Categoria: MUNDO

  • Papa Leão 14 reúne de Schwarzenegger a Marina para discutir justiça climática

    Papa Leão 14 reúne de Schwarzenegger a Marina para discutir justiça climática

    Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, Frederico Assis, enviado da COP30 para combate à desinformação, e dom Jaime Spengler, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) encabeçam a delegação brasileira no encontro com o Papa Leão 14

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – Encontro organizado pelo papa Leão 14 reunirá de Arnold Schwarzenegger a Marina Silva a partir desta quarta-feira (1°), em Castel Gandolfo, para discutir justiça climática. Centenas de fiéis e lideranças do setor debaterão por três dias o legado e a urgência da encíclica “Laudato Si’”, que completou dez anos em maio.

    Um mês antes, a morte de Francisco aos 88 anos encerrava um papado de resgate do papel social da Igreja Católica, em que a defesa ambiental e os alertas sobre a mudança climática provocada pela queima de combustíveis fósseis e pelo uso descontrolado do solo ocupavam espaço central.

    A encíclica, espécie de carta papal sobre temas centrais para o Vaticano, tinha como eixo a ecologia integral, a compreensão de que “não há duas crises separadas, uma ambiental e outra social, mas uma única e complexa crise socioambiental”.

    “Cada um dos 1,4 bilhão de católicos pode ser um defensor do meio ambiente e nos ajudar a exterminar a poluição”, declarou nesta terça-feira (30), no Vaticano, o ex-governador da Califórnia, ator e fisiculturista, em uma óbvia referência à franquia que o transformou em uma grande estrela de Hollywood, “Exterminador do Futuro”.

    Schwarzenegger é católico e republicano, mas trafega em um universo bem diferente do instalado por Donald Trump na Casa Branca. É um defensor das causas ambientais e colaborou ativamente, como governador, para a avançada legislação relacionada à questão climática na Califórnia.

    “Estou muito animado… com o fato de a Igreja Católica e o Vaticano estarem se envolvendo nisso, porque precisamos da ajuda deles”, declarou o austríaco naturalizado americano, sublinhando o complexo momento de seu país de adoção e do planeta.

    Trump retirou pela segunda vez os EUA do Acordo de Paris e promove um retrocesso ambiental sem precedentes no país, que inclui desmonte do acompanhamento científico do clima no planeta e o resgate de projetos anacrônicos de produção de combustíveis fósseis.

    Marina Silva, ministra do Meio Ambiente, Frederico Assis, enviado da COP30 para combate à desinformação, e dom Jaime Spengler, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) encabeçam a delegação brasileira no encontro, que ainda terá representantes de grupos indígenas e ambientalistas.

    Leão 14, primeiro americano a se tornar pontífice, foi um cardeal alinhado com as determinações de Francisco, colecionando manifestações públicas sobre sustentabilidade e mudança climática.

    No começo deste mês, o pontífice inaugurou em área adjacente à residência de verão do Vaticano, em Castel Gandolfo, um centro de treinamento ecológico, com 55 hectares, que engloba jardins, instalações de ensino profissionalizante e de educação para crianças da região.

    O projeto, concebido por Francisco, consome 55% da área total do Vaticano. “”Se nós, o menor Estado-nação do mundo, conseguimos fazer isso, qual é o potencial dos outros Estados que são maiores do que nós?”, perguntou na inauguração do centro Manuel Dorantes, padre americano que vai dirigir o local.

    Em julho, Leão 14 já tinha aprovado também um rito inédito permitindo que padres celebrem missas que exortam os católicos a cuidar da Terra. A educação ambiental já desponta como uma das marcas do início de seu papado. Em boa hora, diz o ministro para Mudanças Climáticas de Tuvalu, Maina Taila, outro convidado do encontro.

    “A mudança climática não é um cenário distante”, disse o representante de um dos países mais afetados pelo aumento do nível do mar provocado pelo aquecimento global. “Já estamos nos afogando. Nossa sobrevivência depende da solidariedade global urgente.”.

    Papa Leão 14 reúne de Schwarzenegger a Marina para discutir justiça climática

  • Trump convoca generais e exige lealdade ideológica

    Trump convoca generais e exige lealdade ideológica

    Presidente e secretário reúnem mais de 800 oficiais-generais de forma inédita; enquadramento é similar ao da Venezuela; novas diretivas vão de exercícios para ‘generais gordos’ a veto de barbas; republicano fala em treinar guerra em cidades americanas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em uma ação inédita na história moderna dos Estados Unidos, o Donald Trump e seu secretário de Guerra, Pete Hegseth, convocaram centenas de oficiais-generais dos seis ramos de suas Forças Armadas para apresentar um plano de enquadramento à ideologia direitista do presidente.

    Quem estiver descontente deve pedir demissão, disse Hegseth, num anúncio de expurgo que já atingiu quase duas dezenas de oficiais graduadas neste primeiro ano do segundo mandato de Trump. Já o presidente sugeriu que “nossas cidades inseguras” serão “campos de treinamento”, numa referência às intervenções que fez em locais como Washington.

    “Se as palavras que eu digo hoje estão deixando seus corações apertados, então vocês deveriam fazer a coisa honrada e renunciar”, disparou o secretário. “Eu sei que a maioria de vocês sente o contrário”, afirmou Hegseth, a quem coube dar o recado de forma mais objetiva.

    Com isso, o governo Trump imita o que ocorre na Venezuela desde que o chavismo assumiu o poder, há 26 anos. Não é pouca ironia: o regime em Caracas, que metamorfoseou-se em uma ditadura sob Nicolás Maduro, é hoje objeto de ameaça de ataque militar contra supostos cartéis de drogas justamente por Trump.

    O presidente em si fez um discurso, após Hegseth, pouco coerente, inserindo temas como tarifas e platitudes acerca de seu gosto por um documentário sobre vitórias navais. Repassou temas que já havia abordado sobre defesa, da Guerra da Ucrânia ao Oriente Médio, com imprecisões e falsidades, mas deu um tom político inequívoco à fala.

    “Vocês terão quatro anos como nunca antes”, prometendo “lutar, lutar, lutar”, um de seus motes de campanha, para “vencer, vencer, vencer”. Desfiou críticas aos antecessores democratas Joe Biden e Barack Obama.

    “Nunca entrei numa sala tão silenciosa como essa”, disse, esquecendo que a disciplina militar apolítica obriga isso. Fez uma piada não tão engraçada: “Se vocês não gostarem do que eu falar, podem sair, mas claro, lá se vão sua patente, lá se vão seus futuros”. Ao fim, foi aplaudido de forma contida, protocolar.

    Em seu primeiro mandato, Trump havia sido bloqueado pela cúpula militar, em particular pelo chefe do Estado-Maior Conjunto, Mark Milley, que ao deixar o cargo em 2023 disse que os militares não se “juraram lealdade a um aspirante a ditador”. O republicano revogou a proteção legal dada ao general ao assumir o cargo.

    A Constituição americana proíbe a politização das Forças Armadas. O movimento ocorreu no comando dos Fuzileiros Navais em Quantico, próximo a Washington. Na semana passada, o Pentágono havia convocado toda a cúpula militar americana para uma reunião sem temática divulgada.

    Eles falaram a cerca de 800 generais e almirantes em um palco com uma grande bandeira americana ao fundo imitando o cenário do clássico discurso do general George S. Patton a suas tropas antes da invasão da França em 1944 -como descrito no filme “Patton” (1970), e não na vida real, o que diz algo sobre o trumpismo.

    O general Patton, aliás, foi citado no discurso como uma inspiração, ao lado de outros líderes.

    “Líderes políticos tolos e irresponsáveis indicaram o sentido errado e nós nos perdemos. Nós viramos o Departamento Woke”, disse Hegseth, em referência ao termos associado à cultura de inclusão adotada por progressistas americanos. “Mas não mais.”

    Ele defendeu a demissão que vem promovendo de líderes militares, como o negro que comandava o Estado-Maior Conjunto do país, general Charles Q. Brown Jr., o mais graduado cargo do país. Ele também removeu o do posto a primeira comandante mulher da Marinha, almirante Lisa Franchetti.

    Suas ações também foram direcionadas àqueles politicamente indesejados, como no caso da demissão do general Jeffrey Kruse, chefe de inteligência militar que havia dito que o ataque dos EUA ao programa nuclear iraniano havia sido “limitado”, ao contrário da fanfarra de Trump e Hegseth.

    O secretário enunciou uma série de diretivas, algumas candidatas a meme, como o veto ao uso de barba no serviço militar. Também exigiu a volta do exercício diário e de testes de capacidade física duas vezes por ano. “É completamente inaceitável ver generais e almirantes gordos nos salões do Pentágono”, disse.

    Mas seu foco foi no que chamou de fim da atenção a temas como mudança climática ou inclusão de gênero, como demonstram diversas medidas já tomadas, como a proibição de pessoas trans em farda -algo que foi referendado pela Suprema Corte. Afirmou que irá rever critérios sobre queixas por “liderança tóxica”, aludindo a si mesmo.

    No começo do mês, Trump havia renomeado o Departamento de Defesa, que usava esse nome desde 1947, como sendo “da Guerra”. O Congresso ainda não ratificou a mudança, o que tecnicamente mantém Hesgeth com o título anterior.

    Há 817 oficiais-generais nos EUA, 38 deles no topo da hierarquia. Em maio, Hegseth determinou uma redução em 20% do quadro dessa elite, os chamados generais e almirantes de quatro estrelas, como ocorre no Brasil.

    Na via contrária, em sua fala Trump disse que “quer Forças Armadas” maiores, porque “todo mundo quer fazer o que vocês fazem”. Os EUA, maior potência militar da história, concentram quase 40% do gasto com defesa no mundo e têm o terceiro maior efetivo de soldados, atrás de China e Índia.

    Trump convoca generais e exige lealdade ideológica

  • Homem morre subitamente em julgamento ao ser condenado por matar esposa

    Homem morre subitamente em julgamento ao ser condenado por matar esposa

    O acusado de matar a própria esposa, no Texas, EUA, morreu subitamente durante a última sessão do julgamento, exatamente quando ia ser condenado a 35 anos de prisão pelo homicídio

    Um ex-professor de Educação Especial do Texas, nos Estados Unidos, acusado de assassinar a mulher a tiro, morreu subitamente, em plena sala de tribunal, na última sexta-feira, 26 de setembro, minutos antes de ser considerado culpado e condenado a 35 anos de prisão.

    Segundo a NBC, James Paul Anderson, de 39 anos, morreu após ter uma “emergência médica”. A situação aconteceu poucos minutos após chegar ao tribunal, em Houston, onde ia ser condenado a uma sentença de 35 anos de prisão por matar Victoria Anderson, com quem tinha um filho de três anos.

    Segundo autoridades, antes de se sentir mal, James pediu licença e cuspiu “algo” para um balde do lixo. Momentos depois, começou a vomitar. Os guardas prisionais presentes no local ainda o tentaram socorrer, mas o acusado acabou sendo declarado morto ali mesmo, em tribunal.

    O advogado de Defesa revelou aos jornalistas que, posteriormente, encontrou um pacote com uma substância cristalina, que se acredita ser metanfetamina. O corpo de James passará por autopsia.

    Vale destacar que, em setembro de 2023, Victoria Anderson ligou para o serviço de emergência dos EUA para pedir ajuda. Afirmou que o marido, James Paul Anderson, ameaçava disparar contra ela. Momentos depois, a funcionária que atendia a sua chamada ouviu vários tiros.

    Quando a polícia chegou à residência do casal, James recusou sair, mas deixou o filho de ambos ir ao encontro dos agentes.
     
    Após horas de negociação e até de confronto, James foi detido e o corpo de Victoria encontrado.

    A investigação revelou que já havia registos anteriores de “problemas domésticos” entre o casal e Victoria tinha pedido mesmo o divórcio, cerca de um mês antes de ser assassinada a tiro.

    Além de trabalhar como professor de alunos com necessidades especiais, James também trabalhou como palhaço no Texas.

    Homem morre subitamente em julgamento ao ser condenado por matar esposa

  • Putin ordena convocação de 135 mil novos soldados; Europa fica em alerta

    Putin ordena convocação de 135 mil novos soldados; Europa fica em alerta

    Putin ordenou a maior convocação do exército russo em 10 anos, com 135 mil novos soldados; a medida fez crescer temores de de ataques na Europa

    Nesta segunda-feira (29), Vladimir Putin ordenou o maior recrutamento militar em quase uma década, à medida que aumentam os temores de que a Rússia possa atacar a Europa. O líder político convocou 135.000 homens enquanto suas forças perdem mão de obra ao longo de uma frente de 995 quilômetros na Ucrânia.

    De acordo com o ‘The Sun’, o decreto, convoca homens de 18 a 30 anos para “serviço de rotina” de outubro a dezembro. Sendo essa a maior convocação para a época desde 2016. A Rússia está fazendo um esforço incessante para aumentar seu exército para 1,5 milhão de soldados.

    O Kremlin insiste que estas não são mobilizações de combate. Os generais de Moscou afirmam que recrutas não serão enviados para a Ucrânia — uma promessa que já quebraram antes.

    Analistas alertam que, mesmo que os novos recrutas não sejam enviados imediatamente, concluir o treinamento aumenta muito a probabilidade de eles acabarem no campo de batalha mais tarde.

    A escala do projeto revela a crise da Rússia.

    Estimativas de defesa ocidentais revelaram que mais de um milhão de soldados russos foram mortos ou feridos desde o início da invasão em 2022.

    Apesar desse derramamento de sangue, Putin aumentou constantemente o recrutamento anual em cerca de cinco por cento e elevou os gastos militares aos níveis mais altos da era soviética.

    Nos canais do Kremlin, Putin tentou projetar força.

    Putin ordena convocação de 135 mil novos soldados; Europa fica em alerta

  • Lula jamais se deixará ser humilhado em reunião com Trump, diz Celso Amorim

    Lula jamais se deixará ser humilhado em reunião com Trump, diz Celso Amorim

    As diplomacias dos dois países trabalham para que haja um encontro entre os líderes depois de sinalização do presidente americano, Donald Trump, durante a Assembleia-Geral da ONU

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-chanceler Celso Amorim, assessor especial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para assuntos internacionais, disse à Folha de S.Paulo nesta segunda-feira (29) que o presidente jamais se deixará ser humilhado em eventual reunião presencial com Donald Trump.

    As diplomacias dos dois países trabalham para que haja um encontro entre os líderes depois de sinalização nesse sentido do presidente americano durante a Assembleia-Geral da ONU.

    Há temor, entretanto, de que Lula seja alvo de emboscada, como ocorreu quando outros líderes mundiais se reuniram com Trump. Questionado pela reportagem sobre a possibilidade de haver armadilha ou humilhação quando os dois se encontrarem, Amorim disse: “Lula jamais se deixará humilhar por Trump. Essa possibilidade não existe, pode tirar da cabeça”.

    Em fevereiro deste ano, o americano e o presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, bateram boca diante de jornalistas depois que Trump acusou o ucraniano de tentar causar a Terceira Guerra Mundial e de não ser grato o bastante pelo apoio americano na guerra contra a Rússia.

    Além disso, em maio, o presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, precisou assistir a um vídeo apresentado por Trump no Salão Oval que pretendia mostrar, com imagens tiradas de contexto, a existência de um “genocídio branco” na África do Sul. Já o premiê do Canadá, Mark Carney, precisou ouvir de Trump “nunca diga nunca” quando reafirmou que seu país jamais seria um estado anexado pelos EUA.

    Os três episódios, assim como outros momentos de desconforto e atritos entre Trump e líderes mundiais, levantaram o temor de que Lula pudesse ser alvo de constrangimento semelhante, o que motivou a busca do Itamaraty por uma ligação anterior a um encontro presencial -que aconteceria em um país neutro.

    Depois de breve contato entre os dois líderes na Assembleia-Geral da ONU no último dia 23, Trump disse em seu discurso às delegações que teve ‘”excelente química” com Lula e que eles poderiam se encontrar em breve. A possibilidade mais aventada, e mencionada nesta segunda por Amorim, é uma reunião em outubro na Malásia, onde os dois comparecerão como convidados à cúpula da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático).

    O assessor especial reforçou, entretanto, que a data e local do encontro ainda não estão definidos. “Pode ser que a Malásia seja a melhor opção, mas o mais importante é que a reunião seja produtiva, como querem os dois países”, complementou.

    Para Amorim, há vontade de Trump e de Washington de que uma reunião se concretize. “O Departamento de Estado não é contrário a uma ligação antes de um eventual encontro. É muito importante que [o governo americano] reconheça que o Brasil é um grande país, que é essencial que tenhamos boa relação e uma boa discussão nos temas em que há desacordo”, afirmou, mencionando questões comerciais -Lula já disse que vai colocar “tudo na mesa”, mas que aspectos como a soberania brasileira são inegociáveis.

    O assessor especial, que estava em Nova York para a Assembleia-Geral, ressaltou que, embora no discurso preparado Trump tenha feito duras críticas ao Brasil, quando improvisou, elogiou Lula. “O contato pessoal sempre é muito importante, ele pode mudar tudo”, afirmou, minimizando a conhecida imprevisibilidade do americano. “O mundo é imprevisível, aprendi isso nos meus 83 anos.”

    “Não se imaginava que o presidente Lula pudesse ter uma boa relação com o presidente [George W.] Bush, mas foi o que aconteceu”, afirmou, relembrando os contatos amigáveis que o brasileiro manteve com o americano em seu primeiro mandato, apesar de divergências sobre a Guerra do Iraque -na época, a diplomacia brasileira atuou para barrar uma chancela da ONU à invasão do país árabe pelo governo Bush, criando tensão entre Brasília e Washington.

    Sobre o plano de Trump para um cessar-fogo na Faixa de Gaza, divulgado pelo republicano nesta segunda, Amorim disse esperar que o movimento viabilize um Estado palestino. “O Brasil quer uma solução de dois Estados, com palestinos vivendo lado a lado e em paz com israelenses, e acredito que muitas pessoas dentro de Israel também têm essa visão, de que é preciso respeitar os direitos dos palestinos.”

    O assessor especial esteve na capital paulista nesta segunda para o evento USP Pensa Brasil, organizado pela Universidade de São Paulo. Na fala, cujo tema era “O Brasil e a nova desordem mundial”, o ex-ministro das Relações Exteriores disse: “Sou otimista. A desordem geralmente é uma transição para uma ordem melhor. Acredito na capacidade da humanidade de fazer esse movimento”.

    Lula jamais se deixará ser humilhado em reunião com Trump, diz Celso Amorim

  • Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

    Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

    (CBS NEWS) – O novo momento pelo qual passa o presidente Lula (PT) abriu uma oportunidade para ampliação de alianças regionais do governo ao cent…
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    Aliados veem momento favorável para atrair centro para palanques de Lula nos estados

  • Passageiro bêbado tenta abrir porta e avião faz pouso de emergência

    Passageiro bêbado tenta abrir porta e avião faz pouso de emergência

    Um voo da Ryanair entre Londres e Alicante precisou pousar em Toulouse após britânicos embriagados causarem confusão. Um deles tentou abrir a porta da aeronave em pleno ar e acabou preso pela polícia, podendo enfrentar até cinco anos de prisão

    Um voo da Ryanair que partiu de Londres, no Reino Unido, com destino a Alicante, na Espanha, precisou realizar um pouso de emergência em Toulouse, na França, após um grupo de passageiros britânicos embriagados provocar confusão a bordo. Um deles foi detido pela polícia francesa.

    De acordo com o jornal Daily Mail, o incidente ocorreu na última sexta-feira. Um dos homens chegou a tentar abrir a porta de emergência do avião durante o trajeto, obrigando o piloto a desviar a rota. “Foi assustador para todos os passageiros. O piloto não teve outra opção a não ser pousar”, contou uma testemunha ao tabloide.

    Vídeos gravados por passageiros mostram o grupo embriagado ignorando regras básicas de segurança, andando pela cabine, trocando de assentos e falando em voz alta com comentários considerados impróprios. Segundo relatos, os homens começaram a beber logo após a decolagem e se envolveram em discussões.

    O passageiro que tentou abrir a porta ofereceu resistência ao ser retirado da aeronave e pode pegar até cinco anos de prisão. “Ele estava extremamente bêbado e foi levado para uma cela até que pudesse ser interrogado. O nível de álcool no sangue era tão alto que demorou horas até conseguirem conversar com ele”, disse uma fonte ao jornal britânico.

    Passageiro bêbado tenta abrir porta e avião faz pouso de emergência

  • Desabamento de escola na Indonésia deixa dezenas de estudantes soterrados

    Desabamento de escola na Indonésia deixa dezenas de estudantes soterrados

    Equipes de resgate lutam contra o tempo para salvar 65 estudantes soterrados após o desabamento de uma escola em Java; um adolescente morreu e quase cem estão feridos, alguns em estado grave. Autoridades investigam ampliação irregular da estrutura.

    Dezenas de estudantes ficaram soterrados após o desabamento de uma escola na Indonésia nesta segunda-feira (29). Equipes de resgate trabalham há mais de 12 horas para salvar o maior número possível de vítimas.

    Pelo menos um aluno morreu, dezenas ficaram feridos e cerca de 65 continuam desaparecidos sob os escombros da Escola Islâmica Al Khoziny, na cidade de Sidoarjo, no leste de Java. Socorristas relataram ter visto outros corpos, o que deve elevar o número de mortos.

    Durante a madrugada, equipes de resgate, policiais e militares levaram oxigênio e água para estudantes presos em meio às lajes de concreto. Até agora, oito sobreviventes foram retirados com vida, embora debilitados.

    Familiares aguardam informações em hospitais e próximos ao prédio desabado. A maioria dos desaparecidos são meninos entre 12 e 17 anos, do 7º ao 11º ano escolar.

    De acordo com Nanang Sigit, chefe da equipe de busca e salvamento, o uso de maquinário pesado foi descartado para evitar novos desabamentos. “Estamos fornecendo oxigênio e água para manter os estudantes vivos enquanto tentamos retirá-los”, disse.

    O acidente ocorreu quando os alunos faziam orações em um prédio que passava por uma ampliação sem autorização. A estrutura original tinha dois andares, mas outros dois estavam sendo construídos sem licença. Segundo a polícia, a fundação não suportou o peso adicional e cedeu durante a concretagem.

    Até o momento, além da morte confirmada de um estudante de 13 anos, 99 alunos foram encaminhados a hospitais, alguns em estado grave. As meninas, que rezavam em outra parte da escola, conseguiram escapar.

    As autoridades abriram investigação para apurar responsabilidades pelo colapso do edifício.
     

    Desabamento de escola na Indonésia deixa dezenas de estudantes soterrados

  • Influenciador suspeito de desviar R$ 146 milhões tem prisão mantida na Argentina

    Influenciador suspeito de desviar R$ 146 milhões tem prisão mantida na Argentina

    Gabriel Spalone havia saído de São Paulo de carro, foi até Foz do Iguaçu, entrou no Paraguai e pegou um voo para Nova York, planejando fugir para Dubai, mas teve que voltar e ficou na Argentina

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – A Justiça manteve o influenciador Gabriel Spalone em prisão na Argentina, após uma audiência de custódia nesta segunda-feira (29). Antes, ele havia sido detido no Panamá e liberado horas depois, já que seu nome não estava incluído na lista da Interpol.

    Spalone foi preso no sábado (27) em uma operação conjunta da Interpol, da Polícia Federal do Brasil e de autoridades de diferentes países, incluindo Panamá, Argentina, Estados Unidos e Paraguai.

    A detenção ocorreu após um pedido da Polícia Civil de São Paulo para incluir seu nome na lista dos mais procurados.

    De acordo com as autoridades, Spalone havia saído de São Paulo de carro, foi até Foz do Iguaçu, entrou no Paraguai e pegou um voo para Nova York, planejando fugir para Dubai. Durante uma conexão no Panamá, a companhia aérea negou seu embarque para os Estados Unidos.

    As autoridades migratórias do Panamá impediram sua entrada no país. Ele então ficou detido por 24 horas e depois foi liberado.

    Então viajou até a Argentina e, em Buenos Aires, foi detido novamente, após ter seu nome incluído na lista da Interpol.

    André Vianna, adido da Polícia Federal na Argentina, disse que agora inicia-se o processo de extradição de Spalone para o Brasil.

    O influenciador foi filmado sendo preso ao desembarcar em Buenos Aires, após ser acusado de participar de um esquema que desviou R$ 146 milhões via Pix de um banco brasileiro. Ele foi visto descendo do avião acompanhado de policiais, sem estar algemado.

    Spalone era considerado foragido desde o dia 23, após uma operação da Polícia Civil de São Paulo que investigava crimes virtuais.

    Em nota, Eduardo Maurício, advogado de Spalone, confirmou que o cliente foi mantido em detenção na Argentina após a audiência de custódia e que agora irá pedir a reconsideração da decisão, para que o cliente responda em liberdade.

    Segundo Maurício, a detenção é diferente de uma prisão preventiva, e, em paralelo, a defesa aguarda uma decisão do juiz criminal em São Paulo, “inclusive juntando provas da sua inocência e a comprovação do estorno de 100% do valor objeto da fraude”. Ele também diz já ter pedido a exclusão dele da lista da Interpol.

    Influenciador suspeito de desviar R$ 146 milhões tem prisão mantida na Argentina

  • Plano de Trump para Gaza inclui anistia a membros do Hamas e conselho liderado pelo americano

    Plano de Trump para Gaza inclui anistia a membros do Hamas e conselho liderado pelo americano

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que pretende criar um conselho de transição após acordo de paz, liderado por ele mesmo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta segunda-feira (29) um plano para acabar com a guerra em Gaza, com o qual o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, afirmou ter concordado.

    A declaração foi dada em declaração à imprensa nesta segunda-feira (29), após reunião entre os líderes. Segundo Trump, se o Hamas concordar com a ideia, a guerra deverá acabar imediatamente.

    Trump disse “estar ouvindo” que o Hamas também quer que isso seja resolvido. “Se o Hamas recusar o acordo… isso é possível, mas acho que eles aceitarão. Caso contrário, Israel terá meu total apoio para fazer o que for preciso para destruir o Hamas.”
    Veja abaixo a íntegra dos pontos previstos no documento publicado pela Casa Branca:

    1. Gaza será uma zona livre de terrorismo desradicalizada que não representará uma ameaça aos seus vizinhos.

    2. Gaza será reconstruída em benefício do povo de Gaza, que já sofreu mais do que o suficiente.

    3. Se ambos os lados concordarem com esta proposta, a guerra terminará imediatamente. As forças israelenses se retirarão para a linha acordada para se prepararem para a libertação dos reféns. Durante esse período, todas as operações militares, incluindo bombardeios aéreos e de artilharia, serão suspensas, e as linhas de batalha permanecerão congeladas até que as condições para a retirada completa sejam atendidas.

    4. Em até 72 horas após a aceitação pública deste acordo por Israel, todos os reféns, vivos e mortos, serão devolvidos.

    5. Assim que todos os reféns forem libertados, Israel libertará 250 prisioneiros condenados à prisão perpétua, além de 1.700 moradores de Gaza que foram detidos após 7 de outubro de 2023, incluindo todas as mulheres e crianças detidas nesse contexto. Para cada refém israelense cujos restos mortais forem libertados, Israel libertará os restos mortais de 15 moradores de Gaza falecidos

    6. Assim que todos os reféns forem devolvidos, os membros do Hamas que se comprometerem com a coexistência pacífica e a desmantelar suas armas receberão anistia. Membros do Hamas que desejarem deixar Gaza receberão passagem segura para os países receptores.

    7. Após a aceitação deste acordo, toda a ajuda será enviada imediatamente para a Faixa de Gaza. No mínimo, as quantidades de ajuda serão consistentes com o que foi incluído no acordo de 19 de janeiro de 2025 referente à ajuda humanitária, incluindo a reabilitação da infraestrutura (água, eletricidade, esgoto), a reabilitação de hospitais e padarias e a entrada dos equipamentos necessários para remover escombros e abrir estradas.

    8. A entrada e a distribuição e da ajuda na Faixa de Gaza ocorrerá sem interferência das duas partes, por meio das Nações Unidas e suas agências, e do Crescente Vermelho, além de outras instituições internacionais não associadas de forma alguma a nenhuma das partes. A abertura da passagem de Rafah em ambas as direções estará sujeita ao mesmo mecanismo implementado no acordo de 19 de janeiro de 2025.

    9. Gaza será liderada sob a governança transitória temporária de um comitê palestino tecnocrático e apolítico, responsável pela administração cotidiana dos serviços públicos e dos municípios para a população de Gaza. Esse comitê será composto por palestinos qualificados e especialistas internacionais, com supervisão e supervisão de um novo órgão internacional de transição, o “Conselho da Paz”, que será liderado e presidido pelo presidente Donald Trump, com outros membros e chefes de Estado a serem anunciados, incluindo o ex-primeiro-ministro Tony Blair. Esse órgão estabelecerá a estrutura e administrará o financiamento para a reconstrução de Gaza até que a Autoridade Palestina conclua seu programa de reformas, conforme delineado em várias propostas, incluindo o plano de paz do presidente Trump em 2020 e a proposta saudita-francesa, e possa retomar o controle de Gaza de forma segura e eficaz. Esse órgão recorrerá aos melhores padrões internacionais para criar uma governança moderna e eficiente que sirva à população de Gaza e seja propícia à atração de investimentos.

    10. Um plano de desenvolvimento econômico de Trump para reconstruir e energizar Gaza será criado pela convocação de um painel de especialistas que ajudaram a dar origem a algumas das prósperas cidades modernas e milagrosas do Oriente Médio. Muitas propostas de investimento bem pensadas e ideias de desenvolvimento empolgantes foram elaboradas por grupos internacionais bem-intencionados e serão consideradas para sintetizar as estruturas de segurança e governança para atrair e facilitar esses investimentos que criarão empregos, oportunidades e esperança para o futuro de Gaza.

    11. Uma zona econômica especial será estabelecida com tarifas preferenciais e taxas de acesso a serem negociadas com os países participantes.

    12. Ninguém será forçado a deixar Gaza, e aqueles que desejarem sair serão livres para fazê-lo e para retornar. Incentivaremos as pessoas a ficar e ofereceremos a elas a oportunidade de construir uma Gaza melhor.

    13. O Hamas e outras facções concordam em não ter qualquer papel na governança de Gaza, direta, indireta ou de qualquer forma. Toda a infraestrutura militar, terrorista e ofensiva, incluindo túneis e instalações de produção de armas, será destruída e não reconstruída. Haverá um processo de desmilitarização de Gaza sob a supervisão de monitores independentes, que incluirá a desativação permanente de armas por meio de um processo acordado de descomissionamento, apoiado por um programa de recompra e reintegração financiado internacionalmente, todos verificados pelos monitores independentes. A Nova Gaza estará totalmente comprometida com a construção de uma economia próspera e com a coexistência pacífica com seus vizinhos.

    14. Os parceiros regionais fornecerão uma garantia para assegurar que o Hamas e as facções cumpram suas obrigações e que a Nova Gaza não represente nenhuma ameaça aos seus vizinhos ou ao seu povo.

    15. Os Estados Unidos trabalharão com parceiros árabes e internacionais para desenvolver uma Força Internacional de Estabilização (ISF) temporária, a ser imediatamente implantada em Gaza. A ISF treinará e prestará apoio às forças policiais palestinas em Gaza, que já foram avaliadas, e consultará a Jordânia e o Egito, que possuem vasta experiência nessa área. Essa força será a solução de segurança interna a longo prazo. A ISF trabalhará com Israel e o Egito para ajudar a proteger as áreas de fronteira, juntamente com as forças policiais palestinas recém-treinadas. É fundamental impedir a entrada de munições em Gaza e facilitar o fluxo rápido e seguro de mercadorias para reconstruir e revitalizar Gaza. Um mecanismo de resolução de conflitos será acordado entre as partes.

    16. Israel não ocupará nem anexará Gaza. À medida que as Forças de Defesa de Israel (IDF) estabelecem o controle e a estabilidade, as IDF se retirarão com base em padrões, marcos e cronogramas vinculados à desmilitarização, que serão acordados entre as IDF, as ISF, os garantidores e os EUA, com o objetivo de uma Gaza segura que não represente mais uma ameaça a Israel, ao Egito ou aos seus cidadãos. Na prática, as IDF entregarão progressivamente o território de Gaza que ocupam às ISF, de acordo com um acordo firmado com a autoridade de transição, até que sejam completamente retiradas de Gaza, exceto por uma presença no perímetro de segurança que permanecerá até que Gaza esteja devidamente protegida de qualquer ameaça terrorista ressurgente.

    17. Caso o Hamas adie ou rejeite esta proposta, as medidas acima, incluindo a operação de ajuda humanitária ampliada, prosseguirão nas áreas livres de terrorismo entregues pelas IDF às ISF.

    18. Um processo de diálogo inter-religioso será estabelecido com base nos valores de tolerância e coexistência pacífica para tentar mudar as mentalidades e narrativas de palestinos e israelenses, enfatizando os benefícios que podem ser derivados da paz.

    19. À medida que o redesenvolvimento de Gaza avança e o programa de reforma da AP é fielmente executado, as condições podem finalmente estar reunidas para um caminho confiável para a autodeterminação e a criação de um Estado palestino, que reconhecemos como a aspiração do povo palestino.

    20. Os Estados Unidos estabelecerão um diálogo entre Israel e os palestinos para chegar a um acordo sobre um horizonte político para uma coexistência pacífica e próspera.

    Plano de Trump para Gaza inclui anistia a membros do Hamas e conselho liderado pelo americano