Categoria: MUNDO

  • Brasileira de 69 anos morre em Buenos Aires após ser atacada na rua

    Brasileira de 69 anos morre em Buenos Aires após ser atacada na rua

    Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva estava na Argentina visitando sua filha, Carolina Bizinoto, que estuda medicina na UBA (Universidade de Buenos Aires), quando foi atacada por um homem na rua

    BUENOS AIRES, ARGENTINA (CBS NEWS) – Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva, servidora aposentada do Tribunal de Justiça de Goiás, morreu em Buenos Aires após ser atacada por um homem na rua, na última quinta-feira (5). Ela tinha 69 anos.

    A família disse ainda não saber quando o corpo dela será liberado para o traslado de volta ao Brasil. A autópsia está agendada para esta quarta-feira (12).

    Maria Vilma estava na Argentina visitando sua filha, Carolina Bizinoto, que estuda medicina na UBA (Universidade de Buenos Aires). A aposentada costumava passar seis meses do ano na capital argentina e havia chegado em julho. A formatura da filha está marcada para o próximo mês.

    No dia do ataque, Maria Vilma saiu para pagar o aluguel do apartamento da filha e foi agredida por um homem em situação de rua, que mostraria sinais de transtornos mentais.

    O agressor deu um soco em Maria Vilma, que caiu e bateu a cabeça no chão. Ela sofreu um traumatismo craniano, foi socorrida e morreu no dia seguinte (6).

    O homem teria sido preso após atacar outra pessoa na sequência da agressão contra Maria Vilma. O motivo do ataque ainda não é claro. A Polícia da Cidade de Buenos Aires ainda não se manifestou a respeito da ocorrência e nem confirmou a prisão.

    Segundo a advogada Paula Lima, sobrinha de Maria Vilma, a tia fazia um procedimento de rotina quando foi atacada. “Ela foi fazer o câmbio para poder pegar o dinheiro do aluguel do apartamento e uma rua antes da casa de câmbio, ela foi agredida. Ela chegou a ser levada para o hospital, a minha prima foi comunicada, chegou a conversar com a minha tia e a vê-la com vida.”

    Paula conta que a família chegou a ir até o necrotério e foi informada que o corpo precisava aguardar um perito para autópsia. Sem informações da polícia local, a família contratou uma funerária particular para poder ajudar no translado para o Brasil. “Falamos com o consulado e ela não encaixava em nenhuma isenção de custos, então, assim, como nossa prioridade é levar ela para o Brasil, contratamos uma empresa.”

    Ela diz que o processo está sendo investigado como homicídio, mas foi informada que a liberação do corpo poderia demorar até três anos, caso fosse necessária uma nova autópsia.

    Maria Vilma tinha contratado um seguro-viagem, mas que venceu antes do ocorrido. A família chegou a pedir ajuda nas redes sociais para conseguir cobrir os custos. Com a vaquinha virtual, conseguiram atingir o valor necessário para a repatriação.

    “Todo o processo tem se mostrado extremamente burocrático e caro. Por esse motivo, vamos pedir a ajuda de cada um de vocês, que possa se juntar a nós com qualquer quantia em dinheiro, para que possamos encerrar esse ciclo tão doloroso”, dizia uma postagem mais cedo no Instagram de Carolina.

    Questionado sobre os procedimentos, o Itamaraty disse, em nota, que o Ministério das Relações Exteriores, por intermédio do Consulado-Geral do Brasil em Buenos Aires, acompanha o caso, em contato com as autoridades locais, e presta assistência consular à família da nacional brasileira.

    De acordo com o governo brasileiro, em caso de morte no exterior, as embaixadas e consulados prestam orientações aos familiares, apoiam seus contatos com o governo local e cuidam da expedição de documentos, como o atestado consular de óbito, que é emitido após os trâmites obrigatórios realizados pelas autoridades locais.

    Também procurado, o governo de Goiás, por meio do Gabinete de Assuntos Internacionais, disse que está em contato com o Itamaraty para agilizar o processo de translado.

    “O governo de Goiás, por meio do Gabinete de Assuntos Internacionais, informa que foi procurado pela família de Maria Vilma das Dores Cascalho da Silva Bosco para obter apoio no diálogo com o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), com o objetivo de agilizar os procedimentos burocráticos para a repatriação do corpo da goiana. A família não solicitou ao estado auxílio financeiro para o traslado, mas apenas o intermédio institucional junto às autoridades federais”, disse o governo goiano, em nota.

    Brasileira de 69 anos morre em Buenos Aires após ser atacada na rua

  • Maior porta-aviões do mundo chega à América Latina e amplia tensão entre EUA e Venezuela

    Maior porta-aviões do mundo chega à América Latina e amplia tensão entre EUA e Venezuela

    USS Gerald Ford se junta a outras embarcações e aeronaves americanas; Caracas anuncia mobilização massiva de tropas; pressão do governo Donald Trump a Nicolás Maduro cresce; Washington já matou 75 em ataques a barcos na região

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, dos Estados Unidos, chegou à América Latina nesta terça-feira (11), intensificando a campanha militar do governo Donald Trump na região e aumentando a pressão contra a Venezuela. No mesmo dia, a ditadura de Nicolás Maduro anunciou mobilização massiva de forças terrestres, aéreas e navais.

    O Pentágono confirmou a chegada do Gerald Ford na área de operações do Comando Sul das Forças Armadas americanas, que abarca larga área que vai do Caribe aos mares ao sul da Argentina, sem especificar a localização exata. O navio de guerra tem capacidade para carregar dezenas de aviões de combate e geralmente se desloca acompanhado de uma frota de apoio.

    O porta-aviões “reforçará a capacidade dos Estados Unidos para detectar, vigiar e desarticular os atores e atividades ilícitas que comprometem a segurança e a prosperidade do território americano e nossa segurança no hemisfério ocidental”, afirmou o porta-voz do Pentágono, Sean Parnell.

    O Gerald Ford se junta a uma série de outras embarcações, aeronaves e tropas mobilizadas pelo EUA em águas do Caribe e em Porto Rico, território americano onde o governo Donald Trump revitalizou uma base fechada havia 23 anos a fim de aumentar o grau de pressão contra o regime de Maduro.

    Foram ao menos quatro missões de bombardeiros dos EUA na costa venezuelana desde que a crise entre os dois países se aprofundou e Washington começou a explodir lanchas supostamente ligadas a narcotraficantes na região. O recado é claro a Caracas, uma vez que Washington acusa Maduro de liderar um cartel de drogas, uma acusação que o ditador nega.

    Em comunicado do Ministério da Defesa venezuelano, o regime afirma que colocou suas Forças Armadas em “prontidão operacional completa”, incluindo “destacamento massivo” de forças terrestres, aéreas, navais, fluviais e de mísseis, além de outras unidades militares, órgãos de segurança e a Milícia Bolivariana. “A Venezuela deve saber que tem um país resguardado, protegido, defendido”, afirmou o ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, que chamou os militares americanos de mercenários.

    Não se sabe ao certo o objetivo concreto de Trump ao destacar o Gerald Ford para as águas do continente. Relatos na imprensa americana, sempre citando autoridades do governo de forma anônima, dizem que várias opções estão à mesa do republicano, que já autorizou a CIA a agir em solo venezuelano com o objetivo de tirar Maduro do poder. Alguma medidas incluiriam a tomada de instalações de produção de petróleo do país adversário.

    Enquanto assessores de Trump mais incisivos contra Maduro teriam sugerido inclusive uma invasão do país latino-americano, outras opções desenham ataques mais específicos a instalações militares com a meta de deplorar o apoio ao ditador, obrigando-o a deixar o poder ou fugir.

    Maduro tem variado entre ordens de mobilização de tropas e pedidos de paz a Trump em suas declarações. Também tem apelado a aliados que são rivais de Washington, como a Rússia, China e Irã.

    Na última sexta-feira (7), a porta-voz da chancelaria russa, Maria Zakharova, afirmou que a Rússia “está pronta para atender os apelos da Venezuela por ajuda” em caso de agravamento da crise militar na região -muito embora não esteja claro como e se Moscou e outros adversários dos EUA tomariam decisões do tipo, batendo de frente com Trump em uma eventual guerra aberta entre Washington e Caracas.

    Os ataques americanos a embarcações no Caribe já deixaram 75 mortos desde setembro. Quase sempre anunciados pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, em publicações nas redes sociais, os bombardeios são divulgados com um vídeo mostrando as explosões em vista aérea. É o mais próximo de uma evidência que o governo americano tem fornecido sobre as ações, criticadas por governos não alinhados a Washington, analistas e opositores.

    “É assim que, em geral, atuam nos países sem lei aqueles que se consideram acima da lei”, disse o chanceler russo, Serguei Lavrov, qualificando como pretexto o argumento americano de que os ataques fazem parte da luta contra o narcotráfico e indicando o tom das críticas de Moscou.

    Governos latino-americanos, caribenhos e europeus criticaram indiretamente o governo Trump na declaração final da cúpula entre União Europeia e a Celac nesta segunda-feira (10) -o grupo conjunto pediu “segurança marítima e estabilidade regional no Caribe”. Além disso, a cúpula fez críticas veladas também à Venezuela ao defender “eleições livres e transparentes”.

    Maior porta-aviões do mundo chega à América Latina e amplia tensão entre EUA e Venezuela

  • Trump aposta na estupidez, diz governador da Califórnia na COP30

    Trump aposta na estupidez, diz governador da Califórnia na COP30

    O governador da Califórnia, Gavin Newsom, é um dos principais opositores a Trump nos EUA

    BELÉM, PA (CBS NEWS) – Em Belém (PA) para participar de agendas da COP30, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, voltou a criticar o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que boicota a conferência climática.

    “Donald Trump está apostando na estupidez. Ele está apostando no carvão em Ohio [estado dos EUA]. Enquanto estamos aqui falando sobre a energia renovável. Estamos aqui falando sobre biodiversidade, de uma mentalidade da sustentabilidade. O contraste chega a ser extraordinário”, afirmou nesta terça-feira (11).

    Newsom, que é um dos principais opositores a Trump nos EUA, cumpriu agenda com o governador do Pará, Helder Barbalho, no Porto do Futuro, onde o político paraense construiu um centro de tecnologia e bioeconomia.

    O californiano também tem compromissos com representantes de outros países, e assinou seu apoio à coalizão de mercado de carbono criada pelo Brasil.

    Trump aposta na estupidez, diz governador da Califórnia na COP30

  • Cientistas acham pista para desvendar misteriosa 'faixa de buracos' no Peru

    Cientistas acham pista para desvendar misteriosa 'faixa de buracos' no Peru

    Pesquisadores da Universidade de Sydney tentam resolver um mistério de décadas sobre o Monte Sierpe, conhecido como “faixa de buracos” e localizado no Vale de Pisco

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um dos sítios arqueológicos mais enigmáticos dos Andes pode ter sido um antigo mercado a céu aberto. É o que sugere uma nova pesquisa da Universidade de Sydney sobre o Monte Sierpe, conhecido como “faixa de buracos” e localizado no Vale de Pisco, no sul do Peru. O local abriga mais de 5.000 cavidades escavadas de forma precisa nas encostas andinas.

    Pesquisadores tentam resolver um mistério de décadas. O Monte Sierpe intriga arqueólogos desde os anos 1930, quando suas primeiras imagens aéreas foram publicadas pela revista National Geographic. Apesar de inúmeras teorias -de funções agrícolas a propósitos defensivos-, a utilidade original continua envolta em mistério.

    Novas evidências apontam para trocas comerciais. Segundo o arqueólogo digital Jacob Bongers, da Universidade de Sydney e do Australian Museum Research Institute, a equipe encontrou indícios que reforçam a hipótese de que o local funcionava como um centro de trocas. A pesquisa foi publicada nesta segunda-feira (10) na revista científica Antiquity.

    “Talvez este fosse um mercado pré-incaico, como uma feira. Sabemos que a população pré-hispânica aqui era de cerca de 100 mil pessoas. Talvez comerciantes nômades, agricultores e pescadores se reunissem para trocar produtos como milho e algodão”, disse Jacob Bongers.

    Tecnologia de drones revelou padrões numéricos. Os pesquisadores mapearam o sítio com drones e identificaram padrões na disposição dos buracos. Para surpresa da equipe, o arranjo se assemelha ao de um khipu (antigo sistema inca de contabilidade feito com cordas e nós) encontrado no mesmo vale. “Esta é uma descoberta extraordinária que amplia nossa compreensão sobre as origens e a diversidade das práticas indígenas de contabilidade”, disse Bongers.

    Análises de solo reforçam a hipótese comercial. A equipe também analisou amostras de sedimentos das cavidades e identificou grãos de pólen de milho, um dos principais cultivos dos Andes, e vestígios de junco, planta usada há milênios na confecção de cestos. Segundo os cientistas, isso indica que plantas eram depositadas nos buracos, possivelmente em cestos ou feixes usados para transporte.

    Localização estratégica reforça a teoria. O Monte Sierpe está situado entre dois antigos centros administrativos incas e perto da interseção de uma rede de estradas pré-hispânicas. A área fica em uma zona ecológica de transição entre os Andes e a planície costeira, ponto ideal para encontros e trocas entre comunidades do interior e do litoral.

    Sítio pode ter evoluído sob domínio inca. Combinando as descobertas botânicas e aéreas, os pesquisadores sugerem que o Monte Sierpe foi inicialmente construído pelo reino Chincha, anterior ao império inca, para trocas reguladas e depois transformado em um sistema de contabilidade em larga escala pelos incas. “Vejo esses buracos como uma tecnologia social que aproximava pessoas e, mais tarde, se tornou um sistema de registro”, afirmou Bongers.

    Cientistas acham pista para desvendar misteriosa 'faixa de buracos' no Peru

  • Putin troca tanques por motos em nova tática contra Ucrânia

    Putin troca tanques por motos em nova tática contra Ucrânia

    Soldados invadem Pokrovsk a pé e em veículos leves, ao estilo ‘Mad Max’, sob cobertura de neblina contra drones; ‘A frente mudou, agora somos deixados até 30 km distantes do alvo e temos de ir sozinhos até lá’, diz militar

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Um vídeo que emergiu da linha de frente em Pokrovsk, no leste da Ucrânia, provocou chacota imediata entre os críticos da invasão de Vladimir Putin da Ucrânia. Nele, soldados russos chegam à estratégica cidade a pé, em motos e antigos carros soviéticos.

    Na realidade, o que parece um assalto do Exército de Brancaleone ou uma paródia das distopias apocalípticas da cinessérie “Mad Max” é a realidade do combate nas áreas de atrito e um teste para a nova tática empregada pelas forças de Putin no conflito, talvez a última possível. Se der certo, pode ser um novo ponto de inflexão na guerra.

     

    “A frente mudou, agora somos deixados até 30 km distantes do alvo e temos de ir sozinhos até lá”, disse por mensagem à Folha de S.Paulo o soldado Pavel, que como é praxe dos dois lados não pode ter seu sobrenome divulgado.

    Ele lutou nos arredores de Pokrovsk até a semana passada. A terra de ninguém, que até 2023 tinha cerca de 10 km de largura na região, agora tem 50 km. “Antes, entraríamos lá com BMP-3, em grupos grandes. Agora é isso, temos de carregar nosso equipamento, 30 kg nas costas, relata o militar.

    O motivo é a infestação de pequenos drones armados com granadas e outros explosivos, empregados maciçamente pelos beligerantes de lado a lado. Eles impedem o movimento impune de blindados como o modelo de transporte de pessoal citado por Pavel.

    Isso explica outro item importante do vídeo: a neblina, que impede a ação eficaz dos operadores de drones. Isso levou os russos a mobilizar algumas forças blindadas, mas ainda não em grande número.

    “Nosso tempo de reação é mais curto com o tempo ruim. As estradas estão lotadas de drones russos, nenhum veículo pode entrar ou sair da cidade”, escreveu no Telegram um soldado ucraniano de prenome Ihor, que sereve no 7º Corpo de Paraquedistas da Ucrânia.

    Segundo a unidade publicou no Facebook nesta terça, há ao menos 300 soldados russos dentro de Pokrovsk. O número é pequeno e contrasta com os 50 mil que o presidente Volodimir Zelenski diz que Moscou usa na operação, e não é uma contradição.

    O ataque inicial da guerra foi em três grandes frentes frontais e desconectadas, vindas das Crimeia, da Donetsk em mãos de separatistas pró-Moscou e do sul russo e Belarus. Ele fracassou em tomar Kiev, mas garantiu a atual fatia de 20% do território ucraniano sob controle de Putin.

    Depois, as ações se concentraram na linha de atrito, com os russos empregando forças maciças. Deu certo pontualmente, como em Avdiivka (Donetsk), mas a ascensão dos drones impediu sua continuidade.

    Agora, os generais de Putin buscam engajamentos com menos tropas, focados em pontos vulneráveis das defesas de Zelenski, e só depois tentar entrar com blindados e tanques.

    Com efeito, a corrida para reforçar Pokrovsk e evitar a queda do centro logístico que defende as duas cidades principais ainda sob controle de Kiev em Donetsk, Kramatorsk e Slaviansk, gerou problemas em outros pontos.

    Mais o norte, em Kharkiv, região que nem faz parte do cardápio oficial de exigências russas, o Ministério da Defesa russo anunciou ter tomado nesta terça a metade oriental da vital Kupiansk, cidade que dá acesso à capital homônima da área, o segundo maior centro urbano da Ucrânia.

    Os russos não parecem ter mão de obra para tentar um assalto à capital, mas podem repetir o cerco punitivo do início da guerra, que fracassou quando também por erros táticos e falta de soldados acabaram expulsos da região.

    Além disso, a Ucrânia confirmou nesta terça ter recuado de cinco vilas na região de Zaporíjia (sul), por não ter como defendê-las. Zelenski, que lamentou o tempo ruim como fator favorável aos russos em uma postagem após visitar a cidade de linha de frente de Kherson (sul), disse que os ataques na região “estão intensos”.

    Segundo o especialista em geopolítica americano George Friedman, a aposta de Putin pode dar certo. “Uma guerra lutada desta forma é uma questão de aritmética”, escreveu na segunda (10) aos clientes de sua consultoria Geopolitical Futures.

    Ele nota que Moscou tem muito mais soldados à disposição, mas isso não é tudo. “A habilidade dos russos em manter esse ritmo é muito problemática. Se a Rússia acha que os números estão a seu lado, isso pode explicar por que Putin ainda não aceitou uma trégua. Na minha visão, é sua última boa jogada”, afirmou.

    O russo resistiu à iniciativa de Donald Trump de fazer a paz, exigindo seus termos maximalistas de cessão das quatro áreas que anexou ilegalmente em 2022 e outros pontos. O presidente americano elevou a pressão com sanções no setor petrolífero, evitando contudo fornecer mísseis avançados a Zelenski, mas até aqui Putin não cedeu.

    A Ucrânia diz que está resistindo em Pokrovsk, mas não comentou a ação em Kupiansk. Além disso, bombardeios ao seu sistema energético estão deixando a situação crítica no país: no domingo (9), quase todo o território teve de ficar 16 horas sem luz. Na guerra assimétrica que trava, atacou novamente a refinaria russa de Saratov com seus drones domésticos.

    Putin troca tanques por motos em nova tática contra Ucrânia

  • Homem acusado de duplo homicídio diz que foi barata que o mandou matar

    Homem acusado de duplo homicídio diz que foi barata que o mandou matar

    Homem acusado de alvejar fatalmente outros dois no Novo México, nos EUA, alegou em tribunal que estava a ouvir vozes e que cometeu o crime depois de uma barata o ter aconselhado a fazê-lo

    Um homem alvejou duas pessoas dentro de uma residência no Novo México, nos EUA, depois de ter recebido uma “mensagem encriptada” em uma barata.

    Na última sexta-feira à noite, a polícia local foi alertada para o homicídio de dois homens em uma casa em Albuquerque, reporta a polícia de Bernalillo County. Alexis Hernandez, de 25 anos, foi preso no local e é suspeito de duplo homicídio.

    Quando as autoridades chegaram para verificar a ocorrência, o homem tinha uma arma e identificou-se como sendo militar da Marinha.

    O homem confessou ser o autor da morte dos dois homens, tendo relatado que um deles o andava a ameaçar e perseguir. Alegou depois que tinha recebido “uma mensagem encriptada em uma barata” que lhe dizia que ele “precisava matar” um dos homens. As informações constam no relatório policial sobre o sucedido e que a NBC teve acesso.

    O homem alegou também que andava “ouvindo vozes vindas das condutas de ventilação” e que “tinha recebido sinais de que precisava de acabar com uma das vítimas antes que acabasse com ele”.

    No dia em que perpetrou o crime, Alex muniu-se como uma pistola Glock. Uma das vítimas seria o proprietário da casa.

    Após matar os dois homens, o suspeito manteve-se dentro da casa, por ter ficado confuso e  sem saber o que fazer a seguir, lê-se no mesmo relatório. 

    Alexis foi detido na sua residência e indiciado na manhã de sábado por duplo homicídio.

    Homem acusado de duplo homicídio diz que foi barata que o mandou matar

  • Tiktoker com 3,5 milhões de seguidores assume que fingiu ter câncer

    Tiktoker com 3,5 milhões de seguidores assume que fingiu ter câncer

    A influenciadora britânica Brittany Miller admitiu ter inventado um diagnóstico de câncer em 2017, quando tinha 21 anos. Condenada por fraude, ela afirma hoje que enfrentava graves problemas de saúde mental. Aos 29 anos e mãe de gêmeos, Brittany tem milhões de seguidores e tenta reconstruir sua imagem.

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A influenciadora Brittany Miller assumiu que fingiu ter câncer em 2017, quando tinha 21 anos. Em 2017, antes de ser influenciadora, a britânica inventou ter sido diagnosticada com câncer gástrico em estágio três. Na época, amigos e familiares criaram uma vaquinha ajudá-la, mas logo o financiamento coletivo sumiu e qualquer vestígio do suposto câncer desapareceu.

    Três anos depois, uma ex-amiga de Brittany expôs a mentira. Pela falsa alegação de câncer, a influenciadora foi condenada pelo crime de fraude, obrigada a pagar uma multa e a cumprir liberdade condicional.

    Brittany é conhecida por tutoriais de batatas assadas, e pelos conteúdos de maternidade: ela é mãe de gêmeos. Aos 29 anos, ela tem mais de 500 mil seguidores no Instagram e 3,5 milhões no TikTok.

    Ela finalmente se pronunciou sobre o falso câncer nesta segunda-feira (10). No vídeo, ela disse que estava com a saúde mental muito debilitada na época em que mentiu. “Em 2017, minha saúde mental estava extremamente debilitada e, na época, eu não percebia o quão ruim estava, mas estava muito mal”, disse.

    “Eu estava deprimida, tinha pensamentos suicidas, estava perdida, estava confusa. Perdi meu parceiro, perdi meu emprego e muitas coisas aconteceram naquele ano que me levaram a ter problemas de saúde mental.”

    Ela disse que foram os amigos quem criaram a vaquinha, e que ela não pegou nada do valor arrecadado. “Assim que vi as doações, duas delas, mandei fechar a página imediatamente e não peguei um centavo sequer. Amadureci com isso. Estou trabalhando para ser a melhor versão de mim mesma. Levei muito tempo para entender por que fiz isso. E me perdoo porque eu estava mentalmente instável”.

    @brittanyhmiller

     

    original sound – Brittany

    Tiktoker com 3,5 milhões de seguidores assume que fingiu ter câncer

  • Síria adere a coligação para derrotar o Daesh após reunião na Casa Branca

    Síria adere a coligação para derrotar o Daesh após reunião na Casa Branca

    A adesão foi oficializada durante a visita histórica do presidente interino Ahmed al-Sharaa à Casa Branca. Com o ingresso na coligação liderada pelos EUA, a Síria retoma relações diplomáticas e reforça o compromisso conjunto no combate ao extremismo e ao tráfico de combatentes estrangeiros

    A Síria se tornou o 90º país a integrar a Coligação Global para a Derrota do Estado Islâmico, após a visita oficial do presidente interino Ahmed al-Sharaa à Casa Branca. A adesão, anunciada nesta segunda-feira (10), foi confirmada por um alto funcionário do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    Segundo a administração americana, a parceria tem como meta “eliminar os remanescentes do Estado Islâmico e conter o fluxo de combatentes estrangeiros”. Além disso, Washington autorizou a reabertura da embaixada síria na capital americana, voltada para “cooperação antiterrorismo, segurança e coordenação econômica”.

    Criada em 2014 e liderada pelos Estados Unidos, a Coligação Global para a Derrota do Estado Islâmico coordena ações militares, troca de informações e assistência humanitária para desmantelar o grupo extremista e impedir sua expansão.

    Trump recebeu Al-Sharaa em um encontro a portas fechadas, considerado histórico por ser a primeira visita de um presidente sírio à Casa Branca desde a independência do país, em 1946.

    Do lado de fora, dezenas de sírios celebraram a chegada do líder interino, acenando bandeiras e demonstrando apoio. Al-Sharaa, que nasceu em Damasco em 1982, teve uma trajetória marcada por controvérsias: começou como militante ligado à Al-Qaeda, foi preso por forças americanas no Iraque em 2005 e libertado em 2011.

    Nos anos seguintes, rompeu oficialmente com o extremismo e assumiu a liderança do grupo Hayat Tahrir al-Sham. Em dezembro de 2024, comandou a ofensiva que derrubou o regime de Bashar al-Assad e, em janeiro de 2025, foi nomeado presidente interino da Síria.

    Síria adere a coligação para derrotar o Daesh após reunião na Casa Branca

  • Espanhola que acusou tio de envenenamento morre durante viagem à Itália

    Espanhola que acusou tio de envenenamento morre durante viagem à Itália

    Ángela, que havia denunciado o tio por tentar envenená-la e ao companheiro em Valência, morreu após sofrer um aneurisma na Sicília. As autoridades investigam se sua morte tem ligação com o caso, que envolve disputa de herança e acusações de tentativa de homicídio.

    Uma mulher espanhola que havia acusado o tio de tentar envenená-la e também ao companheiro morreu nesta semana. Ela estava na Itália quando passou mal e foi internada, mas não resistiu e faleceu na quarta-feira (6), em um hospital na região da Sicília.

    As autoridades italianas e espanholas investigam se a morte está relacionada ao suposto envenenamento denunciado pela vítima meses antes.

    O caso

    Ángela, natural de Requena, em Valência, afirmou que o tio havia manipulado alimentos em sua casa entre setembro de 2024 e maio de 2025. O motivo seria uma disputa de herança envolvendo a família.

    Durante meses, ela e o companheiro apresentaram sintomas gastrointestinais sem explicação. O parceiro chegou a ser internado em estado grave, o que levantou suspeitas de que algo anormal estivesse acontecendo.

    O casal então instalou câmeras de segurança na residência e, em 11 de maio, registrou alguém entrando na casa e mexendo nos alimentos, inclusive em um frasco de ketchup.

    O tio foi detido após o flagrante. Embora as imagens não mostrassem com total clareza sua identidade, a polícia encontrou em sua casa produtos como inseticidas, herbicidas e veneno para ratos, reforçando as suspeitas.

    A defesa do tio

    Segundo o canal Telecinco, o homem alegou que entrou na casa da sobrinha para verificar uma possível fuga de gás, justificando que tinha uma cópia da chave para cuidar do imóvel. Ele já era investigado desde 2023 por brigas familiares, danos materiais e até incêndios provocados contra parentes por causa de disputas de herança.

    O tio de Ángela responde por tentativa de homicídio.

    A morte de Ángela

    A jovem foi internada na Itália após sofrer um aneurisma. O corpo segue no país, aguardando a conclusão da autópsia. As autoridades ainda investigam se há relação entre o quadro que levou à morte e as intoxicações sofridas anteriormente entre 2024 e 2025.

    Espanhola que acusou tio de envenenamento morre durante viagem à Itália

  • Indústria farmacêutica alemã alerta para produção mínima em 30 anos

    Indústria farmacêutica alemã alerta para produção mínima em 30 anos

    Federação da indústria química e farmacêutica da Alemanha alerta para colapso histórico na produção e cobra reformas urgentes do governo diante de altos custos de energia, impostos e burocracia que estão levando fábricas a fechar e investimentos a deixar o país

    A federação da indústria química e farmacêutica da Alemanha alertou nesta terça-feira para o nível mais baixo de produção em 30 anos e pediu ao governo que adote reformas urgentes. “Produção, faturamento, preços e capacidade estão todos em queda, inclusive o emprego, que vinha se mantendo estável há anos”, afirmou a VCI (Federação da Indústria Química Alemã) em comunicado, descrevendo o cenário como uma “depressão de outono”.

    A entidade atribui a crise aos altos custos de energia, ao preço da mão de obra, à carga tributária, à burocracia e às tarifas de importação impostas pelos Estados Unidos.

    “As fábricas estão fechando, os investimentos estão sendo transferidos para outros países e as carteiras de pedidos estão vazias”, declarou o diretor da VCI, Wolfgang Grosse Entrup, em entrevista coletiva.

    Em outubro, o chanceler Friedrich Merz já havia criticado a “burocracia desnecessária” que, segundo ele, trava o crescimento do terceiro maior setor industrial do país. No entanto, encontros e reuniões promovidos pelo governo federal ainda não conseguiram reverter o quadro, e o setor afirma ter perdido a confiança em Berlim.

    De acordo com Entrup, a produção das empresas químicas caiu 1,5% no terceiro trimestre em comparação com o mesmo período do ano passado, atingindo o nível mais baixo desde 1995. A taxa de utilização da capacidade produtiva está em apenas 70%.

    Com isso, a federação prevê uma nova queda de 2% na produção química e um leve crescimento na área farmacêutica, o que resultará em uma retração geral de cerca de 1% no faturamento total do setor, estimado em 221 bilhões de euros em 2025.

    “Precisamos de uma verdadeira libertação industrial”, disse Entrup, em referência à reunião marcada para esta quarta-feira na chancelaria, onde representantes do setor farmacêutico discutirão com o governo as medidas para enfrentar a crise.

    Indústria farmacêutica alemã alerta para produção mínima em 30 anos