Categoria: MUNDO

  • ONG suspende atuação na Cidade de Gaza após 'implacável ofensiva' de Israel

    ONG suspende atuação na Cidade de Gaza após 'implacável ofensiva' de Israel

    A organização ‘Médicos Sem Fronteiras’ afirma que a decisão foi inevitável apesar do impacto sobre a população mais vulnerável: “É a última coisa que queríamos”

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) anunciou nesta sexta-feira (26) a suspensão de suas atividades na Cidade de Gaza, a maior da faixa homônima, depois que os centros de atendimento da organização no local ficaram cercados por tropas de Israel durante uma “implacável ofensiva” militar para tomar a região.

    A organização afirma que a decisão foi inevitável apesar do impacto sobre a população mais vulnerável. “É a última coisa que queríamos, pois as necessidades são enormes, e as pessoas mais vulneráveis, incluindo bebês em cuidados neonatais, feridos graves e pacientes em estado terminal, não conseguem se movimentar e correm grave perigo”, afirmou Jacob Granger, coordenador de emergência da MSF em Gaza.

    Na última semana, as equipes da ONG fizeram mais de 3.600 consultas e atenderam 1.655 pacientes com desnutrição. Em um cenário de crise sem precedentes, a organização pede o “fim imediato da violência” e o “acesso sem obstáculos” para trabalhadores humanitários.

    Apesar da suspensão das operações na cidade, a MSF informou que continuará prestando apoio a serviços essenciais em hospitais administrados pelo Ministério da Saúde local, controlado pelo Hamas, incluindo o Al-Helou e o Al-Shifa, enquanto permanecerem em funcionamento. Em outro comunicado, a organização afirma que continuará atuando nas regiões sul e central da Faixa de Gaza.

    Israel intensificou as ofensivas na Cidade de Gaza nos últimos dias. A Defesa Civil do território, controlado pelo Hamas, informou que pelo menos 22 pessoas morreram nesta sexta-feira em todo o território palestino, sendo 11 delas na maior cidade. Em comunicado, o Exército israelense disse ter atingido mais de 140 alvos nas últimas 24 horas, incluindo terroristas, túneis e estruturas militares.

    A MSF, por sua vez, falou em nível inaceitável de risco. “A implacável ofensiva israelense na Cidade de Gaza forçou a MSF a suspender suas atividades médicas vitais na região devido à rápida deterioração da situação de segurança, incluindo ataques aéreos contínuos e tanques avançando a menos de um quilômetro de nossas instalações de saúde. Os ataques crescentes das forças israelenses criaram um nível inaceitável de risco para nossa equipe, resultando na interrupção de serviços médicos vitais”, diz.

    “O acesso e o fornecimento de água potável, alimentos, abrigo e cuidados são cada vez mais restritos. Os palestinos na Cidade de Gaza estão sendo alvo de bombardeios implacáveis. Eles estão exaustos e estão sendo deliberadamente privados de itens básicos de sobrevivência”, continua o comunicado. “Apelamos pelo fim imediato da violência e por medidas concretas para proteger os civis.”

    Os ataques também provocaram um novo fluxo de deslocados. O Exército de Israel informou na quinta que 700 mil palestinos deixaram a Cidade de Gaza desde o fim de agosto. Já o Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) estima que 388,4 mil pessoas fugiram para o sul da faixa nesse período, a maioria proveniente da Cidade de Gaza.

    As ofensivas de Israel em resposta aos ataques do Hamas de 7 de outubro de 2023 já mataram mais de 65 mil palestinos, a maioria civis, segundo autoridades de saúde de Gaza. Entretanto, o ex-comandante do Exército de Israel Herzi Halevi disse que o número de mortos ou feridos já supera 200 mil, cerca de 10% da população do território.

    Em dezembro do ano passado, a MSF afirmou que os ataques israelenses configuram um processo de “limpeza étnica” e genocídio em Gaza.

    ONG suspende atuação na Cidade de Gaza após 'implacável ofensiva' de Israel

  • Campanha de deportações de Trump causa onda de cancelamentos de festivais latinos nos EUA

    Campanha de deportações de Trump causa onda de cancelamentos de festivais latinos nos EUA

    Brazil Fest em Massachusetts foi adiada e depois, cancelada, assim como evento que celebrava mês da cultura hispânica; em Los Angeles, moradores escondem imigrantes em carros para escapar de batidas do ICE, o serviço de imigração

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A campanha de deportações do governo Donald Trump vem causando um clima de medo entre comunidades de imigrantes em diferentes cidades dos Estados Unidos, causando uma onda de cancelamento de eventos em Massachusetts e cenas tensas na Califórnia.

    Um dos cancelamentos atingiu a comunidade brasileira em Martha’s Vineyard, conhecida ilha na costa leste americana que abriga mansões de famosos e possui grande contingente de trabalhadores migrantes.

    Em junho, organizadores adiaram a Brazil Fest, que celebra a cultra do país, depois que 40 pessoas foram detidas pelo ICE, o serviço de imigração americano. Remarcada para 12 de outubro, Dia das Crianças, o evento foi definitivamente cancelado no último dia 15 por medo de que agentes de imigração invadissem o festival.

    Já a Fiesta del Rio, que comemora o Mês da Cultura Hispânica na cidade de Everett, também em Massachusetts, foi cancelada nove dias antes da data prevista para acontecer, no último dia 20. De acordo com o jornal The Boston Globe, o prefeito de Everett, Carlo DeMaria, disse que “não seria certo ter uma celebração” em um momento em que membros da comunidade não se sentem seguros de sair na rua.

    Dados do censo americano mostram que 50% da população da cidade, que faz parte da região metropolitana de Boston, é composta por pessoas nascidas fora dos EUA -a maioria vinda da América Latina.

    Bostou, que tem uma grande comunidade brasileira, vem sendo alvo de ações cada vez mais ostensivas do ICE. Além de aguardar que pessoas se apresentem em tribunais de imigração para prendê-las, prática que virou comum em todo o país, agentes federais têm realizado batidas em estacionamentos de supermercados e lojas de construção, onde imigrantes se reúnem em busca de trabalho diário.

    Como resultado, a campanha de deportações de Trump acaba tendo como alvo imigrantes em situação irregular, mas sem histórico criminal.

    A mesma estratégia se repete do outro lado do país, na Califórnia. Moradores de Los Angeles ouvidos pela Folha de S.Paulo afirmam que, quando veem acontecer uma batida do ICE em um estacionamento, por exemplo, abrigam imigrantes dentro dos seus próprios carros para tentar protegê-los de prisão e deportação.

    Os relatos evidenciam uma dinâmica que aumenta a tensão nos EUA: grandes centros urbanos, que costumam ter mais eleitores à esquerda e serem governados pelo Partido Democrata, se opõem fortemente à campanha de deportação da Casa Branca. Em alguns casos, essa oposição é lei: em vários locais do país, democratas aprovaram leis que proíbem a cooperação de autoridades locais com agentes de imigração federais.

    Essas são as chamadas “cidades santuário”, que argumentam que, se boa parte da sua população vive com medo de sair à rua, crimes graves acabam não sendo reportados, como assassinato e tráfico de pessoas, e a própria economia sofre. Segundo o Boston Globe, o comércio em cidades como Everett vem sofrendo com a menor circulação de pessoas na rua, e até mesmo escolas e consultórios médicos relatam menor demanda.

    Campanha de deportações de Trump causa onda de cancelamentos de festivais latinos nos EUA

  • Justiça da Alemanha despeja partido de extrema direita de sua sede em Berlim

    Justiça da Alemanha despeja partido de extrema direita de sua sede em Berlim

    AfD, no entanto, celebra decisão do tribunal, que descartou despejo imediato e permitirá mais um ano de locação; festa não autorizada após eleição, em fevereiro, fez proprietário entrar na Justiça contra a sigla

    BERLIM, ALEMANHA (CBS NEWS) – A AfD, o partido de extrema direita da Alemanha, será despejada de sua sede em Berlim. Como faz com boa parte de seu discurso político, a legenda comemorou a derrota nesta sexta-feira (26) como se fosse uma vitória, já que poderá permanecer mais um ano no imóvel, de acordo com a decisão judicial.

    “Um grande dia para o meu partido. Vocês me veem muito feliz”, disse Kay Gottschalk, membro do Parlamento que representou a sigla no Tribunal Regional da capital alemã.

    Segundo o juiz Burkhard Niebisch, a AfD violou o contrato de locação ao promover uma festa no pátio do prédio em 23 de fevereiro, quando alcançou a maior votação de sua história nas eleições parlamentares: a segunda maior bancada do Bundestag, com pouco mais de 20% dos votos totais.

    Foi melhor resultado da extrema direita no país em 90 anos ou desde a era nazista, que conduziu a Alemanha à Segunda Guerra Mundial. Embalado por resultados semelhantes em outros países europeus, a AfD tem como projeto alcançar a maioria do Bundestag e eleger um primeiro-ministro nas próximas eleições federais, em 2029.

    A celebração, porém, não havia sido autorizada, o que fez o proprietário do imóvel, o investidor austríaco Lukas Hufnagl, entrar na Justiça para despejar o partido. A AfD trabalhou a narrativa da ofensiva judicial e a transformou em mais um elemento do boicote generalizado que afirma sofrer na política alemã: os serviços de segurança classificam a legenda de extrema direita e outras agremiações a isolam no Parlamento, com o chamado Brandmauer (uma espécie de cordão sanitário), recusando seus votos e apoio em projetos.

    A decisão do juiz premiou a estratégia ao ponderar que o proprietário não havia advertido previamente o partido sobre a proibição, vetando um despejo imediato que seria vexatório. Isso permitirá que a AfD continue ocupando boa parte do prédio, no distrito de Reinickendorf, até o fim do ano que vem.

    Pelo prazo original do contrato, a AfD ficaria no local até o fim de 2027. Segundo Gottschalk, a legenda já cogita até sair antes das instalações, para algum escritório mais próximo ao Bundestag, na região central de Berlim, ao lado do Portão de Brandemburgo.

    A compra de um imóvel não é descartada, pois muitas empresas se recusam a fazer negócios com a sigla. O proprietário do imóvel atual foi uma exceção e, além da ação de despejo, durante o processo acusou dois membros do partido de ameaças e extorsão. O Ministério Público ainda decidirá se abrirá um processo em separado contra os políticos.

    Justiça da Alemanha despeja partido de extrema direita de sua sede em Berlim

  • Conversa presencial entre Lula e Trump pode ocorrer em um terceiro país

    Conversa presencial entre Lula e Trump pode ocorrer em um terceiro país

    Presidente brasileiro deve manter contato telefônico ou virtual com o americano antes de acerto sobre encontro físico; aliados do petista têm medo de que ele possa ser exposto se reunião ocorrer em Washington

    WASHINGTON, EUA E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Integrantes do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) dizem que a conversa presencial entre o presidente e o presidente Donald Trump pode ocorrer em um terceiro país. Antes disso, são esperados contatos telefônicos entre os líderes.

    Auxiliares de Lula ponderam que os acertos estão muito iniciais, mas há uma avaliação de que dificilmente o presidente brasileiro iria aos EUA e Trump, ao Brasil.

    Por isso, a possibilidade de um encontro físico é mais plausível num terceiro país.

    Lula terá duas viagens internacionais neste ano. Uma delas será para participar da Asean (Associação de Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, entre 26 e 28 de outubro.

    Trump foi convidado ao evento. Se ele confirmar presença, a expectativa é que eles possam se encontrar.

    O presidente americano também foi convidado para a cúpula da Apec (Cooperação Econômica Ásia-Pacífico, em português) na Coreia do Sul e confirmou que irá, assim como Lula.

    Auxiliares trabalham com o cenário de os líderes se encontrarem em uma dessas ocasiões.

    Integrantes viram o gesto de Trump como uma vitória para o brasileiro, mas temem que o americano use o diálogo entre os dois como uma forma de pressionar e até humilhar o líder petista, a exemplo do que já fez com líderes europeus na Casa Branca.

    Os dois tiveram uma breve interação na manhã desta terça-feira (23) pouco antes de o republicano discursar na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York. Trump sugeriu, e Lula aceitou, uma conversa para a próxima semana. O encontro foi divulgado pelo presidente americano ao final de sua fala, em que ele também disse que gostou do brasileiro e que teve uma “excelente química” com o petista.

    A preocupação, segundo integrantes do governo brasileiro, é que o diálogo não fuja do formato diplomático estabelecido. No início do ano, um encontro entre Trump e Volodimir Zelenski descambou para uma sessão pública de humilhação do ucraniano, por exemplo.

    Brasil e Estados Unidos vivem um momento tenso em suas relações. Washington, em um gesto de apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, impôs tarifas comerciais às importações brasileiras e sanções a membros do Executivo e do Judiciário, como o ministro Alexandre de Moraes, do STF.

    Conversa presencial entre Lula e Trump pode ocorrer em um terceiro país

  • Delegações deixam cadeiras vazias durante discurso de Netanyahu na ONU

    Delegações deixam cadeiras vazias durante discurso de Netanyahu na ONU

    O protesto foi um crítica aos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza, que já duram quase dois anos e já fizeram mais de 60 mil vítimas; representantes brasileiros estão entre os que abandonaram o salão

    Delegações de diversos países – dentre elas a brasileira – deixaram, ao mesmo tempo, o plenário da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), nesta sexta-feira (26) no momento em que o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, subiu ao parlatório para discursar.

    O protesto foi combinado previamente entre as delegações, em crítica aos ataques israelenses contra a Faixa de Gaza, que já duram quase dois anos e já fizeram mais de 60 mil vítimas. 

    Ordem na sala

    Quando Netanyahu iniciou seu discurso, os delegados foram chamados à ordem: “Ordem na sala, por favor!”, pediu o mestre de cerimônia. 

    Diante de uma sala praticamente vazia, um momento histórico nas Nações Unidas, Benjamin Netanyahu afirmou que os inimigos de Israel são os inimigos de todo o mundo, inclusive de seu maior parceiro, os Estados Unidos.

    “Odeiam a todos nós da mesma forma. Eles querem arrastar o mundo moderno para o fanatismo”.
     

     
     
     

     
     
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    Lula na ONU

    O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva já classificou esses ataques como genocida em diversas oportunidades, inclusive durante seu discurso na abertura da 80ª Assembleia Geral, na terça-feira (23).

    “Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo. Mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o direito internacional humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente”, disse Lula na ocasião. 

    Contatado pela Agência Brasil, o Ministério das Relações Exteriores informou que não fará “manifestações adicionais” sobre o ocorrido.

    Delegações deixam cadeiras vazias durante discurso de Netanyahu na ONU

  • Jovem dado como morto aparece gritando no próprio funeral: "Estou vivo!"

    Jovem dado como morto aparece gritando no próprio funeral: "Estou vivo!"

    O corpo que a família estava velando foi levado pela polícia e três dias depois foi identificado; o incidente gerou caos no funeral

    Um incidente fora do comum e digno de uma cena de filme de terror ocorreu durante um funeral, na cidade de Villa Carmela, Tucumán, na Argentina. No meio da cerimônia de despedida, um jovem de 22 anos que supostamente estava sendo velado apareceu. O incidente gerou o caos no local.

    A situação inusitada começou na madrugada da última quinta-feira, quando um jovem foi atropelado por um caminhão perto da Ponte Negra, na rota alternativa que liga Villa Carmela a Alderetes, revela o Clarín. O motorista do veículo foi indiciado por “homicídio culposo”, embora a principal indicação seja de que se possa ter tratado de um suicídio.

    “A mãe do jovem [que estava supostamente sendo velado] apareceu espontaneamente na delegacia e identificou o corpo. Disse-nos que se tratava do seu filho”, confirmou Carlos Daniel Ruiz, comissário da polícia de Alderetes.

    Em declarações a um canal local, o chefe de polícia admitiu que, após fazer os exames periciais necessários, entregaram o corpo à família para uma cerimônia de despedida, confiando no depoimento da mulher.

    Horas depois, o corpo estava sendo velado em um caixão fechado, na casa da família, na cidade de Tucumán. Mas, no meio da cerimônia, o homem de 22 anos que supostamente estava sendo velado apareceu: “Estou vivo!”, exclamou ao entrar, instalando-se em seguida o caos no local.

    “A chegada causou tremenda comoção. Muitos estavam assustados, outros gritavam e choravam. A verdade é que ficamos paralisados e chocados”, disse Ana Laura, uma vizinha que estava entre os presentes no funeral.

    Após o tumulto, a polícia interveio e removeu o corpo. Três dias depois, conseguiram identificá-lo e entregá-lo à família correta.

    Após o incidente e a comoção que causou, o procurador Carlos Sale, que está supervisionando o caso, pediu ao jovem para esclarecer a situação. Ele procedeu em explicar que, na sexta-feira, estava consumindo drogas, na cidade de Alderetes, a 23 quilômetros de sua casa. Disse também que desconhecia o que tinha acontecido no local.

    E confirmou que nunca soube da morte da outra pessoa, muito menos que a família tivesse presumido que ele fosse a vítima.

    “Só na segunda-feira é que conseguimos localizar a verdadeira família do jovem que morreu na quinta-feira”, confirmou o comissário, que explicou a situação inusitada foi resultado de “um erro inadvertido”.

    Jovem dado como morto aparece gritando no próprio funeral: "Estou vivo!"

  • Mulher perde R$ 5 milhões em golpe de falso Brad Pitt e fala em algo bom

    Mulher perde R$ 5 milhões em golpe de falso Brad Pitt e fala em algo bom

    Anne Deneuchatel, de 53 anos, foi enganada durante 14 meses por golpistas que usaram inteligência artificial para simular conversas com o ator. Apesar do prejuízo milionário, ela afirma que a experiência a levou a pedir o divórcio

    Uma mulher francesa enganada por um golpista que se passou por Brad Pitt decidiu transformar sua experiência em um livro. Anne Deneuchatel, de 53 anos, perdeu cerca de 800 mil euros (R$ 5,04 milhões) para um grupo que utilizou inteligência artificial para simular conversas e fingir ser o astro de Hollywood.

    Anne relatou ao jornal Le Monde que vivia um casamento infeliz com um empresário manipulador quando recebeu a primeira mensagem, supostamente da mãe de Brad Pitt. Pouco depois, passou a trocar conversas frequentes com o falso ator em um canal online. “Fiquei viciada em falar com ele e me vi em uma fantasia”, contou.

    O golpista conquistou sua confiança e começou a pedir dinheiro, alegando inicialmente que seria para comprar presentes para Anne — que nunca chegaram. Mais tarde, disse enfrentar despesas médicas, inventando um falso diagnóstico de câncer. No período de 14 meses, entre abril de 2023 e junho de 2024, a francesa transferiu mais de 800 mil euros (R$ 5,04 milhões).

    Em seu livro Je ne serai plus une proie (Não serei mais uma presa), Anne expõe detalhes da falsa relação, incluindo mensagens em que o suposto Brad Pitt falava sobre alcoolismo, solidão e até o divórcio com Angelina Jolie. Segundo ela, os dois conversavam todos os dias e o homem a chamava de “meu amor” e “rainha”, além de enviar poemas. “Afastei-me da minha personalidade habitual para viver essa fantasia e senti que estava sendo finalmente eu”, escreveu.

    A autora admite que se sentiu validada e amada como não era em seu casamento. A situação a levou ao divórcio, algo que hoje considera o único ponto positivo da experiência.

    O golpe só foi descoberto quando a imprensa noticiou o relacionamento real de Brad Pitt com Ines de Ramon. A partir da denúncia, autoridades identificaram três suspeitos em uma vila na Nigéria como possíveis responsáveis pela fraude.

    Casos semelhantes já ocorreram em outros países, incluindo a Espanha, em que o nome do ator também foi usado em esquemas de estelionato.

    Mulher perde R$ 5 milhões em golpe de falso Brad Pitt e fala em algo bom

  • Trump anuncia taxas de 100% sobre todos os produtos farmacêuticos

    Trump anuncia taxas de 100% sobre todos os produtos farmacêuticos

    Segundo o presidente dos Estados Unidos, a medida começa a valer em 1º de outubro de 2025 e não se aplicará a empresas que já tenham iniciado a construção de fábricas farmacêuticas em território norte-americano

    Donald Trump anunciou nesta quinta-feira novas tarifas sobre importações de diversos produtos, incluindo uma taxa de 100% para todos os medicamentos de marca ou patenteados vindos de qualquer país.

    Segundo o presidente dos Estados Unidos, a medida começa a valer em 1º de outubro de 2025 e não se aplicará a empresas que já tenham iniciado a construção de fábricas farmacêuticas em território norte-americano. “Se a construção já tiver começado, nenhuma tarifa será aplicada”, explicou Trump em publicação na plataforma Truth Social.

    Pouco antes, ele já havia informado que imporia uma tarifa de 25% sobre caminhões pesados produzidos fora dos EUA, alegando necessidade de proteger fabricantes nacionais da concorrência desleal e garantir a estabilidade financeira dos caminhoneiros. Trump citou empresas como Peterbilt, Kenworth, Freightliner e Mack Trucks, afirmando que elas estarão resguardadas com a medida.

    O presidente também anunciou uma tarifa adicional de 50% para móveis de cozinha, gabinetes de banheiro e itens relacionados, além de 30% sobre móveis estofados. De acordo com Trump, trata-se de uma ação necessária para proteger a indústria americana, justificando que “pode parecer uma prática injusta, mas é essencial para a segurança nacional e para a preservação da capacidade de fabricação do país”.

    Trump anuncia taxas de 100% sobre todos os produtos farmacêuticos

  • Presos são decapitados no Equador durante conflito entre facções com 17 mortos

    Presos são decapitados no Equador durante conflito entre facções com 17 mortos

    As mortes ocorreram na principal penitenciária de Esmeraldas, cidade portuária no norte do país, próxima à fronteira com a Colômbia

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Uma disputa entre facções do narcotráfico dentro de uma prisão no Equador deixou ao menos 17 mortos nesta quinta (25), durante uma onda de violência que tem se intensificado no país nos últimos anos.

    Segundo o SNAI, o órgão responsável pelas penitenciárias equatorianas, a maioria das vítimas apresentava sinais de facadas e mutilações. A tragédia aumenta para 30 o número de presos mortos em circunstâncias semelhantes nos últimos três dias. Um agente penitenciário também foi assassinado.

    As mortes ocorreram na principal penitenciária de Esmeraldas, cidade portuária no norte do país, próxima à fronteira com a Colômbia. Imagens verificadas pela agência de notícias AFP e divulgadas nas redes sociais mostram corpos ensanguentados no chão, alguns deles decapitados.

    O centro prisional tem capacidade para 1.100 pessoas, mas, em 2022, já abrigava mais de 1.400 detentos, segundo dados oficiais. Do lado de fora, militares cercaram a área próxima da penitenciária, e familiares e moradores se aglomeravam em busca de informações.

    Uma mulher que procurava por um parente contou que desde a madrugada, vizinhos da prisão relatavam barulhos de tiros e gritos. De acordo com ela, militares chegaram a recomendar que as pessoas fossem ao necrotério para ver se seus familiares estavam vivos ou mortos.

    Na segunda (22), outro confronto entre detentos já havia deixado 13 presos e um guarda mortos na penitenciária de Machala, cidade costeira próxima ao Peru. Outras 14 pessoas ficaram feridas.

    O aumento da violência nas cadeias do Equador reflete a disputa entre organizações pelo controle do narcotráfico. Estima-se que cerca de 500 presos tenham sido assassinados desde 2021 em massacres similares.

    Grande parte da cocaína produzida na Colômbia e no Peru, maiores exportadores mundiais da droga, passa pelos portos equatorianos rumo aos Estados Unidos e à Europa. Dados oficiais indicam que 70% da droga que segue para o território americano transita pelo Equador.

    A crise de violência se agravou desde 2021, quando o país registrou a maior matança carcerária de sua história, com mais de cem mortos em uma penitenciária de Guayaquil. À época, presos transmitiram ao vivo pelas redes sociais cenas de decapitações e corpos incendiados.

    Desde 2024, as Forças Armadas assumiram o controle das penitenciárias, depois que o presidente Daniel Noboa declarou guerra ao crime organizado e decretou situação de “conflito armado interno” para enfrentar cerca de 20 facções ligadas a cartéis internacionais.

    Apesar das medidas, a violência continua crescendo. Nos últimos seis anos, o número de homicídios no Equador aumentou mais de 600%.

    Presos são decapitados no Equador durante conflito entre facções com 17 mortos

  • Não vou permitir que Israel anexe a Cisjordânia, afirma Trump

    Não vou permitir que Israel anexe a Cisjordânia, afirma Trump

    “Eu não vou permitir que Israel anexe a Cisjordânia. Já chega, agora é hora de parar”, afirmou o presidente dos Estados Unidos

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – Na véspera da fala do primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, na Assembleia-Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (25) que não irá permitir que Tel Aviv anexe a Cisjordânia.

    “Eu não vou permitir que Israel anexe a Cisjordânia. Já chega, agora é hora de parar”, afirmou Trump, repetindo que não iria permitir que Tel Aviv tomasse essa medida. A declaração foi dada a jornalistas no Salão Oval da Casa Branca durante assinatura de decretos ao lado do vice-presidente J. D. Vance, além de Scott Bessent (Tesouro), Pam Bondi (Justiça) e do diretor do FBI, Kash Patel.

    A semana de evento nas Nações Unidas foi recheada de manifestações de apoio à Autoridade Nacional Palestina (ANP) e de reconhecimento do Estado palestino por países que até então não o reconheciam, em particular durante evento na segunda-feira (22) dedicado ao tema -e boicotado por Israel e EUA.

    Washington é o maior aliado e financiador de Israel em meio ao conflito com o Hamas na Faixa de Gaza e à deterioração da situação política na Cisjordânia. O território é administrado pela ANP, mas é ocupado militarmente por Israel, que é quem exerce na prática o controle territorial e o papel de polícia.

    Além disso, o governo de Netanyahu, o mais a direita da história de Israel e composto por ministro extremistas que defendem a anexação da Cisjordânia e Gaza, tem aprovado novos assentamentos judeus no território ocupado, que foi tomado da Jordânia durante a Guerra dos Seis Dias, em 1967, assim como Jerusalém Oriental.

    A estratégia dos assentamentos busca consolidar gradualmente a presença judaica no território, que inclusive é mais comumente chamado em Israel de Judeia e Samaria, e minar a possibilidade de estabelecimento de um Estado palestino.

    Neste mês de setembro, Netanyahu voltou a dizer que não haverá um Estado palestino e assinou um acordo para avançar com um polêmico plano de expansão de assentamentos na região.

    A proposta, idealizada por Bezalel Smotrich, seu ministro das Finanças, dividiria a Cisjordânia e isolaria Jerusalém Oriental dessa outra parcela do território ocupado. Smotrich tem defendido que a medida seja tomada em resposta à onda de apoio e reconhecimento do Estado palestino.

    A declaração do premiê foi dada dias após um ataque a tiros em Jerusalém que deixou seis mortos, reivindicado pela ala militar do Hamas, chamada de Brigadas Izz ad-Din al-Qassam. Após o atentado, Smotrich afirmou que a ANP “deve desaparecer do mapa”.

    O presidente da ANP, Mahmoud Abbas, que teve seu visto negado por Washington e fez sua fala na Assembleia-Geral por videoconferência, afirmou que as ações de Israel na Faixa de Gaza serão “um dos capítulos mais horríveis” dos séculos 20 e 21.

    “O povo palestino em Gaza encara uma guerra de genocídio, destruição, fome e deslocamento travada pelas forças de ocupação israelenses”, afirmou o líder palestino.

    O que Israel está fazendo não é nem sequer uma agressão. É um crime de guerra e um crime contra a humanidade documentado e monitorado que será lembrado nos livros de história e nas páginas da consciência internacional como um dos capítulos mais horríveis de tragédia humanitária dos séculos 20 e 21.”

    Não vou permitir que Israel anexe a Cisjordânia, afirma Trump