Categoria: MUNDO

  • Passageira angolana morre durante voo da TAAG com destino a Maputo

    Passageira angolana morre durante voo da TAAG com destino a Maputo

    A passageira teria se sentido mal, tendo os membros da tripulação prestado os primeiros socorros. No entanto, o óbito acabou por ser declarado à chegada a Maputo, em Moçambique, após serem realizadas diligências por parte das autoridades e dos serviços aeroportuárias.

    Uma passageira de um voo da companhia aérea angolana TAAG morreu durante a madrugada deste sábado, tendo o óbito sido declarado após a chegada a Maputo, Moçambique.

    Em comunicado, a companhia informou que, durante o voo DT5781, realizado na madrugada do dia 8 de novembro, foi registrada uma emergência médica a bordo envolvendo uma passageira angolana adulta, que estava acompanhada do marido.

    “Assim que a tripulação tomou conhecimento da situação de saúde da passageira, foram prestados os primeiros socorros imediatamente, e também solicitado apoio médico de emergência para a chegada”, diz a nota.

    No entanto, as autoridades médico-legais de Moçambique declararam o óbito da passageira no local.

    Ainda segundo o comunicado, foram realizadas diligências pelos serviços de saúde do aeroporto e perícias das autoridades de investigação a bordo da aeronave, com o objetivo de coletar evidências sobre as causas da morte.

    Após a conclusão dos procedimentos legais, o avião foi devidamente higienizado e desinfetado, conforme os regulamentos aplicáveis.

    “A companhia expressa as mais sinceras condolências e profundo pesar à família e aos amigos da passageira, reafirmando total colaboração com as autoridades moçambicanas e o acompanhamento de novos desdobramentos junto à família enlutada”, conclui o comunicado da TAAG.

    Passageira angolana morre durante voo da TAAG com destino a Maputo

  • Mulher atira bebida quente em gerente do McDonald's nos EUA; vídeo

    Mulher atira bebida quente em gerente do McDonald's nos EUA; vídeo

    A mulher já foi identificada pelas autoridades, depois de compartilharem o vídeo nas redes sociais. No entanto, ainda não foi possível localizá-la. Supostamente, a suspeita ficou chateada por ter estado mais de uma hora à espera do pedido, tendo atirado uma bebida quente nas costas da gerente do estabelecimento de fast food.

    Uma mulher jogou uma bebida quente em uma funcionária de um McDonald’s em Michigan, nos Estados Unidos. O momento foi registrado por clientes que estavam no local.

    De acordo com o New York Post, citando as autoridades, a mulher — identificada como Casharra Brown — foi vista discutindo com a gerente do restaurante na manhã da última terça-feira, 4 de novembro.

    Segundo relatos, Brown reclamava que seu pedido feito online havia demorado mais de uma hora e exigia um reembolso.

    “O café já está pronto. Essa é a única cobrança que será feita. O reembolso pode levar até 48 horas”, explicou a funcionária.
    No momento em que a atendente virou de costas, Casharra Brown jogou o líquido quente nas costas dela, gritando:

    “Vai se f*****, vadia!”.
    No vídeo, é possível ouvir a funcionária gritando de dor após ser atingida pelo café. De acordo com a Fox News, ela sofreu ferimentos leves.

    O Departamento de Polícia de Buena Vista compartilhou o vídeo nas redes sociais para tentar identificar a agressora, e recebeu cerca de 100 denúncias. Pouco depois, o jornal MLive informou que foi emitido um mandado de prisão contra Casharra Brown.

    “Devemos ter recebido cerca de 100 denúncias”, disse o detetive Russ Pahssen à imprensa, acrescentando que as autoridades já sabiam o endereço da suspeita, de 48 anos, mas ainda não haviam conseguido localizá-la.

    Mulher atira bebida quente em gerente do McDonald's nos EUA; vídeo

  • EUA aceitam que Hungria compre petróleo russo apesar de sanções

    EUA aceitam que Hungria compre petróleo russo apesar de sanções

    A Hungria recebeu isenções “gerais” e “por tempo indeterminado” das sanções norte-americanas sobre duas grandes petrolíferas russas, afirmou hoje o primeiro-ministro Viktor Orbán, após uma reunião em Washington com o presidente Donald Trump. 

    “A Hungria continuará tendo os preços de energia mais baixos. Recebemos uma isenção para os oleodutos da Turquia e Druzhba (Amizade)”, declarou Viktor Orbán na capital norte-americana à emissora pública M1.

    “Este é um acordo geral, sem prazo determinado”, enfatizou o primeiro-ministro húngaro, de orientação nacionalista e admirador declarado do presidente norte-americano.

    No início da reunião na Casa Branca, Donald Trump afirmou estar analisando a possibilidade de a Hungria continuar comprando petróleo e gás da Rússia, apesar das sanções impostas a Moscou.

    “Estamos analisando a situação. [Os húngaros] estão enfrentando dificuldades para obter petróleo e gás de outras regiões”, disse Trump aos jornalistas.

    O líder norte-americano comentou que a Hungria “é um grande país, mas não tem mar, não tem portos e, por isso, enfrenta um problema difícil” para conseguir fontes de energia em outros locais.

    Nesse sentido, observou que “a Hungria está em uma situação diferente” em comparação com outros países europeus, que — sem citar nominalmente — criticou por “continuarem comprando petróleo e gás da Rússia”, apesar das exigências de Washington para que cessem esse abastecimento, como forma de pressionar o Kremlin a encerrar a guerra na Ucrânia.

    “Muitos países europeus compram petróleo e gás da Rússia, e já fazem isso há anos, e eu me pergunto: qual é o sentido disso?”, questionou.

    A Hungria, que se opõe às sanções aplicadas à Rússia desde o início da invasão da Ucrânia e mantém boas relações com Moscou, é altamente dependente das importações de gás e petróleo bruto russos, que representam 85% e 65% de seu consumo, respectivamente.

    O primeiro-ministro húngaro havia explicado, antes do encontro na Casa Branca, que a questão mais “séria e importante” da reunião seria garantir exceções às sanções norte-americanas contra as empresas petrolíferas russas.

    Embora Orbán seja considerado um aliado, o presidente norte-americano havia indicado anteriormente que não concederia à Hungria tratamento preferencial nas sanções recentemente impostas às companhias russas Rosneft e Lukoil.

    Depois de suspender um plano de reunião previamente anunciado com o presidente russo, Vladimir Putin, em Budapeste, Donald Trump declarou continuar disposto a realizar um encontro na capital húngara.

    “No fim, decidi que não queria que [a reunião com Putin] acontecesse, porque não achei que resultaria em algo importante. Mas, se acontecer, gostaria que fosse em Budapeste”, afirmou.

    Em outubro passado, o presidente norte-americano havia anunciado, após uma conversa telefônica com o líder russo, que ambos se reuniriam em Budapeste para discutir uma forma de encerrar o conflito na Ucrânia, em curso desde fevereiro de 2022.

    No entanto, o encontro — que nunca teve uma data definida — foi adiado indefinidamente após uma conversa telefônica entre o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, e o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Serguei Lavrov.

    “A disputa fundamental é que eles simplesmente ainda não querem parar [a guerra]. Mas acredito que vão parar”, disse o político norte-americano, observando que o conflito teve “um grande impacto” tanto na Ucrânia quanto na Rússia.

    O primeiro-ministro húngaro defendeu que a Hungria e os Estados Unidos são os únicos países que realmente buscam a paz na Ucrânia.

    “Todos os outros governos preferem continuar a guerra, porque muitos acreditam que a Ucrânia pode vencer na linha de frente — o que é um completo mal-entendido da situação”, criticou Orbán.

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  • Turquia emite um mandado de detenção contra Netanyahu

    Turquia emite um mandado de detenção contra Netanyahu

    Um tribunal da Turquia emitiu mandados de detenção contra 37 altos funcionários israelitas, incluindo o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu. Em causa estão acusações de “genocídio e crimes contra a humanidade” que Israel “perpetrou sistematicamente” em Gaza. 

    Um tribunal de Istambul, na Turquia, emitiu nesta sexta-feira mandados de prisão contra 37 altos funcionários do governo israelense, incluindo o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. As acusações envolvem “genocídio e crimes contra a humanidade” que Israel teria “cometido sistematicamente” em Gaza.

    Entre os acusados estão, além de Netanyahu, o ministro da Defesa Yisrael Katz, o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir e o chefe do Exército, tenente-general Eyal Zamir.

    Os mandados de prisão foram emitidos a pedido da Procuradoria-Geral de Istambul, que, segundo comunicado citado pela agência de notícias turca Anadolu, afirmou que a decisão é o “resultado do genocídio sistemático e dos crimes contra a humanidade cometidos pelo Estado de Israel em Gaza até o momento”.

    A procuradoria citou como exemplo o caso de Hind Rajab, uma menina de seis anos morta a tiros por soldados israelenses em 29 de janeiro de 2024.

    “Desde 7 de outubro de 2023, essas ações têm se intensificado diariamente. O ataque de 17 de outubro de 2023 ao Hospital Batista Al-Ahli causou a morte de 500 pessoas; em 29 de fevereiro de 2024, soldados israelenses destruíram deliberadamente equipamentos médicos; em 21 de março de 2025, o Hospital da Amizade Turco-Palestina foi bombardeado; várias outras instalações de saúde também foram atacadas de forma semelhante; Gaza foi colocada sob bloqueio, e as vítimas ficaram impedidas de receber ajuda humanitária”, destacou o comunicado.

    O documento também mencionou o incidente com a Flotilha Global Sumud, em que ativistas que se dirigiam a Gaza para entregar ajuda humanitária foram atacados pela Marinha israelense em águas internacionais.

    “À luz das provas obtidas, determinou-se que os funcionários do Estado de Israel são criminalmente responsáveis pelos atos sistemáticos de ‘crimes contra a humanidade’ e ‘genocídio’ cometidos em Gaza, bem como pelas ações contra a Frota Global Sumud”, afirmou a procuradoria.

    Assim, foi determinado que “os suspeitos não poderiam ser presos, uma vez que não se encontram atualmente na Turquia”, mas o Tribunal Criminal da Paz de Istambul emitiu “mandados de prisão contra 37 suspeitos, incluindo o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa Yisrael Katz, o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben-Gvir, o chefe do Estado-Maior General Eyal Zamir e o comandante da Marinha David Saar Salama, sob as acusações de ‘crimes contra a humanidade’, conforme o artigo 77, e ‘genocídio’, conforme o artigo 76 do Código Penal turco”.

    Turquia é um dos países mais críticos da guerra em Gaza
    A Turquia, um dos países mais críticos da guerra iniciada na Faixa de Gaza pelo exército israelense após o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023, já havia se juntado ao processo de genocídio contra Tel Aviv apresentado pela África do Sul no Tribunal Internacional de Justiça (TIJ) no ano passado.

    Desde 10 de outubro, está em vigor um acordo de cessar-fogo entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, a primeira fase de um plano de paz proposto pelo então presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, após negociações indiretas mediadas pelo Egito, Qatar, Estados Unidos e Turquia.

    Essa fase da trégua envolveu a retirada parcial do exército israelense até a chamada “linha amarela” — demarcada pelos Estados Unidos como fronteira entre Israel e Gaza —, além da libertação de 20 reféns mantidos pelo Hamas e de 1.968 prisioneiros palestinos.

    O cessar-fogo busca encerrar dois anos de guerra em Gaza, iniciada após o ataque do Hamas que deixou cerca de 1.200 mortos e 251 sequestrados em Israel.

    A retaliação israelense resultou em pelo menos 68.876 mortos — entre eles mais de 20 mil crianças — e 170.679 feridos, a maioria civis, segundo números atualizados pelas autoridades locais (incluindo vítimas de violações do cessar-fogo por parte de Israel), considerados confiáveis pela ONU.

    Além disso, há milhares de desaparecidos, soterrados sob escombros ou espalhados pelas ruas, e muitos outros morreram de doenças, infecções e fome, resultado de mais de dois meses de bloqueio à ajuda humanitária e da posterior entrada limitada de mantimentos, distribuídos em pontos considerados seguros pelo exército — que, por vezes, abria fogo contra civis famintos.

    A ONU já havia declarado Gaza em grave crise humanitária, com mais de 2,1 milhões de pessoas em situação de fome, e registrou “o maior número de vítimas já observado” em seus estudos sobre segurança alimentar no mundo. Em 22 de agosto, a organização declarou oficialmente o estado de fome na cidade de Gaza e arredores.

    No fim de 2024, uma comissão especial da ONU acusou Israel de genocídio em Gaza e de usar a fome como arma de guerra, situação também denunciada pela África do Sul no Tribunal Internacional de Justiça — e classificada da mesma forma por diversas organizações internacionais de defesa dos direitos humanos.

    Turquia emite um mandado de detenção contra Netanyahu

  • Trump manda investigar frigoríficos por 'elevarem preço' da carne bovina

    Trump manda investigar frigoríficos por 'elevarem preço' da carne bovina

    Trump diz que há “algo suspeito” no aumento do preço da carne e promete punição a responsáveis

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou nesta sexta-feira (7) que pediu ao Departamento de Justiça para investigar os frigoríficos do país por “elevarem os preços” da carne bovina.

    Sem provas, Trump acusou frigoríficos de “manipularem os preços” da carne vermelha no país. “Pedi ao Departamento de Justiça que inicie imediatamente uma investigação sobre as empresas frigoríficas que estão elevando o preço da carne bovina por meio de conluio ilícito, fixação de preços e manipulação de preços”, disse Trump em publicação no Truth Social.

    Trump alegou que, apesar de os preços do gado caírem “substancialmente”, as carnes nos mercados seguem caras. “Portanto, sabe-se que há algo de suspeito. Vamos descobrir a verdade muito rapidamente. Se houve crime, os responsáveis pagarão um preço alto”.

    Trump manda investigar frigoríficos por 'elevarem preço' da carne bovina

  • Universidade Cornell aceita pagar governo Trump para reaver R$ 1,3 bilhão em verbas

    Universidade Cornell aceita pagar governo Trump para reaver R$ 1,3 bilhão em verbas

    Congelamento ocorreu sob justificativa de que instituição não estava adotando medidas para conter o antissemitismo; recursos tinham sido suspensos em abril após republicano aumentar pressão sobre instituições de ensino

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – A Universidade Cornell, nos Estados Unidos, anunciou nesta sexta-feira (7) ter chegado a um acordo com o governo de Donald Trump para o restabelecimento imediato de mais de US$ 250 milhões (R$ 1,3 bilhão) em verbas para pesquisas que tinham sido congeladas em abril.

    Segundo o reitor da instituição, Michael Kotlikoff, o entendimento prevê o pagamento de US$ 30 milhões (R$ 160 milhões) ao governo e o investimento de outros US$ 30 milhões em pesquisas agrícolas ao longo de três anos para encerrar reivindicações pendentes.

    O congelamento dos recursos havia sido imposto sob a justificativa de que a instituição não estava adotando medidas suficientes para conter o antissemitismo em seu campus.

    Com o novo acordo, Washington se comprometeu a encerrar todas as investigações iniciadas para apurar eventuais violações por parte da universidade. “O governo também concordou em restaurar as concessões federais, liberar todos os fundos retidos de projetos em andamento e considerar Cornell elegível para novas bolsas e financiamentos, sem qualquer vantagem ou desvantagem”, afirmou Kotlikoff.

    O reitor acrescentou que nenhuma investigação concluiu que Cornell tenha violado leis de direitos civis. A universidade, uma das mais prestigiadas do país, está localizada em Ithaca, no estado de Nova York.

    A secretária de Educação, Linda McMahon, celebrou o acerto em publicação na plataforma X. Ela escreveu que o caso representa mais uma vitória na campanha para pôr fim às “políticas divisionistas de diversidade, equidade e inclusão”, conhecidas pela sigla em inglês DEI, em universidades americanas.

    O congelamento dos recursos ocorreu num contexto de pressão crescente do governo Trump sobre as principais universidades dos EUA, alvos de críticas devido a protestos estudantis pró-Palestina e de políticas de diversidade que o republicano considera discriminatórias. A ofensiva do presidente também tem se estendido a bancos, empresas e escritórios de advocacia com programas voltados à inclusão.

    Organizações que atuam com direitos humanos levantaram preocupações relacionadas à liberdade de expressão, privacidade e liberdade acadêmica após a determinação das investigações.

    Embora o presidente afirme que as instituições permitiram atos de antissemitismo durante protestos pró-palestinos, manifestantes, incluindo alguns grupos judaicos, afirmam que o governo equipara erroneamente as críticas aos ataques israelense contra a Faixa de Gaza à intolerância e ao extremismo. O governo não anunciou investigações sobre a islamofobia.

    Outras instituições de ponta, caso de Harvard e de Columbia, também tiveram verbas congeladas pelo governo. A primeira ainda busca um acordo, enquanto a segunda se comprometeu a pagar mais de US$ 200 milhões (R$ 1,07 bilhão) e a aceitar uma série de exigências, entre elas o monitoramento de departamentos que oferecem cursos sobre o Oriente Médio, para reaver os recursos.

    Universidade Cornell aceita pagar governo Trump para reaver R$ 1,3 bilhão em verbas

  • Com 3.300 anos, tumba de faraó mais famosa do Egito está desmoronando

    Com 3.300 anos, tumba de faraó mais famosa do Egito está desmoronando

    Com 3.300 anos, tumba de faraó mais famosa do Egito está desmoronando

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – A tumba do faraó Tutancâmon, no Vale dos Reis, em Luxor, está em seu estado mais frágil desde a descoberta, em 1922. Um estudo da Universidade do Cairo revela que rachaduras se espalham pelos tetos, enquanto a umidade e fungos corroem lentamente os murais de 3.300 anos.

    Alerta foi publicado em maio de 2025 na revista científica Nature. O autor, professor Sayed Hemeda, da Faculdade de Arqueologia da Universidade do Cairo, afirma que o local “tem sido submetido a impactos de longo prazo, tanto por enxurradas repentinas quanto por uma falha geológica principal”. Segundo ele, essas forças “têm causado diferentes graus de instabilidade e danos, que vêm piorando com o tempo”.

    Feita de xisto de Esna, rocha que se expande e contrai com a umidade, a tumba sofre com o avanço da umidade e da pressão interna. A pesquisa identificou uma falha estrutural que atravessa o teto da entrada e das câmaras funerárias, permitindo a infiltração de água da chuva. Essa fissura é o ponto crítico da instabilidade.

    “O túmulo desenvolveu uma falha que atravessa o teto da entrada e das câmaras funerárias. Essa rede de rachaduras permite que a água da chuva penetre, corroendo e comprometendo a integridade do local”, disse Hemeda, ao Daily Mail.

    Em 1994, uma enchente histórica submergiu várias tumbas do Vale dos Reis. As águas invadiram a tumba de Tutancâmon, elevaram a umidade e provocaram a proliferação de fungos. Desde então, a integridade estrutural do local se deteriora de forma contínua.

    Hemeda alertou que, embora o colapso total “não deva ocorrer tão cedo”, o dano acumulado pode comprometer a tumba antes do esperado. “Há riscos atuais e futuros que afetarão sua integridade estrutural a longo prazo, e o túmulo talvez não dure mais milhares de anos, como foi construído para durar”, afirmou ao Daily Mail.

    SIMULAÇÕES REVELAM RISCO

    As simulações realizadas pelo professor Sayed Hemeda revelam que o teto da câmara funerária está sob enorme pressão. A estrutura apresenta deformações e rachaduras milimétricas, resultado do peso das montanhas acima e da expansão do xisto com a umidade. Segundo o estudo, a tensão acumulada é tão grande que pode provocar novas fraturas se não houver intervenção.

    Umidade resultante das enxurradas tem reduzido a resistência do xisto. Isso favorece delaminações e descascamentos nas paredes.

    “O descolamento dos tetos da antecâmara e da câmara funerária é resultado da combinação entre o enfraquecimento do xisto pela água e o esforço desigual nas camadas inferiores”, disse Sayed Hemeda, na Nature.

    MEDIDAS URGENTES

    O pesquisador recomenda medidas imediatas para conter o avanço das fissuras. “O estudo conclui que reduzir as flutuações de umidade é essencial. Isso pode ser feito controlando a circulação de ar dentro e ao redor da tumba.”

    Plano técnico de conservação permanente é necessário. “As tumbas reais no Vale dos Reis exigem uma intervenção urgente e estudos científicos precisos para analisar os riscos e como mitigá-los”, declarou ao Daily Mail.

    Com 3.300 anos, tumba de faraó mais famosa do Egito está desmoronando

  • Trump agora diz que há 'boa chance' de encontrar Putin em Budapeste

    Trump agora diz que há 'boa chance' de encontrar Putin em Budapeste

    Ao lado de seu aliado Viktor Orbán, americano afirma que guerra na Ucrânia não acaba porque Rússia não quer; americano promete a húngaro examinar exceção nas sanções para que país europeu compre petróleo russo

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – Após cancelar um encontro com Vladimir Putin em Budapeste, o presidente Donald Trump afirmou nesta sexta-feira (7) que a realização da cúpula tem “uma chance muito boa” de acontecer -e ele quer que seja na capital húngara.

    Foi uma deferência a seu convidado na Casa Branca, o premiê Viktor Orbán, 15 anos ininterruptos no cargo na Hungria. Ele é um dos maiores aliados de Trump na Europa, e ambos nutrem admiração mútua pelo populismo de direita que defendem.

    “Sempre há uma chance, uma chance muito boa”, disse Trump a repórteres ao receber Orbán. Ao mesmo tempo, afetou fleuma: “Eu gostaria de manter [a reunião] na Hungria, em Budapeste. Aquele encontro eu não quis porque achei que nada significativo iria ocorrer. Mas se formos ter, quero que seja em Budapeste”.

    Em 16 de outubro, na véspera de receber Volodimir Zelenski em Washington, Trump recebeu uma longa chamada telefônica de Putin. O russo o convenceu a não fornecer mísseis de cruzeiro Tomahawk a Kiev e ambos marcaram uma cúpula para em até duas semanas, a segunda em pouco mais de dois meses.

    As conversas subsequentes entre seus chefes diplomáticos, Marco Rubio e Serguei Lavrov, fracassaram pelos motivos de sempre: em resumo, o russo quer concessões maximalistas de saída para aceitar um cessar-fogo, enquanto os ucranianos querem negociar após a trégua.

    O impacto do fracasso foi tão grande que começou a correr em Moscou um boato de Lavrov, no cargo desde 2004, seria demitido. Segundo a Folha de S.Paulo ouviu de pessoas ligadas ao Kremlin, não é fato, apesar do mal-estar. Nesta sexta, o porta-voz de Putin, Dmitri Peskov, negou a queda do ministro.

    “A guerra não acaba porque a Rússia não quer”, disse Trump a Orbán antes do almoço de trabalho entre eles, com a presença de jornalistas. Com efeito, Putin está jogando todas suas fichas na conquista da estratégica Pokrovsk, centro logístico das forças de Zelenski na região de Donetsk (leste), que foi invadida e está sob cerco.

    Orbán é o líder europeu mais próximo de Putin, e um crítico do governo de Kiev, a quem culpa pela guerra. Ao mesmo tempo, a Hungria é parte da União Europeia e da Otan, a aliança militar liderada pelos EUA, o que lhe vale acusações de traição por parte dos pares -isso fora medidas de erosão da democracia local e perseguição a minorias.

    Não na Casa Branca, onde suas política radicais contra imigração inspiraram as de Trump, que com efeito elogiou o premiê sobre o tema da imigração. Mais que isso, pareceu ávido a ouvir a principal demanda do húngaro: se excluído das sanções secundárias contra quem comprar petróleo das duas principais empresas russas, a Rosneft e a Lukoil.

    “Claro, nós vamos olhar isso, porque é muito difícil para ele conseguir óleo e gás de outras áreas. Como vocês sabem, eles não têm a vantagem de ter um mar. Então eles têm um problema difícil”, afirmou o americano.

    A Hungria é a principal cliente do petróleo russo na União Europeia, bloco que começou paulatinamente a restringir a compra do produto em dezembro de 2022, depois do começo da guerra. Em setembro, cerca de 2,5% do óleo cru e derivados que Moscou vende foram para o continente.

    Segundo o Centro de Pesquisa em Energia e Ar Limpo, de Helsinque, desse total de € 311 milhões, € 166 milhões foram para Budapeste. Os eslovacos, cujo atual governo também tem relações estáveis com Moscou, vêm logo a seguir com € 145 milhões.

    Orbán e Putin têm longa relação. O húngaro, que esteve no poder de 1998 a 2002 e, desde 2010, é o primeiro-ministro do seu país, se tornou um prócer do que ele mesmo chama de democracia iliberal -uma contradição em termos espelhada no modo com que Putin governa a Rússia.

    Nos meios conservadores e populistas, o húngaro é uma estrela. Seus contatos vão além dos EUA: na véspera do encontro com Trump, esteve com Eduardo Bolsonaro, o deputado federal filho do ex-presidente Jair que está em campanha contra autoridades brasileiras baseado nos EUA.

    O próprio Bolsonaro pai teve como precedente para ser obrigado a usar tornozeleira eletrônica, algo anterior à condenação por tentativa de golpe pelo Supremo, o temor de fuga: em 2024, ele passou dois dias na indevassável embaixada da Hungria em Brasília.

    Trump agora diz que há 'boa chance' de encontrar Putin em Budapeste

  • Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

    Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

    Pedro Sánchez acredita que Europa cumprirá compromissos climáticos

    O presidente da Espanha, Pedro Sánchez, elogiou nesta sexta-feira (7) o papel exercido pelo Brasil na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será realizada de 10 a 21 de novembro, em Belém. O mandatário europeu disse, em coletiva de imprensa na Zona Azul, que o país sul-americano é um exemplo a ser seguido, por levar a sério os compromissos climáticos baseados na ciência.

    “A liderança do Brasil não é apenas inspiradora, mas também nos lembra de algo importante, que é de qual lado devemos estar. Do lado da razão, da ciência, e não do negacionismo e, portanto, do engano. Do lado da esperança diante do medo”, disse o presidente, que participa da Cúpula do Clima. O evento antecede a COP30 e reúne chefes de Estado, líderes de governos e representantes de alto nível de mais de 70 países.

    “Há dez anos, o mundo assinou um acordo muito importante, o Acordo de Paris, um pacto com o nosso próprio futuro como humanidade, um acordo que continua sendo a melhor ferramenta, o melhor instrumento que temos para enfrentar a emergência climática de forma solidária, eficaz e responsável. E hoje, mais do que nunca, precisamos retornar a esse espírito”, complementou. 
    Sánchez destacou os impactos da crise climática na Espanha e defendeu a urgência de implementar ações efetivas para evitar que esses eventos se repitam em todo o mundo.

    “Nos últimos 12 meses, vivenciamos inúmeras emergências climáticas: inundações, uma tempestade terrível, incêndios e ondas de calor sem precedentes. Até agora, nesta década, a emergência climática já ceifou mais de 20 mil vidas em nosso país”, disse Sánchez.

    “Tivemos consequências dramáticas neste verão, por exemplo, como a tempestade DANA [Depressão Isolada em Altos Níveis] em Valência. Trata-se também de um impacto econômico e social, pois muitos setores vitais foram afetados, como o turismo e o agronegócio em nosso país.”

    O presidente espanhol disse estar otimista com os resultados que poderão ser alcançados durante a COP30, desde que outros países sigam o caminho do multilateralismo. E não o exemplo isolacionista dos Estados Unidos.

    “A nova administração dos EUA está se retirando de grande parte da agenda multilateral. Acredito que, da perspectiva de outras potências, como a União Europeia, o compromisso é firme. Chegamos a um acordo para reduzir nossas emissões de gases de efeito estufa em 90% até 2040 e alcançar a neutralidade climática até 2050”, disse Sánchez.

    “Acredito que o que a Europa precisa fazer é o que a Espanha vem defendendo: abrir-se, criar e construir pontes com outras sociedades, com outros blocos regionais e, com sorte, sob a presidência brasileira, poderemos assinar esse importante acordo entre a União Europeia e o Mercosul”, acrescentou.

    Presidente espanhol diz que liderança do Brasil na COP30 é inspiradora

  • Jovem que acreditava ser Madeleine é condenada por assédio aos McCann

    Jovem que acreditava ser Madeleine é condenada por assédio aos McCann

    Jovem polonesa que acreditava ser Madeleine McCann foi considerada culpada pela Justiça, nesta sexta-feira (7), de assédio cometido contra os pais da menina britânica que desapareceu em Portugal em 2007

    Nesta sexta-feira (7), Julia Wandelt, jovem polonesa que acreditava ser Madeleine McCann, foi considerada culpada pela Justiça do Reino Unido por assédio aos pais da menina desaparecida na praia da Luz, em Portugal, em 2007.

    A jovem, que se declarou inocente, escondeu o rosto entre as mãos ao ouvir o veredito e chorou.

    A sentença poderá chegar a um máximo de seis meses de prisão, mas a BBC noticiou que Wandelt deverá ser deportada, já que a jovem deixou a Polônia e viajou até o Reino Unido, onde os McCann vivem.

    A cúmplice, Karen Spragg, uma sexagenária originária de Cardiff acusada de ter ajudado Wandelt, foi totalmente absolvida.

    Wandelt, de 24 anos, foi presa no aeroporto de Bristol, no Reino Unido, em fevereiro, e foi acusada de quatro crimes de perseguição por ter telefonado e escrito repetidamente a Kate e Gerry McCann entre junho de 2022 e fevereiro de 2025, e de se ter deslocado à residência da família em Rothley, perto de Leicester, centro da Inglaterra. Foi também acusada de enviar mensagens através das redes sociais aos gêmeos, Sean e Amelie. 

    Após um julgamento de cinco semanas no tribunal criminal de Leicester, o júri absolveu Julia Wandelt da acusação de perseguição, que, na legislação britânica, corresponde ao ato de seguir alguém ou de se dirigir à sua casa de forma não solicitada e obsessiva, mas declarou-a culpada de assédio.

    Em 2023, Wandelt alegou no Instagram ser a menina desaparecida, mas um teste de DNA provou que não tinha qualquer ligação com a família.

    Madeleine McCann desapareceu em 3 de maio de 2007, poucos dias antes de fazer quatro anos, do quarto onde dormia juntamente com os dois irmãos gêmeos, mais novos, em um apartamento de uma região turística, na Praia da Luz.

    Por que acredita Julia que é Maddie?

    Nos últimos dois anos, Julia alegava ser ela a menina britânica que desapareceu em Portugal. Em um dos seus testemunhos em tribunal, a jovem explicou quando e porque é que começaram a surgir as dúvidas quanto à sua própria identidade.

    “A minha mãe tem cabelo e olhos castanhos. O meu pai tem cabelo escuro, agora grisalho, mas era escuro, e olhos castanhos também”, disse Wandelt, que tem cabelo e olhos claros e cujas memórias, segundo a própria, só começaram a partir dos oito, nove anos.

    Apesar de pedir para ver as suas fotografias de infância, durante vários anos, Wandelt disse que os seus pais sempre se recusaram a mostrar-lhe as imagens e em uma época em que começou a acreditar ser adotada e ter pedido para fazerem um teste de DNA, este também lhe foi recusado.

    A jovem contou ainda em tribunal que foi abusada por um familiar idoso, e que o seu pai comentou com ela que esse homem, em tempos, chegou a raptar uma pessoa. Terá sido isto que levou à etapa seguinte da sua investigação: começar a verificar dados de base de pessoas desaparecidas, na procura por alguém com caraterísticas semelhantes às suas. E foi aí que encontrou a imagem de Maddie.

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