcionamento do G20 está ameaçado; entenda

  • Europa sob pressão após navio com 3 mil vacas virar “navio da morte”

    Europa sob pressão após navio com 3 mil vacas virar “navio da morte”

    Organizações denunciam que o Spiridon 2 percorre o oceano há mais de dois meses com animais doentes, mortos e sem condições mínimas de bem-estar. Sem porto para atracar, o caso pressiona autoridades europeias a agir e rever regras do transporte marítimo de animais vivos.

    A situação do navio Spiridon 2, que circula há mais de dois meses com quase três mil vacas a bordo, levou organizações de proteção animal a exigirem que a Europa intervenha para evitar uma tragédia ao longo do transporte marítimo de animais vivos. O caso, considerado um dos piores dos últimos anos, colocou autoridades e entidades sob forte pressão.

    O Spiridon 2 deixou Montevidéu em 20 de setembro com 2.901 bovinos destinados à Turquia. A embarcação chegou ao porto de Bandirma em 22 de outubro, mas foi impedida de atracar por falhas de documentação e divergências na identificação dos animais. Sem autorização, o navio ficou quase um mês parado em alto-mar até ser obrigado a retornar. Agora, segue em direção à Líbia antes de voltar ao Uruguai, com previsão de chegada no meio de dezembro.

    Segundo a AWF e a Oipa, metade das vacas estaria prenhe. As entidades afirmam que mais de 140 bezerros nasceram durante a viagem, sem qualquer informação sobre sua sobrevivência. Há ainda o registro de 58 mortes confirmadas a bordo, com carcaças em decomposição no interior da embarcação. As organizações descrevem o Spiridon 2 como “um navio da morte”, alegando que os animais vivem sobre fezes acumuladas, sem ventilação adequada, sem descanso e possivelmente sem abastecimento recente de ração, água ou cuidados veterinários.

    O governo turco justificou a recusa ao navio citando ausência de brincos e chips eletrônicos e inconsistências entre a carga e a documentação entregue. Autoridades uruguaias, porém, apontam que a disputa seria comercial, não sanitária.

    Diante da situação, grupos de proteção animal pedem que a União Europeia intervenha imediatamente. As entidades querem inspeções obrigatórias em portos, mudanças na legislação e mecanismos que impeçam que navios continuem navegando com animais em condições extremas. Segundo a Oipa, se nenhuma ação for tomada, “parte do rebanho pode não sobreviver até o desembarque”.

    Europa sob pressão após navio com 3 mil vacas virar “navio da morte”