Categoria: MUNDO

  • Maduro não quer se meter com os EUA, diz Trump

    Maduro não quer se meter com os EUA, diz Trump

    O presidente Donald Trump disse nesta sexta-feira (17), que os EUA atacaram um submarino que transportava drogas no Caribe, mas não deu mais detalhes

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente Donald Trump disse à imprensa nesta sexta-feira (17) que o ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, “não quer se meter com os Estados Unidos”. Trump usou a expressão em inglês “fuck around”, que faz uso do palavrão para fazer referência a um comportamento de alguém que provoca ou se comporta de maneira estúpida.

    O termo tem sido usado principalmente pelo secretário de Defesa, Pete Hegseth, que já disse em repetidas ocasiões que os inimigos dos EUA agora precisam se lembrar da frase “fuck around, find out”, algo como “vacilou, perdeu”.

    A expressão faz parte da tentativa de Hegseth e do governo Trump de projetar um governo mais beligerante que os antecessores -outra medida nesse sentido foi a alteração do nome do Departamento de Defesa para Departamento de Guerra, que ademais ainda precisa de autorização do Congresso para se tornar oficial.

    A fala de Trump desta sexta, feita durante encontro com o presidente ucraniano Volodimir Zelenski, vem durante a escalada de tensões entre EUA e Venezuela. O governo do republicano já destruiu uma série de embarcações próximas à costa da Venezuela nas últimas semanas, matando dezenas de pessoas e dizendo que os barcos transportavam drogas em direção ao território americano. Especialistas apontam que a principal rota de narcotraficantes passa pelo Oceano Pacífico e pela fronteira com o México, não pelo Caribe.

    Na quinta (16), as Forças Armadas americanas atacaram mais uma embarcação, desta vez matando duas pessoas e capturando outras duas que sobreviveram ao bombardeio. A legalidade das ações é questionada dentro e fora dos EUA, uma vez que ataques do tipo só são legítimos quando há risco iminente a militares ou civis ou quando há um estado de guerra -e somente o Congresso americano pode autorizar isso.

    Recentemente, entretanto, o governo Trump comunicou formalmente ao Congresso que os EUA estão “em situação de conflito armado” com narcotraficantes latino-americanos. Essa notificação permitiria ataques unilaterais em contextos em que não há perigo para forças americanas, como é o caso dos barcos destruídos. Em paralelo, a Venezuela pediu oficialmente ao Conselho de Segurança da ONU que declare os ataques ilegais, uma medida sem chance de ser aprovada, dado o poder de veto dos EUA no órgão.

    Trump disse ainda nesta sexta que os EUA atacaram um submarino que transportava drogas no Caribe, mas não deu mais detalhes. O presidente disse à imprensa que Maduro “ofereceu tudo” para tentar aliviar a tensão, em aparente referência a relatos da imprensa americana de que o regime venezuelano ofereceu à Washington participação dominante na indústria de petróleo da Venezuela, país com as maiores reservas petrolíferas do mundo.

    A Casa Branca teria recusado a oferta em favor de uma estratégia, envolvendo pressão militar e operações secretas da CIA, de derrubar Maduro do poder. Essa é a posição preferida pelo secretário de Estado, Marco Rubio, e o diretor da agência de espionagem americana, John Ratcliffe.

    Maduro não quer se meter com os EUA, diz Trump

  • Fila em agência de imigração de Portugal faz estrangeiros passarem a noite na calçada

    Fila em agência de imigração de Portugal faz estrangeiros passarem a noite na calçada

    Imigrantes tentam cumprir exigências da burocracia, pagar taxas ou obter informações sobre Autorização de Residência; última prorrogação do documento venceu no dia 15

    LISBOA, PORTUGAL (CBS NEWS) – De fila em fila o técnico de audiovisual Rodrigo Batista persegue o Graal dos estrangeiros que vivem em Portugal: a carteirinha plastificada da Autorização de Residência, documento de identidade dos imigrantes.

    “Fui à sede central da Aima [Agência para Integração, Migrações e Asilo]. Lá me disseram que não havia nenhuma informação e me encaminharam para este posto no bairro dos Anjos”, disse Batista à Folha. “Já entreguei todos os meus documentos, já fiz entrevista, eles deram um prazo de 90 dias, já se passaram 110 e não tenho notícia do meu documento.”

    Batista era um dos vários imigrantes na fila no posto da Aima no bairro dos Anjos, para onde a agência tem encaminhado os excedentes da sede central. Nesta quinta-feira (16) o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa, promulgou a nova Lei dos Estrangeiros, que dificulta a vida dos imigrantes que vivem no país.

    Os surtos periódicos de filas nas sedes da Aima, no entanto, nada têm a ver com a nova lei. Eles ocorrem de tempos em tempos quando vence algum prazo determinado pela burocracia.

    Um desses prazos venceu, por coincidência, na véspera da promulgação da nova lei. Desde 2020 o governo português não consegue renovar em tempo hábil as Autorizações de Residência dos imigrantes que vivem em Portugal. Na ocasião, foi criado um decreto-lei prorrogando a validade dos documentos vencidos. Esse decreto vem sendo progressivamente renovado desde então. A última prorrogação venceu em 15 de outubro.

    Imigrantes como Rodrigo Batista, que já entregaram os documentos, têm mais 180 dias para regularizar a própria situação. Desde quarta-feira (15) é comum ver imigrantes dormindo em filas na porta da Aima, com o objetivo de cumprir novas exigências da burocracia, pagar taxas com prazo vencido ou em busca de informações sobre a Autorização de Residência que nunca chega.

    Em meio ao furacão causado pela promulgação da Lei dos Estrangeiros e o novo surto de filas, a Aima divulgou nesta quinta o relatório “Migrações e Asilo”, que atualiza o status da imigração em Portugal. De acordo com a agência, 238.864 cidadãos estrangeiros entraram em Portugal em 2024, totalizando 1.543.697 imigrantes, cerca de 15% da população do país. Em 2023 haviam entrado 311.996 estrangeiros, o que mostra que o fluxo de imigrantes caiu.

    O maior contingente continua sendo o dos brasileiros -484.596, número oficial que não conta os ainda não documentados e os que entram com passaporte de outros países. Segundo estimativa da embaixada brasileira, a cifra já se aproxima de 700.000.

    O maior contingente de cidadãos de outros países da União Europeia em Portugal vem da Itália -muitos deles, segundo se acredita, seriam brasileiros com dupla nacionalidade.

    Um número a se destacar é que 85,5% dos imigrantes fazem parte da população economicamente ativa, ou seja, jovens que trabalham e ajudam a sustentar o sistema de seguridade social do país. “Pagamos nossos impostos e, na hora de receber nossos direitos, como a Autorização de Residência, as coisas nem sempre funcionam”, afirma Rodrigo Batista, que mora há três anos e meio em Portugal.

    Segundo ele, o mercado de trabalho em sua área é excelente. Batista tem sido chamado a atuar em produções importantes, como a escala portuguesa da turnê de Dua Lipa, uma das grandes estrelas do pop atual. “Viver aqui é muito bom. A única coisa ruim é a burocracia.”

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  • Após salão de festas, Trump quer construir um 'Arco do Triunfo' em Washington

    Após salão de festas, Trump quer construir um 'Arco do Triunfo' em Washington

    Republicano mostrou maquete em um jantar na Casa Branca; projeto seria realizado em comemoração do 250º aniversário de independência dos EUA, que será celebrado no próximo ano

    SÃO PAULO, SP (CBS NEWS) – O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que quer construir um grandioso arco em Washington, em estilo clássico similar ao monumento em Paris. O projeto, em comemoração do 250º aniversário de independência do país celebrado no próximo ano, está sendo chamado de “arco de Trump”.

    O republicano apresentou uma maquete em um jantar na Casa Branca. O evento foi organizado para agradecer a bilionários e a grandes empresas por doarem para outro megaprojeto de remodelação do republicano: um salão de festas luxuoso e robusto, avaliado em US$ 200 milhões (R$ 1,1 bilhão), na residência oficial na capital do país.

    Empresários como o CEO da Blackstone, Stephen Schwarzman, e os investidores em criptomoedas Tyler e Cameron Winklevoss, estavam entre os participantes do jantar. O republicano aproveitou a ocasião para dizer aos convidados que estava considerando planos para construir o arco, próximo à Ponte Memorial de Arlington.

    A réplica mostrada por Trump mostra um um arco grandioso, de estilo clássico, com estátua dourada alada. Uma representação em aquarela foi compartilhada nas redes sociais no mês passado pelo arquiteto Nicolas Leo Charbonneau, da Harrison Design, e repostada pelo presidente em sua conta no Truth Social.

    Ainda não há detalhes de quanto custaria o projeto, quando ele começaria a ser executado ou quem o financiaria —embora a apresentação no evento indique que Trump buscaria fundos privados.

    Grandes empresas americanas têm buscado estabelecer relações com o presidente por meio de jantares, doações e presentes luxuosos desde que Trump foi reeleito. A construção do salão de festas apresenta aos doadores outra via para agradar ao presidente.

    A reforma começou no mês passado, quando equipes de trabalho começaram a cortar árvores e escavar. O governo prometeu que a obra estará concluída antes de Trump deixar o cargo.

    Após salão de festas, Trump quer construir um 'Arco do Triunfo' em Washington

  • Modelo viaja a trabalho na Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

    Modelo viaja a trabalho na Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

    Vera Kravtsova, um jovem natural da Bielorrússia, tinha o sonho de ter carreira internacional como modelo e, por isso, viajou para a Tailândia após um convite de trabalho, mas acabou sendo sequestrada

    Vera Kravtsova, de 26 anos, desapareceu e depois foi dada como morta após concorrer a uma vaga como modelo na Tailândia. A jovem teria sido vítima de tráfico humano e os seus órgãos vendidos. 

    A jovem bielorrussa era cantora, mas acreditava em uma carreira internacional como modelo. Assim, decidiu viajar para Banguecoque para cumprir o seu sonho após um convite para um suposto trabalho.

    No entanto, Vera acabou sendo levada à força para Myanmar, em setembro. Foi mantida em cativeiro e submetida a trabalho escravo. 

    “Em vez de filmagens e contratos, a Vera foi levada para o outro lado da fronteira – Myanmar -, onde foi feita prisioneira”, escreve o Dailymail, citando o site de notícias russo Mash, acrescentando que “os únicos requisitos para o trabalho eram ser bonita e extorquir dinheiro de clientes ricos”. 

    Tudo isto sob a constantes ameaças de morte e de tráfico de órgãos. Em outubro, a jovem teria ficado sem clientes e desapareceu. 

    Alguns dias depois, a família da jovem de 26 anos foi informada de que Vera tinha sido encontrada morta e para que o corpo fosse enviado para a Bielorrúsia, os sequestradores exigiram cerca de 500 mil dólares (cerca de 2,6 milhões de reais).

    A família, que não tinha recursos monetários, soube que a jovem tinha sido cremada e que os seus órgãos tinha sido vendidos no mercado negro. 

    Vale destacar que o caso de Vera não é o único. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas estão sendo mantidas em condições semelhantes em diversos locais de Myanmar e que o esquema de tráfico de pessoas seja operado por um grupo de chineses, que conta com o apoio de milícias locais.

    Modelo viaja a trabalho na Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

  • Modelo viaja a trabalho para Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

    Modelo viaja a trabalho para Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

    Vera Kravtsova, um jovem natural da Bielorrússia, tinha o sonho de ter carreira internacional como modelo e, por isso, viajou para a Tailândia após um convite de trabalho, mas acabou sendo sequestrada

    Vera Kravtsova, de 26 anos, desapareceu e depois foi dada como morta após concorrer a uma vaga como modelo na Tailândia. A jovem teria sido vítima de tráfico humano e os seus órgãos vendidos. 

    A jovem bielorrussa era cantora, mas acreditava em uma carreira internacional como modelo. Assim, decidiu viajar para Banguecoque para cumprir o seu sonho após um convite para um suposto trabalho.

    No entanto, Vera acabou sendo levada à força para Myanmar, em setembro. Foi mantida em cativeiro e submetida a trabalho escravo. 

    “Em vez de filmagens e contratos, a Vera foi levada para o outro lado da fronteira – Myanmar -, onde foi feita prisioneira”, escreve o Dailymail, citando o site de notícias russo Mash, acrescentando que “os únicos requisitos para o trabalho eram ser bonita e extorquir dinheiro de clientes ricos”. 

    Tudo isto sob a constantes ameaças de morte e de tráfico de órgãos. Em outubro, a jovem teria ficado sem clientes e desapareceu. 

    Alguns dias depois, a família da jovem de 26 anos foi informada de que Vera tinha sido encontrada morta e para que o corpo fosse enviado para a Bielorrúsia, os sequestradores exigiram cerca de 500 mil dólares (cerca de 2,6 milhões de reais).

    A família, que não tinha recursos monetários, soube que a jovem tinha sido cremada e que os seus órgãos tinha sido vendidos no mercado negro. 

    Vale destacar que o caso de Vera não é o único. Estima-se que cerca de 100 mil pessoas estão sendo mantidas em condições semelhantes em diversos locais de Myanmar e que o esquema de tráfico de pessoas seja operado por um grupo de chineses, que conta com o apoio de milícias locais.

    Modelo viaja a trabalho para Tailândia e vira vítima de tráfico de órgãos

  • Terremoto de magnitude 6,1 atinge o sul das Filipinas após série de abalo

    Terremoto de magnitude 6,1 atinge o sul das Filipinas após série de abalo

    Novo terremoto de magnitude 6,1 atingiu o sul das Filipinas nesta sexta-feira (17), ampliando a sequência de fortes abalos registrados desde o início do mês. Em tremores anteriores, ao menos 72 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas, segundo autoridades locais

    Um terremoto de magnitude 6,1 atingiu o sul das Filipinas nesta sexta-feira (17), segundo o Instituto de Vulcanologia e Sismologia do país. O abalo ocorre em meio a uma sequência de tremores que vêm sendo registrados desde o início do mês.

    Há pouco mais de uma semana, um terremoto de magnitude 7,4 chegou a provocar a emissão de um alerta de tsunami, com risco de ondas potencialmente destrutivas na costa leste do arquipélago. O alerta foi posteriormente suspenso, sem registro de danos significativos.

    O terremoto mais letal do mês foi o de magnitude 6,9, ocorrido no início de outubro, que deixou ao menos 72 mortos. Na ocasião, cerca de 20 mil pessoas precisaram abandonar suas casas na ilha de Cebu, e aproximadamente 600 residências foram destruídas.

    As Filipinas estão localizadas no chamado Círculo de Fogo do Pacífico, região de intensa atividade sísmica e vulcânica, o que torna o país um dos mais propensos a terremotos no mundo.
     
     

    Terremoto de magnitude 6,1 atinge o sul das Filipinas após série de abalo

  • Crianças de 9 e 10 anos são acusadas de estuprar menina de 5 nos EUA

    Crianças de 9 e 10 anos são acusadas de estuprar menina de 5 nos EUA

    Menino e menina foram formalmente acusados de estupro e tentativa de homicídio após agredirem brutalmente uma criança de 5 anos em Cleveland. O caso, que chocou Ohio, está sob investigação da polícia e tramita no tribunal juvenil do Condado de Cuyahoga

    Duas crianças, um menino de 9 anos e uma menina de 10, foram formalmente acusadas de estupro e tentativa de homicídio após atacarem uma menina de 5 anos em Cleveland, Ohio (EUA). As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (15) pelo Ministério Público do Condado de Cuyahoga e pela emissora CBS News.

    Segundo as autoridades, os menores também responderão por agressão criminosa, estrangulamento e sequestro. O caso está sendo investigado pela Divisão de Polícia de Cleveland, que afirmou não divulgar mais detalhes neste momento devido à “natureza sensível da investigação” e para preservar a identidade e os direitos constitucionais dos envolvidos.

    De acordo com o The New York Times, as denúncias foram apresentadas no tribunal juvenil, e o processo de indiciamento ainda será concluído. A porta-voz do Ministério Público, Lexi Bauer, informou que o órgão continua reunindo provas e colhendo novos depoimentos sobre o caso.

    A mãe da vítima relatou à imprensa que o ataque ocorreu em 13 de setembro, quando deixou a filha na casa de um parente. Pouco depois, a menina saiu pela porta da frente e foi atacada em um campo próximo. A mulher contou que a filha foi espancada, teve o cabelo arrancado e ficou “irreconhecível”.

    “O que eu vi foi inacreditável. Minha filha não parecia minha filha. Seu cabelo estava arrancado, ela tinha hematomas e sangue por todo o corpo. Seus olhos estavam cheios de sangue. Seus lábios e boca estavam cobertos de sangue”, disse a mãe em entrevista à CBS News.

    As autoridades ainda não divulgaram o estado de saúde atual da criança.

    Crianças de 9 e 10 anos são acusadas de estuprar menina de 5 nos EUA

  • EUA atacam sexto navio no Caribe em operação perto da Venezuela

    EUA atacam sexto navio no Caribe em operação perto da Venezuela

    O Exército dos Estados Unidos lançou novo ataque marítimo sob justificativa de combate ao narcotráfico. A ação, próxima à costa venezuelana, deixou sobreviventes, diferente das anteriores, que mataram 27 pessoas. Trump é acusado de violar leis internacionais e de autorizar operações secretas na região

    O Exército dos Estados Unidos realizou um novo ataque no mar do Caribe, próximo à costa da Venezuela, nesta quinta-feira (16), atingindo um sexto navio suspeito de envolvimento com o tráfico de drogas. A operação foi conduzida por militares do Comando Sul, segundo fontes ouvidas pela emissora norte-americana CBS News.

    Diferentemente de outras ações, o ataque não foi anunciado nas redes sociais pelo ex-presidente Donald Trump, mas confirmado por autoridades do governo norte-americano, que afirmaram haver sobreviventes. Este é o primeiro caso com registros de pessoas vivas após as ofensivas anteriores, que deixaram 27 mortos, entre cidadãos da Venezuela, Colômbia e Trinidad e Tobago.

    Na quarta-feira, a polícia de Trinidad e Tobago informou que investiga se dois cidadãos do país estão entre os seis mortos em um dos ataques. Lenore Burnley, mãe de uma das supostas vítimas, Chad Joseph, de 26 anos, afirmou à agência France-Presse que o filho era pescador e voltava para casa após três meses de trabalho na Venezuela. Segundo ela, a ação militar foi desproporcional e contrária às normas marítimas, que preveem a interceptação e abordagem de embarcações suspeitas, e não sua destruição.

    Trump tem defendido as ações militares como parte de uma campanha contra o narcotráfico, tratando os suspeitos como combatentes ilegais. No Congresso, parlamentares democratas acusam o ex-presidente de violar o direito internacional e leis norte-americanas, enquanto até alguns republicanos pedem esclarecimentos à Casa Branca.

    De acordo com fontes ouvidas pela agência Associated Press, a administração Trump ainda não apresentou provas de que os barcos atacados transportavam drogas. Os ataques ocorrem em meio ao aumento da presença naval dos Estados Unidos na região e a relatos de que Trump teria autorizado operações secretas da CIA na Venezuela com o objetivo de neutralizar o presidente Nicolás Maduro.

    Questionado sobre o assunto, Trump não negou a informação e afirmou que também considera realizar ataques terrestres contra supostos traficantes em território venezuelano. Washington acusa Maduro de chefiar uma rede internacional de narcotráfico e oferece recompensa de até 50 milhões de dólares por sua captura, o que o líder venezuelano nega categoricamente. 

    EUA atacam sexto navio no Caribe em operação perto da Venezuela

  • Lula e Trump devem se encontrar em breve, diz Mauro Vieira

    Lula e Trump devem se encontrar em breve, diz Mauro Vieira

    As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessam um período de instabilidade desde que o governo Trump decidiu impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros

    O Brasil e os Estados Unidos devem realizar uma nova reunião em novembro, dando continuidade à retomada do diálogo entre os dois países após meses de tensão diplomática, disse nesta quinta-feira (16) o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira. A declaração foi feita após encontro com o secretário de Estado americano, Marco Rubio, na Casa Branca, em Washington.

    Segundo o chanceler, o encontro — que durou cerca de uma hora — ocorreu em clima de “excelente descontração e troca de ideias”, com foco principal nas tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

    “Foi muito produtivo, com muita disposição para trabalhar em conjunto e traçar uma agenda bilateral de comércio”, disse Vieira em entrevista a jornalistas. 

    A reunião teve duas etapas: uma conversa privada entre os dois ministros e, em seguida, a participação de diplomatas e representantes comerciais de ambos os governos. Vieira confirmou que as equipes técnicas devem começar a negociar “em breve” medidas para tentar reverter as tarifas de 50% aplicadas por Washington desde agosto.

    Possível encontro

    Vieira também afirmou que os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Donald Trump devem se encontrar nos próximos meses, embora a data e o local ainda não estejam definidos.

    “Está mantido o objetivo de que os líderes se reúnam proximamente. Há interesse de ambas as partes para que isso aconteça o quanto antes”, declarou o ministro.

    Inicialmente, a expectativa era de que o encontro pudesse ocorrer durante a Cúpula da Associação das Nações do Sudeste Asiático (Asean), na Malásia, no fim de outubro. No entanto, segundo o chanceler, as agendas dos presidentes devem determinar o momento mais adequado para a reunião.

    Contexto

    As relações entre Brasil e Estados Unidos atravessam um período de instabilidade desde que o governo Trump decidiu impor tarifas de 50% sobre produtos brasileiros. A medida foi justificada pela Casa Branca como uma resposta a uma suposta “politização” do Judiciário brasileiro e à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado.

    Além do tarifaço, Washington também aplicou sanções financeiras e consulares a autoridades brasileiras, incluindo o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. As ações foram vistas em Brasília como retaliação política.

    O encontro entre Vieira e Rubio é o primeiro de alto nível desde que Trump reassumiu a Presidência dos Estados Unidos, em janeiro. A reunião sinaliza um esforço de reaproximação entre os dois países, iniciado após uma breve conversa entre Lula e Trump durante a Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em setembro, em Nova York.

    Próximos passos

    De acordo com o Itamaraty, Mauro Vieira e Marco Rubio devem manter contato direto nas próximas semanas para definir a agenda de reuniões técnicas. A expectativa é que, até novembro, sejam traçadas as bases para uma negociação ampla sobre tarifas e cooperação comercial.

    “O importante é que prevaleceu uma atitude construtiva, com aspectos práticos para a retomada das negociações entre os dois países”, destacou o chanceler. “Há boa química entre os governos, e o diálogo está aberto.”

    Lula e Trump devem se encontrar em breve, diz Mauro Vieira

  • Hamas culpa governo Netanyahu por corpos de reféns desaparecidos

    Hamas culpa governo Netanyahu por corpos de reféns desaparecidos

    O grupo terrorista afirmou que alguns corpos de israelenses foram enterrados em túneis destruídos por Israel em ataques com bombas e drones

    SÃO PAULO, SP (UOL/CBS NEWS) – O Hamas divulgou um comunicado nesta quinta-feira (16) responsabilizando o governo de Benjamin Netanyahu pela dificuldade em achar os corpos de 21 reféns que ainda faltam ser entregues a Israel.

    Alguns dos corpos foram enterrados em túneis destruídos por Israel, diz grupo. Outros estão sob os escombros de prédios que foram bombardeados e destruídos.

    Extremistas também indicam que ataques israelenses mataram os reféns. “O exército de ocupação nazista que matou esses prisioneiros é o mesmo que causou seu sepultamento sob os escombros”, afirma o Hamas em outro trecho.

    Atraso para liberar a passagem de Rafah, na fronteira entre Gaza e o Egito, também atrapalha as buscas, segundo o grupo. “Portanto, qualquer atraso na entrega dos corpos é de total responsabilidade do governo Netanyahu, que está obstruindo e impedindo o fornecimento dos meios necessários para tal”.

    ISRAEL DEVOLVE PRISIONEIROS PALESTINOS

    O Ministério da Saúde de Gaza informou que Israel devolveu, até o momento, 120 corpos de palestinos. Segundo a entidade, grande parte dos corpos tinha sinais de tortura.

    Como parte do acordo de cessar-fogo, Israel devolveu à Palestina os corpos de 120 pessoas. 90 destes foram entregues nesta quarta-feira (15), em duas levas de 45, e os outros 30 foram devolvidos nesta quinta-feira.

    A troca de restos mortais faz parte do acordo de cessar-fogo. Até o momento, o Hamas devolveu 10 corpos -Israel identificou nove como sendo de israelenses e um deles não era um refém. Ainda faltam 19 corpos para serem encontrados e devolvidos.

    Na segunda-feira, o Hamas libertou 20 reféns vivos. Em troca, Israel libertou quase 2.000 palestinos que estavam detidos em prisões.

    Dias após acordo, os dois lados trocam acusações de quebra do cessar-fogo. Israel argumenta que o Hamas não cumpriu sua parte por não ter devolvido todos os corpos de israelenses. Por outro lado, o Hamas alega que ataques de Israel continuam na Faixa de Gaza.

    Hamas culpa governo Netanyahu por corpos de reféns desaparecidos