Categoria: MUNDO

  • Vulcão de lama entra em erupção e lança chamas de 2 metros; veja

    Vulcão de lama entra em erupção e lança chamas de 2 metros; veja

    O fenômeno raro durou cerca de três horas e foi provocado pela mistura de gases subterrâneos de alta pressão com água e rochas. Moradores registraram o momento e chegaram a lançar trapos em chamas no vulcão para manter a erupção ativa, segundo a BBC

    Um vulcão de lama entrou em erupção na quarta-feira (12) em Taiwan, lançando jatos de lama e chamas que chegaram a dois metros de altura.

    De acordo com a BBC, o fenômeno considerado raro durou aproximadamente três horas. Essas erupções acontecem quando gases subterrâneos sob alta pressão, como o metano, se misturam à água do subsolo, dissolvem rochas e projetam lama e vapor pela superfície.

    Vídeos divulgados nas redes sociais mostram moradores acompanhando o espetáculo natural e até lançando trapos em chamas no interior do vulcão para manter a erupção ativa.

    As autoridades locais não registraram feridos ou danos materiais significativos.

    Vulcão de lama entra em erupção e lança chamas de 2 metros; veja

  • Condenado no corredor da morte é salvo minutos antes da execução

    Condenado no corredor da morte é salvo minutos antes da execução

    Tremane Wood, preso desde 2002 por um homicídio em Oklahoma, teve a pena de morte comutada para prisão perpétua pelo governador Kevin Stitt. Ele sempre afirmou ser inocente e culpa o irmão, já falecido, pelo crime.

    Um preso que seria executado nesta quinta-feira (13) foi poupado minutos antes da aplicação da injeção letal no estado de Oklahoma, nos Estados Unidos, após receber um indulto do governador Kevin Stitt.

    A execução de Tremane Wood estava marcada para as 10h (horário local), mas o governador decidiu aceitar a recomendação do Conselho de Indultos e Liberdade Condicional e comutou a pena de morte para prisão perpétua sem possibilidade de liberdade condicional.

    O caso de Wood, de 46 anos, aconteceu 2002, quando um assalto a um hotel em Oklahoma terminou com a morte de um jovem imigrante de 19 anos que trabalhava como agricultor no estado de Montana. Condenado à morte pelo crime, Wood sempre afirmou ser inocente da acusação de homicídio, alegando que quem matou a vítima foi seu irmão, Zjaiton, morto na prisão em 2019.

    “Não sou um monstro, não sou um assassino. Nunca fui”, declarou Tremane em um vídeo divulgado por sua defesa. A advogada reforçou que o irmão dele havia confessado ter cometido outros assassinatos.

    Antes da decisão do governador, a defesa chegou a recorrer à Suprema Corte dos Estados Unidos para tentar impedir a execução, mas o pedido foi negado. Procuradores insistiam que Wood representava perigo à sociedade, alegando que ele continuava a cometer crimes dentro da prisão, como tráfico de drogas, contrabando de celulares e incitação à violência entre detentos.

    Desde que assumiu o cargo, há sete anos, o governador Kevin Stitt concedeu clemência a um condenado à morte apenas uma vez até esta decisão que salvou Tremane Wood da execução.

    Condenado no corredor da morte é salvo minutos antes da execução

  • Tubarão-branco gigante retorna à costa dos EUA após migração ao Canadá

    Tubarão-branco gigante retorna à costa dos EUA após migração ao Canadá

    Contender, o maior macho monitorado no Atlântico, percorreu quase 7 mil quilômetros desde janeiro e foi localizado perto de Atlantic City, em Nova Jersey. Migração marca o início do retorno dos tubarões às águas mais quentes.

    O maior tubarão-branco macho monitorado no oceano Atlântico voltou à costa dos Estados Unidos neste mês, após nadar até o Canadá no fim do verão.

    Segundo a organização Ocearch, especializada no monitoramento de tubarões, o animal de 4,2 metros de comprimento foi localizado nesta semana nas proximidades de Atlantic City, em Nova Jersey.

    Batizado de Contender, o tubarão começou a ser acompanhado em janeiro, quando nadava próximo aos estados da Flórida e da Geórgia. Depois, seguiu rumo ao norte, chegando até as águas frias de Newfoundland, no Canadá. Desde então, percorreu cerca de 4.300 milhas (6.920 quilômetros).

     
     

     
     
    View this post on Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    A post shared by OCEARCH (@ocearch)

    Após a temporada no Canadá, Contender retornou para o sul e agora está na costa de Nova Jersey. O animal pesa aproximadamente 748 quilos.

    De acordo com a Ocearch, Contender não é o único em movimento. Ernst, uma fêmea da mesma espécie, também vem migrando para o sul desde outubro, seguindo uma rota semelhante.

    A organização explica que, além dos tubarões-brancos, outras espécies como tubarões-tigre e tubarões-martelo também são monitoradas. Os pesquisadores destacam que os tubarões-brancos costumam passar o verão em águas mais frias e ricas em alimento, no norte, migrando depois para o sul em busca de temperaturas mais quentes.

    Neste ano, a Ocearch registrou um aumento no número de avistamentos da espécie nas águas do estado do Maine e também no Canadá.
    O trajeto dos animais pode ser acompanhado em tempo real clicando aqui.

    Tubarão-branco gigante retorna à costa dos EUA após migração ao Canadá

  • 'Sou o único capaz de derrubar Trump', disse Epstein em troca de e-mail

    'Sou o único capaz de derrubar Trump', disse Epstein em troca de e-mail

    Trump e Epstein foram amigos nas décadas de 1980 e 1990 e frequentavam eventos sociais juntos em Nova York e Flórida; as mensagens foram compartilhadas ontem por membros do Comitê de Supervisão da Câmara

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Jeffrey Epstein, empresário acusado de manter uma rede de exploração sexual de menores e morto na prisão em 2019, teria dito ser o único “capaz de derrubar” o atual presidente dos EUA, Donald Trump. A mensagem está entre os cerca de 20 mil arquivos que deputados do país tornaram públicos nesta semana.

    Epstein cita Trump em uma troca de mensagens no final de 2018. O destinatário, não identificado, escreve: “Eles estão realmente apenas tentando derrubar Trump e fazendo o que podem para isso”. “É uma loucura”, responde Epstein. “Porque sou eu quem pode derrubá-lo.”

    Ele chama Trump de “cão que não late” e diz que político “nunca foi mencionado” em escândalo de pedofilia. Em uma mensagem de Epstein enviada em abril de 2011 a Ghislaine Maxwell – sua cúmplice, ex-namorada e amiga de longa data -, o pedófilo afirma que Trump passou “horas” na casa dele com uma das supostas vítimas de tráfico sexual, cujo nome foi omitido nos documentos publicados. Maxwell cumpre atualmente pena de 20 anos após ser condenada por crimes de tráfico sexual, incluindo o aliciamento de meninas para serem abusadas.

    “Ele sabia sobre as meninas”, disse Epstein. Em outra mensagem, enviada em janeiro de 2019 por Epstein ao biógrafo de Trump, o escritor e jornalista Michael Wolff, o magnata escreve que “é claro que ele [Trump] sabia sobre as meninas, já que pediu a Ghislaine para parar”.

    Trump e Epstein foram amigos nas décadas de 1980 e 1990. Eles frequentavam eventos sociais juntos em Nova York e Flórida. A controvérsia em torno de seus laços estreitos com o criminoso sexual condenado persegue Trump desde julho passado, quando o Departamento de Justiça anunciou que não divulgaria mais informações sobre o financista nova-iorquino, que supostamente cometeu suicídio em 2019 enquanto aguardava julgamento na prisão.

    As mensagens foram compartilhadas ontem por membros do Comitê de Supervisão da Câmara. Foram revisados cerca de 23 mil documentos adicionais relacionados ao caso Epstein, que causou grande agitação entre a base de apoio do presidente republicano.

    TRUMP DIZ QUE DEMOCRATAS QUEREM ‘DESVIAR ATENÇÃO’ COM E-MAILS DE EPSTEIN

    Trump acusou os democratas de tentarem “desviar” a atenção de outros assuntos com a publicação de e-mails. “Os democratas estão tentando ressuscitar novamente a farsa de Jeffrey Epstein porque farão qualquer coisa para desviar a atenção do quão mal eles lidaram com o fechamento do governo e de tantos outros temas”, afirmou em sua plataforma, Truth Social, em alusão à paralisação orçamentária de 40 dias nos EUA, pela qual ele responsabiliza seus adversários.

    O presidente dos EUA negou qualquer envolvimento e conhecimento sobre as atividades de tráfico sexual de Epstein. Mas os democratas disseram que os e-mails “levantam sérias perguntas sobre Donald Trump e seu conhecimento dos crimes horríveis de Epstein”.

    A comoção em torno do tema continua agitando a gestão de Trump. Isso ocorre quatro meses depois de o Departamento da Justiça encerrar o caso efetivamente, anunciando que não havia mais informações a compartilhar.

    'Sou o único capaz de derrubar Trump', disse Epstein em troca de e-mail

  • Epstein diz que recebeu ligação com Lula e afirma que 'Bolsonaro é o cara' em troca de emails

    Epstein diz que recebeu ligação com Lula e afirma que 'Bolsonaro é o cara' em troca de emails

    Epstein cita em mensagem sobre as eleições no Brasil em 2018, no qual afirmava que Bolsonaro iria ganhar; empresário também cita mensagem de Lula, quando estava preso, ao brasileiros

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é citado em emails do caso Epstein divulgados nesta quarta-feira (12) por parlamentares republicanos dos Estados Unidos. Na menção, o financista Jeffrey Esptein, acusado de tráfico sexual nos EUA, afirma ter recebido uma ligação do escritor americano Noam Chomsky com o petista na linha, direto da prisão.

    Chomsky visitou Lula na sede da Polícia Federal em Curitiba em setembro de 2018, de quando datam as mensagens de Epstein.

    Nos arquivos, as mensagens ainda fazem menção ao que pode ser a eleição brasileira. Após relatar a ligação, o interlocutor do financista na troca de emails, cuja identidade não é revelada nos arquivos, escreve: “Diga a ele que meu garoto vai vencer a eleição no primeiro turno”.

    Logo em seguida, Epstein ainda cita “uma mensagem de Lula ao Partido dos Trabalhadores (PT) sobre a militância da organização”, que teria sido emitida naquele dia.

    Algumas mensagens abaixo, Epstein escreve: “Bolsonara [sic] the real deal” (Bolsonaro é o cara).

    Os documentos foram publicados pelos republicanos nesta quarta após membros do Partido Democrata divulgarem três emails atribuídos a Epstein que sugerem que o presidente Donald Trump tinha ciência dos abusos sexuais e passou horas com uma das vítimas.

    Trump afirmou em seguida que os democratas “estão tentando ressuscitar a farsa de Jeffrey Epstein” com uma “armadilha” para desviar a atenção “do quão desastrosos foram com a paralisação do governo”.

    Epstein diz que recebeu ligação com Lula e afirma que 'Bolsonaro é o cara' em troca de emails

  • Hitler tinha micropênis? Documentário aponta síndrome rara em líder nazista

    Hitler tinha micropênis? Documentário aponta síndrome rara em líder nazista

    Estudo indica que Hitler tinha uma síndrome que poderia ter provocado desenvolvimento de micropênis, um dos sintomas associados aos baixos níveis de testosterona

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um documentário exibido no Reino Unido afirma que uma nova análise do DNA de Adolf Hitler identificou sinais de uma síndrome genética rara, que aumentaria a probabilidade de o líder nazista ter tido um micropênis.

    Análise genética indica alterações associadas a um distúrbio hereditário que afeta o desenvolvimento sexual. Segundo o Times of Israel, a equipe utilizou um tecido manchado de sangue retirado do sofá onde Hitler morreu, em 1945, para reconstruir seu perfil biológico. Os pesquisadores afirmam que as variantes identificadas apontam para um quadro hormonal atípico.

    Sinais identificados são compatíveis com a síndrome de Kallmann. A condição causa puberdade incompleta e pode provocar subdesenvolvimento dos órgãos genitais, segundo o Independent. Os pesquisadores explicam que esse conjunto de fatores aumenta a probabilidade de anomalias testiculares e inclui a possibilidade de micropênis. A estimativa citada na reportagem indica que variantes associadas ao distúrbio podem elevar a chance de micropênis para aproximadamente uma em dez.

    Documentário detalha origem e análise da amostra. O estudo foi apresentado no programa “Hitler’s DNA: Blueprint of a Dictator”, que descreve o processo de comparação do material genético com registros atribuídos a parentes do líder nazista. A geneticista Turi King, ouvida no documentário, afirma que Hitler “poderia ter tido um genoma totalmente comum, mas não teve”, em referência à presença de variantes raras associadas ao desenvolvimento hormonal.

    HISTÓRICO E LIMITAÇÕES

    Rumores antigos sobre anomalias genitais reaparecem com o estudo. O Independent lembra que um exame médico de 1923 registrou um testículo não descido, condição conhecida como criptorquidia. O jornal também menciona relatos históricos de que Hitler teria enfrentado dificuldades sexuais, embora não haja confirmação médica dessas narrativas.

    Análise genética não explica comportamento de Hitler. Os pesquisadores afirmam que os achados descrevem apenas características biológicas identificadas na amostra, sem relação com decisões políticas ou atos de violência do ditador nazista. O Times of Israel cita o psicólogo Simon Baron-Cohen, que afirma que comportamento “não é 100% genético” e que associar o resultado a atos de violência pode estigmatizar pessoas com condições semelhantes.

    Estudo descarta ancestralidade judaica. A reportagem do Times of Israel afirma que a análise não encontrou evidências de ascendência judaica no material examinado, tema que historicamente alimentou teorias conspiratórias associadas ao líder nazista.

    Resultados ainda não foram publicados em revista científica. A equipe afirma que divulgou os achados no documentário para apresentar as limitações do método e evitar leitura exagerada dos dados. Segundo o Independent, os responsáveis informaram que o estudo está sendo submetido a uma revisão por pares, processo que ainda não foi concluído.

    Hitler tinha micropênis? Documentário aponta síndrome rara em líder nazista

  • Avião da Air India faz pouso de emergência por ameaça de bomba

    Avião da Air India faz pouso de emergência por ameaça de bomba

    Um voo da Air India Express teve de fazer um pouso de emergência depois de receber uma ameaça de bomba, quando viajava entre as cidades de Mumbai e Varanasi. Tudo não terá passada de um falso alarme

    Um avião da Air India foi obrigado a fazer um pouso de emergência após uma ameaça de bomba. A aeronave da Air India Express transportava 176 pessoas, incluindo os comissários de bordo, e já estava no ar há duas horas quando teve de interromper a viagem.

     
    O avião partira de Mumbai em direção a Varanasi, esta quarta-feira (12), quando o avião foi obrigado a  desviar-se, noticia o The Independent.

    Depois de pousar, todos os passageiros foram retirados de dentro do avião. No local esteve uma equipa de desativação de engenhos explosivos, mas nenhum artefato perigoso foi encontrado no local. 

    “O voo pousou em segurança e todos os passageiros desembarcaram. A aeronave será liberada para operações assim que todas as verificações de segurança obrigatórias forem concluídas”, destacou fonte da companhia aérea.

    Segundo o Daily Mail, tudo indica que se tratou de um alarme falso.

    Avião da Air India faz pouso de emergência por ameaça de bomba

  • Trump diz que reduzirá tarifas para importação de café

    Trump diz que reduzirá tarifas para importação de café

    Donald Trump afirmou que vai reduzir em breve as tarifas de importação sobre o café, prometendo agilizar o processo para conter a alta de preços nos EUA. O Tesouro confirmou que o plano incluirá também produtos como bananas, mas sem detalhar quais países serão beneficiados

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que muito em breve vai reduzir as tarifas de importação que incidem sobre o café. Ele, no entanto, não detalhou quais países produtores serão beneficiados pela medida.

    A declaração foi feita durante entrevista de Trump ao programa The Ingraham Angle, da Fox News, na terça-feira (11).

    “Vamos reduzir algumas tarifas e vamos deixar entrar mais café. Tudo isso acontecerá muito rápido e com muita facilidade. É um processo cirúrgico bonito de se ver. Nossos custos de importação estão muito mais baixos”, declarou o presidente norte-americano após ser questionado sobre a alta dos preços nos EUA. 

    Nesta quarta-feira (12), a informação foi confirmada pelo secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, em outro programa da emissora, o Fox and Friends. Segundo Bessent, os norte-americanos verão “anúncios substanciais” nos próximos dias com o objetivo de reduzir os preços de produtos como café, bananas e outros itens não cultivados nos Estados Unidos.

    Bessent também não entrou em detalhes sobre como essa redução de tarifas será conduzida. Disse apenas que os preços serão reduzidos “muito rapidamente” e que os norte-americanos começarão a se sentir melhor em relação à economia no primeiro semestre de 2026.Até 2024, os EUA figuravam entre os principais destinos do café produzido no Brasil e o principal importador de cafés especiais brasileiros, adquirindo aproximadamente 2 milhões de sacas do produto, a uma receita superior a US$ 550 milhões ao ano. 

    Segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), o café brasileiro representa mais de 30% do mercado norte-americano. O Brasil é o principal exportador de café para os Estados Unidos, destino de 16% das exportações brasileiras do produto.

    A Agência Brasil contatou o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o Itamaraty, e está aberta à manifestações. 

    As duas pastas aguardam declaração oficial do governo norte-americano. 

    Trump diz que reduzirá tarifas para importação de café

  • Zelensky alerta que Rússia se prepara para uma "grande guerra" na Europa

    Zelensky alerta que Rússia se prepara para uma "grande guerra" na Europa

    O presidente ucraniano afirmou que Moscou aumenta a produção militar e pode estar se preparando para um conflito em larga escala nos próximos anos. Zelensky pediu mais pressão internacional para conter a Rússia e reduzir sua capacidade de ataque antes que uma nova guerra se inicie na Europa.

    O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, afirmou nesta quinta-feira (13) que não há indícios de que a Rússia pretenda encerrar a guerra e alertou que o país de Vladimir Putin pode estar se preparando para um conflito de grandes proporções entre 2029 e 2030.

    “Precisamos aumentar a pressão sobre a Rússia. Pela situação no campo de batalha, não vemos sinais de que eles queiram parar. O problema é que, ao observarmos a indústria militar russa, percebemos que estão ampliando sua produção. Nossa avaliação é de que pretendem continuar essa guerra”, escreveu Zelensky na rede social X (antigo Twitter).

    Segundo o presidente, uma pressão internacional mais forte poderia forçar Moscou a fazer uma pausa. No entanto, ele advertiu que a Rússia “quer uma grande guerra” e que o país precisa estar pronto para isso em poucos anos.

    “Acreditamos que, se houver forte pressão, os russos precisarão de uma pausa. Mas devemos reconhecer que eles se preparam para um grande conflito e podem estar prontos entre 2029 e 2030 para iniciar uma guerra dessa dimensão, no continente europeu. Encaramos isso como um enorme desafio”, afirmou.

    Zelensky reforçou ainda que é essencial “pensar em como deter a Rússia na Ucrânia” e fazer tudo o que for possível para “reduzir sua capacidade militar”.

    O alerta do líder ucraniano foi feito um dia após o Canadá anunciar novas sanções contra Moscou, voltadas principalmente ao setor energético. As medidas atingem 13 pessoas e 11 empresas ligadas à produção de gás natural liquefeito e ao desenvolvimento do programa de drones da Rússia, além de 100 navios usados para contornar penalidades internacionais.

    Estados Unidos, União Europeia e Reino Unido já haviam imposto sanções semelhantes.

    Nas últimas semanas, a Ucrânia vem enfrentando uma nova onda de ataques russos contra suas infraestruturas energéticas e a ofensiva sobre a cidade estratégica de Pokrovsk, no leste do país, enquanto o inverno se aproxima e as negociações de paz permanecem estagnadas.
     

     

    Zelensky alerta que Rússia se prepara para uma "grande guerra" na Europa

  • Trump orienta embaixadas a negar visto por obesidade ou doenças crônicas

    Trump orienta embaixadas a negar visto por obesidade ou doenças crônicas

    Nova diretriz do governo Trump autoriza embaixadas a negar vistos a estrangeiros com doenças crônicas, como obesidade e diabetes, sob o argumento de evitar custos ao sistema de saúde. A medida amplia as exigências médicas e financeiras para quem deseja viver nos Estados Unidos.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma diretriz às embaixadas que pode barrar o visto de entrada no país a pessoas com doenças crônicas, incluindo obesidade e diabetes.

    Trump justifica medida com base na possibilidade de aumento de custos para o sistema de saúde. A nova diretriz aumentou a gama de doenças a serem consideradas na hora de emitir a permissão de entrada nos EUA. O documento cita condições específicas, como doenças cardiovasculares, doenças respiratórias, câncer, diabetes, doenças metabólicas, doenças neurológicas e transtornos mentais, e insta os agentes a considerarem ainda a obesidade, com base nos problemas médicos que ela pode causar.

    Diretriz não especifica o tipo de visto requerido para aplicação das exigências. Documento foi enviado pelo Departamento de Estado dos EUA a embaixadas e obtido pelo KFF Health News. O veículo especializado em assuntos de saúde teve acesso às orientações antes de serem divulgadas ao público. Segundo um especialista entrevistado pelo portal, é possível que as embaixadas só apliquem a exigência para quem quiser morar no país.

    Porta-voz confirmou autenticidade do documento à Fox News. Tommy Piggot, porta-voz adjunto do Departamento de Estado, disse, em nota, que “não é segredo que a administração de Trump está colocando os americanos em primeiro lugar, isso inclui a aplicação de políticas que garantam que nosso sistema de imigração não seja um fardo para o contribuinte americano.”

    ANÁLISES PASSAM A SER MAIS DETALHADAS

    Familiares também serão considerados. Não apenas o solicitante do visto será investigado, mas também os dependentes dele. Se algum tiver doenças crônicas ou necessidades de saúde que possam impedir que o imigrante trabalhe, o visto pode ser negado.

    Exames médicos vão ficar mais rigorosos. Mesmo antes da nova diretriz, solicitantes de vistos de imigração já tinham que passar por uma avaliação médica. No entanto, a checagem observava principalmente doenças contagiosas, como tuberculose, e o histórico vacinal. Agora, com as novas orientações, essa triagem passa a ser mais rigorosa e incluir, ainda, uma projeção de custos e necessidades médicas futuras.

    Além das doenças, os solicitantes terão capacidades financeiras checadas. Com base no objetivo de não gerar custos ao sistema de saúde, as embaixadas vão avaliar se os estrangeiros teriam condições de pagar pelos tratamentos de que eventualmente precisem sem recorrer ao governo.

    Trump orienta embaixadas a negar visto por obesidade ou doenças crônicas