Categoria: MUNDO

  • Acidente com ônibus de peregrinos na Arábia Saudita deixa 45 mortos

    Acidente com ônibus de peregrinos na Arábia Saudita deixa 45 mortos

    Um ônibus que transportava peregrinos indianos pegou fogo após colidir em uma rodovia entre Meca e Medina. Segundo autoridades locais, apenas um passageiro sobreviveu. O governo da Índia enviou equipes de apoio e lamentou a tragédia que chocou o país

    Um grave acidente de ônibus na rodovia que liga Meca a Medina, na Arábia Saudita, deixou ao menos 45 mortos na noite de domingo (17). O veículo, que transportava peregrinos indianos de volta a Medina após a peregrinação Umrah, pegou fogo logo após a colisão, quando a maioria dos passageiros ainda estava a bordo.

    De acordo com a embaixada da Índia em Riade, o grupo havia encerrado a visita à cidade sagrada de Meca e seguia viagem de retorno quando ocorreu o acidente. Relatos da imprensa indiana indicam que muitos passageiros dormiam no momento da batida, o que dificultou a fuga das chamas.

    O comissário de polícia VC Sajjanar informou que apenas um passageiro sobreviveu, mas está internado em estado grave. “Quarenta e cinco pessoas morreram e há apenas um sobrevivente, que segue hospitalizado”, declarou.

    Equipes da Defesa Civil e da polícia saudita foram enviadas imediatamente para o local do desastre. O Consulado da Índia em Jidá instalou uma central de atendimento 24 horas para oferecer suporte às famílias das vítimas e coordenar a repatriação dos corpos.

    O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, lamentou a tragédia e prestou condolências às famílias. “Profundamente entristecido pelo acidente em Medina envolvendo cidadãos indianos. Meus pensamentos estão com as famílias que perderam seus entes queridos e rezo pela recuperação dos feridos”, escreveu nas redes sociais.

    Acidente com ônibus de peregrinos na Arábia Saudita deixa 45 mortos

  • Sheikh Hasina, ex-premiê de Bangladesh, é condenada à pena de morte

    Sheikh Hasina, ex-premiê de Bangladesh, é condenada à pena de morte

    Sheikh Hasina, ex-primeira-ministra de Bangladesh, foi considerada culpada por ordenar a repressão violenta de protestos estudantis em 2024. Segundo a Reuters, o tribunal em Daca impôs a pena de morte à líder, que fugiu para a Índia e ainda pode recorrer da sentença.

    A ex-primeira-ministra de Bangladesh, Sheikh Hasina, foi condenada à pena de morte nesta segunda-feira (17) por crimes contra a humanidade, após ser considerada responsável pela violenta repressão a protestos estudantis ocorridos em 2024. O julgamento, conduzido pelo Tribunal de Crimes Internacionais de Bangladesh, em Daca, durou meses e foi realizado sob forte esquema de segurança.

    Segundo a Reuters, o tribunal concluiu que “todos os elementos constitutivos de um crime contra a humanidade foram comprovados”, nas palavras do juiz Golam Mortuza Mozumder, que impôs a pena máxima. Hasina não estava presente na audiência, pois fugiu para a Índia em agosto de 2024. Ela ainda poderá recorrer da decisão à Suprema Corte do país.

    A condenação ocorre mais de um ano após a repressão aos protestos da Geração Z, movimento formado por estudantes que se mobilizaram contra um sistema de cotas considerado discriminatório. As manifestações, realizadas entre julho e agosto de 2024, foram duramente contidas pelas forças de segurança. De acordo com estimativas da ONU, mais de mil pessoas foram mortas e milhares ficaram feridas, configurando o episódio mais violento em Bangladesh desde a guerra de independência, em 1971.

    Durante o julgamento, os promotores afirmaram ter encontrado provas de que Hasina deu ordens diretas para o uso de força letal contra os manifestantes. A defesa, representada por um advogado nomeado pelo Estado, alegou que as acusações são politicamente motivadas e pediu a absolvição da ex-líder.

    De fora do país, Hasina divulgou uma nota dizendo que o veredito é “enviesado e sem base legal”. Ela afirmou que não teve acesso a uma defesa justa e negou ter planejado qualquer ataque contra civis. Segundo a ex-premiê, o governo “perdeu o controle da situação”, mas “não é possível caracterizar o que ocorreu como uma ação premeditada”.

    O caso reacende tensões políticas em Bangladesh às vésperas das eleições parlamentares, marcadas para fevereiro de 2026. O partido de Hasina, a Liga Awami, foi impedido de participar do pleito, o que aumenta o risco de novos protestos e instabilidade.

    O filho da ex-primeira-ministra, Sajeeb Wazed, afirmou à Reuters que a família não pretende recorrer da decisão “enquanto o país não tiver um governo democraticamente eleito”.

    Os protestos de 2024 tiveram como estopim o sistema de cotas que reservava um terço das vagas em cargos públicos para familiares de veteranos da guerra de independência. A medida, vista como injusta por jovens desempregados, provocou semanas de manifestações em todo o país.

    De acordo com a ONU, entre 15 de julho e 5 de agosto de 2024, até 1.400 pessoas podem ter morrido e milhares ficaram feridas, a maioria atingida por tiros das forças de segurança.

    Sheikh Hasina, ex-premiê de Bangladesh, é condenada à pena de morte

  • Homem se finge de piloto e engana companhia aérea por três anos

    Homem se finge de piloto e engana companhia aérea por três anos

    Espanhol é investigado por atuar como comandante na companhia lituana Avion Express sem ter habilitação para o cargo. Ele apresentou documentos falsos e pilotou voos comerciais por três anos. A fraude envolve múltiplos países e é apurada por autoridades de aviação europeias

    Um cidadão espanhol está sendo investigado por ter trabalhado como piloto comandante durante três anos na companhia aérea Avion Express, sediada na Lituânia, utilizando supostamente documentos falsos. O caso foi revelado pelo jornal italiano Corriere della Sera e gerou preocupação entre autoridades de aviação europeias.

    De acordo com a publicação, o homem se apresentou à empresa como comandante experiente, com mais de 10 mil horas de voo e uma carreira de duas décadas. No entanto, ele possuía apenas a licença de primeiro-oficial, habilitação que permite atuar como copiloto, mas não como piloto responsável pela aeronave.

    Fontes próximas à investigação informaram que ele estava autorizado a operar apenas aeronaves do modelo Airbus A320, voltadas para voos curtos e médios, e que sua experiência anterior se limitava à função de copiloto na companhia Garuda Indonesia, principal empresa aérea da Indonésia.

    Durante o período em que trabalhou na Avion Express, o espanhol teria comandado voos não só da própria empresa, mas também de outras companhias europeias, já que a Avion Express opera no sistema ACMI, modelo no qual as aeronaves e tripulações são alugadas para companhias parceiras.

    A suposta fraude veio à tona quando a empresa recebeu informações não verificadas sobre a experiência do funcionário. Pouco depois, ele pediu demissão, e uma investigação interna foi aberta. Em nota enviada ao Corriere della Sera, a Avion Express confirmou que o homem havia trabalhado na companhia, mas afirmou que ainda não existem provas conclusivas de falsificação.

    A companhia informou que a investigação está em andamento e envolve autoridades de vários países, com o objetivo de verificar todos os detalhes sobre a experiência profissional do piloto. A Avion Express também afirmou que colaborará integralmente com as autoridades caso seja comprovada qualquer fraude.

    Especialistas em aviação ouvidos pelo jornal destacaram a gravidade do caso, explicando que o comandante de uma aeronave é o responsável final pela segurança de todos a bordo, com autoridade para tomar decisões críticas, gerenciar emergências e garantir o cumprimento de todos os protocolos de voo.

    A Avion Express realiza operações em diversos países europeus, incluindo Portugal, com voos para Lisboa, Porto e Faro, mas a maior parte de suas atividades ocorre por meio de parcerias com outras companhias aéreas. O caso segue sob investigação internacional.

    Homem se finge de piloto e engana companhia aérea por três anos

  • Esquerda e extrema direita disputarão 2º turno das eleições no Chile

    Esquerda e extrema direita disputarão 2º turno das eleições no Chile

    Jeannette Jara, ex-ministra do governo Boric, e o ultraconservador José Antonio Kast lideraram as urnas e se enfrentarão em 14 de dezembro. A eleição chilena teve participação recorde de 85% e revelou a força da polarização política no país

    A candidata de esquerda Jeannette Jara e o ultraconservador José Antonio Kast foram os mais votados nas eleições presidenciais do Chile, realizadas neste domingo (16), e vão disputar o segundo turno em 14 de dezembro.

    Com quase todos os votos apurados, Jara, ex-ministra do Trabalho do governo de Gabriel Boric, lidera a disputa com 26,8% dos votos, pouco mais de 340 mil, enquanto Kast, advogado de perfil ultracatólico e líder da direita radical, obteve 23,9%. A eleição teve participação recorde, com 85% dos eleitores comparecendo às urnas.

    A vantagem da candidata foi menor do que previam as pesquisas, que apontavam ampla liderança. Militante comunista e única representante da esquerda no pleito, Jara reconheceu que o desafio agora será conquistar o apoio dos eleitores que não votaram nela nem em Kast. “Os desafios são imensos. A partir de amanhã vou escutar quase metade dos chilenos que não votaram em nós”, declarou.

    A grande surpresa da votação foi o desempenho do populista de direita Franco Parisi, que terminou em terceiro lugar, com 19,5% dos votos. O apoio de seus eleitores poderá ser decisivo no segundo turno.

    Durante a campanha, Jara tentou se distanciar da imagem de Boric, cujo governo tem aprovação abaixo de 30%. Ela enfrenta o desafio de ampliar o apoio ao governo e romper o ciclo político conhecido como pêndulo chileno, já que desde 2006 nenhum presidente conseguiu eleger um sucessor do mesmo partido.

    “Não deixem que o medo congele seus corações. Aqueles que nos dividem e semeiam o ódio prestam um péssimo serviço ao futuro do Chile”, afirmou Jara, de 51 anos, que ganhou destaque ao liderar reformas sociais como o aumento do salário mínimo e a revisão do sistema de pensões.

    Do outro lado, Kast baseou sua campanha em temas como segurança pública e imigração irregular, evitando expor suas posições ultraconservadoras sobre costumes e sua conhecida defesa da ditadura de Augusto Pinochet, que governou o país de 1973 a 1990.

    Em discurso após o resultado, o candidato afirmou que “o Chile acordou”, em referência ao lema usado nos protestos de 2019. “Depois de seis anos de violência, ideologia e mediocridade, milhões de chilenos escolheram abraçar um projeto que se opõe a este governo fracassado”, declarou Kast, que tem como referências os presidentes Donald Trump, dos Estados Unidos, e Nayib Bukele, de El Salvador.

    Kast, que concorre à Presidência pela terceira vez, já conta com o apoio do também ultradireitista Johannes Kaiser e da ex-prefeita Evelyn Matthei, representante da direita tradicional. “À terceira é de vez”, disse Kast ao celebrar o resultado.

    No mesmo domingo, o Chile também realizou eleições legislativas para renovar toda a Câmara dos Deputados e parte do Senado. O Partido Republicano, liderado por Kast, obteve avanços significativos nas duas casas, o que pode fortalecer um eventual governo de extrema direita.

    Esquerda e extrema direita disputarão 2º turno das eleições no Chile

  • Vulcão entra em erupção, e voos são cancelados no Japão

    Vulcão entra em erupção, e voos são cancelados no Japão

    O vulcão, chamado Sakurajima e localizado na ponta sul de Kyushu, perto da cidade de Kagoshima, entrou em erupção por volta da 1h no horário local (13h de sábado em Brasília), informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA). Houve mais duas erupções por volta das 2h30 e 8h50 locais.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Um vulcão entrou em erupção, neste domingo (16), na principal ilha ocidental do Japão, Kyushu. Cinzas e uma coluna de fumaça alcançaram até 4,4 km de altura, o que causou dezenas de cancelamentos de voos.

    O vulcão, chamado Sakurajima e localizado na ponta sul de Kyushu, perto da cidade de Kagoshima, entrou em erupção por volta da 1h no horário local (13h de sábado em Brasília), informou a Agência Meteorológica do Japão (JMA). Houve mais duas erupções por volta das 2h30 e 8h50 locais.

    Segundo a agência de notícias Kyodo, esta foi a primeira erupção a atingir 4 km ou mais de altura em quase 13 meses. A mídia local também noticiou o cancelamento de 30 voos que chegariam ou partiriam do aeroporto de Kagoshima devido à queda de cinzas e outros motivos relacionados.

    A JMA informou que as cinzas vulcânicas foram lançadas para nordeste após a última erupção e que esperava que caíssem em Kagoshima e na província vizinha de Miyazaki neste domingo.
    Sakurajima é um dos vulcões mais ativos do Japão, e erupções de diferentes níveis ocorrem regularmente. Em 2019, o vulcão lançou cinzas a uma altura de até 5,5 km.

    Vulcão entra em erupção, e voos são cancelados no Japão

  • Zelensky anuncia reforma de setor energético após escândalo de corrupção

    Zelensky anuncia reforma de setor energético após escândalo de corrupção

    O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, anunciou hoje uma reformulação das empresas estatais de energia, incluindo a operadora nuclear Energoatom, que está no centro de um escândalo de corrupção há vários dias.

    Estamos iniciando uma reformulação nas principais empresas estatais de energia”, anunciou o líder ucraniano em um comunicado compartilhado nas redes sociais.

    De acordo com o comunicado, um novo conselho de supervisão deve assumir suas funções dentro de uma semana na Energoatom.

    Outras estatais do setor energético também estão envolvidas no escândalo, incluindo a operadora hidrelétrica do país e as empresas nacionais de extração e transporte de gás.

    Na segunda-feira, o Gabinete Nacional Anticorrupção da Ucrânia (NABU) anunciou ter descoberto um esquema criminoso que teria desviado 100 milhões de dólares (cerca de 86 milhões de euros) no setor, o que levou à demissão dos ministros da Justiça e da Energia.

    Segundo Zelensky, será realizada uma auditoria completa das atividades financeiras das empresas envolvidas, além da substituição de seus administradores e dos representantes do Estado nos conselhos de administração.

    “Qualquer esquema descoberto nessas empresas deve ser enfrentado com uma resposta rápida e justa”, alertou.

    O presidente ucraniano afirmou no comunicado que instruiu os membros do governo a manterem “uma comunicação constante e construtiva com as autoridades policiais e os órgãos anticorrupção”.

    O escândalo recente também abalou a presidência, já que o suposto mentor do esquema, Timur Mindich, era considerado um amigo próximo de Zelensky.

    No último verão, o governo foi amplamente criticado por tentar retirar a independência do NABU e da Procuradoria Anticorrupção (SAP), criados há 10 anos, mas recuou diante dos protestos generalizados da sociedade civil e dos aliados ocidentais de Kyiv.

    O setor energético da Ucrânia tem sido duramente atingido nos últimos dias por uma campanha de bombardeios em larga escala com mísseis e drones russos, deixando grande parte do país no escuro.

    O último grande ataque em Kyiv, ocorrido na madrugada de sexta-feira, deixou pelo menos sete mortos e dezenas de feridos.

    Zelensky anuncia reforma de setor energético após escândalo de corrupção

  • Alerta global: Cientistas alertam para uma possível catástrofe em 2026

    Alerta global: Cientistas alertam para uma possível catástrofe em 2026

    À medida que a população mundial continua a aumentar, juntamente com a insegurança alimentar, a urbanização, a desmatamento das florestas e as alterações climáticas, van Foerster prevê que 2026 será o ano em que estes fatores atingirão um ponto de ebulição.

    Segundo o físico Heinz von Foerster, 2026 será um ano horrível para a humanidade. À medida que a população mundial continua a aumentar, juntamente com a insegurança alimentar, a urbanização, a desmatamento das florestas e as alterações climáticas, van Foerster prevê que 2026 será o ano em que estes fatores atingirão um ponto de ebulição. Como ele chegou a essa previsão e o que podemos fazer para evitar esse destino terrível?

    Alerta global: Cientistas alertam para uma possível catástrofe em 2026

  • "Estou com medo", diz mãe de menino brasileiro que teve dedos amputados

    "Estou com medo", diz mãe de menino brasileiro que teve dedos amputados

    A mãe do menino brasileiro de nove anos que perdeu as pontas de dois dedos arrancados em um caso de bullying, na Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, disse ter sido alvo de represálias.

    A mãe do menino de nove anos que perdeu as pontas de dois dedos em um caso de bullying, na Escola Básica de Fonte Coberta, em Cinfães, confessou ter sido alvo de represálias por parte dos pais das crianças envolvidas no caso. E decidiu, por isso, se mudar para uma cidade a cerca de uma hora de distância.

    Vim para Portugal à procura de uma vida melhor. Vivi no Porto por três anos e depois fui para uma região mais barata. Mas, agora, tenho de mudar tudo de novo. Estou com medo”, confessou Nívia Estevam ao g1.

    Desde que denunciou o episódio, a família da jovem de 27 anos está temporariamente na casa dos sogros, regressando à sua residência apenas para alimentar o animal de estimação, um gato chamado Shelbinho. Contudo, Nívia decidiu mudar-se permanentemente, por temer novas represálias.

    “O meu receio é que é uma cidade pequena, como se fosse uma região no interior do Brasil. As pessoas conhecem-se todas e, como os pais dos agressores têm família e amigos na região, não sei o que podem fazer. Não sei a maldade deles”, afirmou Nívia.

    A mãe da criança adiantou ao g1 que a mudança será feita num único dia, com a ajuda de familiares. Será também necessário matricular o menino numa nova escola, mas a jovem confessou temer que ocorram mais situações de violência, já que “muitas regiões de Portugal são racistas e xenófobas”.

    O caso de bullying foi denunciado pela própria Nívia, que se apresentou na rede social Instagram como “mãe da criança de nove anos que teve as pontas dos dedos amputados dentro da escola em Portugal”.

    “Duas crianças fecharam a porta nos dedos do meu filho” quando ele foi ao banheiro, e o impediram “de sair e pedir ajuda”, contou numa das publicações, acrescentando que o menino “perdeu muito sangue e precisou se arrastar por baixo da porta com os dedos já amputados”.

    O menor foi submetido a três horas de cirurgia no Hospital de São João, no Porto, e irá ficar “com sequelas físicas e psicológicas”, afirmou, pedindo ajuda jurídica para enfrentar o momento que está vivendo.

    Segundo Nívia, o episódio de segunda-feira, dia 10 de novembro, aconteceu depois de já ter feito outras queixas relativas a “puxões de cabelo, pontapés e enforcamento”, sendo que “nenhuma atitude foi tomada pela escola”.

    A mãe criticou o fato da escola não ter acionado a Polícia de Segurança Pública (PSP), e de não ter explicado a ela a gravidade da situação (da qual só se percebeu quando já ia na ambulância) e de as funcionárias terem limpado “todo o local” do incidente.

    “A escola está tratando isto como uma brincadeira que correu mal”, lamentou.

    Agrupamento e Inspeção-Geral da Educação abriram inquéritos

    Entretanto, o Agrupamento de Escolas de Souselo abriu um inquérito interno para apurar o que aconteceu, segundo disse à agência Lusa o seu diretor, Carlos Silveira.

    Carlos Silveira não quis dar mais esclarecimentos sobre o que aconteceu na segunda-feira, por ocorrer o inquérito interno, mas garantiu que “os socorros foram prontamente chamados” e a escola desenvolveu os procedimentos adequados.

    “Não há PSP em Cinfães, só GNR. Quando é acionado o INEM (Instituto Nacional de Emergência Médica), se considerar que é uma situação grave, automaticamente entra em contacto com as forças de segurança”, explicou.

    Também a Inspeção-Geral da Educação abriu “um processo de averiguações sobre o incidente, a pedido do diretor geral da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares”.

    O pedido de ajuda de Nívia foi ouvido e um grupo de 15 advogados já se disponibilizou para tratar do processo.

    “Vamos proceder à queixa ao Ministério Público e vamos tratar do processo administrativo, da responsabilidade civil da escola em termos de vigilância e do processo cível”, revelou à Lusa a advogada Catarina Zuccaro.

    No que respeita à questão criminal, os advogados vão estudar o que poderá ser feito, porque “os envolvidos são menores de idade”, mas terão de ser responsabilizados, acrescentou.

    “Somos 15 advogados que vamos atuar. Cada núcleo vai ficar com uma parte: com o criminal, com o administrativo e com o cível”, contou Catarina Zuccaro.

     

    "Estou com medo", diz mãe de menino brasileiro que teve dedos amputados

  • Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

    Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

    O Chile vota hoje num cenário político que reedita, aos tempos atuais, a dicotomia entre o socialista Salvador Allende e o ditador Augusto Pinochet, com três candidatos que reivindicam o legado do general, 52 anos após o golpe militar.

    “Desde 1990, quando a democracia foi restaurada no Chile, todos os presidentes foram de centro-esquerda ou de centro-direita, contrários a Pinochet, incluindo o presidente Sebastián Piñera. Agora, se um dos três candidatos da direita vencer, teremos um presidente ‘pinochetista’. Será a primeira vez na nossa história”, disse à Lusa o analista político, escritor e ex-embaixador do Chile em Portugal (2009-2012), Fernando Ayala.

    Em 11 de setembro de 1973, Salvador Allende, então o único socialista a chegar à presidência pelo voto popular e, por isso, uma referência em toda a América Latina, suicidou-se ao ver os bombardeios ordenados pelo general Augusto Pinochet ao Palácio La Moneda, sede do governo chileno e palco do golpe militar.

    Passados 52 anos, Jeannette Jara, a primeira candidata comunista apoiada por uma coalizão de centro-esquerda, concorre contra três candidatos, dois deles de extrema-direita, mas todos abertamente ‘pinochetistas’. Antes, os políticos de direita chilenos defendiam a escola neoliberal de Pinochet na economia; agora, os candidatos reivindicam o legado do ditador em toda a sua extensão, especialmente a chamada “mão dura” como forma de combater o crime, e estão dispostos a rever os limites dos direitos humanos.

    O candidato de extrema-direita José Antonio Kast, segundo nas intenções de voto, disse que, se Pinochet estivesse vivo, votaria em Kast.

    O também candidato de extrema-direita Johannes Kaiser, tecnicamente empatado com Kast, afirmou que, se o país estivesse nas mesmas condições políticas de 52 anos atrás, ele apoiaria um novo golpe de Estado.

    A candidata de direita Evelyn Matthei, filha de Fernando Matthei — um dos integrantes da junta militar de Pinochet — defende que o golpe era inevitável ou o Chile teria se tornado Cuba. Também considera que os crimes cometidos nos dois primeiros anos da ditadura eram inevitáveis.

    Os três, descendentes de alemães, se cumprimentam em alemão e anunciam que vão libertar os militares condenados por crimes contra a humanidade durante a ditadura. E, se o golpe de 1973 foi financiado pela CIA, agora Donald Trump já afirmou que espera somar um aliado ideológico no Chile.

    “Diferentemente de todos os demais países onde os ditadores morreram no poder, fugiram ou foram presos, Pinochet manteve-se como comandante do Exército e senador vitalício. Essa anomalia nunca foi resolvida porque sua Constituição continua vigente e, quando tivemos a chance de enterrá-la definitivamente, falhamos”, conta Fernando Ayala.

    Nestas eleições, como nunca antes nos últimos 35 anos de democracia, Pinochet revive. No ato de encerramento da campanha de Johannes Kaiser, imagens do general eram vendidas como santinhos.

    Um estudo da consultoria Cadem indicou, em setembro, que Pinochet é a segunda figura histórica mais admirada pelos chilenos, com 10% dos votos — três pontos a mais do que no ano passado, quando começou a aparecer na lista dos dez mais admirados. Em 2023, ano dos 50 anos do golpe de Estado, ele havia obtido apenas 4%.

    O deposto Salvador Allende, sempre presente na lista, ficou agora em terceiro lugar, com 8%.

    “O motivo pelo qual os chilenos estão revivendo os símbolos da ditadura é a situação da criminalidade no país e a demanda social por segurança através da mão dura, uma bandeira política que impulsionou a extrema-direita”, observa Fernando Ayala.

    Para a analista política Claudia Heiss, “estas eleições têm uma estética e uma retórica que reivindicam a figura de Pinochet”.

    “O que se esperaria, 50 anos após o golpe, é que a direita mostrasse suas credenciais democráticas, mas a verdade é que a ideia do caos e do medo usada na ditadura ainda ressoa no eleitorado chileno”, aponta a cientista política da Universidade do Chile.

    A presença de uma candidata comunista e a demanda por segurança pública contra o crime ajudam a manter viva a dicotomia chilena.

    “Existe algo da Guerra Fria presente nos debates atuais. A direita fala do câncer marxista e defende o Estado mínimo e certas ideias programáticas, colocando a esquerda como irresponsável. Além disso, ainda está muito viva a eclosão social de 2019, quando jovens foram às ruas em uma luta épica semelhante ao enfrentamento entre a Unidade Popular (de Allende) e o golpe de Estado (de Pinochet), com o uso da violência”, compara Claudia Heiss.

    Há seis anos, milhares de pessoas foram às ruas em grandes e espontâneas manifestações populares contra a Constituição neoliberal de 1980, imposta por Pinochet e vista como o ponto de partida da desigualdade no país.

    “Não havia nenhuma ação coordenada nem grupo armado, mas essa eclosão social alimentou temores na direita reacionária e anticomunista”, explica Heiss.

    “Enquanto não mudarmos essa Constituição, o fantasma de Pinochet continuará pelas ruas do Chile”, sentencia Fernando Ayala.

    Chile pode ter 1.º presidente que reivindica o legado do ditador Pinochet

  • Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA

    Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA

    Segundo a Defensoria Pública, seis menores de idade que teriam sido recrutados por facções estão entre os mortos em um bombardeio ordenado pelo presidente Gustavo Petro na região amazônica do sul do país.

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Após pressão feita pelos Estados Unidos para que a Colômbia detenha o narcotráfico, as Forças Armadas do país sul-americano mataram, em uma semana, 28 pessoas, incluindo menores de idade, acusadas de envolvimento com grupos de guerrilha e com tráfico de cocaína.

    Segundo a Defensoria Pública, seis menores de idade que teriam sido recrutados por facções estão entre os mortos em um bombardeio ordenado pelo presidente Gustavo Petro na região amazônica do sul do país.

    “Tudo isso é lamentável. É a guerra em seu desdobramento doloroso e desumano afetando os mais vulneráveis: menores recrutados devido à falta de proteção e hoje transformados em alvos militares”, disse a defensora Iris Marín, em áudio enviado à imprensa.

    Ela afirmou ainda que “as forças militares devem adotar todas as precauções possíveis para proteger as crianças” de acordo com os princípios internacionais que “obrigam a avaliar muito cuidadosamente os meios e métodos de guerra para evitar danos desproporcionais ou desnecessários”.

    Na última terça (11), o Exército anunciou o resgate de três menores de idade em poder de uma guerrilha. Em paralelo, veículos de comunicação informaram sobre a possível morte de adolescentes nas operações.

    “Quem se envolve nas hostilidades perde toda proteção, sem distinção alguma. O que mata não é a idade, é a arma em si”, disse o ministro da Defesa, Pedro Sánchez, em declarações repudiadas pela oposição.

    Os ataques ocorrem após pressões dos EUA contra a Colômbia e seu presidente para que detenha o narcotráfico. Nos últimos dias, Petro intensificou a ofensiva contra os grupos armados e determinou bombardeios. O mais mortal ocorreu na terça, em Guaviare, no sul do país, que matou 19 pessoas.

    Os militares disseram que os mortos integravam grupos dissidentes das extintas Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Essa foi a operação mais letal do tipo durante a Presidência de Petro, que começou em 2022.

    Uma autoridade do Ministério da Defesa disse à agência de notícias AFP, na sexta-feira (14), que nove rebeldes também morreram em uma operação em Arauca, na fronteira com a Venezuela.

    Veículos de comunicação locais relatam que uma investigação está em andamento para determinar se um comandante de alta patente conhecido como Antonio Medina, que lidera uma sangrenta guerra contra o grupo guerrilheiro ELN, está entre as vítimas.

    “O que sabemos é que o ataque foi extremamente preciso e atingiu o alvo pretendido”, afirmou Sánchez, o ministro da Defesa.

    O presidente colombiano afirma que as forças de segurança estão utilizando todos os recursos para combater os grupos armados e critica os EUA por, segundo ele, não conseguirem conter o consumo de drogas.

    Petro enfrenta sanções impostas pelo governo de Donald Trump por sua suposta inação no combate aos cartéis de drogas que operam na Colômbia. O republicano chegou a chamá-lo de “chefão do narcotráfico”.

    As duas facções guerrilheiras alvejadas pelas Forças Armadas colombianas seriam comandadas por Iván Mordisco, o criminoso mais procurado do país.

    No entanto, opositores dizem que as organizações se fortaleceram sob a política de Petro de negociar seu desarmamento. Petro tentou fazer as pazes com Mordisco, mas o líder rebelde se retirou das negociações.

    Na terça, o presidente escreveu na plataforma X que havia ordenado a suspensão do compartilhamento de informações com as agências de inteligência dos EUA até que Washington interrompesse os ataques a embarcações no Caribe e no Pacífico, que deixaram pelo menos 80 mortos. Dois dias depois, o governo recuou e garantiu que a cooperação continuaria.

    Forças da Colômbia matam 28 guerrilheiros em uma semana após pressão dos EUA