Categoria: MUNDO

  • Números de brasileiros deportados dos EUA chega a 2,2 mil e bate recorde

    Números de brasileiros deportados dos EUA chega a 2,2 mil e bate recorde

    De janeiro a outubro deste ano, 2.262 imigrantes brasileiros foram retirados dos Estados Unidos; veja ranking de brasileiros deportados dos EUA por ano

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O número de brasileiros deportados dos Estados Unidos atingiu em 2025 o maior patamar desde o início da série histórica, em 2020. De janeiro a outubro deste ano, 2.262 imigrantes do Brasil foram retirados dos EUA. O número supera em 36% o total registrado em todo o ano de 2024. Antes do recorde, o maior número de deportados havia sido em 2021, com 2.188 brasileiros deixando os EUA.

    Deportações em voos coletivos começaram em outubro de 2019, durante o primeiro mandato de Donald Trump. Dos cerca de 5 milhões de brasileiros que vivem no exterior, 2 milhões estão nos EUA. Desse total, entre 230 mil e 300 mil estão lá de forma irregular. Cerca de 30 mil ainda estão com ordens de deportação.

    Em janeiro, passageiros relataram condições degradantes, como uso de algemas e até 12 horas sem alimentação, em um dos voos. Os relatos motivaram críticas do governo brasileiro. Autoridades solicitaram a remoção das algemas ao receber os deportados, afirmando que a prática é incompatível com as normas locais. O episódio reacendeu debates sobre as diferenças culturais, jurídicas e políticas entre os dois países.

    Mais de 400 mil imigrantes foram deportados desde o início do governo Trump. A Casa Branca afirma estar cumprindo promessas feitas durante a campanha eleitoral do republicano.

    Veja ranking de brasileiros deportados dos EUA por ano:

    2025: 2262
    2024: 1660
    2023: 1256
    2022: 1423
    2021: 2188
    2020: 1138

    Números de brasileiros deportados dos EUA chega a 2,2 mil e bate recorde

  • Hamas diz estar "pronto" para aceitar plano de Trump e libertar reféns

    Hamas diz estar "pronto" para aceitar plano de Trump e libertar reféns

    A informação foi divulgada pela rede Al Jazeera;

    Omovimento islamita Hamas anunciou, durante a noite desta sexta-feira, que está “pronto” para aceitar o plano para a paz na Faixa de Gaza delineado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e para libertar todos os reféns israelitas – vivos ou mortos. 

    “O movimento afirma a sua disponibilidade para entrar imediatamente em negociações através de mediadores para discutir os detalhes deste acordo”, afirmou o Hamas num comunicado partilhado no Telegram, citado pela Al Jazeera. 

    [Notícia em atualização]

     

    Hamas diz estar "pronto" para aceitar plano de Trump e libertar reféns

  • Candidato de Milei em legislativas admite dinheiro de suspeito de tráfico e amplia crise do governo

    Candidato de Milei em legislativas admite dinheiro de suspeito de tráfico e amplia crise do governo

    Presidente da Argentina apoiou deputado, que teve de se justificar após a divulgação de um documento bancário; principal nome do governismo para as eleições na província de Buenos Aires mantém candidatura

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – O grupo político de Javier Milei já tem uma nova crise pré-eleitoral para chamar de sua, após a divulgação na noite de quinta-feira (2) de um extrato do Bank of America apontando que o principal candidato a deputado de A Liberdade Avança na província de Buenos Aires recebeu US$ 200 mil (cerca e R$ 1 milhão) de um suspeito de envolvimento com narcotráfico.

    José Luis Espert, que no dia anterior havia se negado a dizer a jornalistas em um programa de TV se havia recebido os dólares de Fred Machado, argentino investigado nos EUA, teve de publicar um vídeo em suas redes sociais para explicar o documento bancário, divulgado primeiro pelo jornal La Nacion.

    No vídeo, ele admitiu ter recebido pagamentos da empresa de mineração Minas del Pueblo, da Guatemala, associada a Machado, mas garantiu que eram relacionados ao seu trabalho como consultor econômico. Segundo Espert, Machado o ajudou em sua campanha de 2019 para a Presidência, mas que o pagamento foi relacionado a uma atividade privada.

    “Machado foi um dos tantos colaboradores na campanha de 2019; além disso, me disse que uma empresa de mineração vinculada a ele necessitava de meus serviços como economista”, disse.

    “Nunca recebi dinheiro que não fosse devidamente justificado ou dos quais se pudesse suspeitar de origem ilícita”, seguiu o deputado, que tenta um novo mandato. “Posso ter pecado por ser ingênuo, mas nunca criminoso.”

    Machado está em prisão domiciliar na cidade argentina de Viedma, enquanto a Justiça dos EUA pede que ele seja extraditado. Os americanos investigam se ele faz parte de uma rede de narcotráfico atuando no braço logístico, por meio de uma empresa de aviões particulares que atuariam para o tráfico de drogas.
    Machado chegou a emprestar um avião para que Espert viajasse ao interior da Argentina para apresentar um livro, antes que ele fosse eleito deputado.

    A revelação no vídeo gerou reações variadas nas redes sociais, com apoiadores dizendo que Espert é alvo de um crise fabricada pelos opositores kirchneristas e, por outro lado, críticos questionando a origem do dinheiro recebido.

    Opositores da sigla A Liberdade Avança apontaram que houve uma mudança no discurso de Espert. Até então, ele minimizava o papel de Machado em sua campanha; agora, admite que recebeu recursos, mas sem saber a origem do dinheiro.

    Além disso, Espert havia criticado José Bonacci, presidente do partido Unite, por utilizar recursos de Machado. Bonacci, por sua vez, respondeu às acusações, criticando Espert e dizendo que o deputado de Milei tinha conhecimento da origem dos recursos.

    “O professor Espert desmantelando a operação imunda e grosseira montada pelo kirchnerismo. Os kirchneristas estão envolvidos em casos de corrupção e, como qualquer ladrão, acreditam em outros da sua laia”, defendeu Milei, no X, compartilhando o vídeo do candidato.

    A decisão de Milei de apoiar Espert como candidato a deputado nacional em Buenos Aires gerou preocupação na Casa Rosada, a poucos dias das eleições legislativas nacionais de 26 de outubro.

    A postura do presidente é semelhante à que ele adotou após estourar o escândalo dos áudios atribuídos a Diego Spagnuolo, ex-diretor da Andis (agência para pessoas com deficiência), que revelariam um suposto esquema de propinas na compra de medicamentos beneficiando a irmã de Milei, Karina.

    O caso dos áudios atingiu o governo semanas antes das eleições legislativas locais na província de Buenos Aires, em 7 de setembro, quando o partido de Milei sofreu uma derrota de 13 pontos de diferença.

    Por outro lado, membros do governo, como a ministra da Segurança, Patricia Bullrich, consideram que já não há mais justificativas viáveis e que seria tarde demais para Espert tentar se explicar e que ele deveria desistir da candidatura. O temor de Bullrich, que esperava ter uma eleição confortável para o Senado em outubro, é que o novo escândalo tire votos dos mileístas.

    Apesar de o escândalo ter tomado maiores dimensões nos últimos dias, o parlamentar não parece disposto a desistir da candidatura -mesmo que o faça, seu nome e sua foto vão continuar aparecendo nas cédulas eleitorais, que já foram impressas, ao lado do emblema do partido de Milei.

    Espert também preside a comissão de Orçamento na Câmara dos Deputados, e os parlamentares também pedem que ele deixe essa função.

    O político é conhecido pelo seu discurso agressivo contra a criminalidade e já chegou a dizer que pessoas ligadas ao narcotráfico não merecem direitos humanos. “Contra o delinquente, é cadeia ou bala; contra o narcotraficante, só bala”, disse em uma entrevista.

    Candidato de Milei em legislativas admite dinheiro de suspeito de tráfico e amplia crise do governo

  • Trump dá ao Hamas até domingo para aceitar plano de paz para Gaza

    Trump dá ao Hamas até domingo para aceitar plano de paz para Gaza

    “Se este acordo de ÚLTIMA OPORTUNIDADE não for alcançado, um INFERNO como nunca visto antes vai instalar-se contra o Hamas”, ameaçou o presidente dos Estados Unidos na rede social Truth Social

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu ao Hamas um prazo firme para aceitar o plano de paz dos EUA para Gaza, garantindo que se instalará “um inferno” se este acordo não foi aceito até domingo

    Trump recorreu à sua rede social Truth Social esta sexta-feira para estabelecer as 18h00 de domingo (19h em Brasília) como data limite para chegar a um acordo.  “Todos os países assinaram! Se este acordo de ÚLTIMA OPORTUNIDADE não for alcançado, um INFERNO como nunca visto antes vai instalar-se contra o Hamas”, escreveu.

    O Presidente apela também “a todos os palestinos inocentes” para que abandonem “imediatamente esta área potencialmente mortal” rumo a zonas mais seguras, sem especificar a que áreas se referia.

    Revelado na segunda-feira pelo atual Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao lado do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o plano prevê um cessar-fogo, a libertação, em 72 horas, dos reféns detidos em Gaza, o desarmamento do movimento palestino Hamas, uma retirada progressiva israelita do território e a criação de uma autoridade de transição supervisionada pelo presidente americano.

    O Hamas indicou que está a analisar este plano, reservando a sua resposta.

    Washington tem promovido a criação de uma “zona humanitária” em Al-Mawasi, na costa de Gaza, como destino sugerido para civis deslocados, sendo essa uma das alternativas evocadas nas redes e por responsáveis norte-americanos.

    O próprio Hamas indicou recentemente que precisava de mais tempo para analisar a proposta, antes de o Presidente norte-americano publicar o ultimato.

    Não houve até ao momento uma resposta pública definitiva do movimento sobre a nova data-limite anunciada por Trump.

    A ameaça norte-americana ocorre num contexto de forte escalada na Faixa de Gaza: Israel lançou uma ofensiva de larga escala em meados de setembro, com as operações concentradas na Cidade de Gaza, considerada por Telavive o último bastião do Hamas.

    Desde o início da guerra, em outubro de 2023, os confrontos já provocaram dezenas de milhares de mortos e um desastre humanitário que tem forçado cerca de dois milhões de residentes a deslocarem-se repetidamente dentro do enclave.

    Trump dá ao Hamas até domingo para aceitar plano de paz para Gaza

  • Número de refugiados na Alemanha atinge número recorde

    Número de refugiados na Alemanha atinge número recorde

    Estudo da Fundação Rockwool mostra que o país concentra o maior número de refugiados da União Europeia, impulsionado por sírios e ucranianos nos últimos anos. Apesar disso, os novos pedidos de asilo caíram de 330 mil em 2023 para 230 mil em 2024

    O número de refugiados que vivem na Alemanha atingiu um recorde em 2024, chegando a 2,75 milhões, segundo estudo da Fundação Rockwool divulgado em Berlim. O dado representa um aumento em relação a 2023, quando o país registrava 2,6 milhões, consolidando-se como a nação da União Europeia (UE) que mais abriga refugiados. Em 2010, esse número era de apenas 600 mil.

    De acordo com o relatório, o crescimento foi impulsionado principalmente pela chegada de sírios, a partir de 2015, e de ucranianos, a partir de 2022. Ainda assim, o número de novos pedidos de asilo caiu: foram 230 mil em 2024 contra 330 mil em 2023.

    O diretor da fundação, Christian Dustmann, elogiou o anúncio do ministro do Interior alemão, Alexander Dobrindt, que prevê acesso dos solicitantes de asilo ao mercado de trabalho após três meses de permanência. Em nota, afirmou que estudos mostram que longos procedimentos de asilo sem acesso ao emprego têm sérias consequências negativas para a integração. Ele destacou também que é difícil compreender por que pessoas qualificadas são privadas da oportunidade de contribuir com o mercado de trabalho alemão em estágio inicial.

    Na comparação proporcional, a Alemanha ocupa o terceiro lugar da UE, com 3,3% de refugiados em relação à população. O Chipre lidera, com 4,7%, seguido pela República Checa, com 3,6%. A Polônia, que acolhe 1,1 milhão de refugiados, a maioria ucranianos, e a França, com cerca de 720 mil, também figuram entre os países que mais recebem.

    No total, o número de refugiados em toda a União Europeia chegou a 7,8 milhões em 2024, frente a 7,4 milhões no ano anterior. Em 2014, eram apenas 1,2 milhão, o que mostra que em uma década o contingente se multiplicou quase oito vezes.

    O levantamento foi elaborado a partir de dados do Eurostat e do Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR).

     

    Número de refugiados na Alemanha atinge número recorde

  • Itália acorda em greve geral e com manifestações contra Israel

    Itália acorda em greve geral e com manifestações contra Israel

    Pelo segundo dia consecutivo, cerca de 10 mil pessoas se reuniram no Coliseu de Roma após protestos iniciados na estação Termini, onde trens foram cancelados ou sofreram atrasos de mais de uma hora

    Uma greve geral convocada por sindicatos contra a interceptação da flotilha humanitária Global Sumud por Israel paralisou os transportes nas principais cidades da Itália nesta sexta-feira (3).

    Pelo segundo dia consecutivo, cerca de 10 mil pessoas se reuniram no Coliseu de Roma após protestos iniciados na estação Termini, onde trens foram cancelados ou sofreram atrasos de mais de uma hora.

    “Não há lugares vazios. Isso mostra a humanidade e a determinação das pessoas honestas que querem pôr fim ao genocídio, enquanto governos fingem não ver ou são cúmplices do que acontece em Gaza”, disse o líder sindical da CGIL, Maurizio Landini, à rádio Anch’io.

    Em Milão e outras cidades italianas, a paralisação também afetou transportes públicos e o trânsito. A estatal ferroviária Trenitalia alertou que os impactos devem se estender até 20h59 (horário local). O vice-premiê e ministro dos Transportes, Matteo Salvini, afirmou que “um milhão de italianos ficará parado nos trens hoje”.

    Na véspera, manifestações pró-Palestina ocorreram em Lisboa e no Porto, em apoio aos ativistas da flotilha internacional detidos por Israel, entre eles a deputada e líder do Bloco de Esquerda, a atriz Sofia Aparício, o ativista Miguel Duarte e Diogo Chaves, cujo nome foi confirmado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros de Portugal.

    Também foram presos 30 espanhóis, 22 italianos, 21 turcos, 12 malaios, 11 tunisianos, 11 brasileiros, 10 franceses, além de cidadãos dos EUA, Reino Unido, Alemanha, México e Colômbia. Pela lei israelense, os detidos podem ser deportados em até 72 horas ou aceitar a expulsão voluntária, como já ocorreu em junho com quatro dos 12 ativistas capturados em outra embarcação.

    A ofensiva militar israelense em Gaza, iniciada em 16 de setembro para eliminar o “último bastião” do Hamas, já causou a morte de mais de 66 mil palestinos, segundo autoridades locais, e levou mais de um milhão de pessoas a deixar suas casas rumo ao sul da Faixa de Gaza.
     
     

    Itália acorda em greve geral e com manifestações contra Israel

  • Mulher acha que tem apendicite, mas descobre parto surpresa em hospital

    Mulher acha que tem apendicite, mas descobre parto surpresa em hospital

    Aos 26 anos, Megan deu entrada no pronto-socorro com fortes dores abdominais e saiu de lá mãe do pequeno Jaxson. Sem sintomas aparentes de gravidez, a jovem descobriu a gestação apenas minutos antes do parto dentro da ambulância

    Uma jovem de 26 anos deu entrada em um hospital de Blackburn, na Inglaterra, com fortes dores abdominais e suspeita de apendicite. Após a realização de exames, os médicos descobriram que, na verdade, ela estava em trabalho de parto. O caso ocorreu em 9 de setembro, mas só ganhou repercussão nesta quinta-feira (2), em reportagem do New York Post.

    Megan Isherwood, gerente de bar, relatou que sentiu mal-estar durante o expediente e pediu ajuda a uma amiga, acreditando que estava com hipoglicemia. Ao vê-la, Gabbie acionou o serviço de emergência, já que Megan apresentava taquicardia, náuseas e dores intensas no lado direito da barriga. Os sintomas levaram os médicos a solicitar exames de imagem, mas o resultado surpreendeu: um bebê aparecia nas imagens.

    Encaminhada às pressas para uma maternidade, Megan não chegou a ser internada. Dentro da ambulância, entrou em trabalho de parto e deu à luz o pequeno Jaxson. “Fiquei sem palavras. Não tive inchaço nem sintomas, ele simplesmente apareceu do nada”, disse a jovem ao jornal.

    O bebê foi levado para a UTI neonatal com dificuldades respiratórias, enquanto a mãe ficou em observação. Ambos receberam alta no dia 25 de setembro. Sobre o pai da criança, Megan afirmou tratar-se de um rapaz com quem manteve encontros casuais.

    Mulher acha que tem apendicite, mas descobre parto surpresa em hospital

  • Hamas promete resposta em breve ao plano de Trump para a Faixa de Gaza

    Hamas promete resposta em breve ao plano de Trump para a Faixa de Gaza

    Plano de paz de Trump para Gaza enfrenta resistência no Hamas, que promete resposta rápida. Enquanto a ala política cogita ajustes, a militar rejeita totalmente a proposta, que prevê desarmamento do grupo e abre caminho para um futuro Estado palestino

    O Hamas afirmou que vai divulgar em breve sua posição oficial sobre o novo plano de paz apresentado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para encerrar a guerra na Faixa de Gaza.

    Em entrevista à rede Al Jazeera, do Catar, o dirigente Mohamed Nazzal destacou que o movimento “não aceita ameaças, imposições ou pressões” de governos e instituições internacionais, e garantiu que a resposta será rápida, levando em conta os interesses estratégicos e políticos dos palestinos.

    Nazzal reiterou que o grupo está comprometido em buscar um acordo, mas rejeitou a ideia de que uma trégua represente abrir mão de direitos. “Tempo é sangue”, disse, reforçando que o Hamas tem críticas ao plano entregue na segunda-feira, mas reivindica o direito de debater os termos.

    Enquanto isso, a BBC noticiou que Izz al-Din al-Haddad, líder da ala militar do Hamas em Gaza, já indicou aos mediadores que não aceita a proposta. Ele acredita que o plano busca a eliminação do Hamas, independentemente da posição do grupo, e estaria decidido a continuar a luta.

    O plano norte-americano, aceito por Israel, prevê 20 pontos, incluindo o desarmamento do Hamas e a exclusão do grupo do futuro governo de Gaza. Parte da liderança política do movimento, sediada no Catar, estaria aberta a ajustes, mas sua influência é limitada, já que não controla os reféns em poder da ala militar. Estima-se que 48 pessoas ainda estejam detidas, sendo apenas 20 vivas.

    A desconfiança do Hamas também se deve ao temor de que Israel retome ataques após a libertação dos reféns. A percepção foi reforçada pela tentativa recente de Tel Aviv de assassinar líderes do movimento em Doha, contra a vontade dos EUA.

    Outro ponto sensível é a previsão do envio de uma “Força Internacional de Estabilização temporária” a Gaza, rejeitada pelo grupo por ser vista como forma de ocupação. Além disso, declarações do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, contrariam os termos americanos, já que ele defendeu a permanência de militares israelenses em partes de Gaza e reafirmou oposição à criação de um Estado palestino.

    Segundo autoridades locais, a guerra iniciada após o ataque do Hamas em Israel, que deixou cerca de 1.200 mortos e 251 reféns, já provocou ao menos 66.225 mortos e 168.938 feridos em Gaza, a maioria civis. A ONU considera os números confiáveis.

    O documento elaborado por Trump prevê que, caso seja concluído, possa abrir caminho para a autodeterminação palestina e, eventualmente, a criação de um Estado próprio.

     

    Hamas promete resposta em breve ao plano de Trump para a Faixa de Gaza

  • Drones paralisam aeroporto de Munique por mais de nove horas

    Drones paralisam aeroporto de Munique por mais de nove horas

    Após mais de nove horas de paralisação causada pelo sobrevoo de drones não identificados, o Aeroporto de Munique retomou as operações. O incidente afetou milhares de passageiros, cancelou voos e coincidiu com o último fim de semana da Oktoberfest, aumentando a tensão na Alemanha

    O tráfego aéreo foi retomado na manhã desta sexta-feira (3) no Aeroporto de Munique, após mais de nove horas de paralisação provocada pelo sobrevoo de drones de origem desconhecida.

    Segundo o portal oficial do aeroporto, os voos voltaram a decolar por volta das 1h50 (horário de Brasília).

    De acordo com os aeroportos de Lisboa, Porto e Faro, a suspensão não afetou os voos entre essas cidades portuguesas e Munique, operados por TAP, Lufthansa e Condor.

    A operadora do aeroporto informou que 17 voos programados para a noite de quinta-feira (2) foram cancelados, afetando cerca de 3 mil passageiros. Para atender os viajantes retidos, as autoridades disponibilizaram camas de campanha, cobertores, bebidas e alimentos.

    Outros 15 voos tiveram de ser desviados para aeroportos em Estugarda, Nuremberg, Frankfurt e até Viena, na Áustria.

    As primeiras restrições começaram às 15h30 (horário de Brasília), quando drones foram avistados na região do aeroporto, segundo a Polícia Federal da Alemanha. A suspensão total ocorreu por volta das 16h30 (horário de Brasília), após os equipamentos sobrevoarem diretamente as pistas.

    Até o momento, a polícia não conseguiu identificar a origem, a quantidade ou o tipo dos drones detectados.

    O incidente ocorre em meio ao último fim de semana da Oktoberfest, tradicional festival de cerveja que atrai centenas de milhares de visitantes a Munique. O evento já havia sido parcialmente interrompido na quarta-feira (1º), após uma ameaça de bomba.

    Casos semelhantes vêm sendo registrados em outros países europeus. Em setembro, o aeroporto de Copenhague ficou fechado por quatro horas devido à presença de drones, afetando 20 mil passageiros. Autoridades dinamarquesas levantaram suspeitas de ligação com a Rússia, hipótese negada pelo governo russo.

    Nos últimos dias, drones também foram avistados na Polônia, Romênia e sobrevoando áreas próximas ao espaço aéreo da Estônia, em meio a um aumento das tensões na região.
     
     

    Drones paralisam aeroporto de Munique por mais de nove horas

  • Itamaraty visitará brasileiros da flotilha detidos em Israel; ao menos 12 foram presos

    Itamaraty visitará brasileiros da flotilha detidos em Israel; ao menos 12 foram presos

    A informação sobre a visita foi anunciada pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma reunião com parlamentares nesta quinta (2) em Brasília

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Diplomatas do Itamaraty devem visitar nesta sexta-feira (3) os brasileiros detidos por Israel que integravam a flotilha Global Sumud. A informação foi anunciada pelo ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, em uma reunião com parlamentares nesta quinta (2) em Brasília.

    Membros da chancelaria também confirmaram a informação à Folha de S.Paulo e explicaram que a visita está prevista para sexta devido ao feriado de Yom Kippur nesta quinta (2), dia sagrado do judaísmo. Os barcos foram interceptados na quarta (1º).

    Ao menos 12 brasileiros que integravam a flotilha foram detidos, segundo a assessoria do movimento. O grupo é diverso e inclui o ativista Thiago Ávila; Mariana Conti, vereadora de Campinas pelo PSOL; Luizianne Lins, deputada federal pelo PT; e a presidente do PSOL no Rio Grande do Sul, Gabi Tolotti

    “Estamos muito preocupados”, afirma a deputada federal Fernanda Melchionna (PSOL-RS), que estava na reunião com o ministro. “Reafirmamos a necessidade do imediato regresso dos brasileiros.”

    A iniciativa tentava romper o bloqueio de Israel e levar ajuda humanitária à Faixa de Gaza. Os organizadores da flotilha afirmam que perderam contato com dois brasileiros, o cineasta Miguel de Castro, que estava no barco Catalina, e o ativista João Aguiar, que estava à bordo do veleiro Mikeno.

    O paradeiro deles é desconhecido. Acredita-se que eles também tenham sido detidos, mas não há confirmação. Os organizadores afirmam que não houve mais sinais de navegação desde a interceptação.

    Já o fotojornalista Hassan Massoud não foi detido pois ele estava a bordo do barco Shein, com advogados e membros da imprensa, que não entrou na zona de risco de interceptação. Segundo o movimento, a embarcação funcionava como observadora.

    O Itamaraty publicou uma nota nesta quinta condenando a interceptação. “O governo brasileiro deplora a ação militar do governo de Israel, que viola direitos e põe em risco a integridade física de manifestantes em ação pacífica. No contexto dessa operação militar condenável, passa a ser de responsabilidade de Israel a segurança das pessoas detidas”, afirmou o Ministério das Relações Exteriores.

    Tel Aviv afirmou nesta quinta que deportará para a Europa os ativistas da flotilha.

    O Ministério de Relações Exteriores israelense afirmou em um post no X que os ativistas “estão a caminho de Israel com segurança e tranquilidade”, onde serão iniciados os “procedimentos de deportação para a Europa”. A pasta não esclareceu para quais países os detidos serão enviados.

    A publicação é acompanhada por uma fotografia de Thiago Ávila sentado ao lado da sueca Greta Thunberg, que também participou da empreitada.

    O ministério também disse que nenhuma embarcação conseguiu furar o bloqueio. “Um último barco desta provocação permanece à distância. Caso se aproxime, também será impedido em sua tentativa de entrar em uma zona ativa de combate e romper o bloqueio”, afirmou.
    Veja, abaixo, a lista de todos os brasileiros detidos.

    Ariadne Telles
    Bruno Gilga
    Gabriele Tolotti
    Lisiane Proença
    Lucas Gusmão
    Luizianne Lins
    Magno Costa
    Mariana Conti
    Mansur Peixoto
    Mohamad El Kadri
    Nicolas Calabrese
    Thiago Ávila

    Itamaraty visitará brasileiros da flotilha detidos em Israel; ao menos 12 foram presos