Categoria: MUNDO

  • Palestina sobre guerra: 'Um dos capítulos mais horríveis do século 21'

    Palestina sobre guerra: 'Um dos capítulos mais horríveis do século 21'

    Sem visto dos EUA, Mahmoud Abbas afirmou por vídeo na ONU que Gaza será um dos capítulos mais horríveis do século 21

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A guerra na Faixa de Gaza entrará para os livros de história como um dos capítulos mais horríveis do século 21, afirmou o representante da Palestina, Mahmoud Abbas, nesta quinta-feira (25), durante discurso por videoconferência na Assembleia-Geral da ONU, em Nova York.

    “O povo palestino em Gaza encara uma guerra de genocídio, destruição, fome e deslocamento travada pelas forças de ocupação israelenses”, afirmou o líder.

    “O que Israel está fazendo não é sequer uma agressão. É um crime de guerra e um crime contra a humanidade documentado e monitorado que será lembrado nos livros de história e nas páginas da consciência internacional como um dos capítulos mais horríveis de tragédia humanitária do século 21.”

    Abbas também afirmou estar pronto para trabalhar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com representantes de Arábia Saudita, França e Nações Unidas para implementar o plano de paz adotado em uma conferência da última segunda (22), primeiro dia da Assembleia-Geral.

    O palestino criticou ainda a visão de um “Grande Israel”, conceito de expansão da nação sobre Cisjordânia, Gaza e partes de países vizinhos como Egito e Líbano que o primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, diz apoiar, e os ataques de Tel Aviv ao Qatar no começo do mês que mataram membros do Hamas.

    Abbas falou por videoconferência após ter o visto negado pelos EUA no final de agosto. Como resposta, a Assembleia-Geral da ONU adotou uma resolução na semana passada, aprovada por 145 votos a favor, seis abstenções e cinco votos contra (Israel, Nauru, Palau, Paraguai e EUA) para autorizar o líder a discursar por vídeo.

    Washington justificou a medida, criticada por países europeus, afirmando que a AP (Autoridade Palestina) e a OLP (Organização para a Libertação da Palestina), ambas comandadas por Abbas, “contribuíram materialmente para a recusa do Hamas em libertar seus reféns e para o colapso das negociações de cessar-fogo em Gaza”.

    A decisão dos EUA parece contradizer o Acordo sobre a Sede da ONU, que estabelece os deveres do país anfitrião -entre eles, “não impor quaisquer impedimentos ao trânsito de ou para o distrito da sede” de autoridades estrangeiras, “independentemente das relações existentes” entre os governos dos líderes e os EUA.

    Nos últimos meses, Abbas tem sido mais incisivo ao falar sobre os ataques do Hamas em 7 de outubro de 2023 no sul de Israel, nos quais o grupo terrorista fez cerca de 250 reféns. Em abril de 2025, por exemplo, o líder afirmou que os palestinos estavam pagando o preço pelas ações da facção. “Meus irmãos, entregue-os”, disse ele, em referência aos sequestrados.

    No discurso desta quinta, ele voltou a condenar os atentados. “Apesar de todo o sofrimento de nosso povo, nós rejeitamos o que o Hamas fez em 7 de outubro. As ações que miraram civis israelenses e os levaram como reféns não representam o povo palestino”, afirmou, sem chamar os atos de terroristas.

    Abbas também afirmou que o Hamas não teria espaço em um futuro governo -uma demanda de Israel e da comunidade internacional como um todo. “Hamas e outras facções terão que entregar suas armas à Autoridade Palestina como parte de um processo para construir instituições”, afirmou. “Nós não queremos um Estado armado.”

    A AP foi criada nos Acordos de Oslo, firmados entre a OLP e Israel no início da década de 1990, para administrar temporariamente o território ocupado por Israel antes da criação de um Estado palestino independente, o que nunca se concretizou. Controlada pelo Fatah, partido que governa a Cisjordânia, a entidade exclui o Hamas, que governa a Faixa de Gaza desde 2006.

    A Palestina é reconhecida por mais de 150 países, o que representa mais de 80% dos Estados-membros da ONU, mas algumas das nações com mais poder em órgãos internacionais, como os EUA, não tomaram esse passo. Apesar disso, a OLP é reconhecida como observadora nas Nações Unidas e a “única representante legítima do povo palestino” pelo órgão desde 1974, status que foi atualizado em 2012, quando o território passou a ser um Estado observador não membro.

    Após reafirmar que a OLP reconhece o direito de Israel de existir, Abbas agradeceu, nesta quinta, as nações que reconheceram a Palestina nos últimos dias -países como França, Austrália, Canadá, Portugal e Reino Unido o fizeram durante a assembleia.

    Embora Abbas tenha conseguido discursar no evento, a medida do Governo Trump afetou outros 80 palestinos que poderiam ir ao encontro no momento em que a guerra na Faixa de Gaza passa por um de seus momentos mais críticos.

    Há pouco mais de um mês, Israel iniciou uma ofensiva para ocupar a devastada Cidade de Gaza, onde mais da metade da população de mais 2 milhões de pessoas do território vivia antes da guerra e para onde centenas de milhares de deslocados haviam voltando após um cessar-fogo em janeiro.

    Até agora, mais de 65 mil palestinos, em sua maioria civis, foram mortos ao longo da guerra, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas -o número, que representa 3% dos mais de 2 milhões dos habitantes de Gaza, é considerado confiável pela ONU.

    Nesta quarta (24), em um evento da Assembleia-Geral, o subsecretário-Geral para Assuntos Humanitários da ONU, Tom Fletcher, criticou a destruição em Gaza. “Negaram cada grama de humanidade que as regras da guerra foram criadas para preservar. [Os palestinos foram] mortos enquanto dormiam, brincavam, faziam fila para comida e água, buscavam atendimento médico”, afirmou.

    Palestina sobre guerra: 'Um dos capítulos mais horríveis do século 21'

  • Putin defende novas tecnologias para evitar apagão nuclear

    Putin defende novas tecnologias para evitar apagão nuclear

    IA aumenta demanda por energia e reservas de urânio podem acabar em 2090, diz russo

    MOSCOU, None (CBS NEWS) – Com a disparada na demanda por energia pelo emprego generalizado da IA (inteligência artificial), a matriz nuclear precisará ser renovada com novas tecnologias para evitar um apagão em sua produção. O urânio, matéria-prima das usinas atuais, deve acabar até 2090.

    A avaliação foi feita nesta quinta-feira (25) pelo presidente russo, Vladimir Putin, que celebrou em Moscou os 80 anos da indústria nuclear de seu país com a abertura da Semana Atômica Mundial.

    O evento é organizado pela Rosatom, a estatal russa que é a principal empresa do setor no mundo, dominando áreas como a do enriquecimento de urânio, com 36% do mercado em 2024, ano em que teve receita equivalente a R$ 222 bilhões.

    Tanto é assim que, apesar de uma decisão americana de tentar parar de comprar o produto russo, até aqui a corporação foi poupada de maiores impactos de sanções devido à Guerra da Ucrânia, iniciada em 2022. Hoje ela alimenta a maior parte das usinas nucleares americanas, e opera ou constrói unidades em sete países além da Rússia.

    “O público começou a ver a energia nuclear como algo positivo do ponto de vista ambiental”, disse Putin ao lado de aliados como o ditador belarusso, Aleksandr Lukachenko, e o vice-presidente do Irã, Mohammad Esmail.

    Mas o evento está longe de ser um convescote restrito. Estavam representados à mesa países em que a Rosatom tem empreendimentos, como a Turquia, membro da aliança militar anti-Rússia, a Otan. O diretor-geral da AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica), o argentino Rafael Grossi, participou da abertura cobrindo os russos de elogios.

    Houve insinuações de política apenas na fala do iraniano, que criticou os EUA por coibir o programa nuclear de seu país -Donald Trump bombardeou, ao lado de Israel, instalações atômicas dos persas em julho para evitar que os aiatolás buscassem a bomba.

    “Eles não querem que tenhamos um programa”, afirmou Esmail. “Nosso programa é transparente”, disse, numa assertiva com a qual Grossi não concorda -suas críticas aos iranianos o tornaram um cúmplice da guerra ao olhos de Teerã. Putin havia falado genericamente em refutar o “colonialismo tecnológico”, sem contudo ser incisivo.

    “Os Brics hoje são líderes no campo da energia nuclear”, afirmou a sul-africana Elsie Pule, da Plataforma Nuclear Brics, que envolve autoridades do setor no grupo fundado por Brasil, Rússia, China e Índia, hoje expandido.

    Em sua fala, o russo lembrou que as big techs estão elevando exponencialmente suas encomendas de energia de origem nuclear, dada a necessidade de grandes quantidades de eletricidade para rodar cada vez maiores complexos de computadores que fazem evoluir as ferramentas de IA.

    Para ele, o mundo vive uma “revolução tecnológica” e a Rússia, como uma das líderes do mercado, irá apresentar sua solução para evitar o tal apagão nuclear. Ele disse que até 2030 o país terá desenvolvido um novo tipo de reator nuclear que permite aproveitar de forma constante até 95% do urânio empregado.

    Hoje, nas usinas russas cerca de 30% do urânio pode ser reprocessado após ser exaurido nos reatores. Ele disse que, sem isso, em 2090 haverá o fim das reservas conhecidas do minério mundo. A AIEA, em estudo de 2024, falava em 2080.

    Seja como for, é um cenário factível e a tecnologia precisará evoluir. “Há alta demanda por energia verde, limpa, de baixo carbono”, disse o russo. “Vamos responder à questão do lixo radioativo”, afirmou, em referência a um dos principais pontos a que ambientalistas se apegam na crítica à matriz nuclear.

    Os russos têm investido em reatores nucleares do tipo Tokamak, que usam eletromagnetismo para uma fusão nuclear contida em um sistema fechado. A Rosatom tem várias unidades, e uma delas fica na universidade da empresa em Moscou.

    “Em resumo, o reator emula o que acontece no coração de uma estrela”, disse o diretor do projeto, Stepan Krat, a um grupo de jornalistas na quarta (24). É como uma bomba nuclear controlada para gerar energia direcionada, que gera desconfiança acerca de sua viabilidade apesar dos testes em curso.

    Por evidente, há também o risco de acidentes, com os casos de Three Miles Island (EUA, 1979), Tchernóbil (União Soviética, 1986) e Fukushima (Japão, 2011) sempre voltando à mente. “A aberração de dizer que ‘se é nuclear, é proibido’ acabou”, afirmou Grossi.

    Ele lembrou que em junho o Banco Mundial derrubou o veto ao financiamento a usinas nucleares, em particular os novos reatores de menor dimensão. No Brasil, onde apenas 1,2% da eletricidade vem das plantas de Angra dos Reis (RJ), há um interesse renovado no tema -apesar de apenas o setor privado estar presente.

    “Somos uma empresa que está buscando a evolução energética”, diz o presidente do conselho da Diamante Energia, Jorge Nemr, que também está em Moscou. A empresa está associada à Rosatom em um projeto de microrreatores nucleares de R$ 60 milhões, e os russos querem entrar no mercado brasileiro com unidades flutuantes.

    “A Rússia é pioneira nisso, é algo muito interessante para países em desenvolvimento”, disse Grossi. “A energia nuclear não é mais a energia do futuro. É do presente”. Hoje, cerca de 9% da eletricidade global vem do átomo, ante um pico de 17% em 1996.

    Putin defende novas tecnologias para evitar apagão nuclear

  • Presidente da Bolívia diz que Trump deveria enfrentar o tráfico de drogas dentro dos EUA

    Presidente da Bolívia diz que Trump deveria enfrentar o tráfico de drogas dentro dos EUA

    Luis Arce reprovou medidas tomadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como as tarifas impostas ao comércio exterior

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Em seu discurso de despedida na ONU, Luis Arce criticou o que classificou como “neocolonialismo” e a desigualdade de riqueza. “O risco de que uma terceira guerra mundial enlute o planeta está próximo, caso não façamos alguma coisa.” O presidente da Bolívia, que está em fim de mandato, também fez críticas ao embargo econômico aos cubanos.

    Ele reprovou medidas tomadas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como as tarifas impostas ao comércio exterior e o domínio sobre o restante do continente para “apropriar-se dos recursos naturais e subordinar a maior parte dos países à sua sede de riqueza”.

    “A quinta frota norte-americana está mobilizada, sob o pretexto de que está combatendo o tráfico de drogas. São duas as intenções: a intervenção na nossa irmã, a república bolivariana da Venezuela, e a volta do controle sobre a América Latina com práticas imperialistas”, seguiu Arce, ao denunciar as operações dos EUA no mar do Caribe. “É uma falácia [que estejam combatendo o tráfico de drogas], se isso fosse verdade, enfrentariam o tráfico antes dentro de seu próprio país.”

    Arce propôs, ainda, a criação de uma comissão de reparação à escravidão e ao colonialismo nos países do Sul Global, com um fundo gestado pelas Nações Unidas. “Esse fórum deve contemplar reparações, direito à terra, recuperação do ecossistema, pedidos de desculpas pelo passado colonial por parte das antigas metrópoles, restituição de bens indígenas tomados pelos colonizadores, indenizações aos que resistem em seus territórios e fim de medidas de embargo.”

    Presidente da Bolívia diz que Trump deveria enfrentar o tráfico de drogas dentro dos EUA

  • Zelenski diz que deixa o poder se a guerra com a Rússia acabar

    Zelenski diz que deixa o poder se a guerra com a Rússia acabar

    O mandato de Zelenski venceu em maio do ano passado, e a partir daí Vladimir Putin passou a insistir na hipótese de que o rival não teria legitimidade para negociar um acordo de paz

    MOSCOU, RÚSSIA (CBS NEWS) – O presidente da Ucrânia, Volodimir Zelenski, disse nesta quinta (25) pela primeira vez que não pretende disputar eleições quando o conflito com a Rússia for encerrado. “Eu quis muito, num período muito difícil, estar com meu país, ajudar meu país. Meu objetivo é acabar com a guerra”, disse.

    Em entrevista ao site americano Axios, o ucraniano afirmou que “se nós acabarmos com a guerra com os russos, sim, eu estou pronto para não disputar porque não é meu objetivo, eleições”.

    A fala de Zelenski ocorreu um dia depois de ele encontrar-se com Donald Trump, que já o chamou de “ditador sem eleições” em um dos momentos de agressividade aberta do presidente americano com seu colega.

    A questão eleitoral é complicada para Zelenski. Como a Ucrânia entrou em lei marcial ao ser invadida pelos russos em 24 de fevereiro de 2022, pela Constituição local os pleitos foram suspensos.

    O mandato de Zelenski venceu em maio do ano passado, e a partir daí Vladimir Putin passou a insistir na hipótese de que o rival não teria legitimidade para negociar um acordo de paz, chegando a sugerir que o Parlamento do vizinho o removesse do cargo.

    A resposta do ucraniano é óbvia, citando a legislação local. Mas o fato é que a pressão doméstica sobre seu apetite pelo poder gera estranhamentos de tempos em tempos. Em agosto, quando tentou tirar poderes de agências investigativas anticorrupção, Zelenski enfrentou os primeiros protestos grandes de rua desde o início da guerra, sendo obrigado a recuar.

    Segundo disse à Folha no ano passado seu biógrafo Simon Shuster, o presidente terá grandes dificuldades, por sua natureza, de largar o osso do poder absoluto que hoje exerce. E isso gera reverberações na política local, além da atenção retórica do Kremlin -Putin chegou a exigir novas eleições na lista de demandas enviada a Kiev para um acordo de paz.

    O presidente segue popular. Segundo pesquisa feita em setembro pelo Instituto Internacional de Sociologia de Kiev, 59% dos ucranianos confiavam em Zelenski, ante 34% que diziam o contrário.

    Por outro lado, sua vitória não é considerada uma barbada, em caso de a guerra acabar e o pleito ser retomado. O principal desafiante, segundo pesquisas de opinião, é o ex-chefe das Força Armadas, Valeri Zalujni.

    O general é extremamente popular entre soldados e civis, e foi exonerado no ano passado devido a divergências públicas com Zelenski, que insistiu numa contraofensiva muito ampla em 2023 que acabou fracassando e custando a iniciativa de Kiev em seu próprio solo.

    Na quarta (24), Zalujni fez sua primeira avaliação pública da polêmica incursão ucraniana na região de Kursk, no sul russo, em agosto do ano passado. Por oito meses, as forças de Zelenski mantiveram um pequeno pedaço do território sob seu controle, na esperança de ter mais uma ficha de barganha em caso de negociação.

    A tática falhou, com alta perda de pessoal e equipamento de primeira linha. “O preço dessas ações são desconhecidos para mim, mas é óbvio que foram muito altos”, disse o agora embaixador ucraniano em Londres, em um artigo publicado no site Dzerkalo Tijnia.

    A pretensão de retirar esforços de Putin de outros pontos da frente de batalha também não funcionou, até porque o russo recebeu o reforço de mais de 10 mil soldados da aliada Coreia do Norte para lutar na operação.

    A guerra em si segue, com relatos de novos ataques com drones aquáticos ao porto de Novorrossisk, no sul russo, além de bombardeios contra a Ucrânia.

    O Kremlin comentou também nesta quinta a afirmação de Trump de que a Ucrânia poderia retomar todo o território perdido, cerca de 20% de sua área total incluindo a Crimeia anexada em 2014, algo que analistas creem ser impossível.

    Segundo o porta-voz Dmitri Peskov, a percepção é errada, mas ele manteve a porta aberta a Trump dizendo crer que o americano deseja a paz.

    Já o ex-presidente Dmitri Medvedev, hoje no Conselho de Segurança russo, foi fiel a seu estilo radical. “A Rússia pode usar armas para as quais um abrigo antibomba não vai servir. E os americanos deveriam lembrar disso”, escreveu em redes sociais.

    Zelenski diz que deixa o poder se a guerra com a Rússia acabar

  • Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy condenado a cinco anos de prisão

    Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy condenado a cinco anos de prisão

    A justiça francesa condenou o ex-presidente Sarkozy a 5 anos de prisão em caso de financiamento ilegal de campanha

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O ex-presidente da França, Nicolas Sarkozy, foi condenado a cinco anos de prisão nesta quinta-feira (25), dois deles com suspensão da pena, após ser considerado culpado de associação ilícita por tentativas de obter fundos para sua campanha presidencial de 2007 a partir da Líbia, durante o regime do ditador Muammar Gaddafi (1942-2011)

    No comando da França de 2007 a 2012, Sarkozy foi absolvido por um tribunal de Paris de todas as outras acusações, incluindo corrupção e recebimento de financiamento ilegal de campanha.

    Pela decisão, o ex-presidente de 70 anos terá de cumprir três anos de prisão mesmo que recorra, uma sentença muito mais dura do que se esperava. Ainda não há definição, porém, de quando a pena em regime fechado entrará em vigor. Um anúncio deve ocorrer nos próximos dias.

    Sarkozy, que sempre negou as acusações, foi acusado de ter feito um acordo com Gaddafi em 2005, quando era ministro do Interior, para obter financiamento de campanha em troca de apoiar o então isolado regime líbio no cenário internacional.

    A presidente do tribunal, Nathalie Gavarino, afirmou que não havia provas de que Sarkozy tivesse feito tal acordo com Gaddafi, nem de que o dinheiro enviado pela Líbia tenha chegado aos cofres de sua campanha, ainda que o calendário fosse considerado compatível e os caminhos percorridos pelo dinheiro fossem “muito opacos”.

    Gavarino, porém, considerou Sarkozy culpado por associação ilícita por ter permitido que assessores próximos entrassem em contato com pessoas na Líbia para tentar obter financiamento de campanha.

    Gaddafi foi derrubado e assassinado em outubro de 2011, durante a Primavera Árabe. A França teve papel crucial na intervenção da Otan, impondo uma zona de exclusão aérea que deu apoio essencial aos rebeldes

    O ex-presidente estava em julgamento desde janeiro, em um processo que afirma ter motivações políticas. Ele compareceu à leitura da sentença no tribunal de Paris acompanhado da esposa, Carla Bruni, e de três de seus filhos.

    O tribunal o considerou culpado por atos ocorridos de 2005 a 2007. Depois disso, ele era presidente e estava protegido pela imunidade presidencial.

    Outras 11 pessoas foram processadas ao lado de Sarkozy. Entre os acusados estavam seu ex-braço direito Claude Gueant e o ex-ministro do Interior Brice Hortefeux. O tribunal considerou Gueant culpado de corrupção, entre outras acusações, e Hortefeux de associação ilícita.

    A sentença foi ofuscada pela morte, na terça-feira (23), em decorrência de uma parada cardíaca em Beirute, do empresário franco-libanês Ziad Takieddine, 75 anos, acusador-chave de Sarkozy.

    Takieddine afirmou diversas vezes que, em 2006 e 2007, ajudou a entregar até € 5 milhões (equivalentes a R$ 31 milhões na cotação atual) de Gaddafi a Sarkozy e sua equipe. Posteriormente, ele se retratou, antes de contradizer a própria retratação. A Justiça abriu outro processo contra Sarkozy e também contra Carla Bruni por suspeitas de pressionar uma testemunha.

    A acusação é baseada em declarações de sete ex-dirigentes líbios, viagens de Guéant e Hortefeux à Líbia, transferências de dinheiro e cadernos de anotações do ex-ministro do Petróleo líbio Shukri Ghanem, encontrado afogado no Danúbio em Viena em 2012.

    Apesar das batalhas judiciais, e de ter sido destituído em junho da Legião de Honra, a mais alta distinção da França, Sarkozy continua influente no cenário político francês e mantém interlocução com o atual presidente, Emmanuel Macron.

    Ele se reuniu recentemente com seu ex-protegido, o primeiro-ministro Sebastien Lecornu, e também deu legitimidade à Reunião Nacional (RN), liderada por Marine Le Pen, ao afirmar que o partido de ultradireita e anti-imigração agora faz parte do “arco republicano”.

    Sarkozy já enfrentou outros processos desde que deixou o cargo. No ano passado, o mais alto tribunal da França confirmou sua condenação por corrupção e tráfico de influência no chamado caso das escutas, determinando que ele usasse uma tornozeleira eletrônica por um ano, algo inédito para um ex-chefe de Estado francês. O aparelho já foi retirado.

    Também em 2023, um tribunal de apelação confirmou uma condenação separada por financiamento ilegal de campanha em sua fracassada tentativa de reeleição em 2012. Uma decisão final sobre esse caso é esperada no próximo mês.

    Ex-presidente francês Nicolas Sarkozy condenado a cinco anos de prisão

  • Terremoto de 6,2 atinge Venezuela; tremores foram sentidos na Colômbia

    Terremoto de 6,2 atinge Venezuela; tremores foram sentidos na Colômbia

    Um forte abalo sísmico foi registrado na noite de quarta-feira, 24, em Mene Grande, no estado de Zulia. Apesar da magnitude 6,2 e da sequência de tremores, até o momento não há registros de vítimas ou danos graves, segundo autoridades locais e o USGS

    Um terremoto de magnitude 6,2 atingiu a Venezuela na noite desta quarta-feira, 24, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O tremor, registrado às 22h21 em Mene Grande, no estado de Zulia, ocorreu a 7,8 km de profundidade. Até o momento, não há relatos de vítimas ou danos materiais significativos.

    De acordo com a Fundação Venezuelana de Pesquisas Sismológicas (Funvisis), a atividade sísmica começou mais cedo, às 18h22, com um abalo de magnitude 5,4 e profundidade de 26,5 km, cujo epicentro foi no estado de Trujillo. Minutos depois, às 18h29, outro tremor foi registrado, dessa vez de magnitude 4,9 e 34,3 km de profundidade.

    Jornais locais como Últimas Notícias e El Nacional informaram que os abalos foram sentidos em Caracas, em cidades do oeste da Venezuela e também em partes da Colômbia. Nas redes sociais, moradores compartilharam vídeos e fotos mostrando móveis caindo e prédios balançando durante os tremores.
     
     

    Terremoto de 6,2 atinge Venezuela; tremores foram sentidos na Colômbia

  • Bebê é abandonado com pedra dentro da boca e cola nos lábios

    Bebê é abandonado com pedra dentro da boca e cola nos lábios

    A criança, de aproximadamente 15 a 20 dias de vida, foi achada em uma pilha de pedras no distrito de Bhilwara, em Rajasthan. O bebê tinha fita adesiva na boca e nas pernas e segue internado sob cuidados médicos enquanto a polícia investiga o caso

    Um bebê de apenas duas semanas foi encontrado abandonado no distrito de Bhilwara, em Rajasthan, na Índia, em circunstâncias descritas como chocantes. A criança tinha uma pedra dentro da boca e os lábios colados, possivelmente para evitar que chorasse e chamasse atenção.

    O bebê foi localizado por um pastor de gado em meio a uma pilha de pedras. O homem retirou imediatamente o objeto da boca da criança, que começou a chorar em seguida.

    Levada para o Bijolia Government Hospital, a vítima foi avaliada por médicos, que estimaram sua idade entre 15 e 20 dias. Além da pedra, havia fita adesiva na boca e nas pernas do bebê.

    A polícia investiga o caso e analisa registros de hospitais da região para identificar mulheres que deram à luz recentemente. Moradores locais também estão sendo ouvidos na tentativa de localizar os pais. Enquanto isso, o bebê permanece sob cuidados médicos.

    Bebê é abandonado com pedra dentro da boca e cola nos lábios

  • Marido de mulher 'apanhada' nos Coldplay também estava lá acompanhado

    Marido de mulher 'apanhada' nos Coldplay também estava lá acompanhado

    Nova reviravolta no caso que viralizou: Andrew Cabot, marido de Kristin, estava no mesmo show em que a ex-diretora de RH foi filmada com o CEO da Astronomer. Separados há semanas, ambos já seguiam novos rumos pessoais

    O caso do casal flagrado em clima suspeito durante um show do Coldplay ganhou uma nova reviravolta. Segundo o jornal britânico The Times, o marido de Kristin Cabot, Andrew, também estava no mesmo show em que a ex-diretora de Recursos Humanos da empresa Astronomer foi filmada ao lado do então CEO Andy Byron.

    De acordo com uma fonte próxima, Andrew não estava no Japão, como chegou a ser noticiado, mas sim no estádio, acompanhado da atual namorada. A mesma fonte afirmou que Kristin e Andrew já estavam separados há semanas, morando em casas diferentes, em um processo descrito como “amigável”.

    Kristin, por sua vez, estava em um camarote com colegas de trabalho. Já Andrew assistia ao show em outro setor. O casal oficializou o pedido de divórcio em 13 de agosto, um mês após o episódio viral.

    O The Times também destacou que Kristin e Andy Byron não mantinham um relacionamento extraconjugal. A fonte declarou que os dois eram apenas amigos próximos, embora a postura da ex-diretora de RH com o chefe tenha sido considerada “inapropriada” naquele contexto.

    A situação veio à tona quando a chamada kiss cam projetou os dois nos telões da arena. Rapidamente, eles tentaram se esquivar da câmera: ela cobriu o rosto e ele se abaixou. A reação chamou a atenção de Chris Martin, vocalista da banda, que chegou a brincar: “Ou estão tendo um caso, ou são muito tímidos”.

    O vídeo viralizou, internautas descobriram que ambos eram casados com outras pessoas e a polêmica tomou grandes proporções. Pouco depois, a esposa de Andy Byron retirou o sobrenome “Byron” de suas redes sociais antes de desativar o perfil.

    Kristin e Andrew, juntos desde 2020, agora seguem separados oficialmente. Já Andy e sua esposa ainda não confirmaram um pedido de divórcio.

     

     

    Marido de mulher 'apanhada' nos Coldplay também estava lá acompanhado

  • Trump substitui retrato de Biden na Casa Branca por caneta automática

    Trump substitui retrato de Biden na Casa Branca por caneta automática

    A substituição da imagem de Joe Biden por uma caneta automática reacendeu críticas de Donald Trump, que acusou o ex-presidente de não ter assinado decisões de fato. Biden rebateu, afirmando que todas as medidas de seu governo foram tomadas por ele

    A Casa Branca apresentou nesta quarta-feira (24) a mais recente atualização da Parede da Fama Presidencial, exibida na residência oficial dos presidentes dos Estados Unidos. No espaço que antes trazia a foto de Joe Biden, antecessor de Donald Trump, agora aparece a imagem de uma caneta automática.

    Durante o mandato, Biden utilizou diversas vezes esse recurso para assinar documentos oficiais, prática que foi alvo de críticas de Donald Trump. O atual presidente acusava o democrata de não ter controle sobre o que assinava e chegou a questionar a validade de perdões concedidos na época.

    “Foi usada ilegalmente. Ele nunca deu as ordens”, declarou Trump a jornalistas durante viagem ao Reino Unido. “Acho que um dos poucos atos que ele assinou de verdade foi o perdão ao próprio filho”, ironizou.

    Em resposta, Biden rejeitou as acusações. “Fui eu quem tomou todas as decisões durante o meu mandato. Decretos, ordens executivas, legislações e proclamações foram assinados por minha determinação. Qualquer sugestão em contrário é absurda e falsa”, disse em comunicado à ABC News.

    O uso da caneta automática, no entanto, não é novidade na política norte-americana. A prática já foi adotada por presidentes de ambos os partidos em situações específicas, principalmente para assinar documentos oficiais no Capitólio e na Casa Branca quando dificuldades motoras impediam a assinatura manual.

    Trump substitui retrato de Biden na Casa Branca por caneta automática

  • Brasil vai cobrar ONU sobre criação de Estado palestino, diz Lula

    Brasil vai cobrar ONU sobre criação de Estado palestino, diz Lula

    Lula disse na ONU defendeu que os demais países reconheçam a Palestina como Estado, disse que o povo palestino corre o risco de desaparecer e criticou o Hamas

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que o Brasil vai cobrar da Organização das Nações Unidas (ONU) a criação de um Estado palestino. A afirmação foi feita nesta quarta-feira (24), durante entrevista coletiva à imprensa para fazer um balanço da participação do Brasil na Assembleia Geral da ONU, realizada nesta semana em Nova York.

    Lula também voltou a afirmar que o que Israel está fazendo na Faixa de Gaza é um genocídio contra o povo palestino.

    “Eu penso que o mundo inteiro já está tomado da percepção de que você não tem uma guerra em Gaza, você tem um genocídio de um exército fortemente preparado contra um povo indefeso, sobretudo mulheres e crianças”, disse Lula. 

    “Da parte do Brasil, vamos cobrar a ONU para ela executar a decisão que foi tomada ontem”, continuou o presidente, referindo-se ao fato de que mais de 150 países apoiaram a criação de um Estado palestino.

    A criação de um Estado palestino foi um dos principais temas abordados durante a assembleia. Enquanto Lula e dezenas de outros chefes de Estado defenderam a soberania do povo palestino em um território independente de Israel, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump se manifestou contrariamente.

    Além disso, às vésperas da Assembleia, aliados históricos de Israel, como França, Canadá, Reino Unido, Austrália e Portugal, anunciaram o reconhecimento formal do Estado da Palestina.

    “Esse genocídio só está acontecendo porque quem pode parar não tomou a atitude de parar. O Conselho de Segurança da ONU poderia ter tomado uma atitude mais forte. A mesma ONU que teve força para criar o Estado de Israel deveria ter força para criar o Estado palestino”, defendeu Lula. “A ONU tem documentos e decisão coletiva da sua maioria para chamar Israel da sua responsabilidade”, continuou.

    Durante o seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Lula defendeu que os demais países reconheçam a Palestina como Estado, disse que o povo palestino corre o risco de desaparecer e criticou o Hamas.

    “Os atentados terroristas perpetrados pelo Hamas são indefensáveis sob qualquer ângulo. Mas nada, absolutamente nada, justifica o genocídio em curso em Gaza. Ali, sob toneladas de escombros, estão enterradas dezenas de milhares de mulheres e crianças inocentes. Ali também estão sepultados o direito internacional humanitário e o mito da superioridade ética do Ocidente.”

    Brasil vai cobrar ONU sobre criação de Estado palestino, diz Lula