Categoria: MUNDO

  • Democratas divulgam emails de Epstein que citam Trump: Casa Branca reage

    Democratas divulgam emails de Epstein que citam Trump: Casa Branca reage

    Emails de 2019 revelados por democratas dos EUA mostram que Jeffrey Epstein teria afirmado que Donald Trump “sabia das meninas”. A Casa Branca classificou o caso como “farsa”, e o ex-presidente negou qualquer envolvimento com os crimes do financista condenado por exploração sexual.

    Os democratas do Comitê de Supervisão da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos divulgaram, nesta quarta-feira, documentos que incluem trocas de emails entre Jeffrey Epstein e pessoas próximas de Donald Trump. As mensagens, datadas de 2019, mostram que o financista, condenado por crimes sexuais, afirmou que o então presidente “sabia das meninas”.

    Em um dos emails enviados a Michael Wolff, escritor e jornalista norte-americano, Epstein disse que Trump pediu que ele renunciasse à condição de membro de Mar-a-Lago, o clube privado do ex-presidente na Flórida. “É claro que ele sabia das meninas, pois pediu a Ghislaine que parasse”, escreveu o financista, referindo-se a Ghislaine Maxwell, sua ex-companheira e cúmplice.

    Outro email, de 2011, indicaria que Trump passou “várias horas” com uma das vítimas, identificada como Virginia Giuffre, que morreu em abril de 2025, aos 41 anos. O documento faz parte do espólio de Epstein, morto em 2019, e foi usado pelos congressistas democratas para questionar o que o ex-presidente sabia sobre os crimes cometidos pelo milionário.

    Trump reagiu dizendo que o caso é “mais uma tentativa de distração” dos democratas. “Eles querem ressuscitar a farsa de Jeffrey Epstein para desviar a atenção de seus fracassos, como a paralisação do governo”, escreveu o republicano na rede Truth Social. Segundo ele, “só um republicano muito tolo cairia nessa armadilha”.

    A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, também defendeu Trump, afirmando que os emails “não provam absolutamente nada” e que o ex-presidente “não fez nada de errado”. Ela acusou os democratas de “vazar seletivamente informações para criar uma narrativa falsa”.

    Leavitt lembrou que Trump expulsou Epstein de Mar-a-Lago “há décadas, por mau comportamento com funcionárias” e citou que Virginia Giuffre teria declarado em mais de uma ocasião que o ex-presidente “não fez nada de errado e sempre foi cordial” nas poucas vezes em que se encontraram.

    O governo norte-americano também divulgou uma lista de reportagens que, segundo a Casa Branca, demonstram a falta de credibilidade de Michael Wolff, o autor que recebeu o email de Epstein, classificando seu trabalho como “repleto de erros e imprecisões”.

    O caso reacendeu o debate político sobre as relações de Epstein com figuras influentes. Em setembro, os democratas já haviam revelado uma carta sexualmente sugestiva supostamente assinada por Trump e endereçada ao financista. Embora o magnata e a Casa Branca tenham negado, o The New York Times apontou semelhanças entre a assinatura da carta e a usada por Trump em correspondências pessoais.

    Jeffrey Epstein foi encontrado morto em sua cela em agosto de 2019, em Nova York, sob circunstâncias que levantaram suspeitas de homicídio. Ele mantinha laços próximos com políticos, empresários e celebridades, entre eles Donald Trump, Bill Clinton e o príncipe Andrew, do Reino Unido.

    Durante sua campanha à presidência, Trump prometeu “revelações bombásticas” sobre o caso, mas desde então tem tentado minimizar o tema, chamando as acusações de “farsa orquestrada pela oposição democrata”.

    Democratas divulgam emails de Epstein que citam Trump: Casa Branca reage

  • Avião com congressistas dos EUA faz pouso de emergência após tumulto

    Avião com congressistas dos EUA faz pouso de emergência após tumulto

    Uma passageira provocou um tumulto a bordo de um voo que levava quatro membros do Congresso norte-americano para Washington. A aeronave precisou pousar de emergência no Kansas. A mulher foi retirada pela polícia, e o avião chegou ao destino horas depois

    Um avião que transportava quatro membros do Congresso dos Estados Unidos precisou desviar a rota e fazer um pouso de emergência na terça-feira, 11 de novembro, após uma passageira causar um tumulto a bordo.

    A informação foi divulgada pelo deputado republicano Greg Stanton em sua conta na rede social X. Além dele, também estavam no voo os congressistas republicanos Eli Crane, Andy Biggs e Paul Gosar.

    Os quatro parlamentares seguiam para Washington, onde participariam da votação que decidiu pelo fim da paralisação do governo norte-americano, realizada na quarta-feira.

    O avião, que partiu do Aeroporto Internacional de Phoenix Sky Harbor, fez um pouso não programado no estado do Kansas após a passageira iniciar um confronto durante o voo. Segundo o site FlightAware, a aeronave já estava no ar havia 2 horas e 41 minutos quando foi desviada, pousando em segurança por volta das 18h15 (horário local).

    Ainda não se sabe o que motivou o comportamento da mulher, mas a companhia aérea confirmou o incidente. Em vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível ver a passageira sendo retirada da aeronave por policiais após o pouso.

    Depois do episódio, o avião retomou a viagem e chegou ao destino final por volta das 21h, no horário local.
     
      Confira acima.

    Avião com congressistas dos EUA faz pouso de emergência após tumulto

  • Incêndio consome parte de histórico estádio inglês durante a noite; veja

    Incêndio consome parte de histórico estádio inglês durante a noite; veja

    Incêndio atingiu parte do estádio St. James Park, do Exeter City, na noite de quarta-feira. O clube confirmou que uma área foi danificada, mas o fogo foi controlado em cerca de duas horas após a rápida ação dos bombeiros e de moradores que alertaram sobre o incidente.

    Um incêndio de grandes proporções atingiu, na noite de quarta-feira, parte do St. James Park, estádio do Exeter City, tradicional clube inglês que atualmente disputa a League One, equivalente à terceira divisão do futebol do país.

    Em comunicado divulgado na manhã desta quinta-feira, o clube, sediado no sudoeste da Inglaterra, informou que “uma pequena área” do estádio foi danificada pelo fogo e agradeceu a rápida atuação dos bombeiros e das pessoas que alertaram sobre o incidente.

    “Tudo indica que o incêndio começou na esquina do estádio entre a St. James Road e a Well Street, e causou danos à estrutura temporária que abriga a sala de controle do estádio”, diz o texto.

    “O alarme foi acionado logo após as 22h (horário local), e o incêndio foi combatido por mais de cinco corporações de bombeiros, que conseguiram controlar as chamas em cerca de duas horas”, acrescenta o comunicado.

    O Exeter City informou ainda que fará uma avaliação detalhada dos danos ao longo das próximas horas e prometeu divulgar novas informações assim que possível.

    Incêndio consome parte de histórico estádio inglês durante a noite; veja

  • Governo federal dos EUA volta a funcionar após assinatura de Donald Trump

    Governo federal dos EUA volta a funcionar após assinatura de Donald Trump

    Donald Trump sancionou a lei que encerra a paralisação de 43 dias no governo dos EUA, a mais longa da história. O acordo garante financiamento temporário até 30 de janeiro e prevê o retorno de 670 mil funcionários federais, além do pagamento retroativo dos servidores essenciais.

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta quarta-feira a proposta de lei aprovada pelo Congresso que encerra o bloqueio de 43 dias nas atividades administrativas do governo, o mais longo da história do país.

    O acordo, aprovado horas antes pelos parlamentares, estabelece um orçamento provisório até 30 de janeiro. Até essa data, o Congresso americano deverá aprovar as verbas definitivas para o restante do ano fiscal, a fim de evitar uma nova paralisação.

    O pacote orçamentário garante o financiamento temporário das agências governamentais, dando mais tempo para negociações de longo prazo, e inclui mecanismos para evitar novas suspensões. Entre as medidas, está a liberação de recursos para o Departamento de Agricultura durante todo o exercício fiscal, assegurando a continuidade do Programa de Assistência Nutricional Suplementar (SNAP), que fornece ajuda alimentar a milhões de americanos.

    Durante a paralisação, iniciada no começo de novembro, cerca de 10% da população, o equivalente a uma em cada dez pessoas, ficou sem acesso ao benefício.

    O novo orçamento também permite que cerca de 670 mil funcionários federais retornem ao trabalho após mais de seis semanas sem salário, e garante o pagamento retroativo a outros 730 mil servidores que continuaram em funções consideradas essenciais. O último pagamento havia sido feito em meados de outubro, e de forma parcial.

    A medida deve ainda aliviar a crise no transporte aéreo, já que a falta de controladores de voo reduziu o número de decolagens para cerca de 10% do normal nos principais aeroportos, gerando milhares de atrasos e cancelamentos.

    A proposta, aprovada no Senado na segunda-feira com o apoio de oito democratas e ratificada nesta quarta pela Câmara dos Representantes, também anula cerca de seis mil demissões autorizadas pelo governo Trump durante o bloqueio e impede novas reduções de pessoal federal até janeiro.

    Durante a cerimônia de assinatura na Casa Branca, Trump agradeceu aos senadores democratas que apoiaram o texto e afirmou que não permitirá outra extorsão nas próximas negociações orçamentárias. Segundo ele, as discussões não deveriam ser tão complexas, dada a maioria republicana no Congresso.

    Os Estados Unidos recorrem há décadas a resoluções orçamentárias temporárias e projetos omnibus, que acumulam atrasos. O último orçamento anual completo foi aprovado em 1997.

    O impasse de mais de um mês no Congresso foi motivado pela recusa dos democratas em apoiar a continuidade do orçamento sem a renovação dos subsídios ao Obamacare, que expiram no fim do ano. Já os republicanos exigiam primeiro reabrir o governo para só depois negociar o tema.

    Após o acordo, os republicanos prometeram permitir a votação da extensão dos subsídios do Obamacare assim que o orçamento provisório for aprovado.

    Governo federal dos EUA volta a funcionar após assinatura de Donald Trump

  • Ônibus despenca de desfiladeiro no Peru, e ao menos 37 morrem

    Ônibus despenca de desfiladeiro no Peru, e ao menos 37 morrem

    Em 2018, 44 morreram após queda no mesmo trecho da estrada Panamericana Sul, na região de Arequipa; há 26 feridos, dos quais 3 em estado grave, dizem autoridades

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Pelo menos 37 pessoas morreram e outras 24 ficaram feridas nesta quarta-feira (12) após um ônibus despencar em um desfiladeiro em uma região montanhosa no departamento (estado) de Arequipa, no sul do Peru, informaram autoridades locais.

    O acidente, ocorrido na madrugada, é um dos piores dos últimos anos no país. Em fevereiro de 2018, perto do local da tragédia desta quarta-feira, 44 pessoas morreram após um ônibus também cair nesse trecho da Panamericana Sul e parar às margens do rio Ocoña.

    O veículo com 60 passageiros, da empresa Llamosas, colidiu com uma picape em uma curva em uma região de traçado muito sinuoso, entre o rio e o oceano Pacífico. O impacto fez com que o ônibus caísse em um precipício de cerca de 200 metros de profundidade. As circunstâncias do acidente ainda são desconhecidas.

    De acordo com Walther Oporto, chefe regional de saúde de Arequipa, 36 pessoas morreram no local, e outra faleceu no hospital, segundo informações dos bombeiros que atuaram no resgate. No entanto, o número de mortos pode aumentar; 26 pessoas ficaram feridas, 3 delas em estado grave. Entre os feridos há um bebê de oito meses e outras duas crianças, conforme uma lista divulgada por autoridades locais.

    MOTORISTA DETIDO

    O veículo de passageiros havia partido na noite de terça-feira da localidade de Chala, na província de Caravelí, com destino a Arequipa, a segunda maior cidade do Peru. Faltavam cerca de 200 km para o fim da viagem.

    O ônibus capotou por uma área árida até parar às margens de um rio, segundo imagens da Panamericana Televisão, enquanto a picape ficou na lateral da curva com a cabine totalmente destruída.

    O Ministério Público de Arequipa informou em um comunicado que o motorista do carro sobreviveu e “está detido”. Não informou, no entanto, se havia mais pessoas no veículo.

    “Serão realizadas as diligências correspondentes para determinar sua responsabilidade no acidente”, acrescentou em uma mensagem no Facebook.
    Cerca de 30 policiais, em coordenação com bombeiros, trabalhavam na retirada de feridos e recuperação de corpos, informou o Ministério do Interior em um comunicado.

    A grande quantidade de acidentes no Peru está associada principalmente ao excesso de velocidade, embriaguez, entre outras imprudências, além da topografia do país. No ano passado, foram registrados 3.173 mortos nas vias peruanas.

    Ônibus despenca de desfiladeiro no Peru, e ao menos 37 morrem

  • Brasileira presa no Camboja é condenada a 2 anos e 6 meses de prisão, diz família

    Brasileira presa no Camboja é condenada a 2 anos e 6 meses de prisão, diz família

    Irmã afirma que arquiteta foi condenada injustamente e é vítima de tráfico internacional; Itamaraty diz que embaixada em Bancoc tem conhecimento do caso e vem dialogando com autoridades

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A brasileira Daniela Marys, 36, presa no Camboja sob acusação de porte de drogas, foi condenada a dois anos e seis meses de prisão. A informação foi confirmada pela irmã de Daniela, Lorena Oliveira. Segundo ela a jovem foi vítima de tráfico internacional de pessoas.

    A família tem até 30 dias para recorrer da decisão. “Estamos abalados e muito tristes”, diz Lorena. A reportagem procurou o Itamaraty e questionou se o órgão deve entrar com algum recurso para extraditar a arquiteta, mas não obteve retorno até a publicação deste texto.

    Segundo Lorena, o advogado de Daniela abandonou o caso e não compareceu nesta quarta-feira (12) para ouvir a sentença. Agora, a família busca uma nova defesa e conta com apoio e assessoria de advogados no Brasil para solicitar providências cabíveis junto ao Itamaraty visando uma possível extradição.

    Até hoje, a família desconhece qual substância Daniela é acusada de portar -as autoridades afirmam apenas que ela possuía três cápsulas.

    Daniela, que é arquiteta, viajou ao Camboja em 30 de janeiro após receber uma proposta de emprego na área de telemarketing.

    A família ficou preocupada com a ideia, mas Daniela dizia que seria algo provisório para juntar dinheiro e retornar ao Brasil. A irmã afirma que a arquiteta já morou em outros países -como nos Estados Unidos e em Dubai- e nunca havia tido problemas.

    De acordo com a irmã, logo após chegar ao país, Daniela teria estranhado a exigência em entregar ao passaporte ao seus empregadores. Além disso, relatou ter de dividir o quarto com outras jovens e não poder fechar a porta do cômodo.

    Após algum tempo, Daniela teria descoberto que o trabalho consistia em aplicar golpes em brasileiros. Descontente, ela teria pedido para deixar o local, segundo a irmã. Mas, em 26 de março, policiais apareceram no dormitório e a prenderam por posse das cápsulas.

    A partir daí, a faília relata que começaram as dificuldades para conseguir contato com Daniela. Após a prisão, golpistas que estavam em posse do telefone da brasileira ainda aplicaram um golpe, obrigando a família a transferir R$ 27 mil, conta a irmã.

    Todos os gastos com comida, água e itens de higiene usados por Daniela na prisão precisam ser pagos pela família. Por isso, foi criada uma vaquinha online para arrecadar R$ 60 mil, a fim de cobrir as despesas já acumuladas, incluindo o valor que poderá ser necessário para o retorno dela ao Brasil.

    BRASIL ALERTA PARA ALICIAMENTO DE PESSOAS COM FALSAS PROPOSTAS DE EMPREGO

    Em outubro, o ministério de Relações Exteriores informou que a Embaixada do Brasil em Bancoc tem conhecimento do caso e vem realizando gestões junto ao governo cambojano, prestando a assistência consular cabível, em conformidade com a Convenção de Viena sobre Relações Consulares e com o Protocolo Operativo Padrão de Atendimento às Vítimas Brasileiras do Tráfico Internacional de Pessoas.

    A pasta acrescenta que atua em iniciativas de prevenção e que, desde a identificação dos primeiros casos de tráfico humano na região, em 2022, publicou um alerta sobre o aliciamento de brasileiros.

    Em fevereiro de 2025, foi emitido um novo alerta. No comunicado, o ministério informa que os golpes ocorrem por meio de propostas de emprego em call centers -como no caso de Daniela- e em cassinos, onde as vítimas acabam submetidas a condições análogas à escravidão, forçadas a cometer fraudes cibernéticas e a aliciar outras pessoas da mesma nacionalidade.

    Em 2024, o Brasil anunciou a decisão de abrir uma embaixada em Phnom Penh. Em junho deste ano, o Senado aprovou a indicação de Vivian Loss Sanmartin como a primeira embaixadora do Brasil no Camboja.

    Segundo o Senado, a embaixada deverá acompanhar os casos de brasileiros vítimas de tráfico humano e de condições de trabalho degradantes no país.

    Atualmente, estima-se que cerca de 20 brasileiros residam no país asiático. Nove brasileiros contratados para trabalhar em centros de crime cibernético foram repatriados entre 2022 e 2023.

    Brasileira presa no Camboja é condenada a 2 anos e 6 meses de prisão, diz família

  • Emails de Epstein sugerem que Trump sabia de abusos sexuais

    Emails de Epstein sugerem que Trump sabia de abusos sexuais

    Republicano tinha ciência sobre esquema, segundo mensagens divulgadas por democratas; ele nega envolvimento; atual presidente também teria passado horas com uma das vítimas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O financista Jeffrey Epstein, morto em 2019 após ser acusado de exploração e tráfico sexual, escreveu em emails que Donald Trump passou “horas em sua casa” com uma das vítimas e que o atual presidente “sabia sobre as meninas” envolvidas no esquema, segundo mensagens obtidas pelo Congresso dos Estados Unidos.

    As mensagens foram divulgadas por democratas do Comitê de Supervisão da Câmara e levantam dúvidas sobre a relação entre Trump e Epstein. O republicano sempre negou envolvimento nos crimes atribuídos ao financista.

    Segundo o jornal americano The New York Times, os emails foram enviados ao Congresso junto de outros documentos como parte da investigação sobre a rede sexual. As mensagens foram editadas para proteger a identidade das vítimas e não está claro se fazem parte de diálogos mais amplos.

    Os emails teriam sido trocados após o acordo judicial de 2008 que livrou Epstein de acusações federais, mais graves, em troca de uma confissão de culpa em nível estadual.

    “Quero que você perceba que aquele cachorro que não latiu é Trump. [A vítima] passou horas na minha casa com ele, e ele nunca foi mencionado”, escreveu Epstein numa mensagem de 2011 enviada à socialite Ghislaine Maxwell, que foi namorada do financista e condenada pela Justiça em cinco acusações por recrutar jovens e ajudar o investidor a abusar delas.

    Em outro email, de 2019, Epstein escreveu ao escritor Michael Wolff que Trump “sabia sobre as meninas, pois pediu a Ghislaine que parasse [o esquema]”, ainda de acordo com as mensagens divulgadas.

    “Esses emails e correspondências recentes levantam questões gritantes sobre o que mais a Casa Branca está escondendo e sobre a natureza da relação entre Epstein e o presidente”, escreveu o deputado democrata Robert Garcia, da Califórnia, em comunicado após a divulgação das mensagens.

    Trump nega qualquer envolvimento e diz que o caso é “mais uma farsa dos democratas”. Ele reconhece ter sido próximo de Epstein nos anos 1990 e início dos 2000, mas afirma que rompeu a amizade após uma disputa por um imóvel em Palm Beach, na Flórida.

    Emails de Epstein sugerem que Trump sabia de abusos sexuais

  • Trump pressiona presidente de Israel por perdão a Netanyahu em caso de corrupção

    Trump pressiona presidente de Israel por perdão a Netanyahu em caso de corrupção

    Premiê israelense é acusado de suborno, fraude e quebra de confiança desde 2019; ele afirma ser inocente; presidente americano escreve em carta que processo contra aliado é ‘perseguição política injustificada’

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente de Israel, Isaac Herzog, recebeu uma carta do seu homólogo dos Estados Unidos, Donald Trump, pedindo que considere conceder perdão ao primeiro-ministro Binyamin Netanyahu, informou o gabinete presidencial israelense nesta quarta-feira (12).

    Netanyahu enfrenta processos relacionados à corrupção, e Trump, um de seus aliados mais próximos, já havia solicitado o perdão outras vezes. O premiê israelense nega as acusações e se declara inocente.

    “Embora eu respeite plenamente a independência do sistema judiciário israelense e suas exigências, acredito que este caso contra Bibi [como o premiê israelense é conhecido], que lutou ao meu lado por tanto tempo, inclusive contra o Irã, é uma perseguição política injustificada”, escreveu Trump na carta divulgada pelo gabinete de Herzog.

    A Presidência israelense enfatizou, no entanto, que qualquer pedido de indulto deve ser formalizado conforme os procedimentos legais estabelecidos.

    Durante visita a Israel em outubro, Trump já havia defendido publicamente que Herzog concedesse o perdão a Netanyahu em um discurso no Parlamento, em Jerusalém. Na ocasião, o americano foi recebido com aplausos e elogiou o premiê por sua “grande coragem e patriotismo”

    Netanyahu foi indiciado em 2019 por acusações relacionadas a suborno, fraude e quebra de confiança -todas as quais ele nega. Ele descreveu o julgamento contra ele como uma “caça às bruxas orquestrada pela esquerda” com o “objetivo de derrubar um líder de direita democraticamente eleito”.

    O julgamento do premiê começou em maio de 2020 e tem sido adiado várias vezes desde então. Em um dos processos, ele e sua esposa, Sara Netanyahu, são acusados de ter recebido presentes de luxo, incluindo charutos, joias e champanhe, avaliados em mais de US$ 260 mil (cerca de R$ 1,4 milhão) de empresários bilionários em troca de favores políticos.

    Em outros dois casos, o primeiro-ministro responde por supostas tentativas de obter cobertura jornalística favorável em dois veículos de imprensa israelenses em troca de benefícios regulatórios ou políticos.

    Embora o cargo de presidente em Israel seja majoritariamente cerimonial, Herzog tem autoridade para conceder perdões em circunstâncias excepcionais.

    O premiê tem sido acusado de prolongar a guerra contra o Hamas na Faixa de Gaza para se proteger contra uma eventual ordem de prisão ao permanecer no poder. Mais de 68 mil palestinos já foram mortos no conflito, segundo o Ministério da Saúde local, controlado pelo grupo terrorista.

    Além dos problemas domésticos, a imagem de Netanyahu sofreu novo desgaste no ano passado, quando o Tribunal Penal Internacional emitiu um mandado de prisão contra ele e seu ex-ministro de Defesa Yoav Gallant, juntamente com um líder do Hamas, por supostos crimes de guerra no conflito em Gaza.

    Trump pressiona presidente de Israel por perdão a Netanyahu em caso de corrupção

  • 'Deusa da Riqueza' é condenada a 11 anos por golpes em 128 mil pessoas

    'Deusa da Riqueza' é condenada a 11 anos por golpes em 128 mil pessoas

    Zhimin Qian, conhecida como “Deusa da Riqueza”, foi condenada a 11 anos e oito meses de prisão no Reino Unido por um dos maiores casos de lavagem de dinheiro no mundo

    A “Deusa da Riqueza” que realizou uma das maiores operações de lavagem de dinheiro no mundo foi condenada esta terça-feira (11), a 11 anos e oito meses de prisão no Reino Unido.

    Zhimin Qian, de 47 anos, foi presa em 22 de abril do ano passado em um quarto de Airbnb no subúrbio de York, na Inglaterra. Na época, foi surpreendida por uma equipe de agentes da polícia que a deteve no local.

    A investigação à mulher de nacionalidade chinesa começou em 2018, há já sete anos, por suspeitas de crime internacional de lavagem de dinheiro. 

    Antes disso, as autoridades chinesas já a procuravam: deu golpes em mais de 128 mil aposentados na China entre 2014 e 2017, em um total que ronda os 40 bilhões de yuan (cerca de 30 bilhões de reais).

    Qian convencia aposentados a investirem dinheiro na sua empresa, que dizia estar desenvolvendo produtos de saúde de alta tecnologia, assim como a investir em criptomoedas. Na verdade, segundo as autoridades, Qian estava desviando os fundos para proveito próprio.

    Em 2017, Qian fugiu da China, rumo ao Reino Unido com um passaporte do Caribe e um nome falso. Na Inglaterra, encontrou-se com Jian Wen, de 42, que recrutou através das redes sociais para a ajudar a continuar os crimes. Juntas, mudaram-se para uma casa em Hampstead, no norte de Londres, cujo o aluguel ultrapassava os 19 mil euros (cerca de 120 mil reais) por mês.

    Ao longo das 48 semanas seguintes, a dupla realizou uma autêntica maratona de compras, que passou por 24 localizações na Europa distintas: compraram relógios, diamantes, roupas de designers de moda, e demais objetos de luxo, em uma tentativa de lavar o dinheiro que Qian tinha obtido nos golpes.

    Enquanto a mulher esbanjava o dinheiro roubado, outras 80 pessoas eram condenadas no seu país natal pelo esquema.

    Na Europa, Qian se fazia passar por uma magnata internacional de joalharia, com Wen agindo como sua empregada. Em uma das suas maratonas de compras, a dupla gastou mais de 130 mil euros (cerca de 810 mil reais) em dois relógios em uma loja da da Van Cleef & Arpels em Zurique, na Suíça.

    Compra de dois imóveis de luxo alertou as autoridades inglesas

    As autoridades só começaram a suspeitar de um eventual crime quando Qian e Wen tentaram comprar uma mansão de mais de 27 milhões de euros (170 milhões de reais) em uma mansão em Hampstead High Street e uma outra propriedade em Totteridge de 14 milhões de euros (87 milhões de reais) em 2018.

    Nesse mesmo ano, no final de outubro, a polícia invadiu a propriedade alugada pela dupla para uma busca inicial. Qian foi encontrada pelos agentes debaixo dos cobertores. Quando questionada sobre quem era, mentiu, dizendo que se chamava Yadi Zhang e que sofria de lesões cerebrais e nas pernas.

    No cofre desse mesmo quarto, as autoridades descobriram um bloco de notas com os dados de login dos seus computadores portáteis e as chaves de acesso às carteiras online que estavam a fortuna de Qian – mal sabia a polícia que a informação os iria levar à maior apreensão individual de criptomoedas do mundo.

    Ao todo, foram apreendidas 61 mil bitcoins, que têm um valor de mercado atual que ronda os 5,7 bilhões de euros (31 bilhões de reais). Fora da criptomoeda, foram apreendidos outros ativos no valor de 227 milhões de euros (1,2 bilhão de reais).

    Mas não só. Foram ainda descobertas elevadas quantias em numerário, como em euros, dólares americanos e francos suíços. Em um cofre de segurança em Harrods, Londres, os agentes encontraram ainda um celular e dois computadores portáteis com milhões de euros em criptomoedas.

    Apesar de os objetos apreendidos serem suspeitos, as autoridades decidiram não deter nem Qian nem Wen, nessa ocasião.

    Qian foge e só é localizada em 2025

    As buscas, no entanto, foram o suficiente para a mulher conhecida como a “Deusa da Riqueza” fugir, novamente, passando os seus anos seguintes desaparecida.

    Em 2021, três anos depois, Wen foi presa na mesma casa em Hampstead, sendo posteriormente condenada a seis anos de prisão por lavagem de dinheiro.

    Só passados outros três anos é que Qian foi localizada pelas autoridades e detida. Tal como em 2018, a mulher estava na cama, tapada com cobertores quando a polícia entrou pelo quarto adentro. À semelhança da sua cúmplice, foi acusada de crimes de lavagem de dinheiro.

    Em tribunal, Qian declarou-se culpada de dois desses crimes. Contudo, o seu advogado de defesa afirmou que a “Deusa da Riqueza” nunca teve a intenção de cometer fraude, “mas reconhece que os seus esquemas eram fraudulentos e enganaram aqueles que confiaram nela”.

    “Ela lamenta profundamente o sofrimento causado aos investidores e espera que algo de bom resulte da riqueza que o seu trabalho criou”, acrescentou o advogado, frisando que a sua cliente “não tem antecedentes criminais” e manteve um “comportamento exemplar” enquanto esteve detida.

    Qian foi condenada a 11 anos e oito meses de prisão.

    Após a leitura da sentença, o chefe de crimes econômicos e cibernéticos da polícia inglesa considerou que esta foi uma das “mais e mais complexas” investigações realizados por esta força.

    A fortuna digital de Qian, que vale vinte vezes mais do que em 2017, quando chegou ao Reino Unido, é agora o foco de uma batalha judicial que deverá começar no início do próximo ano. Os ativos vão ser disputados no Supremo Tribunal pelo governo do Reino Unido e as milhares de vítimas chinesas.

    Os procuradores tentaram criar um esquema de compensação, mas a representação das vítimas alega que os seus clientes não devem recuperar apenas aquilo que investiram. Defendem que à semelhança do que aconteceu com a fortuna de Qian, também o investimento (e, agora, compensação) dos lesados deve refletir a valorização dos ativos ao longo dos anos.

    'Deusa da Riqueza' é condenada a 11 anos por golpes em 128 mil pessoas

  • Deslizamentos de terra provoca desabamento de ponte na China

    Deslizamentos de terra provoca desabamento de ponte na China

    Uma ponte na província de Sichuan, na China, colapsou parcialmente nesta terça-feira (11)

    Uma ponte de 758 metros de comprimento, que faz parte de uma estrada na província de Sichuan, no sudeste da China, desabou parcialmente, na tarde desta terça-feira (11).

    No dia anterior, a polícia local já tinha notado pequenas fissuras na encosta e nas estradas próximas da ponte de Hongqi, que desabou, e também nas terras de montanhas nas proximidades. 

    Por volta das 17h30, hora local, uma inspeção identificou possíveis riscos de queda da ponte, informa o Sichuan Daily. Após a averiguação, foi ativada uma resposta de emergência, com o envio de funcionários públicos dos departamentos de segurança, transportes e recursos naturais para o local, para controlarem a situação. Às 23h00 (hora local), todos os veículos já tinham sido retirados da ponte, e foram colocados sinais de alerta no local para impedir o trânsito na ponte.

    Da mesma forma, foi também emitido um aviso à população de que a região se encontrava fechada. Devido às medidas de prevenção, o incidente não teria causado qualquer vítima ou ferido.

    A decisão teria sido a acertada: ao longo do dia de terça-feira as condições da encosta pioraram, provocando deslizamentos de terra significativos. A ponte acabou desabando.

    Segundo as autoridades locais, ainda não há previsão para a reabertura da estrada.

    A construção da ponte de Hongqi, realce-se, tinha sido concluída no início deste ano.

    Deslizamentos de terra provoca desabamento de ponte na China