Categoria: MUNDO

  • F-35 só empata jogo da Arábia Saudita com Israel no papel

    F-35 só empata jogo da Arábia Saudita com Israel no papel

    Aeronave só era operada pelo Estado judeu no Oriente Médio, mas experiência de combate é inigualável entre os rivais; Trump tenta afastar Riad da diversificação e da China, mas venda pode ser vetada como ocorreu com os Emirados

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Além de isentá-lo publicamente pela morte de um jornalista e outras violações de direitos humanos, Donald Trump entregou ao príncipe Mohammed bin Salman o instrumento que a Arábia Saudita tanto desejava para buscar uma equiparação com Israel, a mais temida potência militar do Oriente Médio.

    Os caças F-35A prometidos ao reino pelos Estados Unidos só eram operados na região pelo Estado judeu, e no papel haverá um maior equilíbrio entre as forças aéreas de suas duas maiores máquinas mlitares.

    É preciso enfatizar o “no papel”. Israel tem uma capacidade de combate provada por uma existência toda forjada em guerras, que chegou a um patamar novo com os conflitos decorrentes do ataque do Hamas no 7 de outubro de 2023.

    Desde então, sua Aeronáutica provou-se letal com adversários menos capazes de se defender, como os terroristas da Faixa de Gaza, mas também contra o Irã, que viu seus recursos antiaéreos dizimados pelos israelense em junho passado.

    Já os sauditas, de longe donos do maior gasto militar regional, penaram durante sua intervenção direta na guerra civil do Iêmen, que durou de 2015 a 2022. Como nota análise anual do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, de Londres, foram expostas fraquezas no poder aéreo e no bombardeio de precisão de Riad.

    Ainda assim, os F-35 são uma aquisição disputada na região. Em 2019, Trump aprovou a venda de 50 F-35A por US$ 10,4 bilhões para os Emirados Árabes Unidos, que haviam concordado em ser os principais artífices dos Acordos de Abrãao -a normalização das relações com Israel de Estados árabes, visando isolar o Irã xiita.

    Em 2021, contudo, o novo governo de Joe Biden congelou a venda, alegando que os emiratis estavam muito próximos da China, que também buscou elevar a relação com Riad quando patrocinou a retomada dos laços diplomáticos entre sauditas e iranianos no ano passado.

    O caso dos Emirados é um conto cautelar, claro, mas o momento político é outro. Trump parece decidido a retomar o projeto Abraão, agora que algum tipo de encaminhamento para a faixa de Gaza está em curso.

    Ele até obrigou Binyamin Netanyahu a se desculpar na sua frente com o emir do Qatar pelo ataque contra membros do Hamas no reino do Golfo. O foco é fazer Bin Salman selar a paz com Israel, algo que parece muito difícil ainda com o belicoso premiê no poder.

    A desconfiança é tanta que os sauditas fecharam em setembro um pacto com o Paquistão que, na prática, os transformaram em uma potência nuclear ao prever assistência com armas do tipo do país islâmico em caso de conflito.

    Isso tudo explica o empurrão militar, além da necessidade de tirar Riad da rota de diversificação. Dada a resistência americana a fornecer as tecnologias furtivas ao radar do F-35, os sauditas equiparam sua frota com Eurofighter Typhoon europeus. Há hoje 71 desses modelos avançados ao lado de 217 F-15 americanos mais antigos, além de 65 aviões de ataque europeus Tornado.

    Os sauditas, como os emiratis agora, namoraram até a ideia de adquirir armas russas, algo mais complexo dado o comprometimento da indústria do país de Vladimir Putin com a guerra na Ucrânia.

    O sobrevoo da Casa Branca quando o príncipe chegou foi, com efeito, feito por F-35 e também F-15, sugerindo o interesse americano na grande compra de caças para substituir os modelos mais antigos do poderoso caça. Hoje, estão de olho nesse mercado o próprio Eurofighter e o francês Rafale.

    Os bolsos de Bin Salman são fundos. Em 2024, segundo o instituto de Londres, o país gastou 6,5% de seu Produto Interno Bruto com defesa, tendo o sétimo maior orçamento do mundo. Isso equivale a 34,3% do volume despendido no setor no Oriente Médio.

    Israel também gasta bastante: no ano passado, elevou em 79% as despesas e empenhou 6,4% do PIB com suas guerras. Tem hoje o 13º maior orçamento militar do planeta. O Estado judeu voa 39 dos 50 F-35 que encomendou, e foi o primeiro operador do modelo a usá-lo em combate. Sua frota de ataque, com 310 aeronaves, tem também F-15 e F-16 americanos.

    F-35 só empata jogo da Arábia Saudita com Israel no papel

  • Trump se irrita com pergunta e diz que Epstein era um 'pervertido doente'

    Trump se irrita com pergunta e diz que Epstein era um 'pervertido doente'

    Trump decidiu ofender um jornalista que o questionou sobre a liberação dos arquivos de Jeffrey Epstein, no qual o presidente norte-americano é citado

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Em meio a discussão sobre a liberação dos arquivos de Jeffrey Epstein pela Câmara dos Estados Unidos, Donald Trump falou mais uma vez sobre o caso.

    Trump não gostou da pergunta sobre o caso Epstein e chamou o repórter de “péssimo”. Isso aconteceu em uma entrevista para jornalistas na Casa Branca, durante visita do príncipe saudita Bin Salman.

    Presidente foi questionado sobre o que espera sobre a divulgação dos arquivos de Epstein. Ele se irritou com a pergunta e continuou disparando contra o repórter da ABC News: “Eu acho que você é um repórter péssimo (…) pergunta terrível, pessoa terrível”, concluiu

    Republicano se defendeu dizendo não ter relação com o caso. Ele acredita que a discussão sobre os arquivos de Epstein seja uma “farsa democrática”.

    “Eu não tenho nada a ver com Jeffrey Epstein. Eu o joguei fora do meu clube há muitos anos, porque eu pensei que ele era um pervertido doente. Mas acho que me acahei certo”, disse Donald Trump.

    Trump foi ligado a Epstein após seu nome aparecer em e-mails recentemente divulgados. Apesar disso, ele nega ter conexão com os crimes sexuais cometidos.

    Trump se irrita com pergunta e diz que Epstein era um 'pervertido doente'

  • Segurança? Louvre fecha galeria devido a "fragilidade de vigas"

    Segurança? Louvre fecha galeria devido a "fragilidade de vigas"

    A fragilidade de algumas vigas da Galeria Campana, no Museu do Louvre, que sustentam os pisos do segundo andar na ala sul levou ao encerramento do espaço, que exibe uma coleção de vasos gregos

    O Museu do Louvre está, de novo, com problemas de segurança: desta vez, não por causa de um assalto, mas sim devido a problemas estruturais da Galeria Campana, onde é exibida uma coleção de vasos gregos.

    A fragilidade das vigas deve-se, em parte, ao fato de as últimas renovações terem sido feitas na década de 30.

    “A EPML iniciou imediatamente uma investigação complementar para determinar as causas destas alterações recentes e realizar os trabalhos necessários o mais rápido possível”, continuou a mesma nota. 

    A Galeria Campana, como é conhecida hoje, só abriu ao público em 2023. No início de 2020, o espaço foi alvo de uma intervenção significativa, que teve como prioridade a modernização da ala – e não a segurança, segundo relata o jornal Le Parisien.

    O encerramento acontece cerca de um mês depois de o museu mais famoso do mundo ter sido assaltado por um grupo de homens encapuzados. Em 19 de outubro, os assaltantes conseguiram invadir a Galeria Apollo e roubar oito peças da coleção de joias de Napoleão. 

    Ao todo, e até ao momento, as autoridades identificaram sete pessoas suspeitas de estarem envolvidas no assalto ao Louvre que, afinal, não teria demorado os sete minutos de que se falava no início.

    Segundo o Le Parisien, o roubo não teria chegado sequer aos quatro minutos: aos três minutos e cinquenta e dois segundos os ladrões já estavam saindo pela janela por onde entraram com as joias na mão. 

    Pelo caminho, ficou a coroa da Imperatriz Eugênie, encontrada já do lado de fora do museu e no chão – e, dizem as autoridades, danificada.

    Até ao momento o ‘cabeça’ do assalto ainda não foi encontrado, assim como as joias.

    Segurança? Louvre fecha galeria devido a "fragilidade de vigas"

  • Submarinos nucleares da Coreia do Sul podem gerar “efeito dominó nuclear”

    Submarinos nucleares da Coreia do Sul podem gerar “efeito dominó nuclear”

    A Coreia do Norte afirmou que o apoio dos EUA ao desenvolvimento de submarinos nucleares pela Coreia do Sul pode desencadear um efeito dominó nuclear na região, elevando tensões e alimentando uma nova corrida armamentista, mesmo após Seul propor diálogo militar para reduzir riscos na fronteira

    A Coreia do Norte declarou nesta terça-feira (18) que os planos da Coreia do Sul, em parceria com os Estados Unidos, para desenvolver submarinos movidos a energia nuclear vão provocar “inevitavelmente” um efeito dominó nuclear na Ásia. Segundo Pyongyang, esse avanço permitirá que Seul amplie sua capacidade militar de forma inédita e desencadeie uma “corrida armamentista intensa” na região.

    A posição foi divulgada em um editorial da agência estatal KCNA e representa a primeira reação norte-coreana aos documentos apresentados por Coreia do Sul e EUA na última semana, incluindo um informe sobre as duas cúpulas realizadas entre o presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, e o presidente americano, Donald Trump, e o comunicado final da 57ª Reunião Consultiva de Segurança.

    Nos documentos, Washington e Seul confirmam um afrouxamento parcial das restrições ao enriquecimento de urânio pela Coreia do Sul. O editorial critica duramente a decisão dos EUA de permitir que Seul avance em tecnologia nuclear naval e acusa Washington de dar “sinal verde” ao país para enriquecer urânio e reprocessar combustível nuclear. Para Pyongyang, essas medidas transformariam a Coreia do Sul em um “quase Estado nuclear”.

    A Coreia do Norte também acusa EUA e Coreia do Sul de abandonarem o conceito de “desnuclearização da Península Coreana” e substituí-lo por “desnuclearização da Coreia do Norte”, o que Pyongyang rejeita. O regime mantém a condição de que qualquer diálogo só poderá ocorrer se a questão nuclear for retirada da pauta.

    Em resposta, a porta-voz da Presidência sul-coreana, Kang Yu-jung, afirmou em comunicado que Seul “não tem qualquer intenção hostil ou de confronto”. Um representante do Ministério da Unificação, ouvido pela agência Yonhap, disse que o editorial apenas repete posições já conhecidas da Coreia do Norte e destacou o tom “moderado” do texto, que não cita diretamente os líderes dos EUA ou da Coreia do Sul.

    A manifestação ocorre um dia depois de Seul apresentar sua primeira proposta oficial de diálogo militar intercoreano no governo Lee, voltada a evitar incidentes na fronteira, e após a tentativa frustrada da administração Trump de realizar uma cúpula com Kim Jong-un durante a viagem do presidente americano à Ásia no mês passado.

    Submarinos nucleares da Coreia do Sul podem gerar “efeito dominó nuclear”

  • Mulher atropela homem e percorre quilômetros com o corpo debaixo do carro

    Mulher atropela homem e percorre quilômetros com o corpo debaixo do carro

    A polícia local está investigando um acidente que aconteceu na manhã desta segunda-feira (17), após uma mulher atropelar um homem e percorrer vários quilômetros com o corpo debaixo do carro

    Na manhã desta segunda-feira (17), um homem morreu em Sevilha, na Espanha, depois de ter sido atropelado. A vítima, de 50 anos, foi atingida pelas 8h15 da manhã, tendo o seu corpo sido arrastado durante vários quilômetros, sem que ninguém se tivesse percebido, destaca o El Pais.

    Tudo aconteceu em um momento em que chovia com grande intensidade. A mulher não teria percebido do atropelamento e terá alegado que pensou que o barulho que ouvia vinha do freio de mão.

    Segundo a Telecinco, no total, a mulher teria percorrido cerca de 8 quilômetros com o corpo do homem por baixo da sua viatura.

    Foi só quando parou em um semáforo vermelho, que a morotista foi avisada de que tinha algo debaixo do seu automóvel.

    Segundo relatou a própria aos serviços de emergência médica, ela reparou que se passava algo de estranho com o carro, como se algo a impedisse de seguir na velocidade certa. Pensou, porém, que o carro estava com problemas no freio de mão.

    Vale destacar que a mulher testou negativo para o consumo de álcool e drogas. Depois do incidente, a motorista precisou de ser atendida por uma equipe de apoio psicológico.

    Segundo a imprensa espanhola, a vítima apresentava muitos ferimentos, pelo que quando os paramédicos chegaram ao local já declararam o óbito.

    A polícia continua investigando o sucedido para tentar entender o motivo pelo qual a motorista não percebeu o que fez, nem como andou tantos quilômetros sem parar para ver o que estava acontecendo.

     

    Mulher atropela homem e percorre quilômetros com o corpo debaixo do carro

  • Trump promete sancionar lei para divulgar arquivos do caso Jeffrey Epstein

    Trump promete sancionar lei para divulgar arquivos do caso Jeffrey Epstein

    Presidente pediu que correligionários aprovem medida que obrigaria departamento a publicar materiais; republicano ainda afirma que não há nada a temer e que pretende pôr um fim à ‘farsa democrata’ sobre o caso

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em uma reviravolta no caso Epstein, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, pediu para os deputados republicanos apoiarem a medida que obrigaria o Departamento de Justiça a divulgar os arquivos do caso do financista condenado por abuso de menores. Mais tarde, afirmou ainda que assinará a lei para liberar os documentos caso seja aprovada no Congresso.

    Após dias de pressão feita por um bloco republicano que ganha corpo no partido, Trump declarou que daria seu aval ao texto. “Claro que sim. Deixe o Senado analisar. Deixe qualquer um analisar, mas não fale muito sobre isso”, disse a repórteres -ele teria poder de veto sobre a lei.

    Mais cedo, após fazer o pedido a seus correligionários, o presidente afirmou que não tem nada a esconder. “É hora de superarmos essa farsa democrata perpetrada por lunáticos da esquerda radical para desviar a atenção do sucesso do Partido Republicano, incluindo nossa recente vitória sobre a paralisação do governo pelos democratas”, escreveu na rede Truth Social.

    Em entrevista concedida no domingo à ABC News, o deputado republicano Thomas Massie, do Kentucky, que tem liderado os esforços no Congresso para a divulgação dos arquivos, sugeriu que cem ou mais partidários poderiam votar a favor da liberação dos arquivos de Epstein nesta semana, apesar da oposição de Trump. O presidente da Câmara, Mike Johnson, também previu um número significativo de votos republicanos.

    Johnson disse, na semana passada, que anteciparia a votação do projeto de lei para esta semana e afirmou no programa “Fox News Sunday” que a Câmara precisava concluir isso e seguir em frente. Ele acrescentou, em tom semelhante ao de Trump, que não há nada a esconder.

    A longa amizade de Trump e Jeffrey Epstein chegou a um aparente fim em meados dos anos 2000. Mas Epstein permaneceu focado em Trump por anos, buscando explorar os resquícios de seu relacionamento até ser preso por acusações federais de tráfico sexual, em 2019 -mesmo ano em que morreu na prisão, antes de uma condenação final. Ele já havia sido condenado e preso em caso estadual semelhante, na Flórida, em 2008.

    Em mais de 20 mil páginas de emails repletos de erros de digitação e outras mensagens de Epstein divulgadas por um comitê do Congresso americano na quarta-feira (12), o milionário insulta Trump e insinua que possuía informações comprometedoras sobre o republicano.

    Ora em tom de fofoca, ora mordazes e conspiratórias, as mensagens mostram pessoas influentes pressionando Epstein por informações sobre Trump. O financista se apresentava como uma espécie de intérprete definitivo de Trump, alguém que o conhecia intimamente e seria “o único capaz de derrubá-lo”.

    O presidente americano tem lidado com críticas em relação ao caso até mesmo de apoiadores mais radicais. Parte importante de sua base de apoio tem demonstrado insatisfação com as declarações de Trump e ações de seu governo no sentido de não divulgar todo o material sobre o caso e subestimar as revelações contidas nele.

    O governo tem reagido para conter essas críticas. Se o caso ficou relativamente dormente enquanto durou a maior paralisação do governo federal americano da história, depois que ela foi encerrada o foco voltou para as relações entre Epstein e Trump.

    Em uma tentativa de desviar esse foco, por exemplo, o Pentágono anunciou o início da operação Lança do Sul na América Latina, na noite de quinta-feira (13) -ou seja, no dia seguinte à divulgação de milhares de novos emails sobre Epstein. Embora Washington tenha ampliado drasticamente a presença militar na região, o anúncio não mudou, na prática, as ações que já vinham sendo feitas desde setembro, e nenhum detalhe adicional sobre a operação foi fornecido.

    Já na sexta-feira (14), com a questão ainda em alta, Trump voltou à carga contra os democratas. A pedido do presidente, o Departamento de Justiça abriu investigação contra conhecidos nomes democratas no caso Epstein, como o do ex-presidente Bill Clinton.

    Além de Clinton, foram citados por Trump Larry Summers, ex-secretário do Tesouro, Reid Hoffman, cofundador do LinkedIn um dos maiores doadores à campanha de Kamala Harris durante a corrida presidencial de 2024 e o banco JPMorgan, o maior do país.

    “Epstein era democrata e é um problema dos democratas, não dos republicanos!”, escreveu Trump na sexta-feira. “Não perca seu tempo com Trump. Eu tenho um país para governar!”

    Trump promete sancionar lei para divulgar arquivos do caso Jeffrey Epstein

  • ONU endossa plano de Trump para Gaza e autoriza força internacional no território

    ONU endossa plano de Trump para Gaza e autoriza força internacional no território

    Último rascunho da resolução dizia que Estados-membros do órgão podiam participar de conselho de reconstrução; Washington vinha pressionando Nações Unidas a aprovar o texto para não fragilizar ainda mais o cessar-fogo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O Conselho de Segurança da ONU aprovou, nesta segunda-feira (17), uma resolução dos Estados Unidos que endossa o plano de paz do presidente Donald Trump para a Faixa de Gaza e autoriza uma força internacional de estabilização no território palestino.

    O último rascunho da resolução, visto pela agência de notícias Reuters, dizia que os Estados-membros do órgão das Nações Unidas podiam participar do chamado Conselho de Paz, previsto como uma autoridade transitória para reconstruir Gaza, e autorizava uma força internacional para desmilitarizar o território.

    Além disso, o plano de 20 pontos de Trump, que interrompeu a guerra em Gaza no mês passado, estava anexado ao documento. Embora tenha sido vago em questões espinhosas sobre o futuro da região, a proposta do republicano encerrou o conflito de dois anos que devastou o território palestino e libertou todos os reféns vivos que estavam em poder do Hamas.

    Nos últimos dias, Washington pressionou o órgão das Nações Unidas a aprovar o texto sob a justificativa de que a recusa poderia fazer o frágil cessar-fogo entre Israel e o grupo terrorista ruir. Para ser aprovada, a resolução precisava que 9 dos 15 membros do conselho votassem a favor, incluindo todos os cinco membros permanentes -incluindo Rússia e a China, que têm poder de veto.

    A aprovação era considerada incerta até a semana passada. Assim como o plano de Trump, a resolução era vista como uma forma de marginalizar a Autoridade Palestina, que representa o território em órgãos internacionais, uma vez que não lhe conferia qualquer papel em Gaza.

    A Rússia, que possui poder de veto no Conselho de Segurança, havia sinalizado potencial oposição à resolução nos últimos dias, e inclusive apresentou uma resolução rival. Na última sexta-feira (14), porém, Autoridade Palestina divulgou uma declaração apoiando a resolução, o que reforçou suas chances de aprovação.

    A resolução é polêmica em Israel, já que menciona a possibilidade de um Estado para os palestinos no futuro. O último rascunho diz que as “condições podem finalmente estar em vigor para um caminho credível para a autodeterminação e condição de Estado palestino”.

    O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, sob pressão de ultranacionalistas que compõem o seu governo, disse no domingo (16) que Israel continua se opondo à medida e prometeu desmilitarizar Gaza “pelo caminho fácil ou pelo difícil”.

    O Hamas condiciona o desarmamento a um Estado para os palestinos. No final do domingo, um movimento que reúne facções palestinas lideradas pelo grupo terrorista emitiu uma declaração contra a resolução, chamando-a de um passo perigoso em direção à imposição de tutela estrangeira sobre o território.

    ONU endossa plano de Trump para Gaza e autoriza força internacional no território

  • A maior ferrovia do mundo cruza oito fusos horários em sete dias de viagem

    A maior ferrovia do mundo cruza oito fusos horários em sete dias de viagem

    A Ferrovia Transiberiana russa conecta Moscou ao Pacífico e segue como uma das viagens mais impressionantes do todo o mundo

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A Ferrovia Transiberiana é conhecida como a linha ferroviária contínua mais longa do mundo. Passa por oito fusos horários e pode levar até sete dias para ser percorrida de ponta a ponta.

    CONSTRUÇÃO MONUMENTAL

    Concluída em 1916, a ferrovia liga Moscou ao Extremo Oriente russo, em Vladivostok. No total, são cerca de 9.289 km de extensão.

    Além de unir o país, a Transiberiana é um importante elo de conexão entre Europa e Ásia. A partir dela, existem rotas que seguem rumo à Mongólia, China e até Coreia do Norte.

    Considerada um monumento histórico, a ferrovia teve papel estratégico durante grandes conflitos, incluindo a Segunda Guerra Mundial. Foi utilizada tanto pelas tropas alemãs quanto por judeus que fugiam da Europa em direção à Ásia.

    Por atravessar regiões muito distintas, a Transiberiana cruza múltiplos climas e paisagens – de áreas mais acessíveis a zonas extremamente remotas. Entre os trechos mais desafiadores está a Sibéria, que passou a ser mais explorada, habitada e industrializada após a construção da ferrovia.

    A importância da Transiberiana para a Rússia é enorme. Ela responde por cerca de 30% das exportações do país e é fundamental tanto para o transporte de cargas quanto para viagens domésticas.

    Além disso, tornou-se um dos trajetos ferroviários mais famosos do mundo, atraindo diversos turistas. Segundo o Russia Beyond, o trem que percorre a rota clássica Moscou-Vladivostok transporta cerca de 200 mil passageiros por ano.

    MANUTENÇÃO É O MAIOR DESAFIO

    A manutenção dessa ferrovia gigantesca é um dos maiores desafios. Para garantir a estabilidade dos trilhos, a Rússia reforça a base da linha com isolantes térmicos e geossintéticos que protegem o solo dos impactos da geada e do degelo.

    Todos os anos, milhares de quilômetros de trilhos são renovados e pontes antigas são substituídas. Em 2020, por exemplo, a Russian Railways (RZD) renovou 5.480,8 km de trilhos. Pontes e estruturas críticas também passam por inspeções com tecnologias modernas, com o monitoramento de drones, reduzindo a necessidade de interrupções no tráfego.

    No rigoroso inverno russo, cercas de contenção e barreiras naturais ajudam a evitar o acúmulo de neve sobre os trilhos. Em algumas regiões, até o reflorestamento é usado estrategicamente para diminuir o impacto das tempestades de neve.

    Hoje, a Ferrovia Transiberiana permanece como a espinha dorsal da rede ferroviária russa. Por isso, é considerada uma obra monumental que continua permitindo que milhões de pessoas atravessem o maior país do planeta.

    A maior ferrovia do mundo cruza oito fusos horários em sete dias de viagem

  • Gato é condenado à 'prisão domiciliar' na França após briga de vizinhos

    Gato é condenado à 'prisão domiciliar' na França após briga de vizinhos

    Dona do animal foi condenada a pagar 1.250 euros e considera decisão injusta; Sociedade Protetora dos Animais alerta que decisão contraria o Código Rural francês

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um tribunal no sul da França determinou que Rémi, um gato laranja da cidade de Agde, está proibido de sair de casa. A decisão veio depois que um vizinho processou a tutora do animal, alegando que o felino invadia repetidamente seu jardim e atrapalhava o uso do espaço.

    Segundo informações da AFP, a dona de Rémi, Dominique Valdès, foi condenada a pagar 1.250 euros (cerca de R$ 7,6 mil) em indenização e custos do processo. Valdès não recorreu o processo devido aos custos e afirmou considera a condenação injusta.

    O vizinho acusa Rémi de impedi-lo de desfrutar da área externa e causar danos no jardim. Dominique contesta o exagero, mas acabou se rendendo às ordens da Justiça e hoje mantém o animal trancado em casa, mesmo contra a natureza exploradora do bichano. “Um gato sobe com facilidade no muro, salta muito alto”, disse ela à agência francesa.

    A decisão também acendeu o alerta entre entidades de proteção animal. A Sociedade Protetora dos Animais lembra que o Código Rural francês garante aos gatos o direito de circular num raio de até 1 km de sua casa e teme que o caso crie um precedente para forçar tutores a manterem os bichos presos para evitar processos.

    Gato é condenado à 'prisão domiciliar' na França após briga de vizinhos

  • Avião da Embraer com ministro congolês pega fogo após pouso

    Avião da Embraer com ministro congolês pega fogo após pouso

    Titular da pasta de Mineração da República Democrática do Congo havia inspecionado local de acidente em mina; nenhum dos passageiros e tripulantes da aeronave se feriu no incidente

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Uma aeronave da Embraer usada pelo ministro de Mineração da República Democrática do Congo pegou fogo nesta segunda-feira (17) depois de pousar na pista de aeroporto da cidade de Kolwezi, na província de Lualaba, no sul do país.

    Nenhum dos 20 ocupantes se feriu, e todos conseguiram deixar o avião, um bimotor modelo ERJ-145 antes que o fogo consumisse a fuselagem.

    A aeronave tinha como origem a capital do país, Kinshasa, e o ministro, Louis Kabamba, viajou ao local para inspecionar o colapso de uma mina de cobre em Kawama, onde ao menos 32 pessoas morreram, no sábado (15).

    O colapso da mina, segundo agência de mineração artesanal do país, conhecido pela sigla francesa Saemape, foi provocado por um movimento de pânico desencadeado por disparos efetuados por militares responsáveis pela segurança do local. Diante do barulho, os trabalhadores correram e se aglomeraram em uma ponte, que não suportou o peso.

    Procurado pela agência de notícias Reuters, o porta-voz das Forças Armadas não respondeu de imediato aos pedidos de comentário. Já o ministro do Interior da província, Roy Kaumba, afirmou em pronunciamento na TV que 32 mortes tinham sido confirmadas até o momento.

    Acidentes em minas artesanais são frequentes no Congo, onde cerca de 1,5 milhão a 2 milhões de pessoas dependem desse tipo de atividade, e mais de 10 milhões vivem indiretamente dela. A falta de regulamentação e de equipamentos de segurança faz com que desabamentos e mortes ocorram todos os anos em áreas nas quais trabalhadores escavam solo profundo de forma precária.

    Avião da Embraer com ministro congolês pega fogo após pouso