Categoria: MUNDO

  • Trump falará em 'retorno da força' dos EUA em discurso na ONU, diz secretária de imprensa

    Trump falará em 'retorno da força' dos EUA em discurso na ONU, diz secretária de imprensa

    Lula abre os discursos da Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira (23), seguido por Donald Trump, mantendo a tradição de Brasil e EUA iniciarem as falas dos chefes de Estado desde 1955. A sessão contará ainda com líderes de mais de 30 países

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A secretária de imprensa do governo Donald Trump, Karoline Leavitt, afirmou que o presidente americano vai ressaltar o “retorno da força” do país em seu primeiro discurso do segundo mandato para a Assembleia-Geral da ONU. Trump falará logo após o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

    Outro ponto central, segundo Leavitt, será uma “fala dura” sobre o que chamou de “fracassos do globalismo” -termo usado pela direita americana para criticar esforços de cooperação internacional e multilateralismo.

    Trump falará em 'retorno da força' dos EUA em discurso na ONU, diz secretária de imprensa

  • Irã executou pelo menos 1.000 condenados desde o início do ano

    Irã executou pelo menos 1.000 condenados desde o início do ano

    ONG denuncia que país vive a pior onda de execuções desde 2008, com média de nove enforcamentos por dia; maioria dos casos está ligada ao tráfico de drogas e a condenações por homicídio.

    Pelo menos 1.000 pessoas condenadas à morte foram executadas no Irã desde o início de 2025, segundo balanço divulgado nesta terça-feira (23) pela ONG Iran Human Rights (IHR), que denuncia uma “campanha de massacres” nas prisões do país.

    O número já supera o recorde de 975 execuções registrado em 2024 e é o mais alto desde que a entidade, com sede na Noruega, começou a monitorar os casos em 2008. Apenas na última semana, foram pelo menos 64 execuções — uma média de nove enforcamentos por dia. A ONG ressalta, porém, que os dados provavelmente estão subestimados devido à falta de transparência das autoridades iranianas.

    Organizações de direitos humanos vêm acusando o regime do aiatolá Ali Khamenei de intensificar execuções em escala inédita nos últimos anos, em meio aos protestos de 2022 e 2023 contra o governo e à guerra de 12 dias contra Israel em junho.

    “Nos últimos meses, a República Islâmica lançou uma campanha de massacres nas prisões iranianas. Sem uma reação internacional séria, a dimensão desse massacre cresce a cada dia. As execuções arbitrárias e em massa, sem garantias de julgamento justo, configuram crimes contra a humanidade”, disse o diretor da IHR, Mahmood Amiry-Moghaddam.

    Segundo a ONG, cerca de 50% das execuções estão ligadas ao tráfico de drogas, 43% a condenações por homicídio, 3% a acusações de segurança nacional (como rebelião armada, “corrupção na Terra” e “inimizade contra Deus”), 3% a casos de estupro e 1% a espionagem em favor de Israel.

    O Irã ocupa hoje a segunda posição mundial em número de execuções, atrás apenas da China, de acordo com entidades como a Anistia Internacional.

    O relatório foi divulgado enquanto o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, participa da Assembleia-Geral da ONU em Nova York, em um momento em que Teerã enfrenta a retomada de sanções econômicas por causa do seu programa nuclear.

    Irã executou pelo menos 1.000 condenados desde o início do ano

  • Assembleia-Geral da ONU tem discursos de Lula e Trump e começa às 10h

    Assembleia-Geral da ONU tem discursos de Lula e Trump e começa às 10h

    Lula abre os discursos da Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira (23), seguido por Donald Trump, mantendo a tradição de Brasil e EUA iniciarem as falas dos chefes de Estado desde 1955. A sessão contará ainda com líderes de mais de 30 países

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será o primeiro líder a discursar na Assembleia-Geral da ONU nesta terça-feira (23), de acordo com a tradição segundo a qual o Brasil abre as falas dos chefes de Estado. Em seguida, seu homólogo americano, Donald Trump, falará na tribuna, seguindo a ordem que se repete desde 1955, com algumas raras exceções.

    Antes do brasileiro, falam o secretário-geral da ONU, António Guterres, e a presidente da Assembleia-Geral, Annalena Baerbock.
    Confira a ordem dos discursos abaixo:

    Manhã
    – Secretário-geral da ONU, António Guterres
    – Presidente da Assembleia-Geral, Annalena Baerbock
    – Brasil
    – EUA
    – Indonésia
    – Turquia
    – Peru
    – Jordânia
    – Coreia do Sul
    – Qatar
    – Suriname
    – Lituânia
    – Portugal
    – Uruguai
    – Eslovênia
    – Egito
    – Cazaquistão
    – África do Sul
    – Uzbequistão

    Tarde
    – Mongólia
    – Turcomenistão
    – Chile
    – Tadjiquistão
    – Líbano
    – França
    – Quirguistão
    – El Salvador
    – Polônia
    – Moçambique
    – México
    – Vietnã
    – Angola
    – Romênia
    – Marrocos
    – Maldivas
    – Iraque
    – Finlândia
    – Bósnia-Herzegovina

    Assembleia-Geral da ONU tem discursos de Lula e Trump e começa às 10h

  • Macron é barrado em Nova York para passagem de comitiva de Trump

    Macron é barrado em Nova York para passagem de comitiva de Trump

    Em Nova York para a Assembleia-Geral da ONU, Emmanuel Macron foi parado pela polícia durante a passagem da comitiva de Donald Trump. O francês reagiu com bom humor, ligou para o presidente americano e transformou o contratempo em piada diante de jornalistas e diplomatas

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O jornalista Rémy Buisine, da plataforma francesa de vídeos Brut., flagrou uma cena inusitada do presidente Emmanuel Macron nas ruas de Nova York, onde está para participar da Assembleia-Geral da ONU.

    Macron, como mostra o vídeo, foi brevemente bloqueado pela polícia devido à passagem da comitiva do presidente americano, Donald Trump.
    Bem-humorado, o presidente francês ligou para Trump para fazer piada com a situação.

     
     
     

     
     
    Ver essa foto no Instagram

     
     
     
     

     
     

     
     
     

     
     

    Uma publicação compartilhada por Brut. (@brutofficiel)

    Nesta segunda, Macron afirmou que a França reconhece o Estado da Palestina, oficializando anúncio feito em julho de que tomaria esse passou durante a reunião da ONU.

    Macron deu a declaração durante evento sobre o fim do conflito no Oriente Médio e a solução de dois Estados na região de Israel-Palestina. O encontro é presidido pela França e pela Arábia Saudita, e não tem a presença de Israel e Estados Unidos, contrários à proposta de reconhecimento da Palestina e do estabelecimento da solução de dois Estados.

    Macron é barrado em Nova York para passagem de comitiva de Trump

  • Hamas propõe aos EUA cessar-fogo de 60 dias em Gaza em troca de reféns

    Hamas propõe aos EUA cessar-fogo de 60 dias em Gaza em troca de reféns

    O grupo palestino apresentou a Donald Trump uma proposta de trégua em Gaza com a promessa de libertar metade dos reféns. A iniciativa surge em meio ao avanço militar israelense e ao reconhecimento internacional crescente do Estado palestino, intensificando pressões diplomáticas sobre o conflito

    O Hamas apresentou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, uma proposta de cessar-fogo de 60 dias na Faixa de Gaza em troca da libertação de metade dos reféns que mantém no enclave. A informação foi confirmada pelo próprio grupo islâmico palestino à agência EFE.

    Segundo a rede norte-americana Fox News, que citou um alto funcionário do governo Trump e uma fonte envolvida nas negociações, o plano está formalizado em uma carta que deve ser entregue ao presidente ainda nesta semana.

    De acordo com uma fonte do Hamas no Cairo, o documento já foi encaminhado ao Egito e ao Qatar, mediadores da guerra em Gaza, que se encarregarão de repassar a carta a Trump. A proposta inclui um “pedido de garantia pessoal do presidente norte-americano” para que o cessar-fogo seja cumprido, enquanto o Hamas se compromete a libertar metade dos 48 reféns que ainda mantém sob seu poder.

    Trump tem insistido repetidamente na libertação de todos os reféns sequestrados durante o ataque de 7 de outubro de 2023, que marcou o início da guerra. Desde então, diferentes tentativas de cessar-fogo foram propostas, muitas delas quebradas por Israel, segundo o Hamas. A mais recente, aceita em 18 de agosto, previa a troca de dez reféns israelenses por ampla entrada de ajuda humanitária, mas Tel Aviv manteve os planos militares para conquistar a Cidade de Gaza.

    No domingo (21), o Exército israelense confirmou a entrada de tanques na região central da cidade, habitada por cerca de 1 milhão de pessoas. Estima-se que 550 mil civis já tenham fugido desde que os bombardeios se intensificaram em meados de agosto.

    O braço armado do Hamas também divulgou um vídeo do refém germano-israelense Alon Ohel, de 24 anos, capturado em 7 de outubro. Nas imagens, o jovem pede ao primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, que garanta a libertação dos reféns e convoca sua família a continuar protestando contra o governo. Este é o segundo vídeo de Ohel divulgado em setembro; no início do mês, ele apareceu ao lado de outro refém, Guy Gilboa-Dalal.

    De acordo com dados oficiais de Israel, 251 pessoas foram sequestradas no ataque, das quais 47 permanecem em Gaza. O Exército afirma que pelo menos 25 desses reféns já morreram.

    O ataque inicial deixou 1.219 mortos em Israel, em sua maioria civis. Em resposta, a ofensiva militar israelense em Gaza já causou 65.344 mortes, também em grande parte de civis, segundo o Ministério da Saúde controlado pelo Hamas. Os números, embora divulgados pelo grupo, são considerados confiáveis pela ONU.

    No campo diplomático, a pressão internacional aumenta. No domingo, Portugal, Reino Unido, Canadá e Austrália reconheceram formalmente o Estado da Palestina, somando-se a quase 150 países que já o fizeram. Israel rejeitou a decisão, classificando-a como “uma enorme recompensa ao terrorismo”. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu reafirmou que não aceitará um Estado palestino.

    O Hamas, por sua vez, comemorou o reconhecimento como “uma vitória” para os direitos do povo palestino. A França também prometeu oficializar o reconhecimento durante a conferência da ONU sobre a solução de dois Estados, em Nova York, nesta semana de alto nível da Assembleia-Geral.
     
     
     

    Hamas propõe aos EUA cessar-fogo de 60 dias em Gaza em troca de reféns

  • Trump sugere que paracetamol na gravidez pode causar autismo

    Trump sugere que paracetamol na gravidez pode causar autismo

    Em coletiva, presidente dos EUA disse que gestantes devem evitar o uso do medicamento, sem apresentar provas científicas. Fabricante do Tylenol e médicos classificaram a fala como irresponsável e alertaram para riscos à saúde das mulheres.

    Donald Trump cumpriu a promessa de fazer um “anúncio importante” nesta segunda-feira (22) e declarou, em coletiva de imprensa ao lado do secretário da Saúde, Robert F. Kennedy Jr., que a FDA (Agência de Alimentos e Medicamentos dos EUA) recomendará que grávidas evitem o uso de paracetamol. Segundo ele, haveria uma ligação entre o consumo do medicamento durante a gestação e o aumento de diagnósticos de autismo no país.

    O presidente norte-americano sugeriu que o paracetamol só seja usado se houver recomendação médica específica. Apesar disso, não apresentou evidências científicas para embasar a orientação e citou rumores de que Cuba teria índices menores de autismo porque não dispõe de Tylenol, marca mais popular do fármaco.

    Especialistas, no entanto, ressaltam que a elevação de diagnósticos de autismo nos EUA está ligada a mudanças na definição da condição, que passou a incluir casos mais leves dentro do espectro, além do avanço nos métodos de identificação. Segundo a Associated Press, não existe uma causa única para o transtorno.

    A fabricante Kenvue, responsável pelo Tylenol, refutou a declaração de Trump. “Discordamos veementemente de qualquer sugestão contrária à ciência independente”, afirmou Melissa Witt, porta-voz da empresa, ao The New York Times. “Estamos profundamente preocupados com o risco que isso representa para a saúde das mulheres grávidas.”

    O presidente do Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas, Steven Fleischman, classificou a fala como “irresponsável” e alertou para a confusão que pode gerar entre gestantes. “O anúncio de hoje não é apoiado por todas as evidências científicas e simplifica perigosamente as muitas e complexas causas dos problemas neurológicos em crianças”, disse.

    A FDA também anunciou, após a coletiva, que iniciou o processo de aprovação da leucovorina como tratamento para crianças com autismo associado à deficiência de folato cerebral (DFC). O medicamento, já usado no tratamento de câncer e anemia, apresentou resultados positivos em estudos ao melhorar a comunicação verbal de pacientes com esse perfil.

    Segundo nota da agência, indivíduos com deficiência de folato no cérebro podem apresentar atrasos no desenvolvimento com características autistas, convulsões e dificuldades motoras, e a leucovorina pode ajudar a reduzir esses sintomas.

     

    Trump sugere que paracetamol na gravidez pode causar autismo

  • Trump diz que mulheres grávidas não devem tomar paracetamol devido ao risco de autismo

    Trump diz que mulheres grávidas não devem tomar paracetamol devido ao risco de autismo

    Cientistas estudam uma possível conexão citada por Trump há anos, mas as pesquisas até agora produziram resultados inconclusivos; o paracetamol é considerado uma das poucas opções seguras para tratar dor ou febre durante a gravidez

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos EUA, Donald Trump, disse nesta segunda-feira (22) que a FDA (Food and Drug Administration, a Anvisa dos EUA) pedirá aos médicos que aconselhem mulheres grávidas a não usarem Tylenol , conhecido como paracetamol, devido ao risco aumentado de autismo.

    “Tomar Tylenol não é bom. Eu digo: não é bom”, disse Trump. “Por esse motivo, eles recomendam fortemente que as mulheres limitem o uso de Tylenol durante a gravidez, a menos que seja clinicamente necessário.”

    No domingo (21), Trump disse que achava o paracetamol “um fator muito importante” para o autismo.

    No entanto, cientistas estudam uma possível conexão há anos, mas as pesquisas até agora produziram resultados inconclusivos.

    O paracetamol é considerado uma das poucas opções seguras para tratar dor ou febre durante a gravidez. Os médicos já alertam rotineiramente as gestantes contra o uso prolongado.

    Estudos que examinaram o possível risco ao desenvolvimento cerebral fetal são mistos. Enquanto alguns encontraram uma ligação com distúrbios do neurodesenvolvimento em crianças, outros não.

    Alguns cientistas recomendaram que os profissionais de saúde tomem uma postura preventiva e alertem as mulheres grávidas sobre a possibilidade de uma ligação entre o paracetamol e o autismo.

    Trump diz que mulheres grávidas não devem tomar paracetamol devido ao risco de autismo

  • Israel extermina povo palestino e tenta aniquilar sonho de nação, diz Lula

    Israel extermina povo palestino e tenta aniquilar sonho de nação, diz Lula

    O presidente Lula saudou os países que reconheceram o Estado palestino recentemente, como a França, o Reino Unido, Canadá e Portugal, entre outros

    BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou que as ações de Israel na Faixa de Gaza são um extermínio do povo palestino que tenta também acabar com as possibilidades de criação de um Estado palestino.

    “O que esta acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação. Tanto Israel quanto a Palestina têm direito de existir”, afirmou Lula durante conferência sobre a Palestina e a solução de dois Estados, na ONU -evento boicotado por Israel e Estados Unidos.

    A declaração de Lula, de pouco menos de cinco minutos, foi recheada de condenações das ações de Israel tanto em Gaza como na Cisjordânia, intercaladas a críticas à paralisia do Conselho de Segurança da ONU, que ele chamou de obstáculos ao multilateralismo.

    “O conflito entre Israel e Palestina é símbolo maior dos obstáculos enfrentados pelo multilateralismo. Ee mostra que a tirania do veto sabota a própria razão de ser da ONU, de evitar que atrocidades como as que motivaram sua fundação se repitam”, afirmou Lula.

    A referência ao poder de veto é uma crítica velada aos Estados Unidos, cujo governo de Donald Trump está em rota de colisão com o governo Lula e vem exercendo o poder de veto americano para barrar resoluções que têm como objetivo pôr fim à guerra em Gaza.

    “[O veto] também vai contra sua [da ONU] vocação universal, bloqueando a admissão como membro pleno de um Estado cuja criação deriva da autoridade da própria Assembleia-Geral”, afirmou o presidente brasileiro.

    Lula lembrou que o plano de partilha do então mandato britânico da Palestina foi adotado em sessão há 78 anos presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha. “Naquela ocasião, nasceu a perspectiva de dois Estados, mas só um se materializou.”

    “Um Estado se assenta sobre três pilares: o território, a população e o governo. Todos têm sido sistematicamente solapados no caso palestino”, disse Lula.

    Como falar em território diante de uma ocupação ilegal que cresce a cada novo assentamento? Como manter uma população diante da limpeza étnica a que assistimos em tempo real? E como construir um governo sem empoderar a Autoridade Palestina?”, afirmou o presidente brasileiro.

    Lula lembrou do relatório recente de comissão inquérito da ONU para voltar a chamar as ações de Israel em Gaza de genocídio. O petista também ressaltou a decisão do governo brasileiro de entrar como parte do processo aberto pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça contra Tel Aviv.

    Lula também voltou a condenar os atos terroristas do Hamas no 7 de outubro de 2023. “Os atos terroristas cometidos pelos Hamas são inaceitáveis, e o Brasil foi enfático ao condená-los, mas o direito de defesa não autoriza a matança indiscriminada de civis”, afirmou Lula.

    O presidente brasileiro citou ainda Israel e EUA ao falar sobre a fome no território palestino conflagrado. “Meio milhão de palestinos não têm comida suficiente -mais do que a população de Miami ou de Tel Aviv”, afirmou Lula.

    O presidente saudou os países que reconheceram o Estado palestino recentemente, como a França, o Reino Unido, Canadá e Portugal, entre outros, e disse se comprometer a “reforçar o controle sob importações de assentamentos ilegais da Cisjordânia e manter suspensas as exportações de material de defesa, inclusive de uso dual, que possam ser usados em crimes contra a humanidade e genocídio”.

    Lula disse ainda que “diante da omissão do Conselho de Segurança”, a Assembleia-Geral “precisa exercer sua responsabilidade”, e afirmou em seguida que o governo brasileiro apoia a criação de um órgão inspirado no comitê especial contra o apartheid sul-africano.

    O petista deu as declarações após a fala do presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, que disse estar pronto para governar a Faixa de Gaza.

    Antes dele, o presidente francês, Emmanuel Macron, também havia dado declaração em que oficializou o reconhecimento do Estado da Palestina pela França -Paris preside a conferência ao lado da Arábia Saudita.

    “Esse reconhecimento é uma forma de afirmar que o povo palestino não é só mais um povo”, disse Macron. “É um povo com história e dignidade, e o reconhecimento de seu Estado não subtrai nada do povo de Israel.”

    A oficialização da posição de Paris ocorre um dia após decisões no mesmo sentido tomadas por Austrália, Canadá, Portugal e Reino Unido, que oficializaram o reconhecimento da Palestina neste domingo (21).

    A França, além de ser agora o terceiro país do G7 -junto de Reino Unido e Canadá- a reconhecer a Palestina, concede peso a sua mudança de posição porque é o país com a maior comunidade judaica e, ao mesmo tempo, a maior comunidade árabe na Europa.

    A decisão de Paris e Londres também isola Washington no Conselho de Segurança da ONU, no qual, agora, 4 dos 5 membros permanentes reconhecem a Palestina -China e Rússia já defendiam essa posição.

     

    Israel extermina povo palestino e tenta aniquilar sonho de nação, diz Lula

  • Macron declara que França reconhece oficialmente Estado da Palestina

    Macron declara que França reconhece oficialmente Estado da Palestina

    Emmanuel Macron deu a declaração durante evento sobre o fim do conflito no Oriente Médio e a solução de dois Estados na região de Israel-Palestina

    SÃO PAULO, SP, E BRASÍLIA, DF (CBS NEWS) – O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou nesta segunda-feira (22) que a França agora reconhece o Estado da Palestina, oficializando anúncio feito em julho de que reconheceria a Palestina durante a reunião da ONU.

    Macron deu a declaração durante evento sobre o fim do conflito no Oriente Médio e a solução de dois Estados na região de Israel-Palestina. O evento é presidido pela França e pela Arábia Saudita, e não tem a presença de Israel e Estados Unidos, contrários à proposta de reconhecimento da Palestina e do estabelecimento da solução de dois Estados.

    Esse reconhecimento é uma forma de afirmar que o povo palestino não é só mais um povo”, disse Macron, sob aplausos dos presentes no salão da Assembleia-Geral das Nações Unidas. “É um povo com história e dignidade, e o reconhecimento de seu Estado não subtrai nada do povo de Israel.”

    A oficialização da posição de Paris ocorre um dia após decisões no mesmo sentido tomadas por Austrália, Canadá, Portugal e Reino Unido, que oficializaram o reconhecimento da Palestina neste domingo (21).

    A França, além de ser agora o terceiro país do G7 -junto de Reino Unido e Canadá- a reconhecer a Palestina, concede peso a sua mudança de posição porque é o país com a maior comunidade judaica e, ao mesmo tempo, a maior comunidade árabe na Europa.

    Em seu discurso, o presidente francês anunciou que seu país abrirá uma embaixada na Palestina “assim que os reféns do Hamas forem devolvidos e um cessar-fogo for assinado”.

    “Depende da liderança Palestina, e do Estado palestino, dar ao seu povo, traumatizado por décadas de ocupação, a esperança de um sistema democrático”, disse Macron, que citou compromissos que o presidente da Autoridade Nacional Palestina, que tiveram a concordância de Mahmoud Abbas -cujo visto foi negado pelo governo de Donald Trump e, por isso, não estava presente.

    “Estado soberano e desmilitarizado, reconhecido por Israel em uma região que finalmente verá a paz. Espero que parceiros árabes reconheçam a existência de Israel e normalizem relações assim que o Estado palestino for estabelecido”, afirmou Macron.

    Após fala de Macron, o ministro das Relações Exteriores da Arábia Saudita, o príncipe Faisal bin Fahran Al Saud, condenou o ataque de Israel contra o Qatar em seu discurso.

    O membro da família real saudita disse que a solução de dois Estados é a única que trará paz na região e que, ao enfraquecer essa possibilidade, Tel Aviv coloca em perigo a estabilidade de todo o Oriente Médio.

    Macron declara que França reconhece oficialmente Estado da Palestina

  • “Não podemos admitir intervenções externas", defende Mauro Vieira

    “Não podemos admitir intervenções externas", defende Mauro Vieira

    O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, discursou na Reunião de Chanceleres Intra-Celac, em Nova York, nos Estados Unidos; “Permitir medidas de intimidação, sem nenhuma reação coletiva, seria um convite permanente a novas ingerências”, disse

    O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, defendeu, nesta segunda-feira (22), em discurso, a união dos países latino-americanos e caribenhos para que a soberania da região seja respeitada. Vieira defendeu também a criação de um grupo de trabalho para acompanhar e dar sentido estratégico às relações e diálogos dos países latinos com outras nações e regiões.

    O ministro discursou na Reunião de Chanceleres da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, Intra-Celac, em Nova York, onde participa da Semana de Alto Nível da Assembleia Geral das Nações Unidas.

    “Não podemos admitir intervenções externas, sob nenhum pretexto. Permitir medidas de intimidação, sem nenhuma reação coletiva, seria um convite permanente a novas ingerências. Mais do que nunca, é urgente e necessário fortalecer a Celac como mecanismo-chave para a defesa da soberania dos países latino-americanos e caribenhos”, afirmou. 

    O ministro ressaltou que a região passa por intervenções que remontam a atitudes do passado e que ferem a soberania dos países. “Assistimos à intromissão de forças militares extrarregionais na América Latina e no Caribe. Em muitos sentidos, nossa região vive uma ressurgência do passado, de atitudes insolentes que remontam não só ao século 20 como ao século 19”, criticou.

    No início do mês, a maioria dos países do grupo assinou documento manifestando “profunda preocupação” pela movimentação militar “extrarregional” na região do Caribe, em referência indireta ao envio de navios, submarinos e militares pelos Estados Unidos à costa da Venezuela.

    No discurso, o ministro enfatizou que “designar grupos criminosos como alvos terroristas legítimos pode dar pretexto a formas arbitrárias de agressão armada, em violação da Carta das Nações Unidas”. “Esse é um precedente perigoso. Caso consolidado, constituiria um convite a um enfraquecimento do ordenamento normativo vigente em nossa região e à instabilidade geopolítica”, completou.

    O ministro destacou ainda que, para o Brasil, a Celac é um importante foro para se avançar conjuntamente em pautas regionais como a luta contra a fome e a pobreza, a promoção do desenvolvimento e o fortalecimento da infraestrutura de integração dos territórios.

    “A agenda externa da Celac no atual contexto internacional adquire uma relevância singular para projetar a voz e os interesses da região e fortalecer o multilateralismo. Defendo a criação de um grupo de trabalho sobre os diversos diálogos que mantemos com países e grupos de outras regiões, medida necessária para acompanhar adequadamente o desenvolvimento desses diálogos e conferir-lhes sentido estratégico”, disse.

    O ministro defendeu também no discurso que o próximo secretário-geral das Nações Unidas, cargo atualmente ocupado pelo português e timorense António Guterres, “seja um cidadão da América Latina e do Caribe, em busca do fortalecimento de um sistema internacional mais justo, inclusivo e representativo”. As eleições ocorrem em 2026.

    Fundada em 2010, a Celac é um mecanismo de diálogo que reúne os 33 países latino-americanos e caribenhos. Desde sua criação, tem promovido reuniões sobre os diversos temas de interesse das nações latino-americanas e caribenhas, como educação, desenvolvimento social, cultura, transportes, infraestrutura e energia.

    Além dos 33 países, a Cepal reúne nações da América do Norte, Europa e Ásia que mantêm vínculos históricos, econômicos e culturais com a região, totalizando 46 Estados-Membros e 14 membros associados (condição jurídica atribuída a alguns territórios não independentes do Caribe).

    “Não podemos admitir intervenções externas", defende Mauro Vieira