Categoria: MUNDO

  • Trump garante: "Cuba é a próxima. Mas finjam que eu não disse isto"

    Trump garante: "Cuba é a próxima. Mas finjam que eu não disse isto"

    O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar o governo de Havana, afirmando que “Cuba é a próxima”, sendo o seu próximo alvo a seguir ao Irã. O secretário de Estado, Marco Rubio, já tinha dito, recentemente, que “talvez agora seja o momento” para uma mudança do regime cubano.

    O presidente dos Estados Unidos voltou a ameaçar Cuba, afirmando que o país será o “próximo” em sua lista, depois do Irã.

    A declaração de Donald Trump aconteceu durante um fórum de investimentos em Miami, onde ele também elogiou amplamente as Forças Armadas dos EUA, especialmente por ações recentes na Venezuela e no Irã.

    “Eu construí esse grande exército. Eu disse: ‘Vocês nunca vão precisar usá-lo’. Mas às vezes temos que usar. E Cuba é a próxima, aliás. Mas finjam que eu não disse isso, por favor. Finjam que eu não disse”, afirmou durante a conferência na sexta-feira, 27 de março.

    “Por favor, por favor, por favor, mídia, ignorem essa declaração”, disse em tom aparentemente irônico. “Muito obrigado. Cuba é a próxima”, concluiu.

    Pode ver este momento abaixo:

    A ameaça direcionada ao governo de Havana não é novidade. Trump já afirmou diversas vezes que acredita que a atual administração cubana está à beira do colapso, em meio a uma grave crise econômica no país.

    O plano dos Estados Unidos para Cuba ainda não foi detalhado. Até agora, Trump apenas sugeriu que poderia haver uma tomada de controle do país — que pode ou não ser “amigável”.

    “O governo cubano está conversando conosco e está em uma situação muito difícil”, disse Trump na Casa Branca em 27 de fevereiro. “Eles não têm dinheiro. Não têm nada agora, mas estão conversando conosco e talvez possa haver uma tomada de poder amigável em Cuba”, afirmou.

    A tensão entre os dois países aumentou após um incidente em 25 de fevereiro, quando a Guarda Costeira cubana matou quatro tripulantes de uma lancha registrada nos Estados Unidos, que não teria obedecido a uma ordem de parada em águas cubanas.

    Desde então, Trump vem reforçando que Cuba “vai cair muito em breve”, alegando que Havana demonstra grande interesse em fechar um acordo com os Estados Unidos.

    “Cuba está em seus últimos momentos como é hoje; terá uma nova vida grandiosa, mas está em seus últimos momentos como é agora”, declarou em outra ocasião.

    Mais recentemente, na sexta-feira, 27 de março, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também comentou o tema, afirmando que “talvez agora seja o momento” para uma mudança no regime cubano.

    “Precisamos mudar o sistema que governa o país e seu modelo econômico. Esse é o único caminho se as pessoas quiserem um futuro melhor. Temos dito isso de forma clara e repetida há muitos anos”, declarou Rubio após uma reunião com ministros do G7, nos arredores de Paris.

    As repetidas ameaças dos EUA levaram Cuba a adotar medidas preventivas. O vice-ministro das Relações Exteriores, Carlos Fernández de Cossío, afirmou que as forças armadas cubanas estão se preparando para um possível ataque.

    “Nossas forças armadas estão sempre prontas e, de fato, nestes dias estão se preparando para a possibilidade de uma agressão militar”, disse em entrevista ao programa “Meet the Press”, da NBC News.

    A declaração não surpreende, já que o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, já havia denunciado que os Estados Unidos “ameaçam publicamente Cuba quase todos os dias com a derrubada à força da ordem constitucional”.

    Trump garante: "Cuba é a próxima. Mas finjam que eu não disse isto"

  • Anacondas, pítons e até crocodilo encontrados em cave de prédio na Itália

    Anacondas, pítons e até crocodilo encontrados em cave de prédio na Itália

    Anacondas, cobras pitons e não só, foram encontrados atrás de uma parede falsa na cave de uma edifício, no sul de Itália. A descoberta foi feita durante uma operação destinada a combater a posse ilegal de animais silvestres exóticos.

    Várias anacondas, pítons, jiboias e até um crocodilo foram encontrados escondidos em um porão, atrás de uma parede falsa, em um prédio de apartamentos na cidade de Sannicandro di Bari, na região da Apúlia, no sul da Itália.

    A descoberta foi feita por agentes da polícia militar italiana (Carabinieri) durante uma operação de fiscalização territorial voltada ao combate da posse ilegal de fauna silvestre exótica. A Unidade CITES (responsável pelo combate ao tráfico de espécies protegidas) contou com o apoio de agentes da Unidade do Parque de Altamura.

    A operação “revelou diversos exemplares de répteis de grande porte, pertencentes a espécies consideradas potencialmente perigosas para a segurança pública e protegidas”, informou a autoridade em comunicado, acrescentando que os animais “eram mantidos ilegalmente e em condições incompatíveis com suas necessidades”.

    Foram encontrados e apreendidos os seguintes animais:

    Um crocodilo jacaré-de-óculos (Caiman crocodilus), com mais de 1,5 metro de comprimento, mantido dentro de um freezer usado como aquário improvisado;

    Um lagarto varano-da-savana (Varanus salvator), com aproximadamente 1,5 metro de comprimento, com garras e mordida potencialmente perigosas;

    Duas anacondas-verdes (Eunectes murinus), com cerca de 5 metros de comprimento e 60 kg cada;

    Uma anaconda-amarela (Eunectes notaeus) e uma anaconda-boliviana (Eunectes beniensis);

    Quatro exemplares de píton-birmanesa (Python bivittatus), cada uma com aproximadamente 3 metros de comprimento;
    Quatro jiboias (Boa constrictor), cada uma com 2 a 3 metros de comprimento.

    “A posse de animais exóticos e particularmente perigosos em contextos criminosos é um fenômeno que causa grande alarme social: em muitos casos, eles são usados como instrumento de intimidação ou demonstração de poder”, diz o comunicado.

    A investigação levou até um homem com vários antecedentes criminais, atualmente foragido, que foi denunciado às autoridades judiciais. Todos os animais foram apreendidos e levados para instalações autorizadas e adequadas, garantiram as autoridades.

    Anacondas, pítons e até crocodilo encontrados em cave de prédio na Itália

  • Agente do Serviço Secreto dos EUA atira acidentalmente na própria perna

    Agente do Serviço Secreto dos EUA atira acidentalmente na própria perna

    Segurança da ex-primeira-dama Jill Biden atirou acidentalmente na própria perna durante o serviço; disparo ocorreu enquanto o agente manuseava sua arma profissional “durante uma missão de proteção”

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Um agente especial do Serviço Secreto dos Estados Unidos que integra a equipe de segurança da ex-primeira-dama Jill Biden atirou acidentalmente na própria perna durante o serviço, na manhã de hoje, informou um funcionário da agência federal em comunicado à imprensa internacional.

    Disparo acidental ocorreu enquanto o agente manuseava sua arma profissional “durante uma missão de proteção”, no Aeroporto Internacional da Filadélfia, segundo o porta-voz do Serviço Secreto dos EUA. Conforme divulgado em comunicado por Anthony Guglielmi, o incidente ocorreu hoje por volta das 8h30 locais (7h30, no horário de Brasília).

    O agente, que não teve a identidade divulgada, ficou ferido, mas não corre risco de morrer, conforme Guglielmi. Segundo apurado pela CNN internacional, espera-se que o incidente seja investigado pelo Gabinete de Responsabilidade Profissional do Serviço Secreto dos EUA, enquanto o caso levanta novos indícios de que os agentes da agência federal norte-americana atuam em missões sob forte pressão.

    A ex-primeira-dama estava no aeroporto na manhã de hoje, mas não presenciou o incidente. Nenhuma outra pessoa, além do agente, foi ferida pelo disparo acidental, acrescentou Guglielmi.

    O agente ferido recebeu assistência médica ainda no aeroporto e foi encaminhado a um hospital da região, em condição estável, ainda segundo o porta-voz do Serviço Secreto. Procurado pela CNN, o gabinete da primeira-dama se recusou a comentar o caso.

    Agente do Serviço Secreto dos EUA atira acidentalmente na própria perna

  • EUA afirmam ter retirado US$ 100 milhões em ouro da Venezuela

    EUA afirmam ter retirado US$ 100 milhões em ouro da Venezuela

    O ouro, segundo o secretário do Interior dos EUA Doug Burgum, será usado em refinarias e em investimentos industriais nos Estados Unidos; norte-americano disse ter passado mais de dez horas reunido com Delcy Rodríguez em Caracas

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O secretário do Interior dos Estados Unidos, Doug Burgum, afirmou na quarta-feira (25), em Houston, que o governo norte-americano trouxe da Venezuela US$ 100 milhões (R$ 525 milhões) em ouro após viagem ao país, em meio à aproximação de Washington com a presidente interina do país, Delcy Rodríguez.

    Burgum disse que os Estados Unidos retiraram ouro venezuelano após uma viagem oficial ao país. Segundo o secretário, o carregamento foi levado fisicamente para território norte-americano. Ele afirmou ainda, durante a conferência CERAWeek, no Texas, que esse tipo de remessa de metais preciosos entre Venezuela e EUA não ocorria havia mais de 20 anos, de acordo com relato publicado pela CNBC.

    O ouro, segundo Burgum, será usado em refinarias e em investimentos industriais nos Estados Unidos. O secretário disse que o material será destinado a fins comerciais e de consumo, enquanto Washington tenta ampliar sua presença econômica no país sul-americano.

    A viagem ocorreu no início de março e incluiu encontros com representantes dos setores de petróleo e mineração. Burgum disse ter passado mais de dez horas reunido com Delcy Rodríguez em Caracas, atuando como intermediário de empresários interessados em iniciar operações na Venezuela. O Jornal de Negócios, em texto distribuído pela Lusa, destaca que ele apresentou a viagem como parte de uma tentativa de abrir negócios bilaterais nas áreas de energia e mineração.

    A fala de Burgum ocorre em meio a uma aproximação entre Washington e Caracas. Em 4 de março, Delcy recebeu o secretário do Interior dos EUA para uma reunião focada em energia e mineração, descrita pelo governo venezuelano como uma cooperação “sem limites”. A visita de dois dias a Caracas foi apresentada pela AFP como a segunda de um integrante do gabinete de Donald Trump desde a derrubada de Nicolás Maduro.

    A agenda também inclui novos movimentos de abertura econômica no país. Segundo a AFP, Burgum chegou acompanhado de representantes de mineradoras americanas, enquanto a estatal Petróleos de Venezuela anunciou novos contratos de fornecimento ao mercado norte-americano. A reportagem também cita que os EUA autorizaram a retomada de voos diretos para a Venezuela pela primeira vez desde 2019.

    Burgum também tratou a mineração venezuelana como uma frente estratégica para os EUA. Segundo ele, a atividade no país estaria “em colapso”, limitada a garimpos artesanais controlados por gangues, e haveria interesse dos EUA em explorar não só metais preciosos, mas também outros recursos minerais. No mesmo contexto, a EFE relata que o secretário afirmou ter encontrado disposição do governo de Rodríguez para modernizar o setor e criar condições para novos investimentos.

    EUA afirmam ter retirado US$ 100 milhões em ouro da Venezuela

  • Barcos que levavam ajuda a Cuba desaparecem no mar

    Barcos que levavam ajuda a Cuba desaparecem no mar

    Governo do México estava realizando buscas; velerios saíram de Isla Mujeres na semana passada; embarcações eram tripuladas por nove pessoas de diferentes nacionalidades

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O líder de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta sexta-feira (27) que está preocupado após o desaparecimento de dois veleiros que estavam a caminho da ilha para levar ajuda humanitária. As embarcações zarparam de Isla Mujeres, no México, há uma semana, mas não chegaram a Havana como previsto.

    “De nosso país, fazemos todo o possível na busca e salvamento desses irmãos de luta”, afirmou Díaz-Canel em sua conta no X. A Marinha do México informou na quinta-feira (26) que deflagrou uma operação para localizar os barcos, tripulados por nove pessoas de diferentes nacionalidades.

    As embarcações eram esperadas para atracar em Cuba entre terça (24) e quarta (25), mas não houve comunicação por parte delas nem confirmação de sua chegada, disse ainda a Marinha.

    Os veleiros fazem parte da flotilha Nuestra América Convoy, que reúne organizações sociais de diferentes países para ajudar a ilha diante do agravamento da crise humanitária e energética. Voluntários no México abasteceram embarcações na semana passada com arroz, lenços umedecidos para bebês, feijão, fórmula infantil, medicamentos e outros suprimentos.

    “Os capitães e as tripulações são marinheiros experientes, e ambas as embarcações estão equipadas com sistemas de segurança e equipamentos de sinalização adequados”, disse um porta-voz da iniciativa em comunicado à Reuters.

    “Estamos cooperando plenamente com as autoridades e continuamos confiantes na capacidade das tripulações de chegar a Havana com segurança.”

    Cuba não recebe combustíveis há três meses por causa do bloqueio imposto por Donald Trump, segundo revelou Díaz-Canel. A ilha tem convivido com apagões de até 20 horas diárias, hotéis fechados, voos cancelados e suspensão de coleta de lixo. Na capital, a falta de combustível já compromete serviços básicos.

    O bombeamento e a distribuição de água foram interrompidos na semana passada em alguns pontos, deixando moradores com acesso limitado ao recurso. O regime cubano negocia com os EUA uma forma de encerrar o bloqueio.

    Barcos que levavam ajuda a Cuba desaparecem no mar

  • Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição

    Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição

    Chanceler brasileiro participou da reunião de ministros no G7

    O ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, criticou países que fazem da destruição promovida nas guerras oportunidades para a obtenção de lucros. O chanceler brasileiro encontra-se na França, onde participou como convidado da reunião entre ministros no G7 – grupo formado pelas sete maiores economias do planeta.

    Em entrevista nesta sexta-feira (27) ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, Vieira defendeu, como forma de evitar situações como a atual, em que conflitos locais tenham efeitos negativos globais, a “construção e preservação de mecanismos e cooperação e convivência entre os países”.

    O chanceler argumentou que os conflitos de hoje são diferentes daqueles ocorridos durante as grandes guerras mundiais. 

    “Elas [as guerras atuais] se fracionam e se manifestam em várias formas e modelos diferentes, como vimos em Gaza, na Cisjordânia e na Ucrânia”, disse o ministro.

    Lucros com a guerra

    Nesse cenário, acrescentou, “há países que querem aproveitar a destruição para obter lucros financeiros”, o que, segundo ele, causou grave impacto na economia mundial globalizada.

    A posição brasileira com relação a esses conflitos já é bastante conhecida: construir e preservar mecanismos de cooperação e convivência entre os países, bem como preparar mecanismos que promovam o entendimento e a prevenção dos conflitos.

    “Este é também um dos papéis importantes que as Nações Unidas têm entre seus encargos, assim como os de manter a paz e a segurança internacional”, acrescentou.

    Mauro Vieira reiterou que o Brasil procura se manter em uma posição de equidistância, propondo negociações, na busca por uma razão que leve as partes a saírem da guerra. E, dessa forma, “salvar as vidas de civis e militares; e as infraestruturas econômicas que estão sendo destruídas na região”.

    Mauro Vieira critica países que lucram com a destruição

  • Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem

    Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem

    Catherine Wieland alegava que estava doente psicologicamente e conseguiu uma licença, no entanto foi flagrada curtindo férias em Cancún, no México; a mulher foi condenada ontem a 28 semanas de prisão

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – Uma britânica que recebeu mais de £ 23 mil (R$ 160 mil) em benefícios sociais alegando ansiedade foi condenada por fraude depois de ser flagrada em uma viagem no México.

    Catherine Wieland, 33, afirmou por mais de dois anos que estava doente psicologicamente. Segundo a BBC, ela alegou ao Departamento de Trabalho e Pensões do Reino Unido estar mal a ponto de não conseguir sair de casa, cozinhar ou se lavar sozinha.

    O órgão, no entanto, encontrou evidências de que ela surfou em Cancún e fez tirolesa durante uma viagem ao México. A apuração também apontou que Wieland visitou o parque temático Thorpe Park três vezes no período em que recebia o benefício.

    Confrontada com extratos bancários, a mulher tentou justificar a situação aos investigadores. “Não sabia que não era permitido sair de casa”, teria dito, conforme citação do jornal britânico.

    A mulher também usou parte do dinheiro em serviços de beleza e lazer. Ela fez 76 agendamentos de beleza, passou por 60 bares, clubes e restaurantes, e pagou por procedimentos como manicure, sessões de bronzeamento e consultas em um dentista na Harley Street, em Londres.

    Após a viagem ao México, ela ainda enviou uma avaliação afirmando que sua condição tinha piorado. O caso envolve pagamentos do PIP (Personal Independence Payment) — benefício destinado a pessoas com deficiência ou limitações de saúde.

    Wieland foi condenada ontem a 28 semanas de prisão, que pode ser convertida a outros tipos de pena. Ela se declarou culpada por não informar mudança das condições psicológicas apresentadas anteriormente.

    A britânica terá de devolver o valor recebido. À Justiça, o governo argumentou que o dinheiro saiu dos contribuintes entre 2021 e 2024.

    O parlamentar do Reino Unido Andrew Western disse que o caso é um exemplo de abuso do sistema. “Isso é um insulto a cada contribuinte que trabalha duro e às pessoas que realmente dependem do PIP. Wieland mentiu repetidamente, explorou o sistema até o último centavo e ainda teve a audácia de dizer que sua condição estava piorando enquanto fazia tirolesa e surfava no México”, afirmou à imprensa local.

    Britânica recebe R$ 160 mil alegando ansiedade, mas é condenada após viagem

  • Finlândia condena deputada por dizer que homossexualidade é "distúrbio"

    Finlândia condena deputada por dizer que homossexualidade é "distúrbio"

    Uma deputada finlandesa foi condenada ao pagamento de uma multa de 1.800 euros (cerca de 11 mil reais), após ter alegado que a homossexualidade é um “distúrbio do desenvolvimento”

    Uma deputada religiosa finlandesa foi condenada pelo Supremo Tribunal do país ao pagamento de uma multa de 1.800 euros (cerca de 11 mil reais), nesta quinta-feira (26), depois de ter alegado que a homossexualidade é um “distúrbio do desenvolvimento”.

    Päivi Räsänen, médica e membro do Partido Democrata-Cristão, fez as afirmações que a levaram a ser condenada por incitamento ao ódio em um panfleto publicado pela primeira vez em 2004. Mais tarde, a parlamentar reproduziu o texto no site da Fundação Luterana da Finlândia e da Diocese da Missão Evangélica Finlandesa, em 2007, de acordo com o The Guardian.

    Em uma votação de três a dois, o Supremo Tribunal considerou-a culpada por ter republicado o panfleto no Facebook, em 2019, e no seu site, em 2020. O órgão judicial condenou-a, assim, ao pagamento de uma multa..

    “O Supremo Tribunal considera que Räsänen deve ter compreendido que, por exemplo, afirmar que a homossexualidade é um distúrbio do desenvolvimento psicossexual é, à luz dos conhecimentos médicos atuais, uma afirmação incorreta”, lia-se no veredito, citado pela agência Reuters.

    A deputada, que tinha sido absolvida por tribunais de instâncias inferiores, contou com o apoio da Alliance Defending Freedom, um grupo jurídico conservador sediado nos Estados Unidos que defende a liberdade de expressão e que tentou utilizar o caso para ilustrar a tese de que “a Europa está censurando o mundo”.

    Aliás, em fevereiro, os republicanos da Câmara dos Representantes dos Estados Unidos convidaram Räsänen para abordar o seu caso na Comissão Judiciária, em Washington, em uma audiência intitulada “A ameaça da Europa à liberdade de expressão e à inovação americanas”.

    Räsänen admitiu que o veredito foi “um choque” e adiantou à imprensa que poderá considerar a possibilidade de recorrer da decisão junto do Tribunal Europeu dos Direitos Humanos.

    Entretanto, membros do governo do Partido dos Finlandeses e do Partido Democrata-Cristão apelaram não só à defesa da liberdade de expressão, como a uma mudança na lei, uma vez que, na sua ótica, “é muito difícil para as pessoas saberem o que é proibido e o que é permitido”.

    Vale destacar que o Supremo Tribunal absolveu Räsänen de uma outra acusação, que teve por base uma imagem compartilhada pela deputada nas redes sociais, em 2019, na qual constava uma citação da Bíblia que condenava as relações homossexuais.

    Finlândia condena deputada por dizer que homossexualidade é "distúrbio"

  • Bebê passa por 3 hospitais até de descobrir que era abusado pelos pais

    Bebê passa por 3 hospitais até de descobrir que era abusado pelos pais

    Criança de apenas um mês foi atendida várias vezes sem que sinais fossem identificados. Lesões graves só levantaram suspeitas em hospital de referência, e pais acabaram presos por abuso e violência.

    Um bebê de apenas um mês, vítima de abuso sexual em Barcelona, na Espanha, foi atendido por diferentes unidades de saúde antes que os indícios do crime fossem identificados, segundo informações divulgadas pela imprensa local.

    O caso ganhou repercussão na semana passada, quando os pais da criança, de 42 e 43 anos, tiveram a prisão preventiva decretada por suspeita de violência e abuso contra o próprio filho. Até então, eles não tinham antecedentes criminais.

    De acordo com o relato da avó, o bebê passou por um centro de saúde e por três hospitais antes de chegar ao Hospital Vall d’Hebron, onde surgiram as primeiras suspeitas de abuso.

    Foi nessa unidade que profissionais identificaram lesões graves compatíveis com violência sexual e acionaram imediatamente as autoridades. A polícia catalã, os Mossos d’Esquadra, prendeu os pais logo em seguida.

    Antes disso, a criança havia sido atendida no centro de saúde, no Hospital del Mar, no Hospital Sant Joan de Déu e no Hospital de Sant Pau. Foi neste último que começaram a surgir dúvidas sobre a origem dos ferimentos, levando ao encaminhamento para o Vall d’Hebron, referência no atendimento a casos de abuso infantil.

    As lesões observadas, incluindo fraturas e ferimentos, já levantavam preocupação entre os médicos. Ainda assim, os pais haviam procurado atendimento em várias unidades sem que o abuso fosse identificado inicialmente, situação que agora está sendo investigada pelas autoridades.

    Durante o processo judicial, pediatras que acompanharam o caso afirmaram que a criança apresentava lesões em diferentes estágios, indicando que os maus-tratos ocorreram de forma contínua ao longo das primeiras semanas de vida, e não em um único episódio.

    O bebê permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Vall d’Hebron. A mãe trabalhava como enfermeira na área de traumatologia da própria unidade, onde a criança também nasceu.

    Segundo a secretária de Saúde da Catalunha, Olga Pané, o bebê deve sobreviver, mas apresentará sequelas em decorrência das agressões, com possibilidade de danos neurológicos e comprometimento de outros órgãos.
     
     

     

    Bebê passa por 3 hospitais até de descobrir que era abusado pelos pais

  • Trump cogita assumir controle do petróleo do Irã em meio à guerra

    Trump cogita assumir controle do petróleo do Irã em meio à guerra

    Declaração eleva tensão global e acende alerta sobre possível escalada no conflito. Medida envolveria domínio de recursos estratégicos iranianos e pode impactar diretamente o mercado mundial de energia

    O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (26) que considera a possibilidade de assumir o controle do petróleo do Irã, em meio à escalada do conflito no Oriente Médio e à crise global de energia.

    A declaração foi feita a jornalistas na Casa Branca, quando Trump foi questionado sobre possíveis medidas contra Teerã. “Não gosto de falar sobre isso, mas é uma opção”, disse, ao mencionar a hipótese de controlar o fornecimento de petróleo iraniano.

    A fala ocorre em um momento de forte tensão internacional, após os ataques iniciados por Estados Unidos e Israel em 28 de fevereiro. Desde então, o conflito tem afetado diretamente o mercado global de energia, com redução significativa na oferta e aumento dos preços do petróleo.

    Nos bastidores, a discussão sobre o controle de ativos estratégicos do Irã já vinha sendo ventilada. Analistas apontam que Washington avalia cenários que incluem o domínio de pontos-chave da produção e exportação de petróleo iraniano, como forma de pressionar o regime e garantir estabilidade no abastecimento global.

    Entre os alvos estratégicos está a Ilha de Kharg, responsável por grande parte das exportações de petróleo do país. O governo americano já chegou a ameaçar ações militares na região caso o Irã não reabra o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de 20% do petróleo mundial.

    Trump também comparou a situação do Irã à da Venezuela, citando medidas adotadas por seu governo para influenciar o setor energético do país sul-americano. Segundo ele, o modelo poderia servir de referência para lidar com Teerã.

    “Trabalhamos muito bem com a Venezuela. Os Estados Unidos ganharam muito dinheiro com isso”, afirmou, sugerindo que acordos envolvendo petróleo podem ser parte da estratégia americana.

    Apesar da retórica, o presidente minimizou os impactos de um eventual bloqueio do Estreito de Ormuz para os Estados Unidos. “Temos muito petróleo. Nosso país não é afetado por isso”, disse.

    Especialistas, no entanto, alertam que qualquer tentativa de controle direto sobre recursos energéticos iranianos representaria uma escalada significativa do conflito e poderia ampliar ainda mais a instabilidade global.

    Trump cogita assumir controle do petróleo do Irã em meio à guerra